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História My Distraction - Capítulo 20


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


Cap enorme para vocês e também altas revelações sobre a Lotte...

Capítulo 20 - Capítulo 19


Solidão...

1.
estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento.
"vive na mais negra s."
2.
caráter dos locais ermos, solitários.
"em meio à s. do deserto"

A vida de Charllotte foi solitária em diversos momentos, de sua vida medíocre e miserável.
Esse era um sentimento muito bem sentido e esperimentado pela menina.
Apesar, de ter passado grande parte de sua trágica vida na comissão cercada de pessoas, ela ainda se sentia excluída e solitária.
A Gillis não se encaixava, e não queria se encaixar.
Também não fora amada a um bom tempo, todas as pessoas que a amaram acabaram mortas.
Ela temia que ninguém nunca amasse novamente, e pelo que parecia, nunca a amariam, a garota não tinha mais esperanças.
Ela andava pelos corredores da comissão com a xícara em suas pequenas mãos de criança.
A agente não se importava que tinha muito trabalho a fazer, tão pouco sem importava a trabalhar.
Ela queria aproveitar esse momento, sem pessoas a olhando e a jugando, como se ela fosse um monstro.
O que fazia todos eles serem melhores do que ela?
Todos ali já tinham matado, a diferença é que Charllotte tinha feito muito mais que isso.
Cada uma das pessoas que a garota via, andava com rapidez, preocupados em apenas terminarem o serviço, que nunca terminava.
A morena andava devagar, e com delicadeza, enquanto muitas vezes tomava um gole do chá de camomila, o seu preferido.
As botas pretas dela, quase não faziam barulho, diferente de quando ela andava normalmente.
Logo que avistou a porta azul da sala que agora ela trabalhava, deu um suspiro e sua face tomou um expressão de tédio.
Não queria voltar para lá, mas que opção tinha?
A menina entrou pela porta e logo andou rápido para chegar em sua mesa, no meio de tantas outras.
Charllotte deixou a xícara de lado, e observou a pasta no tom vermelho em cima da mesa.
Ela bateu a testa contra o objeto, logo gemendo pela dor da pancada e também pelo fato de que estava muito cansada para fazer o seu trabalho.
Ela suspirou mais uma vez, antes de levantar a cabeça e voltar a fazer o que agora era seu novo trabalho.

(...)

Cinco estava inrritado.
Por que todas as vezes que viam uma criança entrar em uma loja desacompanhadas, todos ficavam preocupados, como se a criança fosse roubar uma das coisas do local.
Àquilo era uma tremenda bobagem, mas fazer o que?
Tinha que seguir no seu plano.
Luther estava no carro, esperando pelo garoto que estava dentro da loja para comprar uma maleta igual a da comissão.
Ele odiava estar preso ao corpo de uma criança, e odiava ainda mais porque simplesmente não podia ameaçar as pessoas dessa maneira em que estavam.
Naquelas aparência, ele só parecia mais um menino indefeso e inocente, e o ex-agente odiava aquilo.
Ele se aproximou do carro com a maleta em sua mão esquerda e a direita enfiada no bolso do shorts do uniforme da academia.
Em sua face expressão era de inrritação, Luther resolveu não comentar nada, visto que o irmão ficaria mais inrritado do que já estava.
O grandalhão apenas ligou o carro esperando as instruções de Cinco sobre o plano insano que ele tinha.
– Vamos para o hotel onde Hazel e Cha-Cha estão- o garoto disse simples, enquanto ainda encarava a paisagem da janela.
– E como vamos saber onde eles estão?- o grandão perguntou confuso.
– Acho que tenho uma leve ideia de onde eles possam estar- garoto disse e olhou para o irmão- sabe onde fica o prior hotel da cidade?
– Uhh...acho que sim- o loiro respondeu pensando.
– Ótimo, então vamos para lá, tenho certeza que a comissão os colocou nele- o ex-agente voltou a olhar pela janela e enquanto isso o Hargreeves número um acelerou o carro, dirigido para o hotel.

(...)

Charllotte batia os sapatos diversas vezes no chão em um ato de nervosismo constante.
Sua cabeça latejava, e todo o seu corpo tremia, e ela sentia que a qualquer segundo teria um colapso nervoso e desmaiaria alí mesmo.
A Gillis sabia que precisava de seus remédios, mas não queria ter que pedi-los a gestora.
Não tinha opção, sabia que a qualquer momento explodiria e aquilo aconteceria.
E fazia tanto tempo que aquilo não acontecia, não sentia nem um pouco de falta de fazer aquilo foi por causa disso que tinha perdido tudo, e jurou que nunca mais faria, e era isso que faria, cumpriria a sua promessa.
A menina se levantou seguindo para a sala da mulher que um dia chamou de tia.
Assim que chegou em frente a enorme porta branca, bateu nela e logo esperou para que a mulher de cabelos brancos, que sempre ficavam sentada ali, diria para quem quer que fosse entrasse para dentro.
Mas o silêncio se fez presente, durante um tempo ela esperou, mas nenhum som ou resquício de respiração podia ser escutada da sala.
Lotte então decidiu entrar, com ou sem a permissão da gestora.
Porém, assim que abriu as portas viu a sala vazia.
Onde as mulher estaria?
Ela precisaria esperar, precisava de seus remédios, não sairia de lá sem eles.
Não podia cometer o mesmo erro, não mais.
Se sentou na cadeira em frente a mesa, logo passando a analisar a sala com olhar.

18 de abril de 1999

Não se sabe aonde- Clínica de Reabilitação

A mulher de 25 anos batia os dedos na cadeira de plástico rapidamente, em uma forma de tentar se concentrar em outra coisa que não fosse a roda de pessoas ao seu redor.
– E você Charllotte como está essa manhã?- a doutora disse segurando sua prancheta e sua caneta pronta para escrever o relatório da conversa em grupo.
– Com uma vontade louca de socar o rosto de todos vocês seus idiotas- ela disse ríspida e inrritada enquanto direcionou o seu olhar para a de jaleco branco, que se assustou com a tom de voz da mulher.
– E por que se sente assim?- a de branco fez outra pergunta novamente.
– Porque vocês são um bando de problemáticos que estão sentadas em uma roda estúpida, falando de seus problemas estúpidos e acham que eu tenho algum problema e que eu preciso de ajuda! - ela gritou, fazendo a médica se ajeitar desconfortável na cadeira de plástico branco.
– Tente se acalmar...- a morena cortou a sua fala se levantando violentamente.
– Não, eu não preciso me acalmar nada!- ela se aproximou da de branco lentamente- Eu não tenho problemas e eu não preciso de ajuda, ainda mais de você- ela gritou sentindo a raiva inteira consumir cada parte de seu corpo e de mente- eu não faço ideia do por que me colocaram aqui! Aliás eu só matei o meu pai, diversas crianças, algumas pessoas que precisavam ser mortas e o meu parceiro de trabalho! Como se ninguém dentro daquela porra de empresa não tivesse feito algo pior, então não me mande me acalmar!
A mulher foi pegada pelos dois braços por dois funcionários do centro de reabilitação, sem nenhum esforço ela os jogou, fazendo os dois baterem contra uma das paredes da sala, e o sangue começar a sair de suas cabeças.
Os pacientes que estavam na sala começaram a gritar desesperados, e a morena achava graça de tudo aquilo, tudo para ela era uma grande piada, a vida dela era uma grande piada.
Ela se afastou da de branco que correu o mais rápido possível no ato de chamar mais funcionários para levarem a mulher dali.
Assim pode ver um cinco homens entrarem pela porta e um deles estava com uma seringa com calmantes para a mesma.
Ela deu um sorrisinho antes de dizer as palavras que tão pouco usava, não por medo sim porque achava que aquilo não era algo de se orgulhar e sim um defeito que tinha causado diversos problemas a ela, tanto aquelas palavras, tanto as outras coisas que podia fazer.
eu ouvi dizer...- ela olhou para o homem da seringa que logo, teve seus olhos hipnotizados- que você deu essa injeção para um dos seus colegas.
O homem ainda hipnotizado seguiu as instruções da mulher e aplicou a dose de calmante em um do seus próprios colegas que caiu no chão.
A morena sabia que se aplicassem aquilo nela, ela ficaria calma e não poderia usar os suas próprias habilidades especiais, e outra, não tinha o total controle de sua consciência naquele momento, era como se a raiva não a deixasse controlar seus próprios pensamentos e ações.
Os outros funcionários vieram em sua direção, enquanto isso os outros pacientes saíam correndo da sala com medo do que a mulher podia fazer.
A mulher fechou os punhos e logo se teletransportou para trás de todos aqueles homens, e pode sentir sua cabeça latejar por causa do ato.
Por isso ela nunca usava o teletransporte, não era o seu forte e a deixava extramente cansada.
– Ei aqui atrás- ela disse antes de correr para fora do lugar.
Ela realmente achava aquilo uma ótima brincadeira.
A morena virou o olhar para trás e viu os agora só quatro homens a seguindo.
Então ela parou e se concentrou nos barulhos ao seu redor, logo então se virou para os seus perseguidores e então todos eles explodiram.
Ela sentiu o sangue espirrar por todo o seu uniforme branco da clínica.
Charllotte deu um sorriso brincalhão antes de correr para fora do lugar, podendo ver a imensidão da mata ao seu redor.
Eles estavam em uma clínica em meio ao nada.
Logo a morena correu mais a frente e se virou para poder encarar o lugar que estava a mais de 7 meses e logo se concentrou.
E pode ver todo ele explodir como uma bomba atômica.
A única coisa que a mulher fez antes de desmaiar, foi sorrir.

1955

Não se sabe a onde- Comissão

A mulher se levantou sentindo sua cabeça doer como nunca e viu as coisas que estavam ao seu redor.
Ela não estava na clínica, ela sabia bem disso, e ela sabia onde estava.
Dentro de um dos alojamentos que a comissão tinha.
A sua frente perto da porta a mulher de cabelos brancos a olhava.
E assim que viu a mulher andar até ela, a morena se arrumou na cama.
– Você fez um belo estrago hoje Charllotte.
A mulher no entanto não se lembrava do que tinha feito e nem de como tinha parado ali.
– Eu não me lembro de nada- a menina se fez confusa, não entendia nada do que estava acontecendo.
– Você explodiu tudo- a gestora disse e se sentou junto a cama da morena- um grande cabum- a mulher de cabelos brancos soltou uma longa risada- matou todo mundo.
A morena arregalou os olhos e sentiu suas mãos tremerem.
– E-Eu sinto muito, E-Eu n-nao queria- a agente respondeu gaguejando.
– Eu sei que não queira, mas você nunca teve uma saúde mental muito boa, não é mesmo?- a Gillis abaixou o seu olhar- grandes poderes exigem grandes responsabilidades e você não está pronta para poder controla-los, por isso nossa equipe desenvolveu um remédio eficaz para você- a gestora puxou um frasco de dentro do bolso de seu casaco e entregou a garota- tome uma vez por dia e não terá problemas- a mais velha se levantou e saiu do quarto, deixando a morena sozinha com seus pensamentos.
Antes disso a gestora murmurou.
– Podia ter sido extraordinária, uma pena.
Charllotte girou a tampa do pequeno frasco em suas mãos, logo abrindo e colocando um dos comprimidos brancos em sua boca, logo os engolindo a seco também.

(...)

Cinco havia deixado um bilhete no quarto de hotel de Hazel e Cha-Cha, os avisando que estava com a maleta da comissão.
Ele e o seu irmão Luther, agora estavam indo para o local, onde tinham marcado para se encontrarem com os dois assassinos profissionais da comissão.
Era uma rua deserta no meio do nada.
Five tinha a noção de que as coisas poderiam ficar feias, e com o pouco de humanidade que ainda restava dentro dele, não queira que inocentes se ferissem durante o processo.
E além do mais, o tumulto atrapalharia tudo.
Logo o carro preto parou, a uns poucos metros de distância de um telefone público que havia na estrada deserta.
Five logo que viu que já estavam, tirou o cinto que lhe prendia e olhou para o horizonte da rua a sua frente, se perguntando se demoraria muito para Hazel e Cha-Cha receberem sua mensagem.
Ele então virou a cabeça para poder olhar pela sua janela, e logo ele se lembrou de sua conversa de mais cedo com Luther.
– Eu não gostava disso- o moreno começou assim que ouviu um suspiro vindo da parte do irmão.
– De quê?- o grandão perguntou ao menino que lhe encarou por alguns segundos.
– De matar- o ex-agente voltou a olhar para o nada a sua frente- eu era bom no que eu fazia e eu tinha orgulho...mas nunca me deu prazer- ele encarou o grandão ao seu lado.- passei muito tempo sozinho- ele continuou e as lembranças dos últimos 45 anos se passaram em sua mente- e a solidão meche com a cabeça da gente.
A verdade era que quando era mais novo e imprudente, acreditava que não precisava de ninguém, que se ficasse sozinho, ele seria muito melhor.
Mas a verdade é que ele dizia essas coisas porque tinha medo. Medo de ficar sozinho, e quando ele decidiu fazer o que quisesse e avançou para o fim do mundo fincando mais de 30 anos sozinho, ele sentiu medo, muito medo.
Por mais que fosse difícil para ele dizer, sentiu a falta dos irmãos, mas do que ele poderia imaginar.
E agora estava ali, por ser imprudente, mais uma vez, estava sentindo a falta de uma pessoa que ele amava, e que pensava que nunca mais iria ver novamente.
– É você ficou lá um tempão, eu só fiquei quatro anos na lua, mas foi mais do que o suficiente, ficar sozinho acaba com a gente.- Luther suspirou e logo mudou de assunto, para que o clima não ficasse extremamente pesado- será que vão acreditar?- o grandalhão disse mechendo no trinco da maleta preta.
– Olha, só sei que estão desesperados- o moreno disse sincero olhando para a mala- é como se um policial perdesse a arma, se a comissão descobrir, eles vão ficar na merda. É sem falar de que eles vão ficar presos aqui até recuperarem ela.
– É melhor ficar comigo- o loiro disse, e Cinco franziu o rosto não entendendo o porquê- caso queiram atacar você.
– Tá bom Luther, se cuida, eu vivi uma vida longa, mas você ainda é jovem, tem uma vida pela frente, não disperdiça.
Five não sabia porque estava se sentindo tão sentimental, porque se preocupava com o irmão, que tecnicamente nem era seu irmão.
Talvez, agora ele sentisse um tipo de carinho estranho pelo enorme homem, porque assim como ele, os dois tinham passado bastante tempo sozinhos, e o ex-agente sabia que Luther o entendia melhor do que ninguém quanto é isso, tirando é claro Charllotte.
Cinco pensaria mais na menina de olhos verdes cativantes, pele clara e diversas sardas espalhadas pelo rosto.
Mas, ao olhar para o horizonte pode ver um carro se aproximar em alto velocidade, e ele sabia muito bem quem era, ou melhor quem eram.
– Chegou a hora- ele murmurou se preparando e torcendo para que seu plano desse certo, era sua última chance para conseguir deter o fim do mundo, e era agora ou nunca.
O menino abriu a porta e foi seguido pelo mesmo movimento, dessa vez causado pelo irmão, que levava junto consigo a falsa maleta preta da comissão.
Cinco colocou as mãos no bolso do shorts, como sempre fazia e deu a volta por trás do carro para poder ficar ao lado de seu irmão número um.
O carro azul passou por eles, parando um pouco mais afastados e bem mais perto do telefone que existia ali.
– Se tudo der errado, pede desculpas a Dolores por mim- o moreno disse encarando o grandalhão.
Luther nunca entenderia o porquê de Cinco ser tão apegado àquele manequim, mas não tentaria argumentar com o menino, aliás mentalmente ele tinha 58 anos, sabia muito bem o que fazer com sua própria vida, e se ele escolheu amar um manequim estranho, quem era ele para opinar, aliás era apaixonado pela própria irmã.
Five então começou a andar se aproximando dos dois agentes que saiam de dentro do carro azul claro.
Ele viu os dois com suas máscaras, o que ele achou ridículo, considerando o fato que ele já sabia muito bem que era os dois.
– As máscaras são mesmo necessárias?- ele disse com tédio.
E Hazel e Cha-Cha tiraram suas máscaras e as jogaram para longe.
– E aí onde tá?- a mulher disse direta e inrritada ao mesmo tempo, fazendo o Hargreeves revirar os olhos.
– Nossa, vai começar assim? Olha a gente pode voltar pro nosso carro e dar isso como encerrado- ele disse sarcástico e viu Cha-Cha sacar sua arma.
– Não vai chegar nem até a metade- ela disse enquanto apontava a arma para o menino, que queria rir, mas se manteve sério e com seu típico sorriso traveso nos lábios.
– Pode ser, mas quando descobriram no último ataque de vocês o meu irmão não é um gigante qualquer- o menino disse enquanto levantava as sombrancelhas.
– É mesmo- Hazel concordou com ele e se dirigiu a mulher- você deixou um lustre cair em cima dele e ele levantou.
– Antes de acabarem com ele, ele esmagaria a sua preciosa maleta até virar pó- o menino continuou dizendo calmo, vendo o rosto da agente pensar que aquilo que o menino dizia era realmente ferrado, assim ela e Hazel continuariam sem a maleta e presos no ano de 2019, mesmo sabendo sobre o apocalipse que aconteceria dentro de alguns dias.
– E a gente também né?- a voz do agente se fez presente um pouco assustado com a hipótese de que o Hargreeves grandalhão acabasse com a raça dele.- como é que a gente vai ajudar um ao outro?- o de azul perguntou ao menino, que agradeceu por alguém finalmente entrar no ponto em que ele queria.
– Eu quero que entrem em contato com a sua chefe, para eu falar com ela cara a cara- o ex-agente começou, com suas mãos ainda enfiadas dentro do shorts do uniforme da academia.
– Sobre o que?- a a mulher disse curiosa e ao mesmo tempo inrritada, com medo de que o garoto abrisse o bico sobre a maleta.
– Isso não interessa a vocês dois- o Hargreeves respondeu como se fosse óbvio.
A com a arma na mão, poderou por alguns segundos sobre a sua decisão.
– Só não fala pra ela sobre a maleta.
– Prometo- o menino respondeu com tédio.
Cha-Cha então abaixou a arma e se afastou indo em direção ao telefone público ali no local, para poder chamar a gestora.
Hazel logo a seguiu andando de costas para poder observar se cinco não faria besteira alguma, mas o garoto apenas se virou e começou a andar até o irmão.
O loiro se aproximou do de olhos verdes, e Cinco se apoiou no capô do carro, esperando para que a agente terminasse o que tinha que fazer.
– Que quê a gente faz agora?- o loiro perguntou, olhando para os dois agentes a frente deles.
– Vamos esperar- o número Five falou como se fosse uma coisa extremamente óbvia.

Foi aí então que o barulho de um caminho de sorvetes foi escutado atrás dos dois Hargreeves, que se viraram para poder ver de onde vinha o barulho.
Logo cinco se desencostou do carro e andou alguns passos, para poder ver quem dirigia o caminhão de sorvete.
Porque aliás que um sorveteiro dirigiria o caminhão naquela rua deserta.
Hazel e Cha-Cha também observavam o caminhão e se encaravam confusos, se perguntando o que diabos aquilo estava fazendo ali.
– É ela?- o loiro perguntou confuso a Five que apertou o olhar para poder ver melhor.
E assim ele franziu o cenho ao ver Klaus acenando da janela do motorista para eles, e ao seu lado Diego também vinha junto.
O ex-agente não entendia nada do que estava acontecendo, por que dois dos seus irmãos estavam dentro de um caminhão de sorvetes, em uma estrada deserta?
O loiro também estava confuso e assim que o veículo passou pelos dois, os seus olhares o acompanharam.
– Que merda eles estão fazendo aqui?- o menino grunhiu inrritado, os dois estragariam todo o seu plano.
Os dois agentes começaram a atirar, e Five sentiu que tudo daria errado.
E logo a ponta de esperança nele começou a sumir.
Ele e Luther tentavam se desviar das balas.
E então ele pode ver os dois agentes serem jogados para trás e então tudo ao seu redor parar, menos ele é claro.
Five olhou para o irmão que estava a sua frente, tentando o proteger e viu o número um parado na mesma posição como uma estátua, assim como todo o resto.
Ele então olhou para todos antes de começar a caminhar para poder olhar mais de perto Hazel e Cha-Cha, foi aí que escutou a voz da mulher atrás dele.
– Belo truque não é?- ele se virou e pode ver a mulher de cabelos brancos ali, parada olhando para ele.
Suas roupas totalmente pretas, por causa de seu casaco e em sua mão esquerda uma das maletas da comissão estava.
O menino colocou as mãos nos bolsos e andou para poder ficar de frente com a agente da comissão.
Que tirou seus óculos escuros o guardando no bolso do casaco.
– Olá Cinco- a mulher disse em uma entonação gentil, o que fez o garoto querer revirar seus olhos- você está Bem- a gestora disse ao ver o velho de 58 anos no corpo de um menininho de 13 ando de idade.- apesar de tudo.
– É bom ver você de novo- ele disse falsamente.
– Parece que foi ontem que nós conhecemos, é claro que você era um pouco mais velho. Parabéns pela regressão de idade- Cinco revirou os olhos e olhou para cima mordendo o lábio, queria que aquilo acabasse logo- bem esperto, conseguiu enganar todos nós.
– Aí, eu queria poder ficar com todos os créditos, mas eu só calculei mal as projeções de dilatação do tempo e olha só- ele tirou as mãos do bolso e levantou os braços, e olhou finalmente para a mulher a sua frente- tô aqui- ele abaixou os braços e voltou a colocar novamente as mãos de volta em seus bolsos.
– Você sabe que seus esforços são inúteis- a gestora disse logo sacando o que o menino queria com ela, a mulher colocou os braços para trás antes de voltar a falar- então por que não me diz o que você quer de verdade.
Cinco soltou um riso falso e fraco antes de começar a falar novamente, e imitar a mesma posição que a agente a sua frente.
– Eu quero que impeça o apocalipse- ele disse simples, fazendo dessa vez a de cabelos brancos soltar um falso riso fraco.
– Você já entendeu que o que você está pedindo e praticamente impossível- a mulher disse rápido- até pra mim, o que tiver que acontecer, vai acontecer, essa é a razão da nossa existência.
Sem terminar de falar, ela pode ver o menino tirar uma arma de entro de seu caso e apontar para ela.
Five segurava a arma com a mão esquerda, e a qualquer momento atiraria caso a agente não desse o que ele queria.
– É? E que tal sobrevivência como razão?- ele disse fazendo a gestora falar como se não se importasse caso morresse ali e agora.
– Eu vou ser substituída- ela disse simplesmente- eu não passou de uma pequena engrenagem, numa máquina- então ela logo tentou fazer com que Cinco ficasse ao seu lado- essa fantasia, que você vem alimentando- ela se aproximou com passoos lentos para perto do moreno, que afastou um pouco a arma de perto dela- de recrutar a sua família para te ajudar a inpedir o apocalipse, é apenas...- ela logo pensou na palavra correta- fantasia. Mas eu devo dizer- ela se aproximou mais, e o ex-agente apenas a olhava sem deixar de abaixar a arma em sua mão.- que estamos muito impressionados, a sua iniciativa e a sua perseverança, são realmente exepicionais e é por isso que queremos lhe oferecer, a você um novo cargo, lá na comissão, supervisor!.
Five soltou um riso e fez uma cara de confuso.
– O que foi que você disse?- ele não podia acreditar que aquela empresa idiota ainda o queria depois de tudo.
– Vem trabalhar com s gente de novo, você sabe que lá é o seu lugar.
– É mas, não deu muito certo da última vez- o de olhos verdes disse inrritado.
– É mas você não trabalharia mais na divisão de correções, eu estou falando do escritório central- assim que ela disse essas palavras o cérebro de Cinco logo se pós a pensar, criando um plano totalmente arriscado em sua mente- teria um melhor plano de saúde, aposentadoria e daria um fim nessas viagens incessantes, você é um profissional diferenciado, nesse uniforme de estudante. Nós temos a tecnologia para reverter o processo, porque você não pode ser feliz assim!- o menino então abaixou a arma apenas um pouco, ainda segurando ela firmemente.
– Não é o que eu estou procurando- o menino respondeu ríspido.
E a de cabelos brancos passou a mão pela buchecha do Hargreeves mais novo.
– É o que todos estão procurando. Podemos fazer isso acontecer- a mulher retirou a mão do resto do moreno, logo pensando em uma coisa que o faria mudar de ideia- fazer você voltar a ser o que era. E além do mais, poderia rever a Charllotte.
Cinco riu e virou o rosto desacreditado.
Não seria uma opção ruim, talvez se seguisse o plano que tinha bolado agora, totalmente arissca teria um bom resultado no final e de sobra, talvez pudesse trazer Lotte de volta.
– E os meus irmãos?- o garoto disse apontando para os três que estavam ali.
– O que é que tem eles?- a de preto perguntou com tédio.
– Quero todos eles vivos- o número Cinco disse fazendo a gestora pensar e fazer outra pergunta totalmente com tédio de ter que salvar todos os irmãos problemáticos para que o Hargreeves mais novo voltasse a trabalhar novamente na comissão.
Ela respirou fundo, olhando para os três irmãos Hargreeves que tinha ali
– Todos eles?
– É, eles são a minha família- o menino disse olhando sério para a de cabelos brancos.
A gestora pegou o seus óculos escuros de dentro do bolso do casaco e os colocou, pronta para fazer o acordo com Five e sair logo dali.
O ex-agente a olhava, esperando anciosamente para que ela aceitasse e assim podeira por o seu arriscado plano em prática.
– Bom...eu vou ver o que posso fazer- ela estendeu a mão, para que o moreno de olhão verdes a apertasse e assim fechariam o acordo.- aceita a oferta?
– Um instante.
A mulher observou o garoto e abaixou a mão, esperando ele fazer o que ele queria fazer.
O Hargreeves número Cinco, colocou novamente a arma no lugar a onde estava e andou até a arma preta no chão, que pertencia ou a Hazel ou Cha-Cha.
Assim que o fez, tirou o cartucho de bals e jogou para um lado, e jogou para o outro o resto da arma, assim quando o tempo voltasse os agentes não pudessem atirar em seus irmãos.
Ele voltou então até a mulher que o esperava impaciente.
Ele então voltou um pouco atrás aí ver uma bala que atingiria o seu irmão, o menino a mudou um pouco para o lado, assim a bala não poderia acertar Luther, que estava um pouco mais a frente.
Logo então a mulher estendeu a mão novamente e Cinco encarou pensando rapidamente se deveria mesmo aceitar a oferta.
Uma vez infiltrado dentro da empresa poderia saber quem ou o que causaria o fim do mundo.
E também, uma parte dele ficava animada ao saber que se ele tivesse sorte, poderia ver Charllotte.
O ex-agente nunca admitiria, mais estava mais prestes a aceitar a oferta pela garota, do seu realmente impedir o fim do mundo.
E então ele apertou a mão da gestora, que logo a balançou e em questão de segundos os dois foram envolvidos pela luz azul e sumiram fazendo todo o tempo voltar ao normal.
A bala quase atingiu Luther, a não ser o fato de que Cinco a tivesse mudado de lugar.
O caminhão de sorvetes bateu no carro azul   roubado de Hazel e Cha-Cha.
E os dois agentes foram arremessados para longe.
O loiro procurava pelo irmão que não estava mais lá.
– Cinco! Cinco!- ele gritou mais nenhuma resposta era ouvida.
Ele então levantou a maleta em sua mão e gritou.
– Vem pegar!
E então o loiro lançou a maleta para longe, fazendo Cha-Cha correr desesperada atrás do objeto preto que saiu voando para longe.
O lorio logo correu para poder saber se os seus outros dois irmãos estavam bem.
Klaus saiu do banco do motorista cabaleando pela dor do impacto.
Enquanto isso Hazel correu para poder pegar a arma que estava no chão.
Diego, Luther e Klaus se apoiaram um nós outros e se poram a correr para o carro preto.
– O que vocês estão fazendo?- o número quatro gritou.
– Anda!Anda!- o loiro os apressou ignorando a pergunta do irmão.
– Alguém viu o Cinco?- dessa vez quem gritou foi Diego.
Enquanto isso Hazel tentava usar a arma para atirar nós irmãos Hargreeves que coriam.
– Merda! - ele exclamou ao ver que o cartucho das balas não estavam ali.
Ele então jogou a ela para longe.
Os três homens logo se  apressaram para entrar dentro do carro preto.
– Entrem no carro!- Luther disse empurrando Klaus para o banco de trás e Diego também ele fechou a porta e rapidamente entrou no banco do motorista, e ligou o carro saindo de lá o mais rápido possível.
– Vai Luther vai!- Klaus gritou olhando para trás e mostrando o dedo do meio a Hazel que apenas os via indo embora.
Ele derrotado andou até a parceira que analisava a maleta.
– porcaria!
O homem gritou inrritado e Cha-Cha abria a  maleta virando o conteúdo dela para baixo.
E as coisas de metal que tinham dentro caíram, foi a que só dois perceberam que tinham sido enganados.
– Merda!- Cha-Cha gritou alto para que os irmãos que fugiam pudessem escutar.










Notas Finais


Meu Deus!
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