História Porque eu te amo - Capítulo 1


Escrita por: e doinjun

Postado
Categorias Stray Kids
Personagens Han Ji-sung, Yang Jeong-in
Tags Hanjeong, Jeongsung, Jijeong, Shipp Flop, Ymsks
Visualizações 36
Palavras 1.714
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá aqui é a doinjun e, meu deus, jijeong é precioso demais, sinceramente af não aguento
desculpem-me qualquer coisinha, escrevi ao som de i love you da billie eilish, então... boa leitura!

Capítulo 1 - O egoísmo que me impede de te perder


A imagem refletida pelo espelho mostrava o quão cansado e pálido de Han Jisung se encontrava, os olhos vazios, o corpo curvado sobre a bancada da pia. A escova de dentes azul circulava limpando seus dentes junto a pasta de hortelã, mas era como se o gosto ruim não saísse de sua boca mesmo que essa fosse a sua terceira tentativa. Após enxaguar a boca mais uma vez, lavou o rosto para tentar retirar a maquiagem, em seguida, foi para o quarto com a toalha envolta de seu pescoço, se jogou na cama e o perfume de Jeongin voltou a invadir suas narinas, Jisung tinha se livrado de suas roupas, no entanto esquecera de tirar os lençóis.

O garoto maior que o Han, usava aquele perfume, durante aquela tarde, impregnando os lençóis, nos quais ele usou para se por causa da baixa temperatura. O narizinho vermelho, por conta da friagem, o deixou mais bonito aos olhos de Jisung. Naqueles dias em que Jeongin ficava doente era comum vê-lo em sua cama e o Han lhe entregando chás e algum remédio para a melhora rápida do Yang, não era estranho ter o mais novo ali.

Ficavam abraçadinhos e faziam maratona de alguma série a qual o mais novo escolhesse. Às vezes Han arriscava em fazer alguma sopa, mas sempre dava errado e o Yang jogava em sua cara o quão péssimo cozinheiro era e após isso eram levados a outras discussões, mas que no final resultava nos dois amigos gargalhando – e Jeongin com o nariz escorrendo e fungando –, esperavam a senhora Han chegar do trabalho e assim a comida boa ser servida, o que normalmente se dava por uma pizza bem recheada.

Não obstante, naquela tarde Jeongin estava estranho. Sim, o mais novo tinha ficado resfriado por causa do início do inverno, entretanto as mãos geladinhas não buscaram pelo aquecer das do Han e as poucas vezes que o mais novo falara algo – antes de aquilo acontecer –, envolvia a escolha da série que seria assistida e a resposta dê se ele queria mais chá, o que obviamente ele queria.

A água fervia quando Jisung escutou o primeiro fungar do mais novo, e foi quando sentiu a parede de concreto ser posta em seus ombros. Nunca imaginou que o amor pudesse pesar tanto e quando aquelas palavras foram ditas, Jisung quis rir, porque aquilo não poderia estar acontecendo, Jeongin deveria estar tentando pregar uma peça em si.

Yang Jeongin era o seu melhor amigo desde que o mais novo iniciara o ensino médio, mesmo sendo de anos diferentes, se aproximaram de tal forma que nem sequer perceberam, Jisung acabou por envolver Jeongin em sua bolha e de repente havia pego os costumes um do outro e algumas manias irritantes.

Entretanto, quando aquelas palavras foram ditas, Jisung não queria que elas tivessem aquele efeito em si, mas elas tinham. E doía como uma navalha perfurando seu peito.

Aquilo não poderia acontecer. E Jeongin sabia, e se odiava por isso, chorava porque não tinha como evitar, tentava de tudo para estancar aquele sentimento. O que tinha feito? O que diabos havia feito? O ar se prendia em seu pulmão, Jisung queria fugir, suspirou para que lágrima alguma caísse, todavia não queria que as lágrimas no rosto de Jeongin continuasse a cair, aquilo nem era do feitio do Yang, se desmanchar da forma que fazia diante de si.

Todavia aquele sentimento estava os matando tão lenta e dolorosamente, como um veneno sendo dosado aos poucos em meio as refeições tão apetitosas.

Jisung precisava se manter firme, não era como ele queria, mas não havia o que dizer ou fazer e quando o sorriso desenhou nos lábios do Yang, seu peito fisgou e foi como se aquela navalha estivesse rasgando seu coração. Jisung se sentia insuficiente, não merecia os sentimentos do Yang, sequer aceitava os seus próprios e aquilo pesava em seus ombros. A água secara enquanto os olhos não sabiam o que buscavam e boca falava, tentavam a sinceridade dos sentimentos e talvez o ato mais sensato tenha sido quando o Yang deixara a casa do Han prometendo voltar ali quando estivessem mais calmos.

Jeongin tinha voltado para casa e encontrando seus pais na cozinha, eles devem ter feito perguntas sobre seu rosto e o Yang teria culpado o resfriado, no final, a xícara de chá estaria em sua frente e ele beberia sendo agraciado pelos cuidados de sua mãe Talvez tenha lhe acontecido isso. Talvez eles devessem fingir que aquilo não aconteceu.

Contudo, Jeongin jamais o faria, ele não poderia evitar, amava Yang Jeongin.

Sua mãe não o questionou sobre Jeongin não estar ali, mesmo que tivesse a avisado sobre a vinda, se sentaram no sofá e dividiram uma pizza de calabresa acompanhada do drama favorito da senhora Han, pouco se importando se aquela era a enésima vez que assistia aquela cena, talvez soubesse as falas de cor. Quando ela pegou no sono, abraçada à almofada, Jeongin foi em busca do cobertor para cobri-la, temendo acordá-la, mesmo que dormir naquele sofá fosse desconfortável, ele temia que ela não conseguisse pegar no sono caso o fizesse.

Segurando a xícara que continha o café quentinho, Han se debruça na sacada, observando o pouco movimento de sua rua. A primeira vez que Jeongin tinha ido em sua casa havia lhe dito que aquela era a parte mais bonita, a paisagem urbana pintada naquele pôr do sol belíssimo deixava-a mais encantadora, mas para o Yang todo o cantinho da sacada era apaixonante, dividiram o último pedaço de bolo de cenoura que a mãe do Yang tinha feito e beberam o resto da garrafa de refrigerante, e daquela mesma sacada Jeongin pode vislumbrar o sorriso bonito do garoto pedalando a bicicleta vermelha. Ajeitou sua postura, determinado a sair pelas ruas, mesmo que fosse tarde demais, entretanto, Han tinha o medo em suas veias que o mantém acordado e ancorado a ideia de trilhar o caminho até a casa de Jeongin. Com um casaco o aquecendo o corpo magro, Han Jisung seguiu, com o rosto inchado e as mãos nos bolsos pelas ruas. Parando na pequena loja de conveniência para comprar os doces favoritos do mais novo. Han desejava que nada mudasse.

Encarava a janela do quarto do mais novo, a casa amarela e simples de um só andar, sabia que Jeongin deveria estar acordado naquele horário, mesmo que a luz em seu quarto estivesse apagada. O coração despedaçado em seu peito e o bolo formado em sua garganta o fez se questionar, por que estava ali? Por que não podia deixar aquilo para outro dia? Porque mesmo que esse fosse seu maior desejo, mesmo que o medo daquele sentimento o fizesse retroceder, até fugir, Han Jeongin precisava o fazer.

Batendo contra o vidro na intenção de chamar atenção do de cabelos castanhos que tinha seu corpo encolhido em sua cama, protegido do frio pelo grosso cobertor vermelho, que se remexeu na cama, levemente incomodado com o barulho, sem saber do que se tratava, levantou preguiçosamente e um tantinho irritado para averiguar o que acontecia, mesmo que sua maior vontade fosse permanecer encolhido.

Se assustou ao se deparar com o rostinho vermelho e bochechudo do mais velho em sua janela. Era tarde, o Han não deveria estar ali, Jeongin tinha em mente que o Han jamais o quisesse ver novamente, que toda aquela merda de ter se confessado o afastasse completamente de si. Entretanto, Jeongin estava em sua frente, os olhos inchados que denunciavam que ele havia chorado, teria sido culpa sua?

Yang sentia um aperto em seu peito, antes de abrir a janela, com o nervosismo lhe consumindo deixando suas mãos úmidas, então quando Jisung pulara a janela aberta com seu coração acelerado e a mente bagunçada, seus olhos perdidos nos detalhes do pijama infantil com estampas do símbolo do Capitão América, tudo para não encarar aquele olhar.

“O que está fazendo aqui?” Num sussurro rouco quase não sendo possível ouvi-lo, mas por conta do silêncio da madrugada, Jisung o ouviu e se deixou ser levado para aquilo que evitava, suspirando perdendo um pouco da coragem e se agarrando a barra do casaco, em busca de força, quando o olhou em seus olhos.

“Eu precisava vir.”

 “Por quê?”

“Porque eu te amo. E eu não quero te perder. Innie, sou tão egoísta, não quero te perder porque dói demais estar longe de você. Se eu já sinto muito a sua falta nos dias que só podemos conversar por mensagens de texto, só de imaginar em não ter essa possibilidade, de não poder me aproximar mais de você, de não ouvir mais a sua risada ou te escutar falando sobre o universo, o meu peito dói tanto, tanto, Jeongin, que é como se ele estivesse sendo picado em pedaços bem pequenos. Eu sou tão egoísta, porque sempre pensei em te deixar, porém nunca fui capaz de o fazer porque eu te amo tanto que me dói ficar tão longe de ti. E eu sei que é louco eu te falar tudo isso agora, depois de ter te feito chorar, depois de tudo que eu já pensei, do medo que me consome, depois de tudo que eu sei que já fiz para ti. Eu... Me perdoar, Jeongin. Eu não mereço seus sentimentos, eu não sou bom para você, mas eu te amo tanto. E eu preciso que você saiba que eu te amo e que eu preciso de você.”

Nem Jeongin, nem Jisung sabiam o que fazer, doía tanto, mas eles precisavam um do outro, mais que tudo. Os braços do mais envolvia o Han pelos ombros, deitando sua face no peitoral do Yang e encharcando a blusa azul com suas lágrimas, Jeongin também chorava, mesmo que a minutos atrás tivesse prometido que não o faria, doía demais, tornando impossível não chorar. Quando sentiu que os soluços do Han passaram, o puxou até a sua cama, deitando junto a ele, sem deixar de o abraçar.

“Eu lhe trouxe alguns doces, que estão nos meus bolsos. São os seus favoritos.”

“Obrigado.” Depositou um selar singelo na testa do mais velho, sorrindo. Talvez as coisas não voltassem a ser as mesmas, entretanto ele tinha Han Jisung, e doeria muito mais caso não tivesse ao seu lado. Porque o amava, e muito.


Notas Finais


esse final, acho que ficou um tanto sem sentido (?), mas foi o que minha mente imaginou, sei lá, é dificil demais quando vc acaba se apaixonando e não quer isso, e ao mesmo tempo o quer, entretanto, muito obrigada por ter lido!!!!! e deem amor a jijeong, não esqueçam de beber agua e enaltecer stray kids!


Capa por @FilhaDo_Kris_Wu
Betagem por @itszchuu


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