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História My Distraction - Capítulo 23


Escrita por: e bea031205


Notas do Autor


Aí meu coração 💝😍

Capítulo 23 - Capítulo 21


Sentimentos...

1.ato ou efeito de sentir(-se).

2.aptidão para sentir, disposição para se comover, se impressionar, perceber e apreciar algo etc.; sensibilidade.

Cinco tentava prestar atenção nas tarefas que ele estava fazendo, mas sua mente não conseguia se concentrar por mais que ele tentasse.

Por isso uma ideia surgiu em sua mente, e para isso teria que ir até a sala dos tubos, para saber como todos aqueles tu os funcionassem, assim conseguiria colocar seu estúpido plano em prática.

Então teria eu terminar o caso que lhe foi dado. Era tão fácil para o Hargreeves mais novo, que o mesmo se perguntou se a gestora achava aquilo um caso complicado.

Ele colocou um dos papéis na máquina de escrever, e logo começou a digitar as informações que precisava.

Foi aí que a voz inrritante da mulher atrás dele soou, enquanto arrumava o papel dentro da máquina antiga de escrever.

– Oi Cinco- o menino apenas ignorou, esperando que desse jeito a morena parasse de se comunicar com ele, mas isso não aconteceu- tá tudo bem?

– Eu preciso de silêncio absoluto para terminar essa tarefa- ele disse assim que percebeu que a mulher não calaria a boca até ele responder. O menino tirou o papel da máquina e o enrolou como um pequeno rolinho.

– Ah, ah tá bom- a morena atrás dele disse e finalmente fechou a boca. Fazendo Five comemorar por dentro.- a gente tá saindo para almoçar e eu queria saber se você gostaria...- o garoto apenas a ignorou abrindo sua gaveta e pegando um dos potes da comissão e depois fechou a gaveta de metal- ah tô vendo que está muito ocupado.- a mulher disse e parou de falar.

Cinco enfiou o papel dentro do pote de cor dourado e o fechou, assim que fez tal ato, então se levantou de sua cadeira a frente de sua mesa e saiu do local, indo em direção a porta para poder se dirigir a sala de tubos

– Ata, tchau- foi a única coisa que ouviu antes de sair da sala.

Ele andou então com passos lentos indo em direção a porta que tinha visitado mais cedo.

Assim que chegou, e viu a porta fechada, logo tratou de abrir a mesma para poder entrar.

Ele logo olhou ao seu redor, vendo se a senhora de mais cedo estava lá, não a encontrando logo começou a se dirigir aos diversos tubos de comunicação que o lugar tinha, logo tentando achar o certo para enviar a sua mensagem e também entender como todos eles funcionavam.

Foi aí que o Hargreeves escutou o barulho de saltos atrás dele, certamente deveria ser a gestora.

Alguém a devia ter avisado sobre ele, e agora estava ali para poder ver o que ele faria.

Então abriu uma das pequenas portas dos tubos pronto para jogar o tubo pelo cano.

– O procedimento não é esse- a mulher disse ao pé de seu ouvido, fazendo o menino virar a cabeça para olhar a de cabelos brancos. A mesma pegou o pote das mãos do garoto e se pois a falar- Cinco, eu apresento a você a Glória- a mais velha disse apontando para a senhora que estava sentada a frente de uma mesa, que assim que escutou seu nome ser pronunciado se aproximou- a Glória é uma das engrenagens de maior importância na nossa máquina- a de cabelos grisalhos ficou envergonhada, fazendo o número Cinco revirar os olhos com toda aquela situação- Glória esse é o Cinco.

Five pelo canto do olho a gestora abrir o pote para poder ver o que ele havia escrito e ter certeza, que o garoto não estava planejando algo.

– Olha só você- a senhora começou se dirigindo a Five, que apenas levantou a sombrancelhas e enfiou as mãos no bolso do shorts- coisinha letal- a de cabelos brancos entregou o pote agora vazio, a mais velha na sala- fico feliz que decidimos cancelar o contrato pela sua vida.

– Está vendo como você é famoso, por aqui?- a de cabelos brancos pronunciou, e Cinco virou um pouco a cabeça para poder vê-la- parece que está se aprimorando- ela deu uma batidinha no ombro do menino e depois o rolo de papel soltando um pequeno gritinho interno de surpresa.- Karl Weber?- a gestora perguntou surpresa, e o menino deu um sorrisinho- me conta- ela devolveu o papel a Glória que o enfiou dentro do pote de cor dourada novamente- por que o coitado do Karl?

Cinco logo quis revirar os olhos ao ver que teria que explicar, o porquê de suas próprias conclusões.

– Karl Weber e o açougueiro da onde o capitão Ernst A Lehmann compra a sua carne- ele disse se revisando a olhar para as duas mulheres de seus dois lados- então, se o Karl morrer o açougue para seu filho o Otto- ele fez um bico antes de voltar a explicar- que nunca lava as mãos o que é nojento- as duas mulheres mais velhas fizeram um barulho de nojo.

– Então ele que dá carne assada pro capitão?- a de cabelos brancos perguntou entusiasmada.

– O quê da a ele intoxicação alimentar...- a gestora o interrompeu.

– Que faz com que ele se atrase para o trabalho, o que atrasa a decolagem- a mulher disse sorrindo e surpresa como se a informação que Cinco tinha dado a ela era algo realmente muito interessante.

– E para compensar o tempo perdido, o Hindenburg voa para uma frente de ar de alta carga elétrica e umidade...- o menino é interopido mais uma vez pela gestora, que completa a sua frase

– E eletricidade estática dentro da aeronave, faz dela praticamente um barril de pólvora- Cinco apenas dava um sorrisinho debochado e divertido enquanto balançava a cabeça, afirmando as suposições da mulher de cabelos brancos.- o pequeno motor libera faíscas.

– E desse jeito nós temos- o menino fez um gesto com a mão de algo explodindo como uma bomba- Puff.

A mulher ao seu lado riu e sendo seguida por Glória.


(...)


Charllotte agradecia por mais uma vez ter terminado mais um de seus casos que lhe foram designados, faltava agora apenas entregar as instruções aos agentes de campo, e para isso teria que ir até a sala de tubos, o que fazia a menina desenvolver uma leve preguiça de se levantar, ainda mais com sua cabeça latejando a cada pequeno som que o ambiente fazia ao seu redor.

Ela se levantou com uma certa dificuldade, e sentiu suas pernas estralarem e tremerem.

Pegou o tubo já com o papel dentro e o apertou firmemente entre suas mãos.

A Gillis logo então saiu da sala cheia de mesas indo em direção a mesma sala, que já havia visitado diversas vezes naquela manhã.

Assim que avistou a porta viu ela fechada e logo a tratou de abrir.

Esperando então ver Glória sentada em sua mesa, estranhou a senhora não estar ali, então se aproximou e assim que virou para olhar para os tubos pode ver Glória e mais duas pessoas que ela bem conhecia.

Ela arregalou os olhos assim que viu Cinco.

Não podia crer que o mesmo estava ali.

– Cinco...- ela disse baixo, mas não deixou de atrair os olhares dos três pares de olhos que tinha a sua frente.

Sem perceber o pote em suas mãos caiu no chão, o fazendo rolar até os pés de Five, que se abaixou para pegá-lo.

Assim que se levantou encarou a menina a poucos passos de distância dele.

Os dois se olharam um nos olhos dos outros.

Verde no verde.

– Olá Charllotte- ele disse dando um sorriso de canto. Tentava parecer calmo, como se a presença dela ali não o abalasse, mas abalava e ele sabia que sim.

– Que cena mais fofa- a de cabelos brancos disse sorrindo enquanto alternava o olhar para olhar as duas crianças na sala.- realmente muito bonitinho- ela pegou o pote das mãos de Cinco o entregando para Glória- acho que podem conversar, mas lá fora é claro. Não queremos atrapalhar o trabalho de nossa querida Glória.

A de cabelos brancos passou o braço esquerdo pelos ombros do garoto, que desviou então o olhar da menina de olhos verdes e penetrantes em sua frente.

Assim os dois começaram a andar até Charllotte que ainda parecia perplexa ao ver Cinco.

É claro, ela sabia que ele estava na comissão e sabia que uma hora ou outra poderia vê-lo novamente, mas por que doía tanto ver alguém que a rejeitará?

Durante toda a sua vida a rejeição foi um sentimento comum a ela, mas por que com o Hargreeves era diferente?

Ela não saberia explicar.

A gestora assim que chegou ao lado dela, passou seu braço direito pelos ombros da menina e a levou consigo.

Logo os três já não se viam mais dentro da sala de tubos, e assim que estavam em um dos corredores da comissão, a de cabelos brancos finalmente soltou os dois adolescentes.

Charllotte ao máximo tentava não encarar o menino ao seu lado, desviando seu olhar aos seus próprios sapatos pretos.

Já Five se sentia feliz por dentro, um sentimento que ele não sentia a muito, se é que ele tenha sentido alguma vez.

Mas se sentia arrependido de ter dito àquelas coisas a menina.

– Eu nunca deixaria os meus melhores funcionários pararem de trabalhar- a mulher disse e deu uma risadinha- mas, acho que vocês dois tem muita coisa para conversar, eu até ficaria aqui e escutaria esse interessante...- ela pensou por um tempo- reencontro. Bem até mais- ela deu uma batidinha no ombro de Charllotte antes de sair dali com os seus saltos altos batendo contra o mármore do corredor.

Five a olhou observando cada movimento que a garota fazia, ele tentava entender o que ela queria dizer e tentava entender o que ele mesmo queria dizer.

– Eu...- ela começou a dizer finalmente, mas Cinco a interrompeu.

– Não- ele disse rápido e suspirou não acreditando no que ele iria dizer- me de...des...me desculpe- a menina arregalou os olhos e olhou para o Hargreeves mais novo, que a olhava e com as suas mãos enfiadas no shorts da academia.

– Aí meu Deus- ela deu um sorriso- Cinco Hargreeves está me pedindo desculpas?- ela disse divertida, fazendo o de olhos verdes dar um sorriso de canto- você está bem? Não está com febre?- ela disse se aproximando e colocando as costas da mão direita na testa do menino, que estremeceu ao sentir os dedos gelados da menina em sua pele.- com certeza sem febre- ela disse e tirou a mão dela, permanecendo no mesmo lugar.

– Eu acho que também devia pedir desculpas- ela disse e olhou para baixo e depois voltou a olho-lo- eu menti para você, e entendo que ficou totalmente chateado comigo- Cinco a encarava confuso. Como ela conseguia ficar cada vez mais bonita de perto- acho que merecia isso.- eles ficaram em um silêncio constrangedor, ambos sem saber muito bem o que fazer de agora em diante, a Gillis vendo que o moreno mais nada falaria resolveu perguntar- o que está fazendo aqui? Tenho certeza que não veio aqui só para me pedir desculpas eu tenho certeza.

O moreno a olhou e deu um sorriso de canto.

– Com certeza não- ele logo viu a garota morder o lábio inferior em um ato de nervosismo, e novamente ele sentiu a necessidade de beija-la. Isso com certeza era o que ele queria, mas não tinha tempo. Não agora- eu tenho um plano, minha última chance de deter o fim do mundo e para isso precisava estar aqui- ele começou dizendo fazendo a menina assentir- preciso da sua ajuda Charllotte.

– Pensei que irá fazer isso sem mim- ela disse surpresa.

– Não sem você, eu nunca iria sem você- ele disse isso fazendo a menina abaixar o olhar envergonhada.

– No que posso ajudar pirralho?- ela perguntou se lembrando do apelido que tinha dado ao mesmo.

– Só esteja preparada, ainda não tenho total certeza do que vou fazer, não mesmo.

– Isso é novo para mim, Cinco pirralho Hargreeves não tem um plano?! Esse é mesmo o fim dos tempos- os dois riram atraindo alguns olhares curiosos das pessoas que passavam por ali.

Five então tirou uma das mãos do bolso e a aproximou do rosto de Charllotte tocando sua bochecha.

A menina sentiu seu corpo inteiro tremer com o toque do moreno, a fazendo fechar os olhos e suspirar.

Deus como ela podia sentir algo tão forte por um velho ranzinza de 58 anos, e que levava sua paciência ao limite?

Como alguém podia mexer tanto com ela a esse nível?

Então ela se lembrou, se quisesse que Cinco confiasse nela teria que dizer aquilo que ninguém sabia além da diretoria da comissão. 

O de olhos verdes teria que saber sobre os seus poderes.

Ela abriu os olhos fitando o par de orbes esverdeadas que estava perto de seu rosto.

Perto demais.

– E-eu- ela engoliu um seco- preciso te contar uma coisa- ela disse esperando que o mesmo lhe dissesse alguma coisa, ou algum comentário.

– Seja o que for pode esperar- ele disse e aproximou o seu dedão por cima dos  lábios vermelhos da menina, que fechou os olhos novamente- preciso fazer algumas coisas antes, pode me contar depois- ele então aproximou o rosto do dela dando um pequeno beijo suave na bochecha da menina antes de se afastar da mesma.

Mesmo assim ele sabia que não queria lhe dar um pequeno beijo na bochecha de Charllotte, a mulher que mexia com ele de um jeito que ninguém mais fazia.

Mas, não agora.

Ele retirou a mão da bochecha dela e se afastou ainda sentindo a sensação boa que foi poder estar tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.

– Onde trabalha agora?- ele perguntou e Lotte apenas abriu os olhos surpresa.

– Sala 203- ela respondeu simples e ainda sentia a formigação em sua pele, de quando os lábios do garoto a tocaram.

– Ótimo- então ele saiu.

Sem mais nem menos saiu.

Deixando Charllotte com o coração nas meus.

Por Deus, ela estava apaixonada disso ela tinha certeza.

E não fazia ideia do que faria apartir de agora.

Cinco por outro lado sabia que sentia algo a mais pela morena de cabelos verdes, mais não tinha ideia, aliás era um sentimento que nunca tinha sentido em todos os seus 58 anos de vida.

Claro, mas ele era Cinco e deixaria isso para depois, tinha que salvar o mundo.

Isso era o que mais importava para ele.

O lado bom é que mesmo não entendo o que sentia, ele tinha Charllotte novamente.

E por enquanto só aquilo bastava.






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