História NoPau - Nem Se Fosse Combinado - Capítulo 43


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Categorias Big Brother Brasil
Personagens Personagens Originais
Tags Bbb, Nopau, Paulaebreno
Visualizações 360
Palavras 1.406
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 43 - Capítulo 43


Fanfic / Fanfiction NoPau - Nem Se Fosse Combinado - Capítulo 43 - Capítulo 43

Nina ao tirar o figurino da apresentação, andou pela escola atrás do pai ou da mãe. 

Já estava se acostumando a ficar com um dos dois.

Aquele final de semana era do pai.

Encontrou os dois entrando no pátio, estavam juntos e ela achou estranho. Não os vira de mãos dadas, nem trocando olhares ou carícias. Estavam apenas juntos. 

E ela sentiu medo, não queria que eles brigassem.

Na cabeça da menina, aquela aproximação era algo fora do normal em sua nova rotina e isso fez com que Nina ficasse séria, reprimindo algo dentro de si.

Ao chegar perto deles, Paula percebeu que a menina havia mudado a fisionomia.

- O que foi meu amor? - Paula a pegou no colo. - Você ficou séria de uma hora para outra.

- Mamãe, vocês brigaram?

- Alguma vez você nos viu brigando, filha? - Breno, respondera, olhando para a menina. - Mas, respondendo a sua pergunta, não, nós não brigamos.

Nina encheu os olhos de lágrimas, abraçando a mãe e enterrando a cabeça em seu pescoço. Como quem quisera desabafar e só agora conseguira.

Paula e Breno, olharam-se, entendendo o quanto a feriram e a desgastaram emocionalmente com toda essa confusão.

Se para eles, adultos e donos de si, era um inferno ter que agir de maneira sensata, mas com uma vontade imensa de explodir. Imagina para uma criança de 3 anos que tudo que tinha como pilar emocional, eram eles.

Paula a abraçou forte, enquanto Breno passava a mão em seus cabelos. 

Ambos, em silêncio.

Decidiram entrar na sala de música da escola, onde estava mais calmo e poderiam conversar melhor.

Ao chegar, sentaram-se em cadeiras espalhadas no recinto, enquanto Nina continuava no colo da mãe, aninhada ao seu peito. Porém, mais calma.

- Vocês estão muito juntos. - A menina falou, enquanto limpava os olhinhos com a costa das mãos. - Toda vez que vocês se encontram, eu vejo que vocês brigam pelo olhar.

Breno olhou para Paula, admirado de como eles eram tão transparentes um com o outro que até Nina, uma criança, era capaz de enxergar o desconforto deles com toda aquela situação.

- Eu não quero que vocês briguem. Eu já aceitei que vocês não vão mais ficar juntos. - Nina voltou a ficar com os olhos marejados, voltando-se para o Breno - Mas eu não quero ver vocês tristes. Toda vez eu vejo você papai, com os olhos vermelhos, de chorar, eu sei, todas as noites antes de me botar para dormir. - Nina, agora olhava para Paula. - Mamãe você está sempre triste e eu já vi você chorando varias vezes em seu quarto enquanto eu estava vendo tv. Isso dói, dói muito porque eu gosto de ver vocês felizes.

Breno pegou a menina no colo, enquanto uma lágrima descia por e seu rosto ao ver Nina e Paula com os olhos vermelhos.

- Vem cá. - Ele posicionou a menina, de maneira que ela ficasse de frente para os dois. - Você é capaz de nos perdoar por todo esse sofrimento que fizemos você passar?

- Filha, desculpa. - Paula falava com a voz embargada pelo choro. - Em meio a todo esse nosso egoísmos e orgulho, não percebemos que doía mais em você do que na gente. Eu prometo que essa dor no seu coraçãozinho acaba hoje.

Breno beijou a cabecinha dela, a olhou e riu.

- Lindinha... O papai promete que vai te proteger de todo esse sentimento ruim. Desculpa, eu fui tão egoísta de pensar só em mim e acabei negligenciando o teu sofrimento. Mas isso acabou.

Nina não entendeu nada, mas abriu o maior sorriso que podia. Ao ver Breno puxando Paula, dando-a um beijo leve e olhando em seus olhos e dizendo.

- Eu te amo.

Sendo retribuído por um olhar de carinho enquanto ela dizia.

- Eu também. - Olhando para Nina, Paula beijou seu rosto. - Eu também te amo, demais. Nunca se esqueça disso.

Nina ria, abertamente e ficou ainda mais feliz quando soube que iria ser a daminha do casamento dos pais e da chegada do irmão(a).

Nina sentiu receio no começo, de não ser mais lembrada ou amada pelos pais. E até um pouco de ciúmes, sentiu também. Mas bastou uma conversa com os pais, para ela saber que nada iria mudar em relação ao amor dos dois.

A notícia foi bem vinda à família dos dois também. Que não se contestaram com a distância e organizaram um grande encontro no Rio para celebrarem essa bênção.

Nesse encontro estavam todos que eles amavam; pai, mãe, irmãos e amigos.

Todos aqueles que torciam pela felicidade dos dois.

Uma verdadeira festa, como deveria ser desde quando se conheceram. Uma festa regada a muita alegria, música e amor, o principal. E ali tinha em abundância.

Era um sentimento tão nítido que eles sabiam que era para ser assim; Um do outro.

E até a música deles dizia isso;

[...]"Não daria tão certo nem se fosse combinado..."

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Breno posicionou a tesoura no laço azul que selava a porta da frente e disse, orgulhoso:

— Está aberta a Pra Cozinhar Manaus.

Aquela era a terceira filial que abriram, e havia mais duas por vir, um em Recife no Pernambuco e outra em São luís do Maranhão.

A multidão aplaudiu entusiasmada, e o rosto mais feliz era da sua mulher, apoiada em Nina, agora com 10 anos, batendo a mão na coxa em vez de bater palmas. A outra mão segurava a barriga enorme que despontava do vestido.

Ao passar a tesoura para o gerente que Paula indicara para aquela filial, ele foi para o lado dela e, no caminho, pegou Artur pelas mãos, agora com 6 anos.

O rosto do menino estava coberto de chocolate.

Ele tirou um lenço do bolso e tentou limpar um pouco.

Nina estava com a mão na cintura da Paula. Ela não desgrudava da mãe, era formidável o vínculo que elas tinham.

Paula sorriu para o Breno, mas havia dor em seus olhos.

— Amor, lembra que eu disse de manhã que achava que ia estourar? - Paula ria, mas transmitia dor no olhar. - Acho que essa vai ser Manauara.

 Ele arregalou os olhos.

— Está na hora?

Ela assentiu.

— Papai, eu cuido do Artur.– disse Nina, puxando o menino das mãos do Breno. - Cuida da mamãe.

Breno ficou na dúvida se devia deixa-la com o menino enquanto dava atenção a Paula.

Ela ainda era tão novinha!

Mas sorriu e não viu problema naquilo.

— Filha, sua tia Clara vai com cuidar de vocês enquanto eu estiver com a mamãe, está bem? – perguntou ele, segurando a mão de Paula, enquanto beijava a cabeça da menina. - Comportem-se. Eu amo vocês.

Paula apertou sua mão com tanta força que ele fez uma careta e quase sentiu a contração.

— Tudo bem papai, vão logo. Parece que que minha irmãzinha está para chegar. - Os olhos de Nina brilharam. – Eu cuidarei do Arthur. Não deixa a mamãe sozinha, amo vocês.

Ela se despediu dos dois e passou a mão pela barriga de Paula.

Nina parecia que ia explodir de animação, enquanto os olhos de Breno estavam emocionados.

Desde a conversa com a menina, a relação dos três, agora quatro e mais tarde cinco, havia melhorado muito. O nascimento de Artur selara o novo elo entre eles.

Os quatro adoravam ficar entre eles conversando, brincando, se divertindo...

Nina não tinha mais a insegurança em relação ao amor de Paula por ela. Pelo contrário, vivia saltitante pela casa, grudada na mãe, feliz com a chegada do irmão. E quando soube que iria ganhar uma irmãzinha, até chorou de tanta felicidade.

Ela não tinha reservas, confiava nos pais e contava sobre tudo.

E sobre o irmão, ela o adorava e virava uma leoa para defendê-lo.

E Artur amava tanto a irmã que tinha vezes que só ela para acalmá-lo. Era lindo de ver como eles se amavam.

Breno e Paula se orgulhavam da relação que os irmãos tinham. 

— Ligue para a minha mãe, ela está no hotel. – disse Paula, arfando. Ela conseguiu dar um sorriso. – Acho que essa está com pressa. – Dando um beijo em Nina e Artur. – Cuidem um do outro, eu amo vocês.

E exatamente a 1 hora e 38 minutos depois, Lavínia Amorim Simões veio ao mundo. A mãe estava cansada, mas delirante de felicidade. O pai não sabia quem beijar mais, se sua esposa ou sua filhinha.

A irmã mais velha estava ao lado da mãe o tempo todo depois que Paula foi para o quarto da maternidade. Já Artur dormia feito pedra depois de ficar exausto de tanto brincar.

Dois dias depois, já estavam em casa e seus sonhos eram preenchidos com toda a felicidade que conheciam.


Notas Finais


Ú L T I M O S . C A P Í T U L O S


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