História Mi luz, Mi amor - Capítulo 6


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Categorias La Casa de Papel
Personagens Berlim, Denver, Mônica Gaztambide, Moscou, Nairobi, Professor, Raquel Murillo, Rio, Tókyo
Tags La Casa Da Papel, Professor, Rio, Tokio
Visualizações 13
Palavras 1.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ah, este é um capítulo que me custou muito a sair (principalmente porque o word decidiu apagar a primeira versão e eu tive de rescrever tudo novamente) E decidi deixar aqui uma imagem da minha Luz. Espero que gostem!!

Capítulo 6 - Sra. Oliveira


Fanfic / Fanfiction Mi luz, Mi amor - Capítulo 6 - Sra. Oliveira

Aquela reunião demorou algum tempo, e no fim dela, a única coisa que Tókio quis foi ver a filha e a noite descansar no peito do Rio. O jantar, foi mais uma vez, feito por Helsinque, um macarrão com molho pesto, divinal como sempre. Luz ainda brincou um bocado, mas acabou por adormecer deitada sobre o peito de Rio, enquanto via algum desenho animado na televisão. E Tókio ficou olhando os dois. Eram aqueles momentos que a faziam pensar, em como era sortuda, por ter Rio ao seu lado, por ter tido alguém na sua vida, capaz de a amar tão genuinamente, por ter alguém que a tenha ensinado a amar de verdade, com medo e inseguranças, mas com esperança no futuro. Ela era tão sortuda por ter uma filha tão linda, tão perfeita, só ela sabia que tinha feito tantas coisas erradas na vida dela, tanta asneira, tanta estupidez, tanta merda. Tinha feito a mãe sofrer tanto, por ela, e agora ela era mãe, e só pedi a todas as estrelas que Luz tivesse uma vida mais calma, desafogada, que pudesse estudar, ir para a universidade, quem sabe até viajar, praticar um desporto, ter festas de aniversário com os amigos, ter natais em família… família, ela pensou, como será que a sua mãe iria reagir ao ver a filha ao fim de cinco anos, cinco anos sem noticias, sem qualquer informação. Ela despertou dos pensamentos quando Rio a chamou. “Pega na Luz, por favor, para não a acordar” Ele pediu e ela acenou pegando a filha no colo que se mexeu e resmungou algo, mas Tókio sossegou-a dizendo “É a mamã” Ela disse beijando o topo da cabeça da filha embalando-a nos seus braços, seguiu para o andar de cima, com Rio atrás de si. Quando deitaram a filha na cama, Rio beijou a testa da menina e quando Tókio fez o mesmo ouviu Luz disser “Eu te amo mamã”. E com isto, ela sabia, tudo ficaria bem.

Quando retomou ao seu quarto, Rio já estava na cama, apenas vestindo uma calça moletom, e ela pode deitar-se no peito dele, quente e reconfortante, sempre lhe trazia uma paz que ela nunca encontrará em outro sítio. “Eu amo-te” Ela disse-lhe sem o olhar nos olhos “Eu sei que não digo isto muitas vezes, mas obrigada, por nunca teres desistido de nós, de mim, por me teres mostrado que vale sempre a pena amar” Ela disse e ele sorriu-lhe, beijando-a intensamente, a noite foi perdida entre promessas de amor e juras de que tudo ficaria bem…

(…)

Quando amanheceu, ela tinha dormido pouco, a ansiedade, o nervosismo e a angústia tinham tomado conta dela, e assim que entrou no carro, que Rio dirigia, ela soube que a viagem, apesar de apenas durar cerca de meia hora, iria parecer maior que qualquer outra.

Rio conduzia com calma, sabia o caminho até a pequena localidade que ela havia indicado, passaram pelas ruas movimentadas de Madrid, o transito, felizmente, ainda não existia, talvez porque o relógio ainda não tinha batido as sete da manhã. Foi mais um quarto de hora até chegarem ao um dos subúrbios mais pobres da cidade de Madrid, Rio já tinha ouvido falar naquele local quando era mais novo, era problemático e perigoso, embora que com o passar dos anos já estaria bem melhor. “Segue em frente, na terceira corta à direita, é a última casa.” Ela disse simplesmente, quase que mecanicamente, e ele seguiu por onde ela tinha indicado. A casa que encontraram, era tal e qual como Tókio se lembrava dela, pequena e modesta, com alguns canteiros à entrada, onde a mãe ainda tinha hortelã, salsa e coentros plantados. A pintura da casa, anteriormente branca, estava a descarnar num tom castanho, marcando o compasso do tempo, apesar de modesta, Rio pode ver que havia flores à janela, vistosas e coloridas. “Queres que entre contigo?” Ele perguntou-lhe mas ela negou com a cabeça “Eu preciso de fazer isto sozinha, espera por mim aqui” Ela disse simplesmente e ele deixou que ela saísse do carro.

Silene ficou parada quase quinze minutos em frente à porta, lá dentro ela ouvia movimentações e podia sentir o cheio do café a ser feito, aquele cheiro era uma das suas memórias mais ternas, ela sorriu. Inspirou bem fundo e bateu na porta, e a voz da mãe do outro lado, com um “é um segundo” E ouvindo os passos dela, foi o suficiente para que o coração dela desse um pulo. E não se enganou, quando a mãe apareceu na porta, ajeitando o avental que já trazia posto, foi um choque mútuo… A mãe imediatamente caiu em lágrimas, e Tókio também. “A minha menina” A mãe disse chorando copiosamente e ela tentou responder mas a voz ficou presa e o coração apertado, e só caiu em lágrimas quando a mãe a abraçou. “Desculpa-me mãe, por tudo” ela pediu e chorou nos braços dela, ali, a entrada da porta, com Rio observando tudo, e sorrindo, finalmente as coisas começavam a encaminhar-se.

(Uma hora depois)

“Minha filha, eu pedi tanto a nossa senhora por ti” Ela dizia ainda acariciando o rosto da filha ternamente, agora sentadas no sofá, e foi só quando ela tocou o rosto da mãe, num gesto terno, que ela pode ver a aliança que reluzia em ouro branco, no dedo dela. “Que aliança é esta Silene”.

Ela inspirou fundo. “Mãe, há alguém que eu quero que conheças” Ela disse sorrindo e a mãe caiu novamente em lágrimas “A minha filha casou, e eu não vi” Ela disse e isso cortou o coração dela “Só assinei um papel mãe, nada de vestido, de festa, só assinamos um papel”.

“Mas é sério?” Ela perguntou e Silene riu “O Aníbal nem deixaria ser de outra forma, mãe, ele é o amor da minha vida” Ela disse com os olhos a brilhar e uma mãe sabe. “Eu achava que amava o Enrique, até conhecer o Aníbal, e ele me ensinou a amar, mãe, eu sou tão feliz ao lado dele.”

“Aníbal, esse é o rapaz das notícias?” A mãe se lembrava de ter visto nas notícias, aquando o assalto à casa da moeda e timbre, as imagens dela com um rapaz, trocando alguns beijos. “Sim, é” Ela disse sorrindo “E há mais” Ela inspirou fundo e continuou “Eu fui mãe” Ela explicou, expectante. “Há quatro anos, eu estava grávida durante o assalto, e só descobri depois” E antes que ela pudesse explicar a mãe cortou-a “Eu sou avó?” Ela disse quase incrédula e Silene confirmou com a cabeça “Fala mais, por favor.”

“Tem quatros anos e chama-se Luz” Ela disse sorrindo “Ela é a minha vida mãe.” Ela disse-lhe sorrindo. “Eu menina” A mãe disse feliz. “É o teu marido que está lá fora?” “Sim é” Ela respondeu, já sabendo que a mãe o queria conhecer. “É o pai da Luz, não é! Então vai busca-lo. Vai lá Silene”. Ela disse sorrindo “Já tomaram o pequeno-almoço?” E Silene negou e ela balançou a cabeça “Vou por dois lugares na mesa” Ela disse-lhe sorrindo. E Silene quando saiu viu Rio que tinha adormecido no carro. “A mãe quer que tomemos o pequeno-almoço com ela, anda” Ela explicou com um sorriso enorme e assim que ele saiu do carro, trocaram um beijo apaixonado. “Eu disse que ia correr tudo bem”. Ele disse ela limitou-se a responder “Eu amo-te”.



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