História Popozudos - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura

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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Os Pântanos de Kelel


A noite acaba de cair, o ar denso, a neblina forte, e um frio estranho que chega apenas aos joelhos, os Pântanos de Kelel são vastos e se estendem sobre o domínio de diversos senhores nobres, os quais batalham constantemente para estender suas fronteiras, não é uma terra fácil de cultivar ou de se morar e a realeza não se preocupa com quem esteja no comando desde que seja leal e responda aos chamados de guerra.

- Está mais frio do que eu imaginava - comentei com minha assistente.

- Sério? Não sinto tanto.

- Talvez por estar voando e não com as botas sob a lama.

- Voar tem suas vanta...

Antes dela finalizar fiz um sinal para ficar quieta, ouvi ao longe um chamado abafado, alguém estava em perigo. Corremos em direção a voz tropeçando em poças, galhos e corpos. - Corpos? - Pensei comigo, mas antes de terminar o raciocínio encontramos os restos de uma grande batalha, corpos para todos os lados, uniformes vermelhos, uniformes azuis, o sangue e a lama já tornava difícil distinguir qual lado estavam lutando.

- Olha, ali perto daquela árvore! - Gritou Bruna ao avistar um sobrevivente rodeado de necrófagos que se aproveitavam da carne dos mortos, carne fresca eles deviam pensar, se tais vis criaturas pensassem, apesar de lembarem um homem ao longe são monstros terríveis, carniceiros a espreita da próxima refeição. Corremos em direção ao homem, os necrófagos nos perceberam e se preparavam para atacar.

- Precisamos de fogo! - Gritei para Bruna.

- Fogo teremos! - Ela respondeu, invocando uma chama que iluminou o pântano, eles fugiram graças a luz, queria ter podido dar um fim a essas criaturas mas tínhamos alguém para socorrer.

- O...bri...gado - Disse o homem, trêmulo de frio e com diversos machucados sobre o corpo, antes de concluir a frase desmaiou, odeixei aos cuidados de minha assistente, fadas tem um talento natural para cura, apesar da minha preferir algo mais ofensivo. Preparei algumas tochas para espantar qualquer coisa que ali estivesse, e assim um breve acampamento ali construímos.

O dia estava amanhecendo quando o homem acordou, parecia perdido, não é todo dia que se sobrevive a uma batalha para quase ser devorado e acordar com uma fada dormindo sobre sua cabeça.

- Obrigado... Muito obrigado senhor, achei que morreria sem poder voltar para casa, lhe devo a vida. - Ele me disse.

- Não foi nada, nem me deve nada. Maior trabalho foi de minha assistente.

- A fada? São tão raras de se ver que achei que estava sonhando quando acordei.

- Sim, mas me diga, que batalha aconteceu aqui?

- Uma batalha entre o barão Reinch e o barão Gardo, sou Coro Gardo, filho de Corium Gardo, estava servindo sob nossa bandeira.

- Um nobre mandando o filho para a batalha, isso é raro nos dias de hoje.

- Sim, mas somos treinados para isso, não podemos esperar que nossos homens vão a luta se nós mesmos não formos.

- Palavras bonitas para alguém que estaria morto há algumas horas.

Bruna interrompeu nossa conversa encarando o homem como se buscasse algo que nenhum de nós pudesse ver, o silêncio tomou conta do pântano de tal modo que até os sapos estavam tentando entender o que ela estava fazendo.

- Ele... tem... uma espinha. - Ela disse normalmente, como se aquilo fosse algo normal a se dizer para um semi-morto que ainda sangrava mesmo com ataduras sobre o corpo todo.

- Para com isso! - Gritei enquanto a golpeava com um soco, enquanto brigávamos percebi que Coro já melhorava dos ferimentos, fadas realmente levam jeito para cura.

- Não posso te deixar ir sozinho desse jeito, desejas voltar a sua casa? Te acompanharemos. - Disse ao homem que olhava em direção as terras de seu pai.

- Sim, mas não posso dar a vocês todo esse trabalho sem uma compensação, garanto que meu pai irá lhes retribuir imensamente ao chegarmos. Teremos um banquete e uma cama quente depois de passar por esse pântano gelado.

- Ótimo! Já estávamos indo para lá de qualquer jeito, que sorte a sua, e a nossa, termos nos encontrado. Bruna, ainda te ouço me xingando, prepare suas coisas, vamos conhecer o barão Cargo.

- Humph! - Ela me respondeu, enquanto saíamos em direção as terras do barão, o sol nos guiava para fora do pântano e tudo parecia estar caminhando bem, mas aquele reino mergulhava em mais problemas do que aquele pântano tinha de lama.



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