História My Fair Lady - Capítulo 17


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Visualizações 743
Palavras 5.645
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Vossa majestade


Por Sasuke;

 

Estamos sentados na cama e de mãos dadas; Sakura está insegura com o que vem pela frente, porém acho que consegui um progresso, ela resolveu enfim, tomar o controle de toda situação. É a primeira vez que a vejo dessa maneira, uma nova força surgiu dentro dela e com uma sagacidade admirável. Ela está destemida.

 Ela está decidida a enfrentar todos e principalmente quem está por trás disso. O seu marido e família. Estou orgulhoso dela, porém um pouco preocupado com o meu futuro. Sei que parece ser egoísta pensar nisso e justo em um momento tão delicado como esse.

O que serão de meus dias pela frente ao lado dela?

Sempre foi conhecido por ser um homem simples, dedicado a minha família e ao trabalho, nunca esperei que minha vida virasse e mudasse tão repentinamente. O mundo da realeza no qual Sakura vive não me pertence. Mesmo que nesse quarto ela seja apenas a mulher que eu amo, fora daqui ela é a Rainha e eu não sei se aguento tal fardo.

— Parece tão absorto, o que está pensando? — ela vestiu um casaco e fez um coque no cabelo. — Eu irei até a abadia e falarei com arcebispo, verei o quão catastrófico foi o estrago. — Acho que solto é melhor. — ela soltou o cabelo balançando a cabeça.

— Assim demonstra nervosismo. — digo.

— Só quero demonstrar que não estou abatida. — ouço batidas na porta. — E tenho que parecer bem.

— Pode entrar. — falo.

— Sasuke, seu ex-chefe está na sala. — Konan nos avisa.

— Desculpa por atrapalhar o seu dia, Konan. — ela fala gentilmente e minha cunhada sorri.

— Eu estava precisando de uma folga. — ela deu uma rápida piscadela com o olho esquerdo.

Descemos de mãos dadas pela escada e não demorei a encontrar Kakashi, ele admirou-se por ver tal cena. Ele não esperava por isso e muito menos eu no momento que entrei naquele palácio.

— Então é verdade. — ele reverenciou-a.

— Kakashi.

— Enfim pude encontrá-la. — ela o abraçou. — Como sempre quebrando o protocolo menina.

— Por que ficou tão longe esse tempo todo? — ela o questiona.

— Recebi ordens do palácio de dispensa tem um mês.

— Impossível, me falaram que você estava de férias e assim ficaria, eu achei justo.

— Eu sei menina, eu sei que é ele. — ele me olha e sinto que ele quer explicações, mas antes que eu resolva falar, Sakura toma a dianteira.

— Kakashi, tudo o que aconteceu fui eu que escolhi. E apesar de tudo, eu estou feliz ao lado dele. Sei que preza pela minha felicidade, eu estou feliz e é isso que verdadeiramente importa.

— Sua felicidade é a minha. Bem, eu vim aqui, pois sei que precisa tomar as rédeas de sua vida e tenho uma excelente notícia que provavelmente te ajudará a escapar disto.

— Do que fala? — nos sentamos; mamãe nos serve chá e alguns biscoitos. Ino chegou, porém foi fácil saber que ela estava vindo, ouvi os gritos dela no lado de fora, Itachi teve que ajudá-la a entrar.

— Ino, esse é o meu guarda-costas o coronel Hatake, Kakashi.

— Prazer. — ele a cumprimentou.

— Lá fora virou um pandemônio. — ela falou, vejo a preocupação exposta em seu rosto.

— Nem me diga, acabaram com as minhas petúnias. — mamãe ainda está magoada pelas flores dela. Sakura está com as mãos entrelaçadas e está apreensiva, vejo pelas linhas de expressão em seu rosto.

— Shizune acordou esses dias e falou poucas coisas, cada dia falava um pouco. — ele fala, Sakura está eufórica. — Não sei se ficará feliz em saber.

— Me conte, me ajudará?

— De fato. Na noite do acidente, ela falou que ouviu um plano entre seu marido e sua tia, envolvia uma criança e tinha algo em tirá-la do poder.

— Criança? — ela pergunta confusa.

— Sim, ela não explicou bem e logo após ela abriu a porta e disse que te contaria e saiu para te procurar, então não se recorda mais. — ela a interrompe.

— Minha tia a empurrou ou foi o Gaara? — ela levantou-se.

— Um dos dois, sabemos que não foi acidente, como foi veiculado. Shizune vai precisar de fisioterapia por um bom tempo. Ela está sentindo a sua falta.

— E eu a dela. Eu cuidarei dela, com certeza. — ela afirma. — Eu irei até a abadia, falarei com arcebispo.

— Eu irei com você, mas creio que pouca coisa poderá fazer Milady, ele já expôs o lado dele e ouvi que sua avó foi primeiro. Tens pouco tempo para tentar mudar a opinião deles.— é quase um baque para Sakura. — Sasuke, preciso que vá com alguém até o hospital, Anko está com Shizune, mas não estou seguro sobre a segurança dela.

— Tudo bem Sakura? — a pergunto.

— Sim. Pela primeira vez em minha vida. Talvez eu possa falar sobre o que Shizune disse e...

— Só um milagre essa coroa permanecer com você. — Kakashi diz para ela. — Não irão acreditar e a mídia e a população parece que já deram o veredito e se te encontrarem aqui é a prova final.

— Vou fazer o meu melhor. — diz ela um pouco ressentida.

 Me despeço de Sakura e, pela primeira vez houve um plano para eu sair de casa, já que a mesma estava cercada por paparazzi e todo tipo de imprensa.

— Itachi sai pela frente, poderá fingir que é você. — sugere Ino. — Ele coloca um boné, uma roupa sua e sai na moto, você pega a picape. — não demoramos para executar o plano com pensamentos positivos que isso funcione de alguma maneira.

— Mantenha a cabeça baixa Itachi. — pedi.

— Onde irei? — ele pergunta.

— No meio do caminho quando Sasuke estiver longe, você retorna. Depois retiraremos a Rainha. — Ino tomou a iniciativa de tudo e parece serem decisões sensatas. — Não se preocupe Milady, se Britney Spears sobreviveu a 2007, você irá conseguir.

— Assim espero. — ela sorri.  Nos despedimos discretamente. Saio pela porta dos fundos, sou abordado por Kakashi.

— Quando eu te chamei eu jamais imaginei que tudo isso aconteceria.

— Muito menos eu. Sei que está preocupado com ela.

Ele balança a cabeça positivamente. — Já te passou pela cabeça que ela é a soberana desse país e tantos outros?

— Todos os dias. Não sou o único a sentir o peso da coroa.

— É bem mais pesada do que imagina. Sei que esse não é momento para falar sobre isso e eu acredito que terá um longo tempo para entender.

— Compreendo. — deixei Kakashi ali e corri imediatamente até a picape, há um certo movimento lá fora e vem uns paparazzi, mas logo uns correm ao ver a moto sendo ligada e Itachi sai em disparada. É a minha deixa.

Passo uma mensagem para Naruto, precisarei dele.

                              **

— Tem pessoas lá fora, está tumultuado. — Naruto me entrega um copo de café. Ele não para de andar em círculos. — Acredita que ligaram para a Hinata ontem a noite? Queriam saber de tudo, se te conheciam, me ligaram era meia noite.

— Me desculpe.

— A assustou. Também não é para menos, deveríamos saber que essas coisas iriam acontecer quando se tem um caso com a Rainha.

— Avise a Hinata que não atenda essas ligações, são aproveitadores. — digo. Vim direto ao hospital onde Shizune está. Estou esperando ela acordar. Pelo bem de Sakura é bom que ela desperte. Termino de beber o café e jogo o copo descartável no lixo.

— Pare de olhar para as paredes, elas não te darão respostas. — Naruto senta ao meu lado no banco, estamos no corredor ao lado da porta do quarto. — Eu sou seu amigo, tem algo para contar? Algo que te aflige?

— Tudo!

— Não era o que você queria, mas merda Sasuke, o que você achou que iria acontecer quando descobrissem que você tinha um caso com ela? Até parece que não assisti esses programas de fofocas.

— Eu não assisto. — falo para ele.

Ele pigarreou um pouco. — Você a ama?

— Sim, eu a amo, no entanto não quero o mundo dela. — encosto minha cabeça na parede. Acho que o efeito do mundo dela já está me alcançando, assim que entrei no hospital as pessoas me olhavam, cochichando. Meu celular não para de tocar e recebo mensagens de pessoas que nunca vi na vida.

— Quando amamos, compartilhamos os nossos sentimentos e medos para com a pessoa. Se está assustado com isso, deveria contar a ela e não deixar isso te queimando por dentro.

— Não posso, ela está aterrorizada com isso tudo e quer que eu despeje isso nela? “Eu te amo, mas não sei se quero ficar ao seu lado”. Isso seria um baque. — passo a mão na testa, acho que essa loucura na qual estou imerso está me afetando. — Estou sendo um puto egoísta?

— Creio que não, nem tudo é conto de fadas. Essas celebridades sofrem um monte com paparazzi, privacidade invadida e por aí vai, é complicado esse assédio e adoração.

— São celebridades, não monarcas. É outro mundo, tem regras, tradições. Sabia que o Príncipe tem que andar seis passos atrás da Rainha? — falo, assim que cheguei ao palácio observei o costume deles e sinceramente aquilo não era para mim. — É algo que olho e não me atraí, mudaria minha vida e até quem eu sou.

— Sem falar a sua carreira nas Forças Reais. — Naruto tocou onde não queria lembrar, meu trabalho. Eu não sei como ficarei, se Sakura perder a coroa e onde esse escândalo irá afetar minha vida profissional.

— Senhores, a senhorita acordou, o que tenham por falar com ela sejam breves. — a enfermeira apareceu na nossa frente e exclusivamente me encarando.

Entramos no quarto e Shizune está deitada, ela olha serena para janela. — Shizune? — não é tão grande, há uma janela, uma televisão e a pintura do quarto é de cor nude.

Ela vira o rosto em minha direção.

— Senhor Uchiha. — sua voz está fanha e um pouco grogue. — Esse não conheço.

— Uzumaki Naruto, Major das Forças Reais. — ele bate continência.

— Sabe do que está acontecendo? — pergunto.

— Descobriram que vocês mantém um caso. — ela tenta rir. — Eu sabia que você seria problema no momento em que eu o vi. Gaara está por trás disso tudo. — sua voz é alterada.

— Sim, preciso que nos ajude.

— Eu não sei quem me empurrou naquela noite, mas foi um deles dois. Eles mantêm um caso e conspiram contra ela. Milady convivia com os lobos dentro da própria casa.

— Palácio. — Naruto fala e logo se desculpa. — Me deixa entender, a tia com o marido dela? — Naruto pergunta, aparentemente meu amigo aprecia uma boa fofoca.

— Sim. Uchiha, preciso que vá atrás da Guren, ela sabe mais do que eu e creio que aquela esconde algo.

— Ela está grávida. — falo.

— Sim, essa gravidez sempre me despertou curiosidade. — a olho sem entender. — Por favor, temo pela minha vida, deixe o seu amigo por aqui quando for embora.

— Naruto, pode ser? — o questiono.

— Tudo bem.

Shizune me entrega o endereço de Guren, Northwich, esse local é perto de Liverpool e são quase quatro horas de Londres. Não terei tempo de ir.

Infelizmente não achei a porta dos fundos e acabei saindo pela porta da frente, tem dezenas de fotógrafos a minha frente, coloquei a mão em frente ao meu olho, já que os flashes das câmeras quase não me permitem enxergar.

— Tenente! Você tem um caso com a Rainha?

Caminho no meio deles e eles insistem em suas perguntas. Coloco o braço na frente como proteção, os flashes continuam.

— É o amante da Rainha? — eles gritam, algumas coisas mal compreendo.

— Você destruiu um casamento.

Caminho com certa dificuldade até o meu carro. Abro a porta, eles continuam me seguindo, mesmo eu partindo com o carro. Minha vontade é de rasgar o verbo, porém me contive. Esses caras são loucos.

Pego a estrada, porém sem direção. Eu não conseguirei ir até Guren a tempo de ajudá-la. Vejo que tem alguns me seguindo com motos e carros.

Pauso no acostamento e procuro na agenda o número dela, eu provavelmente devo ter. Encontro e disco.

Ela não atende depois da minha sexta ligação.

Mando mensagens e nada.

Recebo uma ligação de Ino.

Diz que você conseguiu algo com a Shizune, por tudo que é mais sagrado.

— O que há?

O arcebispo foi feroz em suas palavras, pediu para ela abdicar, o líder do partido conservador fez um discurso e os danos que isso causou na imagem da monarquia. Ela rebateu, mas eles falaram que ela está cega pelo o amor a você.

— Merda! A Guren mora longe daqui, não teria tempo. Quatro horas?

Quatro horas ela já estará redigindo sua carta de abdicação. Tenta algo! vou desligar.

O único jeito seria...

Rolo meus contatos até chegar na letra S, ligo para o Sai.

— Você por acaso está com a chave do galpão dos helicópteros?

                                       **

Paparazzi estão ao redor do meu carro e eu quase que preso nele. Olho pelo retrovisor do carro e vejo um helicóptero se aproximando, é o Sai. Ele para nas gramas ao lado do acostamento, levantando poeira e tirando alguns dos meus novos amigos de perto.

Saio do carro, as hélices ainda estão ligadas. Ele abre a porta e eu entro.

— Repete esse plano, pois você me fez roubar um helicóptero.

— Precisamos ir até Northwich, e não tenho tempo para quatro horas de estrada. Coloco o headseat. Sai decola, vou avistando abaixo os fotógrafos que estão sem entender.

Mando uma mensagem para Itachi vir pegar o carro.

Daqui para Northwich de helicóptero é aproximadamente uma hora. Avisto a cidade de longe e falo para Sai, o que pretendo fazer.

O celular dele toca centenas de vezes e é da base, onde ele roubou o helicóptero. — O que eu digo? — ele diz.

— A verdade.

— É o General, eu vou ser morto. — ele atende. — Bem, eu só posso dizer que estou a serviço de Vossa Majestade. — eu ri dessa. — Sentiu a referência?

007 a serviço de Vossa Majestade.

— Sempre quis dizer isso. — seguimos rumo a cidade e tenho esperanças que Guren me ajude nessa peça de quebra-cabeças. — Ino me disse que a Rainha perdeu o apoio do arcebispo, ele pediu que ela abdicasse do trono, já que causou um escândalo.

Penso como Sakura deve estar, destroçada.

— Não houve resultados, não acreditaram nela. — vejo as nimbos pesadas se aproximando. — Estamos chegando. — Ligo o GPS e procuro pelo endereço.

O tal lugar é um local afastado da cidade, uma propriedade rural e tem um casarão do século XVIII no centro. Não encontramos dificuldades de pousar o helicóptero. Retiro o headseat.

— Me espera aqui.

— Boa sorte!

Caminho pela propriedade bucólica, tem árvores e o vento balança suas folhas. Tem alguns cavalos correndo da chuva que se aproxima. A chuva que vi um tempo atrás chegou, corro pela estrada de terra vermelha até a entrada da casa. Toquei a sua campainha antiga. Ninguém aparece.

Olho pelas janelas e tem gente em casa, já que tem uma lareira por lá acesa. Bato na janela e nada, Guren parece que não quer visitas.

Retorno a porta e bato. — Guren, sei que está aí, por favor abra essa porta.

Ouço as trincas sendo destravadas uma por uma. — O que quer? — ela aprece em uma brecha.

— Shizune me pediu para falar com você, ela disse que você tinha respostas que poderiam ajudar a Rainha. — a chuva está intensa, tenho que gritar para ela me ouvir.

— Eu não tenho nada a ver com eles. Por favor senhor Uchiha, se retire.

— Guren, ela vai ser obrigada a abdicar do trono e você sabe que o Gaara está por trás disso. Você sabe de algo.

— Saia daqui, eu não tenho nada com isso. — ela empurra a porta para fechar, mas a impeço com a mão.

— Você jurou servi-la, a ajude.

— Eu não posso! — ela grita. — Por favor, eu não quero confusão sobre isso. Já chega.

— Você sabe de algo dele, sabe não é? — consigo entrar na casa, ela já está com a gravidez avançada.

— Você não entende, eu não quero. Ele é mal. Ele consegue o que quer.

— Quem é o pai do seu filho? — pergunto e ela foge com os olhos. — É ele, não é?

— Sai daqui, eu não quero ficar longe do meu filho. — ela está claramente nervosa e chora, não tenho mais dúvidas.

— Ele te ameaçou? Se você ajudar a Sakura... — ela me interrompe.

— Ela nunca irá me perdoar, eu dormi com o marido dela. Eu cometi um adultério contra ela. — ela passa a mão no rosto.

— Por favor...

 

Saio com Guren, a chuva aliviou poderemos decolar tranquilamente. Ela está com uma sobrinha, a ajudo a entrar no helicóptero.

— Pensei que ia ficar lá. — Sai diz. — Olha. — ele está assistindo a TV pelo celular.

— Ela vai abdicar? — pergunta Guren.

— A imprensa está dando como certo. A opinião pública está contra ela.

— Onde ela está? — pergunto, estou todo encharcado. Fecho a porta do helicóptero.

— Foi ao palácio.

— É para lá que vamos.

**

Guren veio o caminho em silêncio, eu lia as notícias na internet sobre a Rainha. Eu não creio que Sakura irá abdicar, ela estava decidida.

O telefone de Sai toca e ele me passa o celular é a Ino.

Sasuke, ela está encurralada. É um complô!

— Estamos chegando Ino, tenta fazer algo. Chegaremos. — espero que o tempo esteja ao nosso favor.

                                                **

Sai pousa no pátio do palácio; Está chovendo por aqui, fraco. O céu fechado. Saio do helicóptero e dou a mão para Guren descer. Ela desce com certa dificuldade.

— Vocês têm permissão? — o chefe dos guardas nos aborda.

— Estamos a serviço de Vossa Majestade. — creio que o Sai realmente gostou dessa frase. — Ela ainda é a Rainha.

Eles se entreolharam e nos deixaram passar. O palácio está silencioso como sempre, não encontro funcionários por aqui, o que é estranho, por onde ando parece que tudo foi abandonado. Andamos até o escritório, é impossível não ter um lampejo da última vez que estive aqui e fui recepcionado por Gaara.

Me surpreendo ao entrar na ante sala e ver quase todos os funcionários ali, creio que esperando por alguma notícia.

— Que bom vê-lo Sasuke. — Temari me abraça. — Guren!

Vejo que Tenten está apoiada na porta com um copo tentando ouvir. — Sasuke, se quiser bancar o herói entre agora, eles viraram o jogo contra ela.

— Guren, promete? — ela fica calada, porém assenti. — Quando eu te chamar entre. Tenten, se me permitir entrar.

— Toda! — ela sai da porta e eu entro para surpresa dos presentes ali.

— Olha quem estava faltando, o amante. — Gaara ironiza. Estão presente a família dela, o arcebispo, Tsunade, outras pessoas as quais não conheço e Sakura no centro.

— Que ousadia infame, esse homem vir aqui! — o arcebispo esbraveja. Sakura está firme e não se deixa abalar. Ela me olha de relance.

— Negará que é o amante dela? — a avó dela diz severamente.

— Não.

— Ele foi o estopim.

— Ora Gaara, até quando continuará com esse teatro? — Sakura diz irritada.

— Quando entrei na vida de Sakura o relacionamento dela já estava destruído. — digo e o Gaara sorri.

— Mentiras combinadas.

— Porém não foi só a Sakura que manteve um caso. Ino, por favor vá lá fora e a chame. — eles me olharam abismados.

— É melhor acabar com esse circo, minha neta sabe que é mais sensato abdicar, antes que leve o nome dessa monarquia para lama. Já não estamos com uma boa reputação.

Guren entra e foco na expressão do Gaara, ele parece incrédulo, mas disfarça. — Guren! — exclamou Sakura. — Que bom revê-la. — em seguida ela me olha. — Por que a trouxe?

Guren tenta ir embora e Ino a segura.

Há olhares de assombro entre os conspiradores. — O que está havendo? — Sakura pergunta.

— Eu não posso. — ela diz, está tremendo. — Milady. Eu não posso.

— O que? Me conte.

— O filho que ela está esperando é do Gaara. — falo.

O arcebispo cambaleia para trás e senta.

— Majestade me perdoe. — ela se aproxima de Sakura e se ajoelha. — Me perdoe. — suas lágrimas são compulsivas, Sakura ainda está em choque.

— É um mentirosa. — argumenta Gaara.

— Se for mentirosa, os exames de DNA confirmarão. Me desculpem. —a Primeira-Ministra fala e logo se encolhe.

— Shizune foi jogada quando ouviu sobre essa criança, um deles dois a jogou. — tomo a voz. Sakura observa Guren que está mais calma.

— Tem mais alguma coisa que preciso saber? — ela pergunta inquisitivamente e Guren afirma. — Conte.

— Ele ia ficar com a minha criança. Iria assumir. — mesmo sendo expostos, eles não perdem a pose de soberania. — Falei que você nunca aceitaria um bastardo, mas ele me falou que não seria bastardo. Ele me prometeu que eu seria a ama do meu filho, mas logo os planos mudaram.

— Claro, me resgataram daqui. — Sakura nega várias vezes com a cabeça. — O anúncio de minha gravidez. É óbvio. Vocês arquitetaram tudo. — aos poucos consigo ligar os fatos.

— Majestade, me perdoa? — pergunta Guren chorando. — Me perdoe, por favor!

— Depois conversaremos Guren, mas prometo que não vou lhe culpar por isso. Me dopou o tempo todo para esse fim, me doparam aliás! — ela esbraveja. — Iam dizer que o filho era meu e depois me descartariam, é óbvio. Seus... — ela fecha a mão. — Qual era a desculpa, ela morreu no parto? Quase mataram uma mulher por isso. Eu não tenho palavras para explicar o que estou sentido, o ódio que está crescendo em mim, mas o que me machuca mais ainda, é saber que esse plano veio de alguém do meu sangue. — ela olha para a Rainha-mãe. — Minha avó, eu tenho certeza que foi sua ideia, maquinou tudo isso.

— A coroa tinha que ser protegida. — ela olha firme nos olhos de Sakura que não vacila nem por um instante, nunca a vi demonstrar tanta força. — Não era para você usar essa coroa. Você é fraca.

— Era! — ela diz.

— Eu estou sem palavras. — o arcebispo diz.

— Imagina eu. — a Primeira-Ministra retira um cantil de seu bolso e bebe. — Em algumas situações, a bebida ajuda.

— Ino, preciso que ligue para o chefe da Scotland Yard.

— O que pretende? — a tia a pergunta, eu sempre soube que ela não era boa pessoa.

— Pagarão pelo o que fizeram.

— Está louca? Vai expor nossa família? — a avó praticamente grita.

— Está na hora de expor alguns podres dessa família.

— Não pode fazer isso, eu sou um nobre. — Gaara entra na frente dela. — O que acha que vai fazer?

— Eu sou a sua tia, eu sou a segunda na linha de sucessão.

— Era a segunda. — Sakura diz. — Eu te tirarei da linha de sucessão e você pagará pelo que tentou fazer com Shizune e comigo. E vocês dois, agradeçam por não estarmos na época da guilhotina, eu faria questão de assisti-los perder a cabeça.

— Eu sou a sua tia! — ela gritou inconformada.

— E eu a sua sobrinha, mas mesmo assim tentou me matar. Eu não terei piedade. E minha avó, pela sua idade e o respeito que o povo tem por você, eu lhe pouparei de tudo isso, porém terá suas consequências, será retirada do castelo onde vive e vai viver na Escócia, e sem tantas regalias.

— Como ousa?

— Você que escolhe, ou faço questão de relatar que você foi a arquiteta disso tudo.

— E os eventos que terei que comparecer?

— Veremos com o tempo. Apenas, não quero lhe ver por aqui. — ela caminha até a janela. — Peço a todos que se retirem, por favor!

                                       **

Temari me serve uma sopa de tomate e agradeço a ela. Está quente, coloco um pouco de pimenta para temperar. A imprensa já sabe o que ocorreu e lá fora está um caos. Lembro do tempo que vinha aqui com Sakura, nossas conversas de madrugada. Sinto falta daquele tempo.

— Sasuke, quando você se casar com ela, vamos te chamar de Vossa Alteza Real? — Tenten fala e quase me engasgo com a sopa.

— Eu sou apenas um plebeu.

— Que namora com a Rainha. — ela me cutuca. — Eu nunca pensei que você e ela. Nossa!

— Tenten não tem jeito mesmo. Eu admito que quando soube fiquei surpresa, mas fiquei feliz. Você é um bom homem Sasuke e se precisar de ajuda, estaremos aqui.

— Você tem porte de Príncipe, Sasuke. — Tenten continua. — Um casal bonito, não é Temari?

— Sim.

— Vocês duas não tem jeito. — conseguiram me deixar envergonhado.

“Vossa Alteza Real.” Isso não é para mim.

— Sasuke, a Rainha deseja te ver. — Ino aparece, enfim ela teve um momento de calmaria.

E esse é o meu momento de contar a Sakura o que eu sinto, todas as imposições que vem ao estar ao lado dela. Não sei se estou preparado para tal ato.

Entro no quarto dela. Ela está com outras vestes, um vestido negro ajustado em sua cintura, está maquiada e usa jóias. Parece estar pronta para algum evento.

— Oi. — ela fala, sua aparência está melhor. — Você realmente levou a sério o trabalho de proteger a Rainha.

— Gosto de cumprir o meu trabalho com eficiência.

— Muito eficiente. O quarto passará por uma reforma daquelas, não quero rastro de nada por aqui.

— Faz bem.

— Eu darei uma entrevista em rede nacional daqui a pouco, segundo Ino será a festa da exposição. Vou expor tudo! — ela ri divertidamente.

— Lhe fará ter uma boa imagem diante de seus súditos.

— Desde quando estamos tão formais? — o sorriso dela é como uma brisa quente em um dia de inverno. — Voltou a ser o Sasuke sério?

— Sempre fui.

— Não quando falou sacanagens em meu ouvido enquanto transávamos. Acho que estamos bastante íntimos para esse formalismo. — ela me arranca um riso. Ela puxa o meu braço e sentamos na cama. — Não se preocupe é outro colchão.

— São eficientes.

— Lembra do atentado que sofri? — assinto. — Ele foi um fato isolado, era um homem com problemas mentais e ele cometeu suicídio na prisão.

— Eu sabia disso, da parte do suicídio.

— Todo mundo sabia, menos eu. Eu não entendi porque não quiseram me contar isso e tantas outras situações. Eles sempre me blindam disso, como se eu fosse uma instável emocional que não saberia lidar. E sabe, isso desencadeou o desejo da minha família me tirar do poder. Quiseram criar medo em mim. — ela encostou a cabeça no meu ombro. — A Rainha fraca e inútil, era como me viam.

— Você não é assim, só precisa tomar as rédeas de sua vida. Você foi forte diante deles hoje, mostrou sua soberania. — ficamos um pouco em silêncio, penso como iniciar a conversa.

— Tem alguma coisa te perturbando e acho que nem preciso ser vidente ou ter poderes psíquicos para saber o que é. — passo a mão na bochecha dela. — Eu sei que isso te assusta e pelo que conheço do meu guarda-costas, Major e agora Tenente, ele não suporta essa ideia.

— Não. Não é o meu mundo. — ela olha para o espelho, nossos reflexos estão lá.

— Eu cresci nisso e sei lidar um pouco, não nego que ás vezes sou surpreendida. Eu cresci sem privacidade e controlada, não serei mais controlada, mas privacidade nunca terei. Todos os olhos estarão em mim, não importa se estou em uma ilha isolada nas Filipinas, eles vão estar ali como lobos querendo uma foto minha indiscreta. Vão querer sempre um pedaço de mim, talvez seja pelo fato que a Rainha é do povo.

— Eu cresci numa fazenda e meu único sonho era ser aviador. Ter uma família.

— Temos em algo em comum. — ela ri.

— Eu geralmente passo os natais em família em casa e acabamos discutindo sobre a última coxa do peru.

— Eu passo o natal obrigatoriamente em Sandringham, é a tradição da família. Tenho que estar na missa. Tradição da família... — ela suspira pesarosa.

— Somos diferentes.

— Porém, eu te amo e sei que eu estaria sendo egoísta se eu pedisse para você largar tudo por mim. — me aproximo dela e a beijo, é bom sentir a segurança de tê-la e que ninguém vai nos pegar, já que não é mais proibido. Sakura corresponde.

— Sabe, não é fácil um dia você ser um cara desconhecido e no outro ter o mundo sabendo quem eu sou, o que eu não gosto. Meu rosto estampado em capa de revista, jornais. Eu preciso de um tempo.

— Eu creio que você terá, com todo esse escândalo, acredito que uma das ordens será essa, caso queira para pensar e tentar fugir disso um pouco. Eu vou respeitar, mas com o meu coração apertado na esperança de que você fique ao meu lado.

— Vossa Majestade. — Ino bate na porta. — Está na hora da entrevista. Sasuke larga ela. — rimos.

— Me acompanha?

— Sim. — antes dela sair, eu a puxo e a beijo. — Tem que ir mesmo?

— Não me tente Uchiha.

**

 

Passaram três meses desde todo acontecimento envolvendo a Rainha. Alguns dias depois eu fui enviado para uma missão próxima a Síria e fiquei por um bom tempo. Quase não tive informações da Inglaterra por esse tempo e as notícias que costumam chegar por lá eram bem atrasadas.

Mesmo estando longe dela por todo esse tempo, todo o furor por notícias ainda são as mesmas, a vida da minha família praticamente mudou de rotina, o que levou Itachi a ir a um tribunal pedir uma ordem de restrição dos fotógrafos de lá. Mamãe perdeu o jardim dela e creio que isso foi o ápice. Até os meus amigos, conhecidos e ex-namorada foram procurados para falar de mim.

Sakura nesse período está reinando com grande notoriedade e usando seu poder para ajudar pessoas, ela esteve na África mês passado, onde usou de sua fama para ajudar os refugiados e assim ela segue. Ela está bem consigo mesma e enfim achou o seu caminho de reinar.

Cheguei ontem de missão, uma semana antes e ainda não saí da base, posso perceber poucas mudanças em relação a mim. Creio que estou sendo um pouco favorecido e juro que ouvi um “ele namora a Rainha.”

Meu celular vibra, antes que eu atenda a ligação cai, quando vou retornar chega uma mensagem.

Nesse período longe, eu só consegui falar com ela uma única vez, ela me falou de sua vida atual e todos seus planos, não falou de nós, já que ela prometeu respeitar o meu tempo.

— Olha a foto do bebê do Naruto, a cara do pai. Vai precisar de sorte. — ele ri. — Encarando a tela do celular?

— Se você estivesse no meu lugar, o que faria? — ele sabe do que falo.

— Já assistiu Um Lugar Chamado Notting Hill?— eu o olho de lado. — O cara tem uma vida pacata e conhece uma mulher, no início ele não sabe que ela é uma super estrela do cinema. Ele ficou igual a você, a vida dele virou do avesso.

— É aquele filme com Hugh Grant?

— Eu recordo mais da Julia Roberts. — ele debocha. — Enfim, ele estava no mesmo dilema que você encara. Eles acabam, ela volta para Los Angeles, sabe, mundos diferentes, fama e o fracasso, porém ele deixa isso de lado, pois percebe que ela é a mulher da vida dele. É uma cena linda quando ele faz isso, toca She do Charles Aznavour, embora o Elvis Costello tenha uma ótima versão. Ele não se importou, ele escolheu lutar do que deixar a chance de ser feliz passar e mesmo diante dos obstáculos.

Ela.

— Nunca se sabe se não tentar. — bato no ombro dele.

— Obrigado.

— Não precisa, você já tomou essa decisão há muito tempo, não é?

— Desde o dia do palácio. — faço um sorriso fechado.

— Vai precisar do terno. Boa sorte!

Ela, que vi em seus melhores e piores momentos. Que não esqueço do sorriso ou seu jeito manhoso, quando faz uma careta engraçada, quando faz algo errado.

Ela, que aceitei carregar suas dores e felicidades e tornou-se se tão onipresente.

Ligo minha moto e acelero, o céu está ensolarado e isso é raro por aqui. Dias ensolarados são verdadeiros presentes para os ingleses, eles saem de casa e vão aos parques, deitam na grama verde, costumamos dizer que dias quentes como esses trazem um pouco de felicidade. Entro na Constitution Hill, as árvores que fazem uma espécie de paredão até o castelo aparecem; desvio de alguns carros, não importa se levarei uma multa. A minha frente aparece o imponente palácio, suas estátuas, seus guardas-reais e os turistas estão ali.

A bandeira flutuando no mastro no topo do palácio significa que ela está ali. Paro em frente de um dos portões, retirei o capacete e um guarda se aproxima, antes que eu fale ele ordena minha entrada. Desligo a moto e entro no palácio.

Recebi uma mensagem da Ino me perguntando se eu poderia recomendar um bom guarda-costas para a Rainha, já que Kakashi dessa vez realmente está de férias.

Subo os degraus da escada em considerável pressa.

— Por acaso a senhorita saberia onde posso encontrar um terno? — pergunto para uma das camareiras.

— Venha. — alguns minutos eu saio vestindo um terno Oxford preto, camisa branca por dentro e uma gravata vermelha. — Ela está no quarto.

— Obrigado. — caminho até o quarto dela, vejo Ino na entrada e ela quase deixa o telefone cair.

— É para fazer surpresa?

— Apreciaria. — ela entra no quarto e faz um gesto com a mão para eu entrar, assim faço. Sakura está de costas e uma costureira faz algum último detalhe no vestido vermelho longo dela.

— Conseguiram um novo segurança? — ela fala.

A mulher que antes eu achava impossível está na minha frente e ao meu alcance.

— Conseguimos. — a loira diz.

— Eu gostei desse vestido, ele é só um pouco decotado. — ela agora se olha no espelho.

— Terminamos Vossa Majestade. — a costureira a deixa.

— Já podemos ir? — ela pergunta depois de passar o batom vermelho.

— Sim, acho que o segurança já está a esperando na porta.

— Oh sim. — ela se vira, fica boquiaberta e logo sorri.

Se perguntarem a qualquer súdito dela qual é uma de suas características fortes, uns vão dizer que é o cabelo rosado ou os olhos verdes cintilantes, para mim é apenas o sorriso.  Ele me traz certo fascínio.

— Vossa Majestade. — faço a reverência e beijo a palma de sua mão.

— Só tínhamos esse disponível, tem algum problema? — Ino comentou sorridente, ela continua parada ali me olhando e nega com a cabeça. — Não é dos melhores, mas serve para o gasto.

Ela ri e eu encaro a loira. — Então... vai proteger a Rainha? — ela me pergunta. — Vai ficar ao lado dela?

— Para sempre.

 


Notas Finais


Bom, esse foi o final!
Teremos epílogo, logo postarei e assim me despeço.
Obrigada por lerem até aqui!


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