1. Spirit Fanfics >
  2. Obsession ( VHope) >
  3. Capítulo 24

História Obsession ( VHope) - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Oi mores. Eu atualizei rapidinho né?

Bom, só queria deixar claro que nessa história o Hoseok é bissexual. Para ninguém ficar confuso ok?

Espero que gostem e boa leitura! 😘

Capítulo 24 - Capítulo 24


Fanfic / Fanfiction Obsession ( VHope) - Capítulo 24 - Capítulo 24


Ali estava eu, na frente daquele prédio em Daegu. Deixei Hoseok com Jimin em casa após ele falar sobre o divórcio. Eu não questionou e muito menos quis me meter nesse assunto, até porque nada disso é da minha conta. Viajei pra Daegu durante a noite hoje pela manhã eu vim até o prédio.

Sem muito ânimo então eu entro. Olho para a recepcionista que me dá um sorriso e logo retribuo. Já nos conhecíamos.

Entro no elevador em passos lentos e quando a porta se fecha eu retiro meu celular do bolso. Havia uma mensagem dizendo onde ele estava, e que já estava a minha espera. O tempo no elevador parecia rápido demais, ou será que tudo isso era nervosismo meu?

As portas se abriram e vi mais pessoas, porém conhecia alguns ali só de vista. Me dirigi pelo corredor e fui até a sala daquele que me esperava, a secretária autorizou a minha entrada e cumprimentei e segui meu caminho.

Abri a porta então, revelando assim aquele que me aguardava, o mesmo que havia mandado a mensagem naquela noite.

Por um momento eu me arrependo amargamente de estar ali, meu coração acelerou um pouco, uma gota fina de suor desceu pelo meu rosto e a aflição estava ali me remoendo. Mas eu tinha que ser forte, eu tinha que enfrentar.

- Yoongi! - Exclamou com um sorriso nos lábios. - Quanto tempo. - Se aproximou de mim e me deu um abraço.

- Olá senhor. - Mesmo relutante eu retribui.

- Vejo que recebeu minha mensagem. - Se afastou. - Eu tenho um novo serviço.

Senti o frio na barriga me acertar em cheio. Eu estava fugindo a todo custo do meu passado. Já fazia pouco mais de um ano que não me envolvia com esses assuntos. Então enchi o pulmão para pode falar a ele o tanto que eu queria. Mas ele não permitiu.

- Ora, Yoongi. Não será o primeiro. - Sorriu.

- Senhor. - Finalmente consegui falar. - Já faz mais de um ano que não faço isso. Eu não tenho vontade e muito menos preciso desse dinheiro.  - Falei.

- Eu irei paga o dobro por esse serviço. - Ele então me entrega uma foto e eu sabia muito bem de quem se tratava. - Quero que você dê um jeito nele.

Arregalei os olhos. Não podia acreditar no que estava vendo.

- Senhor...

- Irá fazer o serviço? - Sentou em sua cadeira e apoiou os cotovelos em cima da mesa. Eu não podia acreditar no que estava acontecendo naquele momento e então pensei: O que ele queria exatamente?

- Que tipo de serviço senhor? - Questiono. Então ele riu e eu já havia entendido.

- Você sabe Yoongi. - Enrolou um pouco mas logo voltou a falar.- Dessa vez não será apenas uma surra. Quero que o mate.

- Não irei fazer isso. Eu já não trabalho mais com você ou pra você. E acho difícil que consiga fazer isso tendo em vista o seu potencial conhecimento por esse pais. - Tentei o fazer pensar um pouco.

- Você sabe que não será difícil. - Se levantou. - Não irá fazer? - Neguei. - É uma pena. Tudo bem Yoongi, pode ir. Se não quer então não faça.

Suspirei e sai da sala, fui até o elevador onde o mesmo havia me feito subir tão rápido quanto me levou ao térreo. Este homem está  louco. Como ele me pediria algo desse tipo.

Não era o primeiro. Eu sei, mas ele não seria o último. Por que o último já havia sido outro e eu nunca mais quero meter nesse tipo de coisa. Não havia mais necessidade. Eu cometi erros por necessidade e sei que o que fiz foi errado. Mas eu não pretendo voltar nunca mais a ser o que já fui.

Entrei no meu carro com intuito de voltar para Seul no mesmo dia. A viajem seria longa.

{•••}



Eu não queria ver Irene durante aquele processo, mas seria inevitável não ver ou ter contato com ela. Jimin me trouxe de moto até a esquina, falei pra ele me deixar ali porque não queria que ela visse eu descendo de uma moto, ela certamente iria me encher de perguntas e encher o resto da minha paciência com as paranóias.

Sai sem nem ao menos me despedi de Yoongi. Eu nem ao menos o vi sai da casa do Jimin.

Subi no elevador e logo estava no meu andar. Sabia que ela estava em casa então suspirei. Sabia disso pois o som estava ligando e era uma das músicas que ela costumava ouvir.

Respirei fundo e entrei, a música não estava alta, estava em um volume agradável de ouvir. Eu não a vi na sala, tirei meus sapatos e coloquei num cantinho reservado para isso e caminhei até a cozinha. Ela também não estava lá. Caminhei até a área de serviço e não a vi. Suspirei e me dirigi ao quarto. Abri a porta devagar enquanto mexo um pouco no celular até perceber um corpo em cima da cama. Não consegui raciocinar.

Irene estava com uma lingerie vermelha me olhando, deitada de lado enquanto chupava as uvas do cacho em que a mesma portava nas mãos. Com certeza ela me viu chegar, muito provavelmente ela me viu pela janela.

- Vem aqui amor. - Bateu na cama, em frente ao espaço em que ela estava. Eu apenas soltei um suspiro e fui ao banheiro. Eu não queria ser grosso novamente com ela, mas ela estava me cansando.

Decido enfim sair do banheiro e encontro a mesma parada na frente da porta do quarto me olhando com um sorriso mínimo nós lábios enquanto balança a chave.

- Irene...

- Hoseok, eu apenas quero que você se deite comigo. Por favor, só deitar. - Sua voz saiu manhosa e eu neguei. Ela suspirou. - Bom, sendo assim. - colocou a chave dentro da calcinha. - Pra sair daqui você terá que vim pegar. - Se deitou novamente na cama.

- Eu não acredito nisso. - Sorri passando as mãos pelo meu rosto. - Me devolve essa chave Irene. - Ela negou. Eu estava muito irritado.

- Venha buscar. Não haja como se nunca tivesse me tocado antes Hoseok. - sorriu e voltou a comer as uvas. Eu suspirei e fui até ela. Me apoiei meio que ficando por cima da mesma que deu um sorriso como se tivesse vencido. Então coloco a mão por cima de sua calcinha de renda vermelha e procurando a chave e logo acho. Coloco minha mão por dentro da mesma e Irene geme. Sinto que a mesma estava molhada e seus olhos queimavam sobre mim. Então quando faço retiro a mão e faço menção de me levantar quando a mesma rodeia suas pernas ao redor de minha cintura e me puxa para que nossos corpos de colem. - Eu sinto tanto sua falta amor...

Congelei ao ouvir aquilo. Como ela ousa me chamar de amor depois de tudo. Depois que descobri sobre ela e Taemin, depois de contar que eu sabia sobre seu passado, sabia que ela também concordava com o pai dela de se casar comigo por interesse, mesmo que talvez ela gostasse de mim mas o casamento foi todo envolto nisso e como ela pode fala isso mesmo sabendo sobre o divorcio.

- Irene me solte. - Pedi calmo e a mesma começou a rebolar forçando sua intimidade contra meu membro.

- Meu amor, apenas vamos fazer amor como fazíamos na nossa lua de mel. - Pediu e mordeu meu pescoço, em seguida chupou a pele do local. Aquilo com certeza ficaria roxo. Ela então começou a lamber e morder o lóbulo de minha orelha enquanto gemia manhoso e continuava a rebolar.

Pensei em ceder, não posso negar. Irene era muito bonita e isso me fascinou nela. Além de me tratar bem, mas eu não a amava. Eu nunca a amei. Nos casamos por interesse. Nossos pais trabalhavam juntos e um ergueu o outro financeiramente até que o pai dela morreu, mas ela decolou em sua carreira de modelo e ultimamente tem dado muito certo. O casamento não teria mais utilidade.

De início eu quis ajudar aquela família, a família que tanto nos ajudou, e então o pai da Irene lhe ofereceu a mim. Eu já sabia que Irene tinha algum tipo de sentimento por mim, mesmo que fosse só tesão e eu não vou negar que também a quis, eu a desejava, mas nunca a amei.

Ter ela comigo era ótimo, ela era uma ótima companheira, e na cama eu nunca reclamei, porém suas atitudes era duvidosas. Tanto que eu já imaginava que a mesma me traia. Eu não seria o primeiro a passar por isso vindo dela.

Mas agora estávamos eu e ela, ela ainda era a minha esposa e estava só de lingerie de renda vermelha rebolando contra meu pau embaixo de mim. Pensei em mandar tudo pra o inferno e transar com ela, porém algo invadiu minha mente, ou melhor, alguém.

Taehyung!

Mesmo eu tendo falado tantas coisas ruins pra ele e ainda assim se fez presente ali, naquele momento como se fosse um fio de sanidade. 

Com muito esforço eu consegui sai de suas investidas e me soltei a deixando sozinha sobre a cama. Em seus olhos eu podia ver o furor que ela estava sentindo.

- Eu não acredito! - Gritou. - Você não vai me tocar? - Ignorei completamente o que ela havia dito. E já com as chaves em mãos eu abri a porta, calcei meus sapatos e sai de casa. Eu não podia mais ficar no mesmo ambiente que ela. Eu não quero mais ser tocado por ela, apesar do meu quase ato eu tinha medo. Medo do que ela poderia fazer pra conseguir o que quer e eu não queria ficar ali pra descobrir. Peguei meu carro e fui para a empresa. Estaciono meu carro e subo direto pra minha sala. Cheguei muito nervoso e só quis ficar sozinho. Queria pensar, queria colocar tudo no lugar.

Um tempo depois ouço batidas na porta e ouço a voz de Joy.

- Senhor Jung. O seu pai o chama em sua sala. - Levanto e abro a porta. - Oh, senhor. - Ela percebe minha inquietação. - Hoseok, está tudo bem?

- Não Joy, mas irá ficar. Ele me espera em sua sala? - A mesma assentiu. E eu fui rapidamente para a sala.  Ao entrar dou de cara com um cara alto e muito bonito. Seu cabelos não eram tão longos e a cor era preto. Seu lábios eram carnudos e seu rosto era belíssimo. Olho para seu lado e me deparo com nada mais nada menos que Kim Taehyung. Meu coração errou a batida em vê-lo. meu peito aqueceu por um instantes, eu sentia tanta saudade dele mas ao mesmo tempo uma chama de fúria acendeu em mim, porém não quis transparecer nada.

- Boa tarde pai. Senhores. - me curvei para todos.

- Reunião de emergência. Kim Jongin não poderá vir, então aproveitou que seu filho estava perto e o mandou para vim em seu lugar.  - Meu pai se pronunciou e eu assenti. Então os outros dois sentaram também. Fiquei inquieto por não saber quem era aquele que estava ao lado do Kim.

A reunião foi sobre Jeon. Deve ser por isso que o Kim mais velho não quis vir. Meu pai apontou alguém tópicos nos quais interessariam aos Kim, mesmo Kim Jongin sendo tão contra. Taehyung parecia muito imerso em tudo o que me pai dizia e o cara que estava ao seu lado me olhava de vez em quando com um olhar desconfiado... Eu já o havia visto, certo?
Sou tirado dos meus devaneios quando meu pai me chamou.

- Hoseok? 

- Oi, pai. Me desculpe.  - Os outro dois olhavam pra mim. 

- Me perdoem, eu preciso sair um pouco com meu filho. Em cinco minutos estaremos de volta. - Meu pai se levantou e eu também, então fomos para fora da sala.
Quando as portas se fecharam o mesmo me encarou, e eu fiquei sem saber como agir.

- Hoseok, o que está havendo? - Questionou com as mãos em meus ombros.

- Eu estou me divorciando de Irene. Não sei se a mãe te contou.  Eu simplesmente não posso mais viver no mesmo ambiente que Irene. A noite passada eu nem dormi em casa. Está sem condições de eu continuar com este casamento.

- Sua mãe havia me dito, apesar de eu achar vocês um casal lindo. Eu imaginava os netos que vocês iriam me dá. Mas eu sei que se você chegou a tomar essa decisão é porque coisas ruins andam acontecendo. - Eu Assenti. - Eu te conheço filho. Me desculpe por te fazer passar por isso. Eu sei que fez isso por nós. - Colocou a mão sobre meu ombro.

- Eu irei procurar um lugar pra ficar até eu comprar um lugar novo. Irei deixar ela com a casa se ela quiser. Mas até o divórcio sai eu vou alugar um lugar pra mim. - Sorriu. - E não se preocupe pai, tudo vai ficar bem. - Tento não fazer ele se sentir mal.

- Se você quiser pode ficar na nossa casa. - Meu pai sugeriu.

- Não precisa pai. Eu prefiro um cantinho só pra mim.

- Tem certeza? - Assenti. - Tudo bem. Vamos voltar lá pra dentro. - Retornamos ao interior da sala onde só os dois estavam ocupando até então. A reunião seguiu conforme deveria e Taehyung mal olhava pra mim. Eu só faço besteira.

A reunião acabou e logo os dois saíram da sala, apenas fizeram uma reverência. Será que Taehyung está com ele agora? O cara até que era bonito. Eu não posso ficar aqui sem fazer nada enquanto ele vai embora. Decido por fim sai da sala e encontro os dois conversando em um canto reservado, ambos me olharam assim que eu sai, isso me incomodou um pouco. Então eu o vi sorri. Aquele sorriso quadrado que tanto me fascina. Dói no meu coração que ele esteja tão distante de mim e ao mesmo tempo tão perto. E se ele está com um cara e se ele está feliz, então eu ficarei feliz por ele. Mesmo que isso massacre minha alma. Dá vontade de ir lá e o puxar pelo braço e tranca ele dentro de minha sala e beijar sua boca até o último fio de oxigênio se esvair do meu corpo. Eu o admiro e o odeio ao mesmo tempo.

{•••}

Aluguei um apartamento simples em um edifício de Seul. Fui até o apartamento em que eu e Irene morávamos e peguei minhas roupas e alguns pertences. Esperei dois dias para voltar até aquele lugar e sabia que a mesma não estava  Eu passei esses dois dias no apartamento que aluguei e já o aluguei com mobília. então só precisava pegar algumas coisas. Então eu aproveitaria por ela esta viajando pelas passarelas do mundo. Enquanto recolhia meus pertences eu vi o quadro. Pensei que seria um casamento feliz e que eu iria aprender a amar ela, que seríamos felizes e que tudo seria perfeito, mas meu grande erro foi o " Aprender a amar." Como eu ia aprender a amar a pessoa depois que casei com ela? Geralmente isso se aprende antes. Parei de olhar o quadro e desci com mais algumas poucas coisas em algumas caixas que eu arrumei e fui para o novo apartamento. Peço ajuda ao porteiro para subir com algumas caixas e o mesmo me ajudou. E quando desço de novo só havia restado uma caixa, eu a retiro do carro e subo sozinho dessa vez. Coloco ela no chão, perto da porta e respiro um pouco. O suor já inundava meu corpo, principalmente minhas costas e rosto. O ruim de uma mudança é que além de desempacotar tudo ainda tem que arrumar depois. Eu estava ali criando coragem para poder colocar a última caixa pra dentro quando uma porta atrás de mim se abre, então quando eu olho pra trás vejo Taehyung e o rapaz que estava com ele e então desço o olhar e vejo duas malas. Cada um estava com uma. O sorriso de Taehyung morreu quando me viu. Ele viu a caixa que estava próximo ao meu pé e arqueou a sobrancelha. Será que ele estava passando uns dias ali com o novo namorado?

- Hoseok? O que faz aqui? - Congelei. Era ele. Ele estava ali.

-Eu... Eu... Vou passar um tempo por aqui. - Finalizei.

- Ah. - olhou para o cara ao seu lado. - Tudo bem. Parece que seremos vizinhos. Espero que não tenha problema pra você. - Vizinhos? Ele está morando aqui agora?

- Eu também espero. - Ele sorriu mínimo.

- Vamos Jin. - o outro assentiu e saíram me deixando ali sozinho, suado e confuso.

Então em um tom de sarcasmo digo pra mim mesmo. - Eu, vizinho de Taehyung. Ótimo!


Notas Finais


See u later 💜


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...