História Officially Missing You - Imagine Mark Lee - NCT - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Mark, Personagens Originais, RenJun
Tags Hot, Imagine, Mark Lee, Nct, Nct 127
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Palavras 6.473
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Literatura Feminina, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!!!

Falei que a inspiração tinha voltado!! Hehe

Então, fazia tempo que eu não escrevia nada do Mark e como sabem, morro de amor por ele...
Esse plot nasceu no dia que vi o vídeo dele cantando essa música, maravilhoso!

É também um mimo para o serzinho mais brilhante que já vi, @angeloves Angel, batata! Não pula tá? Fiz com carinho!!

Espero que gostem!

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Officially Missing You - Imagine Mark Lee - NCT - Capítulo 1 - Capítulo único

Vancouver – Arts University* (nome fictício)


-E aí Mark, animado para o primeiro dia de aula? - o garoto de cabelo loirinho e caído na testa perguntava ao mais velho, que se olhava um tanto desanimado no espelho, ajeitando seus óculos redondos no rosto e colocando o boné, cobrindo sua cabeleira escura.

-Acho que sim... sabe como é né, como sempre foi. - Mark se virou para o amigo de longa data e deu de ombros. Primeiros dias para ele nunca eram os melhores.

-Relaxa cara! Você vai fazer a faculdade que sempre sonhou! Vamos, pegue seu violão e vamos! - o garoto sorria e tentava animar seu melhor amigo.

-Renjun! Para você é muito fácil, sempre faz amigos rapidamente, sempre conversa com todo mundo, sempre é querido pelas pessoas. Mas eu... bom, eu sou o cara estranho e recluso, que depende de você para socializar. Mas esse ano... eu vou estar sozinho!

-Sozinho? Tem mais de 30 pessoas na sua sala de música! E meu curso fica no andar de baixo, iremos nos ver todo intervalo, além é claro de agora estarmos morando juntos... você não estará sozinho. Relaxa Mark, a faculdade será diferente do colegial, fará novos amigos. Vai dar tudo certo! Agora vamos, a aula inaugural começa em 30 minutos!

-Você conhece alguém na sua turma? - questionou o mais alto, enquanto colocava a mochila nas costas e pendurava seu inseparável violão num dos ombros.

-Não exatamente. Tem umas 35 pessoas, muitas garotas e sabe como é né? Cinema é um curso de pessoas falantes. Estou ansioso para conhecer todos lá.

Mark sorriu para Renjun, concordando com ele, mesmo que não estivesse certo sobre o que aconteceria com si mesmo.

Os garotos se conheciam há muitos anos, estudaram sempre juntos, desde que Renjun veio da China com sua família, ainda criança, para o Canadá e ficou extremamente feliz por ter encontrado em sua sala, no seu primeiro dia de aula, um garoto de ascendência asiática também. Os pais de Mark eram sul coreanos, mas o garoto já havia nascido no Canadá e mesmo que conhecesse outros asiáticos, se sentia sempre estranho demais...

Mark era um garoto tímido, só conseguia ser ele mesmo, mostrando sua alegria, quando estava perto de seu melhor amigo, Renjun. Um garoto extremamente dedicado, inteligente e talentoso, Mark sempre sonhou em fazer música e seguir uma carreira ligada a essa arte. Ficou muito feliz quando foi aprovado na principal universidade do Canadá. Mais feliz ainda, quando seu melhor amigo também foi aceito na faculdade de cinema, na mesma Universidade.

Ambos decidiram dividir um pequeno apartamento, próximo do campus onde estudariam, para facilitar o deslocamento e também viverem suas vidas de recém adultos. Para eles, morarem com os pais aos 20 anos e agora na universidade, era queimar o filme. Desculpa típica e compreensível.

Renjun era sempre quem ajudava Mark na árdua tarefa de socializar. Um garoto inteligente, de sorriso contagiante e muito falante, Renjun fazia amigos com muita facilidade e sempre tentava arrastar Mark para seus novos grupos de amigos, mesmo que o mais velho recusasse sempre. Sua desculpa era que para ele bastava Renjun. E não era mentira, já que os meninos tinham muito em comum e se davam muito bem.

Agora ambos seguiam para seus primeiros dias de aula na universidade. Renjun houvera escolhido cinema pois queria poder se expressar livremente em todos os sentidos e achava que o cinema o ajudaria a mostrar para as pessoas o que ele pensava sobre a vida. Mark amava a música e para ele nunca existiu uma segunda opção. Sempre acompanhado de seu violão, agora o carregava como um importante aliado ao aprendizado, assim como um arquiteto carrega seus projetos, Mark carregava seu violão.

Logo que saíram do prédio que moravam, um local habitado praticamente por estudantes, Mark a viu. Uma garota, pequena, um tanto branca demais, com seus óculos pink e seus cabelos da mesma cor, usando moletom vermelho, largo demais para seu pequeno corpo, um all star azul marinho e uma calça preta. Ela estava retirando sua bicicleta do grande estacionamento de bikes. Olhou para ela mais do que o julgado de tempo ideal, tanto que ela percebeu e sorriu. Mark virou seu rosto e agradeceu mentalmente que Renjun estava nesse instante falando com sua mãe, sobre um jantar sei lá o que, que ele teria final de semana. Mark não ouviu, ele apenas viu. A viu.

***

-Cara, tô indo pra minha sala, na hora do intervalo te espero aqui, ok? Socializa Mark, mostra ao mundo seu talento! Sorria mais! Confio em você. - falou Renjun, dando dois tapinhas nas costas do melhor amigo e indo para seu andar, deixando o garoto de cabelos pretos sozinho no meio do corredor, com uma multidão de pessoas passando por ele.

Mark ajeitou seus óculos redondo no rosto, um tique que ele sabia ter mas que não conseguia evitar, endireitou seu violão no ombro e seguiu para o andar do curso de música. Agora era ele por si só.

Suas primeiras aulas passaram rapidamente e por incrível que pareça, Mark conseguiu trocar algumas palavras com alguns de seus colegas de classe. É, ele ficaria bem sem Renjun e talvez, muito talvez, ele conseguisse fazer um ou dois amigos em sua turma.

Encontrou com Renjun na hora do intervalo, no local que haviam combinado. Mas Renjun não estava sozinho, ele vinha caminhando ao lado de uma garota. Espera! Era... era a garota do moletom vermelho e do cabelo pink. O que ela... o que ela fazia aqui?

-E aí Mark, como foi suas aulas? - perguntou Renjun logo que se aproximou de Mark.

-É... legal – o chinês percebeu que Mark estava olhando para a garota ao seu lado e notou que ele não havia os apresentado.

-Ah, Mark essa é S/n, minha colega de turma, acredita que ela mora no mesmo prédio que a gente? - Mark sorriu para a garota, timidamente, sendo retribuído, entretanto com um sorriso mais aberto e espontâneo.

-Oi Mark – falou a garota, simpática demais, sorridente demais, bonita demais...

-Oi... é, Renjun, acho que tenho que voltar, sei lá, esqueci um caderno em cima da mesa. Nos vemos na hora de ir embora, certo?

-Mas Mark, nosso café! Você já comeu algo?

-Não estou com fome Injunnie, nos vemos depois, ok, até mais – deu as costas para o amigo e sua nova amiga e praticamente correu até sua sala.

Mark não sabia o porquê, mas aquela menina, de rosto angelical e suave, havia deixado ele nervoso demais, mais que o normal. Sentou-se em sua carteira, retirou uma barra de cereal que sempre levava em sua mochila e tentou matar a fome que sentia.

Mark sempre achava que as pessoas iriam achar ele bobo, esquisito e sem graça. Por isso, ele se mantinha longe das pessoas, mesmo que elas parecessem legais consigo, ele não conseguia evitar sentir medo de aproximação.

Nem mesmo namoradas Mark havia tido, apenas uma garota, mas que acabou tendo que ir embora da cidade que morava. Eles nunca mais se viram.

Ele tinha seus pais, um irmão mais velho e Renjun, seu melhor amigo.

O segundo tempo havia passado devagar demais na opinião do garoto, tirando-lhe a paciência. Quando ouviu o sinal, quase correu pelas carteiras, louco para encontrar seu amigo e irem para casa. Pensou se por acaso Renjun estaria novamente com a garota de cabelo rosa, S/n... tomara que não, pensou.

-Oi Renjun...tudo bem? - Renjun estava parado no local combinado, olhando para seu celular, esperando por Mark.

-E aí? O que deu em você no intervalo?

-Nada... eu só havia esquecido... meu boné.

-Boné? Não tinha sido o caderno? Mark, eu te conheço há mais de 10 anos, você estava com vergonha da S/n.

-Não! Claro que não... por falar nela, cadê - Mark queria mesmo que ela não estivesse lá? Nem ele acreditava nisso.

-Foi sozinha, disse que não queria nos incomodar. Ela percebeu que você saiu correndo por causa dela.

-Aish! Renjun, não diga bobagens, ok? Eu sei que sou antissocial, mas correr de uma garota? Aí já é demais!

-E eu te conheci ontem...vamos embora Mark Lee e só por que fez isso comigo hoje, irá pagar meu almoço, anda que estou faminto.

Os dois meninos foram para casa, comprando no meio do caminho um lanche para almoçarem. Mark não tirava a tal garota da cabeça e Renjun não ajudava, já que não parava de falar da menina.

-Sabia que ela fala francês e espanhol?

-Renjun, estamos no Canadá, em alguns lugares o francês é língua oficial.

-Tá... mas é bonito ver ela falando francês. E ela canta! Acredita nisso?!

-Acredito. E acredito que você esteja interessado demais nessa menina.

-Não... ela é legal, todo mundo da sala gosta dela, sei lá, uma garota inteligente e legal. Você deveria fazer amizade com ela também...

-Sabe que não funciona assim comigo...

-Sei, por isso estou aqui para te ajudar.

Os garotos entraram no prédio que moravam e seguiram para o elevador, apertando até o sétimo andar. Continuavam naquela mesma conversa, sobre Mark deixar que outras pessoas se aproximassem dele, até que então, os dois ficaram mudos.

Tinha uma garota, tentando abrir a porta do apartamento ao lado do deles, segurando alguns livros e tentando não derrubar um copo de chá que tinha em mãos. Era a menina o cabelo pink.

-S/n? - perguntou Renjun, se aproximando da menina.

-Renjun? Oi, vocês moram nesse andar também? - disse desistindo de abrir seu apartamento com apenas uma mão.

-Sim, aqui, no 73. - apontou para a porta ao lado.

-Puxa! Legal, moro no 74. Mas não estou conseguindo abrir, acho que a chave emperrou, pode tentar para mim, por favor?

-Claro, Mark abre para você, ele é ótimo com chaves emperradas. - Renjun falou e praticamente empurrou o amigo até a porta.

Mark sorriu sem graça e pegou a chave da mão da garota, observando curioso que a menina tinha uma unha de cada cor. Ela era colorida demais!

Sem falar nada, colocou a chave na fechadura e muito facilmente conseguiu destrancar a porta.

-Pronto, basta colocar um óleo e a fechadura não vai mais fazer isso – disse Mark, entregando a chave para S/n.

-Uau... muito obrigada! - disse e beijou o rosto de Mark, fazendo o garoto ficar extremamente corado - Valeu meninos, agora eu preciso entrar. Até mais tarde!

Os garotos se despediram de S/n e entraram em seu próprio apartamento. Mark deixou sua mochila no chão, seu violão ao lado do sofá verde de dois lugares e se jogou no mesmo, fechando seus olhos, completamente exausto. Renjun o observou por algum tempo, até que resolveu puxar assunto.

-Gata né?

-Que? - abriu seus olhos e deu de cara com seu melhor amigo, comendo uma maçã e o olhando.

-Nossa vizinha, minha colega de turma, S/n, ela é gata, não achou?

-Faça bom proveito Injunnie, não precisa da minha aprovação pra dar uns beijos nela. Vou almoçar - falou e se levantou, indo na direção da cozinha, pegando os pacotes com o almoço de ambos.

-Ei, Mark! - Renjun foi apressado atrás do amigo, deixando sua maçã para trás e o acompanhando no almoço - é impossível que você não tenha achado ela bonita.

-Mas o que você quer que eu diga? Tá, ela é mesmo bonita, investe nela, vai fundo, tá aqui do lado, não perde tempo. Agora pronto, tem o meu aval. Me deixe comer em paz, ok?

-Você está chateado porque eu levei ela para o intervalo.

Mark apenas olhou para o amigo, suplicando silenciosamente que o mesmo calasse a boca. Renjun conhecia aquele olhar e ficou quieto.

Os meninos almoçaram e Mark seguiu com sua rotina de todos os dias.

Renjun era encarregado de lavar a louça do almoço, portanto, Mark tinha as tardes livres para fazer o que mais amava em sua vida. Cantar e tocar violão.

Pegou seu violão e seguiu para a varanda do pequeno apartamento que moravam. Fazia calor, deixou as portas abertas para que a brisa entrasse no ambiente, retirou sua camiseta branca, ajeitou seus óculos em seu rosto, sentou-se em seu banquinho e começou a dedilhar uma canção.

Mark amava todos os estilos musicais, mas as canções que falavam de amor eram mesmo suas preferidas. Renjun já havia se acostumado com as manias do amigo e também com seus gostos. Na verdade, ele gostava muito de ouvir a voz profunda e macia de Mark Lee e seu talento para o violão era inquestionável.

Enquanto Mark dedilhava e cantarolava alguma canção que falava de amores não correspondidos, Renjun organizava a cozinha e se deliciava com a paz que a voz do melhor amigo lhe trazia.

Mas não era apenas Renjun que se beneficiava do talento de Mark Lee.

A garota do apartamento ao lado, a vizinha de cabelo rosa e óculos pink, havia se mudado há apenas uma semana para aquele prédio e desde o primeiro dia, esperava ansiosa, sentada junto à parede que separava os dois apartamentos, só para ouvir Mark tocando seu violão e cantando sobre amor.

Ela sabia que ele tocava na varanda, especialmente nos dias que mais faziam calor e aquele, era um dia muito quente. Mas S/n era uma garota tímida demais para simplesmente abrir a porta de sua varanda e ir observar Mark tocando e cantando. Principalmente depois de hoje.

Ela sabia que seus vizinhos eram dois garotos alegres e muito falantes, mas não tinha ideia de que eles estudariam no mesmo campus que ela e ainda mais, que um deles seria seu colega de classe. Havia os visto pela primeira vez aquela manhã e soube desde o primeiro minuto, que seria diferente.

Renjun era um cara muito legal, extrovertido, de opinião forte e ainda assim, sensível. Mas o Mark, não conseguiu ler muito dele. O garoto era fechado demais... mas algo lhe dizia que Mark seria especial em sua vida.

Confirmou essa teoria quando naquela tarde, depois de dedilhar umas três músicas diferentes, Mark cantou alto e claro uma música que tocava seu coração. Falava sobre um amor que estava se perdendo... um grande amor.

S/n pensou que Mark talvez tivesse um amor não correspondido, ou por acaso um amor que se perdeu pelos tantos caminhos da vida.

Sua voz dava tanta emoção àquela canção, que sentiu seus olhos arderem de emoção, não conseguiu conter as teimosas lágrimas.

Mas Mark não amava ninguém, não por enquanto. Ele se achava estranho demais para se permitir se apaixonar. Achava que ninguém também o corresponderia.

Mas o destino tinha planos para ele e Renjun estava empenhado em ajudar nisso.


***

Todos os dias, essa mesma cena se repetia.

Depois que chegavam da aula, Mark tocava seu violão, sentado na varanda, olhando o horizonte a sua frente, enquanto Renjun fazia suas tarefas. Sua vizinha sentava-se encostada na parede para ouvi-lo tocar e cantar e por diversas vezes, a emoção falava mais alto e ela acabava chorando. A voz de Mark havia se tornado uma obsessão para si, como um vício e uma cura.

Mas fora isso, que se mantinha exatamente igual, a rotina da faculdade havia mudado um pouco. Inicialmente causando descontentamento em Mark, já que para ele, as mudanças eram terreno instável e perigoso.

Mas ele não podia fazer nada... nada além de aceitar.

S/n tinha começado a ir com eles a pé para a faculdade. Renjun e S/n iam conversando sem parar, uma amizade fácil e natural, afinal, tinham vários gostos em comum.

Mark ia ao lado do amigo, em silêncio, escutando eles falarem e respondendo com monossílabos quando lhe perguntavam algo. Ficava momentaneamente nervoso, mexia em seus óculos redondos e ajeitava as alças da mochila e do violão, ambos pendurados em seus ombros.

Mark sentia-se nervoso demais perto da garota, tinha vontade de rir, de falar mais, de ser ele mesmo, mas sabe-se lá porque, ficava ainda mais tímido e inseguro.

Talvez porque o Lee tivesse certeza que Renjun estava interessado na garota de sorriso branquinho e bochechas coradas num tom de rosa, quase igual aos seus cabelos.

Mal sabia ele que Renjun havia se tornado confidente da garota, depois de mais de um mês de aula e também de amizade.

-Injunnie... por que Mark parece me odiar?! - S/n perguntava a mesma coisa para Renjun pela terceira vez naquela manhã.

-S/n, ele não te odeia! Mark é assim mesmo, recluso, tímido, um idiota, que é o melhor cara desse mundo. - deu de ombros, falando com carinho de seu amigo.

-Mas por que ele pareceu que ia sair correndo depois que eu segurei na mão dele para atravessar a rua? Fiquei com vergonha depois disso...

-Relaxa... Mark é meio bobo assim mesmo, mas eu vou falar com ele. Se você está interessada em conquistar aquele cabeça dura, terá que ter paciência.

-Posso confessar uma coisa Injunnie? - falou cruzando suas pequenas mãos em cima da carteira da sala de aula, olhando fixo para seu amigo, sentado ao seu lado.

-Que foi? Fala logo!

-Todos os dias, quando eu escuto a porta da varanda de vocês abrindo, eu me sento colada na parede da sala e fico escutando Mark cantar... acho que me apaixonei primeiramente pela voz dele... então sim, eu quero me aproximar desse cabeça dura.

Renjun sorriu para S/n e concordou com a cabeça. Ele sabia que era mesmo impossível não se apaixonar pela voz de Mark e seus acordes no violão.

Renjun iria ajudar sua nova amiga a se aproximar de seu melhor amigo.

-S/n, você precisa confiar em mim, ok? Eu vou ajudar você, mas não me questione quando eu fizer algo, tudo bem?

-Tudo... Renjun? - chamou e o chinês voltou a olhar para a garota – Mark já namorou alguém?

-Já sim, apenas uma garota, mas durou quase um ano. Ela teve que se mudar e o namoro terminou.

-Ele ainda gosta dela?

-Não, já faz uns dois anos isso e foi a primeira paixão dele, mas hoje em dia ele só fala dela com carinho. São amigos, nada mais.

-Será que eu tenho chance?

-Acredite em mim, Mark está interessado em você, mas ele é burro demais para enxergar que você também o quer. Ele acha que eu e você temos alguma coisa. Ele é tão tapado que nem percebeu que estou ficando com a menina do segundo ano.

-Você não falou para ele? - perguntou curiosa.

-Não, ele acreditar que eu e você temos algo, só vai ajudar vocês dois, confie em mim. - piscou para a menina e voltaram a prestar atenção na aula.

Renjun tinha uma missão e ele a cumpriria. Ele queria muito tirar seu amigo dessa solidão, fazer Mark interagir mais, rir mais... Renjun sabia como seu amigo podia ser extrovertido, alegre, falante... mas sua falta de confiança em si mesmo, o deixava aparentar ser outra pessoa em público.

Naquela tarde, depois que Renjun limpou a cozinha suja do almoço, enquanto Mark tocava na varanda seu inseparável violão, o chinês resolveu que era hora de colocar seu plano em ação.

-Mark, vou ali no mercado comprar um doce, quer algo?

-Um refrigerante, só. - falou ainda de costas, tentando tirar uma nota nova.

-Ok, dez minutos e estou de volta.

Mark não respondeu, continuou concentrado em seu violão. Era um lindo dia de verão canadense, a temperatura agradável favorecia o Lee a ficar sem sua camiseta, expondo seu tronco levemente definido, sua pele branquinha e pálida, usando apenas a bermuda que havia ido para a faculdade. Seus óculos apoiados na ponta do nariz, seu cabelo preto caído na testa franzida, seus lábios fazendo um bico, lhe conferiam um ar muito atraente, pena que ele não achava isso.

Renjun saiu e antes de seguir para o mercado, bateu na porta do apartamento ao lado.

-Renjun?

-Coloque os tênis, vamos ao mercado comigo, tenho um plano.

-Mas...

-Mas nada, Mark vai tocar a tarde toda hoje, é sexta, não temos aula amanhã. Você vai ver ele tocar ao vivo e a cores hoje.

S/n sorriu e correu calçar seu all star azul escuro.

Os amigos foram ao mercado e no caminho, Renjun explicou seu plano.

-Mas tem certeza que isso vai dar certo? Eu posso parecer extrovertida, confiante demais e bem resolvida, mas eu não sei tomar iniciativa! Ou acha que eu já não teria tomado uma atitude?

-S/n, apenas seja você mesma, Mark vai perceber... e depois de hoje, acredite, as coisas irão se encaminhar.

S/n sorriu e concordou com a cabeça. Ela iria confiar em Renjun...

A garota possuía um dom em atrair as pessoas, fazia amizade com facilidade e era muito querida por todos, mas esse seu lado, sua personalidade aparente, era apenas uma de suas faces. A garota era romântica e acreditava no amor correspondido, na alegria de um beijo apaixonado e sonhava em encontrar sua cara metade. Já havia namorado algumas pessoas e nunca se apaixonado de todo coração. Mas quando olhava para o Lee, sentia que com ele poderia quem sabe, ser diferente.

***

-Mark, cheguei! Trouxe pizza e uma convidada – Renjun dizia enquanto retirava seus tênis e dava espaço para S/n entrar em sua casa.

-Convidad.... - Mark ainda estava na varanda, tocando seu violão e tentando se lembrar das lições da última aula, quando escutou a porta se abrindo e a voz de Renjun. Se virou para ver do que o amigo falava. Quase caiu para trás quando viu a vizinha de cabelos cor de rosa ali, bem no meio da sala do pequeno apartamento deles.

-Oi Mark – disse S/n, não conseguindo conter a vontade de olhar para o garoto usando apenas uma bermuda e segurando seu violão.

-Encontrei S/n no mercado e a chamei para comer uma pizza com a gente, ótima ideia, certo? - falou Renjun, olhando para Mark e sorrindo pela sua travessura.

-Clar...claro, digo, sim, claro, fique à vontade S/n e...nossa, me desculpe – Mark ficou aflito quando percebeu estar sem camiseta e correu para seu quarto, vestir uma roupa qualquer.

Ele iria matar Renjun.

A princípio, Mark não ficou muito confortável com a garota ali, sentada em seu sofá verde de dois lugares, achava estranha a maneira que ela o olhava.

Mas Renjun estava fazendo de tudo para que o amigo ficasse à vontade e então, teve uma ideia.

-Ei S/n, acho que amanhã vou ao cinema com a Angel, vamos sair dos beijos pelos corredores e finalmente avançar para os bancos da sala de cinema. - ao falar isso, Mark parou o que fazia em seu celular, ou fingia fazer pelo menos e olhou assustado para o amigo.

-Renjun... você está... você e a S/n... espera, quem é Angel?

-Ah Mark, até esqueci de comentar, estou ficando com uma garota, do segundo ano, ela é minha veterana e acabamos nos entendendo... sei lá, agora vamos ao cinema. - explicou todo sorridente, enquanto S/n olhava para os dois. - Ah, falando nela, vou atender o telefone, licença - disse mostrando a tela do celular, que coincidentemente estava tocando.

Mark e S/n ficaram sozinhos na sala, mudos, envergonhados. Mark olhou para a garota e resolveu tomar coragem de falar alguma coisa, qualquer coisa...

-Eu achei que você e ele, bem, você sabe... achei que vocês dois...

-Estávamos ficando? Não, eu adoro o Renjun, mas como amigo.

-Hum, legal.

-É... eu gosto de outra pessoa – falou S/n, completamente corada, chamando a atenção de Mark.

-É? Bom, espero que essa pessoa te corresponda, você é uma menina legal.

-Eu também espero que ele me corresponda, mas as vezes eu acho que ele não gosta de mim.

Mark olhou para S/n e pensou quem em sã consciência não gostaria dela. Linda, inteligente, simpática, tinha um sorriso de anjo e olhos brilhantes. Ele gostava dela, mas jamais assumiria.

-Nossa, acho que ele não deve saber que você gosta dele, já que acho muito difícil alguém não gostar de você. - disse e imediatamente se arrependeu, já que a garota lhe olhou e sorriu graciosamente. Seu coração palpitou de forma estranha e descompassada.

-É mesmo? Então ele é mesmo muito lerdo...

O silêncio voltou a reinar no ambiente, até que finalmente Renjun voltou de seu quarto, com um sorrisinho que deixou Mark muito desconfiado.

-Pessoal, vocês se importam de ficar um tempinho sozinhos? Angel está me esperando na frente da faculdade, ela teve um tempinho sobrando no estágio e quer me ver. - falou e já foi saindo, sem esperar a resposta de nenhum dos dois.

S/n já sabia do plano e apenas deu de ombros, já Mark achou que fosse ter um ataque.

Os dois ficaram se olhando como dois bobos.

-Quer comer a pizza já? - perguntou Mark depois de mais de cinco minutos de silêncio. Já estava constrangedor.

-Não, na verdade, posso te pedir algo?

-É... pode.

-Toca violão e canta, por favor? Eu amo sua voz...

Mark sentiu-se envergonhado mas ao mesmo tempo orgulhoso e feliz. Era claro que ele não negaria fazer o que mais ama nessa vida.

-Você... escuta eu tocando? - perguntou timidamente, enquanto se sentava e ajeitava o violão nas pernas.

-Todos os dias... eu sei até a hora que você vai começar a tocar. Toda vez que escuto a porta da varanda abrindo, eu me sento no chão, colada na parede e fico ouvindo você tocando. Eu amo sua voz...

Mark sorriu, mordendo seu lábio inferior, deixando suas maçãs do rosto ainda mais evidentes. Coçou sua cabeça e ajeitou seus óculos. Fechou os olhos e começou a cantar Photograph do Ed Sheeran. S/n parecia flutuar com a voz de Mark, olhando fixamente para o menino de olhos fechados e expressão firme, porém suave. Ela estava apaixonada.

Logo que ele terminou a música, S/n bateu palmas animada, deixando Mark feliz, com suas bochechas coradas.

-Posso pedir mais uma? Escutei você tocando esses dias Show me Love. Eu amo essa música!

-Claro!

Mark dedilhou a canção no violão e logo sua voz grave e profunda ecoou pelo apartamento, enchendo o coração da garota de alegria e paixão.

Quando a música acabou, ambos sentiram algo diferente no ar. S/n queria muito que Mark tomasse uma iniciativa, ela o queria, mas jamais falaria... ele era tímido demais para isso, por mais que sentisse seu corpo implorando pelo da garota.

-É...acho que agora dá pra gente comer a pizza, vou esquentar. - disse Mark se levantando de seu banco e indo até a cozinha.

S/n ficou sentada no sofá, olhando para onde antes o garoto estava sentado. Respirou fundo e decidiu fazer algo que não lhe era nem usual e nem confortável. Mas um dos dois tinha que fazer.

Levantou-se do sofá e foi até a cozinha, encontrando Mark em pé, retirando a pizza da embalagem.

-Mark? - chamou baixinho a garota.

-Sim? - respondeu, mas como não ouviu mais nada, resolveu se virar e ver o que estava acontecendo.

Mark viu olhos brilhantes lhe encarando. A garota estava parada na porta, com as mãos juntas na frente do corpo, seus pés não paravam de se mexer e ele jurava ter visto seu corpo tremendo levemente.

Nenhum dos dois disseram nada... mas não precisava.

S/n andou até Mark, sem desviar seus olhos e sem tocar no garoto, aproximou seu rosto do dele e ficou olhando para seus lábios. Mark sentiu a boca secar, ele era idiota demais. Era.

Segurou com leveza na cabeça da garota e roçou seus lábios no dela, muito levemente, escutou uma risadinha tímida e sorriu de volta. Pra que esperar? Pra que ficar enrolando algo que quer tanto?

Diminuiu a distância e finalmente beijou S/n da forma que havia desejado todo esse tempo. Sua boca cobria a dela perfeitamente, seus lábios rosados e macios pareciam seda com gosto de morango. Ele estava mesmo apaixonado.

Mas como demoraram demais para isso acontecer e Renjun não poderia ficar o resto da noite na frente do prédio esperando algo acontecer, resolveu subir. Esperava que os amigos tivessem conversado pelo menos.

- Oi gente, voltei – Renjun abriu a porta e falou, esperando ver os dois ali na sala. Eles não estavam ali.

Na cozinha, local onde se beijavam pela primeira vez, o casal se assustou com a chegada do amigo e rapidamente se separou. Quando Renjun entrou no local, notou logo que algo aconteceu, não falou nada, obviamente, mas pelas bochechas coradas de ambos e a respiração ofegante da garota, seu plano havia dado certo.

- E aí, já jantaram? – perguntou, tentando quebrar o clima que havia ficado.

O resto daquela noite estranha e muito interessante, havia passado rapidamente e claro, no final dela, quando os dois amigos estavam sozinhos na sala, jogando uma partida de vídeo game, Renjun acabou perguntando, tendo as respostas que queria ouvir.

- Até que enfim seu idiota! A garota tá apaixonada por você faz tempo, achei que nunca tomaria uma atitude!

- Mas eu achei que vocês dois...

- Aff Mark Lee! Você já foi mais inteligente!

Renjun socou o braço do amigo de brincadeira e ambos riram. Por fim, as coisas estavam dando certo.

Mark não queria mais matar Renjun, ele iria agradecê-lo na verdade.

Os dias que se seguiram, foram estranhos, na opinião de Mark e tristes na opinião de S/n. Os dois agiam como se nada tivesse acontecido. Ele por insegurança, ela por achar que ele teria que tomar a iniciativa.

Iam para a faculdade juntos e a companhia dela já não era incômoda para ele, apesar de ignorar o que havia acontecido. Agora seu coração acelerava livremente e ele ansiava para vê-la.

Novamente era sexta-feira, mas não fazia calor, o verão chegava ao fim no hemisfério Norte e o ar gelado do outono começava dar as caras.

Após chegarem da faculdade, os amigos foram para seu apartamento e S/n para o seu. Ela estava decidida a falar com Mark e tentar se acertarem. Ela estava apaixonada! Precisava sentir seus lábios de novo sobre os seus...

Combinou com Renjun, o chinês iria sair e passar a tarde fora, deixaria o caminho livre para eles se acertarem.

Na hora prevista, Renjun avisou Mark que iria se encontrar com sua garota, a tal Angel e que iria demorar voltar. Mark apenas concordou e pegou seu violão, mas dessa vez sem tirar sua camiseta, mantendo o moletom cinza claro no corpo e seu capuz cobrindo seus cabelos escuros. Sentou-se no banco, na frente do sofá, não iria para a varanda, ventava demais do lado de fora. Ajeitou seus óculos e começou a dedilhar uma música. Cantou uma, duas músicas, mas nenhuma conseguia sair da forma que queria. Lembrou-se da sua agora música preferida. Era uma canção triste, falava de um amor que ia embora... Riu de sua própria situação, seu amor mal teve tempo de começar e ele já sentia a dor da perda. Officially Missing You ganhava sonoridade nos lábios de Mark Lee e as notas musicais preenchiam o ambiente. Mesmo que fosse uma música triste, Mark conseguia fazê-la linda e romântica.

Tanto, que do outro lado da parede, S/n ouvia com lágrimas nos olhos, mas não chegou nem no primeiro refrão. Tinha que ser agora.

Levantou-se, colocou seu tênis e respirou fundo. Saiu de seu próprio apartamento e bateu na porta ao lado duas vezes. Esperou apenas poucos segundos e logo ouviu a porta sendo destrancada.

- Oi... – falou logo que viu a cabeça de Mark despontar atrás da porta.

- Oi, é... Renjun saiu. – falou ajeitando seu capuz e óculos.

- Eu sei. Mas não é ele que eu queria ver – disse de olhos baixos, deixando todo seu nervosismo transparecer.

- Quer entrar? Estou tocando violão.

- Eu sei e por isso vim aqui. – Mark deu espaço e S/n entrou, sentando-se no sofá de dois lugares e observando Mark voltar para seu banco.

Mark continuou cantando sua música preferida, de olhos fechados e deixando seus sentimentos transbordarem. Aos olhos de S/n, nada mais bonito que Mark Lee tocando seu violão e deixando que a música tomasse forma, quase de modo palpável.

Quando a música por fim terminou, Mark abriu seus olhos e viu os de S/n fixos em si, como se tivesse decorando cada parte dele e sim, ela estava. Mark desviou seus olhos e remexeu nuns papéis, perguntando a garota.

- Algum pedido especial?

- Acho que sim... Mas antes, queria fazer uma pergunta.

- Tá, o que foi?

- Você se arrependeu? Sabe, de semana passada?

Mark se assustou com a pergunta, não esperava por aquilo. Mas resolveu ser sincero.

- Não... Eu só achei que você havia se arrependido. – viu S/n baixar seus olhos e sentiu seu coração falhar.

- Então é por isso que você fingiu que nada havia acontecido? – Mark olhou para S/n e a respondeu com uma pergunta.

- Você não se arrependeu?

- Você é mesmo muito lerdo Mark Lee! – falou rindo e virou seu rosto para o lado – será que agora eu posso fazer meu pedido?

- Não...- respondeu e se levantou, deixando seu violão encostado no sofá e se aproximando de S/n – chega de música.

Mark sentou no sofá, ao lado de S/n e puxou seu rosto com as pontas dos dedos, trazendo o olhar da garota para junto do seu.

- Finalmente...

S/n sussurrou baixinho e deixou que Mark tomasse seus lábios num beijo apaixonado e desejoso.

Enquanto se beijavam, S/n retirou o capuz da cabeça de Mark e passou seus braços pelo pescoço do garoto, abraçando o corpo esguio e forte. Mark segurou a cintura de S/n com carinho, deixando uma marca suave de seus dedos na pele branca da menina.

S/n apartou o beijo apenas para retirar seus óculos e os de Mark, sorrindo ao ver a escuridão iluminada no olhar do garoto.

- Seu lerdo...

- Vou te provar que nem tanto...eu só nunca achei que fosse olhar para mim

- Se não fosse para você, não olharia para mais ninguém, agora, fica quieto e me beija de novo.

Mark não disse mais nada, apenas uniu novamente seus lábios, urgente e apaixonado. S/n o abraçava, enquanto o garoto deitava no encosto do sofá o corpo da garota.

Quando lhe faltou o ar, Mark desceu seus beijos para o pescoço de S/n, acariciando com sua língua e lábios a pele quente e macia daquela região.

S/n era muito sensível e não conseguia evitar que ofegos saíssem de sua garganta.

Mas infelizmente não ficaram assim por muito tempo, já que a posição era muito desconfortável, o sofá era pequeno e muito duro. Mark se afastou e endireitou suas costas, trazendo S/n para se sentar em seu colo, com um joelho de cada lado do seu corpo. Sorriu ao ver S/n corada e ofegante, retirou seus cabelos rosas de seu rosto, jogando-os para trás dos ombros e mais uma vez se beijaram.

Estava quente ali, não pelo clima externo, mas os corpos unidos por aquele beijo, estavam em ebulição.

As mãos de Mark apertavam as coxas fartas sem cerimônia, enquanto S/n se remexia minimamente no colo do garoto. Ela já não tinha controle sobre seu próprio corpo.

- S/n... Acho melhor a gente...acho melhor pararmos

- Você não quer? – perguntou beijando suavemente o lóbulo direito de Mark.

- Se eu não quero? Eu quero demais! Mas se você não estiver com vontade....

- Mark! Você é mesmo muito lerdo. .

Mark riu daquele comentário. Tudo bem, talvez ele fosse mesmo...

O garoto segurou nas coxas de S/n e se levantou do sofá, escutando a gargalhada da garota, com a cabeça jogada para trás, enquanto ele andava com ela em seu colo até seu quarto.

Mark repousou S/n sobre a cama e antes de deitar ao seu lado, retirou seu moletom e camiseta, ficando apenas com sua bermuda.

S/n repousou a cabeça no travesseiro e acolheu Mark em seus braços, tendo o garoto pairando sobre si.

Novamente os lábios se encontraram, as línguas disputando espaço e decorando cada canto da boca um do outro. Mark subiu corajosamente o moletom vermelho da menina, juntamente com sua camiseta rosa. Ela gostava muito de rosa, ele sabia disso.

Mark apreciou o tronco da garota, apertando suavemente o seio pequeno, fazendo a menina ofegar. Abaixou minimamente a alça, deixando que o mamilo saltasse para fora, passando seu polegar em círculos pelo biquinho já eriçado. Ele estava louco por ela...

Parou de beijar seu pescoço e passou a beijar e sugar seu mamilo, excitando e estimulando a garota.

Impacientemente, S/n desabotoou sua calça e retirou a peça, sendo seguida pelo Mark, ficando ambos apenas com suas roupas íntimas.

- Está nervosa? – perguntou Mark, sentindo que a garota estava tremendo.

- Um pouco, não é como se eu já tivesse feito isso muitas vezes...

- Nem eu... Mas quero fazer com você.

- Eu também

Voltaram a se beijar, Mark distribuía selares em todo a face da garota, suas costas eram apertadas e arranhadas pelas unhas longas e coloridas da menina. Munida de coragem, S/n começou a descer o elástico da Boxer preta que Mark usava e ele entendendo o recado, retirou a peça e também a calcinha que a garota usava, jogando ambos ao chão, ao lado das roupas espalhadas.

Mark se esticou e pegou na mesinha ao lado o preservativo, que sugestivamente Renjun havia deixado ali. Ele havia achado que o amigo tinha esquecido, agora ele sabia que fora proposital.

Masturbou seu membro algumas vezes e vestiu o preservativo, deitando sobre S/n novamente.

Passou seus dedos levemente na intimidade da garota, sentindo toda sua excitação, ela já estava pronta para ele. Muito lentamente guiou seu membro para dentro do corpo de S/n, preenchendo todo seu interior.

Ambos gemiam de forma descompassada, falando palavras desconexas, aos sussurros.

Os únicos sons compreensíveis ali eram as respirações ofegantes e o barulho dos corpos se chocando num ritmo perfeito, parecia até que já se conheciam.

S/n podia sentir seu limite se aproximando e pediu para Mark

- Não para....por favor, mais

E prontamente ele a atendeu, dando tudo de si, na busca pelo prazer alheio e do seu próprio.

Num gemido rouco e outro arrastado e manhoso, ambos atingiram seus ápices, grudados, sentindo um as batidas do coração do outro.

Mark selou os lábios de S/n e saiu de dentro do seu corpo, deitando ao seu lado e a puxando para seu peito.

S/n passava as unhas de cima a baixo no peito do garoto, vendo seus pelinhos se arrepiarem, ouvindo sua respiração se regularizar. Ela estava se sentindo tão bem que poderia mesmo ser um sonho.

- Mark

- Hum?

- Como vai ser agora?

- Como assim?

- Não quero que você finja que nada aconteceu...

- Fingir isso? – apontou para os corpos entrelaçados – impossível.

- Então??

- Então eu te esperarei todos os dias...

E depois daquela tarde de amor, todos os dias subsequentes, S/n ia ver Mark tocar e cantar, mas já não cantava mais sobre um amor que partia, mas sim sobre uma amor que nascia e vinha para fazer morada. 


Notas Finais


E aí? Curtiram?

Espero que sim!

Pessoal, já estão seguindo o perfil do @drippinfanfics ? Já tem história lá pessoal, certeza que irão gostar!

Obrigada pelo carinho!!


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