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História My Kind (Vercy) - Capítulo 45


Escrita por:


Notas do Autor


HEEEEEEY ENTRELINHAS

wow essa história aqui tem uns bons anos também. Primeira fic sem ser camren que eu fiz, eu estava tão empolgada para contar a história de vercy e então mostrar elas com sua família. Parte meu coração ter um fim. Queria poder escrever essa fic para sempre. Mas, como não posso, trouxe um capítulo de um ano especial para marcar o fim de My Kind.

Espero que gostem e até mais

Capítulo 45 - 2023 - Fim


Pov Lucy Iglesias Vives

Fevereiro

Cruzei minhas pernas enquanto assinava mais um relatório sobre o último caso. Amarrei meus cabelos em um coque, tentando focar minha atenção mesmo que minha mente estivesse pensando em outros assuntos.

— Licença, Dra Vives? — ergui meu olhar e encontrei uma das residentes entrar em meu consultório — Chegaram dois casos na emergência e eles foram internados, mas não são cirúrgicos — avisou.

— Colham as informações, monitorem e qualquer coisa chamem a Dra White, ela está de plantão — pedi, tendo um aceno positivo — E Smith, não precisa vir pessoalmente me contar de cada caso — a lembrei novamente, vendo a garota corar e assenti brevemente antes de sair.

Neguei com a cabeça, pensando que eu não era tão lesada quando fui uma residente. E olha que eu estava perdidamente apaixonada e isso costuma afetar nossa personalidade. Me levantei, ajeitando os papéis e os guardando na gaveta, antes de pegar minha bolsa e sair do consultório.

Peguei meu celular, vendo mais algumas mensagens de minha filha mais velha me avisando mais uma vez que eu não precisava me preocupar com algumas coisas de seu casamento daqui a alguns meses. Simplesmente ignorei e fui direto até a conversa com a mãe de minha nora, voltando a discutir detalhes da cerimônia.

Caminhei calmamente até o meu carro, mas soltei um suspiro ao encontrar minha esposa me esperando ali. A feição irritada.

— Demorei? — perguntei assim que me aproximei, beijando seu rosto em cumprimento.

— Não muito — respondeu dando de ombros, entrando no passageiro do carro.

— Então por que a cara assim? — questionei confusa, jogando minha bolsa no banco de trás e a vendo respirar fundo.

— Sofia me ligou há algumas horas atrás e disse que vai para a Universidade Duke, na Carolina do Norte — contou, me fazendo arregalar os olhos enquanto dava a partida para sair do estacionamento.

— O quê? Ela está louca? — exclamei incrédula, entendendo a feição de Verônica — Ela pode ir para uma faculdade da Ivy League, ela tem potencial pra isso e ela escolhe a Duke?

— Exatamente! Duke é uma excelente universidade, mas Sofia pode ter algo muito melhor — Verônica argumentou, bufando em seguida — Mas você sabe por que ela quer isso né? Por causa daquele garoto ridículo que estuda na Duke! Qual o problema das nossas filhas que sempre querem fazer más decisões por causa de algum Jauregui!? — reclamou, quase me fazendo rir por aquilo.

— Nem me fale — respondi, negando com a cabeça — Por que Sofi te ligou afinal?

— Aparentemente achou que seria mais fácil começar comigo — murmurou frustrada — Por que elas sempre acham que eu vou ser legal sobre tudo?

— Talvez porque em oitenta por cento das vezes, você é? — retruquei óbvia, acelerando um pouco mais para chegar em casa — Onde ela está?

— Quando me ligou ela ainda estava na escola — minha esposa respondeu e eu apenas concordei com a cabeça — Mas, mudando rapidamente de assunto. O que achou da reunião de ontem? Você não disse nada sobre. — questionou intetessada.

— Não disse nada porque eu não sei se é uma boa idéia — respondi, a olhando rapidamente — Não entendo porque Weber chamaria alguém de fora para ser o novo chefe de cirurgia, sendo que pode dar o cargo para alguém de dentro que já entende o hospital — argumentei, bufando baixinho.

— Por que não disse isso na reunião? Você está no conselho — Verônica lembrou — E no último ano dividimos as ações. Eu e você temos a mesma porcentagem de ações daquele hospital. Literalmente, ele é tanto meu como seu — completou, não evitei meu sorriso.

Foi uma idéia, na verdade, prática. Tínhamos duas filhas e soava injusto que apenas uma delas herdasse as ações. Poderíamos ter colocado no testamento de Verônica para que Karla e Sofia dividissem. Porém fomos por outro caminho. Eu já fazia parte do conselho há alguns anos e estava envolvida na tomada de decisões, mesmo deixando a parte mais trabalhosa para Verônica. No entanto, ano passado minha esposa sugeriu que dividissemos as ações. O que dificultaria também um golpe por parte de outros acionistas. Sendo assim, ela comprou mais uma pequena porcentagem para que tanto eu, como ela, tivéssemos 40% do hospital.

Nossos testamentos tinham instruções claras. Quem morresse primeiro deixaria suas ações para Karla. Que, automaticamente, faria parte do conselho. Dessa forma, as ações restantes seriam de Sofia. Eventualmente, Karla poderia chegar a presidência do hospital, se assim desejasse. Porém, mesmo que não conseguisse. Ainda estaria diretamente ligada nas decisões do hospital. O mesmo valendo para Sofia.

— É claro que não disse, todos estavam animados pela expectativa de terem um cirurgião capa de revista no hospital — resmunguei, rolando meus olhos — E, não me entenda mal, é bom e colocaria o hospital ainda mais no mapa e ele traria bons casos. Mas...

— Você se preocupa em dar a chefia a alguém assim — Verônica completou e eu fiz um som nasal — O conhece?

— Sim, babaca e arrogante. Bom profissional. Se acha um deus mesmo que não admita — murmurei dando ombros — A irmã dele é legal. A esposa também. Os conheci em um congresso de medicina — expliquei, a olhando rapidamente — E, bem, você sabe quem eu acho que deveria ser chefe de cirurgia. Já passou da hora.

— Bailey? — Verônica questionou um pouco em dúvida.

— Meu bem, ela era minha residente chefe. Foi para cirurgia e cresceu rapidamente. É a melhor cirurgiã daquele hospital, você sabe. Ela merece ser a chefe deles — afirmei, negando com a cabeça — Eu sou chefe da pediatria e ela....

— Ela é chefe da cirurgia geral — minha esposa lembrou mas balancei a cabeça, enquanto entrava com o carro em nossa casa.

— E ainda assim é pouco pra ela — retruquei, antes de puxar o freio de mão e me virar para minha esposa — Você sabe que estou certa. E eu vou falar na próxima reunião, só queria discutir isso com você primeiro.

— É, eu deveria ter te dado metade do hospital antes. Você é incrível — ela brincou, me beijando rapidamente antes de sairmos do carro.

Entramos em casa sem encontrar nossa filha. Por isso subimos tranquilamente para um banho, vestindo nossos pijamas confortáveis em seguida. Foi apenas depois do jantar, já na sala, que ouvimos nossa filha chegar em casa, entrando calmamente.

— Hey mães — cumprimentou despreocupada.

— Onde estava? — perguntei, vendo jogar as chaves na mesinha de centro.

— Estava na casa da Samantha estudando — deu de ombros, deixando a mochila próximo ao sofá — Tem jantar?

— Antes, você pode ficar um pouco? Precisamos conversar — pedi, notando seus olhos desconfiados se voltarem para Verônica.

— Mãe! Você contou? – resmungou, fazendo uma careta.

— O que você queria que eu fizesse, Sofia? — minha esposa se levantou, começando a ficar irritada — Quando você toma uma atitude tão irresponsável eu sou obrigada a dizer a sua mama, é assim que funciona — explicou, encarando nossa filha que revirava os olhos.

— Desde quando decidir minha universidade é uma atitude irresponsável? — Sofia retrucou.

— Desde que você decide de forma ruim — Verônica argumentou.

— Sofi, você passou anos estudando e falando de outras universidades. Pra agora, de repente, decidir ir pra Duke? — questionei em confusão, a vendo revirar os olhos novamente — Revira isso de novo que eu juro que você nem sequer coloca os pés nessa universidade, nem pra visitar aquele garoto — avisei seriamente, notando o esforço da minha filha para não retrucar com grosseria.

Céus, e eu achei que a adolescência de Karla era difícil.

— Eu não vou discutir isso com vocês, sendo que já sei o que vou fazer — Sofia resmungou, nos dando as costas e seguindo para as escadas.

— Sofia Cabello Iglesias-Vives! — exclamei irritada enquanto me levantava, a vendo parar antes de subir as escadas e se virar em nossa direção.

— Sabem que o Cabello sempre me confundiu? Tipo sei que é do vovô e tals mas...

— Nem tente mudar de assunto para curiosidades familiares — Verônica a interrompeu — Não acabamos de conversar.

— Mãe! Eu vou pra Duke, é isso — Sofia repetiu, me fazendo respirar fundo para tentar me acalmar — Já até me inscrevi, eu vou pra lá!

— Você não vai pra uma faculdade só pra transar com seu namorado! — Verônica ralhou e vi o rosto de minha filha ficar vermelho.

— Primeiro, ele não é meu namorado! E eu vou para estudar e talvez fazer meu relacionamento a distância virar um namoro! — Sofia retrucou quase no mesmo tom de irritação.

— Ele nem sequer é seu namorado e você vai tomar uma decisão dessas baseada em um sentimento adolescente!? — repreendi, observando minha filha nos encarar incrédulas.

— Então quando a Camila faz isso tudo bem mas se eu faço eu me meto em problemas? — desabafou frustrada, cruzando os braços.

— O quê? A idiota da sua irmã ia ficar estudar em Miami, queria ficar um semestre em casa e então prestar para Miami porque ela achava que Lauren iria ficar aqui — Verônica contou, ganhando um par de olhares curiosos — Sua mama e eu a fizemos ir para alguma das universidades que passou. Ela escolheu columbia sem saber que Lauren iria junto, ok? Então não compare essas situações.

— aaaargh qual a merda da importância que eu entre em uma universidade da Ivy League? — Sofia reclamou em um tom alto, se jogando dramaticamente no sofá — Mama estudou aqui em Miami, ótima universidade e não é uma Ivy League — apontou em minha direção, parecendo satisfeita de seu comentário.

— Você não devia ter dito isso — Verônica sorriu, se sentando no sofá.

— Antes de tudo, eu passei em um Princeton, Yale e Darthmouth — retruquei, notando seu olhar surpreso — E, eu tinha 16 — completei, a vendo quase bufar, minha esposa riu — Porém, mesmo com a bolsa, eu não podia pagar. Eu praticamente me endivididei estudando aqui em Miami. Eu era capaz de estudar em uma universidade prestigiada, mas não tinha como me manter. E eu tinha 16, meus tios me queriam por perto — completei rapidamente, excluindo a parte que me queriam por perto até descobrirem minha sexualidade.

— Ela é um gênio, garota — Verônica empurrou Sofia levemente, esta que suspirou.

— Mesmo assim, você foi pra Universidade de Miami de qualquer jeito. Por que não posso ir pra Duke? — Sofia insistiu e eu suspirei, me sentando ao seu lado.

— Duke é uma ótima universidade, não temos dúvida disso — comecei devagar, chamando sua atenção — E se você tivesse chegado e nos dito que encontrou esse curso incrível por lá. Que a grade curricular é perfeita. Que você se apaixonou pelo campus. Que mal pode esperar para conhecer a biblioteca. Ou qualquer coisa assim. Seríamos as primeiras a te apoiar a ir — garantir, observando quando ela desviou o olhar — Mas você está entrando em uma briga por causa de um relacionamento. E você tem 17 anos. Não vamos te deixar tomar essa decisão por causa de um namoro.

— Isso não é sobre a excelência de algumas universidades, mas sobre o motivo que você quer entrar em alguma — Verônica continuou meu raciocínio — Sofi, você costumava sonhar em estudar nessas universidades grandes. Você estudou para isso — lembrou sabiamente.

— Eu entendo o que disseram, mas eu já tinha me decidido — Sofia murmurou, nos olhando apreensiva — Eu só me inscrevi pra Duke — admitiu.

Não me surpreendi quando Verônica se levantou irritada, andando de um lado para o outro.

— Você não vai — negou com a cabeça, fazendo Sofia arregalar os olhos.

— É a única que me inscrevi, o que quer que eu faça? — Sofia retrucou, bufando em seguida.

— Sofia, meu amor, ela está certa — avisei, fazendo minha esposa parar de andar e me encarar, notando o rosto incrédulo de nossa filha — Você não entra na faculdade no próximo semestre.

— O quê? Não podem fazer isso, eu quero ir! – Sofia exclamou sem acreditar, revezando os olhares entre sua mãe e eu.

— Na verdade podemos, porque você tem 17 — avisei, a vendo respirar fundo — Mas podemos fazer um trato — sugeri, ganhando um olhar curioso.

— Lucy... — minha esposa sussurrou preocupada, mas apenas a encarei com carinho antes de voltar a atenção para Sofia.

— Você usa o próximo semestre para visitar todas as universidades que um dia quis estudar. Você vai pesquisar sobre os cursos em todas, talvez ver uma aula ou duas. Também vai se inscrever nelas, e em Duke. Se no próximo ano continuar querendo ir para Duke eu mesmo te levo — ofereci, vendo seus olhos desconfiados.

— Promete?

— Prometo — garanti, apertando nossas mãos — Mas para isso, você ainda precisa se formar, então vai tomar um banho para jantar e terminar seu trabalho — mandei, a vendo sair apressada.

Me dando o tempo para voltar a encarar minha esposa. Seus olhos transmitiam sua incredulidade.

— Você apenas adiou isso, Lucy! Ela vai achar defeito em cada universidade e vai pra Duke — resmungou, se sentando ao meu lado.

— Ou, ela vai adorar as outras e perceber o que realmente precisa — dei ombros, sorrindo em direção a minha esposa — Sofia é inteligente, ela vai tomar a decisão certa — prometi.

— Espero que esteja certa — minha esposa sussurrou, aproximando seu corpo do meu e se acomodando ali.

(...)

Julho

Tomei o máximo de fôlego que podia naquele momento. Observando minha filha mais velha em seu vestido de casamento. Ela estava tão linda que era difícil lembrar que um dia já foi um bebezinho que saiu do eu útero.

— Mama — Karla suspirou, negando com a cabeça — Não chore, ok? Não estrague sua maquiagem — pediu com carinho, se aproximando de mim.

— Não seja boba, meu bem. É claro que eu comprei maquiagem a prova d'água para isso — respondi com bom humor, a vendo rir.

Ela estava tão crescida. Seus cabelos eram longos e levemente ondulados. Karla já tinha um rosto maduro, mesmo com os sorrisos e risadas, era possível ver que já tinha seus vinte e cinco anos. Pra mim, porém, ela ainda era minha princesa. Mesmo ali, em seu vestido de casamento. Mesmo estando completando sua faculdade de medicina para daqui alguns anos ser a cirurgiã que queria e que eu sabia que conseguiria. Seus olhos lembravam vagamente os de minha esposa. E assim como os de Verônica, brilhavam apenas por pensar na mulher que amava.

— Estou orgulhosa de você, Mila — afirmei, tocando em seu rosto com carinho — Você se tornou uma mulher incrível e estou feliz que tenha encontrado alguém com quem possa compartilhar sua vida — fui sincera, a fazendo ter um sorriso mais largo.

— Obrigada, mama — agradeceu em um tom baixo, me abraçando mais uma vez — Hoje, mais cedo, perguntei para mãe se ela esteve nervosa quando se casou com você — comentou ao se afastar, me fazendo a encarar curiosa — Como você estava naqueles dias?

— Wow, essa é uma pergunta profunda — ri um pouco, me sentando em uma das poltronas do quarto — Na primeira vez eu me senti livre, eu estava juntando a minha vida a de alguém. Mas a liberdade corria em minhas veias — declarei sincera, notando o sorriso de Camila — Éramos duas mulheres nos casando em 1996 em Las Vegas, isso explica bastante — brinquei — Na Holanda, eu estava nervosa, o que é engraçado porque já éramos casadas e já tínhamos você. Mesmo assim eu estava nervosa, ansiosa. Mas, saber que nosso casamento seria reconhecido pelo menos em algum lugar, fazia tudo ser mais inexplicável — contei, sorrindo ao lembrar daquele dia — Em Nova York foi ainda mais espetacular, tínhamos você e Sofia. E pela primeira vez pude ver Verônica andar até mim no altar. Se um dia eu tive alguma dúvida, desapareceu no instante em que a vi — completei, gostando de como minha filha sorria pelo o que lhe contei.

— Eu me sinto assim, sabe? Nervosa. Ansiosa. Estranhamente prestes a voar — confessou — É como se finalmente alguém me desse asas, eu me sinto livre apenas por pensar que me casarei. Quão estranho isso é? — riu, negando com a cabeça — E, por sinal. Obrigada mama, por você e a mãe terem me criado da forma como fizeram, me fazendo ser aberta ao amor. Eu sou eternamente grata a isso. E também por terem aceitado Lauren, mesmo no nosso começo conturbado. Vocês sempre me apoiaram e estiveram comigo. Se eu estou me casando hoje, é porque tive vocês ao meu lado — declarou sinceramente.

— Como você não quer que eu chore quando diz essas coisas, Karla?? — reclamei entre lágrimas, me levantando para a abraçar mais uma vez.

— Toc Toc? Está quase na hora — Verônica entrou, junto com nossa filha caçula para nos avisar, então logo me afastei da minha filha.

— Mama, você estava chorando de novo? — Sofia provocou, sorrindo divertidamente em minha direção — Tudo bem, a mãe também estava.

— Garota, só de raiva quando você casar não vou derramar uma lágrima sequer — Verônica resmungou, nos fazendo rir.

— Ok, melhor irmos logo — avisei, fazendo com que todas saíssemos do quarto.

— Eu vou na frente, eu entro com o Chris em alguns minutos — Sofia lembrou, apressando o passo na nossa frente.

— Hm, esse garoto podia se explodir — minha esposa resmungou e eu rolei meus olhos.

— Esse garoto é cunhado da sua filha — argumentei, enquanto andávamos até onde o casamento iria ocorrer.

— Nah, por mim ele podia se explodir também — Camila deu de ombros, me fazendo respirar fundo.

— Não vou ter esss discussão no dia do seu casamento, Camila. Apenas sejam legais com Christopher. Ele é um bom rapaz e Sofia gosta dele — avisei seriamente para as duas — E ela também concordou em visitar outras universidades antes de ir para a Duke.

Nenhuma das duas me respondeu, sabendo bem que eu não iria aceitar aquele tipo de discussão. Já bastava que as duas atormentavam Christopher sempre que o viam. Eu entendia que Sofia era a caçula e eu também tendia a ser mais protetora com ela do que com Karla. Porém, as atitudes de minha esposa e de minha filha mais velha eram ridículas. Sofia estava feliz com o namorado mesmo com a distância, isso que importava.

Respirei fundo quando chegamos ao local que deveríamos esperar para entrar na cerimônia. Não evitei o sorriso quando Karla apressadamente segurou a mim com um de seus braços e com o outro segurou em Verônica. Minha esposa mal conseguimos conter nossa felicidade quando ela nos contou que queria entrar com nós duas em seu casamento.

— Pronta, pequena? — Verônica perguntou gentilmente, fazendo nossa garota sorrir.

— Estou com vocês duas, espero que eu não caía — brincou divertidamente.

— Não deixaríamos — prometi, tocando em sua mão, a vendo sorrir quase agradecida.

Em segundos já estávamos a levando até o altar para que ela esperasse por sua noiva. Eu tentava manter minha mente sã para que não caísse e não a arrastasse comigo, tentando não pensar que estava a levando para a pessoa que ela passaria o resto de suas vidas. Ela iria se casar.

— Amo você, bolinha — Verônica sussurrou, abraçando nossa filha quando chegamos ao altar.

— Estou feliz por você — garanti, a abraçando mais uma vez antes de segurar a mão de minha esposa e nos sentarmos ao lado de Sofia.

Verônica não soltou minha mão quando nos sentamos. Eu a entendia. Estávamos completamente felizes pela felicidade de Karla. Mas em algumas horas ela seria também uma Jauregui. E uma parte nossa sentia como se estivéssemos perdendo uma parte dela. Ela teria uma esposa. Ela estava tão adulta e madura. Sabíamos que ainda precisaria de nós, mas dessa vez era diferente. Elas construiriam a própria vida juntas.

Criar uma filha era isso. Vê-la conquistar os próprios sonhos, mesmo que não fizéssemos parte dele.

— Ela está nervosa — Verônica disse baixinho, observando nossa filha se mexer no altar.

— Vai dizer que não ficou nervosa enquanto eu não aparecia? — questionei com bom humor, a encarando carinhosamente — Porque quando foi minha vez, eu acho que poderia ter infartado esperando por você — completei, lhe causando um sorriso antes dela tocar seus lábios com os meus suavemente.

— Eu perdi toda minha sanidade e ver você andar até mim, a trouxe de volta — Verônica declarou com os lábios ainda próximos aos meus.

— Mães? É o casamento da Kaki, vocês podem não ficar se agarrando? — ouvimos a voz de Sofia e ri, me afastando de minha esposa — Obrigada.

— Contando que você não se case logo — Verônica cutucou, fazendo nossa filha rir e olhar para o namorado do outro lado.

— Relaxe com isso, mãe. Gosto de Chris, mas não tenho em mente me casar tão cedo ok? — prometeu e eu quase pude ver o peso saindo das costas de Verônica — Só queremos morar juntos e finalmente ter um relacionamento sério.

— Por que você tem que destruir a primeira frase que foi tão perfeita? — Verônica reclamou, a fazendo rir.

— Vocês duas, se acalmem, Lauren vai entrar — avisei as duas ao ouvir a melodia conhecida. 

Minha nora estava entrando mas meus olhos estavam focados em Camila. Ela estava radiante, como se enxergasse seu futuro diante de seus olhos. Sorri por isso é encarei Verônica, sabendo que era assim que eu a encarava. Eu via meu futuro em Verônica desde que me apaixonei por ela. Voltei meu olhar para minha nora dessa vez. Lauren caminhava até Camila e tinha o mesmo brilho no olhar, o sorriso estampado no rosto. E quando encarei minha filha novamente, notei que derramava algumas lágrimas.

Sorri entre minhas próprias lágrimas. Elas eram perfeitas uma para a outra.

— Nossa garotinha, Lu — minha espossa sussurrou quando as duas pararam em frente à juíza de paz — Ela está se casando — murmurou e vi que também chorava.

— Eu sei — deitei a cabeça em seu peito, franzindo o cenho quando a ouvi rir — O que foi?

— Lembrando de como ela gritou e nos chamou de melhores mães quando a demos o presente de casamento — respondeu baixo mas divertida, sorri por isso.

— Foi um bom presente — concordei, pensando em como lhe demos a viagem de lua de mel para Fiji — Mas ei — a chamei, sem prestar atenção no que a juíza dizia e a vendo virar seu olhar para mim — Para mim, o melhor presente foi você ter me dado a possibilidade de poder ver isto hoje — declarei baixo, vendo o sorriso genuíno em seu rosto.

— Te amo — sussurrou, beijando meu rosto suavemente.

(...)

Setembro

— Isso cheira bem — ouvi a voz de Verônica enquanto ela me abraçava por trás, beijando minha nuca — Hm panquecas e cupcakes.

— Você sabe bem que não são para você – avisei, dando um tapa em sua mão que tentava pegar um cupcake.

— Você é má — ela reclamou enquanto se afastava e se escorava no balcão — Nossa menina está fazendo dezoito anos — lembrou, um leve suspiro olhando para cima como se pudesse ver nossa filha dormindo em sua cama — Elas crescem rápido demais — murmurou.

— Parece ontem que era Camila fazendo dezoito e Sofia insistindo para fazer o café da manhã de aniversário da irmã — ri com a memória, virando a panqueca na frigideira.

— Ah sim, e ela estava aos beijos com a Jauregui quando entramos — Verônica disse entre uma risada, negando com a cabeça — E agora aquelas duas estão casadas e Sofia está fazendo dezoito — respirou fundo, se movendo pela cozinha para pegar a calda para as panquecas.

— Pelo menos sabemos que não vamos abrir aquela porta e a encontrar com o namorado — brinquei com bom humor, vendo minha esposa rolar os olhos — Mas ei, ela parecia animada quando voltou de Yale mês passado. Não tanto quando viu Harvard ou Columbia, achou o clima em Stanford péssimo. Mas gostou de Yale.

— Tomara que ela faça a escolha certa. Sei que ela gosta de Chris, mas é uma grande decisão para ser feita se baseando apenas em sentimentos na adolescência — Verônica comentou e eu concordei com a cabeça, desligando o fogão e colocando a última panqueca sobre a pilha, logo vendo minha esposa jogar a calda.

— Vamos? — chamei minha esposa, a vendo equilibrar a bandeija com as comidas e me seguir para o andar de cima.

Entrei devagar no quarto de Sofia, sorrindo por a ver dormir tão serenamente. Nossa filha não era mais uma criança, porém era praticamente impossível para mim não a enxergar ainda como nossa garotinha. Nos aproximamos devagar, me sentei na cama vendo Verônica colocar a bandeija na mesa de cabeceira e se sentar também. Balancei Sofia suavemente, sabendo que ela era bem mais fácil de acordar que Camila.

— Hey Sofi, acorde — Verônica pediu, e foi o que bastou para nossa filha abrir os olhos.

— Feliz aniversário! — desejamos juntas, vendo um sorriso sonolento nascer no rosto de Sofia.

— Vamos lá idosa, acorde devidamente para seu aniversário — Verônica provocou, nos fazendo rir enquanto Sofia se sentava na cama.

— Obrigada mães, vocês são incríveis — Sofia nos abraçou forte antes de e afastar e deixar que Verônica colocasse a bandeija sobre a cama — Wow, finalmente as recompensas por se fazer dezoito — ela brincou.

Eu estava prestes a responder quando ouvimos o celular de Sofia tocar, não fiquei surpresa quando notamos que era apenas Karla para uma chamada de video, desejando feliz aniversário, sabendo que estaríamos ali também. Sorri largo por saber que mesmo longe ela ainda tentava ser uma boa irmã mais velha.

Passamos alguns minutos ali, conversando com as duas, ouvindo Sofia dizer sobre como esperava que fosse seu aniversário. Saímos apenas para a deixar se trocar, já que iria passar boa parte do dia com suas amigas para comemorar. Mesmo assim, nos fez sorrir ao pedir para também comemorarmos em uma hambúrgueria a noite. Concordamos prontamente.

Desci para a cozinha junto de Verônica. Tiramos o dia de folga para não termos que fazer nada com pressa e não termos o risco de perder o aniversário de nosss filha.

— Só espero que ela não fique bêbada hoje com as amigas — murmurei, me servindo de uma xícara de café antes de seguir para a sala.

— Meu amor, não se preocupe, Sofia é de fato mais inteligente que a Camila — provocou, me fazendo rir.

— Você não cansa de zoar suas próprias filhas? — perguntei sem esconder minha risada.

— É a parte mais divertida de ter filhos! — respondeu despreocupada, se ajeitando no sofá comigo.

— É engraçado, não é? Eles choram choram, e então você os alimenta, os troca, coloca pra dormir e fica nesse ciclo por anos — comecei, ainda com meu café em mãos — E então crescem e vão embora — suspirei, negando com a cabeça e bebendo do liquido.

— Mas não é incrível olhar para aquele ser humano adulto e perceber que foi você quem fez? — Verônica retrucou, tirando a xícara da minha mão e colocando na mesa de centro — Nós fizemos e criamos aquelas garotas, Lu. Não é incrível?

Sorri por suas palavras sabendo que eram a mais pura verdade. O sentimento em meu peito de saber que que fomos nós quem as criamos era mais que orgulho e admiração. Mais que amor, talvez. Era inexplicável. Mas fazia tudo ser mais calmo.

Ouvi passos descendo a escada apressadamente, mas eu já estava cansada de pedir para Sofia não correr pela casa. Franzi o cenho por não ouvir a despedida apressada enquanto ela procurava as chaves do carro e então saía apressadamente. Pelo contrário, nossa filha caminhou devagar até nós e se sentou na poltrona. 

— Tudo bem? — perguntei preocupada, encarando minha filha, procurando qualquer sinal que ela não estivesse bem.

— Sim, eu só queria conversar com vocês — se explicou, mexendo as mãos nervosamente.

— Pode nos dizer, querida — Verônica incentivou e ela respirou fundo.

— Eu realmente gosto do Christopher — começou devagar e eu automaticamente senti minha esposa ficar tensa ao meu lado — Mas nós mal temos um relacionamento. Digo, ficamos apenas quando nos vemos e quando não nos vemos ficamos com outras pessoas — admitiu, me fazendo a encarar um pouco surpresa.

Digo, Sofia não foi tão apressada com relacionamentos como Karla. Demorou até que ela nos contasse que teve seu primeiro beijo, com um garoto. E depois simplesmente nos disse que estava saindo com uma garota. Gostava de como Sofia não se preocupava com o gênero de quem gostava. Ela apenas gostava. Mas também me lembro de como parecia sério quando nos contou que estava vendo Christopher de um jeito diferente do que estávamos acostumadas.

— O que quer dizer com isso, meu bem? — questionei gentilmente.

— Você estavam certas, não posso basear uma decisão em um sentimento assim, sendo que nem temos um relacionamento — Sofia explicou, suspirando em seguida — Eu decidi que vou pra Yale — contou.

— Céus, finalmente, é isso, ainda bem — Verônica não se controlou, nos fazendo rir — Estou feliz por isso, Sofia! Você será incrível na profissão e curso que escolher.

— Mãe, eu ainda não sei se vou pra medicina ou direito, se acalmem certo? — pediu divertida, negando com a cabeça.

— Estamos orgulhosas de você, bebê — fui sincera, a vendo rir pelo apelido — Você realmente vai se sair bem em Yale ok? E quando formos sair a noite, podemos conversar sobre apartamento e essas coisas, que tal?

— Acho uma ótima idéia, mama — concordou enquanto se levantava — Obrigada por deixarem que eu tomasse essa decisão sozinha — agradeceu, se inclinando e abraçando a nós duas — São as melhores mães — beijou nossos rostos antes de se despedir e sair dali.

Sorri largo, me virando para Verônica, que tinha o mesmo sorriso no rosto.

— Somos as melhores mães — me gabei, a vendo rir baixo e apenas me puxar para seus braços.

(...)

Dezembro

Sorri largo ao observar Bailey sair da sala de reuniões, ainda cumprimentando e agradecendo pela confiança. Ela seria uma chefe excelente para o setor cirúrgico, eu tinha plena certeza disso.

— Você estava certa, como sempre — Verônica riu, ainda sentada em sua cadeira na ponta da mess comprida — Todos concordaram que ela seria uma escolha melhor — lembrou, guardando os papéis em sua pasta.

— Sim, estou levemente feliz que o novo médico será chefe apenas do setor neurológico — fui sincera, suspirando e me recostando na cadeira — Nesses momentos fico tão feliz por nunca ter ido para cirurgia. O verei raramente — completei, causando uma risada em minha esposa.

— Enfim, te vejo na saída então? — perguntou enquanto se levantava.

— Não se atrase ok? Ainda vamos jantar fora — lembrei, a vendo rir.

— Acha que eu iria esquecer? Meu amor me diga o porquê comemoramos até o aniversário do nosso primeiro beijo? — questionou em diversão.

— Porque você adora um motivo para festa — respondi rindo, sentindo em seguida seus lábios em meu rosto.

— É por isso que eu não irei me atrasar — prometeu, se afastando e seguindo para fora da sala de reuniões.

Me levantei também, ajeitando meu jaleco antes de caminhar até o elevador. Alguns andares abaixo, uma passarela e eu enfim chegava a área pediátrica. Soltei um suspiro ao notar a quantidade de novos residentes, alguns ainda um pouco perdidos. Me lembravam vagamente a mim e meus amigos tentando descobrir como poderíamos ser bons médicos.

— Dra Vives! — uma das residentes me parou, me encarando um tanto quando nervosa — Hm, os resultados da garota do quarto sete — me estendeu o tablet, mostrando o exame de sangue da criança.

— Ok, o que acha que deve ser feito? — perguntei, mesmo sabendo exatamente a resposta.

— O exame não mostra nada concreto então eu diria para fazermos uma ressonância — sugeriu, me fazendo sorrir levemente.

— Ótimo, leve a paciente e me diga o que encontrar — pedi, a vendo sair em passos rápidos dali.

Continuei a andar até minha sala, tentando segurar o sorriso ao notar alguns residentes conversando aos cochichos enquanto me encaravam. Me fazia querer rir por saber que eu era o motivo da conversa. Verônica e eu costumávamos ser. O mais engraçado era pensar que há quase trinta anos atrás, era eu e Alana fofocando sobre quem era a latina gostosa que andava pelo hospital.

Balancei a cabeça para afastar os pensamentos enquanto caminhava até minha sala, tentando me focar em meu trabalho. Fui distraída duas vezes por minha irmãs, avisando que estariam em minha casa para o natal. Fora isso, tive um dia comum no trabalho, mesmo que minha ansiedade me lembrasse a cada instante que eu teria um momento a sós com minha esposa.

No fim do meu expediente, saí as pressas da sala, mandando uma mensagem para que Sofia não destruísse a casa enquanto sua mãe e eu estivéssemos fora. Não evitei o suspiro enquanto fazia isso, lembrar que no próximo ano ela saíria de casa ainda me partia o coração, mesmo sabendo que era por uma boa causa.

Cheguei ao térreo, guardando meu celular em minha bolsa e me escorando na recepção para aguardar Verônica. Foram pouquíssimos minutos até que eu a visse.

Observei minha esposa descer as escadas com um leve sorriso em seu rosto. Gostava disso, de ve-la feliz por aqui. Quando era obrigada a trabalhar no hospital era praticamente impossível ver um sorriso em seu rosto, mas agora ela costumava rir e sorrir pelos corredores. Era bonito de se ver.

Verônica caminhou devagar até minha direção, sorrindo ainda mais ao se aproximar.

— Eu ainda morro de tesão te vendo de jaleco, sabia? — sua voz soou maliciosa e, inevitavelmente, senti meu rosto corar.

— Como você ainda tem as mesmas frases de quase trinta anos atrás? — reclamei, a vendo rir divertidamente — Eu deveria era ter feito uma queixa contra você sabia? Estúpida — rolei meus olhos, mas minha esposa sorriu.

— Tecnicamente, eu não trabalhava aqui naquela época — lembrou sabiamente, dando ombros — E, bom, você estava afim de mim, Luluzinha — provocou, praticamente fazendo meu sangue ferver pelo apelido que tanto me irritava.

— Céus, você vai ter que trabalhar muito na cama hoje pra conseguir me acalmar — avisei, arrancando dela mais um sorriso orgulhoso.

— Acho que posso garantir isso — respondeu despreocupada mas me limitei a sair dali, caminhando até o estacionamento — Por que você sempre me deixa falando sozinha?

— Porque você é irritante, senhora Iglesias — resmunguei, mas não conseguia tirar o sorriso de meu rosto.

— E você é sempre tão séria, Dra Vives — minha esposa respondeu, parando de andar quando chegamos em frente ao seu carro — Droga, como você ainda é a mulher mais bonita que eu já vi em minha vida? — declarou inesperadamente, fazendo com que todas minhas barreiras caíssem em questão de milésimos de um segundo.

— Você precisa se olhar mais no espelho — respondi, deixando um sorriso nascer em meu rosto.

— Queria entender como que eu, sendo eu mesma — Verônica começou, tocando meu rosto carinhosamente — Sendo uma péssima aluna, fugindo do meu pai e de minhas responsabilidades, causando problemas. Como é possível que eu tenha sido tão inteligente ao ponto de te beijar há exatos vinte oito anos atrás? — sussurrou, seus olhos fixos nos meus.

Sorri por suas palavras, como pareciam sinceras e por como seus olhos pareciam buscar a resposta aquela pergunta.

— Não faço idéia, mas agradeço todos os dias por ter feito aquilo — afirmei a medida que seu rosto se aproximava — Foi a melhor idéia que já teve.

A senti me beijar novamente e, ao contrário de anos atrás, automaticamente envolvi seu corpo, aprofundando o contato sem hesitação. Querendo sentir seu gosto em minha boca e aproveitar daquele momento. Após tantos anos, era surpreendente que Verônica ainda me trouxesse paz sempre que me beijava.

Ela poderia não entender como havia tido coragem para ter me beijado. E eu poderia não entender como tive a força para a tirar de um incêndio. Ou como conseguimos passar por seu pai para nos casarmos. Mas foram todos esses momentos que nos trouxeram aqui, nos braços uma da outra, com uma família para voltarmos para casa.

E eu sabia que mesmo tendo sido uma garota prodígio e depois uma médica excelente, a atitude mais inteligente da minha vida foi ter decidido ter essa família com Verônica. Elas eram a maior realização que eu poderia pensar em ter.

 

 


Notas Finais


e então?

wow parece um ciclo completo, vercy se conheceram se casaram, tiveram bebês, os bebês cresceram e uma se casou a outra percebeu que sua vida é mais que um garoto. E, para saber mais sobre a família vamos de All I Know onde vercy são avós ;)

E tá na hora para mim focar em All I Know e terminar ela também hahahaha

Até mais, bebês, leiam minhas outras histórias, me sigam para saber quando u postar histórias novas, FALEM COMIGO TBEM EU SOU CARENTE

Twitter e instagram: @pandarctus


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