1. Spirit Fanfics >
  2. Out of Plans >
  3. A festa surpresa.

História Out of Plans - Capítulo 34


Escrita por:


Capítulo 34 - A festa surpresa.


Aquela semana foi um pouco fora do comum para Diana; não teve de se preocupar com Leonard ou com dar alguma satisfação sobre o que estava fazendo e com quem, não se sentiu desanimada quando acordava pois o motivo de seu desânimo não morava mais com ela, chegava em casa feliz pois sabia que encontraria apenas sua mãe e seu filho, ninguém mais iria chegar. 

Após tirar o peso de seu relacionamento com Leonard de suas costas, a chefona estava mais leve e todos a sua volta perceberam isso. Na empresa, seu secretário, Ian, foi o primeiro a reparar em sua animação repentina; ainda mais numa segunda-feira. Depois quem comentou foi Kevin; tudo bem que Diana amava seu ofício mas estar assim tão entusiasmada não era normal nem pra ela. Seus funcionários comentavam uns com os outros sobre sua mudança de comportamento; Diana sempre fora de tratar a todos gentilmente e com respeito mas, agora, ela mantinha conversas reais com seus colegas de trabalho, bate papos que iam além de assuntos sobre a revista. 

Difícil foi para Leprince não ter Amy pra fofocar junto com ela, uma vez que a mesma havia sido demitida, então teve de se contentar com Alex, que dava um ótimo substituto, por sinal. Porém, a loirinha queria saber o motivo por trás desse bom humor da chefona e, é claro, foi atrás de Chanel para saber de tudo. A morena esclareceu a ela o porquê de Diana estar agindo assim, e amou saber que ela estava tão bem, só pediu para que sua amiga não passasse a informação à frente de jeito nenhum. Se a notícia vazasse e Diana ficasse sabendo que a mídia descobriu tudo a partir de Chanel, a confiança que construíram juntas iria por água abaixo, logo, pediu também que não contasse nada a Amy; tinha medo de, por estarem brigadas, ela passar a informação adiante. Muito contra sua vontade, Prince guardou segredo; só esperava que Chanel voltasse logo para que pudessem conversar direito sobre isso.

Ao longo dos dias a chefona percebeu que ter uma vida de mãe solteira não seria tão difícil para ela. Sua condição financeira sempre foi mais do que o suficiente para sustentar duas pessoas, e ainda sobrava o dobro, sua rotina continuava a mesma: acordar, se arrumar, acordar Nicholas e cuidar para que ele se arrumasse também, então os dois tomavam café e ela o levava até o colégio antes de ir trabalhar, o resto era com sua mãe até que Diana chegasse do trabalho; ou seja, sua vida de mãe solteira é a mesmíssima coisa de quando era casada, por consequência de Leonard nunca ter ajudado em nada depois que o menino cresceu.

Nesse meio tempo também se aproximou de Lidya. Num dia chuvoso, as duas combinaram de tomar um café depois do expediente de Diana e ela pediu para que a mulher lhe contasse como havia sido sua experiência com a separação; como se sentiu, se demorou muito pra se acostumar com a nova rotina. Para a outra, foi mais dificultoso; não tinha como deixá-la com seus pais pois os mesmos já não tinham o mesmo pique para cuidar de uma criança e o ex marido era ainda pior que Leonard, só dava uma mísera pensão para a menina e não ficava com ela nem em feriados, logo, teve de contratar uma babá. Ele as deixou quando a menina tinha apenas 2 anos, então depois de tanto tempo Lidya aprendeu a se virar e Zola superou a ausência de seu pai.

– Nossa, não imaginava que tivesse passado por isso. – Disse Diana.

– Pois é, mas não acho que tenha sido tão ruim assim. – Ela bebericou seu café. – Hoje eu vivo perfeitamente bem só com a Zola e ela me prova todos os dias que é uma menina incrível. Tenho certeza de que será uma grande mulher. 

Os olhos de Lidya brilhavam ao falar de sua filha e fez Diana ficar encantada ao ver a cena.

– Disso eu não tenho dúvidas. – Sorriu. – E penso o mesmo do Nicholas. Ele foi tão compreensivo quando contei a ele sobre a separação, que fiquei impressionada. 

– A gente acha que são eles que aprendem com a gente, mas na maioria das vezes é o contrário.

– E não é que é verdade? – Elas riram. – Esses dias ele afirmou que eu e Chanel não entendemos nada sobre o que é gostar de alguém.

– Jura? E ele entende, então? 

– Parece que sim. Disse que quando você gosta muito de alguém, você quer ver a pessoa rindo toda hora. – Diana bebeu seu último gole de café.

Lidya nunca tinha ouvido uma definição tão simples sobre a paixão e concordou que o menino estava certo.

– Eu acho que o Nicholas tem razão. Nós, adultos, que costumamos complicar as coisas.

– É verdade. – Diana deu uma olhada para a tela de seu celular. –  Meu Deus, a hora passou e eu nem vi. Desculpe, tenho que ir. – Comunicou, já pegando sua bolsa.

– Tudo bem. Nós duas temos compromisso com duas metadinhas de pessoas. – Brincou.

– Exatamente.

Elas pegaram suas coisas e se retiraram da cafeteria.

– Você veio de carro? – Diana a questionou.

– Não, não. Moro a algumas quadras daqui e vim a pé.

– Quer uma carona até lá?

– Não precisa, Diana. – Pôs uma mão em seu ombro. – Minha casa fica a uns vinte minutos daqui, apenas.

– Mas está chovendo, e você vai ficar encharcada. Me deixe te dar uma carona.

Lidya olhou para o céu e viu que não seria má ideia aceitar a proposta.

– Tudo bem. – Rendeu-se. – Vamos.

Entraram no carro e Lidya a guiou até sua residência.

– É essa segunda casa à direta. 

Diana estacionou, elas se despediram com um beijo no rosto e Lidya se retirou do automóvel.


xxx


Chanel tinha razão, a semana havia passado incrivelmente rápido, e já era sábado; dia depois do aniversário de sua mãe e, infelizmente, o último dia que passaria lá. Não fizeram nada na sexta pois seus pais estavam trabalhando e seria difícil juntar seus familiares num dia do meio da semana.

A manhã já começou agitada para ela, havia combinado de organizar um almoço surpresa em família. E como sua mãe gostava de ver a casa cheia, Chanel convidou todos os seus parentes; pelo menos, os que conseguiu se lembrar. Seu pai levou Pam para um passeio matinal de aniversário atrasado, mas era só uma desculpa para que sua filha tivesse tempo de preparar tudo. 

Na casa, Chanel estava com seus 2 casais de tios e a mãe de seu melhor amigo a ajudando a fazer a comida. Teria refeições para todos os gostos, visto que era muita gente e alguns tinham gostos muito diferentes uns dos outros. Ao mesmo tempo, Noah, Meghan e mais 4 primos, duas adolescentes e um casal de jovens, ajudavam com a decoração no quintal de trás da casa; tinha também seu priminho de 3 anos, que não ajudava mas os divertia. 

O que tiveram mais trabalho de fazer foi a comida mesmo, uma vez que levava um tempo para cada prato ficar pronto; e fizeram 5 diversos. 

Começaram a preparação cedo, assim, teriam tempo de sobra para se arrumarem depois de estar tudo pronto. A maioria de seus parentes e amigos de Pam já tinham chegado, a comida encontrava-se preparada; só correram para arrumar alguns últimos detalhes.

Quando estava fora, Darren avisou a Chanel a hora prevista que chegaria em casa; terminaram pouco antes do esperado.

O plano era o seguinte: Noah e Meghan iriam fingir estar apenas passando pela casa dos Stevens ao mesmo tempo que Darren estaria estacionando; dando tempo para que eles avisassem Chanel que seus pais tinham chegado e todo mundo fosse pro quintal. Em seguida, os dois iriam aproveitar a “coincidência” para parabenizar Pam pelo seu aniversário; o que, na cabeça de Chanel, faria com que ela os convidasse para almoçar com eles, já que isso era bem de seu fetio. Então eles entrariam na casa, encontrariam Chanel na sala e Darren daria a ideia de fazerem um churrasco; levando-a ao destino final: a surpresa no quintal.

Como combinado, Noah e Meghan estavam a uma quadra da casa de sua amiga, esperando até que o carro de Darren estivesse próximo e eles pudessem seguir o mesmo caminho a pé. O pai de Chanel enviou sua localização para Noah, assim, ele poderia ver onde, exatamente, ele estava.  

O mapa mostrava que faltavam poucos metros para que o carro passasse pelos irmãos, logo, começaram a caminhar na direção da casa deles. Noah pegou o celular e avisou Chanel que estava a caminho.

Darren buzinou ao ultrapassá-los, numa velocidade menor, só para que tivessem uma desculpa para cumprimentar Pam. Chegando em sua casa, estacionou frente à ela e saiu do automóvel com sua esposa.

Noah e Meghan se aproximaram.

11:54am

– Pam, ontem foi seu aniversário, não foi? – Perguntou Meghan.

– Foi sim. – Sorriu ao se aproximar deles.

– Parabéns! – Deu um beijo em seu rosto e a abraçou. – Tudo de bom, viu.

– Ah, que gentileza!

Elas se soltaram e Noah também deu um abraço em Pam.

– Parabéns, tia!

– Obrigada, querido. – Ela o soltou. – E obrigada aos dois por terem lembrado. Estavam indo pra onde?

– Na confeitaria Valastro's. – Respondeu Noah.

– Mas a confeitaria fica pro outro lado. – Pontuou ela.

– É que esse palerma esqueceu o dinheiro dele, – Meghan deu um tapa na nuca de seu irmão. – então estamos voltando pra pegar. – Concluiu, os salvando de uma fria.

– Ah sim. – Pam riu dos dois. – Bom, agora preciso ir. Ainda tenho que fazer a comida. – A mesma acenou. – Tchau. Mandem um beijo pra mãe de vocês.

Que ótimo, logo hoje ela decidiu não chamar ninguém para almoçar com a gente.” Pensou Darren, tendo que agir rápido.

– Amor, por que não os convidamos para almoçar conosco? – Ele propôs. – Sem contar que hoje é meu dia e da Chanel de ficar na cozinha.

– Já que eu não vou ficar encarregada de cozinhar, podem se juntar a nós. – Todos riram.

Adentraram a casa e encontraram Chanel assistindo TV. Todas as cortinas das janelas que tinham vista pro quintal estavam fechadas, e as da porta dupla que dava para lá também.

Darren foi para a cozinha.

– Trouxeram companhia, é? – Questionou Chanel.

– Também estamos felizes em te ver. – Disse Noah, ironicamente. Sorriu e foi a abraçar.

– Oi, Meghan.

– Oi. – Se cumprimentaram com dois beijos no rosto.

– Eles estavam passando e resolvemos os convidar para o almoço.

Querida, pode ver se aquela faca do cabo branco está lá no quintal? Não estou achando de jeito nenhum. – Darren gritou do outro cômodo.

– Já vou! – Gritou de volta, seguindo para a parte de trás da casa.

Ao abrir as portas, todos gritaram em uníssono:

Surpresa!

Pam levou um susto; por essa ela não esperava. 

Seu marido e filha, Noah e Meghan foram até onde ela estava.

– Você me enganou! – Disse a Darren, rindo.

– Me desculpe, fui obrigado pela sua filha ali. – Apontou para Chanel e a mesma fez sinal de rendição com as mãos. 

– Culpada. – Declarou ela.

Todos riram e, em seguida, um a um foi felicitar Pam pelo seu dia. Ficou imensamente feliz ao ver seus pais, irmãos, sobrinhos e amigos juntos para celebrar sua vida; e acredite, eles não eram poucos. Tanto que nem todos cabiam nas duas mesas de madeira do quintal; os adolescentes e alguns dos jovens sentaram-se no chão, como num piquenique.

Depois de comer, fiinalmente teve um tempinho para conversar com sua filha.

– Muito obrigada por ter preparado tudo isso pra mim, filha. – As duas se abraçaram.

– Não agradeça só a mim, todos aqui se esforçaram para fazer essa surpresa acontecer.

– Sei que sim, mas foi você quem teve a ideia, então eu agradeço ao resto do pessoal depois.

– Mas não foi fácil pensar no que fazer pra te tirar de casa, já que você é uma pessoa muito difícil de se enganar, não é, dona Pam? 

– É verdade, e me orgulho disso. – Elas riram. – Às vezes sinto muita falta de poder ter a família assim, juntinha.

– Eu também, sabia?

Seu avô, um homem de 64 anos, se juntou a elas.

– Como vai minha netinha que já não pode mais ser chamada de netinha? – Chanel riu.

– Eu vou bem, vô. E o senhor? 

– Só não estou melhor que essa jovem de vinte e um anos aqui. – Ele abraçou Pam.

– Vinte e um só nos sonhos dela, né, vô? – Brincou a morena, levando um leve tapinha no braço logo em seguida.

– Chanel! – Sua mãe a advertiu.

A conversa prosseguiu e depois eles se juntaram aos outros que ali estavam. 

Alguns de seus amigos foram embora perto do fim da tarde mas a casa permanecia cheia com seus familiares. E ainda chegaram mais alguns  colegas depois do almoço; acompanhados de crianças. Encontravam-se todos ainda no quintal; os adultos e jovens conversando e os menores brincando pelo espaço. Chanel estava com seu primo mais novo no colo, enquanto conversava com seus amigos e primas. 

4:42pm

Mais uma vez, a campainha tocou e, dessa vez, quem atendeu foi Pam. Chanel estranhou, pois achou que todos que ela havia convidado já estavam lá.

Quando a mulher retornou, todos voltaram sua atenção para ela. Sua filha fez o mesmo e se espantou ao ver quem a acompanhava. Era Diana, com Nick.

A chefona usava um vestido de tamanho mediano, justo, da cor branca e sem mangas. Calçava um sapatinho fechado, também branco.

Não tô acreditando nisso.” Pensou Chanel. Ela paralisou, estava em choque.

– Chanel! – Gritou Nicholas, correndo até a mesma e a abraçando, a tirando de sua hipinose. Ela se agachou ainda com o bebê no colo e retribuiu seu carinho.

– Oi, amigão.

– Gente, esta é a chefe, e amiga, da minha filha, Diana.

– Olá. – A mesma sorriu e acenou para todos.

– Que mulher! – Seu primo, Arthur, falou baixinho.

– Pode tirar o olho. – Respondeu no mesmo tom.

– Venha, junte-se a nós! – Uma das irmãs de Pam, Lucy, se levantou e foi recebê-la. – Vai descobrir alguns podres da minha sobrinha. 

– Hum, parece que o dia vai ser bem interessante. – Brincou Diana, sorrindo para Chanel e indo cumprimentar seus familiares.

A menina logo de defendeu, sem sair do lugar:

– Cuidado com o que vocês forem falar, só lembrem que eu posso ser demitida. – Eles riram. 

Diana então saudou cada indivíduo da família Stevens e após foi até o grupo onde Chanel estava.

– Oi, pessoal. – Deu um aperto de mão em cada um deles. – Será que eu posso roubar a amiga de vocês rapidinho ou teremos que conversar sobre assuntos de trabalho aqui mesmo? 

– Pode roubar, tá de boa. – Respondeu Noah. – Mas se sua chefe for pedir recompensa para te devolver, já fique sabendo que eu não vou pagar. – Brincou.

– Tudo bem. Eu iria preferir ficar num calabouço trabalhando pelo resto da vida do que ter que te aturar. – Replicou.

Meghan deu uma boa gargalhada.

– Poderia ter ficado sem essa hein.

Sempre que os dois estavam juntos o clima era esse. Por Chanel ter crescido numa casa onde é filha única, quando conheceu Noah ela passou a vê-lo como um irmão mais velho; e seguem com um forte vínculo desde então. Mas essas farpadas não passavam de brincadeira, nunca diriam algo que os fizessem ofender um ao outro.

Elas se afastaram deles.

– Deixa só eu entregar o Sam pra minha tia e apresentar o Nicholas pros outros meninos, pra ele não ficar sozinho, que eu já volto. – Diana assentiu e ficou a esperando em frente a porta.

Nicholas não tinha dificuldade alguma em fazer amizades, e os outros dois garotos o deixaram participar facilmente de suas brincadeiras.

Tendo certeza de que Nicholas ficaria bem, ela retornou.

– Vamos.

As duas entraram na casa e a morena guiou a mulher até seu quarto, fechando a porta atrás de si.

Elas se olharam e, imediatamente, Chanel pôs Diana contra a parede e a beijou. Era como se tivesse um ímã no corpo delas que não possuía o lado que repele, apenas o que une os dois. E esse ímã todos nós conhecemos; é a saudade.

O beijo era veloz e apaixonado. Aqueles corpos tinham a esperança de se fundirem ao outro. Suas mãos corriam rápido, pressionando e acariciando. Suas línguas imploravam pela da outra, deixando o beijo úmido e mais excitante. Seus lábios procuravam cada vez mais lugares para serem beijados.

Aos poucos, e contra suas vontades, elas foram permitindo que o beijo ficasse mais lento, até parar e elas ficarem só dando selinhos.

– Você não imagina o quanto eu morri de saudades. – Disse a chefona, tentando recuperar o fôlego; ainda contra a parede.

– Imagino sim, porque eu senti ainda mais. – Deram um selinho demorado. – Como você sabia que eu estava dando uma festa pra minha mãe?

– Ela mesma me convidou.

– Ah, claro. – Bem previsível de Pam; Chanel apenas se perguntou como não advinhou antes. – Mas quando ela te convidou se nem ela sabia?

– Logo depois do almoço. Sua mãe me ligou, disse que você tinha falado de mim pra ela e que gostaria de me conhecer, então me convidou pra vir. – Sorriu, sem mostrar os dentes. – Não vi problema nenhum nisso e aceitei o convite.

– Por essa eu realmente não esperava. – Deu mais alguns selinhos em Diana. – Estou muito feliz que esteja aqui.

– Eu também. – As duas deram um sorriso que ia de orelha a orelha.

– Agora eu acho melhor a gente voltar pra la. – Chanel já ia a puxando para sair do cômodo, e Diana a segurou.

– Um último beijo antes de sair. 

– É, com certeza posso fazer esse sacrifício.

Elas riram e selaram seus lábios num beijo demorado mais uma vez.

– Agora sim podemos ir. – Concluiu Diana.

Novamente foram para o lado de fora.

A família de Chanel tratou Diana com muita gentileza, quase não deixaram ela se aproximar da menina direito; quiseram saber tudo sobre ela. Tinha muito em comum com Pam e suas irmãs; seus gostos eram parecidos; a grande diferença de idade entre os filhos uma da outra rendeu muito assunto, já que Diana ainda estava na primeira fase da vida do menino; suas profissões eram completamente diferentes mas todas queriam conhecer mais do ofício da chefona. E como a mesma odiava ser o centro das atenções, vez ou outra tentava mudar o tópico da conversa ou se mostrava mais interessada pela vida das outras mulheres.

– Como é sua família? – Perguntou a outra irmã de Pam, Deborah. – Você não parece que veio de um meio tão extravagante como o nosso. 

Ao usar a palavra “extravagante”, não estava se referindo ao dinheiro nem nada parecido; estava falando do modo como eles falavam e riam alto, não paravam de tagarelar um minuto e de como eram animados.

– Não mesmo. – Deu um meio sorriso. – Costumávamos ser assim, nos reuníamos o tempo todo… acho que por consequências da vida fomos nos afastando. – Percebendo que estava trazendo um clima pesado para o bate papo, logo completou. – Moramos um longe do outro no momento e isso dificulta ainda mais as coisas, mas eu sempre gostei de casa cheia.

– Ah, eu também. – Concordou Pam. – Chanel até fazia piadas sobre eu sempre convidar alguém para almoçar ou jantar com a gente. Todos os domingos, ou quase todos, tinha visita aqui.

– A Chanel não gostava das visitas?

– Gostava sim, mas ela sempre foi muito brincalhona, então qualquer oportunidade que ela tem de, principalmente, fazer um trocadilho, ela fará.

– É, esse lado dela eu já conheço bem. – Elas riram. – Deve ser difícil pra ela ficar distante de vocês, mas eu admiro muito sua filha e a garra que ela tem. Não sei explicar o tanto que Chanel se tornou importante para mim… e para a empresa, claro. 

Pam entendeu que Diana teve de corrigir o final da frase por conta de suas irmãs, que ainda não sabiam da história, mas no meio da conversa ela pôde enxergar que a chefona não era uma má pessoa e que suas intenções eram as melhores possíveis.

– Falando nisso, você gostou do presente que eu te dei? Foi minha mãe quem escolheu. 

– Ué, Chanel não me entregou presente nenhum.

– Então eu acho que acabei de estragar uma surpresa. 

Pam riu.

– Não se preocupe, vou fingir que não sei de nada quando ela me der.

6:38pm

– Se me derem licença, vou ficar um pouco com ela agora. – Disse Diana.

– Claro, vai lá. – Respondeu Lucie. As outras apenas sorriram e assentiram.

O grupo de amigos e primos de Chanel estavam conversando quando a mulher de aproximou deles.

– Você entregou a Chanel muito rápido, aposto que não foi capaz de suportá-la por muito tempo, não é? – Brincou Noah.

– Eu estou com ela todos os dias no trabalho e, para a sua informação, ela sabe trabalhar muito bem, se é que me entende… – Sorriu com o canto da boca, cruzou os braços e encarou o garoto.

Enquanto os outros se entreolhavam, Chanel ficava vermelha de vergonha.

– Touché. – Ele se deu por vencido.

A morena logo mudou de assunto e o mesmo fluiu. 

No meio do bate papo, Diana não conseguia se manter longe da menina e arrumava qualquer desculpa para tocá-la; sempre tirava um fio de cabelo que ficava preso no canto da boca da morena, tocava em seu ombro vez ou outra e, quando ria, automaticamente olhava para Chanel e aproximava sua cabeça da dela.

Noah percebeu os singelos gestos de carinho, mas não fez piada alguma sobre aquilo, deixou sua amiga aproveitar.

– Espero que minha família não tenha contado nenhuma história constrangedora sobre mim.

– Não, eles não contaram. Mas eu gostaria muito de ter ouvido algumas.

– Isso não é um problema, a gente também tem história pra contar. – Sua prima, Briana, se intrometeu.

– Ah, mas isso não vai acontecer. – Chanel a cortou.

E a morena foi salva por sua tia.

– Bri! – Deborah chamou sua atenção, de longe. – Já estamos indo embora, se despeça de todos.

– Okay, você venceu essa. – Disse Briana. – Mas na próxima não vai ter escapatória.

Ela se despediu e se retirou da roda; assim como Arthur. Depois deles, toda a sua família foi indo embora, sobrando apenas Noah, Meghan e a mãe dos dois, que seguiram para a sala de estar.

Nicholas acabou ficando sem companhia para brincar, então foi procurar por Chanel; que se encontrava sentada no sofá, junto com os outros.

– Chanel, você vai voltar com a gente amanhã? –  O menino a questionou, parando de frente pra ela.

– Vou sim.

Yes! – Ele comemorou e a abraçou. – Senti muita saudade. 

– Eu também senti saudade. – O colocou em seu colo e o apertou em seus braços. – Muita muita muita.

8:00pm

Lisa, mãe de Noah e Meghan, se levantou.

– Odeio ter que interromper o momento fofo, mas está na hora de irmos, pessoal.

Seus filhos se levantaram também e se despediram de quem ficava.

– Trata de voltar logo. – Pediu Noah, abraçando Chanel. – Aqui é uma merda sem você.

– Juro que volto. – Disse ela. – Não sinta muito a minha falta aqui.

– Com certeza não vou sentir.

Por fim, Chanel se despediu de Meghan e de Lisa. 

– Ah, tenho que te entregar dois presentes ainda, mãe. – A menina correu pro andar de cima e voltou com duas caixas; uma retangular pequena, da cor azul claro com um laço branco e outra de tamanho maior, quadrada, da cor salmão com um laço amarelo.

– Ai meu Deus. – Pam pegou as duas caixas. – Qual eu abro primeiro? – Ela olhou para Darren.

– A pequena. – Seu marido respondeu. 

Era justamente a que continha o presente de Diana.

Pam desfez o laço e removeu a parte de cima da caixa, cuidadosamente.

– Nossa! – Ela pegou o colar na mão. – É lindo. – Ficou admirando o acessório por um tempo.

– A mãe da Diana que escolheu. 

Então uma sorriu para a outra, lembrando do momento em que a chefona contou à ela sobre o presente.

– Obrigada, Diana. Foi muito generoso da sua parte, e de sua mãe, por ter escolhido.

– Não precisa agradecer. – Sorriu. –Não foi nada.

Pam pôs o colar de volta onde estava e pegou a outra caixa. Ao abrí-la, viu um lindo vestido florido, com um belo decote nas costas.

– Que vestido incrível!

– Esse foi eu quem escolheu. – Avisou Chanel.

– Você sempre acerta em cheio.

Depois de ter descoberto o que eram seus presentes, Pam os guardou e retornou para conversar com eles.

Resolveram pedir uma pizza para o jantar. Como a família e os amigos deles comeram pra caramba, não tinham que se preocupar se as sobras do almoço iriam estragar ou não, visto que não havia sobrado muita coisa.

Devoraram a pizza, conversaram mais, riram e, finalmente, o dia tinha chegado ao fim.

Pam e Darren foram para seus quartos, Diana e Nick ficariam no quarto de hóspedes e Chanel dormiria em seu quarto pois sua cama é de solteiro.

A morena estava se certificando de que Diana e Nick tinham tudo o que precisavam, como cobertores, travesseiros, etc.

– Acho que vocês já têm tudo aqui, não é? – Quis confirmar antes de sair.

– Tem mais uma coisa que a gente quer. – Confessou Diana, seguido de uma risadinha de Nicholas. 

– E o que seria?

– Você. – Diana deu um tapinha na cama para que ela se aconchegasse no colchão.

– Dorme aqui com a gente, Chanel. – Pediu o menino.

Olhando para o amor de sua vida e para o biquinho de Nicholas, a morena não via como recusar a proposta; não que tenha sido muito difícil de aceitar. 

Assim, Chanel foi se deitar com eles. Diana ficou numa ponta, a morena no meio e Nicholas na outra ponta; os dois queriam matar a saudade que estavam sentindo dela. A mulher se deitou de lado, com sua cabeça bem ao lado do rosto de Chanel e um de seus braços envolvendo a barriga da menina, enquanto o garoto apoiava sua cabeça no peito da mesma.

Nicholas logo adormeceu, mas Diana e Chanel permaneceram acordadas mais um pouquinho, trocando olhares, sorrisos e carinhos.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...