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História O Sangue que nos une - Capítulo 7


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Notas do Autor


Hola ninõs.

Por favor, me falem nos comentários se vocês gostam de capítulos grande ou pequenos, fiquei um pouco preocupada escrevendo pois não quero deixar leitura cansativa pra vocês.

BOA LEITURA ❤

Capítulo 7 - Ingênua


Fanfic / Fanfiction O Sangue que nos une - Capítulo 7 - Ingênua

O Baile já havia chegado ao fim, alguns dos Lordes já estavam se preparando para partir, e outros estavam indo para o aposento. Não conseguia achar Antonelli em lugar algum, já havia andando pelo salão inteiro, subido as escadas procurando-a em seu quarto. Ela havia sumido, mas não apenas ela. Teobaldo também estava fora de minha vista, ambos haviam sumido juntos. – com pressa, caminho indo em direção á saída principal do salão, escuto alguém caminhar atrás de mim, olho para trás rapidamente vendo Thierry parado a me encarar.

— Preciso de traga Teobaldo Monteccio para mim. — Suas mãos estão enterradas no bolso de sua calça, o impedindo de gesticular.

— Para onde? — Pergunto me afastando do mesmo.

— Escritório. — ele diz se virando de costas. – Não demore, estou cansado!

Viro-me novamente indo na direção que antes já seguia, ainda não olhei do lado da fora do Castelo, na fonte. Da última vez que procurava minha irmã, a mesma estivera de fora, com Teobaldo. Confesso que estou com uma raiva enorme em meu peito, a mesma se encontrou em mim quando ouvi ele dizer que foi um bom irmão, enquanto estive fora. Vários arrependimentos já me alcançaram ao longo desses vinte e três anos, dentre eles, de ter abandonado Antonelli em Valterra.

A deixei sozinha com um Homem que não conseguia cuidar de si próprio. Thierry nem sempre foi assim, ambicioso, mas a vida muda as pessoas. Não posso dizer, ou afirmar se ele já foi de fato um Homem melhor, nunca o conheci direito. Antonelli conseguiria responder essa questão com mais facilidade, infelizmente, a ingenuidade a enganaria, da mesma forma que já a enganou. – chego ao lado de fora do Palácio, vejo Antonelli junto a Teobaldo conversando, ambos sentados no mesmo banco que estiveram mais cedo.

Suas vozes ecoam pela parede da qual passei, a risada melodiosa de Antonelli atravessa a fonte. Pequenas ondas de água se formam na mesma, Teobaldo a olha de lado e ri em seguida. Sinto meu coração apertado, jamais pude vê-la sorrir de tal forma. Comigo, um pouco fechada, tímida, as vezes quieta, com ele, alegre, risonha, e... feliz. Sinto-me mal. Sinto-me mal por não poder deixá-la assim.

— Com licença. — Digo me aproximando de ambos.

Teobaldo de assusta levantando-se rapidamente, Antonelli demora um pouco para raciocinar, mas logo faz o mesmo.

— Lorenzo? — Ela me encara confusa, depois olha para o jovem ao seu lado. — Já estou indo me deitar, não se preocupe! — Ela diz puxando a barra de seu vestido.

A ignoro.

— Thierry exige vossa presença. — Os dois se entreolham por um instante. — Agora!. — Digo apressando o mesmo.

— Tudo bem, iremos nos ver ao amanhecer, antes de partir. — Antonelli diz se virando para ele.

Os dois se olham por um segundo, após isso ela o envolve em um abraço demorado. Tento desviar meu olhar dos dois, mas é impossível. Olha para ela tentando descrever qual é seu sentimento ao abraça-lo, mas também é impossível discernir.

Ando o mais rápido que posso para me afastar de Teobaldo, o mesmo caminha a poucos passos atrás de mim. Indo em direção ao escritório de Thierry, o mesmo não solta uma palavra, agradeço mentalmente por não ter que conversar com ele.

— Você não gosta de mim. — a paz que achava estar tendo, é tirada de mim, no momento que ele abre a boca.

Fecho os olhos juntamente com os punhos tentando conter-me.

— Ah você percebeu. — Continuo andando.

— Mas eu não sou uma ameaça para sua irmã. — posso sentir ele ainda mais perto de mim.

Caminho mais rápido me afastando novamente.

— Não posso acreditar nas palavras de um estranho.

— Mas Antonelli acredita! — Paro. O escuto parar também.

Viro-me para trás encarando-o. Eu não queria parar, eu não queria sequer olhar para ele, mas o mesmo não me permite a paz.

— E só porquê ela acredita, significa que você é confiável? — o encaro.

Ele fita o chão por um instante, vejo-o respirar fundo.

— Compreendo seu medo, afinal ela é sua irmãzinha. — ele diz ao me encarar. — Mas Antonelli sabe oque faz, devia confiar nas escolhas dela.

— E eu confio! Confio cegamente nela. Mas em você não!.

(...)

Entramos no escritório onde Thierry estava. Havia um Homem conversando com ele sobre finanças, mas ambos se calaram com a nossa chegada. Ele caminhou pela sala indo até uma mesinha ao lado de uma estante de livros, e pegou em sua garrafa de Whisky, despejando o líquido num copo. O Homem logo saio da sala, deixando somente nós três. Por um instante o silêncio pareceu atravessar-nos, sabendo eu que isso é somente uma tática de Thierry. Sentei-me numa poltrona enquanto Teobaldo ficara de pé esperando alguma palavra.

— Seu filho disse que queria falar comigo senhor?! — ele rompe o silêncio e caminha até a mesa onde Thierry estava.

O Homem leva o copo até sua boca bebendo o líquido de uma só vez.

— Como vai seu pai? — novamente ele pega a garrafa, virrando-a para o copo, ele faz isso sem tirar os olhos do rapaz.

— Bem meu senhor! — ele olha para mim de relance, posso ver que ele está nervoso. Suas mãos estão trêmulas, e ele ainda está de pé.

— Isso é bom. — Ele vira olhando para sua cadeira do outro lado da mesa. Ele passa a mão pelo braço da mesma e então se senta nela.— Ouvi uma história de que você estava á procura de uma noiva. — sua mão se entende até o queixo, ele coloca os dedos abaixo do mesmo apoiando os cotovelos sobre a mesa. — E, que andou muito enquanto procurava.

— Sim. Estive procurando por vários lugares.

— E porquê não está noivo? — ele me olha por um instante e ri. — Quer dizer... com tantos lugares pelo qual você andou, deve ter conhecido alguma que se interessou!

O rapaz olha para baixo fixadamente, o silêncio se instala novamente, posso sentir o constrangimento dele.

Ele olha para Thierry com os olhos firmes — Conheci sim! — ele diz. — Mas não estou pronto para um casamento, não ainda.

— Ah mas porque não? — ele diz surpreso. — Ter uma dama ao seu lado durante o inverno pode ser revigorante, ainda mais uma nova. — Thierry o encara sério. — Ouvi dizer também, que você rejeitou três casamentos durante essa viagem. Oque... pra você não vai ser tão fácil, já que nenhuma família quer entregar sua filha para um ninguém. — Ele encara o rapaz a sua frente e então se levanta.

— Porquê me chamou aqui senhor? — Ele pergunta abaixando a cabeça. — Suponho que não foi para perguntar-me estas coisas!

— Chamei-lhe aqui, porque vejo o jeito que minha filha olha para você. — ele arrasta seus dedos sobre a madeira da mesa enquanto da a volta na mesma. — E vejo o jeito que olha para ela. E sejamos sinceros, Antonelli nunca será sua!

Ele ri virando o rosto para mim me encarando — Exatamente iguais. — Ele diz voltando sua atenção a Thierry. — Desculpe-me se fui mal interpretado senhor. Mas existe apenas amizade entre nós. — ele diz se defendendo.

— Eu sei que não é apenas isso. Seria muito fácil não acha? — ele se aproxima do rapaz ficando cara a cara. — Eu vi a forma que você olhava para ela enquanto a mesma dançava! — ele comprime os punhos, Teobaldo o encara sem ser intimidado. — Você a deseja não é, posso ver em seus olhos. Você a quer, quer ao seu lado, quer em sua cama, mas nunca a terá! — ele caminha até a porta do escritório. — Pegue suas coisas, e não volte mais a Valterra, não lhe manda cartas, não a procure. A esqueça! — Ele abre a porta.

Teobaldo caminha até ele em passos curtos. — Me perdoe senhor. — ele diz saindo.

(...)

O sol já havia aparecido a algum tempo, os outros condes e Lordes que dormiram aqui a noite passada, já estavam em suas carruagens prontos para partir. Thierry cumprimentava-os um a um, quando eles passavam pela porta do salão. Todos comentavam o quão lindo o foi o baile, todos o elogiavam por ser um bom anfitrião. Ele ria e agradecia.

Falsa modéstia, ele sequer se importa com eles, apenas com os elogios, isso massageia seu ego. Já me despedira de Janete, fiz a mesma prometer que virá me visitar algum dia, e a mesma disse que se for preciso ela se mudará para a França, apenas para votar em mim como Rei. É claro que isso tirou grandes risadas de mim, não sei porque todos pensam que quero ser um Rei, ou porquê pensam que serei melhor que Antonelli.

— Enzo! — Escuto sua doce e melodiosa voz soar atrás de mim, viro-me para conferir se não se trata de um sonho.

Ela está belíssima, muito mais do que ontem a noite, nem pensava que seria possível. Um longo vestido amarelo, com alguns girassóis desenhados por ele. Seu cabelo preso em um rabo de cavalo, fazendo com que as pontas do mesmo fiquem enroladas como se fosse um cacho.

— Antonelli. — levo meu braço até meu peito e curvo-me para a mesma, e ela sorri. — Acordou cedo. Pensei que não resistiria a um bom sono depois da noite cheia que tivemos!

Ela abre um grande sorriso e ri. Ela parece estar contente hoje, oque me parte o coração a lembrar do que aconteceu ontem. Não fiz nada para impedir que ele fosse embora, e agora Antonelli ficará desolada, isso a partira.

— Foi uma noite encantadora de fato, mas a vontade de andar pelo vinhedo fala mais alto. — Ela olha em volta procurando algo, e então seus olhos voltam á mim.

— Oque está procurando? — Pergunto, já sabendo a resposta.

— Teobaldo. Já o procurei pelo castelo mas não o vi, sabe onde está? — o brilho de seus olhos me deixa levemente cego, seu olhar doce e inocente perfura minha alma mostrando-me o monstro que sou, ela ficará magoada comigo, eu a perderei novamente.

— Papai o mandou embora ontem a noite! — Digo de uma vez.

Corro o grande risco que estava a temer, que ela me odiasse de uma vez por todas pelo oque compactuei. Mas não mentirei para Antonelli nunca mais. Não quero que ela confie em mim a base de coisas que a poupei por serem muito ruins. Se for perder sua confiança, que seja falando a verdade. Ela olha para Thierry através de mim, o brilho de seus olhos somem instantaneamente com o olhar. Ela caminha até ele com passos fundos e rápidos.

Antonelli Vitale de Médici

— Oque você fez? — Chego até ele perguntando-o.

Ele me encara sem entender, e sorri sem graça para o Homem ao seu lado.

— Não seja mal educada querida, estou conversando com um Lorde. — ele diz com a voz educada enquanto olha para o lorde.

— Quero conversar com senhor agora! — Digo entre dentes o mais alto que consigo, atraindo alguns olhares para mim.

— Antonelli venha, falaremos com ele depois. — Lorenzo segura em meu braço tentando me conter.

— Tudo bem filho. — com o olhar, ele pede para que o outro tire as mãos de mim. — Nos falamos depois então! — ele diz pegando na mão do Homem.

Ele me encara após a saída do Homem, seus olhos estão avermelhados e vejo fúria no mesmo. — Oque está fazendo? — ele segura meu braço com força me puxando pelo corredor, tento me soltar mas ele aperta sua mão sobre minha pele.

— Me solte! — Digo batendo em seu braço com minha mão livre. — ME SOLTE AGORA! — ele para de andar. Seus olhos voltam á me encarar após o grito.

Lorenzo segura firme em seus braços tirando-o do meu. — Ela disse para solta-lá. — ele o encara.

— Porquê mandou Teobaldo embora? — ele olha para mim sorrindo.

Sou ignorada completamente pelo mesmo que continua a caminhar em direção ao escritório. Continuo atrás dele juntamente com Lorenzo.

— Porquê fez isso? — volto a questionar.

Ele entra na sala deixando a porta entreaberta para que Lorenzo e eu também entremos. Ele se sentada em sua poltrona e nos encara por um instante, fico estática em sua frente. — Ele é uma ameaça. — ele diz pegando um copo que estava ao lado, dentro de uma bandeja.

— Ameaça? — Pergunto me aproximando. — Oque ele fez a você afinal?

— Como você é ingênua filha. Não percebe o interesse daquele Homem por você? Estou lhe protegendo! — ele grita.

— Me protegendo? — caminho para frente. — Teobaldo jamais me fez algo, ao contrário, ele sempre me protegeu dos que realmente queriam me fazer algo!

— Isso não muda o fato de que ele está apaixonado por você! — ele não demonstra nenhum tipo de emoção, nem ao menos a raiva. Seus olhos estão frios e seu olhar sem direção.

— Não, ele não está! — minha voz sai mais alterada do que esperado, fazendo a frase ficar mais alta.— E não vejo problema se estivesse!

Ele volta a fixar seus olhos em mim. — Há vários problemas. Ele não lhe daria nem a metade da vida que você tem, o pai dele sequer o reconheceu!.

— Então é esse o problema? — Digo olhando para os dois. — Prefiro mil vezes me casar com ele ao invés de um Lorde papai! — aponto o dedo para ele e o mesmo se levanta rapidamente.

— Não diga besteiras garota! Você não sabe do que está falando! — ele se aproxima de mim enquanto fala, seus punhos são levantados a altura de meu rosto.

Lorenzo o empurra.

— Não toque nela! — ele se põe em minha frente com a mão levantada para Thierry, o impedindo de avançar. — A não ser que prefira ficar sozinho neste castelo.



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