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História O.K. Alteza - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Capítulo XII


Midoriya me puxou para um arbusto grande e nos escondemos ali, enquanto suas orelhas mexiam de um lado para o outro. Seu nariz acompanhando os movimentos.

— Quem está aqui, Midoriya? — perguntei. Ainda não havia avistado nada nem ninguém.

— Humanos. — disse sério, pegando uma adaga de sua bota.

— O que vai fazer?

O menor me olhou e sorriu de maneira perversa ao responder:

— Matá-los.


~☆~


— Hahahaha! Sua cara foi incrível! — Midoriya ria alto, reclamando até de dor na barriga.

Estávamos perto de Jades, segundo ele, indo em direção à casa de Recovery Girl. O guarda que rondava a floresta não levava à sério a missão de "capturar criaturas mágicas",  então não foi difícil para Midoriya o parar e aplicar o mesmo sonífero de suas flechas.

— Eu realmente acreditei quando disse que o mataria. Você foi assustador! — reclamei, carregando o corpo desmaiado em meu ombro. — Você tem certeza que ele não acordará?

— Eu já havia dito que nós não matamos humanos. — disse se recompondo. — E ele não vai acordar, esse é um sonífero feito especialmente para mim, pois não posso me transformar e preciso de tempo para levar os humanos que eu encontrar.

— Entendi... — respondi. Hesitantemente perguntei: — Midoriya... posso fazer uma pergunta?

— Quer saber por que não posso me transformar, não é? — perguntou sorrindo, como se já soubesse há muito tempo minha curiosidade.

— Apenas se não for um incômodo. — disse e o outro riu levemente.

— Que irônico, há alguns minutos a situação era contrária. — respondeu risonho. — Mas a resposta é a mesma, pode perguntar o que quiser para mim, afinal, não tenho segredos. — sorriu e se virou para frente novamente. — Na verdade, não sabemos ao certo o porquê de eu não poder me transformar. Sou um ômega, mas isso não deveria interferir, e o que me disseram é que pode ser por causa da Árvore Sagrada, ou por minha mãe ter sido infectada pelo fogo enquanto eu estava prestes a nascer. — explicou.

— Não vou mentir, não entendo quando fala sobre essas coisas. Afinal, o que uma árvore tem a ver com isso, e o que significa ser infectado pelo fogo? — perguntei confuso.

— Oh! Eu me esqueci de contar! — o menor correu para minha frente, andando de costas para poder me olhar enquanto falava. — A Árvore Sagrada não é qualquer árvore, ela era a fonte de nossa magia, a fonte de nossas vidas. Seu nome era Jades, e ela era quem comandava todo nosso povo.

— Como uma árvore comanda um povo?

— Jades possuia consciência. Ela quem cuidava de toda a natureza, desde os dragões mais poderosos até a menor semente de um girassol. Ela sabia quando algo estava errado, e mandava sinais, sejam em suas folhas, galhos ou tronco.

— Então, como sobreviveram sem ela? Se ela era a fonte de tudo.

— Não sabemos, acreditamos que há alguma semente perdida ou algo assim, algum resquício dela que nos mantém vivos.

— E tudo funciona do mesmo jeito que antes? Todas as... magias?

— Sim, exceto por mim.

— Então não entendo, não faz sentindo isso interferir na sua transformação se todo o resto está funcionando. — disse confuso.

— Exatamente! — exasperou, sorrindo largo. — Foi o que eu disse, mas ninguém me deu ouvidos, dizem que pode ter sido coincidência. Apenas Kacchan acredita em mim.

— Eu entendo mas, e sobre a infecção do fogo?

— Minha mãe morreu por causa dela, mas não faz sentido ainda, veja bem. — pigarreou, começando a gesticular enquanto falava animadamente. — Vocês humanos são feitos de setenta por cento de água, certo? — assenti. — Nós somos iguais, porém feitos de magia, e o fogo consome a magia do nosso corpo. — disse, sorrindo ao me ver arregalar os olhos, realmente interessado na conversa. — Quando entramos em contato e nos queimamos, somos infectados por ele. O fogo se espalha por nossas veias, que é onde de consentra a magia do corpo, e por onde ele passa o sangue seca, petrificando o corpo aos poucos. Perdemos os sentidos e os movimentos, as vezes até mesmo a lucidez. O processo pode levar de instantes à meses, depende muito de quem for, e em nós meio humanos ele é mais lento. Minha mãe foi infectada pela mão, e ela era uma híbrida lobo, então deveria demorar cerca de dois à três dias para ele consumir tudo. Por estar grávida, e ferida pelos acontecimentos, ela deveria resistir menos, mas por algum motivo não foi o caso. Apenas quando nasci ela cedeu, pois usou muita energia.

— E por que essa não é uma teoria válida?

— Simples, a infecção não chegou a me afetar. — respondeu certo.

— E como pode ter certeza? — rebati. O mesmo sorriu.

— Se tivesse chego até mim, eu teria morrido instantaneamente, pois um bebê recém nascido não sobrevive nem cinco minutos, imagina um que sequer nasceu ainda. — disse determinado, com total certeza do que falava. — Eu estudei durante anos sobre isso, pesquisei e anotei, mas ninguém me escuta, apenas mudam de assunto e ignoram completamente. E também- Ai!

Midoriya estava tão imerso em sua explicação, e eu tão concentrado em ouvir e entender tudo, que nenhum de nós notou a árvore atrás do menor, que acabou batendo contra ela.

Não contive a risada baixa, fazendo o outro me olhar incrédulo.

— Não teve graça!

— Desculpe, mas teve um pouquinho sim. — disse rindo.

— Que ousado! — brincou com as mãos na cintura, logo rindo também. — Nos conhecemos há um dia e já está rindo de mim. — virou-se de costas. — Oh, já chegamos.

Fomos até a garota de olhos castanhos que estava ali perto, parecia esperar por algo. Ela tocou no homem em meu ombro e ele flutuou, logo levando-o para algum lugar. Midoriya disse que seu poder tem a ver com o controle de materia. Ela pode tirar a gravidade de qualquer coisa, e movimentá-la mesmo sem tocar.

Seguimos em direção ao túnel que separa o centro de Jades das casas, e já longe da maioria ele voltou a falar:

— O que eu ia dizer, é que parece que estão encondendo algo de mim, como se soubessem a verdade e não quisessem me contar. — disse baixo.

— Mas por que fariam isso? — perguntei no mesmo tom.

— Eu não sei, mas preciso avaliar todas as opções, incluindo a maneira suspeita que tentam trocar o assunto sempre que eu falo sobre isso.

Chegamos ao fim do túnel, onde algumas pessoas circulavam, então mudei de assunto.

— E o que significa ser um ômega? — perguntei.

— Ah, bem, vocês humanos são basicamente divididos entre homens e mulheres, certo?

— Sim...

— Híbridos de lobo possuem uma segunda divisão, que é mais importante na verdade. Podemos ser Alfas, Betas ou Ômegas. — disse, levantando um dedo para cada citação. — Alfas. Digamos que são mais como os homens, fisicamente mais fortes, tanto na forma humana quanto na forma animal, e seus sentidos e intintos de caça são mais apurados. Os Ômegas seriam mais como as mulheres, mais delicados e frágeis. Não gosto de dizer que somos fracos, porque não somos, mas é como todos nos vêem. Não pense que seres mágicos são santos, boa parte deles são uns babacas. — sussurou a última frase, e pude sentir um pesar em suas palavras. — Enfim, os Betas são como um meio termo, são mais fortes de Ômegas e mais fracos que Alfas, mas eles não são afetados pelos feromônios de nenhum dos dois.

— Feromônios?

— Sim, é como um cheiro. Ômegas tem cheiros de doces ou frutas, e alfas de plantas. Os betas não possuem um específico, pode ser qualquer um dos dois, e é quase imperceptível.

— Seus cabelos cheiram como morangos. — comentei.

O menor corou e desviou o olhar para o lado.

— M-meus feromônios tem cheiro de morango, por ser humano, v-você deve ter sentido apenas por estar perto na hora.

— Entendo, e eles tem alguma função? — perguntei, achando até divertido a vergonha dele aumentar.

— B-bem... de-dependendo da quantia que liberamos e dos nossos sentimentos, eles podem ser muito, ahm, s-sedutores...

Coçou a nuca, que já estava tão vermelha quanto tomates.

— Sedutores?

— Olha só, chegamos! — disse desesperado, batendo rapidamente na porta a nossa frente, que foi aberta pela senhora baixinha.

— Izuku? Por que está tão vermelho? — a mesma perguntou.

— N-não é nada. — desviou o olhar para o chão. — Viemos perguntar onde Todoroki-kun e Kaminari-kun poderão dormir, está quase anoitecendo.

Percebi então que o sol já estava se pondo, e só era possível notar pelo alaranjado que tomava o céu, junto de tons rosa e vermelho. O lugar ficou realmente lindo com a iluminação.

— Eu já resolvi isso, não se preocupe. Onde estão Kaminari e Katsuki?

— Nos separamos  deles, mas Kirishima-kun estava junto, então não precisa se preocupar com Kacchan. — disse rindo.

— Certo. — a senhora sorriu, e logo sua expressão se tornou preocupada. — Ochako me chamou para apagar a memória de outro humano. Estão cada vez mais perto, Izuku, por favor tome cuidado. 

— Vou tomar, não se preocupe. Precisamos pensar em uma maneira de afastá-los. — disse sério.

— Sim, mas por hora, vão ao centro, sim? Vão servir o jantar em breve.

O menor suspirou e sorriu.

— Está bem, tenho certeza que Kacchan e os outros já foram para lá. — se virou para mim e eu apenas assenti.

— Tchau meninos, juízo! — a senhora disse enquanto nos afastávamos.

— Sim Shuzenji-san, até depois. —Midoriya acenou e sorriu.








Notas Finais


Buenas nocheees, mini leitores.

Feliz Páscoa! O coelhinho passou por ai? 🐇🐾

Espero que estejam bem e se cuidando direitinho, precisamos vencer essa pandemia o quanto antes, sim?

Também espero que tenham gostado, e que minha história seja uma boa distração para esse momento difícil.

Até o próximo domingo pessoal, fiquem bem ^^💕

[Capítulo Revisado]


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