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História My future with you - supercorp - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Heey gays!!

COMO VÃO VOCÊS??
Espero que podendo estar quietinhos em casa em quarentena e por isso vim trazer um cap, um tantinho mais longo, o qual espero que seja um pequeno alento em meio a esse caos!

Só posso dizer uma coisa sobre esse capítulo: É gol!

Boa leitura!!!

Capítulo 12 - Abrigo e proteção


Fanfic / Fanfiction My future with you - supercorp - Capítulo 12 - Abrigo e proteção

- Recebi uma ligação de minhas irmãs. E você não vai acreditar... Uma delas está...

- Grávida? – Pergunta abrindo a boca para receber mais uma colher de sopa que Kara levava até sua boca, fazendo a loira soltar um riso entrecortado. Claro que Lena sabia.

Era final de tarde de domingo e elas estavam no quarto da morena novamente. O cheiro dos lençóis recém trocados deixava o ambiente ainda mais aconchegante. Mas nenhum objeto físico poderia chegar nem perto de causar o mesmo efeito de conforto quanto a presença uma da outra.

- Por Deus, isto ainda é muito estranho e confuso para mim, mas eu acredito. Acredito em você totalmente – Desvia os olhos do líquido amarelo para Lena.

Lena dá de ombros. Era sua normalidade.

- Não me acha uma estranha ou sei lá?

- Eu te acho perfeita Lee – Responde, corando ao se dar conta do que havia dito e com a naturalidade que as palavras saíram de seu aparelho fonador.

- Você nunca me falou delas. Não com detalhes – Começa ao perceber como Kara parecia envergonhada pelo que javia lhe dito – Como elas são? – Sorve mais uma colherada.

O sorriso da outra se ilumina ao lembrar de sua família e Lena sente seu se abrindo em reflexo.

Kara começa a descrevê-las. Alex era a mais velha, que segundo a loira, era quem sempre puxava a orelha das outras. Era alta, magra e tinha cabelos curtos e negros. Lucy, a filha do meio era mais relaxada, com olhos azuis como os de Kara e cabelos acastanhados, levava a vida com bem mais leveza que as outras duas e a prova disso é que estava grávida do noivo Wiin, e não estava surtando como Kara ou Alex estariam se recebessem o teste positivo.

A morena admirava o carinho que Kara inseria em suas palavras e poderia até sentir uma pontinha de inveja. Em seu caso não havia ninguém para falar. Não mais.

- Ainda não creio que serei tia. Acredita que ela tentou me chantagear com a gravidez para que voltasse? Só porque sabe que amo bebês.

O sorriso de Lena vacila e ela abaixa o olhar. Imaginar uma vida sem Kara ali agora soava como um pesadelo. Sem os olhos risonhos. Sem o sorriso que era capaz de iluminar todo o seu dia. Era espantoso como haviam se aproximado tanto em tão pouco tempo. Não tanto, se levasse em consideração sua visão e o fato de que poderiam se casar algum dia entre as voltas que a vida dá. Mas naquele momento, trancafiada naquele lugar, aquela hipótese parecia parte de um futuro longínquo.

- Não está bom? – Kara pergunta ao notar a mudança nas expressões da outra. Se referindo a sopa de Celeste.

Os verdes a encaram com intensidade enquanto a mente de Lena a traía entre o passado, o presente e o futuro.

- É porque falei em voltar? – Pergunta diante do silêncio e Lena desvia os olhos dos seus, fazendo Kara ter certeza – Eu não voltarei tão cedo. Vim para cá por um motivo e acabei acumulando mais alguns, não estaria pronta para dar as costas à Ennis.

Elas trocam um olhar intenso. Kara querendo passar certeza em suas palavras e Lena procurando vestígios de qualquer hesitação. Por fim, parecendo se tranquilizar com a resposta. Mas afinal, o que poderia fazer sobre isso? Absolutamente nada.

- Está ótimo – Responde sorrindo fracamente – Só não está melhor pois você está me tratando como se eu estivesse doente e eu não estou doente

- Não está doente. Mas teve um quadro delicado noite passada, além de ser o único bebê que eu tenho até o momento e irei mimar.

- Bebê? Eu sou mais nova do que você apenas três anos, Kara.

- Abra a boca – Ignora o protesto de Lena, a fazendo revirar os lindos olhos verdes.

- Você é insuportável, sabia?

- Faz parte do meu charme – Sorri, fazendo os olhos diminuírem de tamanho enquanto exibia uma fileira de dentes perfeitamente brancos.

O restante da refeição foi feito em silêncio. Seus olhares se encontravam vez ou outra, quando Kara desviava os seus da vasilha em suas mãos. Já Lena, quase não o desviava, encarando a loira deliberadamente enquanto sua mente maquinava e maquinava a ideia que se passava por sua cabeça. Juntamente as lembranças. Estava prestes a compartilhar com Kara parte de seu passado

Parecia um gesto bobo, mas vinha atrelado a uma porção de significado.

- Tenho algo para você – Diz depois de acabar de comer. Pega o recipiente transparente das mãos de Kara, depositando-o no criado, onde abriu uma das gavetas, revirando até encontrar o que queria. Estica o objeto em direção a Kara que o segura, observando com curiosidade.

- Uma chave... – Deixa a pergunta no ar, ainda encarando o metal fosco.

Um chaveiro, também prata, fazia parte do “presente”.

- Do meu lugar... E não ouse chamar de cemitério – Completa ao ver que Kara já estava pronta para dizer algo – Como o fluxo de pessoas aqui sempre é... Intenso, Ramsay achou por bem manter a porta sempre trancada. Eu tenho uma igual – Mostra a pequena chave, idêntica à de Kara e com o mesmo chaveiro que observando bem, continha iniciais ilegíveis. Um J? ou talvez um g.

Notando a expectativa no rosto de Lena, a loira sorri, rodeando o objeto em suas mãos.

- Existem mais cópias?

- A de Celeste e de meu tio.

- Obrigada – Agradece sinceramente. Parecia ser um ato importante para a morena e Kara não o menosprezaria – Isso quer dizer que tenho passe livre para entrar lá a hora que quiser?

- A hora que quiser – Afirma parecendo envergonhada.

Com um movimento rápido Kara se aproxima na intenção de depositar um beijo na bochecha levemente corada de Lena que se remexeu inquieta. Seus rostos acabaram ficando perigosamente próximos. Os olhos passam a transitar numa conversação muda entre os olhos e as bocas sedentes para repetir o ato já conhecido enquanto as respirações se misturavam.

Vencendo uma batalha contra seus próprios instintos que imploravam para que concretizasse aquele contato mais uma vez, e também na incerteza de como deveria agir, a mais velha acaba por fim, deixando um beijo demorado no canto dos lábios de Lena que fecha os olhos, aproveitando o contato.

Com sutileza, Kara começa a se afastar, levantando-se da cama. As pernas estavam levemente trêmulas assim como o órgão que bombeava desenfreadamente em seu peito.

- Até amanhã Lee – Sussurra com a voz extremamente rouca – E Lena... – Chama antes de sair – Eu não penso em sair daqui sem você.

Praticamente foge, fechando a porta atrás de si.

Assim que se vê longe do olhar de Lena, solta uma longa respiração, levando as duas mãos até o rosto. Onde estava com a cabeça? Apesar de tudo que a fizesse querer recuar, deixou a euforia do momento tomar conta, abrindo um sorriso apaixonado.

Do outro lado das paredes, Lena sorria bobamente com a mão no local onde Kara havia beijado.

Pisca algumas vezes tentando assimilar o fato de que havia quase beijado Kara outra vez.

E Lena acabava de perceber que desejava aquilo como nunca.

 

(...)

 

Como um júri que dá o veredito com base em seu julgamento dos fatos, Kara havia julgado, endossando com todo o conhecimento médico e termos científicos que eram de seu domínio, o seu próprio veredito para relatar a Ramsay durante a caminhada matinal o estado de Lena e a semana de descanso que havia prescrevido para a morena.

Sem saída e convencido pelas sábias palavras de Kara ou talvez, perdido em meio a tantos termos médicos, Ramsay concorda sem pestanejar. Estava estranhamente calado durante aquela manhã enquanto os direcionava até seu escritório e a loira agradecia por isso. Sentia-se profundamente incomodada com sua presença agora que sabia de tudo.

Sem nada dizer, o homem caminha até sua mesa, indicando a cadeira a frente dela para que Kara sentasse.

A médica sentia suas mãos soarem frio.

- Sabe Danvers... Eu lhe trouxe aqui para batermos um papo – Sorri – Nós precisávamos dessa conversa – Diz enquanto girava o charuto sob a mesa – Muitas pessoas já vieram a esta propriedade. Algumas e a maioria delas, só de passagem, vem e vão, sem grandes dores de cabeça. Mas também há os que vem em permanência como a senhorita. Minha casa costuma ser um destino de entrada e saída – Faz uma pausa – Para todos aqueles que cooperam para o bem comum dos meus interesses.

Kara engole a seco, acenando positivamente com a cabeça, para que ele continuasse. Segurava a vontade de gritar e dizer tudo que pensava sobre ele.

- Mas nem todos cooperam.

- Hum... Algumas pessoas pensam diferente. Tem opiniões diferentes...

- Claro, claro! Cada ser é um ser. Porém, há um tópico em comum que não dou margens para opiniões divergentes da minha e este tópico é minha sobrinha e o modo como lido com sua educação e bem estar. E saiba que muitos já tentaram interferir... Nenhum deles se encontra mais... a bordo do barco.

Kara nada diz. O encarava, sentindo seu sangue borbulhar.

- Tem alguma objeção para fazer sobre este assunto, doutora?

Todas. Tinha todas as objeções possíveis. Mas resolveu entrar no jogo do velho conde. De nada adiantaria se rebelar naquele momento. Lena precisava dela e Kara precisava permanecer ali por mais tempo, até que conseguisse pensar em uma solução.

- Não senhor – Engole a saliva com dificuldade – Não cabe a mim fazer objeções sobre a vida de vocês.

- Não queira me fazer de bobo. Sei o que viu e sei também que não deve ter lhe agradado, afinal você e Lena são amiguinhas agora.

- Não disse que agradou. Foi... Um pouco chocante, sim. Porém, estou aqui a dois meses apenas senhor, como uma das únicas pessoas nesta casa com quem posso socializar, é natural que me aproxime – Não desviava os olhos dos deles enquanto falava – Mas... Não significa que tenhamos algum elo. Eu venho da América, sou prática, acima de tudo estou aqui como sua médica, ademais, o que acontecer entre estas paredes, ficará aqui. Meu interesse está em sua saúde e claro, na ótima remuneração que me dá.

O conde arqueia uma das sobrancelhas enquanto passeava os dedos na barba em seu queixo, parecendo analisar o que havia sido dito. Kara havia soado como uma pessoa agradavelmente ambiciosa e aquilo era um fator positivo aos olhos de Hamsay.

- Vejo que escolheu o lado certo. Mas lembre-se: eu ainda estou com os olhos em você.

Kara se levanta, acenando com a cabeça.

- Se não precisar mais de mim, eu irei a Ennis fazer algumas compras. E também preciso repor o estoque de seringas e alguns dos seus remédios.

De fato, precisava repor alguns medicamentos, no entanto, começaria a mostrar imparcialidade quanto a morena dos olhos verdes dali em diante, pelo menos à frente do homem e de seus capangas fantasiados de seguranças.

Já era final de tarde quando a loira retorna. Caminhava sorrateiramente pela casa. Pelo barulho de tampas batendo vindas da cozinha, Celeste já preparava o jantar.

Vai até o corredor do seu quarto e de Lena, sentindo-se instantaneamente decepcionada a não a encontrar lá. Fica parada por alguns minutos. Se não haveriam apresentações onde ela poderia estar?

Sorri ao lembrar da resposta.

Lena estava confortavelmente sentada no sofá verde musgo, o livro estava de lado. Dando espaço aos devaneios bobos que dançavam por sua mente. Sorria vez ou outra.

Como se os pensamentos ganhassem vida, ouve o girar da maçaneta. Vira a cabeça em direção a porta, contemplando a pessoa que vinha sendo dona dos seus. Uma calça jeans azul escuro adornava sua silhueta e uma camisa social branca com pontinhos pretos completava o figurino que arrancou um olhar admirado.

Kara se aproxima com as mãos nos bolsos da frente do jeans, parecia sem jeito.

- Atrapalho? Digo... – Leva uma das mãos até os óculos pretos, os assentando – Você disse que eu tinha passe livre... Então eu...

Lena se senta sob o estofado, batendo a mão ao seu lado. Indicando que Kara sentasse.

- Você nunca atrapalha Kara – Sorri encarando os olhos azuis que pareciam levemente caídos – Como você está?

- Cansada. Tive que ir até a cidade para comprar alguns remédios. O que acabou me tomando mais tempo do que imaginava. Já que a porcaria do pneu furou e eu tive que ir à borracharia.

A morena coloca uma das almofadas em suas pernas, e movida pela enorme vontade de ter suas mãos sob a outra, puxa Kara pelo braço para que deitasse com a cabeça ali. A loira pareceu tensa no início, mas foi relaxando aos poucos conforme as mãos de Lena começaram a acariciar seus cabelos. E ela o fazia com tanto carinho que Kara não duvidava que pudesse dormir a qualquer momento.

- E o seu? – Pergunta com os olhos azuis atentos nos traços acima de si.

Lena aponta para o livro na mesinha de centro indicando como havia passado parte de seu tempo durante aquela tarde. As mãos deslizavam pela pele macia agindo como um calmante natural para as duas.

- Ramsay me chamou para conversar – Diz de uma vez, fazendo Lena paralisar os carinhos e a encarar com certa tensão.

- O que ele queria?

- Nada demais. Provavelmente me ameaçar por ter testemunhado as agressões dele.

- Kara... – O semblante em seu rosto muda para um de preocupação.

- Está tudo bem. Eu disse o que ele queria ouvir e... – Puxa uma longa respiração enquanto se sentava, ficando frente a frente com a mulher – Me desculpe Lena.

- O-o que?

- Me desculpe, eu me senti horrível, mas tive que dizer coisas que não diria normalmente para que ele pudesse se convencer. E se algum dia ele tentar usar essas informações para te atingir de alguma forma, saiba que é tudo mentira.

- O que disse a ele?

- Basicamente que estou aqui pelo dinheiro e que não existe elo entre nós. O que não é verdade, porque... – Sua respiração se altera. Não guardaria mais aqueles sentimentos somente para si – Porque existe. Porque eu me importo com você. Me desculpe por negar nossa amizade mesmo que para alguém como Ramsay, porque ela existe. Meus sentimentos por você existem e vão muito além... – Envolve a bochecha de Lena com uma das mãos – Eu quero dizer que... Eu gosto de você como a mulher encantadora que venho conhecendo. Que tem os olhos verdes mais lindos. Que me prende com um simples olhar. E faz meu coração acelerar ao menor toque.

Os olhos de Lena brilhavam tanto que pareciam, de fato, duas joias esmeraldas. Sua respiração também era acelerada e entrecortada pela surpresa do momento e pelo êxtase da declaração de Kara.

- Há muitas coisas que quero dizer a você, mas... Eu não sei como – Abaixa o olhar pegando uma das mãos de Kara e a colocando sob o seu peito – Você... Também faz meu coração acelerar – Morde os lábios e pode notar o olhar de Kara desviando de seus olhos, para aquela área para em seguida deslizar o seu polegar sob os lábios rosados. Lena faz o mesmo, levando a mão trêmula até o rosto da loira deslizando as pontas dos dedos sob os lábios que desejava. Sim, desejava.

- Por Deus Lena... – Sussurra – Eu... Não posso mais me conter.

- Eu não quero que se contenha – Encara os olhos de mar que pareciam em um grandioso impasse – Eu lembro... Eu Lembro de parte da convulsão. Lembro que quis beijar você. E... Também quero beijar agora.

Kara fecha os olhos com força. A mão que estava no rosto de lena desliza até o pescoço trazendo-a para perto de si enquanto as da morena vão até sua cintura delicadamente. A loira roça seus lábios vagarosamente. As luzes dentro do circuito de seus sistemas nervosos começam a se acender. Cola seus lábios várias vezes seguidas, por fim, deslizando a língua no lábio inferior de Lena, pedindo passagem que logo foi concedida, seus corpos quase se fundiam quando as línguas se encontraram em um enlace desejoso. Em uma luta que Kara dominou pela experiência, mas que Lena conforme se acostumava com a sensação de ter a língua quente de Kara junto a sua, começava a querer imitar suas ações.

O beijo repleto de volúpia e carinho, durou até que o ar se fizesse necessário. Kara separa suas bocas em um estalo, deixando selinhos consecutivos nos lábios extremamente rosados e levemente inchados.

Lena abre os olhos que estavam mais escuros do que de costume. Encara a loira que sorria bobamente em sua direção e enquanto tentava recuperar sua respiração. Olhava para Kara com muito mais importância do que a loira talvez imaginasse ter na vida de Lena. Olhava para a mulher sob a lente da esperança da mudança que Kara representava.

- Eu... Eu falei sério quando disse que não sou capaz de deixar este lugar sem você – Suspira acariciando os cabelos levemente bagunçados de Lena – Pois parte de meu coração está com você agora.

A médica americana havia ido aquele lugarzinho quase que isolado da Europa, para buscar abrigo e conforto para seu espírito partido pela perda. No entanto, havia encontrado muito mais do que isso e além de sentir, desejava ser abrigo, conforto e proteção para a morena de olhos verdes que a haviam conquistado até o ultimo fio de cabelo.


Notas Finais


iti malia... Eu tô muito apaixonada por um casal! E com um certo peso na consciência em continuar seguindo o enredo kkkkk uma pessoinha irá retornar no próximo cap ( ͡° ͜ʖ ͡°)

SE CUIDEM!!

Até mais!


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