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História Nada Além de Nós - Capítulo 2


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Notas do Autor


Mais um cap. fresquinho, espero que gostem. Me contem o que esperam dessa história e eu quero ver se consigo alcançar suas expectativas.

Um beijão 💛

Capítulo 2 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Nada Além de Nós - Capítulo 2 - Prólogo

_ Tem certeza que é mesmo aqui, Gabriela?_ Mickaella perguntou olhando desconfiada para a rua deserta onde o Uber havia acabado de deixa-las.

De fato, tudo ali parecia meio assustador, já que a rua possuia poucas residências e todos os comércios aprentes estavam fechados como uma cidade fantasma.

Tirando o celular do bolso mais uma vez, Gabriela digitou o endereço que Dayse havia lhes enviado antes de pegarem o ônibus na rodoviária, porém por sobre os ombros de Gabu, Mickaella pode constatar que daquela vez, estavam no lugar certo.

_ Acho que deveriamos ter confirmado com o motorista antes de pagar pela viagem._ Gaby resmungou deslizando o celular novamente pra dentro do bolso antes de se chegar ainda mais pra perto de Micka no momento em que um senhorzinho passou por ela sussurrando alguma coisa enquanto as encarava.

_ Droga, tudo culpa daquela vigarista que marcou de nos encontrar na rodoviária e resolveu desmarcar em cima da hora._ Disse Mickaella encarando o homem de cara feia afim de não se mostrar intimidada._ Ah se eu pego pra dar uma surra naqueles dois.

Reclamou distraída enquanto Gaby apertava seu braço vendo o velho se afastar com um sorriso assustador.

_ O que a gente faz agora?_ Gabriela perguntou ainda assustada em relação ao velho que já havia acabado de sumir da vista de ambas.

Após soltar uma careta pensativa, Micka pode observar que o sol já estava começando a se por, graças ao atraso da condução, o que significava que elas teriam que agir rápido se não quisesse passar a noite perdidas naquela rua estranha.

_ Bom, se nós estamos no lugar certo então só temos que achar o ponto de referência, que segundo ela um…_ A garota interrompeu sua fala antes mesma de concluí-la, afinal, havia acabado de se deparar com o objetivo.

Sem entender o súbito silêncio da amiga, Gaby olhou na mesma direção que Mickaella, e como reação se limitou a dar um tapa na própria testa por se dar conta do tamanho da lerdeza das duas, afinal, segundo Dayse o ponto de referência era um mini restaurante e a casa ficava bem em cima.

A questão era que no meio dessa confusão toda, o mini restaurante era apenas uma lanchonete mais parecida a uma espelunca e esteve todo esse tempo do outro lado da rua, bem na cara das duas.

Enquanto Gaby ria da própria burrice, Mickaella cerrou os olhos ao encontrar através dos vidros distantes algo mais preciso, afinal, lá estava Dayse aos beijos com Salon ao invés de terem ido busca-las.

_ Eu vou estrangular aqueles dois._ Disse Mickaella com a sua careta mais perigosa.

Gaby desacreditada apenas negou com a cabeça já conhecendo o temperamento forte da amiga, então sem comentar nada a respeito, apenas começou a juntar as bagagens e malas que estavam jogadas pela calçada desde que desceram do carro.

_ Então, agora a gente só precisa atravesar a rua?_ Resmungou Mickaella pegando algumas bolsas antes de ser surpreendida assim que pisou fora da calçada.

Talvez pela pressa de fazer degustação dos pedacinhos dos seus amigos ela tenha se esquecido de que deveria olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, afinal, exatamente por falta disso, assim que colocou um pé pra fora da calçada, quase foi levada por um carro que acabara de passar a toda velocidade.

_ Que imbecil!_ Quase gritou enraivecida após ser puxada as pressas por Gaby de volta para a calçada.

Sua salvadora.

Com a mão apoiada nos joelhos pela adrenalina, Gaby respirou fundo sentindo o coração correr em desespero, mas isso não a impediu de olhar para Mickaella como se a mesma tivesse uma cabeça a mais.

_ Atravessar a rua, né Mickaella?_ O tom de sarcarmos em sua voz serviu pra Micka revirar os olhos antes de Gaby lhe tacar as bolsas que haviam ido parar novamente no chão._ Vamos.

E só após uma boa olhada para os dois lados da rua que as duas enfim atravessaram com uma penca de bolsas entres os braços e muito ódio no coração.

_ Já se decidiu?_ Gaby perguntou após atravessarem a rua as pressas por precaução.

Ninguém ali estava disposta a se meter debaixo de um carro justo no primeiro dia na cidade, não é mesmo?

_ Sobre?_ Micka perguntou enquanto caminhavam até a porta daquela espelunca, com seus olhos fixados nas duas pessoinhas em especiais responsáveis por fazer daquela viagem uma verdadeira loucura.

_ Espetinho de Dayse, ou churrasquinho de Salon?_ Perguntou atraindo o olhar divertido de sua companheira, junto a um sorriso de quem estava gostando da idéia.

_ A gente pode revisar, e depois mandamos pra os familiares._ Brincou fazendo Gaby soltar uma careta horrorizada antes das duas rirem.

Sem mais conversas, a mão de Mickaella empurrou a porta e logo pode ser ouvido o tilintar do pequeno sino preso no alto da porta, o que serviu pra chamar a atenção de todos os presentes no recinto, principalmente as futuras vítimas de Mickaella e companhia.

Enquanto isso, praticamente do outro lado da cidade Dylan acabava de chegar em sua casa.

Com o sangue fervendo após mais uma discussão com seu pai por causa do futuro da empresa, ele simplesmente largou o carro de qualquer jeito no Pátio de sua mansão e subiu correndo para seu quarto, batendo a porta sem ao menos se importar com quem ouviria.

Domado pela raiva, nem se importou em reduzir a velocidade do carro enquanto dirigia, e se importou menos ainda quando teve a impressão de quase ter atropelado alguém no caminho, afinal, segundo ele, o dinheiro era capaz de tudo, até mesmo de impedir que um criminoso fosse pra cadeia, como no caso do seu pai, ele pensava.

_ Que ódio!_ Gritou ao pegar a primeira coisa que viu pouco antes de atira-ra na parede, apenas para se arrepender logo em seguida.

Como podia um pai conseguir deixar um filho tão irritado a tal ponto, ele se questionava antes de sentar na ponta de sua cama, tentando convencer a si mesmo de que já estava acostumado a tudo aquilo vindo do pai.

Ainda perdido em pensamentod, deixou que seus olhos pousassem sobre o estrago que havia feito, e só então notou a foto que continha entre os estilhaços do porta retrato que destruirá.

Com ar arrependido ele se agachou próximo ao local e puxou apenas a foto, onde lá continha a imagem de tudo o que um dia ele acreditou ser uma familia, onde todos sorriam aparentemente felizes, principalmente sua mãe enquanto segurava a grande barriga.

_ Foi tudo tão de repente._ Disse em tom de lamento enquanto acariciava o rosto de sua mãe através da imagem.

Cansado de toda aquela vida de mesmisse, ele se jogou contra a cama e fechou os olhos antes de bagunçar o próprio cabelo em um gesto nervoso.

Seu maior desejo naquele momento era poder voltar no tempo, e tentar mudar tudo, mas sabia que não poderia, tudo já estava perdido e graças a isso, a convivência com seu pai que já não era muito boa, estava se tornando cada vez pior.

_ Que grande merda._ Resmungou contra o travesseiro quando ouviu três leves batidas soar contra a sua porta, como consequência ao escândalo que fizera com seu surto.

_ Querido?_ Helena disse colocando a cabeça dentro do quarto, com a expressão preocupada antes que seus olhos encontrassem o que sobrou do quadro no chão._ Mas o que aconteceu aqui?_ Ela perguntou nervosa entrando de vez no quarto.

Sem paciência pra mais sermões ele simplesmente se levantou da cama e dando as costas pra todo aquele cenário ele saiu do quarto sem se importar com nada.

Estava disposto a fazer o que sempre fazia quando se irritava, ia pra alguma balada, enchia a cara de qualquer substância forte o suficiente pra esquecer os problemas pelo momento e depois acabava na cama de alguma desconhecida.

Mas naquele momento ele resolveu fazer outro percurso, um que não lhe causaria tanto arrependimento pela manhã.

Assim, ele seguiu calmamente até a última porta no final do corredor, enfiou a foto de suas lembranças no bolso de sua calça e respirou fundo antes de dar três toques na porta branca com uma enorme placa de unicórnios com os seguintes dizeres:

"Proibido idiotas"

Ele sorriu ao saber que apesar de tudo, aquele era o único lugar onde ele conseguia ter paz naquela porcaria de casa.

_ Pode entrar._ Disse a voz doce e autoritária vinda de dentro do quarto.

E assim ele entrou.



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