História Nowhere king - Capítulo 48


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Categorias The Beatles
Personagens John Lennon, Paul McCartney
Tags John Lennon, Lennon, Lennon/mccartney, Mccartney, Mclennon, Paul Mccartney, Thebeatles
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Palavras 1.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 48 - Capítulo Trigésimo Sexto


Fanfic / Fanfiction Nowhere king - Capítulo 48 - Capítulo Trigésimo Sexto

Eu estava absolutamente revolvido por todas aquelas informações. Passei o dia meditando sobre tudo e ao cair da tarde, já estava tomado por essas e outras emoções. Não conseguia tirar da cabeça as palavras de Klein sobre Paul. Afinal aquilo tinha sentido pra caralho. Paul estava tão confortável com a nossa situação. Tão protegido por aquele contrato de casamento. Eu não podia deixar de pensar que ele estava unindo o útil ao agradável e pensar nisso me machucava; eu não queria ser uma peça de jogo pra Paul, ele me amando ou não. Mas tinha como não ser?

O vinho. Estava observando as cores brilhantes do céu por entre as cortinas esvoaçantes da torre alta de Tomorrow onde nos retiramos pra descansar. O vinho de Paul. Que tipo de magia Paul não podia ter posto em mim para fazer-me ficar dessa forma, encantado, de pronto encantado e prolongadamente na dele?

E se McCartney estivesse me manobrando, me mantendo na rédea curta, me domando dia a dia, protegendo a si mesmo? 

Vocês já devem estar me xingando mentalmente, mas eu sempre fui um cara atormentado por dúvidas reais e irreais e distingui-las nem sempre é fácil. Não pra mim. Examinem suas próprias consciências, talvez me entendam. 

- John? – Paul me chamou, a voz melodiosa e doce. Estava deitado sobre as almofadas da cama de dossel claro, relaxando. A tarde caía. 

- As vezes fico pensando, Paul. – virei-me para encara-lo – Como foi que você me enfeitiçou dessa forma. 

Ele sorriu, talvez pensando que fosse algo elogioso. E fiquei irritado com sua falta de perspicácia. 

- Desde o início, desde a primeira vez que nos encontramos. – continuei.

- Por que somos almas gêmeas. – se pôs de pé, indo até mim, displicentemente passando a mão por minha bata.

- Você sempre disse isso. – estreitei os olhos – Você não sabia nada mesmo sobre essa profecia?

- Claro que não, John. Ouvi isso hoje pela primeira vez, como você. – e acariciando meus cabelos, despreocupado – John, acho melhor você ajeitar as coisas e partir antes que fique muito escuro. A saída de Tomorrow é mal iluminada, até que se chegue à estrada principal. 

Me esquivei.

- Está com pressa de se livrar de mim?

Só então ele entendeu que eu estava com alguma questão me perturbando.

- Não. Gostaria que ficasse, mas não quero deixar tudo nas mãos dos conselheiros por tempo demais. – suspirou – O que foi, John?

- É tudo muito confortável pra você, não, Paul?

- Do que você está falando?

- Da nossa situação. Você tem tudo a seu favor. Você tem a sua segurança assegurada por contrato, você tem a mim (se é que isso tem algum peso).

- John, que papo é esse agora? 

- Você nega? Nega que isso é muito confortável pra você?

- Não nego que seja, ok? Mas isso não tira o mérito do que eu sinto por você. 

- Ah, não nega. Certo, Paul. O teu amor vem bem a calhar.

Ele deu um profundo suspiro, provavelmente segurando-se para não piorar as coisas.

- John. – fez outra pausa longa – Você está balançado por tudo que escutamos hoje, eu compreendo. 

- Eu não estou falando só disso, Paul. Estou falando de nós dois. 

- Você está mexido com tudo, John. É só isso.

- E se não for, hum?!

- John, para com isso. – Paul segurou meu rosto, virando-o para si, acariciando-o. – Para, hum, amor. 

Meneei a cabeça, procurando não me deixar enredar.

- Vamos, amor. 

Ele tocou meus lábios com os seus, insinuou a ponta da língua para dentro da minha boca. Mas eu o detive, as mãos nos ombros.

- Você sempre encerra qualquer discussão me arrastando pra cama. 

- Não te arrasto, baby, você vai porque quer. 

Puxei-o pelo antebraço.

- O seu convencimento nem deveria me surpreender, mas é detestável.

Paul levou a mão a meu peito nu, alisando-o como se me examinasse, como algo raro e precioso. Eu parei para contemplar sua ação, tentando prever sue próximo movimento, inseguro quanto a minhas próprias forças. 

- Não diga que eu convenço você sempre, hum. – beijou-me ali, lambeu-me, o olhar sedutor – Você me deseja, mesmo quando eu não faço nada.

- Mesmo quando você não está se portando como uma vadia como agora, se é que isso é possível a você. 

- Você sabe que eu não preciso ser sempre uma serpente te convencendo a praticar o pecado original, John. Ou você só trepa comigo por que eu tenho uma puta lábia boa?

Ele estava irritado, seus olhos faiscavam enquanto saboreava traiçoeiramente meu peito. Segurei-o pelo queixo, virando seu rosto pra mim.

- Você é bonito demais pra que seja só dessa forma. Eu te desejo, oh sim, não é só a tua maldita lábia, não são só os teus olhares persuasivos. Eu te desejo todo o tempo. 

- Que bom. Não gostaria de pensar que tenho de convencer o meu homem a fazer amor comigo todas as vezes. – e dizendo isso fez menção de afastar-se. 

- Venha cá. – agarrei-o pela cintura. Olhávamo-nos, havia uma energia carregada pairando entre nós. 

- O que você quer? – a voz dele continha certa mágoa. 

- Você me quer, Paul? 

- Não quero ter de te convencer. – arqueou a sobrancelha. 

- Já disse que não é isso, okay? O fato é que você sempre consegue encerrar as discussões trepando comigo. E eu cedo, como o imbecil que sou. E você vai fazer isso comigo agora outra vez. 

- Eu só quero que você tire da cabeça essas ideias irreais, John – beijou-me lentamente na mandíbula. – Por favor, amor. Ah, John, quando você vai aceitar que é amado, que merece a felicidade? Tudo isso é você mesmo tentando destruir a sua própria felicidade. 

- Talvez. 

- Esqueça isso, Johnny – Paul tornou a me acariciar no peito, descendo em beijos molhados por meu dorso, parecendo muito desejoso de mim – Você é uma delícia. 

Senti a respiração ficar mais curta; eu estava estático, observando-o degustar de mim, do gosto do meu corpo. Lá ia eu outra vez. 

- Tão gostoso, John. – seus dedos hábeis desamarravam minha calça, que caiu. Ele segurou minha bunda, uma mão em cada nádega, apertando-me, beijando-me na barriga. – Hum. Tão gostoso. 

- Ah, porra, Paul. Você me deixa de pau duro.

- Deixa eu ver. – ele segurou meu membro na mão fechada e lambeu o topo, os olhos fixos em mim. – Hum. Ah, John – olhava-me de baixo – Estou de joelhos pra você. Sabe que eu só sirvo a você. – e afundou a boca por minha extensão. Segurei-o nos cabelos, observando a ação, a testa enrugada de prazer. 

- Você gosta de fazer isso. 

- Com você é diferente. – beijou delicadamente minha ereção – Eu amo o seu pau.

Fechei os olhos, deixando-me levar pelas sensações perfeitas que ele me proporcionava. Como ele podia acreditar que eu só cedia a ele por ele me convencer quando vivia me arrastando, suspirando feito um idiota diante dele? Desde o primeiro instante que pus os olhos em Paul...oh sim, como ele fazia bem aquilo...Desde o primeiro instante. Desde antes de eu provar de seu vinho. Será que o feitiço apenas amplificava o desejo que eu senti de imediato? Afinal, ele era adorável. Mas eu não conseguia mais pensar. Naquele instante, mesmo que Paul fosse o diabo eu teria permitido que me chupasse. 

Gemi seu nome, fodendo sua boca até onde aguentei.

- Quero foder você.

Ele de pronto, mas lentamente deitou-se no chão, abrindo o roupão, o belo corpo exposto. Eu me ajoelhei em frente a ele, masturbando-me devagar, excitado demais para fazer qualquer movimento maior. 

Penetrei-o devagar e quando estava todo dentro dele senti-me em casa, preenchido também eu.

- Por que, Paul, eu ajo como um viciado quando se trata de você? – murmurei em seu pescoço – Por que eu preciso de você, como alguém desesperado por uma droga; porque só essa porra me acalma? Eu trepo com você como um viciado, porra, Paul. Eu preciso de você. 

Senti seus dedos entrelaçarem os fios do meu cabelo e ele disse em meu ouvido:

- Eu me sinto exatamente como você. 

Ergui o tronco para encara-lo.

- Não. Toda vez que nos separamos você põe qualquer outra pessoa na tua cama. 

- É só a porra de uma necessidade de tentar aplacar minha dor. 

- Uma necessidade de merda, se é como você diz; se não adianta nada. 

- Não adianta. – e num suspiro, ajeitando o quadril sob mim – Me fode, John. Bem gostoso, como você faz. 

- Eu preciso de você – me movi devagar, indo fundo nele. 

- Ninguém nunca me fodeu como você. Nada tem sentido, John, oh nada; nada é nada perto disso. 

- Por que eu fodo você como um louco. Eu te dou tudo. – meti mais forte, arrancando um gemido alto dele. 

- Eu sou teu, John. – ele me agarrava firme nas costas, puxando-me para si – Eu te amo. Me fode com força. 

- Eu faço o que você quiser – estoquei-o três, quatro vezes pausadamente, fundo. Paul erguia o quadril procurando uma fusão impossível. Não muito tempo depois eu estava me movendo freneticamente, possuído, apaixonado. Eu o amava como louco; ainda que ele me manipulasse, me controlasse, eu o desejava para além de qualquer racionalidade. 

Senti-o morder meus ombros, sugar minha carne com avidez enquanto o possuía em transe. Com as mãos espalmadas ele puxava minha bunda para ter-me mais e mais dentro de si, controlando os movimentos e, em rebeldia, eu procurava por meu próprio ritmo de comando. Nós lutamos, como tantas vezes, pelo domínio. Arranquei, então, as mãos dele de mim, segurando-as contra o chão, entrelaçando nossos dedos e metendo nele depressa, mais forte, até a exaustão física disfarçada pelo prazer. Quando Paul gozou em minha pele, o apelo intenso da sensação, do som, aquilo me levou à loucura. Eu adoro o modo como o faço gozar, adoro sentir seus espasmos me envolvendo, sentir o líquido quente entre nós dois. Havia algo tão libertador e agoniante no meu prazer mesmo em meio a toda angústia; era tão prazeroso sentir que ele me possuía totalmente. E tão desesperador. Mas esse desespero só se tornaria amargo após o orgasmo. 

Terminado o ato, me recobrei e sentei-me, os joelhos contra o peito, afundando outra vez nas dúvidas, no medo, na escuridão; um corvo assustado, um merda. 

Paul. Paul tocou minhas costas com a ponta dos dedos. 

- Oh, John. John. 

- Eu preciso ficar sozinho, Paul. 

Ouvi-o suspirar pesadamente. Ouvi-o erguer-se. Lembro-me de seu olhar pra mim. Um olhar triste, profundo e preocupado.

- Está bem. Volte pra casa. Pra Penny Land. 

E vestindo-se:

- Eu desejo sinceramente que essas suas dúvidas se dissipem, John. Eu amo você. Mais que tudo nesse mundo. Não se esqueça disso. 

Se eu soubesse, quando Paul saiu pela porta, que eu não o veria durante muito tempo, que eu não o teria em meus braços durante...Oh, bem. Bem, se eu soubesse, eu não teria deixado ele partir. 

 

 

 



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