História Poesia de Amor - Capítulo 3


Escrita por: e auraocean

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 95
Palavras 6.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, FemmeSlash, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, galera! Aqui é a Ellen e voltamos com mais um capítulo recheado de amor dessas duas escritoras ansiosas aqui hahaha. Obrigada pelo retorno nos capítulos e por tirarem um tempinho para ler Poesia de Amor. É gratificante. A playlist segue com mais uma música da Adele, hino de cantora, não é?

Boa leitura, beijinhos!

Capítulo 3 - My Same


Emma andava pelos corredores enfiando uma barrinha de cereal na boca como sobremesa de seu rápido almoço, que nem almoço poderia ser considerado. Tinha acabado de trombar em uma mulher. Ficou visivelmente constrangida, parecia ser uma professora, mas não reparou direito. Estava com bastante pressa. Por estar conhecendo o lugar, resolveu levar algo como um sanduíche natural feito por ela mesma antes de sair de casa. Assim poderia andar pelo campus da faculdade. O que a ajudou muito, pois assim que suas aulas da manhã acabaram, teve um bom tempo para olhar a grade, organizar na agenda todos os horários e até escutou algumas conversas engraçadas dos jovens que andavam jogando conversa fora.


Alguns assuntos eram até interessantes. Ficou sabendo da história da origem do Queens. O rei Carlos II da Inglaterra, para fortalecer laços com Portugal, havia se casado com Catarina de Bragança em 1662. Ela havia sido a rainha consorte da Inglaterra, Irlanda e Escócia até 1685. Na época da Revolução Americana de 1776, as tropas britânicas ocuparam o Queens por alguns anos. Quando os ingleses pegaram Long Island em 1776, alguns patriotas foram obrigados a deixar a ilha para não serem presos. Queens e outros quatro condados consolidaram-se em 1898 formando a famosa cidade de Nova Iorque. Nunca havia parado para pesquisar sobre a origem do lugar. Fez nota mental de sempre fazer pesquisas sobre os lugares que fosse morar, caso um dia mudasse a vida de rumo.


Entrou em sua sala e sentou na mesma cadeira, organizando o seu material. Tinha um sério problema em relação a organização das matérias. Adorava escrever de forma organizada que entendesse depois quando fosse estudar. Como os professores passavam mais tempo falando do que escrevendo, formava-se na folha quase um rabisco de tão rápido que escrevia os pontos que achava mais importante. E mesmo na correria, as primeiras folhas brancas já estavam bem preenchidas, permitiu-se até desenhar no beiral da folha para enfeitá-la.


Alguns lugares ainda estavam vazios e reparou que não havia mais material algum ali. Ou as pessoas levavam consigo, já que viu muitos com bolsas e mochilas, ou estavam matando aula mesmo. Parou para refletir e nunca em sua vida havia matado uma aula, mesmo no ensino médio onde tivera aulas com péssimos professores. Sempre gostou de ser uma aluna exemplar. Lia muitos livros, tirava dúvidas sem vergonha alguma, mesmo que por vezes fossem julgadas “idiotas” pelos outros. No fim, sua nota máxima estava sempre lá e o seu parabéns também. Algumas vezes ganhou até brindes como livros, copos, já que amava colecionar e alguns chaveiros. Coisas bobas que na época adorava enfiar dentro da mochila e levar para casa exibindo o seu sorriso orgulhoso por ela mesma pelas ruas. Seus amigos sempre saíam para festas e ela quase não ia em muitas. Eram raras às vezes que viam Emma Swan sentada com os amigos bebendo. Chegou uma época em que as desculpas para não sair de casa já estavam esgotando-se.


Não adiantava tentar arrastá-la. Quando dizia “não” era porque já estava decidido. Sonhava com o seu futuro desde a adolescência e sabia que se frequentasse sempre tais lugares, acabaria virando rotina e não gostava de rotinas. Apesar de ser quieta na sua, gostava de sair da zona de conforto e August estava sempre junto concordando com suas loucuras da vida. Já havia até feito bungee jumping e lembrava-se de ter gritado muito enquanto ouvia as gargalhadas de seu melhor amigo. Gostava de viver a sua vida, de aventurar-se. Muitas vezes chamou August para sair por aí sem destino algum e ele sempre aceitava. Eram dessas saídas e aventuras malucas que ele tirava também inspirações para as suas obras. Emma Swan tinha a alma livre, apesar de crescer em um lar com um pai autoritário, nunca abaixou a cabeça. Se queria, lutava até conseguir chegar em seu objetivo, vencendo seus medos e inseguranças. Aliás, era no processo que percorria onde achava os aprendizados.  


Sorria feito uma boba ao lembrar-se das suas pequenas loucuras. Nem percebeu que o lugar ao seu lado já estava ocupado pela mesma menina de antes. Tinha ficado um tanto sem graça e vermelha ao perceber que ela parecia querer falar algo mais cedo, puxar assunto. Resolveu ficar quieta e atentar-se à aula como estava naquele momento. Percebia que muitos olhavam na direção dela. Não sabia dizer se era para ela ou para a garota ao seu lado que parecia ser divertida apesar de mostrar-se tímida e indecisa.


- Boa tarde, turma! - a voz grave atraiu a atenção de todos. Alguns já o conheciam, outros bocejavam e a aula nem havia começado para valer. - Sem muita enrolação, sou o professor Archie e iniciaremos o assunto falando sobre Sociologia Geral e Jurídica. - Emma anotou em seu caderno e viu que a garota fazia o mesmo - O primeiro ponto a tratar será a posição e autonomia da sociologia jurídica. - escreveu o título no quadro e virou-se novamente para a turma - … A Sociedade Jurídica trata o Direito no sentido de continuar para a compreensão do fenômeno jurídico, da origem até o seu processo histórico.


- Oi, pode me dizer qual o nome dele mesmo? - a garota de cabelos meio ruivos perguntou baixo e Emma sorriu.

   

- Archie. - disse enquanto anotava.

          

- Obrigada. Qual o seu nome? Meu nome é Robin Mills. - Emma olhou para ela e sorriu um pouco vermelha, com nervoso de ser chamada atenção enquanto o homem de barba por fazer falava e falava na frente da turma.

          

- Emma Swan, prazer. Agora, acho melhor fazermos silêncio antes que ele nos chame atenção. - Robin riu e voltou sua atenção para o professor.

          

-…O objetivo da Sociologia Jurídica é humanizar a norma. Compreender o Direito como fato social e não apenas como um conjunto de normas que formam um sistema disciplinador da vida em sociedade. - Emma levantou a mão solicitando participar. - … Pois não… Senhorita?!...

          

- Emma… - respondeu timidamente e logo fez a pergunta. - Então, basicamente é ligar a doutrina jurídica a vida real? - Archie conteve o seu sorriso satisfeito. Não era raro ter alunos competentes e esforçados naquela faculdade, mas era bem difícil um aluno interromper a sua aula para tirar dúvidas. Gostava disso, apesar da pose séria e exigente, costumava ser bem acessível para seus alunos, mais ainda para aqueles que mostravam-se interessados e, de certa forma, apaixonados pelo o que estavam cursando.

          

- Sim, dando enfoque sociológico à realidade jurídica. - Emma agradeceu e Archie voltou a dar a sua aula.

          

Andando de um lado ao outro e gesticulando por quase duas horas, ele explicava as formas de analisar o Direito. Explicou sobre a Filosofia do Direito, Ciência Dogmático-Normativa e mais aprofundadamente a Sociologia Jurídica.  Segundo Archie, a Filosofia analisa os princípios fundamentais, natureza e essencialidade do Direito. A Ciência Dogmático-Normativa, faz a construção do conjunto de normas dentro de um sistema lógico com doutrinas. A última, enfoca o direito como fato social. Emma observava Robin tão perdida em anotações quanto ela. Archie gostava de falar e quando os alunos pensavam que o assunto havia encerrado, mais coisas ele puxava lá do fundo e explicava. Para Emma, ele era um ótimo professor. Admirou a forma como ele abordava os temas deixando-os mais atraentes. No fim, quando a aula terminou, ela espreguiçou-se na cadeira e sorriu para Robin.

          

- Bom… - viu os alunos se levantando e Archie deixando a sala. - … Eu devo admitir que vou demorar para me acostumar com essas trocas de salas. - Robin também riu e concordou.

          

- O que temos agora?! Introdução à Teoria do Direito? - Robin tentou achar o horário no celular, mas Emma tinha anotado na capa do caderno.

          

- Isso mesmo! - exclamou. - Professora Smurfit…

          

As duas dirigiram-se para uma sala do outro lado do corredor. Mais duas horas na sala de aula ouvindo a professora falar. Apesar de ter gostado, Emma estava muito cansada. Teria que se acostumar com aquela sua nova vida. A professora Smurfit pediu que seus alunos comprassem o livro de Teoria do Direito, pois seria um tanto necessário para o primeiro semestre. O dia estava no fim, o pôr-do-sol imperava no céu quando deu a hora de ir embora.

          

Com todo o material dentro de sua bolsa, deu um último sorriso para Robin e saiu da sala quase voando, doida para chegar em casa e jogar-se debaixo da água fria. No estacionamento, pegou a chave, orgulhosa do seu carro e abriu a porta jogando a bolsa lá dentro de qualquer maneira e sentando no banco, deu a partida no fusca. Esperou que alguns carros de outros alunos passassem para poder sair em seguida. Eram todos carrões e o seu era o único humilde e belo carro amarelo no meio dos grandões. Eram quase uns transformers, pensava.

          

Passando pela frente do portão 2 da faculdade, viu Robin desligando o celular frustrada, quase chorando ao começar a caminhar sozinha pela calçada vazia e pela rua escura. Jogou o fusca pro lado e foi diminuindo a velocidade atraindo a atenção dela. Buzinou e Robin sorriu quando a viu parar o carro. Sem pensar duas vezes, entrou no fusca.

          

- Obrigada, Emma. Essa hora fica tudo deserto e minha mãe não pôde vir. Estou sem o carro e esqueci o cartão de passagem. Minha tia não atende o celular, mas acho que ela já foi para casa!... Fora que o ponto está super cheio e… - Emma riu. - ... Estou falando demais, não é?

          

- Eu gosto de ouvir as pessoas falando. Cada história tem algo em que eu possa tirar como um aprendizado. - seguiu o caminho - Só me guiar que levo você em casa…

          

- Eu moro no Brooklyn… É distante…

          

- Ah, sem problemas… - suspirou Emma - Preciso dar uma voltinha mesmo… - piscou e sorriu para a moça, mas ainda pensando que adiaria um tanto o banho gelado.

          

- Obrigada. - soltou o ar e pôs o seu cinto - Seu fusca é maneiro.

          

- Foi um trabalho convencer a minha mãe e meu amigo que esse era o carro certo para mim. - virou para a rua que Robin pediu. - Por que estava chorando? Desculpe, eu sou curiosa. Caso não esteja a vontade, não precisa falar. Você só me parece um pouco triste, diferente de como estava mais cedo nas aulas.

          

- Nada novo, apenas a minha mãe que está em um momento difícil e pelo visto ele nunca passará. Meu pai morreu faz um tempo… - disse baixo. Sentiu-se confortável em abrir-se com Emma. Como dissera a sua tia, talvez fosse uma boa pessoa e não via motivos para não fazer amizade com ela.

          

- Sinto muito… - olhou-a com ternura e ouviu o respirar profundo.

          

- Obrigada. Às vezes eu não sei como lidar com ela… Liguei para saber se ela poderia me buscar, mas pelo o que parece ela estava mal. Sinto uma sobrecarga muito grande, entende? - desabafou.

          

- Pode conversar comigo sempre que quiser, Robin. No que eu puder ajudar, ajudarei. Você parece ser uma pessoa divertida e é a única que falou comigo naquele lugar.

          

- Vire aqui. - pediu. - Você também. Pensei que fosse mais fechada. - Emma gargalhou. - Com o tempo você se acostuma. Primeira semana! Acho que nos acostumamos, não é?! parece ser tudo tão corrido e chato.

          

- Não sei como me definir, mas sei que sou uma ótima amiga! E sim, parece ser bastante corrido.

          

- Convencida, não acha? - brincou.

          

- Realista, Robin. Você verá, quando pegarmos mais intimidade, não irá querer sair de perto de mim. - a garota negou com a cabeça. Tinha sido mais fácil do que qualquer outra coisa virar amiga da Emma. - Você disse que sua tia já tinha ido embora? O que ela faz lá na Saint John’s?

          

- Ela é professora e mora perto da minha casa… Seria perfeito se tivesse me esperado…

          

- Assim ficarei ofendida… - brincou Emma.

          

- Ai, desculpa, eu não quis dizer isso…

          

- Relaxa…- sorriu - Conta mais sobre você…

          

E assim as duas novas amigas renderam uma boa e animada conversa durante os quase 40 minutos de distância até o Brooklyn. Quando Emma virou uma avenida bem cuidada próxima à baía de Manhattan, Robin pediu que parasse em frente ao número 921, estavam na Oriental Boulevard.

          

- É aqui a sua casa? - parou o carro e Robin assentiu pegando suas coisas.

          

- Eu agradeço muito, Emma. Desculpe por ter atrapalhado você. - fez sinal para ela deixar pra lá - Até amanhã! Foi legal conhecer você. - mandou beijo para a amiga.

          

- Digo o mesmo, Robin. Até! - buzinou e a garota acenou. Olhou para a casa e respirou fundo.

          

Emma fez o caminho de volta ouvindo o som mais alto e cantando as músicas que tocavam. Estava contente com o caminho novo que traçava na sua vida. Estacionando em sua garagem, Emma bocejava. Geralmente durante a tarde após o almoço, sempre tirava um cochilo e ter que se habituar a esse novo horário seria algo meio complicado. Entrou em casa ligando as luzes e fechando a porta em seguida. Ainda estava acostumando-se a chegar em casa e não ter a sua mãe ou o seu pai para irritá-la ou perguntar como havia sido seu dia. Subiu a escada de metal preta correndo e foi direto ao quarto deixando a bolsa jogada na cama. Seus tênis foram deixados ao canto, tirou a blusa jeans claro e rapidamente tirou a calça ficando apenas de meia. Como uma criança, escorregou pelo chão e foi ao banheiro assim que pegou uma roupa confortável. Debaixo da água fria, seu gemido de satisfação e prazer ecoava pelo lugar.

          

Não demorou muito e já estava saindo do banheiro aquecida pela sua roupa. Arrumou o material do dia seguinte na bolsa e pegou seu celular para ver se tinha algo de interessante. Como pensou, só haviam mensagens de sua mãe e nada de August, talvez ele estivesse ocupado naquele momento. Desceu as escadas sem ainda acreditar que cada parte daquela casa era apenas sua. Que tudo havia sido comprado com o seu dinheiro. Ligou o som no volume baixo e foi para a cozinha preparar algo para comer. Sem muitos dotes culinários, preparou um hambúrguer improvisado com o que tinha em sua geladeira. Depois da área de lazer, a cozinha era a sua parte favorita da casa. Era aconchegante, arrumada perfeitamente por Mary, com os talheres arrumados, as canecas de porcelanas penduradas e decoradas por August e por ela. Os pratos estavam nos armários junto com seus copos que adorava colecionar. Tinham de todas as formas, cores e tipos.

          

Jogou-se no sofá e deu uma boa mordida em seu hambúrguer fechando os seus olhos enquanto o saboreava. Quando ia colocar em alguma programação para assistir, a campainha tocou fazendo-a resmungar. Tudo o que queria era descansar a sua cabeça naquele sofá macio apreciando o silêncio de sua casa. Levantou num pulo e foi até a porta abrindo-a assim que viu sua mãe pelo olho de peixe.

          

- Pensei que não fosse abrir, filha. - beijou a menina e entrou na casa. - Você não respondeu minhas mensagens, fiquei preocupada. Você comeu hoje, Emma? - a porta foi fechada e a loira revirou seus olhos.

          

- Comi, mãe. Eu cheguei ainda agora… Fui levar uma amiga na casa dela, no Brooklyn e acabei chegando tarde. - foram para a sala e voltou a afundar no sofá. Sua mãe negou com a cabeça ao ver o hambúrguer gorduroso em suas mãos e caminhou para a cozinha deixando algumas compras que fez em cima da mesa de madeira. Estava tudo sujo e tinha pavor de sujeira. - Mãe?! Deixe que eu lavo mais tarde.

          

- Fico feliz que tenha feito amizades, só tenha cuidado para não chegar muito tarde em casa. Como foram as suas aulas? - subiu as mangas de sua camisa e começou a lavar a louça.

          

- Nada diferente do que eu pensei que seria. Os professores são muito bons, tive aula com Archie que falou sobre Sociologia Geral e Jurídica, logo depois tive aula com a professora Smurfit, sobre a introdução ao Direito. - terminou seu hambúrguer e foi arrastando-se para a cozinha. Sentou em um dos bancos da bancada e pegou um dos doces que sua mãe havia levado. - A faculdade é enorme, tem pessoas de diversos lugares, alguns professores são muito rígidos, mas eu até entendo. Não é mais o ensino médio!

          

- Graças a Deus! Você só me dava trabalho. - riram.

          

- Assim me ofende! Eu nunca dei trabalho para você, mãe. - a olhou incrédula. Mary gargalhou e secou suas mãos no pano de prato. O clima entre elas ficava sempre mais leve sem a presença de David. Pensar nisso a deixava triste.

          

- Estou brincando. Você sempre me deu orgulho, Emma. Suas notas eram sempre máximas, vivia com a face grudada em livros. Comia, respirava e vestia livros. - brincou. - Eu fico muito feliz e aliviada de saber que você está bem, que está crescendo… Queria que seu pai estivesse aqui também…

          

- Foi a escolha dele, mãe. Não se lamente por isso. - suspirou cansada. - Eu sinto falta dele, apesar de tudo, ele é o meu pai, mas isso não significa que eu abaixarei a cabeça sempre para as ordens dele. Aliás, acho que a senhora deveria pensar mais sobre isso…

          

- Eu amo o seu pai, filha. Não é assim… - baixou o olhar e Emma levantou uma das sobrancelhas.

          

- Deveria começar parando com essa atitude de baixar o olhar como se estivesse fazendo ou falando algo errado. Mamãe! Eu também o amo, mas tudo tem um limite. Com o tempo a senhora perceberá o que faz bem para um relacionamento e o que faz mal. - levantou-se e a abraçou fortemente. - Sabe que pode vir aqui sempre e me contar tudo o que acontecer… Às vezes fico com medo da senhora sozinha em casa.

          

- Eu sei, eu sei… Quando os papéis se inverteram, hein?! - sorriu. - Tenho que ir, vim apenas saber como você estava e trouxe algumas coisinhas para você. - Emma agradeceu e a levou até porta.

          

- Está de carro? Quer que eu a leve?

          

- Você quer é exibir o seu fusca amarelo! - ergueu as mãos ao ar.

          

- O lindo deve ser exibido mesmo. Até, mãe! - a beijou e esperou que ela entrasse no carro. Quando o carro sumiu na esquina da rua, fechou a porta e suspirou. Agora sim poderia aproveitar da paz de sua casa após um dia longo e exaustivo.

          

Sentada no sofá com o notebook sobre o seu colo, Emma olhava atentamente para a tela a fim de achar uma loja virtual confiável para comprar o livro que a professora havia pedido. Teoria do Direito… Saltou um pouco seus olhos quando viu o preço, sorte que tinha a herança. Nunca pediria a sua mãe para comprar devido ao seu pai. Ele havia deixado bem claro que dele, não teria mais nada e se dependesse dele, Mary não a ajudaria. Fez as contas de quanto sairia se fosse xerocar as páginas do livro se pegasse emprestado na biblioteca ou com alguém e chegou a conclusão de que sairia muito mais caro. Agradeceu por ter puxado essa inteligência de seu pai. Desde pequena ela sempre o observou fazendo contas de cabeça. No fim, levava sempre as coisas que os deixariam no lucro. Sempre tinha um trocado para comprar um sorvete. Sorriu sem nem perceber. Clicou para comprar e preencheu com os seus dados. Logo o livro chegaria, assim esperava.  

          

Na manhã seguinte, por não ter aula naquele horário e apenas a tarde, aproveitou para tirar das caixas que ainda estavam cheias, alguns objetos e outras coisas que precisavam estar em algum lugar que não fossem as caixas. A pequena bagunça já estava incomodando até ela mesma. Enquanto andava de um lado ao outro, cantarolava a música que tocava pela casa. Riu sozinha. Se fosse na casa de seus pais, David já teria quebrado o som. Ele nunca gostou muito das músicas que Emma ouvia. Não tinha um estilo só, gostava de muitos cantores, artistas, mas amava uma em especial: Florence The Machine. A voz, a melodia das músicas e as letras mexiam muito com Emma. Trazia paz e era isso o que prezava nas músicas que escutava. Quando estava arrumando alguns quadros na parede do corredor, a campainha tocou e quase caiu da escada por estar correndo. Ao abrir a porta, August estava segurando um copo de café e uma sacola com lanche. Ele a conhecia perfeitamente para saber que ela ainda não havia tomado café e muito menos ter feito algo para comer e levar para a faculdade.

          

- Sou o seu salvador! - bagunçou o cabelo de Emma e ela gargalhou ao fechar a porta assim que ele entrou.

          

- Você ainda tem dúvidas? Obrigada, eu não tive tempo de preparar nada e daqui a pouco já tenho que ir para a aula… - caminhou até a cozinha e guardou o lanche. August pegou uma maçã na fruteira e mordeu.

       

- Como foi o seu primeiro dia? Eu pensei em ligar e passar aqui, mas fiquei ocupado. - Emma tomou um gole do café. - Já quer desistir do curso? - riu junto à ela.

          

- Não… Por enquanto não. Sabe, não é tão ruim assim como eu pensei. Os professores são rígidos, muito exigentes, mas é faculdade…

          

- De Direito. - completou. - Você conseguirá, Swan. Como é a faculdade? - perguntou cheio de curiosidade.

          

- Ah, é enorme! - disse com os olhos arregalados. - Sério, tem pessoas de muitas idades, lugares, de culturas diferentes… Eu aproveitei para andar um pouco e escutei mais de cinco conversas em outras línguas. - August gargalhou. - Essa diversidade que tem aqui é muito encantadora!

          

- Não é a toa que é filha de Mary… - disse baixo, mas o suficiente para Emma ouvir e gargalhar. - ... Brincadeira.

          

- É um outro olhar, sabe? Sei que terão momentos difíceis, mas eu posso! - disse convicta. - Você deveria levar seu material de pintura um dia desses e ficar parado do lado de fora observando. Fará obras incríveis, tenho certeza.

          

- Fico feliz por você, Emma. - sorriu. - Em todos esses anos de amizade, nunca a vi tão destemida e compenetrada para conquistar o que quer. - Emma abraçou o amigo de lado. August era o seu porto seguro. Se ninguém ou ela mesma não acreditava em si, ele acreditava e mostrava o quanto ela era capaz de crescer. - Sei que é uma nova pressão na vida, às vezes você se sentirá perdida, mas estarei sempre aqui por você para mostrar que você pode sim fazer o que quer. - deixou um beijo no cabelo loiro. - Você pode tudo, loirinha!  

          

- Eu sei… - respirou fundo. - ... Amo você e por isso abusarei um pouquinho… - fez August rir ao subir a escada.

          

- Diga-me, onde é o incêndio? - levou um tapa leve no braço. Olhou alguns quadros encostados na parede e Emma o olhou com expectativa.

          

- Pode pendurá-los para mim, por favor? Estou atrasada e… - August já estava segurando os quadros. Alguns ele mesmo havia feito. Sorria. Emma amava a arte, esperava ansiosamente pelo dia em que ela se renderia a ela.

          

- Vá se arrumando… Eu cuido disso! - piscou e Emma agradeceu deixando um beijo na bochecha de August, arrependendo-se em seguida por sentir a barba machucando-a.

          

O banho foi um pouco demorado, tanto que August já havia pendurado quase todos os quadros, varrido o chão, arrumado a bagunça e dobrado as caixas de papelão deixando-as no porão da casa. Com o tempo folgado, Emma saía do banheiro já arrumada. Como o dia estava fresco, resolveu vestir uma camisa branca de mangas curtas, mas não deixou de colocar o suéter dentro da mochila. Calçou seus tênis e respirou fundo. Era apenas mais um dia, podia passar por ele. Ao chegar na sala, August estava folheando um de seus livros. Parecia bem concentrado na leitura rápida que fazia.

          

- Pensei que só fosse amanhã. - provocou e Emma mostrou-lhe a língua fazendo-o rir.

          

- Quer carona ou está de carro? - dizia caminhando até a porta sendo seguida por seu melhor amigo.

          

- Estou de carro. Acha que nesse sol todo eu a ajudarei a empurrar o seu fusquinha? - Emma o olhou como se estivesse ofendida e August gargalhou. - Piada!

          

- Um dia você precisará de carona e eu não darei! - ambos gargalharam. - Falo com você depois, passarei lá se der. Sinto falta das nossas conversas, isso porque hoje é apenas o segundo dia longe de você! - o abraçou.

          

- Dirija com cuidado e qualquer coisa deixe uma mensagem que eu salvo você, caso o fusca pare! - acenou e entrou em seu carro. Emma sorriu e entrou em seu fusca. Adorava aquele carro e um dia faria August empurrá-lo apenas de sacanagem.

          

          

Assim que o fusca foi estacionado na vaga vazia, Emma apanhou as suas coisas e caminhou em direção da pequena multidão. Alguns alunos estavam sentados na grama conversando, outros estudavam, uns namoravam e ela seguia o seu caminho mexendo em seu celular. Teria aula novamente com a professora Smurfit. Quando entrou na sala, Robin já estava sentada e aparentemente havia guardado um lugar, o que fez Emma sorrir.

          

-... Ei, Robin! Posso me sentar aqui? - a jovem levou a mão ao peito para conter o seu coração. Tinha levado um baita susto!

          

- Você me assustou, Emma… - riu de si mesma. - ... Claro que pode, guardei para você. - Emma ajeitou suas coisas e a agradeceu.

          

- Como você está? - observou sua nova amiga e reparou no nariz um pouco vermelho, mas escolheu ficar quieta. Não queria pressioná-la, isso era ruim. Às vezes fazia isso com as pessoas e nem percebia. Cansou de discutir com sua mãe por conta disso.

          

- Não muito diferente de ontem… Anda tudo tão bagunçado lá em casa! - passou a mão nos cabelos - As coisas ficam melhores quando minha tia está lá… - Emma prestou atenção nas expressões de Robin e sorriu fraco. - É o segundo dia ainda, mas eu preciso me distrair! - as duas riram. - Sinto que a qualquer momento a minha cabeça explodirá!

          

- Por que não sai um pouco? Sabe… namorado, namorada… - Robin ficou vermelha e balançou a cabeça em negação.

          

- Não namoro e nem penso nisso! Acho que se um dia eu chegar em casa e contar que estou saindo com alguém, a minha tia faz um jantar em família só para conhecer a pessoa e tentar ver se ela não me fará mal… Acredita?! Parece que ainda sou uma adolescente! - sorriu. - Ela cuida de mim como se fôssemos mãe e filha…

          

- Minha mãe também é assim… - lembrou-se de seu pai. - Podemos sair um dia desses, o que acha? - Robin ficou surpresa.

          

- Esses dias eu ando ocupada… - coçou a cabeça. - ... Mas você pode ir lá em casa para estudarmos hoje, pode ser? - perguntou ansiosa e mais animada do que estava.

          

- Uma ótima ideia, caso não for atrapalhar! - ambas combinaram de ir assim que a aula acabasse.

          

Marcando presença com os seus saltos, estava a professora Smurfit. Os alunos fizeram silêncio e ela acabou rindo ao deixar a bolsa sobre a mesa. Era sempre assim. Como se ela fosse algum tipo de monstro. Emma anotou o tema da matéria daquele dia e focou em prestar atenção ao cessar a conversa animada com Robin sobre bandas e séries que ambas gostavam.

          

- ... Bom dia, turma! Quem aqui já correu atrás do livro? - cerrou os olhos e metade da turma levantou as mãos, inclusive Emma e Robin. - Ótimo, espero não ter os mesmos problemas que tive com uma antiga turma. É essencial que tenham o livro para um trabalho futuro. Daremos continuidade ao assunto de ontem, então prestem atenção que o tempo é corrido e temos muitas coisas para conversar. Veremos a função social do direito… - anotou no quadro. - ... O direito é do ponto de vista sociológico um fato social, e como tal tem origem na própria sociedade. Uma ciência essencialmente social. É difícil a prática de um ato que não tenha repercussão no mundo do direito. As atividades humanas assumem múltiplas formas e podem ser reduzidas em duas maneiras. Alguém faz ideia? - olhou para a turma e Robin levantou a mão timidamente. - Senhorita?...

          

- Robin Mills… - a professora ergueu as sobrancelhas e Robin arrependeu-se por um momento. Sempre seria assim quando falasse o seu sobrenome. - ... Atividade de cooperação... - a professora pediu que ela continuasse. - ... Quando há convergência de interesses.

          

- Correto! - Emma sorriu para a amiga e voltou a anotar - Envolvem fins ou objetivos comuns. Um indivíduo desenvolve uma atividade qualquer que o outro diretamente se aproveita e à medida que se empenha na realização dos seus interesses, coopera na realização dos interesses dos outros. É como a compra e a venda. A outra atividade é a concorrência. As atividades de concorrência nunca se encontram, pois não convergem para um interesse comum. Nelas, dois indivíduos, embora tenham objetivos idênticos, desenvolvem atividades independentes, paralelas, que os colocam em posição de competidor ou concorrente. - escreveu no quadro e todos corriam atrás.

          

A professora Victoria Smurfit explicou para a turma usando alguns slides sobre conflito de interesses e algumas composições. Emma e Robin vez ou outra tiravam dúvidas assim como outros e sempre que dava, as duas trocavam algumas palavras e ajudavam uma a outra. Estava sendo bom para as duas aquela rápida conexão, como se ambas se conhecessem há anos. Robin era quase o oposto de Emma. Alguns assuntos ela conseguia entender e outros Emma entendia e tentava explicar de maneira mais simplificada e menos complicada.

          

- ...De quem teremos aula agora? - Robin perguntou e Emma torceu os lábios em um bico enquanto lia a grade em sua agenda. Nem teve tempo de responder. O silêncio instaurou-se na sala em que estavam e o som dos sapatos sociais conhecidos por Robin fez-se presente. Ela bufou e deu um pequeno sorriso pro senhor de barba branca que piscou para ela rapidamente. Era só o que faltava…

          

- Henry Mills… - franziu seu cenho e olhou para Robin.

          

- É o meu avô... - disse sem muita animação. Emma pensou em quantos problemas aquela família de Robin deveria ter. Só pelas expressões feitas por ela, sabia que a jovem não tinha um bom relacionamento com o senhor que parecia bem simpático aos seus olhos. Toda simpatia se esvaiu quando Henry observou Emma com um pouco de desdém.

          

- Boa tarde, turma. - todos responderam em uníssono. - Como muitos me conhecem, me chamo Henry Mills e leciono tem alguns anos. Espero que tenhamos um bom relacionamento. Quem não estiver com vontade de assistir as minhas aulas, peço que saia e que fique apenas os que têm interesse e que querem levar o curso a sério. - seu tom era grave e frio. Emma respirou fundo e olhou para baixo. Henry incomodava e pelo visto seria o pior professor. O mais chato e o mais exigente. Ninguém saiu da sala, o que o deixou satisfeito. - Darei continuidade ao que a professora Smurfit estava dando… - abriu sua maleta de couro e Robin prendeu seu riso. Seu avô tinha uma pose assustadora, mas morria de medo de Cora. Lembrou-se de um dia em que ele foi cobrar algumas coisas de sua avó e ela apenas o encarou de braços cruzados fazendo-o abaixar o tom de voz. Naquele dia, ele não ficou mais de cinco minutos na porta da casa, voltou quietinho pelo caminho que havia feito.

          

- Boa sorte para nós duas… - Emma brincou fazendo Robin rir e ficar menos tensa. Seria uma aula e tanto!

          

Henry deu continuidade ao assunto para poder entrar no próximo. Como as outras aulas, Emma gostou do modo que ele tratou dos temas não deixando-os muitos cansativos, já que de início a maioria das aulas eram teóricas e chatas para alguns. Seu único problema com Henry foi o olhar sério que ele dava para a neta, não deixando-a quase respirar. Colocou-se no lugar de Robin e agradeceu por nem sua mãe ou pai serem professores. Nem queria imaginar um homem como o seu pai dando aulas. Talvez ele seria até pior do que o Henry que de início parecia um senhor fofo, mas quando abria sua maleta e dava o seu olhar gélido para a turma, fazia os pelos dos corpos se eriçarem. Emma até brincou ao dizer que ele mais parecia um espião do que um professor de tão misterioso que era.

          

Juntas, Emma e Robin fizeram um lanche debaixo de uma das árvores do campus. Robin procurou pela sua tia, mas não a achou e muito menos teve retorno das mensagens. Deveria estar ocupada, constatou. Quando o sol já estava se pondo, seguiram para o estacionamento e Emma deixou um recado para a sua mãe. Estava ansiosa para conhecer a família de Robin, já que ela não parava de falar sobre sua avó e como sua mãe era uma mulher inteligente e divertida quando não estava nos dias tristes e depressivos. Emma gostava de seus dias depressivos, sempre ouvia uma música com melodia triste ou lia um livro.

          

- ... Então, você disse que sua tia lecionava e agora descobri que o seu avô também. Como você lida com essas coisas? - já sabia o caminho da casa de Robin de cabeça. Dirigia enquanto conversavam.

          

- Para ser sincera, é horrível! - ambas gargalharam. - É muita pressão em cima de um alguém que nem laranja sabe descascar direito! Eu nem gosto de falar meu sobrenome porque alguns acham que eu tenho privilégios, mas o que eu tenho mesmo é prejuízos… A cobrança é maior, principalmente dentro de casa. É difícil ter uma vida leve dentro e fora da faculdade tendo um sobrenome de peso. - Emma assentiu. Deveria ser muito ruim e puxado para Robin. - ... Ele é divorciado da minha avó… - disse depois de um tempo em silêncio. Emma limitava-se em suas expressões faciais.

          

- O que aconteceu? - perguntou normalmente e Robin achou graça da espontaneidade das perguntas de Emma.

          

- Minha tia brigou muito com o meu avô por ele ter a mente muito fechada, ser preconceituoso e muito machista. Ela nunca foi de abaixar a cabeça para ninguém, principalmente com ele… Minha mãe já é um pouco diferente. Minha tia saiu de casa cedo por conta dele e da minha avó que não abria os olhos, até que ela deu um ultimato e se divorciou dele… - olhou pela janela e aconchegou-se mais no banco. - ... Espero que ele não traga esses problemas para as nossas aulas, sabe? Sinto medo dele querer descontar em mim, apesar de me tratar bem. Nunca se sabe, não é?

          

- É complicado e eu entendo a sua tia… - Robin a olhou e Emma virou uma das ruas. - ... Meu pai é muito autoritário e minha mãe é submissa demais. Nós sempre brigávamos e eu não aguentava mais ter que me submeter a coisas que eu não queria para a minha vida. Eu também já senti muito medo, até que chegou o dia que extrapolou o limite e eu reconheci que na nossa vida, momentos em que precisamos dar um basta também existem.  - sorriu fraco. - Eu o amo, mas eu amo ainda mais a minha casa silenciosa e a minha vida independente!

          

- Eu deveria ter conhecido você há mais tempo, Swan! - bateu de leve no ombro da loira. - Poxa, eu me sinto muito leve quando converso com você. É como se eu pudesse fazer o que eu quero, sem ter medo de caminhar com os meus próprios pés. Você traz isso pras pessoas e isso é ótimo! Obrigada, Emma… Bem que você disse que depois que eu pegasse intimidade não iria querer te deixar mais! - ambas riram juntas e Emma parou no sinal.

          

- Eu disse que sou uma amiga divertida e fico feliz de estar ajudando você, mesmo não sabendo o que estou fazendo da minha vida na maioria das vezes… Uma música para animar? - fez careta e seguiu com o carro ouvindo as gargalhadas de sua nova amiga.

          

Acolheu e tentou ajudar Robin com alguns conselhos. Não era a melhor nisso e quando ela ameaçou a chorar, tudo o que fez foi dar o seu ombro para que ela pudesse descansar a cabeça e abrir o coração contando como sentia-se no meio de tudo aquilo. Robin guardava as coisas para ela, diferente de Emma que rebatia e não levava desaforo para casa. August era o melhor para aquela conversa, por isso, no meio do caminho enquanto ouvia Robin cantarolar uma música, fez nota mental de apresentá-la ao amigo. Talvez assim ela pudesse se distrair mais quando estivessem todos juntos. Seu coração estava cheio de alegria e sentia-se grata por saber que de alguma maneira, mesmo que atrapalhada, fazia diferença na vida de alguém.



Notas Finais


Obrigada a cada uma que passar por aqui!!

Qualquer coisa estamos no tt @adeliakkk @ejuliaci

Beijo na bunda de todo mundo!


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