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História Por Trás das Grades - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Horário do Banho (Parte 2)


O garoto ocupou o chuveiro ao meu lado, ignorando todos os outros por algum motivo oculto. Eu não consegui controlar o meu olhar e mesmo que de uma maneira discreta, o voltei em sua direção, para dar uma boa olhada em seu rosto, que estava completamente visível por cima da pequena divisória.

Seus cabelos eram curtos, em um estilo militar, e negros, tão escuros quanto um céu sem estrelas. O meu vizinho de chuveiro — diferente de todos os outros "detentos" — possuía uma barba por fazer, uma muito bem feita. A sua pele também era escura, lembrava-me bastante o tom da minha amiga Gabriele. Ele era muito bonito, mesmo com toda aquela água caindo por seu rosto.

Sempre gostei de caras negros e, com aquele estranho, não foi exceção. Eu, definitivamente, estava em dúvida entre ele e o garoto com quem esbarrei mais cedo. Tinha certeza que um dos dois era o cara mais gostoso do Mãos de Ferro, mas não conseguia escolher qual deles levaria o título.

Voltei a concentrar em meu próprio corpo. Poucos minutos depois, ele desligou o chuveiro, o que fez com que eu voltasse o meu olhar em sua direção e, por muito azar, nossos olhares se cruzaram, entregando a minha "espiadinha".

Naquele segundo, notei que seus olhos eram claros. Eles não eram azuis ou verdes, eram, estranhamente, uma tonalidade de marrom ou amarelo, eu não tinha certeza, só sabia que eles eram lindos.

De repente, ele abandonou o seu quadrado e passou em frente ao meu chuveiro, completamente pelado. A primeira coisa que observei, foi o seu documento, que parecia ser muito grande, mesmo em estado flácido. Depois de conferir o "brinquedo", voltei o meu olhar em seu abdome bronzeado, um tanquinho maravilhoso, do tipo que até os mais preguiçosos se obrigariam a lavar um balde de roupa.

E, então, eu me dei conta de que estava completamente pelado, próximo desse outro garoto. Podia parecer algo completamente normal e até vantajoso para alguém como eu, entretanto, ainda estava dentro de uma prisão. E, geralmente, mostrar-se excitado no chuveiro não acabava muito bem.

Meu vizinho também não limitou o seu olhar em minha direção. Depois de conferir bem a minha mercadoria, ele interrompeu os próprios passos e ficou parado, em frente ao meu chuveiro, com os seus olhos em mim.

Eu fiquei muito envergonhado, principalmente pelo fato de estar um pouco excitado e isso estar tão visível para ele.

A minha curiosidade fez com que eu levantasse o meu olhar, para checar a sua expressão facial. O desgraçado estava sorrindo, de uma maneira muito safada. Depois disso, ele voltou o olhar para o seu membro, que começou a acordar.

— Tá afim de dar uma mamada? — a voz dele fez com que o meu estômago virasse. Como não teve resposta para a sua pergunta provocativa, ele reforçou, antes de apalpar o mastro: — não precisa ter medo... a minha cobra não vai te picar.

Virei-me para a parede, fingindo que ele não estava falando comigo. E, por alguns segundos, essa minha estratégia deu muito certo.

No entanto, sem nenhum aviso prévio, o meu corpo foi empurrado contra a parede com força. Eu senti o seu braço pressionando as minhas costas com força. Então, a sua mão desceu pelo meu corpo, apertando o lado direito da minha bunda, um pouco antes de estapeá-la com força.

— Se eu quisesse, comeria esse rabo agora... sua puta — sussurrou ele, ao pé do meu ouvido. Ele mordiscou a minha orelha, antes de continuar, dizendo: — você não devia estar aqui agora, então não poderia contar pra ninguém.

Suas mãos viraram o meu corpo bruscamente e finalmente ficamos frente a frente. Seus olhos amarelados pareciam queimar-me e, dentro deles, eu pude ver a minha imagem refletida. Eu estava apavorado.

E só então, percebi que ele estava encarando o ferimento na lateral do meu rosto, algo que, aparentemente, ele ainda não havia visto. Provavelmente, estava muito ocupado secando o restante do meu corpo.

— Já te transformaram em um saco de pancadas? — perguntou ele, trazendo toda a malícia de volta a sua expressão facial. Seus dedos tocaram o machucado em meu rosto e eu precisei me controlar para não iniciar uma briga. — Eu tenho uma utilidade melhor pra você. — Seu rosto aproximou-se do meu e esperei por um beijo que não aconteceu. — Como já deve ter percebido, não existem muitas garotas por aqui.

Por algum motivo, eu sorri e tornei a olhar para os seus olhos.

— Parece que você já curtiu a ideia, não é sua bicha?

Balancei a cabeça, concordando com ele.

Com um sorriso sacana, eu fiz um gesto com a mão para que ele se aproximasse. Arqueei as sobrancelhas e aguardei pela sua aproximação, que não demorou a acontecer.

Quando estávamos bem próximos e ele distraído, dei uma joelhada em seu estômago, antes de empurrá-lo para o chão. O garoto caiu sentado e permaneceu no chão, recuperando-se do meu golpe.

— Imbecil — disse, afastando-me dele, caminhando em direção as minhas roupas.

Não consegui chegar até elas, pois o garoto se levantou e correu em minha direção. Ele me abraçou por trás e pude sentir o seu membro, em um estado duro, roçar em mim.

E, desta vez, não consegui impedir a minha ereção.

— Puta safada — sussurrou ele, agarrado ao meu corpo. Sua mão contornou o meu corpo e apanhou o meu membro, que já estava tão ereto quanto o dele, nas minhas costas. — Olha só, o grelinho já está durinho...

Ele soltou o meu membro e deu um tapa em minha bunda com a sua outra mão.

Quando já estava me conformando com o "estupro", ele se afastou rindo.

— Eu poderia te jogar dentro da solitária, sua cadela... — continuouele, deixando-me confuso. — Você agrediu e insultou um oficial!


Notas Finais


Gente, FIQUEM EM CASA.
Vamos fazer a nossa quarentena literária.


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