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História O Resgate do Imperador - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Biscoitinhoooooooooooooosssssssssssssss

Eu estava ansiosa por esse capítulo, onde eu explico várias coisas hasudihasuidhauishduiashduiashd
Espero que gostem dele e se atentem aos detalhes!

Apreciem ♥♥

Capítulo 9 - Aos Seus Serviços


2 dias, 5 horas, 02 minutos de transmissão

POV HOSEOK

Já devia ser madrugada; há quantos dias eu estava ali? Aparentemente, dois dias completos já tinham ido, devia ser madrugada de segunda-feira. Bocejei e ergui o rosto para cima, para a luz forte e suspirei, estava com fome e entediado. Nesse tempo, sempre que estava sozinho comigo, principalmente durante o dia, Lee me dava água e me deixava usar o banheiro, até mesmo consegui tomar um banho, mesmo que fosse obrigado a usar minhas roupas sujas novamente. Bom, eu estava melhor do que pensei.

— Isso aqui à noite é um porre! — reclamou a garota, sacudindo seu bastão. — E ainda falta tanto pro meu compromisso…

— Você tem muitos compromissos. — disse Lee, tirando as palavras da minha boca.

— Ah, querido, eu sou muito ocupada. Quem quer jogar um jogo?

— Que jogo?

— Um jogo de… adivinhar. Vamos brincar de adivinhar coisas das pessoas.

— Sabe que não podemos dar informações nossas. — Lee apontou para a câmera e ela bufou.

— Sabe que o chefe nem olha essa porra, né? O que vai nos denunciar? Eu gostar de comer batata frita com sorvete?

— Isso é nojento! — reclamou Lee e eu ri.

— Eu gosto de comida apimentada, então, quando fui ao restaurante mexicano que abriu no centro, foi uma das melhores coisas. Mas confesso que abacate com pimenta foi no mínimo estranho.

— Eu coloco… catchup na pizza.

— Aish, ele não é um fofo, Xerife? Eu também gosto!

— Fofo? Olha o tamanho do braço desse homem, garota, “fofo” chega a ser ofensa.

— Pois saiba que o que eu mais vejo nesse lugar são os braços desse homem. — ela respondeu erguendo uma sobrancelha e o homem riu, abaixando o rosto.

— Ah, por favor, além de refém eu vou ter que ser vela de vocês?

— As divindades não são assim tão boas comigo, Xerife. Eu sou uma menina má.

— Pra estar aqui, com certeza é. — retornou Lee. — E você veio de cima.

— Gosto de estar em cima, fica a dica.

Não aguentei, comecei a rir e ela me acertou levemente com o taco, me pedindo para parar, não era bem algo que doesse, era mais como se ela quisesse mostrar que podia.

— Você parece um cara do Distrito que fica com essas piadinhas de duplo sentido o dia todo. Ah, porra, saudade deles.

— Que meigo. — riu ela e o mais estranho foi Lee rindo também.

Cheguei a encher os pulmões de ar para perguntar à Harley se ela tinha alguém, porém algo estranho aconteceu e eu não pude dizer nada. A luz forte que estava sobre a minha cabeça se apagou e tudo em volta também.

— O que é isso? — perguntou Lee.

— Não tenho ideia. Estou perto do Xerife, fique alerta. — instruiu a garota.

A luz voltou, ainda que fraca, mas passou a piscar algumas vezes, estranhamente.

— Problema no disjuntor? — perguntou a garota e o rapaz se levantou.

— Vou dar uma olhada na caixa de força, se não é algum ataque dos amiguinhos dele. Fica de olho.

— É claro que sim.

E então a luz passou a piscar mais insistente, três vezes, uma vez mais lenta, quatro vezes, uma vez, uma, uma mais lenta, uma. Isso era… morse? Alguma coisa… her? Ela? Mais uma vez o padrão se repetiu e a mensagem fez sentido, a luz se apagou mais uma vez e depois acendeu sem problemas, me deixando completamente atônito. Eu tinha acabado de receber um recado em código morse e ele dizia: confie nela.

Olhei para a garota sem entender muito o que estava acontecendo e ela levou a mão direita até os cabelos, fazendo uma continência discreta e pequena antes de ajustar sua máscara na orelha. 

— Acho que foi só uma queda de energia. — ela disse para ninguém específico.

— A caixa de energia está funcionando, em todo caso, desliguei e religuei; acho que foi uma pane geral, todo o quarteirão tinha as luzes piscando. Ou foi um fantasma e a gente deve fazer um círculo de sal no chão. — Lee deu de ombros, cruzando os braços.

— Bairro velho tem isso. — reclamei. 

— Acho que se prevenir nunca é demais, vai que os amiguinhos do Xerife estão fazendo graça. Leva ele pra dentro, vou checar lá fora e pegar a comida.

A garota saiu e o rapaz tirou as cordas dos meus braços e me levou para um cômodo que tinha nos fundos, o que parecia ser uma cozinha sem janelas, apenas uma mesa grande e algumas cadeiras ali, uma geladeira velha e um microondas. Me colocou sentado em uma dessas cadeiras e amarrou novamente.

— Bela cozinha.

— Dá pro gasto. Acha que foram seus amiguinhos?

— Se foram, me ajudaram pra porra. — disse com sarcasmo. — A fiação da cidade é velha, isso acontecia direto no meu antigo apartamento, tanto que eu tive que me mudar, não aguentava mais. E aqui a luz voltou, no meu apartamento ficava meia-fase por horas.

O rapaz concordou com a cabeça e se sentou ali, como se não fosse a realidade dele; se não era sua realidade, ele não morava nos bairros próximos ao distrito industrial ou o centro, ele devia morar nos bairros mais afastados e, diga-se, mais nobres.

— O que você sabe sobre a Harley?

— Que meu chefe acha que eu não consigo dar conta de você e mandou ela que, provavelmente, também não conseguiria te conter caso você tentasse fugir.

— Acho que alguém com um rifle lá fora me conteria se eu tentasse fugir.

O rapaz riu alto e concordou com a cabeça.

— Ainda bem que você é esperto e não tenta escapar daqui, não queria ter que atirar em você.

— Não queria que atirasse em mim.

— Respondendo sua pergunta, eu sei que ela veio indicada de um dos chefões do crime da cidade, gente grande.

— Maior que o seu chefe?

— Talvez. Devem ser amigos, já que meu chefe confia cegamente nela. Quem a mandou praticamente colocou um laço no pescoço dela e entregou de presente, acho que como um acordo de paz, sei lá.

Suspeito…

— Ela gostou de você.

— Ah, não, não gostou, ela quer pegar alguma merda que eu fizer e contar pro chefe, aí fica me testando.

— Eu conheço um flerte quando eu vejo um, Lee. — rolei os olhos. — Passei por isso duas vezes. Ao mesmo tempo. — dei de ombros e ele riu.

— Você é mesmo casado com dois homens? Quando eu fiquei sabendo, achei que fosse, sei lá…

— Que eu fosse casado com um e amante do outro? Nah. — eu ri. — Sim, eu sou casado com dois homens, por mais que você possa achar doido.

— E como aconteceu?

— Se eu te contar, posso perguntar algo depois?

— Só se eu não tiver obrigação de responder.

— Tá, que seja… bom, eu sou estressado para o caralho lá dentro, o dia todo, o tempo todo, e as coisas ficaram piores com o passar dos dias, naquela época do caso Garganta. E um casal que já namorava há bons anos me ofereceu “ajuda”. Eu faria aspas no “ajuda”, mas minhas mãos estão presas.

— Ajuda com sexo?

— No começo foi, mas tudo deu errado e nos apaixonamos. Muito do que eu faço dá errado. — eu ri.

— Dá pra ver. — ele sorriu, se referindo ao eu estar preso ali. — O que queria saber sobre mim?

— Você é sozinho? Quero dizer, você fica aqui o dia todo, a noite toda, mal te vejo sair.

— Minha família é chinesa, eu nasci aqui e acabei me colocando em problemas, então ela foi embora e me deixou. Meus pais, meus irmãos, todos eles se foram.

— Eu sinto muito.

— Tá tudo bem, faz anos que eu não os vejo e com certeza seria mais uma desonra pra família. Com a minha idade, eu deveria estar me casando e dando filhos homens pra encher meu pai de orgulho, e não aqui, cuidando de um refém.

— Você é hétero? Desculpa, é que…

— Você pede muitas desculpas pra alguém que é Xerife de um Distrito e está em cativeiro.

— Sou um cavalheiro, não quero ser invasivo. — empinei o nariz com toda a pompa.

— Me desculpe, Lord Jung. Eu sou hétero e isso nunca me ajudou em alguma coisa, talvez um desgosto a menos, e só.

— Olha só, significa que eu posso tentar juntar esse casal.

— Eu não bati na sua cabeça pra você estar delirando assim.

— Me deixa, eu tenho que fazer alguma coisa aqui antes que eu surte. — reclamei e vi a moça voltar com algumas sacolas.

— Fazer o quê? — perguntou a moça.

— Juntar o casal hétero mais bonito da nação. — sorri para ela.

— Meu amor, eu já disse que a vida não é tão boa assim comigo, você acha que um homem desses — ela apontou para o Lee — é hétero e cai na minha rede? Não sou o Xerife Jung pra casar com dois gostosos.

A garota fez uma careta, dava pra ver em seus olhos; abriu algumas marmitas de comida e as colocou sobre a mesa, estranhamente, tinha quatro delas.

— Eu acho que cai. — dei de ombros.

— Seus maridos são bonitos? — perguntou curioso o Lee.

— Dá calor só de lembrar. — a garota tirou um celular do bolso e procurou alguma coisa, depois mostrou uma foto para o Lee que eu me inclinei um pouquinho para ver.

— Por que você tem uma foto dos meus meninos?

— Estou de olho neles também. — ela deu de ombros.

— Eles são bonitos. — comentou o Lee.

— Está vendo, Xerife? Ele nem é um macho escroto, sequer mereço essa convivência.

Segurei o riso, porque jurava que, por baixo da máscara, ela sorria e ele ficava vermelho.

— Você conviveu com gente horrível. — reclamou ele.

— Nem me fala… acho que a gente pode fazer um acordo aqui, já que somos amiguinhos, os três. Eu não quero levar a morte de um homem da lei nas costas, os roubos, assaltos à mão armada, homicídios, já vão me colocar numa cela onde vão comer o meu cu, então… se você for bonzinho, Lee, e não dizer nada pra ninguém, tem comida pra nós três aqui.

— Você quer alimentá-lo? — ele franziu a testa.

— Faz dois dias, o cargueiro chega semana que vem, se não fizermos isso, nossa moeda de troca vai morrer antes de conseguirmos o que queremos. Pensa bem, uma pessoa consegue sobreviver até três semanas sem comida, mas se ele ficar fraco demais, fodeu pra gente.

— Não vai usar isso pra me colocar em problemas com o chefe?

— Você só pensa que estamos de lados diferentes, Lee. Estamos no mesmo time, querendo a mesma coisa. Se o Jung morrer, a gente se fode do jeito ruim e não queremos isso. Você concorda desse ser o nosso segredinho?

O homem pareceu pensar um pouco e por fim cedeu, concordando com a cabeça.

— Espero que lembre-se dos nossos bons atos se formos pegos, Xerife. — ela me disse séria, muito séria.

— Eu vou me lembrar, com toda a certeza.

— Tenho dois amiguinhos pra te mostrar. — ela colocou o taco de beisebol e uma pistola automática sobre a mesa. — Se você pensar em fazer merda, eu tenho ótimos reflexos e não quero estourar sua cara bonita. Vamos te soltar pra comer, mas se abrir a boca pro chefe, esse taco vai entrar pela sua garganta e sair você sabe onde.

— Suas ameaças são muito convincentes, senhorita. — engoli em seco.

Lee soltou as cordas e prendeu minhas mãos em frente ao meu corpo, agora eu conseguia pelo menos me alimentar sem ajuda e, céus, aquela comida estava divina! Tentei comer devagar para não passar mal depois, bebi suco que me foi oferecido, observando pela primeira vez os rostos dos meus carcereiros; a garota bonita tinha um sorriso perfeito e uma cicatriz na bochecha, os olhos castanhos claros e a pele bem pálida. O Lee, por outro lado, tinha a pele dourada e o maxilar bem marcado, os lábios avermelhados e nariz fino, ele sorria e seus olhos se fechavam, como os de Jimin.

— A Harley tem o sorriso bonito. — comentei, esperando que o Lee concordasse e ele logo o fez.

— Tem mesmo, é lindo.

— E o Lee…

— Pode parar, Xerife, eu já estou apaixonada. — Ela apoiou o rosto na mão e o cotovelo sobre a mesa. — Que ódio, você é lindo, é fofo, um homão da porra, credo!

— E você pegava. — comentei antes de terminar o meu suco, como se eu não tivesse dito nada.

— Se ele der sopa, eu tenho uma colher. — ela riu. — E nem é meme.

Lee riu e escondeu o rosto nas mãos grandes enquanto ela se levantava, juntando as embalagens de comida nas sacolas; eu fiz coraçõezinhos com os dedos e o Lee me deu um soco leve no ombro, me empurrando tentando não rir.

— Obrigado, casal, de verdade. Por me alimentarem e me fazerem rir, eu precisava muito disso. Tem algo que eu possa fazer por vocês pra recompensar isso?

— Olha, agora, agora, ficar de boquinha fechada sobre isso. E, depois que isso acabar, você pode fingir que a gente nem existiu, o que acha?

— Não dar o nome de vocês no inquérito? — perguntei erguendo as sobrancelhas.

— É, assim eu e o bonitão ali podemos curtir uma bela praia em Cancun com a grana que vamos receber e nunca mais ouvirão falar de nós.

— Não posso fazer isso, mas eu posso… errar na descrição. Sabe, vocês ficaram de máscara o tempo todo… não dá pra saber ao certo, né?

— Você aprende bem rápido, Xerife. — elogiou o Lee.

— Têm a minha palavra.

— Então você tem a nossa. — ela concordou. — Eu preciso ir, o chefe pediu pra eu dar uma olhadinha pela região e conversar com uns caras do contrabando. Tem uma briga de galo hoje e ele quer apostar alto; é uma pena que não vai poder ir.

— Por quê?

— Não é da sua conta, querido. — ela riu para mim. — Mas ele está ocupadinho com algumas putas que comprou, sabe, pra desestressar. Ideia minha.

— Sempre preocupada. — rolei os olhos.

— Sempre. Até mais tarde e comportem-se.

E ela se foi, me deixando apenas com o rapaz que ainda estava sorrindo bobo.

— Ah, esse sorriso… — brinquei enquanto era levado de volta para o meu local habitual.

— Não dá pra saber se ela está falando sério ou não.

— E é exatamente isso que te atrai tanto.

O homem nada disse por alguns segundos, colocou sua máscara novamente e me empurrou para a cadeira.

— Talvez seja. — ele respondeu por fim e eu me senti vitorioso. Tinha conseguido, mais uma vez, passar um dia e, agora, alimentado.

Mais um dia, Hoseok, e não menos um, como você tinha pensado.

 

Busan, Distrito, Sala Trinta, Segunda-feira 01:50h

POV JACKSON

Não é nenhuma novidade que eu estava puto, afinal, quem me conhecia bem sabia que eu estava sempre puto com alguma coisa ou com alguém. Nesse exato momento, os dois. Meu noivo traçou com uma caneta vermelha um círculo sobre o quadrante em que Lisa havia nos dito que Hoseok estava sendo mantido, havíamos acabado de enviar a mensagem.

— O que a gente faz agora?

— Reza pra essa merda não ficar ainda maior. — suspirei, irritado.

— Com o quê exatamente você está irritado, amor?

— Com o jogo duplo da Lisa, com o apoio da Chaerin, comigo participando disso e, principalmente, com você no meio.

— Bom, eu acho que estou no meio dessa bagunça há alguns anos.

— Jogo duplo é a pior coisa que pode-se fazer dentro de uma delegacia. É a única coisa que te marca pro resto da vida; vão esquecer que você salvou o mundo do apocalipse zumbi, mas nunca esquecerão uma traição. Eu não queria isso pra você logo no seu começo de carreira.

— Não vão descobrir.

— Eu pensava a mesma coisa quando estava nessa com o Lay, e olha como tudo aquilo terminou.

— Lisa mal conhece o Hoseok e aceitou colocar sua própria vida à prêmio por ele, por lealdade à Chaerin. Eu não sei você, Jackie, mas pra mim isso basta. 

— Não é lealdade, se ela vai ganhar com isso.

— O preço ainda é muito alto. Eu confio nela.

— Ainda acho ridículo a facilidade com que você confia nas pessoas e a demora que teve em confiar em mim. — eu disse emburrado e ele riu.

— Eu já disse que eu confiei em você no momento que foi me encontrar no pátio da universidade e que todo o resto eu fiz no processo de negação sobre todos os sentimentos que você despertou em mim, de uma só vez.

— Você é um brat, isso sim.

Bambam riu e me mostrou o dedo do meio. — Vamos embora, fizemos tudo que podíamos hoje.

Até mais do que devíamos, pra ser sincero.

 

Busan, Algum Lugar Entre Choo Yun e Avenida Principal, Segunda-feira 02:25h

POV SEHUN

Eu estava realmente impressionado. Eu e Lay jantamos juntos e esperamos o horário de sair, pegamos um carro à paisana, seguimos caminho ainda conversando, até próximo do local onde a briga de galos aconteceria; algum tempo depois, Lisa entrou no carro, mesmo assim, o assunto não parou por isso.

— Você devia conhecer, a ilha é linda. — terminou ele e olhou para Lisa. — Você está bem?

— Tive que voltar pra casa pra dar comida pros meus gatos e acabei dormindo.

— É um costume na América ter gatos? Esse aqui tem três.

— Ah, meu Deus, você falou dos seus filhos pra ele? Que domésticos! — ela exclamou, tirando a jaqueta grossa.

— Não começa, Lisa. — eu ri e ela se jogou no banco traseiro, quase deitada.

— Me acordem quando começar.

— Era o que me faltava.

E, apesar do silêncio se instalar por alguns minutos, eu logo puxei um assunto aleatório com Lay que acabou por responder bem à conversa, mesmo que eu pensasse que não. Então os assuntos emendaram e logo estávamos completamente longe da primeira pergunta que eu fiz e só fomos interrompidos por um celular que foi colocado entre nós dois, com a foto de uma vela no ecrã.

— Por que tem uma vela no seu celular? — Lay perguntou.

— Porque eu estou segurando uma! — ela reclamou. — Meu Deus, olha pra vocês, esses sorrisos bobos, essa conversinha boyfriend material, me poupe.

— Lalisa coração de gelo ataca novamente. — respondi passando a mão pelos cabelos.

— Pois saiba, querido, que agora eu tenho um crush que mora no meu prédio! — a garota me mostrou a língua, toda debochada.

— Duvido.

— Ai, ele é lindo! — ela suspirou e derreteu no banco. — Ele é alto e tão forte, anda mais sem camisa do que com, pra todo lado. 

— A Lisa tá apaixonada, eu vou vomitar. — reclamei e Lay riu, me acertando um tapa fraco.

— E o sorriso dele, meu Deus, é tão fofo, tão diferente do conjunto homão da porra se você olhar pra ele inteiro. Eu tô apaixonada mesmo, Sehunie, me salva.

— E ele é tão bonito assim? — perguntou Lay, me dando um leve toque no braço, como se avisasse que queria provocá-la.

— Conta mais sobre o seu príncipe sem camisa.

Ela rolou os olhos e se sentou direito no banco.

— Nesses momentos que eu não gosto de amigo bi. Tira os olhinhos, vocês dois, ele é meu e com a vontade divina ele é hétero ou pega mulheres também. E não é um macho escroto, ah! — ela derreteu de novo. — A perfeição em forma de homem, e que homem.

— Acho que a gente devia visitar a Lisa. — comentou Lay e eu concordei.

— Definitivamente, precisamos.

— Hey, hey, podem parar com isso. Vocês têm um ao outro, deixa o bonitão sem camisa pra mim. Olha o Sehun, que homem lindo, que sorriso gentil; ele é todo cheio de habilidades, um dono de casa exemplar, cozinha maravilhosamente bem, é caseiro, sabe tudo de vinhos, fala quatro idiomas, tem duas faculdades, cinquenta especializações. É aquele homem que você tem orgulho de apresentar pra mãe.

— Quanto elogio. — eu arqueei a sobrancelha e forcei minha língua na parte interna da bochecha.

— E olha o Lay.

— Ah, qual é? — ele protestou.

— Rostinho de bebê, tem covinhas fofas, muito leal aos seus amigos… me ajuda, Lay.

— Cozinho bem.

— Olha, ele cozinha bem!

— Gosto de gatos. — ele sorriu.

— Viu, ele adora gatos!

— Não gosto muito de sair, toco alguns instrumentos.

— Ele toca instrumentos, Sehun, olha que perfeição! Que homem, Sehun, que homem!

Acabei rindo, porque não sei exatamente em que momento Lay resolveu entrar nas brincadeiras de Lisa, mas ele resolveu, dando mais informações do que eu realmente pensei que fosse.

— Okay, vamos parar de flertar uns com os outros e entrar no galpão, algumas pessoas estão chegando. — instrui e peguei um boné escuro para cobrir parte do meu rosto. Seja o que Deus quiser.


Notas Finais


Bom, por enquanto é isso, Lisa ajudando o Jung a comer alguma coisa, alguns flertes com o rapaz misterioso, Sehun e Lay se aproximando aos pouquinhos.
Já faz dois dias que o Hoseok está preso e ainda não conseguiram muito. Quanto tempo mais o delegado vai ficar ali? Palpites?

Gostaram? Me deixem saber ♥♥

2beijo


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