História Plus One - Twice. - Capítulo 6


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Categorias The X-Files (Arquivo-X)
Personagens Dana Katherine Scully, Fox William Mulder
Visualizações 24
Palavras 1.802
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! Desculpem a demora pra adicionar mais um capítulo, fiquei sem Internet alguns dias, mas agora voltei. Bora continuar? 😉

Capítulo 6 - Distância.


Fanfic / Fanfiction Plus One - Twice. - Capítulo 6 - Distância.

"O céu se inclinou para pegar minha mão e me guiar através do fogo, para ser a resposta tão esperada a uma luta longa e dolorosa."  — Sarah Mclachlan, Fallen. 

Não era fácil para ela, ele sabia. Após rever William, Scully inconscientemente se fechou para Mulder. Ele sentia que ela se culpava demais por tê-lo deixado partir. E em segredo, Mulder se torturava com a ideia de que ela o culpava por ele não ter estado lá quando mais precisaram. Durante anos, ele sofreu em silêncio à sua perda, da sua maneira. Todos sempre ressaltavam o sacrifício de Scully, ele mais do que ninguém sabia reconhecer isso, mas ele também o amava, e também havia perdido todos aqueles anos de sua vida. Revê-lo, ainda que de forma confusa, dolorosa e breve, havia afetado tanto ele quanto a Scully. E Mulder a conhecia bem demais para entender que sua distância não era para puní-lo de alguma forma, e sim por que ela era uma mãe de coração partido. Com isso, o pequeno paraíso deles estava desabando aos poucos. Scully já não atendia tanto suas ligações fora do trabalho, não aceitava seus convites para assistir à um filme ou comer em sua casa, estava sempre pronta para ir embora no fim do expediente. E isso era uma tortura para Mulder. Ele desejava que ela se abrisse, que ela não o afastasse dessa maneira. Já que em todo o mundo, a única pessoa que sabia exatamente como ele se sentia a respeito de seu filho, era Scully. Disposto a não desistir, Mulder armou um plano, onde Dana não conseguiria escapar. Ele queria ter uma conversa, talvez a mais difícil de suas vidas, mas estava pronto para enfrentar o que viesse, desde que ela voltasse para ele e ficasse. 

Já era quase nove da noite quando Scully saiu do banho ao ouvir o telefone tocar em cima da escrivaninha de seu quarto. Ainda secando os cabelos com a toalha e enrolada apenas em seu roupão, ela pegou o aparelho. Vendo o nome de Mulder brilhando na tela, seu coração deu um salto. Ela respirou fundo, queria atendê-lo, mas ao mesmo tempo não sabia como se comportar se atendesse. Fitando a tela demoradamente, ela viu a ligação ser perdida. Scully colocou de volta o celular na escrivaninha, sentindo um nó em sua garganta por tê-lo ignorado, pela terceira vez naquele dia. Mas sua mente, sempre tão racional não estava indo muito bem. Ela se sentia emotiva, magoada, triste. Não por Mulder, ele era o que a fazia continuar. Mas por William, a outra metade de sua alma. Ela não conseguia parar de pensar em onde ele estava, e em suas palavras para ela naquele posto de gasolina. “Você parece ser uma pessoa legal, gostaria de conhecê-la melhor.” E ela lamentava tanto, ela desejava tanto falar com ele, conhecê-lo. Mostrar o quanto ela o amava, o quanto Mulder o amava. Mas a vida havia traçado um plano que Scully não compreendia, e mais do que isso, ela não aceitava. Era tão injusto ter sacrificado tanto, e pelo o que? Por uma verdade que nunca fora revelada. E em meio a todo esse furacão de emoções, Mulder era mais uma delas em seu coração, e Scully sentia, que para não magoá-lo precisava protegê-lo de si mesma. Ela caminhou até o guarda roupas e pegou seu pijama, vestindo-o em seguida. Depois, foi até a cozinha, pegou uma garrafa de vinho e serviu uma taça. Parada no balcão ela sorveu o primeiro gole, sentindo o sabor descer por sua garganta e tendo um ligeiro arrepio ao terminar de engolir. De repente, sua atenção se voltou para a porta de seu apartamento, a maçaneta estava sendo girada. Rápida como um raio, Scully correu até a mesinha da sala e pegou sua arma na gaveta. Posicionando-se de frente para a porta com a arma nas mãos, ela esperou atenta. Os olhos azuis que nunca erravam o alvo estavam arregalados. A porta se abriu, e então ela bufou para o ar ao ver Mulder entrando. 


— Droga, Mulder! Que susto você me deu. — disse ela, impaciente. Mulder apenas fechou a porta atrás de si, colocando as mãos nos bolsos do jeans que usava. 

— Você já atirou em mim por menos. — brincou ele, tentando quebrar a tensão que era palpável. Scully não sorriu, para seu desespero. Ela apenas devolveu a arma para a gaveta e o encarou novamente, agora de braços cruzados. 

— O que faz aqui? — perguntou séria. O coração de Mulder estava apertado, ele queria tanto que ela simplesmente viesse até ele e o recebesse com um abraço. Mas lá estava ela, impassível, rígida, fria. 

— Tentei falar com você o dia todo, mas você não atendeu o seu telefone. — justificou ele. Scully suspirou. 

— Desculpe, estive ocupada. — disse ela. 

Mulder só então caminhou em sua direção, parando à sua frente, olhando-a nos olhos com atenção. 

— Tudo bem. — disse ele dando de ombros. 

— Se eu estiver atrapalhando, posso ir embora. Na verdade eu só fiquei preocupado e quis vir ver como você estava. — completou, nervoso diante daquela situação como um adolescente. 

— Não, tudo bem. Eu… Estava bebendo um vinho. Você quer? — Mulder sentiu um certo alívio ao ouví-la dizer aquilo, ele se sentiu convidado finalmente. 

— Quero, sim. — respondeu. Scully foi até a cozinha, pegou a garrafa e mais uma taça. Voltando para a sala, ela o encontrou sentado no sofá, os braços apoiados nas coxas e a cabeça baixa. 

— Mulder? — chamou ela, fazendo-o erguer o rosto para vê-la. Scully passou uma taça para ele e sentou-se ao seu lado. 

Ele a encarou, demoradamente. Ela podia ver que ele não estava bem. O brilho verde era sempre transparente para ela. Seu coração doeu. Ela não queria fazê-lo se sentir daquele jeito, mas também não sabia como fingir que estava tudo bem. 

— Scully… — começou Mulder, deixando os lábios abertos um segundo, como se procurasse a palavra certa para dizer a seguir. 

— O que há, Mulder? — perguntou ela por fim. 

— Preciso perguntar uma coisa, mas não sei como. — respondeu ele com um sorriso melancólico. 

— Apenas pergunte. — respondeu Scully, sentindo o coração acelerar em antecipação. Mulder desviou o olhar, encarando a taça que segurava com as duas mãos. 

— Você me culpa? — perguntou. A voz soando quase como um sussurro. Como se ele temesse simplesmente dizer em voz alta, apavorado pela resposta que poderia vir. 

— Mulder, do que está falando? — perguntou ela, mesmo sabendo a resposta. 

— Você sabe. Você me culpa, por tudo que a fiz passar, pelo nosso filho? — ele refez a pergunta, agora encarando-a diretamente. Um nó se formava em sua garganta, os olhos brilharam com lágrimas que estavam prestes a rolar. Vendo-o daquele jeito, Scully sentiu o coração se quebrar em mil pedaços. É claro que ela não o culpava por nada daquilo. Ela o amava e sabia que a melhor coisa em sua vida, foi ter entrado naquele escritório no porão do FBI vinte e cinco anos atrás. Mas Scully conhecia Mulder, sabia que seu maior defeito era querer carregar o mundo em suas costas, sempre querendo salvar tudo e todos. Seu coração era bom demais para o mundo em que viviam. 

— Mulder, é claro que não o culpo por isso. Por nada disso. Você nunca quis me machucar. — disse ela, o tom agora calmo e reconfortante. 

— Mas eu a machuquei. — afirmou ele com pesar. Scully tocou seu ombro, acariciando-o. 

— Não, você não fez isso. Eles fizeram. — Mulder a tocou na mão e a olhou novamente nos olhos. 

— Então, por que você se fechou? Se afastou de mim? — perguntou ele deixando a voz soar chorosa, se odiando por isso. 

— Mulder, eu não sei o que dizer. Não é você. Deus! Eu só não estou sabendo lidar com tudo isso. Meu coração dói a cada segundo, eu não paro de pensar nele. Se ele está bem. Se tem dinheiro, se está comendo, se não se meteu em alguma confusão e não tem com quem contar. Eu estou tão cansada de pensar em possibilidades… Eu estou exausta, Mulder! — desabafou ela, deixando o choro vir com cada frase. Mulder se aproximou no sofá, puxando-a para ele, abraçando-a com toda sua força e amor. Scully desabou em seus braços, como sempre fazia. Deixando o choro pesado sair, aos soluços, ela o segurava pela camisa, enquanto tinha o rosto enterrado em seu peito. Mulder a confortava, acariciando seus cabelos, enquanto sentia uma lágrima silenciosa escorrer pelo próprio rosto. A dor dela o feria mais do que a sua. 

— Shh… — sussurrava ele. — Eu sei, eu sei. Mas vamos resolver isso, Scully. Eu prometo que vou trazer o nosso filho de volta. — Scully ergueu o rosto, e o sentiu ser tocado pelos dedos de Mulder, que suavemente, limpou suas lágrimas com o polegar. 

— Me desculpe, Mulder. Eu me sinto péssima por fazer isso com você. — disse Scully ainda chorando. Mulder a beijou suavemente. 

— Eu só quero que saiba que eu estou aqui, eu sempre estarei aqui por você. Não se afaste de mim, Scully. — suplicou ele com palavras e com o olhar. Scully o encarou, vendo todo o amor que ele tinha por ela. Sentindo o mesmo amor tomá-la por inteiro. 

— Eu vou tentar. 

— Promete? 

— Juro. — disse ela sorrindo para ele pela primeira vez naquela noite. Mulder sorriu de volta e a beijou novamente. Scully sentiu seu beijo. Era doce, apaixonado, calmo. 

— Você está bem? — perguntou ela ao terminar de beijá-lo. Mulder sorriu, com ela entre os braços. 

— Agora estou. — respondeu trocando um olhar cúmplice com ela. 

— Você pode dormir comigo hoje? — pediu Scully se inclinando em seu colo, deitando a cabeça sobre suas pernas e esticando as suas no sofá. Mulder acariciava seus cabelos. 

— É o que quer realmente? — perguntou, receando que Scully estivesse apenas querendo agradá-lo quando na verdade preferia estar sozinha. 

— Eu gosto quando você dorme comigo, me sinto segura. — respondeu ela, arrancando um adorável sorriso dele. 

— Bom saber que sou o seu guarda-costas. — brincou ele, fazendo-a gargalhar. Que saudade ele estava daquela risada, não contendo a sua, ele se permitiu rir com ela. 

— Obrigada, Mulder. — disse Scully, após recuperar o fôlego. O olhar agora sério estava preso ao dele. 

— Pelo o que? — perguntou ele. 

— Por não desistir de mim. — respondeu ela, segurando sua mão com força e a beijando em seguida. Mulder se inclinou e a beijou, depois beijou sua testa. Seu coração agora estava calmo. Scully era sua paz, sem ela, só lhe sobrava o caos. 




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