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História Pecaminosa - Capítulo 15


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Notas do Autor


Bom dia ☀︎︎
Boa tarde ☁︎
Boa noite ☾︎

Eu estou... submersa em minhas próprias lágrimas!!!! Somos quase uma sociedade? 70 pessoas nesse barquinho de papel ao meu lado? Aaaaaaaaaaa

Obrigada a cada um de vocês por estarem aqui comigo, mesmo os invisíveis... eu vejo e amo cada um de vocês >........<

𝐁𝐨𝐚 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐧𝐞𝐧𝐞𝐧𝐬 ꨄ︎

Capítulo 15 - Cúmplices


Fanfic / Fanfiction Pecaminosa - Capítulo 15 - Cúmplices

O que é necessário para uma ideia se tornar péssima? Talvez quando seus resultados serão desagradáveis, mas, desagradáveis para quem? Definitivamente não para ela, que certamente adora desagradar. Até que ponto ela estaria disposta a seguir apenas para provar que está certa? Até o fim, e caso encontrasse uma parede no caminho; acelere até o máximo e destrua com toda velocidade.

Ninguém precisaria saber que a mais nova do clã Jung estaria indo ao jantar em sua dinastia com um... O que ele era para os olhos da mulher? Ah, um completo parasita que não tem onde cair morto; esse era o desagradável da ideia, fazer parte de algo com um completo inferior. Mas olhando de um ângulo especial, Jeon Jungkook não estava terrível.

Bom, considerando seus traços faciais e anatomia do corpo incomparável, ele possa valer algo; de lábios costurados, é claro. E Jung Sewoo sorriu minimamente com a brilhante ideia, enquanto seus saltos dourados pisavam firme no chão em direção ao homem. Piscou uma última vez, arrumando a franja naquele penteado preso no alto da cabeça, o tecido delicado do vestido vermelho facilmente balançando durante seu andar; uma elegante contradição com a gargantilha preta no pescoço.

— Extremamente pontual, princesa. — O maior observou, bem humorado ao vislumbrar os ombros despidos da Jung. — Gosto do seu conceito de se vestir com pouca roupa.

— Um segundo atrasado e você estaria fora, então, o que você gosta é irrelevante.

— Direta e arrogante, mas você não me assusta. — Um charmoso sorriso surgiu ao canto dos lábios, presunçoso, testando-a. — Então, eu estou legal? — Jeon bagunçou os cabelos negros para então firmar a jaqueta de couro no corpo perfeitamente definido.

— Depende do seu conceito de "legal". — A mulher diz num tom irônico, fazendo aspas com os dedos, logo, rolando os olhos ao ato de mendigar elogios dela. — Você está como alguém que meu pai jamais permitiria em sua casa, bom.

A noite de Seul naquele dia específico estava demasiada agradável para muitos milagres, até mesmo para inimigos mortais suportarem permanecer no mesmo espaço; a lua brilhando cada vez mais eufórica; entusiasmada ao assistir a pequena guerra sendo travada entre os dois. Sewoo deu as costas para Jeon, andando em direção ao automóvel luxuoso enquanto sua elegância emanava do corpo delineado.

— Essa é a coisa menos ofensiva que você já disse para mim. — Os dentes de coelho surgiram inevitavelmente, quando Jungkook passou a acompanhá-la; lado a lado. — Devo considerar isso como um encontro?

Ah, o tão estimado tratamento do silêncio começou. Jeon Jungkook havia estudado as ações da mulher imprevisível, agora, nada que ele disser ou fizer terá uma resposta quando o ego dela está inflado. Mas aquela noite travessa em especial desejava mais emoção, deixando um ponto cego no senso de direção de Jung Sewoo; ocultando uma pedra mediana em seu caminho, fazendo sua elegância blindada por uma impenetrável camada de graciosidade quase ir ao chão.

E aconteceu, graças as peças pregadas pelos raios prateados da lua, as estrelas em volta explodiam em gargalhadas; quando os reflexos de Jungkook não poderiam permitir uma mulher cair ao seu lado, seus braços a seguraram firme; como se a cintura da menor fossem as rédeas de um cavalo. Um murmúrio escapou dos lábios carmesim ao topar em uma pedra solitária, restando agora somente um silêncio perplexo dentro do abraço mais inesperado do mundo.

Gentil...

— Tire suas mãos de mim! — Alterada, ordenou aos berros enquanto escapava dele; furiosa.

— Entendi. — Jungkook se recompôs primeiro, suspirando ao voltar a caminha em direção ao automóvel. — Da próxima vez eu deixo você cair de cara no chão.

Novamente, ele fez novamente! Essa audácia completa ao se dirigir a ela dessa forma, lhe fervia os nervos; ninguém em sã consciência ousaria usar tais palavras diante da mais nova do clã Jung, concluindo, aquele homem era imbecil feito uma porta. E maluco! Jeon Jungkook apenas poderia estar bêbado quando pôs as mãos no bolso, caminhando lentamente em direção ao carro; assobiando uma melodia serena, encarando o belo céu escuro como seus olhos, a lua se encolhia timidamente ao tê-lo encarando. Fingindo ignorar a grave presença ao seu lado.

— Humpf! — A Jung empinou o nariz, refazendo sua postura incontestável; esbarrando propositalmente no ombro de Jungkook ao passar por ele. — Fique longe de mim, parasita.

Esnobe!

Mas desta vez, tal pensamento lhe era uma recordação agradável por surgir um sorriso discreto, como poderia tais defeitos, os que Jeon mais abominava; soarem tão reconfortante agora?! Era isso que Jung Sewoo era, arrogante e egoísta. Se isso é algo terrível, por que lhe faz sorrir?

Por favor, não pensem errado. Jeon Jungkook era atraído por coisas estranhas, difíceis e impossíveis; como escalar uma montanha. Então irritá-la era a diversão, assim como a escalada, caso contrário ele sequer estaria aqui. Emoções, ele é um homem que precisa de intensas emoções para lembrar que estava vivo.

Mas e quando chegar ao topo? A vista da montanha mais alta será bela? A brisa fará a escalada valer a pena?

— Não vai perguntar sobre o ferimento no meu lábio? Deveria se responsabilizar. — Sugestivo, apenas o diabo compreendia as mensagens subliminares em seu sorriso; os dentes de coelho surgindo, ansioso.

— Por que eu faria isso? Vivo ou morto você não acrescenta em nada. — As tão temidas ofensas começaram, aquela Jung estava de volta; a primeira camada.

— Você tocou o alarme propositalmente, e eu fui pego pelos seus guarda-costas; feliz? Mas sou incrível, consegui escapar

— Apenas um soco na boca? Nenhum osso quebrado, uh? Eu deveria recrutar mais homens úteis.

~

Frustradas, as estrelas naquela noite vislumbravam unidas o correr do automóvel na estrada, entediadas com o silêncio ao lado de dentro do carro; culpando Jung Sewoo pela muralha impenetrável levantada, severamente torturada por sua mente, a mulher seguia pagando pelos seus pecados.

— Como ele está? — Os olhos escondidos pela franja, devolvendo olhar acusatório do céu estrelado de Seul.

— Dormindo talvez, não nos falamos mais depois da ida ao escritório daquele detetive.

A mulher mordeu o lábio inferior discretamente, controlando a ansiedade e imensa vontade gritante de mandar o motorista seguir em direção a casa de Yoongi, apenas para vê-lo e conferir se estava bem; estava prestes a completar 24 horas inteiras sem vê-lo diante dela, sem tocá-lo. Poderia enlouquecer.

O resto do caminho seu cérebro seguia inquieto, insatisfeito pela ausência do Min, enquanto Jeon ao seu lado arregalava os olhos ao passar pelos portões da mansão Jung; chegou o momento, veremos como ele reage diante do líder do clã.

~

Ora, que inconveniência interessante ter o líder da dinastia Jung pessoalmente parado na escadaria, diante da entrada para o salão principal da mansão; aguardando pela chegada da filha mais nova. Um prazeroso sorriso desafiante marcando os lábios, a jovem caminhava em direção ao pai.

Assim damos início aos jogos vorazes, com uma salpicada de elegância e classe, obviamente; afinal toda a dinastia Jung era composta por pessoas refinadas, mesmo desejando a morte um do outro. O velhote estava aqui para soar intimidador, certo? Cômico, pois aqueles olhos de felina adoram um desafio; assim como Jeon Jungkook ao seu lado.

— A quem devo a honra dessa recepção? — Perguntou a jovem, com a voz embargada de ironia ao parar distante do pai; para que não ocorra um contato físico, como um abraço.

— A minha bondade. — O de cabelos grisalhos sorriu, mantendo as aparências . — Oh, vejo que trouxe um... convidado?

Os olhos sábios finalmente caíram no homem ao lado de Sewoo, internamente incrédulos pela aparência decadente do rapaz. Uma jaqueta surrada preta em conjunto com a calça rasgada no joelho; ou a bota provavelmente furtada para completar aquele visual nada agradável. Aquele homem parecia ter surgido de um filme de gangues, o que poderia ser próximo de uma verdade.

Onde diabos a jovem do clã havia arrumado aquele garoto? Um criminoso completamente desqualificado para acompanhá-la em um jantar de gala, não é possível que os gostos amorosos da filha seja algo decadente a isto.

— Que bom que perguntou. — A morena sorriu, fingindo uma doce voz inocente ao morder o lábio inferior; animada para isso. — Este é... — Estendeu a palma no ar frente ao homem ao seu lado, porém, a memória subitamente falhando em lembrar o nome do mesmo.

— Jeon Jungkook. — Ignorando a ofensa que era a Jung não recordar seu nome, o mesmo sorria despreocupado, mantendo a farsa naturalmente.

— Sim. — A mulher respondeu simplista, dando de ombros. — Meu na... na... — Os lábios vermelhos entreabertos, lhe faltando a palavra chave; que seu cérebro não aceitava pronunciar.

— Namorado. — Jungkook completa novamente, forjando uma tosse com o punho fechado aos lábios.

— Isso. — Sewoo pisca algumas vezes, aguardando o próprio cérebro reiniciar para conseguir viver com aquela afirmação, mas logo volta a encarar o pai; desafiando-o. — Há algo que queira dizer quanto a isso?

— Não. — O homem responde após um momento, forçando um sorriso tendo tanta dificuldade quanto a filha para aceitar tal informação. — Seja bem vindo, rapaz.

O velho grisalho se curvou em direção a Jeon Jungkook, pairando sua palma no ar aguardando que o mesmo pegasse firmemente; um cumprimento formal entre dois homens. Ágil e sem pensar duas vezes, Jungkook despreocupadamente bateu na mão do líder do clã; de onde ele vinha era assim uma forma digna de cumprimento.

Incrédulo, o velho Jung permaneceu imóvel por um momento enquanto analisava a própria mão, pensando no que diabos acabou de acontecer ao mesmo tempo em que Sewoo pressionava os lábios para ocultar a vontade de rir. Isso! Tudo ocorrendo a favor dela.

— Mansão foda essa sua. — Jeon balançava a cabeça concordando consigo mesmo, subitamente apavorando os dois jung's ao colocar seu braço ao redor da cintura da morena, possessivo; colando seus corpos em uma única investida. — Mas não tão linda quanto minha namorada.

Os limites! Os malditos limites não estabelecidos nesse plano não foram discutidos com seriedade pois Jeon Jungkook, ou o diabo ao lado, fez questão de ultrapassar o limite do inaceitável; e frente ao líder do clã, Jung Sewoo não pode mandá-lo para o inferno em nome do plano, somente aceitar o contato e engolir seu ódio como navalhas descendo pela garganta.

Arrancando a própria pele por dentro ao ser tocada pelo maior, a Jung sorria sem mostrar os dentes para o pai. O que é uma noitada sem uma pequena loucura? Faltava emoção para pisar fundo no acelerador e colidir com a barreira do limite, sorrindo, Jungkook fez questão em beijar sua namorada de uma noite no rosto; fazendo um som alto de seus lábios na bochecha da mulher.

— Certo, espero que aproveite o jantar. — Desconfortável, o líder do clã sorriu minimamente antes de virar as costas para voltar ao salão de festa onde o jantar ocorria.

Morrendo por dentro, Sewoo não aguentou esperar até que o pai estivesse em uma distância segura para empurrar Jungkook com toda a força que seus braços permitiam; queimando-o vivo pelos olhos, abominando sua existência e amaldiçoado a de seus futuros descendentes.

— Seu... — Enojada a ponto de vomitar os próprios órgãos, a Jung trincava os dentes enquanto limpava o local beijado pelo maior. — Criatura desprezível, você é deplorável!

— Quer que nosso namoro de uma noite pareça convincente, ou não? — Perguntou simplista, perfurando o canto das bochechas com a língua; a face inocente de alguém desejando ajudar, quando na verdade ele desejava diversão própria.

Jeon Jungkook não estava ali para ajudar, muito menos ganhar a confiança de Jung Sewoo; Jungkook somente queria incendiar a dinastia.

— Se encostar um dedo em mim novamente, eu vou rasgar sua garganta com minhas unhas! — Praguejou antes de andar em direção a sua casa de infância, sem esperar pelo moreno; mas parou ao senti-lo andar atrás de si. — Com isso, quero dizer para ficar longe de mim.

— Relaxa, nem vai notar seu namorado nessa casa enorme.

— Morra.

Morrer? Jeon Jungkook não poderia morrer antes de tirar proveito dessa festa surreal banhada a ouro branco. Os olhos negros ganharam um brilho impressionado somente ao ser recebido por um imenso tapete vermelho que da entrada, corria até o final do salão em linha reta. Dois vasos emanando uma luz branca, preenchidos demasiadamente com rosas; um em cada lado das portas de madeira escura. E adentrando o salão, Jungkook se perdeu entre os convidados.

Sewoo rolou os olhos com a capacidade do velhote de facilmente exagerar, afinal aquele seria um jantar privado para poucas pessoas ou um banquete para todo um país? Aliás o que são todas essas pessoas? Convidados selecionados a dedo, ou alguém colou um cartas nas ruas exigindo a presença de qualquer um? Ao menos estavam bem vestidos, dignos de tal ambiente.

Encarando de relance a esquerda, suas pupilas dilataram e a respiração passou a pesar ao avistar cabelos castanhos tão familiares, de costas para ela, conversando com seu irmão; suas costas tão belas em uma camisa social. Min Yoongi estava no jantar! Quem diabos havia lhe convidado?... Ah, Jung Hoseok! Citando o mesmo, o irmão do meio acenou entusiasmado ao avistar a irmã mais nova, e Yoongi seguiu seu olhar.

— Não consegue ficar longe de mim? — Um sorriso astuto marcou os lábios, enquanto a mulher se aproximava majestosamente de ambos; os olhos brilhando feito uma felina sedenta por Yoongi.

— Interessante você perguntar isso. — Segurando uma bebida, o Min devolveu o olhar provocativo, abrindo o apetite por ela. — Hoseok me disse coisas imprudentes das quais você cometeu para me ver.

— Eu estou no meu direito. — Inocente, deu de ombros. Passando a língua nos lábios ao roubar a taça com o líquido avermelhado das mãos de Yoongi. — Afinal, não fui eu quem pediu por um tempo; é você quem perde.

Saboreando o líquido ardente descer queimando pela garganta, Jung Sewoo sequer piscava ao encarar Yoongi como seu maior desejo, culpando-o por cada momento desperdiçado; culpando-o principalmente por não estar agora mesmo levando-a para qualquer canto da mansão para rasgar seu vestido e estocá-la fundo, com urgência, a ponto de suas pernas falharem e ele precisar abraçá-la forte quando alcançarem seu ápice. Pobre Hoseok, quase estava sendo fervido pela chama acumulando tesão sexual no ar.

— Você perde também. — O Min sussurrou ao se inclinar para pegar sua bebida de volta, e através do olhar lascivo, lendo cada pensamento absurdo que a morena possuía agora.

Sim. Ela não era a única que possuía as cartas na manga aqui, Sewoo definitivamente também sairia perdendo nesse jogo de resistência; e uma derrota humilhante. O calor da presença dele era surreal, possuindo um intenso efeito sob a morena, ocultando toda a existência ao redor e nada mais existia além da palidez de Min Yoongi vestido formalmente; era como se cada botão de sua camisa gritasse para ser aberto, ou o cinto de sua calça pedisse desesperadamente para ser desafivelado.

— Hã... eu vou procurar a Meji. — Balbuciou Hoseok, tratando de fugir daquela tensão acumulada.

Imóvel, a mulher não conseguiu se conter o suficiente para esperar que o irmão estivesse longe; agarrou a gravata preta do Min, forçando-o a se inclinar para frente até seu nariz tocar o dela. Aqueles malditos lábios viciantes e avermelhados dele, implorando para serem beijados desesperadamente, a centímetros de distância.

Nesse momento, a lua gritava atormentada para que suas línguas brigassem por espaço de uma vez, as estrelas, tímidas, se escondiam vivenciando tanta luxúria emanado de seus corpos implorando um pelo outro.

— Trégua... — Sussurrou num fio de voz, seu interior se contorcendo em agonia por não aguentar mais um segundo.

— Eu recuso. — Esboçando um sorriso orgulhoso por saber que não era o único desesperado, Yoongi ainda restava sendo o único a lutar contra suas vontades absurdas. — Não vou ceder a você.

— Não. me. teste. — Sewoo falava pausadamente, puxando-o para mais perto quando o maior fez menção em se soltar. — Você pode ser meu favorito, mas eu não sou um anjo misericordioso.

— Seu favorito, uh? — Diante dos olhos diabólicos da Jung, Yoongi mordeu os lábios descaradamente ao terminar o líquido vermelho na taça e seus lábios ganharem um escarlate intenso. — Vou arriscar, pode vir.

Seu efeito na mulher foi além do desejado, sua gravata facilmente escapou entre os dedos da Jung pela visão dos deuses deixá-la extasiada como o efeito de uma droga; Min Yoongi deu as costas para Sewoo, andando calmamente em direção ao bar do salão enquanto arrumava a gravata; triunfante.

Paralisada, porém com um imenso sorriso no rosto por ser desafiada, a morena quase cedeu a vontade de correr a um banheiro para então usar os próprios dedos e finalizar o trabalho que deveria ser daquele homem que tanto instigava seus nervos. Atraída pelo rastro de perfume que o Min deixou para trás, Sewoo passou os dedos entre a franja antes de segui-lo.

— Oh, boa noite senhorita Jung! — O barman lhe cumprimentou ao se apoiar no balcão, severamente interessado, encarando-a da cabeça aos pés. — A lua deve estar morrendo de inveja.

— Você tem bons olhos. — Sorrindo sem mover os olhos de Yoongi, Sewoo o assistia fingir que não estava ouvindo.

Sentado no banco giratório, o Min apoiava ambas as mãos no balcão iluminando por um led vermelho embutido nas beiradas, fingindo indiferença antes de se pegar novamente encarando a mulher de volta. O barman pousou um copo de vidro na frente de Sewoo, era hilário a maneira como nem ao menos se davam o trabalho de disfarçar os reais interesses na Jung, como se aqueles pobres corações tivessem mesmo esperança de tê-la por uma noite.

Uma noite... havia sido o suficiente para ambos perderem o controle e se entregarem de corpo e alma, talvez tenha sido aquele tão reconfortante ambiente da casa, ou os pequenos olhos de Min Yoongi, seus lábios tão delicados e suaves, talvez suas mãos pálidas e firmes; mesmo que frias, seu corpo era aquecido. Os cabelos perfumados entre os dedos dela, sua voz tão grave e calma; os gemidos então... nossa!

— Um whisky com gelo, perfeito como você gosta. — O homem disse, tão embriagado com a presença dela que sequer se incomodava com os olhos da mulher em outro.

— Não, você não bebe. — Yoongi tomou posse do copo, trazendo-o para perto. — Hoseok contou tudo.

— Cuidando de mim? Que adorável. — Provocou, sorrindo travessa, não mudando seu humor ao encarar o barman. — Uma gin tônica de frutas vermelhas sem álcool, por favor.

— Encontrei uma coisa hoje. — Aguardando o barman sair para preparar a bebida específica e complexa, Yoongi comentava ao finalmente se sentir confortável.

E naquele momento, até mesmo a tão majestosa lua cheia se concentrava por inteiro nas mínimas palavras sendo ditas pelo Min, qualquer outro som que não fosse sua voz se tornava irrelevante.

— Hum. — Murmurou lentamente como resposta, se movendo no banquinho para suas pernas acariciarem as do Min. — O que é?

— Ei, por que está fazendo isso? — Seus olhos se curvaram quando o sorriso gengival emergiu, as mãos frias segurando as coxas despidas dela para que não se movesse; seu toque...

— Gosto de sentir você, mesmo que pouco... eu apenas preciso te tocar. — Palavras diretamente de sua alma eram difíceis, mas ao se concentrar nos olhos de Yoongi tudo parecia fácil. Sewoo sorriu, próxima o suficiente para acariciar os cabelos do Min com as unhas. — Mas continue, o que estava dizendo?

Curiosa, Sewoo parou de girar no banquinho e prestou atenção no homem pegar algo se seu bolso, um pequeno papel e abri-lo para a Jung poder ver melhor. Aquela pequena e desgastada foto de quando ela estudava. Yoongi deixou que a mulher tomasse a foto de sua mão com urgência, analisando-a concentrada, e após um momento em silêncio, era os olhos dele quem estavam aguardando com expectativas.

— Você pode detestar essa época, mas ao menos eu sabia o que se passava em sua cabeça nesse tempo. — Calmo, suas palavras saiam suaves como pétalas pousando em águas rasas, enquanto bebia o whisky em mãos. — Sinto falta disso.

Inesperadamente, sem aviso prévio a mulher rasgou a foto ao meio para em seguida partir o papel em mais quatro pedaços, amassá-los e jogá-los dentro do copo com whisky que o Min estava bebendo. Tal ação deixou o mesmo chocado, não aguardava tal atitude; em seguida seu copo foi arrastado até despencar da beirada do balcão e se destroçar ao chão.

— Sente falta de me ter como um livro aberto? Ou você sente falta de me ver pelos cantos implorando por você em silêncio? — Sewoo tombou a cabeça para o lado, falando com urgência e um sorriso blindado. — Oh, já sei! Sente falta de me ver te assistindo receber um oral? Entendo, a experiência é realmente excitante.

— Não coloque palavras na minha boca, sabe que não estava me referindo a isto. — Rapidamente o Min tratava de se justificar, mas parou quando seu cérebro não compreendeu algo. — Espere, o que você quis dizer com...

O toque inesperado de um celular finalizou quaisquer que fossem seus motivos para iniciar algo desagradável, possuindo o aparelho nos dedos, Jung Sewoo franziu a testa ao ler o nome de seu detetive particular; ele nunca precisou contatá-la com urgência a ponto de ligar. Uma última olhada em Min Yoongi foi o suficiente antes de deixá-lo sozinho no balcão, sem dar nenhuma explicação. Ele deveria compreender que ela era uma mulher volúvel.

— O que houve? — Seria, a mulher brevemente perguntou ao manter uma distância segura do salão.

— Oh, olá... sinto muito se estou interrompendo algo mas, bem... é a primeira vez que uso seu telefone pessoal então...

— Namjoon! — Exclamou. — Direto ao ponto, sim?

— Certo! Soube que está num evento privado em sua casa de infância pelos noticiários, então é o momento perfeito para lhe pedir isso... — Era incrível sua drástica mudança entre garoto sem jeito e um homem profissional. — Há um buraco em minha estrada perfeita de investigação, que só pode ser tampado com um documento que está sob posse de seu pai.

— Como sua estrada chegou no velhote? — Perguntou num impulso, incrédula. — Esqueça, apenas quero resultados.

— Certo, o documento é um relatório específico, sobre a contagem dos gastos da empresa de seu pai antes de você comprá-la. — A voz do detetive foi interrompida por um estrondo alto, tal como de uma montanha de livros caindo. — Eu preciso saber em que exatamente seu pai usou os fundos da empresa logo quando seu avô lhe fez chefe de operações.

— Quando o vovô deu a empresa para o velhote? Ele está junto das heranças de nossa dinastia e praticamente protegido por Deus, tocar nesse documento é literalmente imposs... — Sewoo parou por um momento, pensativa, e logo um sorriso surgiu nos lábios carmesim. — Eu consigo.

— Ótimo, me avise assim que conseguir; eu preciso do documento em minhas mãos.

— Você o terá. — Foi sua última palavra antes de desligar a chamada com Kim Namjoon.

Cantar vitória antes do momento certo era tão a cara de Jung Sewoo, sua confiança era inabalável. Como diabos poderia chegar até aquele documento sem levantar suspeitas ao desaparecer do jantar por tanto tempo? Havia muitas pessoas desejando a presença dela como Jung Jiwoo, Jung Hoseok e... Min Yoongi? Talvez em um dos casos fosse ao contrário.

Andando de um lado para o outro formulando um plano na mente, sequer havia se recordado de Jeon Jungkook solto naquele salão, afinal, o cérebro da morena nem ao mesmo via o homem como ser humano. Falando no diabo, o mesmo subitamente entrou em seu campo de visão com uma expressão inquieta.

— Princesa, achei você. — Jungkook parecia aliviado ao se aproximar, soltando pesadamente o ar dos pulmões. — Estamos fodidos.

— Vou te matar, imbecil, que pensa que está fazendo andando livremente pelo salão? — Furiosa, a morena lhe encarava enojada. — O Min está logo naquele bar e não pode, de modo algum, saber que você está aqui.

— Não precisa se seu pai mandar me matar primeiro. — Nervoso, Jeon reclamava diante da mulher. — Ele quer que eu faça um discurso diante de todos os convidados sobre como me apaixonei por você.

— Meu Deus! — Enojada, a Jung fez uma careta amarga ao franzir as sobrancelhas apenas de imaginar tal cena horrível. — Eu avisei para manter distância dele, parasita!

— Não avisou não! — O maior arregalou os olhos, desmentindo-a. Era tão injusto, ela sequer havia lhe dado detalhes sobre o que fazer.

— Seu cérebro minúsculo deveria ao menos lhe dizer o óbvio. — Sewoo retrucou, irritada; cruzando os braços. — Eu não contava com a presença do Min, e se ele ver você...

— Eu não quero estar na sua pele e ter que explicar isso pra ele. — A risada do maior preencheu o imenso corredor da mansão, exibindo perfeitamente os dentes.

— Você não vai estar sequer na própria pele se não pensar em um jeito de... — Sewoo fechou os punhos desejando socar a boca do maior, mas bufou exausta antes de terminar suas ameaças. — Esquece, eu estou gritando com uma porta. Vou resolver isso, e você, vá tropeçar com uma faca.

— Estou indo embora, obrigado por me aconselhar. — Jungkook cruzou os braços, tentando alfinetar aquela postura incorrigível de Sewoo.

Muitas coisas! Milhões de coisas estão ocorrendo em sua volta que parecia impossível, caso a mulher não fosse uma jovem CEO dona da própria empresa no auge de sua juventude. Apoiou ambas as mãos no quadril, sentindo a ceda do vestido vermelho e como um truque de mágica; tendo a melhor das ideias assim que Jeon Jungkook lhe deu as costas para ir embora.

Ágil feito uma felina, Sewoo subitamente se colocou no caminho do maior, lhe encarando de baixo com as costas retas; como não havia pensando nisso a segundos atrás?! Bingo! Todo o céu da madrugada de Seul aplaudia sua genialidade, o grande show da noite está por vir.

— Você não vai embora... — Começou, a ponta das unhas do indicador brincando com o lábio inferior, sorridente. — E sim colocar as mãos em uma coisa rara e trazê-la para mim.

— Coisa rara? — Instigado, Jeon Jungkook pós as mãos no bolso e relaxando o maxilar. — Continue...


Notas Finais


Sim, aconteceu... fudeu tudo já, no próximo capítulo vai fuder ainda mais e é uma fudência que nunca acaba.

Eu preciso me expressar... QUEM SHIPPAR SEWKOOK VAI REMAR NOSSO BARQUINHO ATÉ O FIM °^°

Sabe... Olha, eu amo dar vidas a coisas inanimadas aleatórias, mas foi agradável, não foi? Dar a lua e estrelas reações como seres humanos sempre observando...

SURPRESA!!!!! são vocês hehe, uma homenagem fofa que pensei já que vocês estão sempre observando e assim como elas dão beleza a essa fanfic... ꨄ︎
Não sei dizer se elas são SewYoon ou SewKook mas ne, livre arbítrio no barquinho.

𝐎𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐮𝐝𝐨 ꨄ︎


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