História My Demon - Capítulo 25


Escrita por: e Tay_Michaelis

Postado
Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Elizabeth Liones, Meliodas
Tags Melizabeth, Nanatsu No Taizai
Visualizações 414
Palavras 1.885
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Traição - parte 1


- Tem um lago ou algum lugar que tenha muita água? 

Merlin questiona segurando-me pelo antebraço, como se quisesse ter certeza que eu não fugiria de perto dela.

- Tem um riacho uns dois quilômetros daqui, mas ele é fundo.

- Não tem problema - ela dá de ombros - nós vamos lá, você vai ficar bem?

Meliodas sorri de lado e as manchas da escuridão encobre metade de seu rosto.

- Eu me viro.

- Certo, voltamos logo. Pronta? - Merlin olha para mim e eu concordo movendo a cabeça.

Ela mantém a expressão serena e ergue a mão esquerda, depois de um estalar de dedos tudo se distorce em nossa volta e eu tropeço quase caindo quando o chão firma sob meus pés.

A vertigem causada pela brusca viagem faz com que eu queira sentar no chão até tudo parar de rodar, porém continuo de pé e pisco algumas vezes ficando minha visão na margem do riacho de águas cristalinas.

- Esse lugar serve muito bem.

Satisfeita Merlin tira seus sapatos e arregaça as mangas de sua camisa.

- O que você está fazendo? - Questiono.

- É como um ritual de purificação - ela explica e se vira para mim - infelizmente não posso resolver de fato seu problema, mas eu posso mascará-lo.

- Como?

- Irei dar a falsa ilusão que continua pura... - notando minha apreensão ela sorri amavelmente - é um feitiço indolor, Elizabeth. Eu nunca o fiz antes em uma deusa, mas é indolor. Agora tire suas roupas.

- O quê?! - Chiei constrangida e ela riu.

- Não precisa se constranger, agora vamos logo não temos tempo.

Mesmo cheia de vergonha faço o que foi pedido pela maga e hesitante entro no riacho, a água fria arrepia meu corpo e tento não parecer tão incomodada quanto estou. A mão morna de Merlin fica em minhas costas e a outra para em meu ombro forçando-me a deitar de costas no riacho. 

Momentaneamente a sensação de pânico se alastra por todo meu corpo quando a água entra em meus ouvidos e só consigo ouvir os sons distorcidos, observo o céu límpido e lentamente minhas pálpebras vão tornando-se pesadas a impressão de estar completamente relaxada é calmamente.

Seguro um grito quando tenho a impressão de que todo meu corpo está entrando em combustão e acabo afundando nas águas geladas do riacho. Desesperada para conseguir respirar depois que sem querer acabo respirando a água, as mãos firmes de Merlin seguram meus braços e ela me puxa para a superfície. Tusso e coloco a mão no peito me livrando da sensação de estar respirando fogo.

- Você disse que seria indolor! - Exclamo e levo a mão até meu cabelo que encharcado gruda em minhas costas e nas asas.

- Eu disse que nunca fiz esse feitiço em uma deusa, em humanos é indolor como eu saberia que em você não seria?

Respiro fundo e caminho até a margem do lago, no fim do feitiço meu corpo está estranhamente quente e dolorido.

Como se eu tivesse enfrentando Meliodas em seus dias de descontrole, penso amargamente.

(...)

De volta na campina que tínhamos deixado Meliodas, olho a nossa volta procurando por ele. Porém está tudo silencioso e nem sua espada estava no chão onde ele a tinha jogado.

O pensamento de que seu clã pode ter lhe encontrado e lhe assassinado passa por minha cabeça e todo meu corpo fica trêmulo.

- Meliodas? - minha voz saí esganiçada em desespero e ponho a mão sobre o peito  aliviada quando ele se aproxima, seu cabelo agora livre de sangue e úmido faz pequenos cachos e está arrepiado em alguns lugares.

O sorriso que ele esboça é diferente do sorriso costumeiro, aquele carregado de malícia e/ou maldade; esse é terno. A marca da escuridão e símbolo de seu clã não existe mais em sua testa, porém o que mais me causa estranheza é a nova cor de seus olhos.

Aquele preto que muitas vezes me vi refletida não existe mais, apenas um verde intenso brilhante. Até mesmo suas linhas de expressão que sempre era impassível agora estão suaves.

- Você conseguiu - afirmo sem conseguir desviar meus olhos dos seus - conseguiu se livrar da marca da escuridão.

- Não foi fácil, doeu mais do que imaginei - ele responde franzindo o cenho e me encara por inteiro por longos minutos - sua áurea está pura novamente.

- Feitiço. 

- Ele vai durar um bom tempo, mas não é pra sempre.

- Quer dizer que mais cedo ou mais tarde vamos ter que refazê-lo. 

A conversa de Meliodas com Merlin se torna longe aos meus ouvidos e eu ergo a cabeça para olhar os céus, eu podia sentir o chamado para minha volta.

- Eles estão me chamando, precisamos ir.

- Não, querendo ou não se eu chegar junto com você vão achar que estou te ameaçando de morte. Chegarei depois com a Merlin.

- Como você saberá onde estou? - Pergunto em um sussurro quando me aproximo dele.

Meliodas sorri calmo quando seguro sua mão com força, custando a querer soltá-lo e atender o chamado do meu clã.

- Não tem um lugar que você vá que eu não sinta sua presença, meu amor. Agora você tem que ir, estou indo logo atrás.

- Certo.

(...)

Internamente travo uma batalha com meus pensamentos e o peso na consciência que a todo momento me faz lembrar que traí meu clã. Quando pisei nos céus por breves segundos não me senti pura e digna que estar em um lugar tão imaculado.

- Onde estava?! - a voz de Ryudoshel reverbera pelas paredes do corredor e eu paro de andar ao senti-lo movimentar-se às minhas costas - A guerra Santa se inicia e você estava zanzando por aí como se nada estivesse acontecendo?!

Respiro fundo e tento manter a expressão impassível para proteger o segredo que levo em meus ombros.

- Eu estava dando suporte em uma aldeia humana, o clã dos demônios atacou e feriu muitos inocentes.

- E você se achou no direito de ir lá e por sua cabeça em risco para ajudar mortais?

- Por que não? Somos mortais também, a única coisa que nos difere dos humanos e o poder mágico.

As sobrancelhas escuras dele se arqueiam e ele pressiona os lábios em uma linha fina surpreso e nada feliz em perceber que pela primeira vez não me mantive em silêncio e retruquei o que ele havia dito.

Virando-se de costas ele me olha por cima do ombro e começa a andar em passos largos.

- Venha, a Stigma recebeu mais integrantes.

- De qual clã?

- Dos humanos, a aldeia do norte foi atacada por demônios cinzas e somente alguns guerreiros sobreviveram.

Meu coração afunda no peito depois que me lembro que foi na aldeia do norte que Meliodas me fez perder o pensamento de que eu não podia me envolver em outros clãs.

- Eles lutaram sozinhos? - pergunto correndo atrás dele que nega.

- O Rei das fadas ajudou no combate com algumas fadas para proteger a floresta também.

Permaneço em silêncio quando sigo Ryudoshel até a sede da Stigma, ainda voando consigo distingir ao longe as silhuetas de alguns guerreiros humanos todos eles ostentando machados duplos ou espadas de lâminas grossas. Algumas fadas voam de um lado para o outro notavelmente desorientadas e amedrontadas.

Pousamos no topo de uma construção de rocha sólida onde Nerobasta observa lá a movimentação lá embaixo, Mael permanece sentado olhando o sol que está baixo.

- A Stigma está recebendo todas as vítimas  dos ataques do clã dos demônios? - questiono.

- Não, estamos unindo forças para acabar com esta guerra sem sentido.

- Com qualquer clã?

- Ryudoshel, o clã dos gigantes acaba de ganhar um novo líder - Sariel se aproxima com a mesma expressão soberana de sempre.

- O que aconteceu com o antigo líder?

- Foi assassinado por um demônio de patente.

Um arrepio desagradável sobe por minhas costas quando lembro do show de horrores que foi ver Meliodas matar aquele gigante.

- E tem mais - Sariel continua - eles estão com sede de vingança. 

A conversa entre os arcanjos morre no exato momento em que Meliodas e Merlin entram no espaço da Stigma. Ao contrário do que imaginei que seria, ele vêm exibindo a marca da escuridão e carrega a espada sobre seu ombro de maneira desleixada, Merlin do seu lado se mantém em alerta para qualquer ameaça que se direcione à ela.

Antes que qualquer um dos arcanjos presentes consigam fazer qualquer coisa Meliodas flexiona os joelhos alça vôo até onde estamos. Meus olhos arregalam-se quando ele pousa suavemente no meio de nós, as manchas negras que tinham formado suas asas recolhem-se para a marca em sua testa.

Os olhos de Mael brilham cheios de ira e Merlin se materializa ao lado do loiro e estala a língua no céu da boca.

- Desse jeito parece que estamos atrás de Guerra e não de uma aliança.

- Como ousa pisar em solo sagrado, demônio? 

Meu estômago revira dolorosamente em nojo depois de ouvir a soberania na voz de Ryudoshel.

- Solo sagrado? - Meliodas olha para o chão e em seguida dá de ombros - tanto faz, não tô' aqui atrás de briga.

- Não?

- Quero me aliar à vocês.

O riso de puro deboche de Mael soa alto e ele fica frente a frente com o loiro. Apesar da gritante diferença de altura entre eles a tensão que se forma entre os dois é preocupante.

- Nós queremos seu povo morto.

- É e eu queria o seu povo dizimado até pouco tempo. Mas mudei de idéia.

- Mate-o, tudo não passa de uma armadilha.

Merlin estala os dedos e os arcanjos ficam paralisados.

- Não é uma armadilha, vocês podem por favor deixar o orgulho do clã de lado e escutá-lo?

- Eu deixei meu clã, não irei lutar essa guerra ao lado deles.

- Como saberemos que não é mentira? - Thaumiel questiona olhando desconfiado para o garoto demônio.

- Porque neguei minhas origens e traí meu clã quando decidi que me aliaria a vocês.

- Nem pensar que aceitaríamos um inimigo em nossa companhia! - Mael diz cheio de nojo e Meliodas respira fundo.

- Você não decide nada, Mael - Ryudoshel rosna olhando para o arcanjo - Não vê que é nossa chance de triunfar sobre os demônios? Ter um deles aliado a nós significa ter acesso as fraquezas daquele clã, teremos chances de atacá-los com hesito.

O brilho ganancioso nos olhos de Ryudoshel é desprezível. Era um pouco irônico pensar que ele é mais parecido com os demônios do que se podia imaginar, a ganância por estar no topo por sempre vencer, isso não vinha do clã das deusas.

Como Merlin havia dito, Meliodas se aliaria a Stigma apenas porque seria a porta de entrada para o clã dos demônios, para destruí-los na visão cheia de ganância de Ryudoshel.

Não pude controlar a imagem que veio em minha cabeça. Naquele momento Meliodas estava se aliando a Stigma para me proteger da ameaça de seu povo e por tê-los traído, era como se adagas estivessem sendo cravadas em suas costas pela dupla traição.

Assisti sem demonstrar reação nenhuma Meliodas negar seu clã e firmar um pacto com Ryudoshel, aliando-se a Stigma e mesmo que sem saber submetendo-se a aceitar as ordens do arcanjo a partir de agora.

...

- Você parece a ponto de vomitar a qualquer minuto desde o momento que Meliodas finalmente assumiu sua traição com seu clã - Merlin observa e eu olho tristemente para o horizonte onde há ruínas do que um dia foi uma movimentada aldeia humana.

- Tenho medo do que pode acontecer.

- O futuro é incerto para todos nós, Elizabeth.

{★}











Notas Finais


O capítulo foi dividido em duas partes porque ficou muuuuuitoooo grande.


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