História Nosso Pequeno Jardim - Capítulo 1


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Categorias Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Lee Jihun "Woozi"
Tags Hoonsol, Jardim, Seventeen
Visualizações 39
Palavras 2.745
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E ai, gente bonita. Olha eu aqui de novo hahaha.
Seguinte, acredito que "Hoonsol" não seja um shipp tão conhecido, eu acho. (Não faço a menor ideia). Eu mesmo não tenho muitos shipp's em 17, mas assim, eu quis juntar meu filhote (Woozi) com meu solzin (Vernon). Então, espero que gostem. (Já notaram que eu amo uns shipp que quase ninguém shippa, né? Hahaha sorry)

A capa está bem simples, pq foi eu quem fez e acabei me empolgando e fazendo um banner também. Eu fiquei satisfeito com eles, então é isso.

Boa leitura ❤

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Nosso Pequeno Jardim - Capítulo 1 - Único


Eu poderia dizer que estava feliz. Feliz pela mudança de meus pais, pelo emprego novo da minha mãe, mas não é assim que funciona. Mudar de cidade, mudar de vida; deixar meus poucos amigos para trás, é uma perda muito grande. Eu basicamente cresci naquele lugar. Poderia me adaptar e fazer novos amigos, não é? Ter novas coisas para fazer. Sim, eu pensei em tudo isso. Acontece que eu não consigo lidar com as outras pessoas, fazer amizade com novas pessoas é algo muito complicado. As pessoas que eu deixei para trás, eu as conhecia desde pequeno. Estava acostumado com a minha escola, com minha rotina e, até mesmo, com as minhas obrigações diárias dentro de casa.


A casa na qual moramos agora, é totalmente diferente. Um quintal bem grande na frente de nossa casa, árvores na vizinhança e, até uma varanda no meu quarto. Nada da velha garagem onde eu passava horas dançando quando o carro do meu pai não estava estacionado. As avenidas movimentadas e a grande quantidade de barulho.

Não que a nova casa não fosse bonita, na verdade, ela é até maior que a antiga, mas não é a mesma coisa. Entende?

Eu sinto que um pedacinho meu ficou por lá. Sinto que não é a mesma coisa.


Faz quase uma hora desde que eu comecei a organizar minha estante. O lado bom, é que meu novo quarto é maior e meus pais deixaram-me comprar uma nova estante e algumas prateleiras a fim de impedir que eu deixasse meus livros espalhados pelo quarto por falta de espaço. Cansado de organizar tudo de um jeito que eu achasse bom e entendesse, olhei ao meu redor e fiquei satisfeito com meu trabalho. Tomei um banho, vesti uma roupa confortável e saí para dar uma volta na vizinhança.


O nosso quintal é bem simples, contém apenas algumas plantas e uma árvore grande perto da cerca que é exatamente da altura da minha janela. Algumas poucas flores e o restante é apenas um bom espaço. Eu cogitaria dançar ali, se não fosse ao ar livre.


Sabe, o motivo que mais deixou-me chateado? Foi largar a minha academia de dança. Eu sempre fui uma pessoa muito tímida, mas estar ali me dava asas. Eu conseguia me comunicar com as outras pessoas sem necessitar realmente conversar com elas. Sentia-me vivo. A música mudou muito na minha vida, ela me desestressa, permite-me sorrir e adentrar uma personalidade cuja muitos não conhecem.


Eu nunca fui bom em muitas coisas, sinceramente, em quase nada.

três anos atrás, eu finalmente encontrei meu lugar no mundo no dia em que eu coloquei meus pés pela primeira vez naquela sala cheia de espelhos. A primeira vez em que eu simplesmente deixei que a música me levasse e fizesse com que eu esquecesse meus medos.

Todos falaram seus nomes e se apresentaram no primeiro dia, e eu?

Bom, eu simplesmente dancei. Parecia que eu estava dando meus primeiros passos, que eu havia acabado de aprender a andar. Quando todos me aplaudiram, eu senti uma felicidade tão grande, senti-me tão acolhido comigo mesmo que eu consegui dizer o meu nome, agradecer e voltar ao meu lugar. Foi incrível, foi mágico.


Infelizmente, todas as vezes que iria ser realizada alguma apresentação, eu não participava. Eu me sentia mal, não conseguia. Sentia medo. Nunca participei de nenhuma atividade sequer que não envolvesse estar dentro da sala de dança com as pessoas que eu já conhecia.

Todos os anos eu falava a mesma coisa, que eu conseguiria, mas eu sempre falhava. Eu era um dos melhores dançarinos de minha turma, era elogiado pelo meu professor e meus colegas. A única coisa que me faltava era perder o medo. Um medo que eu desconheço até hoje. É inexplicável. Talvez, se um dia eu conseguir vencer isso, eu consiga alcançar meu objetivo e, finalmente, apresentar-me.

Peguei-me flutuando em meus pensamentos quando notei que estava nos fundos de casa, observando um lindo girassol  da casa ao lado e me assustar ao notar que, na verdade, aquele pequeno pedaço de madeira pintado de branco em que eu estava escorado era, na verdade, uma portinha. No momento em que ela se abriu, instantaneamente, eu dei dois passos à frente, invadindo a moradia alheia.


Um quintal lindo, repleto de flores por todos os lados. Na verdade, um jardim. Um pequeno jardim nos fundos da casa ao lado. Passeei por cada canto, admirando cada flor que ali continha. Chegava até ser mágico. A variedade da paleta de cores em cada cantinho daquele lugar. A fragrância leve de flores. Um lugar delicado e único, cuidado com muita paixão.


— Gosta de girassóis? Eles são lindos, não são? — Levei um breve susto ao notar que não estava sozinho.


— Ah, sim. D-Desculpe-me por entrar aqui sem permissão.


— Sem problemas. Gosta do lugar? — disse de imediato.


— Sim, seu jardim é muito bonito. — Tenho certeza que de estou vermelho. O que eu estava pensando? Invadir a casa ao lado. Que ideia genial!


— Qual é o seu nome? — Caminhou em minha direção, parando exatamente a minha frente. Sinto que poderia explodir a qualquer momento.


— Lee Jihun, mas pode me chamar de Woozi.


— Woozi? — Tombou a cabeça para o lado em sinal de desentendimento. — Bonito! — pronunciou-se antes que eu pudesse explicar sobre o assunto.


— Muito prazer. Hansol Vernon, mas pode me chamar apenas de Vernon. — Estendeu sua mão para que eu pudesse apertá-la em sinal de cumprimento. E, em seguida sorriu. Mas não vou dizer a você que foi um simples sorriso. Era, o sorriso. Largo, chamativo e encantador. Algo que eu nunca havia visto antes. Eu estaria mentindo se dissesse que isso não mexeu nem um pouquinho comigo.


— Você mora aqui? — disse a primeira coisa que me veio em mente. E, idiota por sinal.


— Sim, desde que me entendo por gente.


— Muito bonito por sinal… O s-seu jardim é claro. — Ai, eu sou muito idiota. É oficial.


— Obrigado. É muito bonito também, a sua gentileza, claro. — Começou a rir.


— C-Certo. — Sorri, fingindo não estar nervoso. — Devo ir agora. Meus pais devem estar me procurando.

E com mais desespero do que coragem que eu continha naquele momento. Eu corri. Pude ouvir um “até depois” de Vernon enquanto eu corria às pressas para dentro de casa. Adentrei meu quarto atordoado e tranquei a porta por puro desespero. Joguei-me na cama e passei minutos incontáveis pensando em absolutamente nada e, ao  mesmo tempo em tudo.

Se eu não tivesse sido tão curioso e descuidado — se eu não tivesse sido burro — em invadir a casa ao lado, isso não teria acontecido. “Ah, mas você só falou com ele”. Sim, é exatamente por isso.


Peguei um exemplar em minha estante e comecei a ler a fim de afastar qualquer pensamento vergonhoso que eu pudesse vir a ter.


*


Está anoitecendo e disseram-me que a noite daqui é mais estrelada do que a da minha antiga cidade. Talvez, as noites aqui possam ser iluminadas e estreladas, mesmo. Eu não tenho muito o que fazer, então apreciar a noite me parece o melhor no momento.

Apoiado na varanda com uma xícara de café em mãos — está fazendo frio —, eu observo a noite que insiste em vir dar o ar de sua presença.

O pôr do sol me dando adeus para uma noite fria e calma colocar-se em seu lugar.


— Olá!


— Ai, meu Deus. — Assustei-me com a presença repentina de alguém.


— Desculpe. — Começou a rir do meu pequeno infarto.


— Como subiu aqui? — Ai, que vergonha. Eu saí correndo dele sem ao menos dizer adeus, algumas horas atrás. Não achei que iria vê-lo tão cedo.


— Pela árvore, óbvio. — Vernon, que antes estava de pé em cima de um tronco próximo a varanda, sentou-se no parapeito. Mantive-me em silêncio, não sabia o que fazer.


— O que veio fazer aqui? — perguntei da melhor forma possível para não parecer rude. Essa não era minha intenção.


Fazer-lhe companhia. Sempre foge quando conhece pessoas novas, Woozi?  — Abaixei a cabeça por pura vergonha e ele pareceu notar meu ato.


— Hum… Gosta de livros? — Desconversei e procurei o melhor assunto em que eu pudesse ter uma conversa ao menos adequada. Sem gaguejar, pelo menos.


— Sim. — Pedi que ele me seguisse com um aceno de cabeça, adentrando meu quarto e seguindo até minha estante. — Uau, quantos livros. Parece até uma biblioteca. — Sorri com seu comentário.


— Você gosta de música? — Mudou de assunto. — Quantos CD's! Posso ver?


— Fique à vontade. Você… Gosta de dançar? — perguntei-lhe.


— Sou péssimo.


— Você gosta de flores, certo? — Assenti com a cabeça.Sabe cuidar de um jardim?


— Não.Não entendi o sentido daquela conversa. — O que isso tem a ver com música?


— Eu gosto de música, porém não sei dançar. Você gosta de flores, mas não sabe cuidar de um jardim. Que tal fazermos um acordo?


— Que tipo de acordo?


— Eu lhe ensino a cuidar do jardim e em troca deixo que me ensine a dançar. Parece justo, não é?


— Ah, não sei.


— Vamos! — Segurou em meu ombro e passou a me chacoalhar de um lado para o outro. — Sabe, sinto-me sozinho. Ter uma companhia no jardim seria bom. Desde que minha avó morreu, eu não tenho ninguém para me ajudar a cuidar de minhas rosas.


— Eu posso cuidar do jardim contigo, mas não prometo lhe ensinar a dançar. É um pouco complicado…


— Ah, não deve ser difícil. Eu aprendo rápido, juro. — Colocou uma de suas mãos para cima e a outra em seu peito, como forma de juramento. Tão fofo.


— Não é isso… Eu só não sei se consigo lhe ensinar.


— Desculpe-me. — Seu tom era calmo e compreensivo.


— Não se desculpe. Eu só não consigo, entende? — Fez que sim com a cabeça.


— Sem problemas. Vou fingir que você não quer me passar suas habilidades com medo de que eu fique melhor do que você. — Encarou com um ar sério. Não sabia se ele estava realmente falando sério ou brincando com o assunto.  


— O qu… — Não tive tempo de terminar minha pergunta. Vernon logo me atacou fazendo cosquinhas em minha barriga enquanto eu caía no chão e ficava sem ar por conta de tantas risadas. Enquanto ele ria de toda a situação, claro.


Ficamos até certa hora da noite observando as estrelas, jogando conversa fora e falando um pouco sobre nossas vidas. Ele me parece ser alguém legal, talvez, eu realmente faça um amigo. Quando o relógio bateu meia-noite, Vernon deixou-me e voltou para casa. Estava tarde.  


— Até amanhã, Woozi.


— Até amanhã, Sol. — pronunciei o apelido que, eu notei formar-se apenas por cortar o nome de Hansol ao meio. — Ele sorriu, notando o que eu havia feito.


— Então, até amanhã, Lua. Vemo-nos no jardim pela manhã. À noite, a responsabilidade é sua.


*


Todos os dias pela manhã, eu fui visitar o jardim da casa ao lado. Vernon ensinou-me o modo de cuidar de cada plantinha. Organizamos algumas pequenas em vasos coloridos para, depois colocá-las em prateleiras do lado de dentro de sua casa. Algumas que precisavam de um vaso maior, trocamos cada uma de lugar, com cuidado. Eu prestava atenção em cada coisa que ele me falava e, às vezes, perdia-me em meio ao seu sorriso. Ele me ensinou a cuidar de tudo com muito carinho e paciência.


É estranho, aquele garoto mexe comigo. Eu consigo conversar com ele normalmente. Ele me deixa confortável, sempre que entramos em um assunto um pouco complicado, ele me compreende. Vernon me passa a sensação de sermos tão próximos e ao mesmo tempo cada um ter seu próprio espaço. Ele me faz bem, faz-me sorrir. A sensação de paz é incrível.


Ao contrário da minha escola nova, onde eu não fiz nenhum amigo e não falo com ninguém. A tarde passa tão rápido e eu sempre anseio muito por isso, porque à noite, sei que ele estará na minha varanda novamente.


Cada conversa, pensamento e sentimento, eu sinto que não é coisa da minha cabeça. Temos uma ligação e sei que ele também sentiu isso. Essa nossa amizade, sinto que não é tão simples assim.

Cada olhar que ele me lança é o motivo de um suspiro meu. Cada toque em minhas mãos por acidente enquanto fazíamos algo aleatório no jardim, forma um frio em minha barriga. Cada abraço que ele me dá em cada despedida antes de eu ir embora pela manhã, faz-me sorrir e quando eu volto à noite e o encontro em minha varanda, seu sorriso aquece meu coração.


Em uma manhã de sábado, fui visitar o meu vizinho. Ele me disse que as rosas finalmente começaram a desabrochar. Passamos a manhã inteira sentados em um banquinho no jardim enquanto eu lhe contava sobre minha antiga cidade. Vernon ficou curioso sobre minha escola de dança. Eu falava tudo com emoção e, ao mesmo tempo, com um aperto no coração. Meus pais prometeram que eu ainda poderia continuar a dançar, mas acredito que conquistar tudo que eu havia conseguido, novamente seria uma tarefa difícil.

Em um momento, ele se afastou de mim e pegou um pequeno rádio de pilhas que eu sabia que ele sempre guardava. Era de sua avó, ele me contara.


Ele me estendeu a mão e me puxou para dançar consigo. Era uma música nem tão lenta e nem tão agitada. Comecei a rir de seus passos desengonçados e até mesmo, engraçados. Permiti-me levar pela música e, quando percebi estava dançando. Hansol me olhava com admiração e, ao contrário de todas as vezes que eu dancei na frente de alguém. Senti-me confortável. Estanho, mas confortável. Ele me passava confiança e segurança em seus olhos.


Juntou-se a mim novamente, porém a música agora é mais lenta. Juntamos nossos corpos e começamos a rir pela minha baixa estatura. Por um segundo, nossos passos entraram-se em sincronia, chegava a ser mágico.


— Eu amo você —  disse calmamente.


— Amar é uma palavra muito forte, não acha? — perguntei-lhe.


— Woozi, quando você cuida do jardim e rega suas raízes é porque você as ama. Se eu apenas gostasse do meu jardim, eu já teria arrancado uma rosa de sua raiz para lhe fazer um lindo buquê, mas ao contrário disso, você cuida dele comigo e assim, cultivamos nosso amor. — Sorri involuntariamente.


— Então, eu acho que também amo você.

Se fosse por conta de qualquer outro momento em minha vida, seria vergonhoso. Naquele momento, eu não me importava com isso, nada mais importava. Criei toda coragem que eu tinha e subi em cima do  banquinho em que eu estava sentado instantes atrás.

Pude sentir o leve toque de uma de suas mãos em minha cintura. A outra acariciava levemente a minha bochecha enquanto ele olhava em meus olhos com intensidade.

Ousei  segurar em sua nuca, trazendo-o mais para perto.

Nossas bocas tão próximas, nossa respiração lenta. Pude sentir ele me olhar no fundo dos olhos e em seguida, sorrir.

Sua boca encostou na minha em um leve toque, formando um selar leve e aconchegante. Em instantes, um beijo calmo e doce foi se formando e parecia que uma centena de explosivos tinha estourado em meu interior. Uma sensação boa, nova, marcante.

Sua língua encontrando-se com a minha conforme nossas carícias, os fios de cabelo macio que eu entrelacei com meus dedos. Cada sensação inexplicável.

— Que tal você ficar aqui comigo, para sempre? Podemos cuidar do nosso jardim. Eu posso dançar contigo, sempre. — Selou meus lábios novamente.


— Se depender de mim, eu não vou a lugar nenhum. — Fui sincero.


— Então, cuidaremos do nosso pequeno jardim, juntos. E a cada passo seu, eu estarei contigo. — Entrelaçou nossos dedos e sorriu para mim. Aquele sorriso incrível que eu tanto amo e me permiti apaixonar.


Nem sempre uma mudança é ruim, ela pode trazer uma nova fase em sua vida. E, talvez, você encontre respostas ou incentivo para algo que antes não era possível.



Se é você, eu não preciso de outro
Você é como o verão sem o calor arrogante
Você é o ponto de ebulição para a minha solidão
Eu não consigo dormir por causa de você e de repente já é de manhã.




Notas Finais


É isso! Espero que tenham gostado.
Se quiserem me digam a opinião de vocês, pq ai eu vou saber se vocês gostam do shipp ou do estilo da fanfic.

Desculpem por eu estar postando essa hora.

Capítulo betado pelo anjo da minha life @Korigami.

O último trecho do finalzin é da música
"oh my! " do Seventeen.

Beijos do Tae! <3


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