História Nunca estará sozinho - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Tags Narusasu, Sasugaa, Sasunaru, Shikanaru, Yaoi
Visualizações 186
Palavras 1.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


As imagens dos capítulos, algumas vezes não haverá nenhum sentido. Entretanto, não ligo huahuah..
Pretendo exibi-las como forma de narração, como sera o Naruto neste, então pus sua foto, no próximo, se for Sasuke, postarei uma dele. Se eu não me perder nesse esquema, creio que será fácil de entendimento a todos.

Capítulo 2 - Atração


Fanfic / Fanfiction Nunca estará sozinho - Capítulo 2 - Atração

 

Nunca estará sozinho

Capítulo 02

 

 

   Eu não sabia porque me sentia nervoso, o nervosismo nunca me perturbava quando tinha que conhecer alguns de meus pacientes. Adentrei o quarto bem devagar. Ele se encontrava escuro e abafado, em relação ao clima externo. Meus olhos precisaram de alguns minutos para se acostumar a penumbra que havia ali. Então, pude perceber que o lugar era uma bagunça completa, com jornais e livros espalhados pelo chão, uma bandeja de comida sobre a cama desfeita. Aquele quarto, se encontrava em estado calamitoso, comparado com a aparência do restante da casa.

    Depois de tanto analisar o quarto, procurei por itachi com o olhar e o encontrei ao lado de um homem em uma cadeira de rodas. Ele estava de costas para a porta, e isso não era boa coisa.

   Conforme caminhava até eles, meu primeiro instinto foi abrir as cortinas que cobriam a parede. Luz e ar fresco para ajudar a amenizar o clima, pensei. Porem, não ousei em tocar nas cortinas. Em vez disso, continuei o meu caminho para chegar perto dos dois homens.

   A voz de itachi rompeu o silêncio.

 — Sr Uzumaki quero lhe apresentar meu irmão, Sasuke.

— Eu gostaria de conhece-lo.. — Falei, ficando ao lado deles — .. Se ele tiver a gentileza de se virar.

   Itachi encarou Sasuke, mas ele não disse nada. Esperei por mais algum tempo até que, enfim, o Uchiha menor girou a cadeira e assim pude vê-lo pela primeira vez. Os cabelos escuros eram finos, não podia dizer se Sasuke pretendia deixar a barba crescer ou se apenas negligenciara o rosto por um dia ou dois. Mesmo assim, sem a barba a fazer, ele era um homem muito bonito e atraente.

 

— Me perdoe por não me levantar — Sasuke se desculpou sarcástico.

— Não se desculpe — Responde — Mas considerando sua condição, Sr. Uchiha, já podia ter saído desta cadeira há algum tempo.

— Você acha mesmo? Encontrou outro, aniki? — Perguntou olhando seu irmao — Pensei que o mundo já tinha se esgotado desses benfeitores, agora que está tão moderno.

— Quem já está esgotado é seu irmão, por tentar ajudar, mas parece que ele deveria desistir do sr. já que vejo, que não tem vontade de se levantar dessa cadeira.

 

    Itachi ergueu o cenho ante a minha resposta, mas continuou calado. Porém Sasuke finalmente me olhou nos olhos, parecia impressionado. Quase animado.

— Ora, ora.. ele tem coragem, devo admitir — Ele comentou pra si mesmo.

 

    Um tanto frustrado, olhei o Uchiha menor, parecia que havia certo brilho em seu olhar mais me enganei, ele continuava com o seu jeito sarcástico.

— Sempre preferi o sabor azedo do que a doçura do açúcar.

— Nenhum de meus pacientes jamais me acusou de ser doce. Na verdade, sou o oposto.

— Ainda não sou seu paciente, Sr Uzumaki. — Ele me lembrou.

 

   Fiquei surpreso por alguns instantes. Havia um pequeno banco ao lado da cadeira de rodas, me sentei lá. Sabia que estar no mesmo nível que o paciente ajudava a amenizar a tensão.

— Tem razão, sr. Eu me enganei.

 

   Ele me encarou, me oferecendo a chance de observa-lo mais de perto. Mas, enquanto fitava os seus olhos escuros, notei a vulnerabilidade e o medo que o levará a aquele lugar sombrio. Havia uma fina cicatriz na sua face direita. O pontuário médico relatava que ele, poderia ter eliminado a cicatriz com cirurgia plástica, mas não o fez. Preferia mantê-la para sempre, se lembrar do ocorrido. Meu coração de apertou. Não por pena ou compaixão, mas por uma inexplicável necessidade de restaura-lo fisicamente e espiritualmente. Nunca tive tal reação por um possível paciente. Por que ele?

   A voz dele acabou interrompendo meus pensamentos.

— Gosto de pessoas que admitem quando estão erradas. — Ele comentou, com a voz rouca.

— Em geral, sou sempre assim — Confessei — Talvez acabe gostando de mim ao final do tratamento.

 

   Ele soltou uma risada profunda, o que me causou um certo nervosismo. O sorriso espontâneo pareceu iluminar o quarto. O rosto se transformou, tornando a aparência sombria ainda mais atraente. Apreciei as pequenas linhas que se formavam no canto dos olhos e de boca sensual.

   Aflito, desviei o olhar. O que estava acontecendo? Estava eu me sentindo atraído por ele? Não! Não era isso. Já havia escutado casos semelhantes, mas jamais aconteceu isso comigo. Tentei encontrar uma explicação racional e supôs ser a triste historia de Sasuke que me comovia profundamente. Não poderia se comprometer em termos profissionais se havia um interesse romântico pelo paciente.

— Sabe, Sr Uzumaki — Sasuke voltou a falar — Algumas pessoas aceitam o trabalho na esperança de se casar comigo. Se essa é sua intenção, já te aviso que está perdendo seu tempo.

 

  Será mesmo que Sasuke, acharia que me ofenderia com tão pouco? Porém, ele se enganou, nada do que ele poderá dizer irá surgir o efeito que ele espera.

— Sasuke, por favor — itachi pediu — Porque tem de agir assim?

— Está tudo bem — Garanti, e Sasuke olhou pra mim — Uchiha, eu te garanto que a última coisa que eu quero é alguém, rico ou pobre.

 

   Ele se mostrou surpreso.

— Ótimo! — Comentou — Meu irmao me disse que é altamente qualificado. O melhor que encontrou até agora. Mas quero que me dê uma boa razão para contratá-lo. Muitos profissionais que o antecederam já falharam. Me diga um motivo real, Sr Uzumaki.

 

   Estava sendo testado. Não tinha certeza do que fazer ou dizer, então por impulso, levantei e abri as cortinas. A luz do sol invadiu o quarto. Desejava fazer isso desde o instante em que entrei por aquela porta.

   Pelo canto dos olhos, vi o Uchiha menor recuar e proteger o rosto contra a intensidade dos raios.

— Venha comigo. Quero lhe mostrar uma coisa. — Sem esperar sua resposta, soltei o breque da cadeira e o empurrei em direção ás portas de vidro.

— O que está fazendo? — Ele exigiu — Ficou louco?

— Talvez, mas isso não significa que eu seja uma pessoa má — Levei a cadeira ao deque.

— Que passeio emocionante — Comentou irônico — É mais forte do que eu pensei.

— Forte o suficiente para lidar com o senhor.

— Por que me trouxe aqui Uzumaki? Para pegar uma pneumonia?

— Não está tão frio, pare de ser fresco.

— Então, planeja me jogar do terraço? Me tirar de meu grande sofrimento?

 

   As palavras soaram zombeteiras. Sabia que o comentário cínico vinha de um lugar do subconsciente, no qual ele havia considerado suicídio. Mesmo assim, resolvi manter o mesmo tom.

— Até que não seria má ideia, não costumo jogar pacientes do terraço. Não de proposito, quero dizer — Afirmei de modo casual — E também não escolheria um local tão baixo. Eu o levaria ao segundo ou terceiro andar para empurra-lo, assim teria mais sucesso.

— Obrigado, me sinto bem melhor agora. Mas não respondeu minha pergunta. Porque me trouxe até aqui, Uzumaki?

— Para apreciar a vista, é claro. É de tirar o folêgo, não?

 

   Respirei fundo. O ar era delicioso, e o oceano em contraste com o céu azulado lembrava da maravilhosa sensação de estar vivo.

— Ah, a vista.. — Desprezou o entusiasmo com uma risada sarcástica —  Vai se acostumar. Acredite.

— Jamais — me aproximo da cadeira.

— Sim, é do tipo que nunca se acostumará — comentou —  Ainda não me deu uma razão para eu contratá-lo.

 

   O homem era realmente difícil. Como eu conseguiria assumir aquele desafio? Mas uma vez me coloquei atrás da cadeira e tapei os olhos dele com as minhas mãos. No mesmo instante, senti o corpo inteiro de Sasuke ficar tenso. No entanto, ele não protestou e nem tentou tirar minhas mãos de seus olhos.

   Em choque percorreu meu corpo, quando suas mãos grandes tocaram a minha.

— Está brincando de esconde-esconde? Estou começando a achar que é mesmo um homem louco — ele murmurou.

— Sei que está acostumado a paisagem. Mas e se não pudesse mais ver o oceano? Como se sentiria?

—Não me importaria. Já não o vejo hoje em dia — Confessou amargo — Não mereço.

 

   Sim, boa parte do sofrimento vinha da culpa. Ele não se permitiria renascer para a vida. Acreditava que não merecia. Tentava se punir e espantar qualquer um que ousasse livrá-lo da punição.

   Destampei seus olhos e, por um motivo inexplicável, tracei com os dedos as linhas de seu rosto amargurado. Quando tentei afastar minha mão de seu rosto, Sasuke segurou minhas mãos, como se não quisesse rompe o contato.

   Mesmo assim, me afastei, perturbado pelo sentimento que o seu breve toque me proporcionou.


Notas Finais


Segundo capitulo, no dia seguinte sim.. Entretanto, não confirmo nada que daqui em diante seja deste modo. Então, não se acostumem kk.
Espero que tenham apreciado, porque foi um pouco duro ter que fazê-lo hoje e ainda postá-lo no mesmo dia.


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