História Mitw-L'arte Di Amare - Capítulo 9


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Categorias Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Personagens Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellps, Jvtista, Mitw
Visualizações 85
Palavras 1.658
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Fala aí galerinha do mal!
Hoje trazendo para vocês mais um cap dessa fic das terras macarrônicas.
Hoje veremos um pouco sobre os segredos que Cellbit guarda e conheceremos um pouco mais sobre essa misteriosa variável na vida de Mike...
Espero que gostem...

Capítulo 9 - Segreti nella stanza rossa ...


Fanfic / Fanfiction Mitw-L'arte Di Amare - Capítulo 9 - Segreti nella stanza rossa ...

"Segredos na sala vermelha..."

 -TARIK-

Cellbit estava correndo demais...

Tudo bem que eu gostava de sentir o vento batendo contra meu rosto e da sensação de liberdade que isso proporcionava, mas mesmo assim parecia que a cada curva que ele fazia o meu coração ia sair pela boca...

Ele então começa a desacelerar a moto até parar em frente a uma casa branca. Era bem ordinária, pra falar a verdade. Era como as muitas casas de Florença, apertada entre outras numa viela estreita.

Ele desliga a moto e coloca o descanso para baixo enquanto tirava o capacete. Logo descemos do veículo e ele parou de frente pra mim. Eu ainda estava envergonhado de tê-lo feito sair correndo com a moto como o diabo foge da cruz assim que vi o Mike correndo atrás de nós. Eu simplesmente não conseguia falar com ele agora...

– Olha... Me desculpa, tá? Eu não queria fazer você ter que correr daquela maneira como se fosse um fugitivo da cadeia... Mas eu precisava fugir dali... – Ele fica em silêncio e se aproxima da porta. Eu o encarava em silêncio. Não sabia o que o silêncio dele significava. Ele abre a porta com a chave presa num chaveiro com um pingente de caveira e olha pra mim.

– Quer entrar? – Ele pergunta ainda meio sério. Fico meio sem jeito, já que já calculava onde aquilo poderia acabar...

– T-Tá... – Após um certo silêncio, eu decido entrar...

A casa por dentro era diferente da de Mike. Claro, era um pouco menor, visto que ele parecia morar sozinho, mas ainda assim parecia bem confortável...

– Fica a vontade, vou passar um café, vai querer? – Ele me pergunta e eu nego.

– Não, obrigado... – Ele sorri e me direciona ao sofá.

– E chá? Você bebe? – Eu sorrio e assinto, mas logo esse sorriso se desmancha ao me lembrar dos chás noturnos que de vem em quando eu tomava com Sienna. Pobre Sienna, deve estar até agora tentando entender o que está acontecendo. Será que Mike contou a ela o que fez? Disse o porquê do meu sumiço? O que será que passa na cabeça dele?

CHEGA! Muitos pensamentos na direção de Mikhael. Eu preciso me distrair de todo esse turbilhão que ele me sugou. É bem visível a diferença entre ele e o Mike. Cellbit parece ser alguém bem mais tranquilo de se lidar. Com o Mike, tudo é mais explosivo e excitante; já com o Cellbit, tudo é mais tranquilo e calmo... Me sinto divido...

Meus pensamentos são interrompidos ao ver o Cellbit trazendo duas xícaras com uma estampa do Doctor Who, sorrio ao ver um lado meio nerd nele e agradeço ao receber a xícara. Cellbit se senta no sofá ao meu lado e me encara. Honestamente eu não sei o que ele está pensando, mas acho meio estranho.

– E então? Como está com tudo que está acontecendo? – Cellbit toma um gole do café me encorajando a tomar um gole do meu também. Sinto a quentura do chá na temperatura perfeita e o gosto de erva doce levemente adocicado descer perla minha garganta.

– Honestamente, eu não sei... Vim para Itália para me livrar dos meus problemas... Mas acabei arrumando um ainda maior... – Eu segurava a xícara com as duas mãos. Saboreava aquele chá e ouvia enquanto Cellbit bebericava seu café. Era engraçado como ele parecia gostar mesmo do líquido negro. Como se fosse um néctar dos deuses...

– Entendo... O Mike... Bem, não posso dizer que ele sempre foi assim. Havia uma época em que éramos bem mais próximos. Mas aí o Ignazzio morreu e tudo acabou... – Eu tomo outro gole e o encaro. Eu até podia ver a cara de tristeza dele, mas havia algo estranho... Parecia triste demais... Fabricado demais...

– Como foi que o Ignazzio morreu? – Eu pergunto tomando-o de surpresa. Ele olha pros lados e toma outro gole de café.

– Eu... Eu acho que não é meu direito falar sobre isso... Desculpa, Pac, mas isso diz respeito ao Mike. Não estou a fim de fofocar sobre algo que é pessoal dele... – Eu assinto e bebo mais um gole.

– Sem problemas, eu entendo... Acho que ainda é um bom amigo, apesar de tudo... – Ele sorri e bate na própria testa.

– Ai, como eu sou burro! Esqueci de pegar os biscoitos! Espere aqui, já volto. – Ele deixa a xícara em cima da mesa de centro e se levanta. Eu faço o mesmo e decido explorar. Havia algo estranho naquilo tudo e eu tinha a sensação de que havia algo errado naquela casa...

“– Você não o conhece, não sabe nada sobre ele!” – A voz de Mike martelava na minha cabeça.

– Rafa, onde fica o banheiro? – Eu pergunto tentando uma desculpa pra me afastar.

Terceira porta do corredor à esquerda! – Sua voz sai da cozinha e eu me direciono até o corredor. Entretanto, ao chegar no corredor sou recebido com outra sensação de calafrio.

“– Não confie demais nele... Você não sabe do que ele é capaz...” – Mike parecia um encosto. Não saia da minha mente mesmo comigo fazendo força para mantê-lo afastado.

 Das várias portas naquele corredor uma delas me chamou a atenção. Ela estava entreaberta e saia uma luz vermelha lá de dentro. Parecia um filme de terror clichê. Já estava esperando o monstro aparecer atrás de mim e me matar...

Mas a curiosidade falava mais alto que o cagaço dentro de mim. Eu me direciono a porta e o vermelho ficava cada vez mais forte. O silêncio do local fazia com que as batidas agitadas do meu coração ficassem mais presentes; o que apenas contribuía para o clima de filme de terror que estava ali.

Eu abro devagar a porta... Ela range com um som que faz doer os meus ouvidos. Eu apenas fecho os olhos e entro...

A luz vermelha revela um local estranho. Havia um tanque médio com algum líquido dentro no meio do quarto. Vários varais com fotos e mais fotos estendidas e garrafas de produtos desconhecidos em prateleiras nas laterais.

– Gostou do meu laboratório? – A voz do Cellbit no silêncio fez com que ela reverberasse com bem mais intensidade naquele ambiente, fazendo com que eu me estremecesse e me assustasse. Rafael estava recostado sobre o batente da porta e o encarava com um sorriso mínimo.

– Ah... Desculpa ter entrado assim... É que eu vi a luz e...

– Ficou curioso pra saber por que diabos eu tinha um quarto com uma luz vermelha? – Eu assinto e ele ri – Ok. É justo. – Ele completa – A verdade é que eu sou apaixonado por fotografia... – Ele entra no quarto e apaga a luz vermelha acendendo uma outra lâmpada, dessa vez de cor branca. – Eu tiro fotos e as revelo aqui... É um laboratório particular... – Eu sorrio ao ver o hobby do loiro. O mesmo entra no laboratório e se recosta num armário – Quer ver algumas fotos? – Ele pergunta e eu assinto. Cellbit era alguém cheio de surpresas...

Ele me guia até uma gaveta onde guardava um álbum. Após religar a luz vermelha, nós saímos do quarto e voltamos até a sala para começar a folhear o álbum.

– Tem alguma coisa que você não sabe fazer? – Eu sorrio e o loiro ri.

– Não sei falar alemão... E nem dar um duplo carpado... – Ambos rimos e voltamos as atenções pro álbum – Essa foto foi a primeira que tirei. Não ficou muito boa, mas eu ainda a guardei de recordação... – Eu estava fascinado! Esse garoto é realmente interessante...

Ficamos vendo as fotos por alguns minutos. Cellbit havia saído pra pegar outra xícara de café. Eu resolvo continuar a ver as fotos, mas houve uma que me chamou a atenção. Era uma foto tirada de longe, como se fosse alguém de tocaia observando algo. Na foto havia Mike e um garotinho, ele não deveria ter mais que alguns meses; era um bebê de colo. Mike parecia... Feliz... Estava ao lado de uma garota que observava Mike.

Eu ouço Cellbit chegando e passo para uma outra foto. Ele trás outra xícara de chá pra mim e eu a pego.

– Então, o que achou? – Ele pergunta e eu o encaro.

– Cellbit... O que aconteceu entre você e o Mike? – Eu pergunto e vejo-o franzir o cenho.

– Ora, como assim?

– Tipo... Você já havia me contado sobre o tal do Luca... Mas como foi exatamente? – Eu vejo que ele olha pra baixo pensando.

– Olha, Pac... Essa época não é uma que eu gosto de me lembrar... Assim como você não quis me contar sobre o porquê de você ter vindo pra Itália, eu não quero falar sobre isso... – Cellbit desvia o olhar e eu olho o relógio.

– Entendi... Bem, já está ficando tarde. Eu preciso ir... – Eu me levanto e ele se levanta junto.

– Mas já? E o Mike? Como vai fazer com ele? – Eu estava sentindo meu coração apertar. Havia alguma coisa muito errada nisso tudo... Eu precisava sair desse lugar e respirar.

– Eu dou meu jeito... – Digo tentando despistá-lo.

– Eu te levo em casa. – Ele pega as chaves da moto e eu levanto a mão.

– Não precisa. Não seria muito bom o Mike ver você e eu juntos dessa maneira. Quero evitar a confusão, então eu pego um ônibus... – Ele franze o cenho por um segundo, mas logo suaviza a expressão.

– Faça como quiser... – Eu pego a minha bolsa e coloco no meu ombro.

– Olha... Obrigado, ok? Eu... Eu gostei de passar a tarde com você... – Eu abro a porta e ele apenas assente. Não diz mais nada. Eu apenas vou embora e fecho a porta.

Honestamente, havia algo muito errado nessa história... Eu sentia que tinha alguma coisa fedendo entre esses dois... Muitas pontas soltas, muitos becos sem saída... Eu precisava coletar mais informações antes que acabasse entrando num turbilhão inescapável...

Eu sentia que Cellbit estava escondendo alguma coisa... Igualzinho ao Mike... Aquelas fotos, esse tal de Luca, o fato de Mike ter me dito para não confiar nele... Tem alguma coisa muito errada acontecendo...

 

E eu vou descobrir o que é...


Notas Finais


E foi isso, espero que tenham gostado!
Se gostaram, não se esqueçam de comentar e favoritar essa bagaça para ajudar a espalhar a palavra...
Quais segredos nossos heróis podem estar escondendo do pobre Pac? E por que será que ele saiu da Brasil, pra começar? Qual a ligação de Mike com o passado de Cellbit? Quem é o tal do Luca? Por que Cellbit parece odiar tanto o Mike?
São muitas perguntas... Mas e vocês? Tem alguma teoria do que pode estar acontecendo? Botem a cabeça pra funcionar, as pistas estão vindo aos poucos, mas já dá pra ter uma ideia do que aconteceu entre o Mike e o Cellbit... Comentem aqui embaixo as suas teorias! Eu vou adorar lê-las :)
Nos vemos no próximo cap!


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