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História Osvaldo Companheiros Sagrados I - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá a todos, sou o escritor dessa história e esse é o primeiro capitulo de uma aventura que espero que vocês gostem... Deixem seus comentários, criticas educadas e elogios se houver. Me sigam no instagram ou facebook, todos são nomeados de ~guwinds. Boa Leitura

Capítulo 1 - Capitulo 1


Osvaldo odiava multidões como a morte, não sei como alguém lhe convencera a ir na excursão da escola, se haviam-lhe dito ser inteiramente opcionais essa excursão. Ahhh sim, agora ele se lembrara, seu irmão mais velho , que era a única pessoa que ele amava no mundo havia implorado pra ele ir a excursão da escola se divertir um pouco. 

Mas Osvaldo não deixava ninguém lhe enganar, seu irmão só queria que ele ficasse pelo menos por um tempo, longe daquele inferno de favela, há poucos dias atrás havia começado um tiroteio de novo por lá, e seu irmão o queria o inferno longe de lá, mas e com relação a ele, será que ele achava que Osvaldo queria ver seu irmão morrer num tiroteio sem nenhuma proteção devida, ele corria pra cima e pra baixo, querendo saber alguma informação vital do seu irmão, ele já estava a um dia naquela merda de excursão e não ouvira nada de seu irmão.

Ele sentia tanta raiva de não ter um celular como todo mundo para poder ligar e verificar seu irmão, porque eles tinham que ser tão pobres? As vezes Osvaldo não entendia isso. Qual era o mal de desejar tranquilidade para a vida dos dois? 

Ele desejava paz e uma vida pacata para os dois, mas aqueles malditos traficantes não se arriscariam a perder sua galinha dos ovos de ouro, eles viviam para ter dinheiro à custa do vicio dos outros, e eles não podiam fazer nada, era só ele e seu irmão no mundo, seus pais tinham morrido de bala perdida na volta ao trabalho em meio um tiroteio numa favela próxima. Seu irmão cuidava dele e Osvaldo cuidava de seu irmão. Foi assim durante 5 anos e esperava que alguma coisa lhes aparecesse para lhes dar esperança de um futuro melhor, mas não conseguia imaginar nada em frente.

A excursão estava chata como o inferno, o que ele não fazia para agradar seu irmão, para dar-lhe um pouco de tranquilidade; ele olhou o papel A4 que tinha toda a programação de férias escritas, e também instruções para o trabalho prático e escrito que devia ser feito após todas as anotações que ele não via ninguém fazendo. 

A maioria estava usando aquilo como ferias realmente, um tempo longe dos pais, um lugar onde eles ficavam mexendo no celular , tablet ou notebook sem a supervisão dos pais, para eles era libertador , enquanto outros aproveitavam para armar encontros com seus namorados ou namoradas para fazer o inferno de se sabe o quê; alunos de ensino médio eram um porre, com tantos hormônios a flor da pele, Osvaldo enrugava o nariz ao sentir o cheiro de excitação que partiam tanto de meninas como de meninos, se ele odiava multidões, ele odiava mais ainda multidões de adolescentes.

E então como salvação, ele sempre andava mais a frente perto dos professores, com o pessoal que a turma chamada de perdedores pois eles não faziam nada do que foi dito anteriormente, exceto os eletrônicos, só que claro eles usavam para fins diferentes, não para preencher o ócio com rede sociais ou vídeos materialistas e sim eles usavam seus eletrônicos para tomar notas , pesquisar sobre alguns assuntos que os professores falavam durante a excursão, enfim , eles eram todos estudiosos e se dependesse de suas vontades seriam futuros pesquisadores e fazedores de dinheiro, pena que os perdedores e o restante da turma tinham algo em comum a ver com ele...

- E aí gordão, resolveu sair da cama? E aí teve que rolar para vim para cá? Disse Moacir para ele em voz alta olhando por cima do notebook, com um sorrisinho que deixava Osvaldo nos nervos.

Sim. ele era gordo, ele tinha engordado a uns dois anos atrás e hoje estava 20 quilos a mais do que o seu fudido peso ideal do qual ele tinha que estar, ele a maioria das vezes não se preocupava com seu peso, mas vezes ouvindo a chacota de seus colegas de classe e que não era pouco na maioria das vezes, ele se envergonhava do seu corpo, ele sentia que ninguém podia gostar dele naquela forma como estava. 

Porque ele não podia ser controlado igual o irmão dele, seu irmão também havia engordado, mas diferente dele, seu irmão sabia controlar seu peso na balança, tanto que seu irmão se via bonito com aquele peso extra que ele conseguiu ao longo dos anos, aparecia mulheres interessadas nele , mesmo com ele não tendo nem de longe a barriga trincada musculosa, mas tudo isso era seu irmão, que Osvaldo não negava ficara mais bonito com o peso extra.

Seu corpo o traia, seus colegas mal-intencionados viam como os insultos tinham efeito nele, e isso os alimentava toda vez, seu corpo era fraco e ele devia tentar ser mais forte e não deixar transparecer o tanto que aquelas palavras o atingiam.

 Até que os meninos do fundo começaram a zoar com ele também só que eles eram piores de certa forma, pois eles começaram a empurrar Osvaldo um para o outro com tanta forca que ele perdera o equilíbrio e caíra no chão, parecia que seu corpo não suportava nada e os professores nem sequer olhavam para atrás apesar do barulho absurdo que faziam atrás dele, até que distraído demais, ele não tinha visto o pé que tinha vindo por atrás dele, ele gemeu de dor...

- Além de gordo fedorento, é um viadinho de merda, que geme feito uma puta perto de um macho de verdade!! E os chutes agora vinham de toda direção e seu corpo explodia de dor e por mais que ele tentasse conter os gritos, ele não conseguia disfarçar a dor, seu rosto se enrugava e se partia de medo e desespero de que ninguém os parasse logo...

- Geme putinha gorda!! Geme putinha gorda!! E começaram todos a gritar isso como se fosse uma música de sucesso na rádio, e a vergonha e a humilhação pareceram anestesiar um pouco da dor física para dar lugar aquele dor no peito que o sufocava. Ele tentava olhar por entre os alunos para ver se conseguia chamar a atenção de algum professor mas agora os professores estavam longe de ser encontrados, então ele viu que foi deixado a própria sorte até mesmo por quem devia estar ali por ele, os murros eram mais rápidos e inconstantes, resumindo em sua mente maldita, eles já estavam cansando do seu entretenimento. 

Os chutes estavam mais fracos mas ainda dolorosos como o inferno e ele foi deixado ali perto da arvore estreita que não escondia sua vergonha de ter sido espancado por um pouco menos da metade daquela sala. E ele viu quando a dor quase o subjugou, quase o levou a desmaiar ali mesmo no chão áspero que o mantiveram refém minutos atrás.

Ele tentou relaxar e aliviar a pressão na sua cabeça que se focava na dor, mas isso parecia o estar levando a inconsciência assim como das outras vezes, mas dessa vez os alunos haviam sido mais violentos, com certeza pela sensação de liberdade por estar fora sem supervisão adequada, e a inconsciência o chamava e ele aos poucos deixava porque a cada passo a inconsciência, ele sentia menos dor, mas quando a escuridão quase o tomou , ele ouviu o rosnado alto e grosseiro no ar , vindo da floresta que circulava as cabanas onde eles estavam dormindo, e sua cabeça chegou a registrar um conjunto de risos abafados de duas garotas que estudavam na mesma escola que ele mas em outra sala e as ouviu dizer...

- Talvez uma onça acabe finalmente com o viadinho do terceiro ano!! E tentavam abafar mais risos para ninguém vê-las em sua crueldade. Ele nunca entendera como adolescentes como ele podiam ser tão preconceituosos e violentos, de onde vinha tanto raiva e desprezo, tanta vontade de agredir e humilhar, já se passara mais de meia hora que ele estava no chão, e ele não ouvira ninguém vir ajuda-lo com qualquer coisa, nem mesmo a merda de um professor responsável pela turma. 

E a dor de se ver sempre sozinho subjugou todas as dores que ainda ardiam dentro dele e ele ouviu novamente o rosnado alto e claro, mais alto que trovões ou mesmo uma metralhadora carregada, então ele sabia que o lobo, sim , um lobo, não uma onça como aquelas imbecis haviam dito, estava perto dele e a inconsciência que tinha planejado de o levar pra longe não estava mais lá, os rosnados o despertara como um banho de água fria , mas ele não podia se mover suas pernas estavam dando câimbras como uma reação adversa a dor então ele nem se incomodara em mexer... 

 


Notas Finais


O preconceito é uma merda, né? A juventude nem sempre progride de um jeito bom. Fica parecendo que na maioria das vezes repete os erros de gerações passadas. Talvez no outro capítulo tudo fique melhor, ou pior? Quem sabe, né? Obrigado por sua leitura, deixe um comentário, um like ou recomendação ao sair. Compartilhe com os amigos essa história se você gostou. Até o próximo capitulo.


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