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História Ondas de Serpentina - Um conto a ser ouvido. - Capítulo 3


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Capítulo 3 - O Alicerce (parte 3)


Não é à toa que este é o mais rico do mapa, com beldades no quesito paisagem e recursos a balde, Aldebarã é a nossa potência mundial. Sua realeza é composta ainda por um casal, Rei Magnus e Rainha Lilian de Greenstone. Casal forte e com influência externa.

Mas o que importa não é o núcleo do poder, mas sim, seus arredores. 

Amiga íntima da rainha, a duquesa Jane da família Rillek, é uma mulher pouco conhecida em questão visual, mas muito respeitada. 

Ela não gosta de mostrar sua face em público e seu marido prefere assim. Sem ninguém conhecer sua mulher, de forma possessiva e doentia, ela só 'pertenceria' a ele. 

Um duque que mantinha as aparências, sempre fino e conhecido por ser requintado. Porém, por baixo dos panos era um ser grosseiro e rude que eventualmente traía sua mulher.

Amada essa, que não era tão inocente assim.

Com sua delicada pele bronzeada e seu corpo curvilíneo, atraia sempre olhares curiosos. Sua cabeça possuía mais armadilhas que os calabouços do império.

" O amor é fundamental para o início e término de uma guerra."

Ela sempre pensava assim. 

Certo dia, Lilian marcou um almoço no palácio e convidou sua querida amiga. 

Conversa vai e vem, algumas 'fofocas' boas e inocentes são ditas a mesa. Conforme os pratos chegavam os homens se embebedavam ainda mais com vinho, e em certa hora Sir Alexandre, Marido de Jane, sentiu-se  mal e começou a queimar em febre. Jane pediu para a rainha uma carruagem para levá-los à casa, pois lá eles estavam preparados e habituados a medicarem melhor o Duque.

Foi realizado o pedido, porém ao chegar em sua mansão, o velho duque morreu em seu próprio portão e aos berros sua esposa alertou os guardas.

_ Como vocês não me escutaram? _ Ela gritava chorando pela sua perda. _ Estou pedindo ajuda aos gritos e vocês não me escutaram. Vocês mataram o meu homem!

Ela olha para a porta do transporte e vê que havia uma tranca ali.

_ Quem fez isso?! _ Ela grita irada, mas ainda chorando. - Quem nos trancou aqui dentro, quem?!

Os rapazes abismados não conseguiram explicar de onde havia saído aquele cadeado. Um deles foi urgentemente chamar um médico. 

E minutos após o incidente, um senhor veio às pressas de cavalo. 

Jane estava ainda agarrada ao corpo de seu marido e dificultou o diagnóstico médico, mas logo foi dito: 

_ Possivelmente tivemos uma taquicardia ou foi a nova doença que anda se espalhando. _ O médico explicou. _ Pela cidade há dezenas de pessoas morrendo subitamente, ainda não sabemos bem o motivo, mas curiosamente as vítimas estão sendo apenas homens.

A duquesa Rillek olha para o médico aos prantos, soluçando de tristeza e diz:

_ Doutor... O que podemos fazer por agora? 

_ Chamarei apoio e... infelizmente a senhora terá de preparar o velório de seu marido. Eu sinto muito por isso Duquesa, se achar melhor eu noticiarei a família e posso ajudar com o enterro.  _ O velho médico, preocupado com a dama responde. _ Tome um pouco de água e respire, tente se acalmar. Sei que é difícil, mas por favor tente.

Um dos homens que conduzia a carruagem pegou água para Jane, ajudou-a a levantar e ela, por sua vez, fora cambaleando até uma ponte que ali estava e se apoiou na bruta madeira que dava ao rio.

_ Por favor, deixe-me respirar... _ A agora viúva, clamou aos homens e assim eles se retiraram.

Após alguns segundos, quando percebeu sua solitude. Jane deixou uma pequena chave de cobre correr rio abaixo, discretamente. E momentaneamente, um sorriso de canto se mostrou e tudo o que havia acontecido, passou como um flash na cabeça dela, mas dessa vez, como realmente aconteceu.

***

Eles se sentam à mesa, Lilian está feliz por receber sua amiga. Ela sugere um novo vinho para eles provarem.

Jane é a primeira que pega o cálice para provar o vinho, mas ela sequer permite que a bebida invada sua boca. Ela deixa o veneno de seus lábios penetrarem na bebida e ergue o cálice para seu marido provar.

"Veja amor, prove do meu, eles têm bom gosto."  

Ela disse sorrindo e acariciando a barba de seu marido. Ele sorri e diz:

_ Essa mulher, como sempre querendo ser um anjo comigo! 

E as altezas riram após sua fala.

Sir Alexandre pegou o cálice e finalmente deu uma bela golada no vinho envenenado. Jane pegou um guardanapo e limpou seus lábios, após isso, ela não ousou tomar aquele vinho novamente.

Uma ou duas horas depois, o Duque já não estava mais se aguentando, e como foi dito, ele seguiu para sua mansão de carruagem.

Ele teria salvação se a Duquesa quisesse, mas como já era de se imaginar... dentro da carruagem, lá estava ela sentada, refinamento era o seu nome do meio. Poder exalava de sua postura e olhar.

Aquele olhar absurdamente verde que ao sol se tornava azulado. Era uma arma apontada e carregada para quem quer que o encontrasse e se apaixonasse.

E claro, enquanto ela tinha o seu momento de rainha, seu duque estava no chão da carruagem agonizando.

Seus olhos estavam vermelhos, e aos poucos lhe faltava ar. Durante seus últimos momentos, Rillek o fazia beijar o chão que o sapato dela pisava.

Ao perceber a chegada de seu destino, o Duque já estava morto e pouco antes de um dos homens abrir a porta ela colocou uma tranca na porta.

Começou a forçar o choro e se jogou em cima de seu homem "desesperadamente".

***

Tudo fora perfeitamente planejado.

Agora, ela só teria de lidar com os poucos membros da família que restaram.

Ela se afasta da ponte e finalmente os portões de sua, só sua mansão, se abrem.


" Que comecem as guerras."




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