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História O Elevador- Fanfic Camren - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oiiiii!
Mais um capítulo fresquinho para vocês.
Gente, eu não sei se vocês entenderam que os capítulos serão intercalados entre 2009 e 2019. Estou preocupada que isso fique muito confuso e vocês não consigam entender. Ficou muito complicado ou está tudo certo???
-respondamm please, porque se está confuso eu volto para a ideia inicial rapidinho.
Beijooooooooo

Capítulo 4 - Capítulo Três


Lauren Jauregui’s Point Of View

 

New York City- Quinta-feira 8:00am

20 de junho de 2019    

 

Finalmente ou infelizmente?

Por um momento fiquei feliz, achando que não chegaria nunca em New York, porém como dizem....Felicidade dura pouco.

E cá estou eu. Nessa cidadezinha movimentada depois de anos após ter decido mudar de vida. Seis anos para ser exata. Jurei que teria uma vida tranqüila, mas algo me puxa de volta para cá. Se minha vinda fosse por um motivo bom, mas claramente não era.

Chris...Chris....Tão idiota que não conseguiu dar conta de uma empresa. Eu sempre soube que sobraria para mim no final.

Até ontem, minha vida estava maravilhosa. Morava em Miami, tinha um bom trabalho que dava um ótimo salário, não tão alto comparado com o cargo que ocuparei agora, mas o suficiente para manter a minha saúde mental. Tudo certo. E então minha mãe ligou, ordenando que eu voltasse para NY e assumisse a empresa do senhor Michael, pois ele precisava de um descanso. Ah, por favor! 

O avião pousou e eu não demorei a descer, já que era particular. Agradeci o segurança e peguei minhas malas, adentrando o aeroporto. O clima estava agradável, não tão quente, não tão frio. Rolei meus olhos, tentando avistar algum conhecido. Fui pega de surpresa ao ver minha mãe logo mais a frente. Não sabia que ela iria me pegar.

Respirei fundo, antes de ir a sua direção. Teria que ter muita paciência agora que conviveria freqüentemente com eles. Nunca dava certo eu ficar perto da minha família, nossa relação não era nada boa e nós sempre acabávamos brigando. Por isso eu fugi logo após de me formar, o que chateou bastante Taylor, minha irmãzinha e a única que eu suportava.

Aproximei-me de minha mãe, não sabendo exatamente o que fazer. Ela me surpreendeu, abraçando-me rapidamente.

-Filha, quanto tempo!- murmurou, dando-me um abraço apertado que eu fiz questão de não retribuir.

-Oi mãe- falei sem animo, soltando-me dela.

-Lauren...Lauren....Quer mesmo continuar se afastando? – encarou-me, desmanchando seu sorriso e formando uma expressão séria.

-Como se você se importasse – sussurrei, fingindo que não queria que ela escutasse.

-Lauren...

-Será que dá para continuarmos essa conversa no carro? – pedi, irritada. – As malas estão pesadas e a viagem foi cansativa. 

-Claro que sim- deu um sorriso fraco e pegou uma de minhas malas me ajudando. - Vamos!

Segui- a até o carro que não estava muito longe. O motorista prontamente desceu do carro, abrindo a porta para nós e pegando minhas malas para guardá-las. Não o conhecia. Pelo jeito os Jauregui’s já trocaram de funcionário novamente, afinal eles só faziam isso.

Entrei no carro, observando minha mãe ao meu lado. Era difícil ter uma relação saudável com ela, pois o passado impedia. Eu já amei mamãe, talvez quando tinha uns dois, três anos, porém ela nunca fez questão de estar presente em minha vida. Não lembro de uma única vez que ela brincou comigo quando pequena, ou me deu conselhos quando cresci. A questão é que ela não se importava.  Comigo ou com meus irmãos. Ela não se importava.

Agora com seu maridinho rico que trazia dinheiro para dentro de casa ela se importava. E muito.

-No que está pensando, Lauren? – perguntou, tirando-me de meus pensamentos.

-Que eu não queria estar aqui – murmurei confessando e virando para observar a bela paisagem através dos vidros. Eu gostava de New York. Apesar do agito, tinha ótimos lugares para visitar e sair de noite era uma maravilha.

-Não está feliz por voltar?  

-Para falar a verdade? Não – disse, soltando um longo suspiro.

-Você vai se acostumar, querida. É só questão de tempo – repousou sua mão em cima da minha, pegando-me de surpresa pela milésima vez.

-Fala sério, mãe. Por que eu? – encarei-a, indignada. – Por que justo eu?  O Michael não podia colocar outra pessoa no seu lugar?

-Você sabe que ele não gosta de gente que não é da família assumindo o seu posto – bufou alto, retirando a sua mão.

Sim, eu sabia. Só não entendia. Ele tinha vários amigos qualificados que poderiam muito bem assumir o seu lugar. Por que tinha que ser os seus filhos?

-Por que não colocaram Taylor então? – sugeri, torcendo para que eles não tivessem tido essa ideia e escolhessem ela no meu lugar.

-Ela nem terminou a faculdade ainda, Lauren.

-Então continuem tentando com Chris – indaguei, fazendo de tudo para desistirem de me infiltrarem nos negócios.

-Chris? – ela riu, debochando. – Seu irmão não quer saber de mais nada, Lauren. No inicio nós tentamos com ele. Seu pai o ensinou e depois arriscou, deixando- o sozinho – fez uma pausa, negando com a cabeça. – Ele quase faliu a empresa. Teve de sair de lá antes que tivéssemos que morar na rua.

Soltei uma forte lufada de ar antes de responder.

-Ele está bem?

-Não sei. Ele não para em casa. Sai e volta só de noite. Afogou-se na bebida e não quer saber de mais ninguém – respondeu com desdém.

Não estava surpresa. Quando fui embora, Chris já estava se tornando um péssimo irmão. Eu sempre o admirei e o amei, mas assim que ele assumiu a empresa, eu o detestei profundamente. Ele mudou por completo, não era o mesmo garoto de antes. E era exatamente por isso que eu não queria assumir nada.

-Você foi a escolhida, filha – ela segurou em meu braço, olhando-me profundamente. – Eu tenho certeza que vai se adaptar e gostar do seu trabalho.

Eu nada falei. Esperei mais alguns minutos até o motorista parar o carro e descer, me ajudando com as malas. Antes de entrar em minha antiga casa, encarei-a por um breve momento. Tinha esquecido de como ela era enorme. Michael e Clara adoravam gastar dinheiro fazendo vários quartos de hospedes sendo que não vinha quase ninguém dormir aqui.

-Vamos, Lauren! – minha mãe disse, passando por mim e subindo os degraus para entrar na mansão.

Fiz o mesmo, ainda admirando o castelo da Disney. Perdida, como se fosse a minha primeira vez ali, entrei e nem percebi que alguém estava me esperando.

Ao encarar o par de olhos escuros, precisei raciocinar por um momento para saber se não estava dormindo.

-Mani?- perguntei incrédula, depois de um longo tempo.

Ela riu, antes de vir animada até onde eu estava para me dar um forte abraço.

-Laur!

Larguei minhas malas, retribuindo seu abraço. Meu Deus! Dela sim eu estava com saudades. A ultima vez que a vi foi através de um facetime há duas semanas. Ela me fazia algumas visitas em Miami nos primeiros anos que fui pra lá, mas agora nós estávamos quase perdendo o contato.

-Que saudade, Mani! – exclamei, antes de soltá-la, encarando-a.

-Eu também estava morrendo de saudades, Michelle – sorriu carinhosamente.

- Como sabia que eu voltaria? – perguntei, lembrando de não ter comentado isso com ela.

-Taylor me ligou avisando. Aliás, se não fosse por ela eu nem saberia, né! – fitou-me, fingindo estar brava.

-Para falar a verdade eu nem acreditei que voltaria mesmo – justifiquei, sentando no sofá. Ela fez o mesmo sentando do meu lado. – Parece que a ficha não tinha caído ainda.

-Eu imagino - Normani riu.

Antes que pudesse continuar falando, fui interrompida por alguém gritando nas escadas.

-Lauren!

Taylor veio correndo em minha direção, puxando-me para um abraço forte. Ela com certeza é a única da família que eu amava. Sempre fomos inseparáveis, e minha única preocupação ao me mudar era perder o seu crescimento. Porém, ela me visitava duas vezes por ano e nós nos ligávamos quase todo o dia. 

-Tay Tay!- a abracei com a mesma intensidade soltando vários beijos por sua cabeça. Aliás, ela não estava tão grande da ultima vez que a vi. Mais um pouco e ela me alcança.

-Eu estava com tantas saudades!- sussurrou, ainda nos meus braços.

-Eu também, maninha! – sorriu, se afastando.

Taylor era seis anos mais nova que eu, porém eu sempre a tratei como um neném e continuaria fazendo isso até o fim.

- Agora você não vai mais fugir da gente, Laur- ela sorriu de um jeito sapeca.

-Esperamos tanto por esse momento, né Taylor?- Normani disse e todas rimos, enquanto Taylor concordava.

-Lauren, seu quarto já está pronto – Clara disse, descendo as escadas e segurando duas toalhas. – As empregadas vão levar suas malas lá pra cima. Enquanto isso, você pode tomar um banho para descansar depois.

-É...Obrigada! – agradeci, sorrindo fraco. – Mas eu não vou dormir aqui. Já providenciei um apartamento.

Encarei minha mãe que me lançava um olhar mortal, que eu não me importei nem um pouco.

-Ah, Lauren!Por favor, fica! - Taylor implorou fazendo um beicinho.

-Você pode dormir comigo todo o final de semana, Tay Tay – sugeri, sorrindo fraco para Taylor que pareceu pensar um pouco.

-Você pode pelo menos jantar com a gente hoje? – perguntou, meio desanimada.

Olhei novamente para minha mãe que continuava com seu olhar irritado. Demorei um pouco para responder, pensando se eu era forte o suficiente para agüentar essa família.

-Posso, claro que posso!- sorri, aceitando.

Taylor gritou de felicidade e eu ri com isso. Não seria nada fácil ficar em família, porém eu tentaria pela minha irmã.

-Pelo menos isso - ouvi Clara sussurrar, antes de deixar a sala e segui para a cozinha.

Fechei os olhos e contei até 10, tentando não surtar e gritar agora mesmo. Pelo menos isso? Como se fosse fácil ficar 24 horas perto deles!

-Ei, Laur – Mani me cutucou, tirando-me da minha bolha de pensamento.  - O que acha de darmos uma saidinha?

Sorri animada, adorando a ideia.

-Perfeito! Eu só preciso largar minhas coisas no meu apartamento e podemos ir- Mani assentiu.

-Bom, eu vou indo. Não quero atrapalhar – Taylor sorriu educadamente, se aproximando para se despedir.

-Nada disso. Você está convidada também, Taylor – Mani piscou.

-Acho melhor não. Vocês ficaram muito tempo afastadas, precisam aproveitar – Tay piscou de volta, abrindo um lindo sorriso.

-Você não vai atrapalhar em nada, Tay Tay – segurei suas mãos. - Vai com a gente, por favor! – dessa vez , fui eu que implorei, fazendo questão de imitá-la.

Ela riu, negando com a cabeça, antes de responder.

-Tem certeza?

Troquei um olhar cúmplice com Normani, e então respondemos juntas:

-Absoluta!

***

A tarde foi simplesmente maravilhosa. Depois de conseguir convencer Taylor a sair conosco, fomos para o meu apartamento e devo dizer que ele é lindo. Não é tão grande quanto era o meu outro, mas era o que eu precisava por ora. Eu escolhi qualquer um só para não ficar na casa de meus pais, minha intenção na verdade era comprar um maior daqui a um mês.

Mesmo insistindo que não precisava de ajuda, as meninas acabaram me ajudando a organizá-lo, o que levou um bom tempo. Como já tinha até passado da hora do almoço, resolvemos sair e eu terminaria aquilo mais tarde.

Almoçamos fora e passamos a tarde inteira na rua. Passeamos bastante, compramos algumas roupas, bebemos sorvete. Confesso que senti muita falta disso, afinal não tinha amigas em Miami. Normani me atualizou de algumas coisas e Taylor me contou tudo sobre Chris.

Combinei de sair com Mani de noite, precisava contar algo muito importante para ela, porém sem Taylor, até porque Clara não a deixa sair à noite.

Aproveitaria que só começaria na empresa segunda-feira, e iria me divertir nesses últimos dias de sossego.

Agora era 7:00pm.  Já tinha deixado Normani em casa e agora estava chegando na casa dos meus pais com Taylor para jantar.É claro que antes eu passei em casa pra tomar um banho e trocar de roupa.

-Vem, eles já devem estar nos esperando na sala de jantar- Taylor falou assim que entramos em casa.

Segui-a até o local e eles realmente estavam lá. Assim que entrei na sala, encarei o olhar de Michael. Deus, aquele homem não envelhecia nunca?

Estava sempre com seu palito impecável, sua postura séria e extremamente sem graça. Nunca tinha o visto sorrir. Nunca mesmo.

-Lauren, que honra em tê-la aqui!- Michael falou irônico, indicando a cadeira para eu sentar, porém eu nem me mexi.

-Oi papai - falei sem nenhuma vontade, deixando escapar um sorriso falso.

Do seu lado estava Clara, que nem me olhou, apenas continuou sua comida.

-Senta, Lauren!- Taylor disse sentando de frente para nossa mãe e eu obedeci, sentando do seu lado.

A empregada veio servir nossa comida e eu agradeci gentilmente. Como já disse, eles viviam mudando de funcionários, não conhecia essa também. Um silêncio tomou conta da sala, ninguém falava absolutamente nada. Dava pra sentir a tensão no ar de longe. Será que era sempre assim?

-Preparada para assumir meu cargo, filhinha?- depois de um bom tempo, meu pai perguntou quebrando o gelo, sempre com aquele tom de deboche. Eu odiava isso, eu odiava ele.

-Sim, paizinho- respondi no mesmo tom que ele, dando o sorriso mais falso que eu podia.

 -Ótimo! Eu sei que talvez seja difícil para você, e entendo se no inicio você não conseguir. Um cargo como o meu é realmente importante, e é bem difícil alguém conseguir tudo que eu já fiz, mas você pode tentar. Tudo bem se chegar perto - disse dando mais uma garfada com um sorriso de canto.

Eu odiava que me subestimassem, sentia o meu ego doer profundamente. Só por isso, eu fazia questão de conseguir bem mais do que ele.

-Se é um cargo tão importante e difícil, porque você não continua nele e me deixa voltar para minha vida de antes? – indaguei, como quem não quer nada.

Clara logo me repreendeu com o olhar, como se pedisse para eu não arrumar briga. Típico! Era sempre assim! Eu que tinha que ouvir tudo que aquele homem quisesse me dizer , mas não podia falar nada. Já estava farta disso!

-É isso o que você mais quer, não é?- aumentou a voz. - Voltar para a sua vidinha de antes e abandonar sua família, como você sempre faz.

Ah não, ele não disse isso!

Eu ri, desacreditada que acabara de ouvir isso.

-Eu abandonar a família?- larguei com força os talheres que bateram no prato fazendo todos se assustarem. - Você abandona sua família há anos e agora cansou e vai largar. O que pretende fazer daqui pra frente? Dar atenção para os filhos? Ah, não....acho que é um pouco tarde pra isso – escorei-me na cadeira, cruzando os braços na altura do peito.

-Laur...Por favor...- ouvi Taylor pedir em um sussurro.

-Eu sabia que você ia tocar nesse assunto – ele gargalhou, claramente debochando. - Quem você pensa que é para falar assim comigo?

-Eu sou sua filha! Apesar de você se esquecer isso sempre que pode – ficamos nos encarando por um bom tempo. Os olhos, cheios de raiva e mágoa. Minha mãe acariciou sua mão, pedindo para ele se acalmar, enquanto Taylor já chorava baixinho.

Eu odiava ser a culpada por fazer minha irmã chorar. Em todas as brigas ela sempre acaba chorando, por isso que muitas vezes eu fiquei quieta ao invés de revidar. Por isso, eu fazia questão de não colocar os pés nessa casa.

-Quer saber...Eu vou embora- falei, levantando da mesa e atirando o guardanapo com raiva.

-Vai....você sempre vai mesmo – ouvi Michael falar pela ultima vez e imediatamente me retirei daquele lugar.

Foi uma péssima ideia ter vindo para o jantar!

-Lauren, fica mais um pouco! - Taylor veio atrás de mim, pedindo enquanto suas lagrimas caiam. Droga!

-Desculpa, Tay. Eu tentei...Você sabe que eu tentei – acariciei seu rosto e ela concordou. - Mas eu preciso ir.

-Tudo bem- disse, enxugando as lagrimas.

-E não chore ok? Vamos mantendo o contato e se quiser passar lá no meu apartamento amanhã, eu ficarei muito feliz – sorriu assentindo, antes de me abraçar forte.

***

Era 9:07pm quando o motorista me largou em frente a balada que Normani me mandou a localização.Eu resolvi passar no meu apartamento depois que sai da casa de Michael. Preferi trocar de roupa e colocar uma mais....ousada.

Assim que desci do carro, avistei Normani na fila. Ela estava bem bonita e estilosa, porém o seu lugar na fila era o contrario disso.

-Por favor, me diga que conhece alguém e que não vamos precisar ficar na fila – reclamei, assim que cheguei perto dela.

-Infelizmente não, princesinha – fez uma careta, mostrando que estava tão descontente quanto eu.

Para nossa surpresa, a fila não demorou muito. Apesar de estarmos em ultimo, entramos rapidinho na balada. Devo dizer, a espera na fila com certeza valeu a pena.

-Caraca! Como você achou esse lugar? – perguntei, totalmente impressionada. Olhei-a e vi que ela estava tão admirada quanto eu.

-Eu ouvi dizer que era uma das melhores baladas de NY e resolvi arriscar.

O local era grande, muito iluminado, com um bar gigante que estava afastado, mesas encostadas na parede, música alta e boa, e pessoas bonitas. Bem bonitas.

Controle-se, Lauren!

Dirigimos-nos até o bar, que ficava um pouquinho longe então tivemos certa dificuldade ao passar pela multidão.  Quando conseguimos, sentamos e pedimos duas doses de uísque, engolindo de uma só vez assim que os copos foram colocados em nossa frente. Pude sentir minha garganta ferver, e nem me importei com isso.

-Aproveite que ainda está sóbria, e me conte logo a novidade – ordenou Mani, aproveitando para pedir mais uma dose para a gente.

 -Então....não é nada muito importante – dessa vez, tomei apenas um gole do liquido que estava no copo a minha frente. – É que eu....casei!

Normani me encarou por um longo tempo, certamente tentando entender tudo, ou pensando no que dizer. Depois de uma longa espera, ela finalmente reagiu. Com um grito. Um grito que me assustou e chamou atenção dos bêbados que estavam por perto.

-Shiiu – coloquei o dedo em sua boca, rindo da sua reação.

-Meu...Deus...Jauregui... – ela ainda estava incrédula. – Com quem? Como? Quando? E por que você não me falou nada? – perguntou tudo com um sorriso, exceto a ultima pergunta, que ela falou num tom decepcionado.

-Ela se chama Sophia. Nós éramos colegas de trabalho e começamos a ter um caso. Em um belo dia, depois de diversas ficadas, acabamos enchendo a cara e se casando sem querer – ri, lembrando de como esse dia foi louco e ao mesmo tempo incrível. Normani parecia cada vez mais surpresa. – Logo quando nos recuperamos e descobrimos o que fizemos, a primeira opção foi nos divorciar. Mas, ah! Já estávamos tão apaixonadas e o que tínhamos a perder, certo?

-Quando isso aconteceu, Lauren? – questionou, ainda chocada.

-Cerca de dois meses atrás.

-Você podia ter me ligado e me contado, sabia? – sorriu de cantou, claramente magoada.

A questão é que eu nunca imaginei que voltaria. Eu realmente queria iniciar uma nova vida com minha esposa. Somente eu e ela. Não queria envolver mais ninguém.

-Eu sei. Desculpe por isso – pisquei diversas vezes, tentando a convencer a me perdoar.

-Tudo bem, branquela – sorriu, enlaçando o braço em meu pescoço.  – Depois nós continuamos falando de sua amada, porque eu já estou sentindo o álcool fazer efeito e eu quero dançar.

Gargalhei, pensando em como eu não morri de saudade disso. De Normani. Ela sempre foi assim, mais despojada que eu. Éramos totalmente contrarias, mas nos dávamos bem.

Puxei-a, indo para a pista de dança que estava lotada. Resolvemos ficar mais escondidas e perto do bar, assim ninguém nos enxergava e podíamos beber bastante.

E assim seguiu a noite. Risadas. Bebidas. Danças. Flertes. Da parte de Normani, obvio. Porque eu estava totalmente controlada e nem conseguia pensar em alguém que não fosse minha esposa. Sorri apaixonada, lembrando dela.

A noite correu bem, exceto pelo fato que tivemos que mudar de lugar já que tinha dois rapazes se aproximando da gente. Fomos para um lado mais movimentando, para não correr o risco de eles virem até nós.

-Quer uma dose de tequila? – Mani sussurrou em meu ouvido e eu demorei a entender por causa do som. Assim que identifiquei o que tinha falado, fiz um certinho e a vi ir em direção do bar.

Continuei dançando distraída, esperando Normani com minha bebida. Eu estava meio alterada, mas sabia me controlar e a hora de parar. E senhores, não é a hora ainda.

De repente, sinto um forte empurrão em meu braço, e por estar totalmente distraída, quase caio.

-Me desculpe, meu bem.  Eu sinto muito – a mulher cujo tinha me empurrado, falou com um fio de voz e colocando as mãos no meu rosto.

Uou! Se eu estava controlada, ela estava longe disso. Odeio esse tipo de gente! Bebe e passa vergonha em publico. 

-Ei, cuidado por onde anda! – gritei irritada, para que ela pudesse ouvir, e rapidamente tratei de retirar suas mãos de mim.

Eu não conseguia ver seu rosto. A única luz que tinha era uma mistura de diversas luzes coloridas, porém elas não focavam em seu rosto, o que dificultava minha visão.

-Sim, eu-

Ela não conseguiu terminar sua frase, pois a outra mulher que estava com ela a puxou. Devo lhe agradecer, alias. Observei ela se retirar, arqueando a sobrancelha. Logo Normani voltou, com quatro copinhos.

-O que foi? – perguntou, olhando para a direção que eu olhava.

-Uma idiota esbarrou em mim – voltei a encará-la e peguei dois copinhos.

-Tão delicada....Por que você adora chamar todo mundo de idiota? – ela virou um copo em um segundo, e riu logo em seguida.

-É prazeroso! – dei de ombros e continuei dançando. Porém, de longe, vi algo que com certeza não esperava.

Parei de dançar e Normani logo percebeu, perguntando o motivo. Apenas a puxei comigo até um sofá que ficava perto da única janela que tinha naquele lugar.

-Chris? – olhei, ainda surpresa para meu irmão que me encarou devagar, pois estava concentrado em seu celular.

-Maninha! – assumiu uma expressão surpresa, me puxando para sentar ao seu lado no sofá.

-Deus! Chris, que cheiro é esse... – reclamei, ao me aproximar e sentiu seu hálito. Uma mistura de bebida e cigarro. Nada bom.

-Que saudade, maninha! – ele claramente estava bêbado, pois desde os meus 16 anos nossa relação nunca mais foi a mesma.

-Chris, você precisa ir para a casa – levantei, tentando me desvencilhar dos seus abraços. – Vamos, vamos para a casa.

Ele gargalhou, pegando a bebida que estava ao seu lado.

-Eu acho que aquele lugar está longe de ser sua casa, Lauren – bebeu tudo do liquido e continuou sua gargalhada.

Eu relutei, pensando se deveria mesmo ajudá-lo. Sim, ele era um babaca. Mas era meu irmão.

-Anda, Christopher! Levanta agora! – puxei seu braço, tentando fazê-lo levantar.

Normani não ousava dizer nada desde o momento em que paramos em frente a ele. Talvez porque ele mudou muito. Fisicamente falando. A barba tinha crescido e o cabelo estava maior. Não, não estava feio. Mas diferente.

-Deixa de ser chata, Lauren. Vamos nos divertir! – riu, levantando para ir em direção ao bar.

-Normani, me ajuda! – gritei, a tirando do seu transe. Fui na frente de Christopher e o cerquei. Normani fez o mesmo por trás. Assim, ele não conseguiu fugir e nós podemos pegá-lo, uma de cada lado, pelo braço.

-Que inferno! Por que você não me deixa em paz? – choramingou, tentando se soltar.

-Porque eu me preocupo com você, seu babaca.

Conseguimos tirá-lo lá de dentro somente porque estava bêbado. Se estivesse sóbrio, com certeza sua força nos impediria de ajudá-lo. Atraímos diversos olhares, pois ele fazia questão de gritar como se estivesse sendo morto. Não me importei.

Chamei um táxi e fomos para a mansão Jauregui. Lá, o deixei com um dos empregados, sã e salvo, e fui para meu apartamento com Normani, que dormiria lá hoje.

Que noite!

Apesar de tudo que passamos, eu ainda tinha esperança em Chris.

Ou talvez eu não quisesse mais uma mágoa por algum familiar.

 


Notas Finais


Não esqueçam de responder a minha perguntinha heinnnn....


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