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História Nessa Vida e Para Sempre - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Oii Gente.

Então, voltei mais cedo que o normal.

Esse período de quarentena vai me permitir escrever mais e mais rápido.

Esse capítulo ficou grande e tem música.

É importante que acompanhem com a música ok?

Capítulo 18 - As Coisas Vão Mudar. Precisam Mudar.


Fanfic / Fanfiction Nessa Vida e Para Sempre - Capítulo 18 - As Coisas Vão Mudar. Precisam Mudar.

Camila P.O.V

Eu não sei dizer o que aconteceu. De repente o dia mais feliz da minha vida se transformou em um pesadelo.

Lauren havia me chamado para jantar e notei que ela estava muito nervosa. Perguntei o que ela tinha, mas ela falou que não era nada. Obviamente não acreditei. Sabia os jeitos dela. Então eu sabia que havia algo.

Nosso jantar foi incrível. Estarmos juntas sempre é maravilhoso. Conversamos, rimos. Não canso de admirar a beleza de Lauren. Ela sempre procura fazer tudo para me agradar. Isso me encanta de uma forma que não sei explicar.

 E quando eu estou achando que de fato Lauren programou tudo aquilo apenas para ser um momento nosso, Lauren me surpreende e me pede em casamento.

Meu Deus. Eu não esperava por isso. Não tenho palavras para descrever o que senti naquele momento. Tudo que eu mais desejava era passar minha vida ao lado dela. E como que adivinhando meus desejos, Lauren se mostra ainda mais incrível dizendo que deseja o mesmo. Que quer estar comigo pelo resto de nossas vidas. Eu disse sim, claro, e se existirem outras vidas, direi sim novamente ao amor da minha vida.

Eu não conseguia tirar o sorriso do rosto pelo restante do tempo que ficamos no restaurante. Só queria ir para casa e me entregar nos braços de Lauren, ou melhor, nos braços da minha noiva. E claro, não via a hora de contar para meus pais e as meninas do pedido.

Quando saímos do restaurante encontramos Kalid e nossos seguranças na porta e fomos caminhando para o carro que estava estacionado do outro lado da rua um pouco mais a frente do restaurante.

Foi tudo absurdamente rápido até para me lembrar. Chegamos na frente do carro e 6 homens desceram de uma van já atirando em nós. Lembro-me de sentir Kalid se chocar contra mim e me derrubar no chão. Protegi minha cabeça e olhei para o lado procurando por Lauren. A vi caída um pouco distante de mim, porém, diferente do que eu imaginava que ela faria, que seria puxar a arma e atirar de volta, Lauren não se movia.

Foi então que vi a blusa dela, antes bege, tomando tons de vinho. Sangue. Aquilo era sangue. Foi então que comecei a me desesperar e chamei por Kalid que atirava no espaço entre os carros.

   - KALIIID...KALIIIID...LAUREN, AJUDE A LAUREN. ELA ESTÁ SANGRANDO. – Gritei com toda a minha força

 Me arrastei até onde Lauren estava caída e vi que ela respirava muito fraco. Levantei a blusa dela e peguei a pistola que ela sempre levava ali. Não gostava de carregar a minha, o que estava começando a me arrepender de fazer. Kalid se aproximou no instante em que engatilhei a arma.

 - PEGUE A LAUREN KALID. PEGUE RÁPIDO...TEMOS QUE LEVÁ-LA AO HOSPITAL. ABRA O CARRO.

 - ESTÁ ABERTO. VAMOS...VOU COLOCÁ-LA NO BANCO TRASEIRO. VENHA CAMILA!!!!!!

 

  Kalid fala isso e prende Lauren pelos braços aos seus e vai puxando para perto do carro. Nesse instante um dos homens atira em nossa direção e sem nem mesmo pensar atirei na direção dele acertando o tiro de raspão, o que nos deu tempo de abrir as portas do carro e entrarmos.

 Kalid entrou no banco traseiro com Lauren e eu assumi a direção. Neste momento escuto a voz de Lauren, muito fraca, mas ainda chamando meu nome. Meu Deus, eu preciso chegar logo no hospital. Não quero pensar no pior, mas só em ouvir a voz dela e lembrar do sangue meus olhos enchem de lágrimas.

 - CAMILA..VENHA PARA CÁ. EU DIRIJO. RAPIDOOO! – Escuto Kalid gritar querendo que eu lhe passe a direção.

- NÃO TEMOS TEMPO. EU VOU DIRIGIR PARA O HOSPITAL. SEGURE A LAUREN, KALID. MEU DEEEUS!! – Grito dando a partida no carro.

- VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR DIRIGIR ASSIM, MENINA! – Rebate Kalid

- EU VOU SIM. – Falo saindo em disparada. – UMA VEZ ME DISSERAM QUE EU SÓ DIRIGIRIA BEM SE FOSSE PARA SALVAR A VIDA DE ALGUÉM. E EU VOU SALVAR A LAUREN!

 

 Saio com o carro a toda velocidade do local do tiroteio. Ainda sinto um tiro se chocando na lataria do carro e dou graças a Deus por ser blindada. Buzino desesperadamente para que as pessoas saiam do caminho. Ainda não é tão tarde, então ainda há algum fluxo de carros pelas ruas, o que faz eu me desesperar ainda mais.

Quando saímos das zonas de lojas e restaurantes consigo correr ainda mais pois o trânsito fica mais livre. Neste meio tempo Kalid consegue ligar para o hospital e pede que fiquem com uma maca à postos pois estaria chegando uma vítima de tiro em estado grave. Ele não nos identificou, mas a vantagem do sistema médico daqui é que não se faz muitas perguntas. O importante, antes de tudo, é socorrer a vítima.

   - Como ela está, Kalid? – Pergunto desviando rápido de um carro que passeava em minha frente.

 - Ela respira, mas está inconsciente, Camila. Precisamos chegar rápido.

 - Eu sei. Falta pouco. – Falo isso e acelero ainda mais.

 

Chego ao hospital e como previsto já existe uma equipe aguardando a chegada de Lauren.

 - UMA MACA. MÉDICOS. POR FAVOR. – Peço desesperadamente por ajuda.

  - Calma senhorita. Por favor. Acalme-se – Fala um médico que está ajudando a equipe. – Ela já está sob cuidados. Afaste-se, por favor.

  - LAUREEEN...LOOO – Grito enquanto os médicos a colocam na maca e Kalid me puxa pela cintura.

Dou espaço para que passem com Lauren para dentro do hospital. Nesse instante, como que sabendo o que aconteceria, Kalid me abraça e me permito cair em um choro de desespero. O choro que guardei até aquele momento veio com muita força quase me derrubando.

 Ele aguarda pacientemente que eu me acalme mais para só então entrarmos no hospital. Kalid toma a frente para dar a identificação de Lauren enquanto me deixou sentada em uma cadeira. Continuo chorando baixinho e de cabeça baixa. Não acredito que aquilo está acontecendo. Como pudemos ser tão irresponsáveis?

 - Camila? Venha. – Fala Kalid chegando até onde eu estava.

 - Registrou a entrada dela? – Falo enxugando o rosto com as mãos.

- Sim. Vamos subir. Haverá uma sala em que você poderá ficar.

 - Quero ir para perto da Lauren, Kalid. Nada além disso.

 - Sei disso, minha querida. Mas os médicos estão com Lauren agora. Você terá que aguardar e... – Nesse momento um funcionário do hospital se aproxima de nós e tem uma expressão assustada no rosto. – Pois não? – Pergunta Kalid.

  - Se...seu carro, senhor. Eu...eu...eu o estacionei. Aqui está a chave. E..tem...tem...arma...uma arma dentro. – Fala gaguejando.

 - Não tocou nela, tocou? – Fala Kalid muito sério

 - NÃO...digo...desculpe...não. É que..está...no banco.

 - Deixe lá. Cuidarei disso depois. Obrigada. Tome. – Kalid encerra a conversa dando uma gorda gorjeta ao homem, e lhe sussurrando algo em seu ouvido, que, conhecendo os protocolos de segurança, certamente eram para que ele não comentasse sobre a arma.

 

Seguimos para o 10º andar do hospital e lá fomos colocados em uma sala que tinha um sofá, uma TV, algumas coisas para beber e comer, mas que naquele momento, de nada me importava. Só queria saber como Lauren estava.

 Passados uns 20 minutos, onde por vezes tentei sair da sala e Kalid não permitiu, finalmente um médico veio ao nosso encontro.

  - Srta. Camila Cabello? – Fala ele me olhando.

 - Sim. Sou eu. Onde está Lauren, Doutor? O que ela teve? Ela vai ficar bem?

   - Tenha calma, por favor. Nesse estado não poderemos conversar. Precisa se acalmar. – Fala ele cruzando os braços.

 - Não tenho como ser calma nesta situação, Doutor. Por favor. Me diga como ela está.

- Tudo bem. Entendo. Me chamo Ektor Lycaios. Sou o chefe da cirurgia do hospital. Srta. Cabello, a Srta. Jauregui levou um tiro em uma região muito delicada entre o pulmão e o coração. De início lhe digo que por muita sorte o tiro não foi fatal. Um pouco mais acima e teria acertado o coração, e pelo tempo que levaram para chegar, ela não teria aguentado 5 minutos. Porém, ela corre sério risco de vida – Nesse instante soluço e caio no sofá sendo amparada por Kalid.

 - Meu Deus, Doutor. Mas...vocês podem operá-la certo? – Pergunta Kalid, pois só consigo chorar.

  - Estamos fazendo o possível, senhor. Mas a cirurgia é muito complexa. Faremos todo o possível.

 - FAÇA O IMPOSSÍVEL! – Levanto rapidamente e vou para cima do médico. – FAÇA O IMPOSSÍVEL. CHAME QUEM FOR PRECISO. MAS NÃO PERMITA QUE LAUREN SAIA DAQUELA SALA SEM SER TOTALMENTE LIVRE DE RISCO, OU EU ACABO COM VOCÊ! – Falo e sou puxada por Kalid.

- Vou relevar sua arrogância e grosseria pelo desespero, senhorita, mas não admitirei isto novamente.

 - Eu vou... – Eu ia dar mais uma resposta a ele, mas Kalid me segurou se colocando à minha frente.

 - Chega, Camila. Doutor, ela de fato está muito nervosa. Mas, por favor. Faça o impossível por Lauren. Por favor. Iremos aguardar. Obrigada.

 - Darei notícias assim que possível. Antes de sair, vejo que a roupa de ambos está suja com sangue. Também estão feridos?

   - Não. Estamos bem. Foi por carregá-la.

 - Está bem. Boa noite. – Fala o Dr. Lykaios.

 

Fala isso e sai da sala me deixando a sós com Kalid. Retorno ao sofá e começo a chorar novamente. Lauren está em risco de vida e a culpa é minha. Sempre vou me culpar se algo acontecer a ela. Fui eu quem a trouxe para dentro desta loucura. Sempre vou me sentir responsável.

O tempo passa e a única notícia que chegou para nós não foi nada boa. Lauren estava com alterações em seu ritmo cardíaco e respiratório, o que não permitia a realização da cirurgia. Precisavam estabilizá-la para só então realizar o procedimento.

 A sra. Zabat trouxe roupas para mim e Kalid. As nossas estavam muito sujas. Quando ela chegou me deixei cair em seu colo e chorar enquanto recebia seu afago em meus cabelos.

- Não chore, minha menina. Tudo vai ficar bem. Calma. – Ela falava tentando me acalmar, mas vez ou outra eu a escutava respirar mais forte engolindo o choro.

 - O que eu farei se a perder, Sra. Zabat?

  - Não vai perder ninguém. A menina Lauren é muito forte. Isso tudo é apenas algo muito difícil. Mas ela vai escapar.

 - O médico falou que é muito sério. – Respondo

 - Eu sei. Mas o que eles sabem da Lauren? Não sabem o quão forte ela é. Escute...você não tem uma amiga que é médica? Aquela moça linda que já nos visitou? – Ela fala e me levanto em um susto.

  - MANIIIII...MEU DEUS...Normani é médica cirurgiã. Meu Deus...vou ligar para ela agora mesmo. Obrigadaaaaa, Sra. Zabat – Falo e lhe dou um beijo no rosto, pegando meu celular em seguida e ligando para Normani.

 

 Não me lembrei de olhar a hora, já que estamos 6 horas à frente de Nova York, onde Mani morava agora. Porém, ela não demorou muito para me atender, graças a Deus.

Assim que ela atendeu comecei a falar e foi inevitável não chorar novamente. Mani sempre foi um anjo, e me escutou com calma e paciência já que eu chorava muito. Por fim, perguntei a ela se ela entendia da cirurgia que Lauren iria fazer.

 - Camila, eu entendo sim. Já fiz algumas cirurgias nessa área aqui no hospital. Mas você precisa entender que cada caso é um caso. O local pode ser o mesmo, mas o quadro do paciente muda tudo. Se conseguir me colocar em contato com o médico que está monitorando a Lauren, posso falar algo.

 - Não, Mani. Você não entendeu. Eu preciso que venha para cá. Eu preciso que venha acompanhar a Lauren.

 - O QUÊ??? Camila, como vou até aí? Você enlouqueceu? E se o médico daí não deixar que eu entre?

- O avião não é problema. Você vem com um jato. Em no máximo uma hora terá um disponível para você. E quanto ao médico não se preocupe também. Você vai tomar a frente quer ele queira ou não. Qual o aeroporto de Nova York mesmo?

 - Mila...meu Deus...certo..mas veja...vocês tem muita sorte. Eu não estou em Nova York. Estou em Viena, na Áustria.

 - Meu Deus. Melhor ainda. Graças a Deus. Será mais fácil.

- Certo..é, mas Mila, tem mais uma coisa... – Fala hesitando.

 - O que, Mani? Fale. Por Deus.

 - Dinah está aqui...comigo...e....

 - Traga ela também. – Falo cortando Normani. Não temos tempo a perder. – Apenas faça a mala rápido, Mani. Estou providenciando o avião. Mandarei as instruções logo mais. Beijos.

 - Beijos, Mila.

  Desligo a ligação e imediatamente coloco Kalid para providenciar um jato para trazer Normani e Dinah... Dinah? Mas o que ela estava fazendo lá? Ah...não me importa. Ela terá que vir também, ou vai ficar lá sozinha, mas preciso de Normani aqui.

 Conseguimos um jato com um antigo conhecido de Kalid. Normani embarcaria em alguns minutos, porém, levaria quase 2 horas para chegar. Espero que dê tempo.

 Me sento para tentar descansar um pouco, porém, nesse momento nossos seguranças chegam até a sala em que estou. Me levanto para falar com eles e fico sabendo que um dos nossos homens se feriu e já está sendo tratado, mas não era grave. Dos homens que nos atacaram dois acabaram morrendo, mais 2 foram feridos porém conseguiram fugir com os outros.

- Eu quero vocês atrás deles. Quero que tragam estes homens para mim. – Não me reconheci falando aquilo. Jamais me envolvi nos assuntos da segurança, sempre era Lauren quem cuidava disso, mas agora sentia que precisava tomar a frente.

 - Já estamos providenciando as buscas, Srta. Cabello. – Fala Esteban, o segundo segurança no comando após Kalid. – Assim que tivermos uma posição já passaremos para o Sr. Kalid.

 - Passarão para mim. E isto é uma ordem. Outra coisa, porque o carro não estava em frente ao restaurante assim que saímos? Se estivesse lá, teríamos entrado imediatamente e Lauren não estaria passando por isso.

 - A Srta. Jauregui determinou que não queria chamar a atenção e...

- E VOCÊS PREFERIRAM QUEBRAR A MERDA DO PROTOCOLO DE SEGURANÇA QUE VOCÊS MESMOS IMPLANTARAM POR UM PEDIDO DA LAUREN? ISSO É INADIMISSÍVEL.

  - Camila, a culpa é minha. Eu autorizei a mudança após o pedido de Lauren. – Fala Kalid.

 - Foda-se de quem é a culpa. Todos vocês são culpados. E isso pode ter custado a vida de Lauren. BUSQUEM ESTES HOMENS NO INFERNO SE FOR PRECISO, MAS SÓ QUERO VER A CARA DE VOCÊS DE NOVO – Falo apontando para Esteban e os outros seguranças na sala – QUANDO ACHAREM ESSES HOMENS. AGORA SAIAM DA MINHA FRENTE.

 

Play “Me Niego – Reik ft Ozuna, Wisin”

 

 Me deixo desabar no sofá quando eles saem. A descarga de adrenalina é muito alta. Estou esgotada. Fecho meus olhos em busca de alguma calma e acabo adormecendo. Quando acordo, vejo a Sra. Zabat e Dinah no quarto. Ela me informa que Normani já havia chegado e imediatamente foi com Kalid conversar com o médico responsável por Lauren.

 Dinah disse que o médico não queria permitir que Normani entrasse para tomar a frente da situação de Lauren, mas Dinah interviu como advogada, disse que fez algumas ameaças e, depois de muita confusão, tudo se encerrou quando o diretor geral do hospital soube que a Dra. Normani Hamilton estava no prédio e autorizou que ela tomasse a frente da equipe que faria a cirurgia de Lauren.

 Naquele momento Normani estava entrando no bloco cirúrgico. Os níveis de Lauren estavam quase no que eles precisavam, segundo Kalid, então ela preferiu já ir adiantando o procedimento.

 Tentei entrar na cirurgia, mas Mani foi taxativa que ninguém entraria. Kalid achava melhor que passemos rapidamente em casa para tomar um banho e voltarmos. Apenas havíamos trocado de roupa, ainda estávamos sujos e isso não seria bom caso pudéssemos ver Lauren. Eu estava em piloto automático. E, por mais que quisesse ficar, aceitei que me levassem até em casa.

 Fiquei feliz de Dinah estar ali. Receber seu abraço era reconfortante. Era como estar em casa. Ela sabia do meu amor por Lauren. Na verdade, sempre soube.

Ela que amparou meu choro quando chorei a primeira vez por ver Lauren ficando com outra menina no colégio. A verdade é que sempre gostei de Lauren, e ela nunca ter me olhado da mesma forma me doía muito.

 Por isso não posso perdê-la agora. Meu mundo acabaria de vez se eu não a tiver comigo. Não. O destino não pode ser tão cruel assim.

Chego em casa e indico para Dinah onde ela pode ficar para tomar um banho e descansar enquanto me arrumo e vou sozinha até meu quarto. Chegando lá foi como levar um soco muito forte da realidade. O cheiro de Lauren tomou meu corpo e meus sentidos assim que entrei. Olhei nossas fotos espalhadas e entrei em desespero.

 Não posso permitir que Lauren morra. Não aguentaria viver sem ela. Novamente começo a chorar. Não posso, não posso aceitar que tudo acabou assim. Que não mais verei Lauren.

Me agarro a uma foto nossa e grito. Grito desesperadamente. Naquele momento raiva, frustração, ódio desmedido, saudade, angústia, tudo se mistura dentro de mim.

 O silêncio daquele quarto, onde Lauren e eu deveríamos estar agora, faz mais barulho do que meus gritos. Sem nem pensar pego um vaso que estava na cômoda e arremesso contra a parede.

 Lembro que Lauren sempre deixa uma garrafa de whisky na varanda do quarto onde ela gosta de ficar lendo um livro, pensando ou apenas ficamos juntas.

 Abro a garrafa e sinto o líquido quente e forte descendo rasgando minha garganta quando tomo diretamente da garrafa. Sim...eu precisava muito disso. Sento-me no chão e continuo chorando enquanto bebo.

 Você já teve a sensação de perder alguém que ama? Alguém que você ama imensuravelmente? Espero que nunca sinta, pois é desesperadora. Meu coração estava dilacerado com a ausência de Lauren. A incerteza sobre o que ia acontecer me destroçava.

Eu gritava cada vez mais no chão no quarto e sentia minha garganta doer e queimar. Não me importava. Nenhuma dor que eu sentisse iria ser maior do que o que Lauren estava passando. Nenhuma dor seria maior do que a se eu a perdesse.

 Tudo que eu desejava era abrir os olhos e tudo aquilo ser um maldito pesadelo. Não. Não era possível. Rezei. Rezei como nunca havia rezado antes. Pedindo que Lauren pudesse ficar comigo. Pedindo pela sua recuperação. Será que eu ainda podia fazer orações? Ainda era ouvida?

Como viveria a noite sem seus beijos? Sem sua risada? Ninguém no mundo é como ela. Quem me abraçaria nas noites mais frias se ela se fosse? Ri sozinha lembrando de quando briguei com ela por ter comprado aquele iate. Meu Deus...isso parecia tão imbecil agora. Pra que perder tempo brigando? Lembro de ficar com raiva dela por uns 2 dias. Se soubéssemos como tudo é fugaz, jamais teria ficado 2 dias distantes dela.

 Não sei quanto tempo se passou, mas me recuso a abrir os olhos quando escuto alguém entrar no quarto.

 - Droga, Camila. Eu sabia que não podia te deixar sozinha. – Escuto Dinah falar. Tinha que ser ela. – Ótimo momento para ficar de porre.

  - Não estou de porre, Dinah. Não me irrite. – Falo ríspida e me levanto – É preciso muito mais para me derrubar. – Falo isso e me desequilibro um pouco.

 - Claro. Estou vendo. Que seja. Vá para o banho. Me dê esta garrafa. – Fala puxando a garrafa agora vazia das minhas mãos. – Se vista e desça. Vou pedir para alguma empregada vir limpar isso tudo depois. Cacete, o que você destruiu?

 - Alguns vasos. Não gostava deles mesmo. – Falo sem dar importância e tirando minha roupa.

- Que seja. Tome seu banho, Chancho. Vou te aguardar aqui.

 

 Sem mais discutir vou para o banho e deixo a água fria tomar meu corpo me relaxando. Meus músculos precisavam disso.

Termino meu banho, troco de roupa e seguimos de volta para o hospital.

1 hora...2 horas...3 horas...quanto tempo mais essa cirurgia duraria?

 

Play “Crown - Camila Cabello & Grey”

 

 - Mila – Fala Dinah se aproximando. Estamos no corredor do bloco cirúrgico agora. – Tome. Você precisa comer. – Fala me estendendo um café e um sanduíche.

- Não quero nada, Dinah. Na verdade, quero colocar pra fora tudo que comi.

- Precisa comer algo. Já faz tempo desde que você comeu que eu sei.

 - Não quero nada.

  - Você é muito teimosa e isso não vai ajudar, Camila. Além disso eu...

- MANIII – Interrompo Dinah e seu sermão ao ver Normani saindo do bloco cirúrgico com a equipe. – E então, como ela está?

 - Camila, sente-se. Tenha calma. – Fala Normani tirando a máscara. – Veja bem, precisa ter calma.

 - Você está me assustando, Normani. Lauren..ela... – Falo já começando a chorar.

  - Não...ela não morreu. Tenha calma. A cirurgia foi realizada. Tivemos sucesso em retirar a bala. Acontece que ela se alojou em um local muito perigoso.

 - E o que isso quer dizer? – Pergunta Dinah

 - Que agora, estamos dependendo de Lauren lutar pela própria vida. Tudo depende do corpo dela. Iremos monitorar, mas ela ficará na UTI.

  - Posso vê-la? – Pergunto

- Ainda não. Espere mais um pouco. Deixe que ela descanse. Vou me trocar e volto, ok?

 - Está bem, Mani. Obrigada! – Falo isso e abraço minha amiga com todas as forças. Jamais poderei retribuir tudo isso que ela fez.

 - Não me agradeça. Faria tudo por vocês. – Fala isso e deposita um beijo em minha testa se afastando para o local onde irá se trocar.

Passada mais uma hora estou na sala que Kalid conseguiu para nós. Estou tentando falar com meus pais e os pais de Lauren, mas ninguém atende, até que escuto batidas na porta.

- Srta. Cabello? – Fala Esteban entrando devagar.

 - Entre, Esteban. O que houve?

 - Achamos 3 dos homens que nos atacaram, senhorita.

 - O QUE?? ONDE ESTÃO? – Falo me levantando de um pulo assustando Dinah, Normani e Kalid que estavam dormindo.

- Estão no galpão F, senhorita. Os levamos para lá.

 - Vamos! – Falo pegando minha bolsa e me dirigindo a porta.

 - Camila, pare, o que vai fazer? – Pergunta Kalid se aproximando.

- Isso não importa, Kalid. Fique aqui com seus homens e garanta a segurança de Lauren. Não deixe nada acontecer com ela, está entendendo? Já nos basta tudo isso. Quero o máximo de seguranças cuidando dela.

  - Camila, você não... – Tenta falar

- Isso foi uma ordem, Kalid. Não confunda as coisas. Está entendido?

 - Sim, Srta. Cabello. – Fala adotando uma postura fechada.

 - Ótimo. Vamos, Esteban.

 

 

 Falo isso e saio da sala deixando Dinah e Normani completamente perplexas ante minha postura e Kalid estático por eu nunca ter falado com ele assim. Confiro novamente minha bolsa checando que minha pistola permanece ali. As coisas vão mudar. Precisam mudar. E todos saberão disso.

 

 

 

                       

 


Notas Finais


E então?

O que estão achando?

Me deixem saber. Vou adorar!!

Até a próxima!!!


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