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História Princesa Anastásia - Capítulo 3


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Capítulo 3 - A revolução Russa


Fanfic / Fanfiction Princesa Anastásia - Capítulo 3 - A revolução Russa

15 dias se passaram desde a ameaça de Rasputin, que está se cumprindo neste exato momento. Estou de mãos dadas com minha vó, correndo imediatamente deste castelo, nosso povo está fazendo uma revolução e estão quebrando os portões do castelo prontos para invadir.

Alguns guardas Bolcheviques já entraram e mataram minha família, estou chorando horrores! Todos estavam desesperados, minha avó só conseguiu proteger a mim, eu e ela nos escondemos e os outros membros da família foram pegos e mortos a tiros e pancadas! Meu pai, minha mãe, Olga, Tatiana, Maria e....Alexey.

As pessoas de todo o castelo estão correndo pra lá e pra cá tentando fugir de nosso povo que estão tentando quebrar os portões, sim! Alguns deles se viraram contra nós. Rasputin já havia previsto isso antes de suas ameaças. 

Eu não sei onde está Dimitry! Estou preocupada com ele! Já perdi minha família, não quero perde-lo também, se eu soubesse onde ele está eu iria agora atrás dele.

Continuo correndo pensando em tudo que perdi, minhas irmãs, meus pais, o castelo. Não quero perder mais nada! Tudo aqui é importante pra mim, eu preciso...

- Minha caixinha de música! - Corro do lado oposto deixando minha vó para trás. Eu sei! Eu estou louca! Mas preciso pegar aquilo. Vou correndo pro meu quarto pegar a única lembrança que me resta deste castelo. 

- Anastásia! Não! Volte! Volte!! - Ela grita vindo atrás de mim, eu corro bastante e consigo entrar no meu quarto pra pegar a caixinha, ela é importante para mim. 

- Anastásia! Você enlouqueceu? - Ela diz passando e trancando a porta atrás dela.

Elas estão aqui!!!- Ouvimos vozes masculinas atrás da porta. Ah não! São os bolcheviques.

Minha vó se deita no chão ao meu lado e começa a me abraçar forte enquanto olha para a porta, meu Deus!  O que foi que eu fiz? Eu acabei de me jogar do pricipicio e levar minha vó junto, que diabos eu fui fazer?

A morte está atrás dessa porta pronta para nos pegar.

Começamos a chorar, quando de repente algo me puxa pelo braço, eu grito.

- Anastásia! 

- Dimitry! - Ele sai de uma porta escondida atrás da comoda de meu quarto, como eu nunca tinha visto ai isso antes? Parece um tipo de passagem secreta. Ele começa a nos empurrar para dentro. O que ele pensa que está fazendo? 

- Dimitry não! - Ele tenta me empurrar para a passagem, eu entro mas não fecho a porta, estou tentando puxa-lo para entrar junto.

- O que você está fazendo Anastásia? Vá! Eu vou ficar bem.

- Dimitry eu não posso deixar você...- Choro pegando forte em suas mãos. Estou com medo, não posso deixar ele.

 Ele segura as minhas também e me olha nos olhos, sua boca está a alguns centímetros da minha, consigo sentir sua respiração quente batendo com a minha.

- Se você não ir....Eles te mataram! Se eu for junto....Eles veram que não tem ninguém no quarto e vão procurar até achar esta porta, vai dar tudo certo...e-eu alcanço vocês! Agora....vá.- Ele me solta e me empurra para dentro da passagem, eu sem pensar o beijo rapidamente, como se fosse um beijo de..."adeus".

Ele se surpreende no começo, mas depois me abraça e me beija de volta, com mais intensidade.

Eu nunca beijei ninguém em minha vida, este é meu primeiro beijo, e com uma pessoa que gosto muito! Com uma pessoa que talvez....Eu nunca mais o veja.

Ele me solta e coloca as duas mãos em meu rosto, limpando minhas lagrimas, depois ele fecha os olhos e encosta sua testa com a minha.

- Adeus Anastásia...

- O que? Dimitry! Não. - Ele me empurra com força e rapidez para dentro da passagem.

Começo a bater na porta! Tentando abrir, mas não adianta! Ele colocou algo pesado do outro lado da porta. Não consigo abrir

- Não! Abra essa porta Dimitry! Agora! ABRA, eu te ordeno.- Eu fico empurrando a porta tentando abri-la, mas não consigo, estou presa, na rapidez acabei deixando minha caixinha de música cair do outro lado, mas o que isso importa? É o meu melhor amigo que está lá dentro se arriscando por mim.

- Minha neta fique calma! Vai dar tudo certo meu amor....Ele vai ficar bem.- Eu e minha vó dentro daquela escuridão nos abraçamos, eu começo a chorar desesperadamente quando ouço gritos de Dimitry por trás daquela porta, os guardas parecem ter entrado e agora parecem estar batendo nele. Minha vó me abraça mais forte, e depois ela começa a cantarolar nossa música, ela cantarola baixo em meu ouvido, para me acalmar.

Naquela imensa escuridão só consegue se ouvir gritos, meus soluços e a melodia vinda de minha vó. O espaço que estamos é pequeno, então ficamos apenas abaixadas e encolhidas nos braços uma da outra, fecho meus olhos forte tentando convencer a mim mesma que nada disso está acontecendo.

                        [...]

Conseguimos, eu e minha avó corremos muito pelas passagens secretas do castelo, conseguimos sair daquele lugar e agora estamos correndo pelo rio congelado de baixo da ponte, é um atalho para chegar mais rápido ao trem.

Estamos sozinhas passando por cima do rio Neva que está totalmente congelado, se não corrermos rápido não dará tempo de fugir deste lugar.

                         [...]

Continuamos a correr! O gelo escorrega, e o rio é imenso!  O frio e a neve quase nos faz congelar. Mas não desistimos, estamos quase conseguindo, só mais alguns passos para chegar ao trem.

Algo de repente me puxa forte pelo cabelo  e começa a me enforcar.

- Onde você pensa que vai princesinha?- Essa voz... Oh! Não.

- Rasputin deixe-a em paz.- Minha vó diz vindo em nossa direção.

- Eu vou mata-la primeiro! E você vai ser a próxima Maria.- Ele aperta meu pescoço me deixando totalmente sem ar, começo aspirar o ar, meus olhos reviram, sinto meu sangue parar de correr, preciso agir. 

Dou um pisão no seu pé! Ouço seu osso estralar, como se tivesse quebrado.

Ele me solta e pega no seu pé, encaixando no lugar. Dou as mãos a minha vó e juntas corremos. Temos que ser rápidas.

De repente Rasputin se joga no chão agarrando meu pé, eu caio no chão fazendo o gelo rachar.

- Me solte!- Chuto a cara dele, o pescoço dele se quebra ao meio e volta para o lugar sozinho! Eu grito. 

Minha vó não pode se mecher para me salvar! Um só passo e o gelo quebra! 

Eu tento engatinhar para longe de Rasputin, mas ele continua segurando meu pé. 

Ouço uma barulho estranho.

Quando olho pra trás vejo que Rasputin quebrou o gelo e está afundando e me puxando junto! Um sorriso demoníaco se estende por seu rosto! Como se ele gostasse da situação, e pensar que achamos ele um homem santo....

- Se eu vou você também vai Anastásia.- Me debato mas não consegui fugir.

Minha vó me pega pelas mãos e começa a me puxar para frente, tentando me soltar de Rasputin.

- O que foi Anastásia? Não quer se juntar a sua família? 

- Seu....MONSTRO.- Chuto seu crânio com mais força! Esse meu movimento faz sua cabeça se distorcer para traz, o fazendo curvar e cair, afundando na água congelada. Ele começa a gritar enquanto tenta segurar em algo, mas o gelo é escorregadio, o que faz de sua fuga desnecessária. 

Vovó me ajuda a levantar, corremos em direção a multidão em volta do trem que já esta partindo.

O trem está lotado! Eu e minha vó corremos pelos trilhos tentando subir a bordo, mas tem muitas pessoas desesperadas tentando subir também.

Esse trem é a única chance de sobrevivência, as pessoas que conseguirem subir irão sobreviver, mas...as que ficarem, irão morrer pelos soldados Bolcheviques. E pelo resto do povo que se virou contra nós.

Corremos, as pessoas que estão dentro do trem a puxam para cima, mas eu fico pra trás.

O trem se distância cada vez mais! Vovó estende as mãos para mim, mas não consigo alcançar! Estou tentando correr na velocidade máxima! Mas nada adianta.

- ANASTASIA! - Ela estica mais seu braço, quando eu finalmente consigo agarrar sua mão alguém me empurra e eu acabo tropeçando e me soltando dela.

- VOVÓ NÃO ME DEIXE.- Grito tentando pular em cima do trem, minha vó tenta pular do trem para me pegar, mas as pessoas que estão com ela a seguram impedindo de me buscar.

Eu pulo, mas não consigo entrar.

Corro mais rápido quando alguém me empurra. Tropeço nos trilhos...

Caio e bato a cabeça no ferro do trilho, de repente tudo fica lento, minhas vistas escurecem e começo a ser pisoteada por pessoas que estão correndo atrás do trem.

Eu não consigo me levantar, meu corpo ficar mole e apenas ouço barulhos de tiros e pessoas gritando.

- Anastásiaaaaa....

- Vovó....

                         [...]



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