História Minha guarda-costas - Capítulo 41


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags One Direction, Zayn Malik
Visualizações 82
Palavras 3.990
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei, mas cheguei. Desculpem pelo atraso!! Me perdoem mesmo, mas semana passada rolou uns problemas que tomaram todo o meu tempo.

Sem notas, desta vez. Vou deixá-las lendo aí, bonitinhas e atônitas! Hahahaha. Esse capítulo está arrasando psicológico. Já aviso.

Leiam as NOTAS FINAIS porque tem trilha sonora.

Boa leitura, muito obrigada a todas, até a próxima, super beijo e.... FUI!!! <3

all of my love xx

Capítulo 41 - Show me how to fight for now


Fanfic / Fanfiction Minha guarda-costas - Capítulo 41 - Show me how to fight for now

Harry Styles P.O.V.

Depois de sentir o mundo desabar diante dos meus olhos, o meu melhor abrigo foi o abraço de minha mãe. Passei a noite agarrado a ela, sentindo-me o pior dos vilões por ter machucado a garota dos meus sonhos, e não seria novidade contar que não consegui adormecer com a consciência tão pesada. Eu jamais poderia me perdoar por ter sido tão violento com Mabel. Com a minha Bee. Será que um dia ela me perdoaria? Eu me recusava a cogitar que a tinha perdido, mas meu coração estava apertado e doía com essa ideia. Minha mãe dizia que tudo iria ficar bem, tentava me consolar de todas as maneiras possíveis, e eu realmente queria acreditar em suas palavras doces apesar do meu racional me relembrar da frase fatídica de Mabel. Não ouse mais me tocar. Suas palavras ecoavam dentro da minha mente, e cada vez mais, eu derramava lágrimas em arrependimento por ter me comportado como um troglodita com ela. Eu daria tudo o que tenho para voltar no tempo e desfazer o meu erro, porém, isso é impossível. O que eu poderia fazer para reparar o meu erro e trazer minha garota de volta para mim? Tem que haver uma maneira, pois não estou disposto a perdê-la.

Logo que amanheceu, eu me levantei da cama, esforçando-me ao máximo para não acordar a minha mãe quando me soltei de seu abraço, e fui para o meu quarto. Despi-me sem muito ânimo e fui ao banheiro para tomar um banho. Eu tinha que me arrumar para ir trabalhar, infelizmente, mas se eu pudesse, ficaria em casa para mimar Mabel, e lhe dar todo o meu carinho até que a convencesse de que jamais quis feri-la. E eu sei que não será tão fácil assim. Provavelmente, ela não quer nem me ver pintado de ouro na sua frente e não  posso culpá-la por querer isso. Desferi um soco contra o azuleijo, na intenção de extravasar a minha raiva por mim mesmo, e abri o registro do chuveiro, permitindo a água quente me cobrir por completo. Permaneci imóvel durante alguns instantes, tentando relaxar ainda que fosse uma tarefa impossível na atual circunstância. Como eu poderia me acalmar? Além de ter usado a força contra uma mulher, mesmo sendo apaixonado por ela, eu tinha que lidar com o fato de que Mabel esteve com Zayn. Aquele patife miserável! Eu sabia que ele tentaria tomar ela de mim! Desde que éramos crianças, ele jurou guerra contra mim por Mabel e isso não me preocupava porque prometemos travar essa disputa civilizadamente, sem perdermos a amizade. Agora que não há amizade entre nós, ele fará de tudo somente por capricho para tirá-la de mim! E está conseguindo. Não posso acreditar que ela passou a noite com ele, cuidando dele e dando toda a sua atenção ao meu inimigo. Eu não posso permitir que eles se aproximem. Se ele pensa que pode tirá-la de mim, eu o farei saber que está redondamente enganado.

Assim que desci, depois de me vestir e me arrumar para o trabalho, eu encontrei Carmen na cozinha e sua feição tristonha já denunciou que estava sabendo do que havia acontecido com Mabel.

- Bom dia, Harry. - ela murmurou e abaixou a cabeça, sem me dirigir o olhar e continuou a arrumar o café da manhã sobre a bancada.

- Bom dia. - respondi rouco e tive que tossir ao sentir minha garganta seca. Caminhei lentamente até um banco para me sentar e ao olhar para a comida servida à minha frente, acabei perdendo totalmente o apetite. - Alguém já acordou? - perguntei somente para quebrar o silêncio, enquanto me servia com um pouco de café numa caneca.

- Sim. Sua mãe, Gemma e Mabel já saíram. - ela disse ainda cabisbaixa e se afastou, dirigindo-se até a pia para lavar a louça. Meu coração disparou enlouquecido quando ouvi sua resposta, e por pouco não me engasguei com o café quente.

- Para onde elas foram? - perguntei em tom mais alto, e Carmen se encolheu, dando de ombros.

- Sua mãe disse que Mabel precisava de um pouco de ar, mas não disseram para onde iriam. - falou meio trêmula e eu bufei exasperado. Eu não iria suportar se Mabel voltasse a me evitar como fez no início quando veio para a minha casa. Passei as mãos pelos meus cabelos ainda úmidos e balancei a cabeça negativamente, tentando espantar a ideia de que estava perdendo Mabel. Não, eu não iria perdê-la.

- Preciso ir. Não deixe que Mabel saia dessa casa até eu voltar, Carmen. - disse firme e dei um gole rápido no café em minha caneca, dispensando qualquer outra coisa devido à minha falta de apetite. Sem dizer mais nada, peguei minhas chaves, minha carteira e parti o mais rápido possível rumo à TMS. Se é guerra que o Malik quer, é guerra que ele terá.

(...)

Sem dormir, sem me alimentar, sem ânimo e sem qualquer concentração, não sei como pensei que poderia trabalhar e encarar reuniões neste estado que estou. No primeiro intervalo que tive, fui até o banheiro para lavar o rosto, mas assim que encarei o meu reflexo no espelho, eu notei o quão abatido estava aparentando. Se pudesse ver o meu reflexo por dentro, estaria ainda pior com tanta angústia me corroendo. E eu nem gostaria de vê-lo, pois certamente teria a minha culpa escancarada e gritante para quem quisesse ver. Eu tenho que reagir e fazer algo para ter Mabel de volta, senão nada acontecerá e continuarei com esse peso nos meus ombros.

Ao sair do banheiro, eu respirei fundo e alonguei meu pescoço, pendendo a cabeça para cada lado, estalando a cervical, como uma forma de endireitar a minha postura. Eu tinha que parecer imponente e em perfeito estado, apesar da minha pele estar tão pálida e ter olheiras visíveis ao redor dos olhos. Prossegui o meu caminho pelo andar, em direção à sala de Zayn e quando me aproximei, notando que a porta estava aberta e o desgraçado estava ali, totalmente despreocupado, parecendo até mesmo perdido em seus próprios pensamentos, senti um desejo incontrolável de voar em seu pescoço e esmurrá-la até a morte. Contudo, ao invés disso, eu inspirei forte o ar e esforcei-me a abrir o meu melhor sorriso sarcástico, assim que cruzei a porta de sua sala.

- Fiquei surpreso que não foi na reunião com os australianos. O sócio majoritário está desinteressado sobre os novos ganhos que teremos no mês que vem? - perguntei em tom debochado e me aproximei de sua mesa, ficando de frente a frente com Zayn. Ele me olhou rapidamente e voltou a sua atenção, focando na janela como se algo ali naquela paisagem fosse mais interessante.

- Eu já trouxe a conta dos mexicanos que será bem lucrativa para a empresa. Os trocados desses australianos não me farão falta. - ele respondeu seco, parecendo ignorar a minha presença, mas após fazer uma breve pausa, vi um sorriso desenhar no canto de sua boca. Tive que me controlar para não perder a calma. - O que é surpreendente é que ainda tem energia para tentar me importunar, sendo que parece que vai cair morto no chão, a qualquer instante, com essa cara de zumbi. Dormiu no cabide para madrugar no trabalho, Styles? - debochou, contendo um riso forçado, mas não me dirigiu o olhar. Zayn parecia tranquilo e inabalável, devidamente acomodado em sua cadeira, reclinando-se para trás enquanto olhava a vista pela janela de sua sala. Se não tivesse a certeza que eu tinha a carta na manga para alterar o seu humor, já teria saído do sério com ele no momento em que entrei.

- Na verdade, eu não dormi. Uma garota me manteve bem ocupado. - disse em um tom maldoso e mantive um sorriso nos lábios, tentando demonstrar o que queria dizer naquela frase subliminar. Zayn somente rolou os olhos, em sinal de tédio, e respirou fundo, preferindo manter-se em silêncio. Eu já estava preparado para isso, então, decidi avançar com o meu plano de roubar a sua atenção à força. - Talvez eu até teria dormido um pouco, se ela não tivesse aparecido no meio da madrugada, lá pelas quatro da manhã, toda carente, e ainda depois de tomar tanta chuva.

- Styles, eu estou cagando para as suas aventuras com vagabundas. - Zayn respondeu entre um bocejo e permaneceu com seu olhar fixo em direção à janela.

- Ah, mas ela não é uma vagabunda. É uma garota bem especial. - fiz questão de entonar malícia na última frase, e me inclinei, encostando os cotovelos sobre a cadeira à frente da mesa de Zayn. Olhei para ele atentamente, mesmo que ele não devolvesse o olhar, e sorri vitorioso. - Na verdade, é uma amiga bem próxima. - falei propositalmente para que ele entendesse de quem eu me referia, e Zayn processou as minhas palavras com atenção. Ele franziu o cenho e finalmente, lançou o seu olhar para mim. - Ela é a garota mais incrível que eu já conheci. Além de linda, é claro. - falei de maneira sonhadora e suspirei sonoramente, parecendo um jovem apaixonado e que tinha ganhado na loteria. - Nossa, ela tem olhos azuis como o céu em dia de verão. Radiantes e claros que hipnotizam, sabe? A pele é clara como a neve, e tão macia! Os cabelos são castanhos, e caem em ondas pelos seus ombros até chegar aos seios. E que seios! Deus realmente foi generoso com ela quando a criou. O corpo dela é uma perdição! - disse de maneira travessa e abri mais o sorriso ao ver Zayn enervar-se com a minha dissertação sobre Mabel. Pela sua expressão nada tranquila, eu logo confirmei que ele sabia de quem eu estava falando. - Eu quase perdi o controle com os lábios dela. Sabe aqueles carnudos na medida certa e que parecem de veludo quando estão nos chupando? Ela é perfeita. Até os gemidos dela são atraentes, ainda mais chamando o meu nome, enquanto eu a tinha em minha cama. E é tão fogosa que a fiz minha por várias e várias vezes. Aquela mulher é insaciável! - falei pausadamente e continuei sorrindo da forma mais cafajeste que sabia fazer. Zayn, por outro lado, me fuzilava com o olhar e era perceptível que seu maxilar estava prestes a trincar de tanto que o travava.

- Veio até aqui para contar vantagem?! Esse tempo já passou! Não somos mais amigos! Quer compartilhar a sua alegria? Por que teve uma noite de transa, Styles?! Não fui claro quando disse que estou cagando para você e com quem está trepando?! - respondeu entredentes e notei seu punho se fechar fortemente, mas Zayn o escondeu embaixo da mesa para não demonstrar que eu havia o afetado.

- Calma, Zayn. Você me perguntou se tinha dormido mal e estou contando qual o motivo. - dei de ombros e falei despreocupadamente, porém, temperei minhas palavras com o mais irritante deboche. Zayn rapidamente mudou sua expressão e sorriu sacana, balançando a cabeça negativamente enquanto me examinava com desinteresse.

- Eu devo ter comido o triplo, senão mais, de mulheres que você já levou para cama, Styles. Atualmente, estou fodendo a modelo mais gostosa, e bem paga, da Victoria Secrets. Acha que pode contar vantagem porque passou a noite em claro transando com uma garota?

- Já disse que não é qualquer garota, Malik. É o tipo de mulher que você não troca por nenhuma outra. - disse sério e arqueei uma sobrancelha com vontade, devolvendo um olhar de desprezo para Zayn. Ele endureceu a postura, mas logo a relaxou e sorriu de lado.

- Sabe, agora eu estou me lembrando de uma garota que se encaixa perfeitamente nas características que você disse. Eu a conheci quando fui à Los Angeles, numa festa de máscaras de um hotel, e ela estava em um vestido branco e com aquele par de olhos azuis irresistíveis, até parecia um anjo. Realmente, tinha várias outras mulheres gostosas e incríveis, mas ela tem algo de especial que te faz querê-la e não largá-la nunca mais. - ele dizia descaradamente e eu não consegui controlar minha reação de surpresa. Ele estava insinuando que já esteve com Mabel? - Ah sim, Harry, é claro que eu transei com ela. Que mulher resiste a mim? - Zayn concluiu vitorioso e sorriu satisfeito ao perceber que tinha me atingido. Não poderia ser verdade. Mabel nunca iria para cama com o Malik, porém, é inquietante a versão que ele me contara. O hotel, a festa de máscaras, Los Angeles, e o vestido branco, tudo se assimilava quando eu e Mabel fomos para Los Angeles, nos reunirmos com os investidores. Se isso era verdade, então, Zayn estava nos espionando? Se ele estava lá, ele sabia da reunião e nos seguiu o tempo todo. - Não se preocupe, Harry. É impossível que tenhamos dormido com a mesma mulher, não é? O raio não cai duas vezes no mesmo lugar. - falou irônico e eu contive-me para não cometer uma loucura de matá-lo ali mesmo.

- Já cansei de falar que isso nunca aconteceu, mas você insiste em acreditar naquela cretina e vagabunda da Farrah! - esbravejei e eu sabia que isso só iniciaria mais uma briga entre mim e Zayn. Ao ver Malik se erguer da cadeira, eu ergui a minha mão, como sinal de basta, e respirei fundo, reunindo toda a paciência que ainda me restava. - Esquece. Eu já estou de saída. - disse cansado e bufei antes de dar-lhe as costas, mas antes de sair, virei para encará-lo e sorri, ainda que forçado, triunfante. - Você tem razão. É impossível que tenhamos dormido com a mesma mulher. A garota que está comigo jamais sentiria atração por você. Na verdade, ouso dizer que ela tem nojo de você. - sorri mais abertamente ao ver como Zayn reagiu dolorido às minhas palavras, e tomei o meu caminho de volta para a minha sala. Enquanto andava pelo corredor, escutei alguns barulhos de objetos se espatifando e todos vinham da sala de Zayn. Eu não sei se ele ficou furioso por ter tocado no nome de Farrah, ou se estava com raiva por saber que supostamente estava transando com Mabel. Não me orgulho de ter contado vantagem, tão vulgarmente, sobre algo que nem aconteceu, mas é a única maneira de mantê-los distantes um do outro. Zayn não pode tirar Mabel de mim. Não pode!

(...)

A suspeita de que Mabel e Zayn pudessem ter passado a noite juntos estava acabando comigo. Quando escutei batidas à porta da sala e a mesma se escancarou, revelando a figura de Louis, a minha ansiedade somente aumentou porque eu tinha que desabafar com alguém. Alguém de confiança. E esse alguém era Louis. Somente ele poderia me aconselhar a coisa certa a se fazer.

- Mandou me chamar? - ele falou meio receoso assim que entrou e fechou a porta atrás de si. Eu assenti com a cabeça e parei de andar de um lado para o outro, aquietando-me por fim e sentei-me no sofá encostado na parede da lateral da sala.

- Eu estou perto de enlouquecer, Louis. - comentei em tom confuso enquanto passava a mão pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais e respirei fundo.

- É, eu já estou sabendo. A Gemma me ligou a pouco e me contou o que houve. O que deu em você, Harry? - Louis disparou em tom um pouco alterado, e sei que não posso repreendê-lo por falar comigo daquela maneira. Eu merecia ser rechaçado.

- Ela passou a noite com o Zayn e eu perdi o controle quando me contou. Sei que não deveria ter feito o que fiz e estou muito arrependido. - falei atônito e balancei a cabeça negativamente. - Louis, o que vou fazer? Eu estou perdendo ela! O Zayn acabou de me dizer que já transou com ela! - praticamente gritei de tão furioso, e não podia mais me controlar. Já tinha feito muito quando estive confrontando Zayn. Não havia mais resquício de calma em mim.

- E você realmente acredita nas baboseiras que o Zayn diz? Estamos falando da Mabel! - Louis soltou um riso sem humor e se sentou na poltrona à minha frente, lançando-me um olhar preocupado.

- Acredito porque a versão dele se encaixa! Até a roupa da Mabel ele sabia!

- Isso não prova nada, Harry! A Mabel e o Zayn vivem em pé de guerra. Sabia que o Zayn mandou a Mabel desaparecer, certo? E que até falou que ela era como um rato, que devia voltar para o buraco de onde saiu?

- ELE O QUE?! - me levantei de imediato e cerrei meus punhos com força, mas Louis me deteve no lugar, forçando-me a sentar novamente.

- Acalme-se! Esqueceu que ainda estamos levando o plano adiante de agir como se a Bee não existisse? Não podemos dar bandeira para o Zayn! - Louis disse firme e me olhou sério. Eu bufei irritado e me larguei no sofá, passando a mão pelo rosto, tentando me acalmar, mas isso era impossível. Tudo o que mais queria era trucidar Malik com as minhas próprias mãos, e tomar Mabel para mim. - O Zayn falou que transou com a Mabel só para te irritar e se quer saber, eu duvido muito que seja verdade.

- Eu pensei a mesma coisa, mas também acabei me lembrando do jeito como eles se beijaram naquela merda de desafio. Se lembra? E eu suponho que o Malik disse essas coisas a ela, sobre desaparecer e que ela era como um rato, depois que ele retornou, não foi? - disse entredentes, me segurando para não sair daquela sala e ir até a de Zayn para socar o seu rosto. Só assim eu poderia me acalmar.

- Isso ainda não prova que eles transaram, Harry! Onde está o seu juízo, cara? Estamos falando da Mabel e do Zayn. Eles nem mesmo são amigos e quando se encontram, acabam brigando sem fim. Como acha que poderiam acabar em beijos e sexo? Pense um pouco, meu amigo. - Louis dizia calmamente, na tentativa de me consolar e ativar um pouco do meu racional, mas eu não conseguia me convencer. - Você não está pensando em tirar satisfações com a Bee, não é?

- Eu preciso! Só assim vou sossegar! - rebati exasperado e Louis bufou cansado.

- Faça isso e vai perdê-la para sempre. É isso o que você quer?

- É claro que não!

- Então não caia na pilha do Zayn! - Louis replicou rapidamente e eu rolei os olhos, me sentindo vencido pelos seus argumentos. - Agora sobre reconquistar a Bee, eu gostaria de poder dizer que bastaria uma simples conversa e um bom pedido de desculpas, durante um jantar romântico, para que ela volte para os seus braços. Mas não vai.

- Acha que ela vai me perdoar algum dia? - perguntei com a voz fraca e lancei um olhar para Louis, e ele encolheu os ombros, suspirando demoradamente.

- Dê um tempo até a poeira baixar. Vocês dois estão de cabeça quente e se tentarem conversar agora, vai sair briga.

- Mas eu não a quero longe de mim, Louis! Não posso perdê-la!

- Se ela decidir sair da sua casa, não a impeça, Harry. Você sabe como a Bee é e se pressioná-la, vai acabar a perdendo sim. Lembra-se de quando ela estava de evitando logo que ela foi para a sua casa, e eu te aconselhei a deixá-la no canto dela? Vocês acabaram se reaproximando naturalmente e ela estava na sua, certo?

[1]*vide notas finais*

- Você acha que ela vai sair da minha casa? - só a ideia de não ter mais Mabel por perto, eu sentia meu peito arder. Eu não iria suportar a sua distância.

- É bem provável, Harry. O meu conselho é que a deixe ir. Que dê tempo ela. Isso já mostrará a ela que sabe o quanto errou. - as palavras de Louis me deixaram ainda mais desesperado. Eu respirei fracamente e podia sentir meus olhos se marejarem. Abaixei a cabeça, deixando-a entre os meus braços, enquanto segurava firme meus próprios cabelos com minhas mãos. Apoiei meus cotovelos sobre as minhas coxas e aspirei forte o ar, tentando conter minhas lágrimas. - Não se desespere, Harry. Eu sei que a Mabel vai te perdoar, mas tente não fazer nenhuma besteira até que vocês conversem com calma, está bem? - eu somente assenti, mas era tão fácil falar. Como eu poderia ficar numa boa quando todo o meu mundo está ruindo à minha volta?

(...)

O pânico tomou conta de mim quando aproximei o carro do quarteirão de casa, e vi vários carros em frente ao portão, carregando diversas malas. Meu coração acelerou dolorosamente quando vi Mabel parada na calçada, ajudando alguns homens a carregar suas bagagens e alocá-las no porta malas dos carros. De imediato, eu freiei o carro e saí apressado, atraindo a atenção de todos, inclusive de Gemma e de minha mãe que se posicionaram rapidamente ao lado de Mabel, como se a cercassem. Quando me aproximei, reconheci o homem que estava coordenando o resto dos rapazes que cuidavam das bagagens. Era Miles. O segurança particular de Zayn e do Yaser. Mas o que ele estava fazendo lá? Ele quem a estava ajudando? Não me importei com isso e voltei meu olhar em direção à Mabel. Ela não fazia a menor questão de me encarar, e estava nítido que a minha presença estava a incomodando. Foi inevitável descer meu olhar até seus pulsos, e me doeu demais ver que ela estava usando uma blusa de mangas exageradamente compridas para esconder os hematomas que provoquei. No mesmo instante, as palavras de Louis vieram à minha mente e eu sabia que ele estava certo, por mais que eu desejasse que não estivesse.

- Harry, por favor, não faça isso. - Gemma disse autoritária, mas não lhe dei atenção. Continuei com meu olhar fixo em Mabel e me segurando para não abraçá-la, e dizer tudo o que tinha vontade. De lhe pedir perdão e para que não me deixasse. Mas se eu o fizesse, só iria agravar ainda mais a situação. Vi Mabel fechar rapidamente os olhos e inspirar o ar com dificuldade, e foi com isso que me dei conta o quanto ela estava machucada. Não só fisicamente. Se eu estava me sentindo péssimo, ela deveria estar ainda pior e eu era culpado. Eu não tinha o direito de impedi-la. Dei um passo para trás e desviei meu olhar para o outro lado da rua, tentando esconder o meu rosto que a já estava devastado em lágrimas.

Eu não poderia assistir a minha garota indo embora naquele carro. Já estava sendo horrível o suficiente vê-la abatida, sem nem me olhar, e tão acuada diante de mim. Quando os homens terminaram de carregar o carro com as bagagens de Mabel, eu escutei os sons das portas se fechando e eu sabia que a hora havia chegado. Minha mãe veio ao meu encontro, e me abraçou forte, mas não pude retribui-lo quando escutei os motores dos carros e logo, eles arrancaram, levando a dona do meu coração para longe de mim. Eu cedi à dor e me ajoelhei no chão, tendo os braços de minha mãe ao redor de mim ainda.

- Eu a perdi, mãe. - disse entre meus prantos e apertei minha mãe contra mim, abraçando-a com toda a força que tinha, como se isso fosse suprimir a angústia a tristeza dentro de mim.

- Você não a perdeu, querido. Ela só precisa de tempo e você também. - ela falou calmamente e passou a mão pelos meus cabelos, para após, depositar um beijo na minha face. - Tudo vai ficar bem. Tenha calma. - ela disse da maneira mais doce, mas tudo o que sentia era o gosto amargo da derrota.


Notas Finais




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