História Play And Go - Capítulo 23


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Categorias Philippe Coutinho
Personagens Personagens Originais, Philippe Coutinho
Tags Catharina Bittencourt, Futebol!, Philippe Coutinho, Romance
Visualizações 263
Palavras 3.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HELLO, HELLO! Tutupom?
Então, depois de muito pensar e pensar e ficar até sem ânimo para escrever um capítulo tão crucial assim... Cá estou eu E VÃO SE PREPARANDO PORQUE VOCÊS ESTAVAM ESPERANDO MUITO POR ISSO E JÁ VOU ME DESCULPANDO CASO NÃO GOSTEM, É ISTO.
E FUGINDO UM POUCO DO ASSUNTO AQUI EM RONDÔNIA AINDA É 23H, PORTANTO AINDA É DIA 08, SENDO ASSIM AINDA É ANIVERSÁRIO DO AMOR DA MINHA VIDA VULGO SHAWN MENDES EU NÃO TO BEM QUERO CHORAR MUITO A

Bora lá <3

➸ Ignorem os erros e talvez a formatação do texto, se houver algo errado quando eu postar, tentarei resolver o mais rápido possível.
➸ Tenham uma boa e gostosa fuckin' leitura, sweeties. <3

➸ Love ya'll. <3

Capítulo 23 - Let me be your good night.


Ponto de vista — Catharina Bittencourt.

— Filha, me ajude a colocar a mesa, por favor? — minha mãe pediu correndo de um lado para o outro com um desespero que só ela tem. Levantei-me do sofá completamente sem coragem e fui arrumar a mesa.

Coutinho pode chegar a qualquer momento e a lasanha ainda estava longe de estar pronta. Mas isso não é algo que eu ligo, visto que eu faria de tudo para tentar escapar desse jantar.

— Eu vou tomar um banho com seu pai, se o Philippe chegar, atenda ele e o deixe a vontade. — minha mãe disse puxando uma toalha do varal na área de serviço. — E nada de ficar com cara de quem comeu e não gostou pra ele.

— Você quem manda, chefe. — fiz uma continência preguiçosa e terminei de ajeitar os talheres e pratos na mesa.

Resolvi ligar para Dani.

Fala, quenga. — falou assim que atendeu.

— Tá ocupada? Tem como vir me buscar aqui? — perguntei e ela riu.

Amas a madame não vai jantar em casa com o…

— Teu rabo, eu não quero. — a interrompi. — Tem como vir me buscar?

Amiga eu tô num rolê com o Beto e André muito louco, não sei nem onde tô. — falou rindo e com a voz distante. — Ow, Beto, onde a gente tá?

Na Gávea, eu acho. — ouvi a voz distante de Beto. Ok, eles estão onde o capeta perdeu o cu.

— Tá, deixa, então. — falei e desliguei frustrada.

Assim que me levantei para ir beber água, a campainha tocou. Merda.

Quase fingindo que não tinha ninguém em casa, fui atender a porta.

A abri já esperando dar de cara com Philippe, e foi o que aconteceu. É estranho dizer que meu coração errou a batida?

— Ahn, oi. — falou. Apenas acenei com a cabeça, abrindo espaço para ele entrar.

— Meus pais estão tomando banho, não vão demorar, e fique a vontade. — falei fechando a porta, enquanto ele caminhava vagarosamente pela casa, a observando.

— Eu trouxe isso. — estendeu uma caixinha para mim. Franzi o cenho.

— Minha mãe não gosta de chocolates. — observei a caixa, deduzindo ser chocolates.

— Eu sei, por isso trouxe jujubas pra ela.  — surgiu com um saco enorme de jujubas em outra mão. Arqueei a sobrancelha.

— Não precisava disso, mas obrigada mesmo assim. — peguei as embalagens e as deixei sobre o balcão.

Ficamos um breve tempo em silêncio, onde ele ficou sentado sozinho no enorme sofá e eu fiquei sentada na cadeira da sala de jantar.

— Catharina. — ele me chamou. Me limitei a olhar para ele de onde eu estava. — Precisamos conversar, você sabe disso, né?

— Precisamos? — perguntei sarcástica. Jesus amado, eu tô um nojo.

— É, precisamos. — ele se levantou do sofá e se sentou numa cadeira à minha frente na mesa. — Se você estiver disposta a ao menos me ouvir já será o suficiente.

— Philippe, eu ainda tô muito puta com você de forma que se eu pudesse eu te expulsaria da minha casa agora mesmo. — falei com a voz calma, embora minhas mãos escondidas por debaixo da mesa estivessem trêmulas. — E eu não sei do que eu tenho mais raiva: de você ter bebido demais quando eu pedi pra você parar ou quando eu vi aquele espantalho do Fandangos no seu apartamento, vestindo a sua camisa com você dormindo no sofá. Eu sinceramente não quero ouvir nada vindo de você. — falei e ele suspirou, e quando abriu a boca para falar, uma voz nos interrompeu.

— Grande Philippe! — a voz de meu pai que mais parecia um brado retumbante ecoou pelo cômodo, chamando nossa atenção. — Ora, pelo visto estão conversando muito bem.

— Claro, estávamos falando de como a casa não mudou muito desde que eu fui embora. — Philippe falou descontraído e vi minha deixa para escapar para a cozinha.

— Ele trouxe jujubas pra senhora. — entreguei o saco para minha mãe, que sorriu abraçando o saco como uma criancinha. Minha mãe adora jujubas, sem exceção.

— Mas esse menino é um anjo mesmo, só não vê quem não quer. — alfinetou-me e eu a olhei atônita.

— Eu não acredito que a senhora tá me mandando essa indireta na maior cara de pau, dona Maria Fernanda Alves. — indaguei a ajudando a organizar os panos de prato e ela riu enchendo a boca de jujubas, me deixando sozinha na cozinha.

Bom, já se pode imaginar o que aconteceu.

Meu pai e minha mãe babando o ovo de Philippe até enjoarem e eu assistindo tudo bancando a egípcia, embora meus pais estivessem toda hora me puxando pra dentro da conversa, e eu fingia estar mexendo no meu celular, sendo que nem ligado ele estava.

A lasanha ficou pronta e todos foram para a mesa. Mais uma puxação de saco.

— Meu Deus do céu, que maravilha! — Philippe exclamou após a primeira garfada. — Eu tava com tantas saudades disso, dona Fernanda. A senhora não faz ideia. — dizia e minha mãe só ria

— Fiz especialmente pra você, se quiser pode comer a lasanha toda sozinho. — minha mãe dizia e eu olhei pra meu pai com tédio, que ria. Ele sabia que eu não gostava muito dessa puxação de saco dos dois, mas eles se gostavam muito, então fazer o que, né.

— Olha, na fome que eu tô, é capaz de eu comer mesmo. — brincou e minha mãe riu. Dei uma garfada e incrivelmente tava muito bom. Minha mãe cozinha muito bem.

— Gostou, Marina? — minha mãe perguntou e eu assenti. — Você tá estranha, não é por que o Philippe tá aqui, né?

— Imagina. — falei com um tiquinho de sarcasmo na voz e Philippe se remexeu desconfortável na cadeira. — Na verdade, é porque eu ando inconformada com algumas coisas.

— Que coisas, filha? — meu pai perguntou.

— Nada demais… — brinquei com a comida sem nem ao menos perceber. — Sabe, tanta coisa aconteceu nesse tempo que eu fiquei em Liverpool e em Los Angeles… se eu contasse ninguém acreditaria. — falei e Philippe me fitava desconfortável e ao mesmo tempo desconfiado. Eu sou uma cobra, Deus.

— E por que não conta? Poderia contar quando vocês se reencontraram, ainda é um mistério pra mim. — minha mãe me incentivou.

— Nah, não foi nada demais. Nos encontramos em uma festa, só. — dei de ombros.

— Não foi bem assim. — Philippe indagou e todos olhamos para ele. — Por que não diz logo pra eles o que aconteceu entre a gente?

— Aconteceu alguma coisa lá? — meu pai perguntou agora curioso e minha mãe estava no mesmo nível, apenas esperando uma resposta. Suspirei.

— Não tem necessidade, Philippe. — pigarreei já me cansando daquela conversa. — Já não importa mais, não é mesmo? — ainda tive a audácia de insinuar e ele fez uma pequena carranca.

— Você sabe que não aconteceu nada entre eu e…

— Eu não quero saber, Coutinho. — o interrompi, elevando o tom da voz e minha mãe me repreendeu.

— Modos, Catharina. — ela murmurou entre dentes.

— Não, dona Fernanda, deixa ela. — Philippe disse para minha mãe. — Você é muito cabeça dura e egoísta, deve ser por isso que nós realmente não damos certo agora e muito menos três anos atrás. — falou ríspido e eu arregalei minimamente os olhos, e meus pais intercalavam os olhares entre nós embasbacados. Desgraçado.

Sem ao menos dizer uma palavra, me levantei e saí com destino ao meu quarto, ouvindo meus pais ordenando para que eu voltasse para a mesa.

Filho da puta, ele me paga.

[...]

Não sei bem até que horas eu fiquei lá, só sei que minha mãe ficou incontáveis minutos batendo à minha porta para que eu a ouvisse e perdoasse Philippe por tal comentário que segundo ela, não foi a intenção dele.

“Ata”.

Finalmente concluí que minha mãe não sairia dali tão cedo e abri a porta para ela.

— Oh, meu amor. — ela disse assim que abri e voltei a me sentar na cama, fitando o chão abraçada às minhas pernas. — Não fica assim, ele não fez por mal.

— Claro, mãe. Ele nunca faz nada por mal. — ironizei rindo forçada. — Sempre se importou com o que ele pensaria e foda-se a Catharina.

— Não diga isso, Marina! — me repreendeu. — Vocês dois parecem duas crianças mal criadas que são tão diferentes mas ao mesmo tempo tão iguais.

— Não, mãe. Somos muito diferentes e não nos completamos. — bufei e ela se sentou ao meu lado, e eu deitei a cabeça em seu ombro, e ela acariciou minha cabeça.

— Você gosta muito dele ainda, né? — perguntou e eu não respondi. Quando pensei em abrir a boca para responder, ela se adiantou. — Sem mentir, Maria Catharina. Não foi assim que eu te criei.

— Tá, mãe. Eu gosto sim. — admiti e a senti rir pelo nariz.

— Eu sabia. Você é uma criatura muito orgulhosa para admitir isso, puxou ao seu pai. — falou colocando uma mecha do meu cabelo por detrás da minha orelha. — Olha, eu sei que você tá com raiva dele por ele ter dito essas coisas, mas não se pode ficar assim pra sempre. Você gosta dele e ele gosta de você. É simples resolver isso.

— Você tá insinuando…

— Isso mesmo, voltem! — disparou e eu a olhei atônita. Tá, sempre soube que minha mãe sempre foi louca para que eu e Philippe ficássemos juntos, só não sabia que era tanto assim a esse nível. — Deixem esse orgulho de lado, a vida é tão curta pra ficar de mal um com o outro, minha filha. Eu e seu pai amamos vocês dois e queremos logo que fiquem juntos, queremos vê-los felizes. — dizia e eu podia ver que estava sendo sincera.

— Vou pensar no seu caso. — falei e ela sorriu amena, dando-me um beijo no topo da cabeça. Eu amo minha mãe demais, Deus. Ela se levantou e ia se retirando do meu quarto.

— Olha que meu aniversário tá chegando, seria um ótimo presente. — falou brincando e eu ri, e ela logo saiu do quarto, fechando a porta. O aniversário dela era só no ano que vem, mas o que ela não diria para voltarmos logo?

E permaneci lá por mais um longo tempo. Ainda tirei um cochilo e acordei num sobressalto. Decidi ver que horas eram.

00h17.

Ok, tá muito tarde e eu tô com fome, fui burra demais, eu deveria ter deixado a mesa de jantar mas ao menos ter levado meu prato com a lasanha pra cá. Estaria triste mas pelo menos estaria de barriga cheia.

Decidir ir até a cozinha, e a casa estava um breu. Cantando músicas gospel baixinho, fui acendendo todas as lâmpadas até chegar na cozinha. Minha mãe havia feito um bolo de chocolate e tinha sorvete na geladeira, e não havia combinação melhor. Até comi duas vezes e esqueci o motivo da minha raiva por alguns instantes.

De barriguinha cheia, voltei ao meu quarto, esperançosa em esquecer a raiva que passei e talvez dormir plena e bela.

Meu quarto estava meio escuro, projetando apenas sombras com a pouca iluminação proveniente da luz da lua, e eu juro que não deixei ele assim quando saí. Ok, ou eu estou louca ou algo de errado não está certo.

Experimentei acender rapidamente a lâmpada e só me dei conta do que estava acontecendo quando senti meu corpo colidir com brutalidade na porta, e antes que eu gritasse, minha boca foi coberta por aquela mão enorme.

— Shh, não surta, por favor. — disse tranquilo, e eu o olhava amedrontada. O que ele tava fazendo aqui? — Vou te soltar devagar, não grita. — tirou a mão de minha boca, mas ainda manteve meu corpo preso.

— Filho da puta, o que tu tá fazendo no meu quarto? — disparei baixo, até porque meus pais estavam dormindo no quarto ao lado. — Vai embora agora. — tentei alcançar a maçaneta e abrir a porta, mas ele havia a trancado e agora possuía a chave. Como ele fez isso?

— Não antes de conversar direito contigo. — falou.

— O que tu tá fazendo aqui? — perguntei mais uma vez.

— Seus pais insistiram pra eu dormir aqui, tava tarde e a cidade ainda tá um caos por causa do jogo. — falou e infelizmente tive que aceitar essa desculpa. Da minha casa ainda se podia ouvir a festa e arruaça que estava lá fora.

— Tá, então me dá a chave do meu quarto e sai, não tem nada pra conversar. — tentei me desvencilhar dele, mas ele foi mais rápido e me prensou ainda mais contra a porta, agora utilizando seu corpo.

— Por Deus, Catharina, deixa de ser chata. — pediu revirando os olhos. — Não falei aquilo porque eu quis, só aconteceu.

— Assim como você ter bebido quando eu pedi pra não beber, simples não é? — indaguei e ele suspirou.

— Me desculpa por aquilo, eu reconheço que fui um completo idiota e…

— Tá, tá, Philippe. Agora me dá a chave e sai. — estendi a mão. — Anda, me dá logo a chave e…

— Ai, Catharina, cala a boca. — falou e eu me indignei pelo fato de ele ter me mandado calar a boca.

— Me obrigue se você tiver coragem, seu…

Então tudo aconteceu muito rápido e mais uma vez senti minhas costas irem contra a porta mais uma vez, seguido de minha boca ser completamente tomada pela dele, sem ao menos ter a chance de respirar direito. Desgraçado, eu não consigo lidar e muito menos resistir a isso.

Conforme ele ia me apertando mais contra a porta e seu corpo, ele impulsionou meu corpo para cima, me segurando com as mãos em minha bunda e me sustentando de forma que eu pudesse entrelaçar minhas pernas e as prender em sua cintura, com meus braços em volta de seu pescoço e as mãos afundadas em seu cabelo.

Eu parti o beijo quando me vi extremamente necessitada de ar.

— Eu senti sua falta demais, puta que pariu. — Philippe arfou dando vários beijinhos em diversas áreas de meu pescoço, me levando ao delírio. Merda.

— Eu também senti, seu idiota. — respondi e voltei a beijar ele, sentindo toda a minha sanidade ir para a puta que pariu mais próxima. Jesus, esse cara me deixa completamente louca.

Ele levantou minha camisa, quase a rasgando e buscou o feixe de meu sutiã, e eu senti minha respiração ir embora. É hoje, Ludimilla! Depois de quase travar uma batalha, ele conseguiu abrir e o jogar em algum canto do meu quarto.

Ainda me beijando com veracidade, ele ainda conseguiu apagar a luz da lâmpada e nos tirou de lá. Logo senti suas mãos me soltarem e me empurrarem de forma bruta, de início tomei um baita susto, mas me aliviei quando senti a superfície macia de minha cama.

Mesmo que eu não pudesse vê-lo com clareza, ele tinha uma expressão sagaz e luxuosa em seu rosto, e eu com certeza estava vermelha, embora eu estivesse admirando aquele corpo sensual e malhado coberto por uma camisa preta de tecido fino com uma vontade enorme de devorá-lo (não disse em qual sentido). Eu não tenho culpa de Philippe Coutinho conseguir me desconcertar toda, oras.

Ele ficou por cima de mim e dedilhou cada centímetro do meu corpo de forma tão delicada e minuciosa que eu não conseguia entender como um ser que parecia ser tão selvagem assim entre quatro paredes é um amorzinho desse jeito.

— Eu amo cada parte sua, sabia? — passou as mãos em minhas coxas descobertas, fazendo círculos perfeitos com os dedos que me causavam mínimas cócegas.

— Sim, eu sabia. — puxei seu rosto para mais perto do meu e beijei seu maxilar travado, descendo para o pescoço, ainda passando a língua por sua clavícula, o fazendo arfar. Pude sentir ele tirar sua camisa rapidamente e abaixou ligeiramente meu short juntamente com minha calcinha. Caralho do céu.

Quando o senti beijar minha virilha, minha respiração falhou na hora. Catharina, não tenha uma crise agora, por favor.

Assim que senti seus grandes dedos penetrarem minha intimidade com sutileza, tive que me segurar para não gritar. Jesus amado, qualquer barulhinho à essa hora seria motivo de meu pai arrombar a porta do meu quarto com a sua escopeta e minha mãe aos berros telefonando para a polícia acordando metade da vizinhança.

Eu estava completamente insana com seus movimentos, eu queria que ele fosse mais rápido por eu estar agoniada, mas eu queria que ele continuasse daquele jeitinho tão lento e delicado.

Quase tive um orgasmo quando senti sua língua encontrar meu clitóris e me chupar com intensidade, e agora acelerou os movimentos dos dedos, e eu não me segurei em gemer, talvez um pouco alto. Meu Deus do céu, eu vou morrer!

Ele me olhou com um sorriso largo e safado e subiu o rosto para perto do meu.

— Shh, não vai querer que mamãe e papai venham nos atrapalhar, vai? — sussurrou em meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha. Neguei com a cabeça mordendo o lábio inferior, afim de cessar meus gemidos involuntários. Apertei o tecido fino dos lençóis por entre meus dedos e infelizmente alguns gemidos ainda escaparam por minha boca.

Pressenti o clímax chegando, e ele também, pois cessou suas investidas na hora e voltou a me beijar voraz.

Não lembro e nem sei como ele fez isso, mas assim que ele se encaixou perfeitamente entre minhas pernas, senti seu membro me invadir sem aviso prévio, me fazendo gemer alto e se não fosse o beijo que abafou tudo, meus pais acordaram na hora.

Suas estocadas eram precisas e ritmadas, de forma que um barulho ecoava sempre que nossos corpos se chocavam. Tomei a liberdade de arranhar suas costas, sentindo mais prazer do que dor. Seus gemidos baixos em meu ouvido só me deixavam cada vez mais excitada e sem controle algum, eu só queria continuar com ele ali para sempre. Talvez a expressão “quero foder contigo até morrer” se adeque muito a nós.

Em algum momento, estávamos indo tão rápido que minha cabeça bateu forte na cabeceira da cama, e não demorou muito pra ouvirmos algo que fez nosso cu trancar tão trancado que não passava nem Wi-Fi.

Catharina? O que foi isso? — ouvi a voz de minha mãe sonolenta do quarto dela, bem ao lado.

Olhei para Philippe, que permanecia imóvel e nem ao menos respirava.

— Bati a cabeça sem querer, não foi nada. — respondi e isso pareceu convencer ela, pois ela não falou mais nada.

— Meu coração parou agora. — Philippe respirou profundamente aliviado e eu segurei uma risada.

Mesmo com esse susto, continuamos, antes invertendo a posição, comigo por cima.

Eu me sentia uma cowgirl pornô, mas tava tão bom que conforme meus quadris iam se mexendo junto com ele, íamos cada vez mais rápido. Naquela de ir loucamente sem parar, comecei a sentir falta de ar.

Meu Deus do céu, não.

Essa definitivamente foi a coisa mais engraçada/estranha que já me aconteceu na hora da transa.

Se alguém me perguntar qual foi a coisa mais engraçada/estranha que já me aconteceu, vou responder: “ah, só tive um ataque de asma enquanto eu tava cavalgando nele.” com naturalidade.

O ar literalmente faltou e eu parei na hora, caçando ao mínimo um pouco de ar antes de me desesperar atrás da bombinha.

— O que foi? — Philippe perguntou preocupado, enquanto eu tentava respirar. Ele entendeu na hora e por muita sorte, ele encontrou a bombinha no criado-mudo ao seu lado. Me entregou e eu inspirei rapidamente.

Bem melhor.

E continuamos. É engraçado porque nada podia nos parar, e a excitação e definitivamente o tempo que nós esperamos por aquilo era o combustível para continuarmos.

Depois de alguns instantes, finalmente chegamos ao orgasmo juntos, quase gritando, porém o medo de meus pais aparecerem era bem maior, que nos incentivou a gemer baixo.

Caí ao lado dele, com a respiração acelerada e ofegante. O observei tomar fôlego com um pequeno sorriso nos lábios. Como ele conseguia ser tão perfeito assim? Naquele exato momento todo o meu ódio passou e eu só conseguia admirar aquele rosto satisfeito e suado dele. Ele deu uma piscadela para mim, beijando minha testa suada.

Ao final, rimos da loucura que acabamos de cometer.

— Ainda quer ouvir o que eu tenho a dizer? — perguntou, olhando para o teto. Dei de ombros.

— Ainda tem algo a dizer depois disso, Couto? — perguntei e ele riu pelo nariz.

— Escuta, eu amo você, ok? E esses dias sem você têm sido muito difíceis e… — dizia, mas se calou. O cutuquei para continuar. — Ah, você sabe o que eu quero dizer.

— O que você quer dizer? Não sou adivinha. — apertei a pele de seu queixo com os dedos, acariciando sua barba rala.

— Volta pra mim? Eu prometo que nada mais vai poder separar a gente dessa vez. — falou se virando e olhando para mim, esperançoso. Como eu amo esse desgraçado.

E eu apenas sorri para ele, e de alguma forma, ele entendeu a minha singela resposta.


Notas Finais


ENTÃO, CARALHO? GOSTARAM? TEVE HOT SIM E EU TÔ COM MUITO MEDO DE VOCÊS NÃO TEREM GOSTADO A
Mas comentem mesmo assim, babies. Muito obrigada por tudo E O OTP VOLTOU A

Um beijão, até o próximo e a tia Manu ama vocês.

All The Love, M.

Xx Manu <3


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