História O garoto de Busan - JIMIN (interativa) - Capítulo 28


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bts, Hoseok, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taekook, Taemin, Vhope, Wings, Yoongi, Yoonseok, You Never Walk Alone
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Palavras 4.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Silence


Fanfic / Fanfiction O garoto de Busan - JIMIN (interativa) - Capítulo 28 - Silence

- CAPÍTULO - SILÊNCIO 

  ░ JIMIN PERSPECTIVA ░

Já estava a algumas horas bebendo algumas tantas garrafas de soju, e comendo pequenos pedaços de carne de porco após chegar de Busan; a ideia de ficar em casa e de me revirar na cama a noite toda não me era bem-vinda, ainda mais agora, depois de tê-la visto após anos. Quanto mais eu bebesse, mais inconsciente eu chegaria no dormitório e deitaria minha cabeça no travesseiro; consequentemente iria dormir rapidamente, sem que diversos pensamentos me cercassem de todos os lados. 

O restaurante ficava a praticamente 5 casas do dormitório, ou seja, a preocupação se tornava quase zero de andar embriagado pela rua. Saciado e cheio de tudo que havia comido, caminhei até o caixa, efetuando o pagamento de tudo que havia consumido. Recolhi meu casaco por sobre o armário da entrada, enquanto esperava a segunda via da nota fiscal de pagamento; assim que coloquei o casaco por sobre mim, olhei para fora do restaurante, podendo atrás do vidro, ver alguns metros a frente, uma menina de pé, fitando um dos prédios do quarteirão. E era justamente o prédio no qual se encontrava o dormitório. 

- Aqui está senhor! - a atendente falou, enquanto entregava em minhas mãos a via de pagamento. 

Peguei de suas mãos o pequeno papel, ainda fitando o lado de fora do restaurante, intrigado com o que meus olhos estavam presenciando. 

- Talvez os quatro copos de cerveja não me bateram muito bem - falei baixo. 

Após minha exclamação, pude ver a atendente olhar na mesma direção, na qual eu estava fixado desde que havia visto aquela pessoa do lado de fora, de pé, parada. 

- Nossa está muito frio, como aquela moça pode está aguentando, vestindo aquelas roupas finas ? - a atendente exclamou espantada. 

Olhei para o rosto da atendente, percebendo que aquilo que estava vendo não era apenas uma alucinação. Quando me vi, já estava do lado de fora, fitando a silhueta do outro lado da rua, parada, sem mexer nenhum músculo sequer. Me aproximei lentamente, vendo o vento frio bater em seus fios de cabelo, movendo-os com certa agressividade de um lado para o outro. 

Meu 'ser' sabia quem estava ali de pé logo à minha frente, mas minha mente se negava a acreditar no que meus olhos presenciavam; culpando constantemente o álcool que havia ingerido desde que havia voltado de Busan. Ela estava vestida com uma calça moletom e uma blusa preta. Tecido leves, considerando o frio no qual estávamos passando naquela noite. 

Tirei lentamente as mãos do bolso de meu casaco, podendo ver a ponta de meus dedos em tom de rosa, queimar em frio. Levei uma de minhas mãos até próximo de suas costas, podendo sentir na palma de minha mão, mesmo sem tocá-la, emanar o calor vindo de seu corpo. 

Hesitei, recolhendo minhas mãos de volta para onde estavam, retirando a vontade de querer tocá-la e envolvê-la em meus braços. 

- Não está muito frio para você está vestida assim? - a questionei, vendo a fumaça no frio sair de minha boca. 

Seu corpo se tremeu, talvez por conta da inesperada presença logo atrás de si, podendo a ver virar em minha direção olhando suas roupas e logo pousa seus olhos sobre mim. Eu podia ver seu rosto, e ele estava exatamente do jeito no qual eu me lembrava, todas as noites em meus sonhos. Suas bochechas e a ponta do seu nariz estavam avermelhadas, sua respiração tornou-se levemente ofegante, expirando pequenas partículas de fumaça no ar, que vinham de sua boca. Passei um longo período veslumbrando cada pedaço seu em minha mente, que não havia percebido que o silêncio estava entre nós já fazia algum tempo.

Ela enroscou seu braço sobre si, sem falar uma só palavra, desvenciando meu olhar do seu. Dei um curto passo para frente, podendo sentir o cheiro de seu cabelo emanar até mim, impregnando todo meu pulmão com aquele cheiro familiar. Tirei meu casaco, depositando-o por sobre seus ombros, de forma com que ele a envolve-se o máximo que conseguisse. 

- Eu.. eu sai com pressa.. acho que.. na verdade, não cheguei a reparar nas roupas que estava usando - ela falou pausadamente, embolando palavras, enquanto segurava e amassava com uma de suas mãos, sua blusa. 

- Está tudo bem! na verdade, eu bem que gostei da eleven estampada nessa blusa - falei, em um tom de brincadeira. 

A vi sorrir logo após minha exclamação, que em questão de segundos desapareceu de seu rosto e deu lugar a um misto de angústia e medo. 

- Eu não sei o que eu tô fazendo aqui.. - ela disse com sua voz trêmula, levando suas mãos até seu rosto, tampando-a por completo. 

Se ela não sabia o porquê de estar ali, eu muito menos. Mas vê-la após todos esses anos, me trazia a paz que a muito tempo não sabia o que era, além dos momentos no qual estava no palco. Talvez por conta disso, eu havia me tornado um workholic que apenas pensa em trabalhar nos passos e nas músicas, enquanto todos estavam aproveitando seu tempo de folga com a família. 

Convidei-a para subir, e ela aérea aceitou sem ao menos hesitar; sendo tragada praticamente pelos seus instintos. Enquanto o elevador subia até o andar, a pude ver encostar sua cabeça na lateral de ferro do elevador, e observar o nada logo a frente. Eu nunca tinha a visto daquela maneira, nem mesmo na época em que aquela maldição caia por sobre sua cabeça. - Além do mais, será que ela ainda tem os surtos de demaio? - pensei, tentando entender aonde havia parado aquela garota que estava emanando felicidade e liberdade por sobre o píer a algumas tantas horas atrás. 

Enfiei a chave na fechadura, destrancada a porta e mantendo o silêncio que desde então, havíamos trazido da calçada para dentro de casa. Assim que abri a porta, todas as luzes do apartamento se acendeu iluminando por completo o dormitório. Dei alguns passos até uma pequena estante perto da porta, jogando a chave e alguns pertences logo a cima dela.

- Pode entrar - eu exclamei, e logo a vi aparecer porta a dentro. 

A pude ver fitar todos os cantos do apartamento, como se estivesse, o descobrindo pela primeira vez. Busquei uma coberta limpa de dentro da secadora, e indo em direção à sala. 

- Não mudou nada não é mesmo? - a perguntei, tirando-a de seu mundo, e calada.

- Aonde está todos mundo ? - ela questionou, parecendo estar procurando por algo. 

- É feriado nacional, todos estão em suas cidades Natal ou saindo com amigos, não sei ao certo - falei. 

- Ah, sei.. E por que você não foi aproveitar ? - ela me questionou com um olhar confuso, podendo vê-los brilhar de tanta intensidade, ao se sentar no sofá. 

- Na verdade.. cheguei de Busan a alguns horas - respondi. 

- Você estava em Busan? - ela exclamou, tornando sua voz que antes estava serena, a se exaltar um pouco, e mexer seu corpo por sobre o pano do sofá. 

- Hm.. sim - falei rindo para ela, enquanto ela reteve a sua animação repentina para a mesma expressão desde que havia me visto. 

Ela fitava suas mãos, que estavam entrelaçadas uma à outra por conta do frio intenso, podendo ver o sangue deixá-las vermelhas tentando equilibrar a temperatura ambiente com a de seu corpo. Depositei a coberta por sobre suas coxas lentamente, podendo sentir sua respiração ofegante e seu corpo tremer. Seu olhar ainda buscava algo pelo ambiente, e inquieto ele se manteve assim. 

- Você ainda usa.. - ela falou, ao ver o anel do templo em um de meus dedos, segurando minha mão com certa força. 

E permaneceu assim por um período, sentindo suas mãos tocarem as minhas, vendo seus dedos passarem por sobre o meu, era o máximo que eu poderia sentir dela em mim naquela noite. Até que ela se deu por conta, e retirou suas mãos por sobre as minhas. Me. permeia sentar ao seu lado, a vendo ajeitar seu corpo novamente por sobre o sofá, demonstrando certa incerteza e desconforto. 

Eu estava esperando ela vir com inúmeros questionamentos e perguntas, e com toda sinceridade do mundo, eu não saberia resolver com clareza nenhuma delas, sem conseguir falar o que de fato ocorreu no passado. Nunca havia treinado, ou imaginado que aquela situação poderia vir a ocorrer, e claramente não estava preparado para uma ocasião dessa. Aceitei por meses o fato de que ela me odiaria pelo resto de sua vida, e que nunca iriamos cruzar nossos caminhos novamente. Mas lá estava ela, na minha frente. 

- Tenho que ir.. - ela disse, dando um impulso para fora do sofá, ficando de pé. 

- Mas você acabou de chegar! - exclamei. 

- Eu nem deveria estar aqui pra começo de conversa. - ela se exaltou um pouco. 

- Tudo bem.. mas o que está havendo ? Será que eu posso te ajudar? - questionei-a sem entender ao certo o que estava acontecendo, ficando de pé, segurando com uma de minhas mãos seu pulso.

- Você não é meu amigo, não finja que é um - ela esbravejou. 

- E o que somos? - perguntei-lhe. 

- Nem eu mesmo sei... - ela balbuciou, fraco. 

- Então porque está aqui? - 

- Eu vi uma mensagem.. e.. o impulso.. - ela gaguejou algumas palavras, parando por alguns milésimos de segundos e gritou repentinamente, fechando seus punhos fortemente - Estou noiva! 

Sua voz ecoou pelo dormitório, fazendo com que até mesmo o relógio, silenciar seu tic-tac por um segundo, e tudo paralisar de um vez só. O silêncio que estava entre nós, era do mesmo tamanho que a distância entre alguns passos no qual estávamos. 

- Você não vai falar nada? - ela perguntou, com sua voz trêmula. 

- Oh.. felicidades? - balbuciei. 

Seu rosto que até o momento não havia cruzado o meu, se virou e tornou pesado como uma sombra. Podia ver em seu olhar todos os pensamentos ruins que passara em sua cabeça. 

- Eu odeio esse sentimento que você cisma em revirar dentro de mim, eu desejo nunca mais te ver na minha vida.. seria muito melhor se eu nunca tivesse te conhecido - ela falava alto enquanto se aproximava de mim e me dava empurrões, e continuou - Nesses últimos dois anos fiquei me questionando o que eu havia feito de tão errado, o que eu deveria ter feito certo, talvez. A maldita procura por um motivo pelo o que aconteceu no passado.. Mas alcancei o absoluto nada de respostas; e agora, após anos! Mesmo evitando perguntas e o porquê, tive que ouvir sair da sua boca um 'felicidades'. Você é patético. Eu sou muito estúpida em pensar que mesmo sem ouvir um 'desculpe' seu, eu poderia seguir da mesmo forma que éramos. Faça o seguinte, não procure por mim, finja que não nos conhecemos, fique longe de mim, e viva sua longa e promissora vida. Esse nó na garganta que carreguei por anos, e a vontade de gritar que segurei tanto, acabou se tornando ódio. Aliás, você alguma vez amou alguém além de você próprio?

Em silêncio, recebi todos seus socos e ponta pés, que merecidamente doíam, fisicamente e mentalmente a cada insulto que saía de seus lábios. 

- Não precisa responder.. eu te odeio! - a vi gritar e logo deixar o apartamento batendo a porta logo em seguida. 

Joguei meu corpo no sofá com toda força, olhando para o mesmo chão desde que ela havia se exaltado e partido. Os pensamentos estavam embaralhados, e a garganta estava sufocada com todas as palavras que eu queria gritar e não podia. Impotente e desolado, as horas se passaram e as milhões de respostas no qual eu queria dar a ela, estavam entaladas e aglomeradas em mim madrugada a dentro. 

(....)

Senti algo repousar por sobre mim, fazendo meu corpo instintivamente acordar e verificar o que estava ocorrendo. Abri meus olhos com dificuldade podendo ver uma silhueta familiar logo à minha frente, depositando um cobertor por sobre me corpo. Aparentemente, havia caído no sono mesmo relutante por entre meus pensamentos. 

- O que está fazendo aqui? - questionei, ajeitando-me no sofá, podendo sentir a enxaqueca se apoderar de toda parte frontal de minha cabeça. 

- Decidi voltar! - 

- Mas porquê? - retruquei. 

- O manager Hee Joon me ligou e falou que viria para a capital mais cedo, então pedi que me trouxesse junto consigo - JungKook explicou. 

- Ah sim.. - falei, confuso. 

- Aliás, você não estava em Busan? - JungKook perguntou, enquanto mexia em algum canto do apartamento, fazendo seu alarde de sempre. 

- Decidi voltar.. - falei, dando a mesma explicação no qual ele havia me dado mais cedo. 

- Ah, sei.. - ele falou, e logo começou a discursar sobre as diversas descobertas que havia feito nesse período em que ficamos de folga, as tantas vezes que jogou boliche com seu pai e as horas no vídeo game e cochilo no qual ele havia reversado por toda a semana, até que ele pausou sua fala e disse - Aliás, acho que eu vi a noona aqui na frente do prédio quando entrei, mas você me disse que ela estava morando fora do país já fazia algum tempo.. ou seria alguém muito parecido com ela? Deve ser.. - 

- Você viu agora? - questionei, assustado. 

- Hmm.. sim! - ele disse, com seu olhar confuso. 

Olhei para o relógio e fazia quase que duas horas desde que eu a vi bater a porta e sair despejando seu ódio sobre mim. E um impulso inesperado, levantei-me do sofá e fui de encontro à escada de emergência do prédio, descendo todos os andares com rapidez, e estando na calçada frente ao prédio em questões de segundos. 

Olhei para um lado e depois para o outro; buscando sua imagem por toda aquela rua,  podendo ver apenas carros estacionados, e a neve derretida por sobre o chão. 

Mesmo após ter jurado por sua vida que permaneceria a me odiar, e que preferia nunca ter me conhecido, ela decidiu ficar. Mesmo com todas as razões para realmente fazer tudo que ela lhe jurou, ela foi relutante e continuou a me esperar até o último segundo. Tudo que eu havia prometido até agora, não fazia mais nenhum sentido. Quanto mais eu pensava sobre isso, mais eu sentia que essa seria minha última chance antes de perda-la por completo. O motivo dela ter ficado me esperando, mesmo depois de tudo que havia falado, era o sinal de que nem tudo estava acabado. 

Corri até a estação, que ficava a alguns quarteirões dali, para pegar o primeiro trem direto para Busan, direto para alguém que de fato deveria estar em meus braços. Corri e corri, podendo sentir meus pulmões pedirem por inspiração constantemente. De imediato entrei pelos portões de acesso, dando de frente à bilhete em alguns poucos passos. Estava tudo fechado, demonstrando que o expediente ainda não havia se iniciado. 

- Não, por favor não! - gritei de ódio, levantando as mãos até a cabeça sentando ao chão, desolado com a situação. 

De repente, podia se ouvir alguém buzinar alcançavelmente ao longe e o farol do carro piscar por inúmeras vezes refletindo pelas paredes em minha direção, fazendo minha atenção tornar toda para isso. 

- Venha, eu te levo! - ouvi uma voz exclamar. 

Era o manager Hee Joon, com praticamente todo seu corpo de fora da janela do carro, me chamando para se juntar a ele. 

 

░ PROTAGONISTA PERSPECTIVA ░

Cheguei em casa, parecendo que havia carregado o peso do mundo em minhas costas, podia sentir meu rosto inchar e queimar por conta do frio, e claro, por algumas lágrimas que soltei do caminho da capital até em casa. Assim que passei pela porta da frente meus pais estavam na sala, sentados, assistindo o notíciario matinal. 

- Aonde estava tão cedo assim? - minha mãe me questionou ao me ver entrar. 

- Fui visitar uma amiga.. - falei, tentando evitar que seus olhares pousarssem por sobre meus rosto. 

Fui direto tomar uma ducha, tentando evitar possíveis questionamentos de porquê que estaria naquele estado, com a voz embargada e os olhos vermelhos; podendo justamente culpar o banho que havia tomado. Pelo menos culpá-lo pelos olhos vermelhos, já a voz embargada, a vida que iria traçar a desculpa que eu teria que inventar, caso fosse questionada sobre. 

Me dei conta de que tinha passado a virada da noite/madruga até de manhã na capital, por isso meu corpo estava cansado, implorando por repouso. Olhei para a cama, querendo abraçar meu corpo todo por sua colchas e travesseiros; contudo logo uma fome inesperada fez meu estômago estremecer em revolta.

Levei minhas mãos até a barriga, podendo sentir o tremor vindo de meu estômago clamando por algum alimento; enquanto eu relutava na decisão em: me alimentar e passar fome enquanto durmo, ou dormir tranquilamente após essa madrugada? 

Decidi então descer para beslicar algo na cozinha, já que essa necessidade fisiológica acabara de aparecer exatamente na hora do sono no qual não havia tirado noite anterior. 

Mas de certa forma, ela estava vindo em um momento oportuno, pois praticamente tudo que eu estava fazendo era pensar nele; no Jimin, até mesmo cada respiração que eu dava seu nome vinha em minha memória; agora com fome, a única coisa que me vinha na cabeça era: comer. 

Desci os degraus da escada que davam acesso ao térreo da casa, podendo ver os cômodos estranhamente vazios. Já que podia ouvir as vozes de meus pais e Jung Suk conversando no andar de baixo enquanto tomava meu banho, a praticamente pouquíssimo tempo atrás. 

Olhei para um lado e para o outro buscando alguém, até me aproximar da geladeira e pegar um pedaço de torta que havia ali. Sentei-me na mesa, colocando os pés em seu acento, levando rapidamente garfadas até minha boca. 

- Oh.. _______, você não foi dormir? - ouvi uma voz exclamar logo atrás de mim. 

- Estou com fome, vou em seguida. - falei, enquanto mastigava pedaços em minha boca, podendo constatar que era a figura de meu pai. 

- Você.. Você não quer.. quem sabe.. hmmm. ovos mexidos? - a voz do meu pai estava trêmula, suas frases sem sentido e intermináveis. 

- Pai está tudo bem? - perguntei-lhe, enquanto ele ia de encontro a geladeira, sem cruzar seus olhos os meus. 

- Está! Está! Claro filha.. - Ele respondeu. 

Meu pai era do tipo de pessoa sentimental e impulsiva, raramente se podia vê-lo bolando incríveis viagens meses antes, ou programando algo mais futurista para nós. O "lance" dele era viver o agora; como nos termos linguísticos de hoje em dia, ele era o pai de 'humanas' mais humanas que eu poderia conhecer. Ele era coração, todo coração. Já diferente da minha mãe que era o oposto e invertido de cabeça para baixo. E por saber disso, raramente ele conseguia esconder se algo o estava incomodando. 

- Pai?! - exclamei, tentando buscar seus olhos sobre os meus, tentando saber o que poderia estar acontecendo consigo. 

Assim que o chamei, ele virou seu rosto para mim, e pude ver em seu rosto uma expressão não muito rotineira no qual ele sempre carregava. Estava preocupado e ansioso. 

- Então filha.. - ele soltou, mas assim que a porta da entrada bateu atrás de nós, ele não continuou seu pensamento e logo falou mudando sua postura e linha de pensamento - Veja, sua mãe está aqui! 

Olhei para trás, podendo vê-la bufar, e assim que me viu, sua expressão mudar e transmitir surpresa em me ver. Meu pai, de repente levou seu corpo até aonde ela se encontrava, ficando lado a lado com ela, e ambos olhando para mim, de pé, próximos à porta. 

- Minha filha! pensei que você estivesse dormindo - ela disse, vindo até meu encontro, dando alguns passos junto à mim, agarrada em meu braço me impulsionando para subir as escadas. 

- Espera. O que está acontecendo? Que olhares são esses? - Falei olhando diretamente para meu pai, pois sabia que dele viria algum tipo de reação. 

Seu olhar encontrava-se cada vez mais preocupado e ansioso, era perceptível que seu emocional estava em um nível aparente de desconforto. Ele transparecia facilmente tudo que sentia, que era o oposto de sua filha e mulher. 

Instintivamente Jung Suk veio em minha mente; estranho o fato de que ele não estava presente, e até então em nossos planos, passaríamos todos em casa naquele dia. 

- Pai, aonde está Jung Suk? - questionei. 

- Ele saiu mas já volta - minha mãe disse ainda me empurrando escada a cima. 

Confusa, olhei para meu pai, podendo ver seus olhos e cabeça indicarem em direção à porta, supostamente dizendo aonde ele estaria. Puxei meu braço das mãos de minha mãe, no qual ainda agora estava a empurrar, indo de encontro à janela que ficava que dava para a frente de casa, podendo ter visão da rua. Pude ver Jung Suk de pé com as mãos no bolso e Jimin logo à sua frente, aparentemente conversando sobre algo. 

O susto que havia tomado, tornou meu sangue quente e minhas mãos adormecidas. Corri até a porta, tentando alcançar a maçaneta, sentindo minha mãe pegar um pedaço de minhas vestes e puxar tentando me impedir de sair. Era minha mãe, evitando de alguma maneira não me deixar pôr os pés para fora. Em vão, já que em dois passos já estava do lado de fora. 

Desci as escadas da frente, com meus pés em modo automático, parando na grama em questão de segundos; logo atrás de Jung Suk. 

- O que está fazendo aqui? - perguntei 

Jung Suk virou em minha direção e me olhou com um olhar pesado e confuso, e logo tornou seu olhar para Jimin novamente, tirando suas mãos do bolso, andando até mim e assim que se aproximou, passou seus braços pela minha cintura, me puxando até próximo de si, mostrando dominância. 

- Era justamente o que eu estava perguntando - Jung Suk falou altivo. 

- Eu vim dar a resposta sobre a pergunta que você me fez - Jimin disse, enquanto estava de pé à alguns passos de nós, no meio fio. 

- Pergunta!? - falei confusa, tentando buscar o que de exato estava acontecendo. 

- Você não tem nada o que falar, apenas nos deixe em paz! - minha mãe gritou por sobre a varanda, enquanto meu pai a tentava puxar para dentro de casa. 

- Mãe.. por favor, o que está fazendo? - balbuciei confusa. 

- Eu te implorei anos atrás para deixá-la em paz, eu quase a perdi por sua culpa.. você sabe a dor que é de perder um filho?! - ela disse, intensificndo seu tom de voz mais e mais. 

- O que você tá falando? ele procurou por mim? - perguntei aos quatro ventos, enquanto tentava entender a situação, podendo sentir levemente a maldição dar o ar de sua graça após anos. 

- Me perdoe senhora, não vou poder cumprir a promessa que lhe fiz - Jimin disse, olhando para minha mãe, que ainda encontrava-se exaltada. 

- Promessa?! - exclamei, me desvencilhando de Jung Suk, dando alguns passos à frente. 

- Sabe a pergunta que você me fez, a algumas horas no dormitório? - ele me perguntou, olhando nos meu olhos. 

- Então você foi para Seoul!? - minha mãe exclamou. 

- Tenho consciência do quão egoísta fui e estou sendo, você construiu seu futuro como sempre quis, você seguiu sua vida da forma que sempre sonhou, e aparentemente com alguém incrível. E não duvido sobre isso, pois te conhecendo como conheço, não esperaria menos de você. - Jimin disse, cravando seus olhos sobre mim, dando alguns passos a frente e continuo - Mas eu não vou passar minha vida pensando que te deixei ir sem ao menos dizer que te amo. E você me perguntou se alguma vez eu amei alguém além de mim. E foi você. É você. 

- Do que você está falando Jimin? - questionei, tentando me manter de pé, segurando o máximo que podia para a maldição não me levar para longe. 

E naquele momento ela não era bem-vinda. Na verdade ela nunca foi. Contudo todas as vezes que estava próximo a ele. Próximo ao Jimin, algo dentro de mim o despertava. 

De repente fui de encontro ao chão, podendo sentir o impacto em meus joelhos. Mas a culpa não havia sido dela, mas de Jung Suk, que nervoso, partiu ao encontro de Jimin, esbarrando em mim, fraca que me encontrava, fui ao chão. 

O vi segurar a gola de sua blusa com tanta força, que a malha possivelmente havia rompido suas fibras. Jimin sem reagir a nada, permaneceu da maneira que estava desde então 

- Espera! Pare os dois - apareceu um homem repentinamente gritando, tomando atenção de todos para si, explicando - Uma parcela de tudo isso está acontecendo agora é minha, nada mais justo do que eu levar a culpa.. - 

- O que? - questionei. 

- Manager Hee Joon, está tudo bem. Não precisa se explicar.. - Jimin falou. 

- Já está resolvido, eu assumo - o manager falou, olhando para todos, decido do que estava fazendo. 

Com a atenção de todos, ele então começou a relatar, em detalhes o que houve na noite do festival Fênix, a dois anos atrás..



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