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História O Encanto da Cerejeira - Capítulo 73


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Capítulo 73 - Capítulo 38 - SASORI - Bem vindos de volta


Sakura desperta com alguns raios de sol que passam pelas frestas da cortina iluminando o quarto. Não está tão disposta quando gostaria, mas se sente bem e por isso se ergue indo tomar seu café da manhã e saindo para correr logo depois para sentir o sopro da brisa tocar-lhe o rosto.

Depois de sua longa corrida, toma um banho e se joga no sofá tentando se distrair um pouco, mas não sente entusiasmo com a programação, isso porque todos os filmes do horário são romances, comédias românticas ou dramas com casais. Por isso a Haruno desliga a televisão e decide visitar uma de suas amigas.

Depois de trancar sua porta, a rosada se dirige para a garagem e não demora muito para deixar a própria casa seguindo para a mais próxima, a de Ino, e não demora a se aproximar. Assim que avisa de sua presença espera pela loira que demora um pouco.

Depois de mais alguns toques Sakura observa a casa estranhando que Ino não tenha aparecido ainda, então pega o celular e abre a conversa com a Yamanaka.

*Ei, você ainda está dormindo? Estou na frente da sua casa.*

A mensagem é enviada e entregue, mas demora um pouco para ser vista. Sakura decide ligar para Ino, mas não o faz porque ela responde.

*Não estou em casa, desculpe.*

Sakura se surpreende, pois pensou que a amiga estava menos interessada do que o normal em sexo. Depois do beijo entre ela e Sai, Ino não ficou com mais ninguém, mas a rosada percebe que ela já superou aquilo.

*Conseguiu finalmente esquecer o beijo?*

*É, quase isso.*

Sakura arregala os olhos pela surpresa ao ver a mensagem.

*VOCÊ TRANSOU COM O SAI?*

*Não faça parecer que foi a pior coisa do mundo.*

*Não é, apenas me surpreendeu.*

*Imagina a mim.*

*Bom, vai aproveitar ele, até.*

*Tchau.*

Sakura guarda o celular em um suspiro. Ela fica contente que Ino finalmente admitiu estar a fim de Sai, apenas se irrita um pouco por ter vindo aqui em vão.

Já no carro envia mensagens para as amigas e para Tatsuo, porém todos tem seus próprios compromissos. Considerando que Lee, Gaara, Sasori e Itachi não são as melhores companhias para ela nesse momento ela fica um pouco pensativa.

Como último recurso envia uma mensagem a Deidara.

*Ocupado?*

Ele não demora a responder.

*Sou um homem muito ocupado. Por quê?*

*Quero sair e ninguém está disponível.*

*Fico chocado por ser a última opção.*

*Desculpe.*

*Não se preocupe, não me importo muito com isso mesmo.*

*E?*

*Estou indo para uma partida de paintball com a galera, você poderia vir.*

*Itachi vai estar lá?*

*Sim.*

*Então é melhor não.*

Apesar de saber que o moreno não se importaria se ela aparecesse o mínimo que deve ter é consideração pelos sentimentos de Itachi, afinal ainda que seja uma ótima pessoa e tente não demonstrar, ele se machucou com o que a rosada tinha a dizer e por isso ela decide não ir com eles.

*Por que? O que aconteceu?*

*Ele se declarou.*

*Ah, então finalmente teve coragem.*

*Você sabia?*

*Sou o melhor amigo dele Saku, é claro que eu sabia.*

Sakura suspira.

*Boa partida.*

*Tem certeza que não quer vir?*

*Tenho.*

*Boa sorte.*

Sakura guarda o celular e segue com o carro decidindo dar uma volta pela cidade.

Apesar de estar sozinha, a rosada conheceu lugares que não conhecia por sua cidade natal. Sendo guiada por pesquisas no celular visitou um museu, dois parques, um espetáculo de dança na Praça Central de Konoha e explorou seu paladar em vários estabelecimentos.

Ainda que tenha se distraído e se divertido, ela sente que falta algo e percebe que esse algo tem cabelos ruivos e olhos cativantes. A rosada solta um longo suspiro e abre a janela de suas conversas com Sasori, onde vê que o ruivo ficou online na noite anterior apenas. Ainda assim, Sakura decide enviar uma mensagem a ele, apenas para tentar se distrair um pouco, é realmente horrível não ter nada para fazer.

*Oi, como está indo a viagem?*

Ela torce o lábio enquanto espera por uma resposta que não vem. Ao perceber isso um novo suspiro escapa e ela decide ir para casa, talvez dormir ajude, mesmo que ainda esteja cedo para isso.

Como é possível estar entediada com os amigos mais loucos que eu poderia ter?

Ela não tem uma resposta para a pergunta então apenas dirige para casa.

No caminho ouve o toque do celular e, aproveitando o semáforo fechado atende a ligação colocando-a no viva voz.

—        Alô.

*Olá querida como está?*

Ela reconhece a voz da madrinha.

—        Bem, e você?

*Sozinha. Shizune me abandonou e Jiraiya tem compromisso.*

—        Então estamos iguais.

*Que ótimo, por que eu tenho um grande pote de floresta negra aqui comigo.*

—        Estou a caminho.

Sakura segue para a casa da madrinha, pelo menos assim se distrai do seu tédio.

Quando volta para casa já é tarde da noite, isso a faz ir direto para a cama onde se deita em um suspiro. Seus olhos logo param na tela do celular em suas mãos, mas não há mensagens novas. Por isso, coloca o aparelho na cabeceira e cai no sono logo depois.

 

O dia não começa tão bom quanto ela esperava, depois do dia entediante que teve, esperava conseguir alguma coisa para fazer, mas sabe que seus amigos ainda estão ocupados, o que é extremamente frustrante porque tem vários. Nem mesmo Tatsuo está disponível e ele sempre fica livre no domingo.

O café da manhã é rápido e ela o toma com o celular em mãos vendo algumas notícias no jornal da cidade. Mas logo esquece o aparelho deixando-o sob a bancada enquanto observa a xícara de chocolate quente em suas mãos. Quando ouve o toque do aparelho indicando que tem uma nova mensagem, pega o celular e pousa a xícara na bancada. Assim que desbloqueia a tela, vê uma resposta ao que enviou no dia anterior.

*Desculpe não ter te respondido ontem, estava bastante ocupado.*

*Não se preocupe. Como está indo?*

*Bem, eles queriam apenas eu afinal. Aparentemente o foco deles é em esculturas e não em pinturas.*

*É bom para você.*

Ela não consegue sorrir, não com o ruivo tão longe, não com as chances de que ele se afaste tão altas.

O toque da campainha chama a atenção da rosada, fazendo-a se levantar e, deixando o celular, ir atender a porta. Quando o faz vê um grande buquê de rosas e uma caixa de bombons nas mãos de um homem desconhecido, o que a surpreende.

—        Haruno Sakura?

—        Sim.

—        Assine aqui por favor.

Ele estende uma prancheta a qual ela assina e logo entrega o buquê e a caixa.

—        Tenha um bom dia.

Ele sorri e é retribuído.

—        Igualmente.

Sakura entra e se senta no sofá, colocando a caixa de chocolates na mesa de centro. Quando encontra o que procura entre as flores, tira o cartão do envelope.

Desculpe pela ausência. Não queria estar tão longe agora, apenas lembre-se, você é meu sonho.

A rosada não consegue evitar um grande sorriso e rapidamente volta para a bancada pegando o celular e ligando para ele.

*Bom dia.*

—        Bom dia. Obrigada pelas flores e pelo chocolate.

*Precisava me desculpar por não estar aí com você.*

Ela sorri.

—        Não se preocupe, você acertou.

*Fico feliz em saber. Como está?*

—        Com saudades.

*Sim, também estou, deixaria tudo isso e voltaria para Konoha se pudesse.*

—        Nem se atreva, essa é um oportunidade única, não quero ser responsável por fazê-lo perdê-la.

*Eu teria voltado para Konoha na sexta, mas houve um imprevisto e não consegui.*

—        Mas se tivesse vindo teria que voltar no fim de semana, ou não?

*Sim, afinal preciso resolver isso hoje.*

—        Então não se preocupe comigo, estarei esperando com uma garrafa de vinho.

*Desde que tenha cereja, vinho não me importa.*

Ela ri e ouve um suspiro.

*Desculpe, preciso ir agora. Nos vemos amanhã.*

Ela sorri.

—        Mal posso esperar, tchau.

*Tchau.*

Ele desliga o telefone e com um sorriso no rosto, Sakura procura por um vaso de flores, ela não tem muitos, não é muito boa com isso, mas depois das flores de Gaara, resolveu comprar alguns.

Sakura tira rosa por rosa e as coloca uma a uma no vaso, deixa o vaso na bancada e volta sua atenção ao chocolate quente que havia preparado. Com as mãos envoltas na xícara, seus olhos esverdeados brilham ao observar as flores que recebeu e um belo sorriso adorna seus lábios.

O toque do celular faz a rosada focar novamente no aparelho, esquecendo-se por um momento das rosas. Não demora para que se aproxime da mesa de centro e ao observar a tela percebe se tratar de sua mãe a qual não demora a atender.

*Olá querida, como as coisas estão indo?*

—        Bem. E vocês?

*Estamos aproveitando cada segundo.*

Sakura sorri.

—        Fico feliz em saber que estão curtindo as férias.

*Não imagina o quanto, vimos muitas coisas novas e lindas, sem contar que essa é a viagem mais romântica que já tive, e estou incluindo minha lua de mel. Talvez seja porque ainda não sabíamos como aproveitar a noite*

—        MAMÃE EU NÃO QUERO SABER ISSO!!!

A rosada consegue ouvir um suspiro da mãe.

*Às vezes me pergunto a quem você puxou.*

Sakura revira os olhos.

*Então, quando é que eu vou te ouvir dizer mamãe estou grávida? Já estou ficando cansada de esperar.*

—        Não é tão difícil ser um pouco paciente.

*Eu preciso de netos para mimar e você deveria estar encarregada de fazer isso por mim, mas sou apenas uma pobre mãe que não terá esse sonho realizado.*

Sakura revira os olhos mais uma vez. Quanto drama.

—        Quando eu engravidar prometo que saberá antes mesmo do pai da criança.

*Meu bem, se você finalmente me der o presente de ser avó, não me importo em esperar você contar para o cara, desde que eu seja a próxima a saber e que isso aconteça antes que eu morra.*

—        Minha nossa, dona Mebuki, como consegue ser tão dramática? Eu vou ter um filho um dia, mas não agora, tenha paciência.

*Eu ficaria mais tranquila se soubesse que está transando.*

Sakura se cala e sente o rosto adquirir um tom vermelho que nem sabia ser possível. Felizmente, sua mãe não pode vê-la assim.

*Porque assim pelo menos* Mebuki continua *saberia que há alguma chance.

O toque da campainha é ouvido e a rosada se afasta da bancada.

—        Mamãe preciso ir agora.

Ela ouve um suspiro.

*E nem me responde. Tudo bem pode ir, não me importo de morrer sem netos.*

—        Boa viagem senhora drama. Amo você.

*É, é, eu também te amo. Claro que amaria mais com netos, mas enfim.*

—        Tchau.

*Tchau.*

Sakura desliga o telefone e abre a porta vendo um rosto o qual não vê a muito tempo.

—        Oi Sakura.

A bela mulher de cabelos negros que era sua colega de turma a observa com seus olhos safira, Nakimura Mieko, a razão pela qual Sakura odeia seu antigo professor de história da arquitetura.

—        O que quer aqui?

—        Vim ontem, mas acho que não estava.

—        O que quer aqui? - a rosada repete.

—        Quero sua ajuda.

—        Não tenho razões pra te ajudar, e mesmo que tivesse não o faria.

—        Esta tão irritada assim comigo?

—        Você machucou uma pessoa importante pra mim, acho que isso não é surpresa.

—        Eu sei. - Ela suspira - É por isso que estou aqui. Soube que Tatsuo voltou mas não consigo encontrá-lo, por isso...

—        Vou dizer apenas uma vez, - Sakura a observa com o olhar sério - se você se aproximar do Tatsuo de novo, vou te fazer se arrepender.

A bela mulher se surpreende e com os lábios entreabertos foca na rosada.

—        Sou capaz de tudo pelos meus amigos, então se eu sonhar que você se aproximou dele, não vai gostar do estrago que vou fazer nesse seu rosto bonito.

—        Pensei que você seria mais compreensiva que a Tenten.

—        Pensou errado. Agora saia da minha casa.

—        Como desejar.

Mieko dá um passo atrás entendendo que não deveria ter vindo aqui. Sakura não demora a fechar a porta e assim que o faz solta um longo suspiro.

Mieko é a responsável por destruir o coração de seu amigo e ela não vai deixar que ela entre na sua vida de novo, não vai. Com mais um suspiro, a rosada segue para o banheiro, precisa de um longo banho.

 

Depois de sair da banheira, come algo e liga para Tatsuo, não demora para que o amigo a atenda.

*Sim.*

—        Ei, como você está?

*Bem e você?*

—        Bem. Ahn está ocupado?

*Digamos que um pouco *

Sakura pensa um pouco e se lembra da razão pela qual o amigo estava ocupado no dia anterior e não consegue evitar a surpresa.

—        Está com a Rika?

Ele ri.

*Ela está dormindo.*

—        Desculpe atrapalhar.

*Por que ligou? Precisa de conselhos com seus pretendentes?*

—        Não. Eu já me resolvi.

*Ah, então escolheu um deles?*

—        Sim.

*E quem foi o felizardo?*

—        Sasori.

*Ah. Eu devia ter suspeitado. Isso de amizade colorida não é muito efetivo.*

Ela ri.

—        Acho que não.

*Preciso desligar agora.*

—        Ah, claro. Bom café da manhã.

Ele ri.

*Obrigado.*

Sakura encerra a ligação. Ela sabe que Rika não fará o mesmo que Mieko, porque dessa vez, ela conhece a pessoa com quem Tatsuo está.

Mieko e Sakura estudaram juntas na faculdade de arquitetura e urbanismo, mas não eram próximas, só se aproximaram depois que a morena começou a sair com Tatsuo. Seu professor de história da arte sabia disso, mas ainda assim eles ficaram e foi a rosada quem descobriu. Sakura odeia os dois desde então.

Afastando os pensamentos ela suspira, não quer pensar nisso agora, Tatsuo está em boas mãos. Com esse pensamento a rosada vai para o sofá para assistir televisão.

Durante o dia, Sakura sequer olha no celular, que está no quarto e só o pega antes de se deitar, é por isso que não viu as inúmeras mensagens de Ino, sua mãe e de Deidara.

Ino apenas se irritou porque ela não a respondeu prontamente, sua mãe enviou fotos das atrações do cruzeiro e Deidara disse que o passeio foi bom. Porém, algo que o loiro disse a deixou pensativa.

*Ele está esperando sua resposta, já tem ideia de qual vai dar?*

Ela não quer perder mais um amigo, mas não pode corresponder a Itachi, isso deveria fazer com que ela fale com ele o mais rápido possível, porém não é algo fácil de se fazer. Ainda que tenha se afastado de dois de seus amigos de uma única vez.

O pensamento sobre aquele domingo a entristece e com um suspiro a rosada pega no sono.



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