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História O pacto - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Uma nova paixão


Levir saiu para dar uma volta, o sol brilhava forte naquela tarde de domingo quando Levir se deparou com algo que lhe fez perder o folego, uma jovem de cabelos loiros, seios fartos e um grande par de olhos verdes que emoldurava um rosto angelical atravessou a praça do pequeno vilarejo.

__ Quem é aquela princesa? __ perguntou Levir ao senhor João enquanto entrava pela porta da taverna.

__ Alguém que não é para seu bico __ respondeu o homem por de traz do balcão.

__ Olha como você fala não se esqueça de que eu sou um conde __ emburrou Levir enquanto se debruçava sobre o balcão.

Levir levantou com um pulo deu as costas para seu amigo e correu de volta para a porta onde poderia continuar vendo aquela linda garota que agora estava perada em uma rodinha com várias amigas, ela sorria e seu sorriso iluminava toda a praça, uma brisa leve sacudiu seus cabelos e seus olhos brilhavam mais do que o sol.

__ Ela se chama Catarina, é neta do coronel Itamar__ o velho gordo deixou escapar um sorriso largo e desdentado __ e ele nunca vai deixar você se aproximar dela, ele não se importa se você é conde, duque ou rei; para ele você nunca será digno de sua única neta.

Levir não deu muita atenção ao que o senhor João tinha lhe falado e saiu em direção praça pisando duro pela grama e a cumprimentou.

__ Boa tarde senhorita__ Levir curvou-se, mas Catarina fingiu não ver.

__ Boa tarde senhorita __ Levir pegou em sua mão e delicadamente a beijou __ já faz três dias que cheguei a esse fim de mundo e ainda não tinha te visto.

__ Não saio muito de casa __ respondeu Catarina com as faces coradas __ meu avô não me deixa sair muito.

__ Seu avô é um velho tolo...

Mas não houve tempo para continuar uma voz rouca cortou o ar e interrompeu a pequena conversa.

__ Catarina, venha já aqui, eu não quero ver conversando com esse traste __ rosnou o velho coronel Itamar.

__ Traste?! __ Levir deu um sorriso com ar de deboche __ não sou um traste, eu sou um conde.

__ Conde ou não se afaste de minha neta __ vociferou o velho com toda amargura que existia.

__ Por quê?__ perguntou Levir com tom de deboche __ está com medo de que meu senhor?

__ Porque eu não gosto de você e não quero que você se aproxime dela __a boca de Itamar tremia e cuspia enquanto berrava com Levir.

__ O senhor não gosta de mim, isso é problema seu __ sorriu Levir com indiferença __  agora me afastar dela isso vai ser difícil.

__ Não me afronte __ Itamar levou a mão na cintura pousando-a sobre sua arma.

__ Nem pense nisso __ sussurrou Levir ao ouvido do velho coronel __ não se esqueça de quem eu sou, um conde poderoso e muito rico.

Levir parou para pensar um pouco, lembrou-se da conversa que tivera com Irineu, precisava comprar a fazenda de Itamar e para juntar o útil  ao agradável estava sentindo uma vontade louca de tomar aquela jovem em seus braços.

__Eu posso ajuda-lo __ sussurrou Levir __ sei da sua atual condição, então porque ao invés de sermos inimigos nós poderíamos ser parceiros.

__ Mas do que você está falando? __ o coronel parecia mais furioso ainda.

__ Das suas dividas __ sorriu Levir __ e do meu dinheiro que pode salva-lo.

__ Não se aproxime de minha neta seu desgraçado ou então __ Itamar apertou sua arma contra o seu coldre.

__ Ou então o que? __ Levir sorria friamente para o velho coronel

__ Ou nem todo seu dinheiro vai salva-lo de mim __ Itamar foi tomado por um ódio mortal, ele ainda cuspiu no chão.

__ Não seja tolo __ Levir mudou seu tom de voz que agora era bem mais agressivo __ olhe em sua volta, você acha que eu seria tolo de enfrenta-lo sozinho, sem ter a garantia de minha segurança.

Itamar olhou a sua volta e descobriu que Levir tinha se cercado de capangas e todos armados até os dentes.

__ Afaste-se de minha neta isso é tudo que eu tenho a te dizer __ resmungou Itamar.

Ele saiu bufando, agarrou Catarina pelos braços e saiu puxando-a pela rua, eles entraram em um grande casarão que ficava próximo a igreja.

Levir passou o resto da tarde perambulando pela rua, volta e meia passava em frente ao casarão do coronel na esperança de ver novamente aquela bela jovem, mas seus esforços foram em vão, Itamar se trancou com a neta e tomou o cuidado de fechar todas as janelas, a casa parecia deserta.

 Uma pequena charrete parou enfrente ao grande casarão de Itamar, um criado saiu ldo casarão carregando um pequeno baú e o colocou em sua traseira da charrete, logo em seguida Itamar e a neta saíram da casa e subiram nela e saíram em disparada por uma estrada escura.

Levir não se conteve e correu para taverna em busca de informações onde senhor João e dona Lucia lhe colocou a par de tudo que queria saber.

                __ Para onde ele a levou?__ perguntou Levir.

                __ Eles foram para a fazenda __ respondeu dona Lucia.

                __ Mas por quê? __ Levir há anos não se sentia tão ansioso __ ele está fazendo isso só para eu não me aproximar dela?

                __ Não seja tão pretensioso __ interrompeu senhor João __ eles passam a maior parte do tempo na fazenda, só vem para cidade aos fins de semana e em dias de festas.

                __ Então eles vêm à cidade todos os finais de semana __ sorriu Levir.

                __ Sim respondeu João __ mas não se empolgue tanto, o coronel te odeia e nunca vai deixar você se aproximar dela.

            __ Isso é o que veremos meu amigo __ respondeu Levir enquanto acenava para João pegar uma garrafa de cachaça.

            __ Não sei dizer se você é doido ou corajoso __ respondeu João.

            __ Sou apenas realista meu amigo __ Levir encheu o copo de cachaça e a matou em um trago só __ e digo mais, eu ainda vou casar com Catarina quer o coronel queira ou não.

            __ Você realmente está biruta __ riu João.

            __ Não meu amigo, eu sou um homem apaixonado __ Levir subiu no balcão e gritou para todos na taberna __ hoje a bebida é por minha conta.

            A noite seguiu regada a bebida, todos comemoraram e brindaram com Levir uns sem nem saber o que estavam comemorando já outros brindavam a coragem do forasteiro.



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