História Musical Discord - Ashmarz (khh) - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ashisland, Changmo, Leellamarz
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Palavras 2.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii, tudo bom? Cara essa é minha primeira threeshot estou nervosa, não vou mentir kkkk
Eu espero que vocês gostem da minha bebê e que se relacionem bem com os personagens.
Aproveitem
<3

Capítulo 2 - One


Já havia se passado cerca de 40 minutos desde que Leella tentava praticar seu solo de violino para o concerto daquela noite, sempre que pegava o instrumento ouvia um som estridente ecoando da casa em frente a sua. O som era tão alto que mesmo praticando em uma sala a prova de sons externos, construída especialmente para isso, o volume da música era perceptível. O homem respirou fundo e tentou outras três vezes se concentrar para iniciar a prática, mas novamente foi um ato falho. Nesse momento ele já estava inquieto, andando pela casa e xingando seu vizinho de todos os nomes existentes. 

-Esse bastardo, ainda por cima tem mal gosto, fica ouvindo essa merda que chama de música, faça-me o favor. – Gritou da janela da sala. 

Em um ato de desistência pegou seu celular e ligou para seu pianista e companheiro de palco, Changmo, perguntando se poderia terminar os ensaios para o concerto na casa do mesmo, já que em sua própria casa não tinha o silêncio desejado. O mais alto aceitou, então Leella pegou as roupas que usaria para o show daquele dia e seu violino, saindo de sua casa após alguns minutos. 

A namorada do homem foi quem atendeu a porta, sorrindo gentilmente e indicando onde Changmo estava para que fosse até lá. A prática ocorreu como desejada, e por algum motivo Leella se sentiu feliz por estar na companhia do amigo, já que poderiam conversar sobre assuntos que não eram tão corriqueiros como os que abordavam no teatro. O mais baixo ficou sabendo do interesse de Changmo em se casar com sua namorada, e que queria ter Leella como padrinho, desde que ele acompanhou o desenvolvimento do casal desde o começo. O mais alto também compartilhou seu interesse pela moda e como isso poderia se tornar um hobby ao decorrer do tempo. Leella por outro lado não tinha muitas coisas para dizer, sua vida sempre fora muito entediante, e desde o ensino médio sua única e maior dedicação fora o violino, aspecto que o tornou um dos melhores violinistas do mundo. 

-Mas sabe... -Comentou sentado no sofá da sala de prática de Changmo – Meu único e maior objetivo sempre foi me tornar um grande violinista, agora que finalmente sou reconhecido me falta algo... - Pensou por um momento. – Ser um violinista já se tornou uma rotina, não é mais um objetivo como antes, sabe? 

Changmo concordou encarando seu amigo que até então nunca tinha demonstrado tal preocupação. 

-Olha... - Iniciou. – Eu ainda acho que o que te falta é amor. Digo, um relacionamento. Muitas vezes essa sua tristeza ou vazio só vá ser preenchido quando conhecer alguém. 

-É, talvez. 

Changmo deixou que seu amigo ficasse sozinho, pois ele sabia que Leella usava de seu dom para desabafar quando se sentia mal, e provavelmente era só isso que ele precisava. 

Quando o horário da apresentação se aproximou Leella se arrumou, e seguiu para o teatro.  Passando de carro pelo local, podia ver a fila que dobrava os quarteirões para entrada, todas aquelas pessoas estavam ali para vê-lo e prestigiá-lo. Changmo como sempre, iria abrir o show com seu solo de piano, e após cerca de 10 minutos Leella entraria em ação. Tocando e expressando-se através daquele instrumento tão delicado e melodioso. 

Assim como todas as suas apresentações, o fim foi anunciado quando o último acorde ecoou sobre o teatro e os holofotes foram ligados iluminando todo o palco, deixando a mercê do público apenas os aplausos que ecoavam de forma avassaladora, colocando um sorriso enorme no rosto de Leella. Por mais que o preparo e a dedicação extrema fossem muito exigidos para essa profissão que não aceitava falhas, sua maior recompensa eram os aplausos e os olhos emocionados de todos que apreciavam sua música. 

Enquanto o caminho até o teatro foi entregue a uma atmosfera ansiosa, a volta para casa era sempre alegre e preenchida pela satisfação, pois Leella sabia que havia entregue um trabalho bem feito e que seu público com certeza havia saído feliz do teatro. 

O sorriso tão espontâneo que ele carregava, foi desfeito quando chegou ao portão de seu condomínio e seus ouvidos foram inundados novamente com aquela música de mal gosto que seu vizinho ouvia. Ao estacionar seu carro na garagem e pegar suas coisas, olhou no relógio e percebeu que já se passavam das uma da manhã, e mesmo assim o homem que habitava aquela casa insistia em reproduzir tal melodia insuportável. 

O pequeno então adentrou sua casa, deixou seus pertences no hall e saiu batendo os pés, sentindo a raiva dominando seu corpo enquanto ia até a casa em frente a sua. Como o som estava extremamente alto, entendeu que provavelmente o homem não ouviria os primeiros toques na campainha, mas já haviam se passado cerca de 15 minutos desde que Leella tentava alertar quem quer que estivesse ali dentro que estava chamando. Depois de esperar por mais um terço do tempo anterior, ouviu o som sendo abaixado e uma voz ser ecoada de dentro da casa. Ótimo ele estava vindo. 

-Sim, no que posso ser útil? – Perguntou um homem alto e sem camisa. 

-Wow, é impressionante a sua cara de pau. – Esbravejou o pequeno. – Você está com essa merda de som ligado desde cedo e ainda vem com essa conversa de “no que pode ser útil”? – Virou-se de lado jogando os cabelos para trás, incrédulo. – Eu quero que você abaixe essa merda de som, é assim que você vai ser útil. 

O homem ficou um tempo o encarando, sem mover sequer um músculo do rosto. 

-É só isso? – Perguntou debochado. 

-Sim. É só isso. – O encarou profundo. 

-Tá... – Disse simples. – Vou abaixar sim. 

-Obrigado. – Falou se virando para ir embora. 

-Mas sabe pq vou fazer isso? – Comentou fazendo com que Leella parasse e voltasse a encarar o vizinho. – Pq eu não acho que vá pegar bem para o “queridinho” dos teatros ser visto morando ao lado de alguém que sabe ouvir musica de verdade, algo com letras e sentido. 

Leella se surpreendeu ao ouvir aquilo, certamente estava ficando ofendido. 

-O que você disse? – O encarou incrédulo. 

-Não acredito que todo esse tempo tocando aquele instrumento prejudicou sua audição. – Falou sínico. 

-Olha aqui seu bastardo, eu realmente espero que essa sua musica ruim tenha prejudicado seus neurônios pra estar falando tanta merda. – Falou e se virou pra ir embora. – E na verdade o que me deixou surdo não foi meu violino, e sim a multidão que me aplaude depois de todo concerto que eu faço, seu escroto de merda. 

Atravessando a rua até sua casa Leella sentiu o olhar do mais alto queimando suas costas, se ele tivesse uma visão de laser o mais baixo já teria sido queimado vivo. Antes de fechar a porta de sua casa, Leella se virou para o homem do outro lado da rua, mostrou os dois dedos do meio e silabou um “vai se fuder”. 

Naquela noite Leella foi dormir com as palavras do homem reagindo em sua cabeça, ele não podia acreditar no tamanho atrevimento de seu vizinho ao lhe dirigir aquelas palavras, ele certamente deveria estar louco. Mas o que mais o surpreendeu foi o fato do mesmo saber a profissão de Leella e até qual instrumento ele tocava. É certo que ele já apareceu diversas vezes na tv dando entrevistas e divulgando seus shows, mas julgando pelo gosto musical de seu vizinho, não acredita que ele possa se interessar por notícias da música clássica. De qualquer forma isso não lhe dizia respeito e o interesse dele em obter essas respostas se reduziu a números negativos depois daquela discussão.

Leella dormiu maravilhosamente bem, e continuaria descansando se não fosse pela campainha de sua casa que tocava tão incessantemente. O homem abriu os olhos com dificuldade e viu que o sol já havia tomado conta de todo o quarto, provavelmente metade do dia já tinha se passado. Pegou uma garrafa d'água e desceu as escadas lentamente enquanto bebia o líquido. Ao olhar pela fresta da porta viu que se tratava de um entregador, estranhou o ato, já que dificilmente recebia presentes. 

-Bom, pode ser algum fã que assistiu o concerto ontem e pediu para entregarem um agradecimento. – Falou sorrindo e abrindo a porta. 

-Senhor Leellamarz, certo? – Disse o entregador. 

Leella concordou e observou que se tratava de uma cesta repleta de doces e guloseimas. Assinou o comprovante de entrega e adentrou sua casa com a cesta enorme nas mãos, á colocou no balcão da cozinha. Desfazendo o laço que a embrulhava, abriu um dos doces, dando uma mordida e lendo a carta que estava no canto do embrulho. 

“Olá. Eu gostaria de me desculpar pela forma que te tratei ontem, você apenas pediu para que eu abaixasse o som e eu o tratei de forma grosseira, peço desculpas. Atenciosamente, Ash Island ou seu vizinho barulhento.” – Leu. 

Colocou o bilhete ao lado da cesta e parou por um momento, avaliando a situação. Ele realmente pensava dessa forma? Pelo que dizia a carta, o homem, agora pelo nome Ash, estava arrependido pela forma que tratou Leella. Ele deixou a cesta de lado e preparou seu café, ainda se indagando das razões pelas quais o mais alto havia se redimido daquela forma. Mais tarde naquele dia, quando o sol já estava se pondo, tomou um banho e decidiu ir até a casa á frente perguntar o que havia acontecido, e caso acreditasse nas palavras do homem, agradecer pela cesta. 

Diferente do que havia ocorrido da primeira vez, agora fora atendido depois do segundo toque a campainha. Encarou o mesmo homem que havia discutido na madrugada anterior, só que dessa vez com o peitoral vestido. 

-Oii. – Falou o anfitrião simples. – Eu imagino que tenha recebido minha cesta. 

-Oii, é eu recebi. – Falou passando as mãos pelos cabelos médios. – Eu queria saber pq você fez isso, pq me mandou a cesta? 

Ash o encarou por um momento, como se estivesse tentando achar uma resposta para a pergunta. 

-Eu mandei pq eu achei que fui muito grosso, você estava no seu direito quando veio reclamar. – Disse simples. 

-Humm...Entendi. – falou calmo. – Está bem então. Tchau. – Se virou para ir embora. 

-Então...Você não quer entrar e beber algo comigo? –Visto a expressão confusa de Leella continuou. – Sei lá, só pra não ficarmos com esse clima ruim entre a gente. Não sei, se não tiver nada melhor pra fazer. 

Leella o examinou por alguns minutos, depois concordou simples. Entrando na casa de Ash, pode perceber que em questões arquitetônicas ela era igual a sua, porém os móveis e decorações tinham um Q exagerado e sombrio, pois grande parte dos móveis e quadros eram escuros e com pinturas abstratas. 

Foram até uma sala, que parecia uma adega, julgando pela quantidade de bebidas que estavam dispostas no local, Leella se sentou em um dos bancos e Ash foi até o balcão, lhe oferecendo diversas bebidas, das quais Leella escolheu uísque. 

-Gosto refinado o seu não? – Ash comentou enquanto preenchia seu copo com conhaque. 

-Eu sou 100% refinado. – Falou e brindou com Ash. 

O resto da noite seguiu em uma conversa casual e comum a pessoas que não se conhecem muito. Ash se surpreendeu pelo fato de ambos morarem de frente um para o outro e nunca terem sequer conversado antes do incidente da noite passada. Leella comentou que não era muito de socializar com os vizinhos e Ash brincou que provavelmente a cara rabugenta dele poderia ser a razão.

-Sabe... – Iniciou Ash. – Eu não morava aqui desde quando a casa foi comprada. Eu vivia em um apartamento mais próximo ao centro, mas devido a alguns ocorridos decidi me mudar pra ficar mais próximo da minha família, mas agora vivo sozinho aqui. 

-Entendo. Mas o que aconteceu com seus familiares? – Perguntou meio apreensivo. – Se não for incomodo. 

-Não, tudo bem. Eu como disse me mudei pra ficar com minha família. Minha mãe adoeceu de forma muito repentina, eu e minha irmã ficamos em choque e viemos correndo cuidar dela, desde que meu pai faleceu quando eu tinha 10 e minha irmã 5 anos, nós só tínhamos nossa mãe como família. –Parou por um momento. – Quando ela foi diagnosticada com câncer nas cordas vocais foi um choque tremendo. O médico pediu para que ela parasse de cantar e falasse o mínimo possível para que o quadro não se agravasse, desde que, o que causou essa doença foi o uso excessivo da voz durante a carreira dela. 

-Ela era cantora? – Perguntou Leella. 

- Sim, cantora lírica. Chamava Yoon So Ah. – Ash pode perceber a surpresa na feição de Leella, deu um sorriso de lado, imaginando do que se tratava. 

-Você é filho da Yoon So Ah? – Falou espantado. – Ela foi a solista mais respeitada da arte lírica que já existiu. Eu a ouvia desde a infância como inspiração, me lembro até hoje das músicas dela. – Se conteve ao perceber que não era o momento pra isso. – Desculpe, é que eu realmente me inspirei muito nela. 

-Não tudo bem. Acredito que ela ficaria muito feliz em ouvir isso. – Sorrio. – Quando o médico disse que ela não poderia mais usar seu principal veículo de trabalho nem para se comunicar com seus filhos, a depressão a tomou de jeito, e eu acredito que isso tenha a machucado ainda mais. Nós lutamos com ela por cerca de 1 ano, mas o câncer já estava tão avançado que ela não resistiu. Quando ela faleceu minha irmã tinha 18 e eu 23 anos, como ela tinha acabado de concluir o ensino médio decidiu usar parte da herança para ir estudar fora, e eu fiquei aqui, sozinho. – Terminou. 

-Wow, que história de vida. – Comentou Leella bebendo um gole grande do seu uísque.- Então é por isso que você sabia que tipo de instrumento eu tocava? Pq sua mãe era do mesmo ramo que eu? – Comentou curioso. 

Ash deixou transparecer a vergonha em seu rosto a partir do momento que suas maçãs ficaram rosadas. 

-Na verdade, minha mãe fez eu e minha irmã prometermos que iríamos ao teatro uma vez por mês assistir a um concerto até o fim de nossas vidas como forma de manter vivo o amor dela pela música. – Disse de cabeça baixa. – E em uma dessas idas, acabei me deparando com seu concerto. 

Leella ficou sem palavras, apenas encarava o homem agora a sua frente com um misto de gratidão e surpresa. 

-Entendo... Eu realmente achei estranho o fato de você nem me “conhecer” na discussão de ontem e saber qual era o meu trabalho. – Desabafou. – Mas então, o que você achou?

-Eu gostei. Você transborda sentimentalismo enquanto toca, é nítida que essa é a sua paixão. – Comentou se lembrando da vez que assistiu o concerto do homem. – Quando eu era criança, minha mãe me levava ao teatro devido aos seus ensaios constantes, praticamente todos os dias após as aulas eu era obrigado a ir com ela até lá. Então voltar hoje em dia aos teatros em que ela já performou me trás uma alegria e nostalgia incrível. 

Leella concordou e ficou em silêncio em seguida. A conversa depois disso tomou um ritmo mais descontraído e leve, desde que, até então a conversa havia tomado uma direção tanto quanto sombria. As suposições que Leella havia criado sobre Ash foram todas embora após horas de conversa, um sentimento de culpa havia se formado em seu coração, pois não acreditava que pode julgar tão mal o homem que agora o fazia rir e trazia uma personalidade tão transparente a tona. 

-Me desculpe a pergunta.. – Disse Ash o tirando do transe. – Mas você namora? Tem namorada? 

Leella sorriu de forma simples, o que deixou o mais alto meio surpreso. 

-Nossa essa é a primeira vez que alguém acredita que sou hetero. – Sorrio abertamente. 

-C-como assim? – Perguntou confuso. 

-Eu não gosto de meninas, Ash. – Agora respondeu sério. – Mas eu não te culpo, todos acreditam na minha heterossexualidade falsa. Mas e você?

Ash agora parecia pensativo. Ele nunca parou pra pensar sobre sua sexualidade. A mesma nunca tivera importância  para si, apenas beijava as bocas que tinha vontade, mas até então nunca tinha ido além dos amassos com pessoas do mesmo sexo. 

-Eu nunca tentei me relacionar com homens. Sabe, no sentido íntimo da coisa. – Comentou. 

-Bom, nunca é tarde pra começar. – Nesse momento percebeu o sentido de sua frase e a vermelhidão se instalou em seu rosto. – M-me desculpe eu... Não quis dar a entender que...

-Tudo bem... Eu entendi o que você quis dizer. – Falou rindo da vergonha do outro. – E se eu tivesse qualquer interesse em você deixaria claro, então não se preocupe. 

Após isso Leella se deu conta que a noite já estava em seu fim e declarou sua saída, levantando e se preparando para ir embora. Ash o levou até a porta, como ato de gentileza. 

-Então... Muito obrigada por hoje, eu realmente mudei de opinião sobre a pessoa que você é. – Leella sorriu gentilmente. 

-Eu que agradeço por poder me explicar sobre o ocorrido de ontem. – Sorrio. – Mas antes eu acredito que deva fazer algo. – Leella o encarou confuso. 

Ash se aproximou gentilmente, pegou na cintura do mais baixo e em um ato ágil selou os lábios dos dois rapidamente, se afastando depois. 

-O-o que foi isso? – Perguntou Leella com o rosto avermelhado. 

-Eu acredito que agora deixei claro que gosto de você, não? – Disse encarando o mais baixo nos olhos. 

 


Notas Finais


Ok, esse é o final. kkkk
Espero que tenham gostado e até o próximo cáp que só Jesus sabe quando eu vou lançar.
Interajam comigo nos comentários, falem o que acharam, me xingem, etc.


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