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História Primeiro e único amor de Sirius Black - Capítulo 34


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Capítulo 34 - Minotauro de Creta


- Anna, Anna – Tonks balançava meus ombros.

- Hã?

Abri meus olhos e estava deitada na minha cama, Tonks estava parada ao meu lado com suas mãos no meu ombro.

- Menina, você dorme em fiquei horas aqui te chamando – ela respondeu e como eu tinha acordado, ela saiu para fazer outra coisa.

- Que horas são? – perguntei coçando os olhos.

- Daqui meia hora começa o café da manhã, aliás bom dia – Rosa disse enquanto trançava seu cabelo castanho.

Levantei da cama e sentei-me bem na beirada, espreguicei e senti algo no meu pescoço balançar, quando olhei para baixo vi um colar prateado com um pingente de estrela brilhante. Segurei-o em minhas mãos e imediatamente todas as lembranças de Rowena Ravenclaw vieram à minha mente.

- Foi real... – Sussurrei.

- O que? – Tonks perguntou enquanto estava sentada na sua cama a minha frente colocando os sapatos.

- Nada! – respondi.

- Bonito colar – ela disse olhando para mim segurando o pingente e bagunçando seu cabelo rosa – Nunca te vi com ele.

- Ah, isso? – olhei para o colar – É de família, decidi usar – sorri.

- Ahh – Rosa chegou e se apoiou na pilastra da minha cama sorrindo – Que linda! Herança de famílias são lindas, minha tia avó me deixou um porco como herança, mas eu não fiz muita questão de ficar com ele.

- Não me diga que você comeu ele! – Tonks disse.

- Não! Claro que não! É mais fácil ele me comer do que eu comer ele. Aquele porco tem até um quarto na fazenda do meu pai – ela respondeu.

- Tá muito legal a discussão de família, mas vou tomar banho – disse me levantando – Cadê a Nora?

- Saiu antes da gente acordar – Tonks disse – Não sei o que deu nela.

- Acho melhor vocês conversarem com ela – Rosa disse, Tonks e eu a olhamos incrédula – Que foi? É sério, ninguém merece ficar brigada com amigos. Ela não vai me ouvir, sei que não gosta de mim, porém quero o melhor para ela e sei que o melhor é vocês.

- Owwwwwnt – eu disse e fui correndo abraça-la – Que linda!

- Cadê a minha lufana preferida? – Tonks se levantou e foi até nós, se juntou no abraço então ficamos nós três ali juntas se abraçando.

- É sério, vocês são sensacionais e eu amo demais vocês duas, por isso cuido e sou chata, porque quero ver o melhor para vocês – Rosa disse com lágrimas nos olhos.

- Zeller você é foda – Tonks disse.

- A gente te ama muito também e somos gratas por ter você em nossas vidas – eu disse.

- É lógico, quando você for ministra vai me proteger de parar em Azkaban – Tonks disse dando um beijo na bochecha de Rosa.

- Merlin te livre disso sua doida – e ela riu.

- Bom eu preciso tomar banho mesmo – disse.

- É, vai que você está fedendo – Tonks disse.

Mostrei a língua e me tranquei no banheiro, olhei minha própria figura no espelho.

- Vai logo em – Rosa bateu na porta.

Sorri. Eram as melhores amigas que eu poderia ter, estavam comigo sempre e mesmo que estivesse triste pela Nora eu tinha Tonks e Rosa, que com certeza não pensava aquelas coisas de mim.

Tomei meu banho e me troquei, coloquei meu uniforme, prendi meu cabelo num rabo de cabelo alto, mas a parte de baixo do cabelo solto e em menos de vinte minutos estávamos nós três indo para o Salão Principal, falávamos de como o apanhador da Corvinal era bonito.

- Hum, Anna estava pensando aqui o que você acha de duelarmos hoje? – Rosa disse.

- Quê? – perguntei.

- Pra sua prova de amanhã bobinha! Você precisa estar bom em duelos – ela disse.

- Ah eu não quero te machucar – disse.

- Hummmm a fodona em duelos – Tonks brincou.

- Perfeito, depois que terminar as aulas podemos ir treinar no gramado perto da cabana do Hagrid.

- Quem é aquela? – Rossa perguntou.

Quando estávamos chegando na entrada do Salão Principal vimos uma mulher ligeiramente alta, ela vestia um longo vestido vermelho acompanhado de uma capa preta, tinha seu cabelo preso numa impecável trança e é claro que logo reconheci aquela pele pálida e aquele cabelo bem preto.

- Minha tia.

- Minha sogra.

Eu e Tonks dissemos juntas.

- Oh, então vejo que é alguém da família – Rosa respondeu – Ela é aquela sua sogra ruim né? – Rosa perguntou para mim.

- Ela é inteiramente ruim – Tonks disse séria.

- O que ela faz aqui? – me perguntei.

- Eu também queria saber – Tonks me olhou séria, como nunca havia visto antes.

- Ela é tão ruim assim? – Rosa perguntou.

- Esse lugar nunca foi tão repleto de sangues ruins – ela disse em um tom bem alto ao seu elfo doméstico, Monstro, que a acompanhava – Eles fedem.

- Isso te responde algo? – Tonks disse.

E antes que pudéssemos dizer mais alguma coisa a Sra. Black já estava basicamente ao nosso lado, ela se virou e de cara me viu, sua expressão de superior logo sumiu e apareceu uma expressão bem de insatisfeita no lugar.

- Anna... – meu nome saindo de seus lábios era mórbido e sombrio, ela se virou para Tonks – Ninfadora... Não sabia que eram amigas.

- Nós somos Walburga, há muito tempo – respondi.

Ela sorriu irritada para mim e se virou para Tonks.

- Está enorme Ninfadora, faz tempo que não a vejo – Walburga disse e deu para sentir a falsidade em suas palavras.

- Pois é tia, bom eu vou entrando, Anna você...

- Vou conversar um pouco com a minha sogra – sorri falsamente para ela também – Podem ir na frente – virei-me para Tonks que já estava com as pontas do cabelo avermelhada, que balançou a cabeça, segurou na mão de Rosa que estava quieta e saíram.

- Sogra? – Walburga disse.

- É o que você é minha né? Já que namoro seu filho – eu disse.

- Vocês ainda...

- Nunca deixamos – sorri – E o que veio fazer aqui?

- Eu não gosto muito da palavra sogra – ela disse olhando para um quadro que estava na parede.

- Por que isso remete que somos da mesma família? – respondi ousadamente.

Ela virou a cabeça imediatamente para mim e fitou-me com seus olhos negros cheios de ódio.

- Você nunca será da minha família! – ela disse pausadamente cada palavra e pude sentir a raiva.

- Está enganada, sogrinha – respondi novamente.

Ela respirou fundo.

- Fiquei sabendo que está participando do Torneio Tribruxo, muito triste o dragão não ter se alimentado da sua carne – ela disse alterando um pouco a voz.

- Minha senhora... – Monstro disse puxando a barra do seu vestido.

- O que é?! – ela virou-se para ele.

- O Senhor Régulo está ali – monstro disse apontando para atrás de mim.

Me virei e vi Régulo parado alguns metros de mim, ele estava imóvel e pálido ao me ver conversando com sua mãe.

- Deixa eu ir me ocupar do que verdadeiramente importa e parar de dar atenção a adolescentes idiotas. E ir ver meu verdadeiro filho que não me trai – Walburga disse sai e antes que ela pudesse se livrar de mim segurei em seu braço e ela se virou furiosa comigo.

- Sirius não a traiu, só não suportou a convivência com você e com toda imundice que você vive – disse.

Eu sabia que não houve milhões de alunos ela teria me batido ou feito algo pior, como nosso último encontro.

- Sua meio sangue impura! – ela disse baixo, porém num tom grotesco e tirou seu braço da minha mão num ato de pura raiva e quando ela se virou deu de cara com Sirius – Si... Sirius?

- O que faz aqui? – ele perguntou sério.

- Você fugiu de casa e vem me perguntar isso? – ela respondeu irritada.

- Anna – ele olhou para mim, veio em minha direção e segurou minha mão – Vamos.

Na mesma hora Sirius me levou para o Salão Principal segurando em minha mão e deixamos Walburga para trás.

- O que ela queria com você? – ele perguntou sério.

- Acho que ela veio ver Régulo e parei para falar com ela – respondi.

- Por que fez isso? – ele perguntou irritado.

- Porque é a sua mãe!

- Ela não é! A Sra. Potter é mais a minha mãe que ela e eu não quero você conversando com ela.

- Agora você me diz com quem eu converso?

- Para de ser assim, sabe que ela é perigosa e não quero que tenha nenhum contato com ela.

- Você está exagerando Sirius!

- Não eu não estou e se ela fazer algo com você nunca vou me perdoar! Você tem noção que é a coisa mais importante para mim? Que você corre risco de vida com ela? Você sabe muito bem no que ela é metida e não quero que a enfrente, porque ela fará de tudo para te derrotar.

- Ela que venha!

- Anna – Sirius segurou forte em meus braços – Que inferno! Se eu perder você por causa dela eu juro que não sei qual será meu ato! Me entende pelo amor de Merlin, para de querer dar uma de durona, ela com certeza é muito pior do que qualquer dragão que você enfrentou.

Olhei aquele menino parado a minha frente e sua expressão de bravo, chateado e assustado.

- Você está com medo da sua mãe?

- Não! – ele balançou a cabeça - Estou com medo de perder você é o único medo que eu tenho.

Na mesma hora o abracei forte e o beijei, apaixonadamente.

- Você nunca irá me perder! – eu disse.

- Promete para mim e nunca se colocará em risco.

- Eu prometo – soltei e olhei aqueles olhos que me tiravam o folego – Eu te amo.

- Eu te amo muito mais.

Me despedi de Sirius e fui sentar-me para tomar meu café, as meninas me questionaram o que aconteceu e disse que pelo jeito eu e Sirius tivemos nossa primeira briga, fico feliz que tenha acabado logo. Ao terminarmos nosso café fomos em direção as masmorras para a sala de poções, fomos todas animadas e conversando eufóricas sobre a prova de amanhã, Tonks estava certa de que me transformariam em Minotauro.

- É sério, pensa que talvez eles lhe transformem no monstro seria superdivertido – Tonks disse.

- Eu não queria ter uma cabeça de touro – respondi.

- Você ia ter três estômagos – Rosa disse.

- Você poderia comer mais! – Tonks disse.

- Olha, olhando por esse lado... – disse fingindo estar séria.

Nesse momento Eleanora passou por nós, nos entreolhamos, mas ninguém falou nada. Sinceramente, eu não estava com vontade de ir atrás dela e ouvir mais um monte de coisa que ela achava sobre mim, porém enquanto ela estava a nossa frente ela ficou imóvel e virou-se para nós, percebemos esse provavelmente ela iria se pronunciar. Ela caminhou com a cabeça baixa até nós que ficamos paradas.

- Anna, posso falar com você? – ela perguntou.

- Claro – respondi.

- Nós vamos indo, te esperamos na sala – Rosa disse e acenou com a cabeça para que Tonks a seguisse.

Quando elas tomaram mais distância disse:

- O que foi Branstone?

- Me desculpe por tudo que disse naquele dia – ela permanecia com a cabeça baixa e segurando suas mãos na frente do seu corpo – Estava irritada e depositei toda minha raiva em você.

- Você pensa tudo aquilo de mim mesmo?

- Não – ela disse com a voz tremula e com a cabeça baixa ainda.

- Então olhe nos meus olhos e diga isso, seja uma verdadeira lufana e salve sua amizade dignamente – disse ríspida.

Ela levantou a cabeça e estava com lágrimas nos olhos, mesmo assim me mantive forte.

- N-Não – ela respondeu.

De coração eu não senti muitas verdades em suas palavras, porém daria o benefício da dúvida para Eleanora neste caso, então fui e abracei forte, ela retribuiu o abraço.

- Obrigada Anna – ela respondeu.

- Não precisa agradecer – respondi – Vamos para aula? – sorri para ela.

 

 

 

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A tarde passou lenta, mas o importante é que Eleanora aos poucos se enquadrava cada vez mais novamente no nosso grupo e isso confortava mais meu coração, em um dos nossos intervalos passei com Sirius, ficamos apenas sentados em uma das enormes janelas do corredor que dava para o gramado.

- Estava lembrando das milhões de perguntas que sua amiga fez para mim do que eu queria ser depois que saísse daqui – Sirius disse.

Estávamos sentados um em cada janela, mas lado a lado.

- E o que ser Six?

- Talvez eu tente ser auror também – ele respondeu – Mas não sei ainda, mas eu quero você ao meu lado.

Sorri.

- Eu estarei cãozinho, pode ter certeza.

- Não é sério mesmo, sei lá, quero morar com você – ele disse num tom sério – Um tio meu quando soube que eu fugi de casa me deixou alguma boa quantia de galeões e não vou ficar para sempre na casa do Pontas.

- Aonde você quer chegar com essa conversa?

-Sirius desceu da janela e veio até mim, se posicionou entre minhas pernas e suas duas mãos estavam abraçando minha cintura.

- Quando Hogwarts acabar eu quero comprar, construir, sei lá, uma casa e morar com você – ele olhava fixamente nos meus olhos.

- Sério?

- Lógico, quero viver a minha vida com você.

- Se eu ganhar o torneio eu também ganharei um prêmio em galeões e posso juntar com o que você tem.

- Isso é um sim? – ele sorriu marotamente para mim.

- Hum, eu acho que é – sorri e o abracei.

- Acho que hoje é o dia mais feliz da minha vida! – ele sorriu e puxou minha cintura para baixo fazendo com que eu descesse da janela.

Então colocou uma de suas mãos na minha nuca e me puxou, me beijando lentamente com uma intensidade imensa.

- Isso é basicamente um pedido de casamento Sirius Black! – disse parando de beija-lo.

- É?

- Sim! Você mora com quem é casado, ou pelo menos é o mais comum.

- Então você quer casar comigo Anna Scrimgeour Paixão? – ele disse se ajoelhando no chão.

- Para com isso – dei risada e o levantei.

- Você quer morar comigo, mas não quer casar comigo. Fico feliz ou triste?

Ri.

- Você é idiota – coloquei entrelacei meus braços em sua nuca – Sirius Black eu quero morar com você, quero viajar o mundo todo de moto com você e quero me casar com você!

Sirius imediatamente me abraçou e me rodou pelo corredor, me fazendo rir e gritar desesperadamente para ele me colocar na mão, assim que ele me colocou no chão tirou sua varinha do bolso.

-  O que você está fazendo?

Ele apenas sorriu e puxou a manga da sua veste, agitou a varinha e na mesma hora a ponta de sua varinha ficou vermelha. Ele levou-a até seu pulso e começou a desenhar um pequeno coração, fazendo uma certa cara de dor.

- Sirius! – disse surpresa.

- Relaxa – ele mordeu os lábios segurando a dor.

Continuou desenhando e o coração ficará cada vez mais marcado em seu pulso.

- O que você fez seu louco?! – disse colocando a mão na boca, sorrindo, mas muito surpresa.

- O que achou?

Ele disse enquanto dava o pulso para eu ver, peguei em minhas mãos e vi aquele pequeno símbolo e pude sentir sua pele pulsando ainda dolorida.

- Acho você louco! – disse – Estou inacreditada com você.

- Eu sempre quis uma tatuagem mesmo, achava super divertido – ele riu – minha primeira tatuagem pra minha namorada. Você quer uma?

- E-Eu? – perguntei sem ar.

- Sim.

Olhei em volta e não havia ninguém, então respirei fundo, levantei a manga da minha blusa e levei meu pulso para ele.

- Confia em mim – ele sorriu.

- Eu confio – fechei os olhos – Eu faço qualquer coisa por você Six.

Quando terminei de falar senti algo quente rasgar minha pele, mordi os lábios de dor para evitar que eu gritasse, mas em menos de um segundo lá estava nosso símbolo.

- Pode abrir os olhos – ele disse.

Quando abri vi ligeiramente o meu pulso em suas mãos, meu pulso agora que tinha um pequeno coração desenhado. Sirius me olhou fixamente.

- Esse é o meu coração em suas mãos – ele disse segurando novamente meu pulso e levou o seu até o meu – E esse é o seu coração em minhas mãos. Servira para sempre nos lembrarmos do nosso sentimento e do nosso comprometimento em relação um ao outro, ok?

Sorri.

- É claro que ok! – disse e o abracei forte.

 

 

 

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E a manhã de sábado chegou, despertei com as meninas em festas, ambas pintadas com dois traços no rosto, um preto e outro amarelo.

- Bom dia amigas – disse ainda sonolenta – O que é isso? – sorri.

- Isso? – disse Rosa empolgada – Hoje é seu dia de honrar a Lufa-lufa e ganhar!

Me levantei da cama e já fui para o banho, coloquei meu uniforme para a competição e sai com as meninas, todos os estudantes da Lufa-lufa estavam igualmente com os traços pintados no rosto e me senti cada vez mais querida. Logo encontrei meus pais e Alfredo que novamente ficou flertando com a professora McGonagall.

- Paixão! – James gritou atrás de mim.

- Hey! Você também está pintado – dei risada quando vi seu rosto – Oi Evans!

- Oi Paixão – Lily me abraçou – Boa sorte hoje.

- Obrigada!

- Arrasa em minha garota – James disse me abraçando – Faça tudo que te ensinei em.

- Pode deixar Pontas! Cadê o Six?

- Dumbledore pediu para falar com ele – Remo disse aparecendo atrás de mim, acompanhado de Rabicho.

- Aluado – soltei James e abracei Remo.

- Acho que ele vai direto para a prova – James disse colocando seu braço sobre os ombros de Lily.

- O que será que Dumbledore queria?

- Talvez tenha algo a ver com a presença da Sra. Black – Rabicho disse.

- Não duvido que seja – respondi – Bom, vou tomar café com meus pais, vejo vocês depois.

- Boa sorte Anna! – disseram em coro e eu saí.

Me juntei novamente aos meus pais e tomamos nosso café na mesa da Lufa-lufa depois fui me encaminhando para a tenda dos campeões que havia sido montada para mim, Chloe e Hugo.

- Hugo! – disse entrando na tenda.

- Hannah! – ele veio até mim e me abraçou – Ansiosa?

- Muito! Tem alguma ideia de como vai ser?

- Infelizmenter nenhuma.

Nos sentamos e ficamos conversando mais ou menos por duas horas, até a equipe do Projeta Diário e Chloe chegarem até a tenda.

- Dessa vez meus lindos – René disse – Serão chamados para sair da tenda ok?

Após nossa sessão de fotos ouvimos Dumbledore falar de fora, gritos invadiam todo o estádio de quadribol.

- O campeão de Durmstrang! – gritou Dumbledore.

- Acho que é sua vez de sair Hugo – disse.

Ele olhou para mim e saiu, uma onda de gritos apareceu.

- A campeã de Beauxbatons!

Chloe passou por mim me dando uma ombreada e saiu da tenda, mais gritos apareceram.

- E por fim a campeã de Hogwarts!

Respirei fundo e sai. Os gritos acompanharam meus passos até eu ficar lado a lado com Hugo, o estádio como na última prova estava cheio, havia três imensos telões brancos, uma mesa dourada poucos metros de nós e Dumbledore estava de pé a frente desta mesa.

- Hoje nossos campeões irão honrar nossos antigos, com uma prova baseada nos nossos ancestrais gregos. Cada um provará seu potencial heroico salvando um indefeso de um mostro mitológico, porém não usaram magia e sim os artefatos mágicos de cada guerreiro – Dumbledore se virou para nós – Hugo Johansson, venha até mim, você irá representar o nosso bruxo guerreiro Hércules! Terás a força sub-humana e a clave usada por Hércules para derrotar o Leão de Neméia.

Dumbledore lhe deu uma clava prateada que tinha a haste negra, parecia bem pesada, mas no momento que Hugo a pegou deu para sentir que algo mudou dentro de si.

- Chloe Laurent, você representará o nosso bruxo guerreiro Perseu! Terá a agilidade e o machado que foi usado para decapitar a cabeça de medusa – Dumbledore lhe entregou um machado de madeira, mas que possuía duas lâminas em forma de asas de morcego.

Ela ficou imóvel ao lado Hugo e fez uma ligeira cara feia para sua arma.

- Anna Paixão, você será a representação de Teseu! Terá a astuta e a espada usada para matar o Minotauro – Dumbledore me entregou uma bela espada prateada que possuía um cabo igualmente prateado, porém com alguns desenhos que não pude analisar bem – Ambos terão uma hora para salvar o inocente que estiver em apuros e assim que for realizada a prova retornaram para cá, suas varinhas...

Demos nossas varinhas a Dumbledore que as colocou em cima da mesa dourada.

- Tenham cuidado com seus obstáculos – ele disse apenas a nós três.

Imediatamente Dumbledore agitou sua varinha e uma luz azulada saiu de lá e nos envolveu fazendo tudo ficar nublado, senti uma sensação estranha como se estivesse perdendo o chão, porém mantive firme o meu corpo e agarrei na espada que foi me dada. Imediatamente pude sentir novamente o chão e as coisas começaram a aparecer para mim, com a visão clara pude ver que estava num enorme campo e a minha frente possuía um labirinto com paredes feitas de plantas e deveria ter mais ou menos 3 metros de altura.

- Cacete...

O vente soprou e balançou a folhagem das paredes e adentrou no labirinto, olhei para um lado e só via o enorme gramado que havia.

- Com certeza esse é o labirinto do Minotauro – sussurrei para mim mesmo.

Imediatamente um som estridente e animalesco veio de dentro do labirinto.

- Puta merda!

Senti cada pelo do meu corpo arrepiar e meu coração acelerar, dei dois curtos passos para trás segurando firme a espada.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

Um grito desesperado também saiu do labirinto, porém aquele me pareceu muito familiar.

- NÃO, SOCORRO!!!

Novamente a pessoa que gritou disse e essa voz...

- SIRIUS!!!!! – gritei assustada.

Era realmente a voz de Sirius e quando dei por mim já estava dentro do labirinto correndo em qualquer direção que as paredes verdes me levavam.

- Sirius! Cadê você?! – gritei.

Novamente o som animalesco invadiu todos os lados do labirinto, estremeci, mas não parei de correr minha cabeça estava a milhão e eu não raciocinava direito apenas corrida, pensava que o dragão foi um perigo real e havia me machucado o suficiente para eu sentir de verdade, com o Minotauro não seria diferente e ele comia pessoas!

- Calma Anna, astucia! Astucia! – disse para mim mesma e parei no meio do caminho.

Olhei a espada em minha mão que estava reluzente.

- Sirius! – gritei novamente.

- Anna!!! Anna!!! – Sirius gritou de novo.

Fechei os olhos e tentei ao máximo me concentrar para ouvir de onde vinha o som, novamente o som animalesco apareceu.

- Sirius! Estou indo! Continue falando comigo – gritei.

- Ele vai te machuca... AAAAAA – Sirius gritou.

Eu apenas respirei fundo e comecei a correr desesperadamente, creio que corri mais ou menos por uns 5 minutos tentando me guiar pelo som do Minotauro e dos gritos de Sirius, quando virei à direita finalmente os vi.

Sirius estava amarrado em uma estaca que acompanhava o tamanho das paredes e o Minotauro estava fazendo de tudo para que Sirius caísse, ele segurava a estaca e a balançava loucamente.

- Ei! – gritei.

Imediatamente aquele monstro virou-se para mim e tive a certeza que ele era bem mais assustador pessoalmente do que nos livros, sua cabeça de touro era enorme e seus chifres provavelmente tinham um metro e meio, seu tronco era musculo, suas mãos acompanhavam garras e seus pés eram iguais a de um touro.

- Porque não enfrenta alguém que pode lutar seu monstro – disse mostrando-lhe a minha espada.

- Anna, não! – Sirius gritou.

O Minotauro urrou para mim mostrando sua imensa boca cheia de dentes, arrastou seus pés umas duas vezes e correu até mim, apontando seus imensos cifres, porém não fiquei parada e corri também até ele com a espada preparada para atacar. Quando chegamos um perto do outro comecei a golpeá-lo com a espada e ele se defendia com os chifres.

- Anna cuidado!!! – Sirius gritou.

E por um momento de descuido o Minotauro conseguiu socar minha costela e a dor foi tão imensa que cai para o lado, mas quando ele foi tentar-me chifrar com eu ainda no chão passei por entre suas pernas e me levantei, aproveitando e o chutei nas costas com a maior força que eu tinha e ele caiu no chão. Corri até Sirius.

- Você está bem?

- Ele está vindo!

Quando fui me virar sentir uma mão agarrar meu cabelo e me puxar, a dor foi imensa e eu gritei, sem pensar duas vezes segurei a espada e a levei diretamente as mãos do Minotauro, que urrou de dor quando a espada perfurou sua pele, tirei a espada e quando ela voltou possuía sangue e vários fios de cabelo meu. O Minotauro deu alguns passos para trás segurando sua mão direita que sangrava e eu me coloquei novamente firme no chão esperando seu ataque.

- Você tá bem?! – Sirius gritou.

- Estou!

O Minotauro urrou e não esperei muito, decidi partir para cima dele agora que estava mais debilitado, com a espada firme em minhas mãos o golpeei, mas ele ainda defendia com os chifres, até que novamente ele iria me dar um soco na altura da costela, porém ele foi idiota suficiente para tentar faze-lo com a mão machuca e consegui me distanciar um pouco e chutar sua mão o fazendo urrar de dor.

Imediatamente deu para perceber que ele estava bem irritado e então novamente ele correu até mim com os chifres a postos, porém quando eu fui dar um golpe com a espada para acertar seu pescoço ele bateu a lateral do seu chifre no meu pulso me fazendo soltar a espada e ela cair ao lado do pé do Minotauro.

- Ah! – gritei de dor.

Na mesma hora sem hesitar ele segurou meu pescoço com as duas mãos e me pôs contra a parede, me enformando.

- Anna não! Não!!!! – Sirius se contorcia da estaca tentando se soltar.

Eu balançava minhas pernas e provavelmente estava a pelo menos um metro do chão e o Minotauro me olhava sedento com aqueles enormes olhos negros de boi, sentia o ar me deixando aos poucos e a minha vista embaçar.

“Astucia”, uma voz ecoou na minha cabeça e na mesma hora agarrei os chifres dele e o forcei para baixo, ele urrou novamente e apertou mais meu pescoço, porém eu empurrei seus chifres  para baixo com todas as forças que eu tinha, quando percebi que estava prestes a não aguentar mais ele abaixou a cabeça com tudo e soltou meu pescoço, sem pensar duas vezes levantei minhas pernas e fiz meu corpo escorregar pela parte de trás do Minotauro que permanecia com a cabeça baixa e em menos de segundos senti meus pés no chão pisando em cima da espada e me agachei para pega-la. Assim que a toquei o Minotauro se levantou com tudo e urrou, ele se virou para me pegar de novo, mas desta vez fui mais rápida e no seu primeiro movimento enfiei minha espada no meio do seu tronco, ele gritou de dor e quando movimentou seu braço para me tirar dali segurei firme a espada e dentro dele a levantei, fazendo o gritar de novo.

Não movia meus olhos e só olhava para aqueles olhos angustiados que deixava a vida lentamente, mas que insistia em gritar de dor, quando menos esperei soltei a espada e o Minotauro caiu sem vida na minha frente.

- Anna, você tá bem? Ele morreu mesmo? – Sirius disse desesperado.

- Está, você está bem?

Olhei e ele apenas acenou que sim com a cabeça, então fui até o corpo do Minotauro, coloquei meu pé direito em seu tronco e puxei a espada ensanguentada do seu peito, voltei para Sirius e consegui desamarra-lo. Assim que ele voltou para terra me abraçou forte e eu desabei em seus braços, fechando os olhos.

Quando os abri de novo estávamos novamente no estádio de quadribol, com toda plateia me olhando empaquetada, mas logo começaram a gritar e comemorar, olhei para Sirius que estava pálido ao meu lado e olhei minha roupa que estava um pouco suja, senti minhas pernas bambearem e instantaneamente meus joelhos foram brutamente atraídos pelo chão.

- Anna! – Sirius se agachou para ver o que eu tinha.

Minha visão estava totalmente embaçada e na minha mente só passava o momento que eu havia matado o Minotauro, me inclinei para frente e vomitei.

- Anna! – Dumbledore veio até mim – Você está bem? – ele me perguntou preocupado.

- Hannah! – ouvi Hugo se aproximando também.

Vomitei de novo e quando levantei a cabeça tudo girou e minha visão foi escurecendo, só senti meu corpo caindo para o lado onde Sirius estava.

 

 

 

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Havia muito barulho e eu ia abrindo os olhos lentamente.

- Ela está acordando! – ouvi Rosa gritando – Anna... Tá me ouvindo?

- Fala mais baixo Zeller! – Tonks disse.

- Eu tenho que saber se ela está me ouvindo Ninfadora.

- Eu tô ouvindo vocês duas discutirem, isso sim – disse sorrindo.

- Filha! – minha mãe pulou em cima de mim e me abraçou – Você está bem?

- Eu tô bem mãe, só com um pouco de dor.

- Que susto você nos deu em mocinha – papai disse passando a mão na minha cabeça.

- Menina, quem era você naquela prova? – Alfredo disse.

- Por quê? – perguntei.

- Anna ninguém matou o monstro, você foi a única – Rosa disse – Cinco pessoas vomitaram vendo sua cena de luta.

- E como foi a classificação? – perguntei.

- Você ganhou em primeiro lugar – Remo disse sorrindo – Johanssan em segundo e Laurent virou pedra.

- Ela tá bem??

- Tá sim, Dumbledore a desfez na hora, não era uma Medusa de verdade mesmo.

- E o Sirius? – perguntei preocupada.

- Perguntando de mim? – Sirius apareceu atrás de Remo e veio me abraçar – Fiquei tão preocupado com você.

- E eu com você.

- Desculpem incomoda-los, mas a paciente precisa descansar mais – Madame Pomfrey chegou entre meu pai e Alfredo.

- Ela ficará aqui? – mamãe perguntou.

- Só por essa noite, ela teve um ferimento mais grave na costela e quero me certificar de que ela não se movimentará muito a noite podendo piorar. Foi uma pancada em tanto – ela disse a mim – Mas se quiser ficar mais um pouco a família pode.

- A gente vai indo então – Tonks disse – Se cuida tá? Esperaremos você.

 - Ok, amo você.

- Te amo amor – Sirius veio e me deu um selinho, mas Alfredo resmungou então ele mudou o beijo para a testa.

- Também te amo – sorri.

Meus amigos saíram e ficou apenas eu, minha mãe, meu pai e Alfredo na enfermaria, contei um pouco de como me senti na prova e eles me contaram algumas novidades da família.

- Mãe você cortava o cabelo da vovó não?

- Sim amor, por quê?

- Pode cortar o meu? – disse colocando meu cabelo na frente e vendo o caos que ele estava, com uma boa mecha de cabelo desigual das outras, a parte que foi justamente cortada pela espada.

- Adorei o visual – Alfredo disse.

- É vou pedir para o Minotauro fazer ele em você – disse.

- Claro que corto filha – ela agitou sua varinha e logo apareceu uma tesoura na ponta da maca que eu estava.

Eu desci da cama e sentei numa cadeira que tinha ao lado da minha cama e me posicionei direitinho para que ela pudesse cortar meu cabelo, Alfredo foi acompanhado da Professora McGonagall até o meu dormitório para pegar um pijama e uma roupa minha, já que ficaria na enfermaria hoje e depois que minha mãe terminou o corte eles foram embora, mas antes fizeram eu jurar que me cuidaria.

Tomei um belo banho com algumas ervas que Madame Pomfrey me deu que auxiliavam na minha cura, coloquei uma camiseta larga e um shorts de malha e fiquei olhando meu cabelo no espelho do banheiro, aquele enorme cabelo que batia no meio das minhas costas agora estava um pouco acima dos meus ombros, ainda enrolado e até valorizava a saboneteira que eu tinha. Voltei a minha maca e me deitei, não tinha muitas pessoas na enfermaria então tudo estava muito calmo, já começava a escurecer e comecei a ficar entediada.

- Licença – Luke se aproximou segurando uma bandeja com uma tigela.

- Light?! O que faz aqui? – perguntei surpresa e me ajeitando na cama.

- Eu ajudo a Madame Pomfrey com alguns pacientes, quero ser curandeiro – ele respondeu e se aproximou – Além disso trouxe sua janta.

- Ah obrigada – sorri – O que é?

- Sopa de batata e suco de limão – ele disse colocando a bandeja no meu colo – Inclusive adorei o corte novo.

- Meu cabelereiro é ótimo, te recomendo o nome dele é Minotauro – disse brincando e ele riu.

- Fiquei preocupado com você quando a prova acabou.

- Sério?

- É claro, você foi a mais difícil na minha concepção. Coma a sopa, se não esfria e se quiser companhia – ele falou e colocou sua mão atrás das suas costas e tirou uma tigela igual a minha.

- Claro que quero.

Luke Light se sentou ao meu lado e juntos jantamos a sopa de batata, ficamos conversando sobre milhões de coisas e como havia sido meu desempenho na prova.

- Eu nunca imaginei que uma moça tão meiga como você fosse uma guerreira tão boa – ele disse se levantando da cadeira.

- Acho que foi o calor do momento para salvar Sirius.

Na mesma hora vi que sua expressão mudou e senti que o clima ficou mais pesado, ele se aproximou sem dizer nada e estendeu a mão pedindo minha tigela vazia de sopa e eu lhe entreguei.

- Você gosta muito dele né?

- Gosto, bastante.

- Fico feliz por você – ele disse, porém não senti sinceridade.

- Mesmo?

- Eu acho que teria outras pessoas que lhe fariam mais feliz – ele me encarou sério – Deve ser complicado namorar Sirius Black.

- Como assim complicado?

- Ele tem uma vida intensa né? Muitos acontecimentos e tals, acho que você combina com uma vida calma.

- Ainda acha isso depois de tudo que aconteceu hoje? – sorri.

Ele riu e balançou a cabeça.

- Você é incrível Paixão, vou deixa-la descansar, boa noite e se precisar de algo...

- ... Eu te chamo – disse antes de que ele terminasse de falar.

Ele sorriu.

- Isso.

E assim Luke Light sumiu e as luzes da enfermaria foram apagadas, então deitei e fechei os olhos, enquanto segurava meu colar que Rowena havia me dado.



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