História Protection - Capítulo 63


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Categorias Justin Bieber
Personagens Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler
Tags Ação, Drama, Romance
Visualizações 64
Palavras 2.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 63 - Court


- Vai dar tudo certo - Theo segurou meu rosto entre suas mãos e beijou minha testa.

Eu vestia uma blusa bordô de seda, blazer e calças pretos, e meu Louboutin favorito. Fazia três semanas que eu não via o Justin e parte de mim estava ansiosa para vê-lo mesmo que num ambiente não tão amigável. O que se passava em sua mente? Ele me odiava? Certamente sim. Eu só queria que as coisas fossem pacíficas, mas ele não quis. 

Era hora de entrar no tribunal. Theo e meu advogado me acompanhavam. Assim que passei pela porta pude ver Justin e Pattie me olhando com olhos vazios. Estremeci por dentro. Justin me acompanhava com os olhos enquanto eu passava. Tentei não olhar para ele. Me sentei na cadeira designada a mim em frente ao altar do juiz e me virei para o meu advogado.

POV Justin:

Assim que a porta de madeira se abriu não consegui evitar olhar. Lá estava ela, toda elegante, de nariz em pé. Ah, eu tinha certeza que ela me odiava. Ela me olhou com frieza e eu senti a raiva percorrer minhas veias. Eu não acreditei quando vi que aquele cara estava acompanhando ela. Ela fazia questão de esfregar na minha cara que estava feliz. Mas eu não ia permitir que ela ganhasse a guarda do Josh.

POV Hazel:

O juiz começou o julgamento e eu estava nervosa. Theo segurou minha mão para me passar confiança. 

- Srta. Hazel Patterson Skuert - o Juiz disse como numa espécie da chamada para confirmar a presença de quem estava ali -, sob tutela do advogado Daniel Alanis e acompanhada da testemunha Theodore Peter James. 

Assentimos em conjunto e o juiz se voltou para o lado do Justin.

- Sr. Justin Drew Bieber, sob tutela do advogado Frederich Wendy Fields e acompanhado da testemunha Patricia Mallete -  ele disse e os três assentiram. - Começaremos então o julgamento da guarda de Joshua Skuert Bieber, filho biológico de Hazel e Justin...

[...]

Já havia se passado mais de uma hora de julgamento e o Justin estava nervoso.

 - Ela fugiu do país com o meu filho! É uma irresponsável! -  Justin se levantou de rompante. 

- Ordem no tribunal! - o juiz bateu o malhete no altar. 

- Minha cliente tem razões plausíveis, Sr. juiz - disse o meu advogado.

O juiz deu espaço para que eu falasse. E eu não podia contar a verdade. Não podia dizer que fui ameaçada de morte. O julgamento se estenderia e o Justin certamente seria investigado, o que acabaria resultando em sua prisão.

Justin me olhava apreensivo. Provavelmente com medo do que eu diria.

- Eu e o Justin havíamos brigado. Ele estava bêbado e... - senti um nó em minha garganta - e eu havia recebido uma proposta de trabalho em uma revista famosa de Paris. Eu já estava determinada a me separar do Justin, mas... mas ele não queria. Eu já não aguentava aquela vida e decidi começar uma nova.

Justin me olhou com raiva. Mas eu via em seus olhos que ele não poderia discordar. Eu estava o acobertando de certa forma.

- Eu não estava bêbado! E também nunca te forcei a ficar comigo! - Justin disse alto.

- Eu não tive escolha! - retruquei.

- Você podia ter avisado! Você sumiu por quase um ano Hazel! Eu nunca vou te perdoar por ter afastado o meu filho! - ele vociferou.

- Ordem! Ordem! - o juiz bateu o malhete.

[...] 

Foram horas de discussões e interceptações do juiz. Mas finalmente chegou a hora do resultado do julgamento. O juiz havia saído para deliberar e voltou minutos depois para anunciar o resultado.

Eu segurava a mão do Theo com força. Eu não podia perder aquele julgamento.

- Por meio desse julgamento ordeno que a guarda unilateral de Joshua Skuert Bieber sob tutela de Hazel Patterson Skuert, podendo haver previamente negociação vinda do lado da mesma para que Justin Drew Bieber possa realizar visitas regulamentadas - o juiz disse.

Minha respiração esvaiu e meu peito se encheu de alegria. Abracei o Theo com força.

- Conseguimos! Nós conseguimos, Theo! - eu disse com emoção.

- Você conseguiu, Hazel - ele disse com um imenso sorriso.

- Eu declaro o julgamento finalizado - o juiz bateu o malhete e se retirou.

Dali em diante eu apenas teria que assinar alguns papéis e deixar para que meu advogado resolvesse o restante. Eu só queria ir para casa abraçar o meu bebê e comemorar!

POV Justin:

Minha cabeça girava. Minhas forças sumiram. Eu só queria morrer naquele momento. Perdi a única coisa que me restava. 

Olhei para a Hazel e ela pulava de felicidade junto com o Theo. Ela estava radiante de felicidade. Minha mãe chorava ao meu lado. Eu não conseguia raciocinar direito. Só sabia que dali em diante eu dependeria da boa vontade da Hazel para permitir que eu visse o meu filho.
Eu queria gritar. Eu queria explodir. Mas eu já não conseguia mais. A felicidade da Hazel havia me desarmado. Ela havia matado a última esperança dentro de mim.

POV Hazel:

Theo havia ido buscar o carro enquanto eu assinava os últimos papeis. Justin também assinava. Ele estava indecifrável. Inexplicavelmente pacífico. Entreguei os papeis para o meu advogado e me retirei do tribunal.

- Espera! - ouvi Justin me chamar e na mesma hora paralisei.

Pela primeira vez sua voz não me afetava mais. Me virei para ele.

- Por favor, fale rápido porque o Theo já está me esperando - eu disse.

Justin me olhou de modo vazio.

- Você venceu - ele disse.

Fiquei esperando ele continuar mas percebi que era só aquilo mesmo.

- Sim, isso eu já sei - disse de modo impaciente.

- Hazel, em momentos normais eu jamais diria isso, mas, eu te imploro. Eu preciso do meu filho - ele disse em súplica.

- Você ouviu o juiz. Só se eu quiser - cruzei os braços.

- Eu sei, e por isso estou aqui suplicando. Não tira o Josh de mim - ele se aproximou e eu via muita tristeza em seus olhos. Mas não me deixei abater.

- Eu? Eu nunca quis tirar nada de você, Justin! Eu tentei negociar uma guarda compartilhada! Eu tentei ser pacífica! Você não quis! - eu disse impaciente.

- Eu sei! Eu fui um idiota! Mas agora eu suplico. Não afasta o Josh de mim! Você venceu, eu admito. Mas ele é absolutamente tudo o que eu tenho e eu quero ser um bom pai, eu quero vê-lo crescendo, eu quero participar da vida dele. 

Ouvir aquilo me entristeceu. Eu também queria que o Josh tivesse a presença do Justin.

- Olha, Justin, você complicou tudo e não vai ser agora que eu vou facilitar as coisas para você. Me prove que mudou, me prove que consegue ser um exemplo pro nosso filho e eu penso em te deixar participar da vida dele. Você sabe o meu número. Até breve.

Me virei o deixando para trás. E era isso que eu faria. Deixaria-o para trás em todos os aspectos. Voltando para Londres e deixando de o amar. Agora Theo, Josh e eu éramos uma família.

Entrei no carro e Theo me esperava com um sorriso. Ele estava feliz. Dali já iríamos para o hotel pegar nossas malas e voltar para Londres. Meu pai fretou um jatinho para nós. Ele estava mais compreensivo com a situação, embora ainda não tenha sequer mostrado interesse pelo neto. Eu esperava que isso pudesse mudar logo.

[...]

Eu havia acabado de desligar o telefone com a Rayna. Ela estava feliz por mim embora estivesse levemente preocupada. Afinal, ela ainda namorava o Jaxon. Fiz ela prometer que não passaria informações minhas para a família do Justin. A partir daquele momento eu já não devia mais nada para eles além de como andava o Josh. Três semanas haviam passado e o Justin havia desaparecido. Teria ele desistido do Josh? Eu tentava esquecer dele, mas como olhar para o Josh sem lembrá-lo. Eles eram idênticos! E ele jamais deixaria de ser pai do meu filho. Parte de mim se entristecia por imaginar que ele havia desistido do filho, e outra parte estava aliviada. Tudo estava tão bem.

Theo havia sido promovido na empresa e estava em um dos cargos mais altos da McLaren. Comemoramos no nosso restaurante favorito, o The Ledbury. Lá tinha o melhor salmão do mundo! Josh foi com a gente (óbvio) e ele já estava aprendendo a dizer algumas palavras.

- Macaião - ele disse apontando para o seu pratinho de spaghetti.

- Isso mesmo meu, amor! Macarrão! - eu disse ajudando-o a comer.

Ele estava adorando apontar para as coisas e dizer os nomes. E eu ficava toda orgulhosa de ver o meu bebê se desenvolvendo tão bem.

- Mamãe! - ele apontou para mim.

- Oi, meu amor! - eu sorri.

- Papai! - ele apontou para o Theo.

Na hora paralisei. Não sabia se permitiria ou não. O Theo de fato estava sendo um pai para o Josh, porém eu sempre pensava no Justin quanto a paternidade do Josh. Eu não sabia o que dizer.

- Theo, garotão - Theo o corrigiu. 

Ele percebeu meu recuo. Theo era definitivamente um anjo. Ele fazia de tudo para que eu ficasse confortável.

Assim que chegamos em casa, troquei a roupinha do Josh e o coloquei na cama. Ele ja havia adormecido no carro no caminho para casa. Voltei para a sala e o Theo tomava uma taça de vinho no sofá da sala de estar. Sua camisa social estava desabotoada, mostrando seu abdômen definido. Sua pele exalava calor.

- Estou tão feliz pela sua promoção, meu amor - eu disse me sentando no sofá e envolvendo seu pescoço com meus braços.

- Também estou feliz! Ainda mais de saber que a senhorita foi admitida na Vogue novamente. 

Eu ri.

- Agora nada vai me parar  - eu disse radiante.

- É assim que eu gosto! - ele disse e em seguida me deu um beijo no rosto.

- Acho que vou deitar. Estou bem cansada - eu disse e em seguida me levantei.

- Eu vou em seguida - ele disse.

Quando eu estava prestes a sair da sala, Theo me chamou.

- Hazel!

Voltei para ele.

- Não se preocupe quanto ao Josh me chamar de pai. Eu sei que jamais terei esse posto, mas posso te garantir que darei o meu melhor para que o Josh se sinta acolhido - ele disse de modo sério.

Assenti. Eu queria tanto que o Theo fosse o pai do Josh naquele momento. Ele era um exemplo de homem. Sério, centrado e muito carismático. Pelo menos eu escolhi alguém certo para me ajudar a educar o meu filho. Eu seria eternamente grata a ele.

[...]

Mais duas semanas e nada do Justin. Eu já estava começando a perder as esperanças. Eu ficava triste pelo Josh de certa forma.

Logo pela manhã, Rayna me ligou.

- Amiga! Você não vai acreditar! - ela disse antes mesmo que eu respondesse ao telefone.

- Oi! Ai meu Deus, o que foi? - disse ansiosa pela resposta. Ela parecia feliz.

- Está sentada? - ela disse.

- Estou. Por favor não me diga que está grávida, Rayna. - eu disse tensa.

- Não! Está doida? É muito melhor que isso! - ela respondeu animada.

- O quê? Fala logo! Não me deixa nervosa! 

- Eu vou casar!!!! - ela gritou.

Fiquei em choque.

- Não é incrível?! E sabe a melhor parte?! - ela disse.

Eu conseguia imaginar ela pulando de alegria. Mas estranhamente eu não consegui ficar feliz por ela.

- Qual? - respondi desanimada.

- Você vai ser a minha madrinha! Jaxon já escolheu todos os padrinhos dele! Você vai ser a melhor madrinha de todas! E eu quero que o Jaxon entre com as alianças! Preciso que você venha mês que vem para treinarmos para a cerimônia! Menina, eu nem sequer sabia que tinha que treinar, mas fiquei sabendo que...

- Para! - eu disse atordoada. - Rayna, preciso pensar melhor.

- Não acredito nisso, Hazel! Você vai pensar sobre ser minha madrinha de casamento! -  ela disse chateada.

- Não é isso, Rayna! É só que... só que não acredito que você vai casar com o irmão do Justin - fui honesta.

- Uau. Você realmente não consegue ficar feliz por mim?

- Claro que consigo Rayna!

- Então venha dia 12. Mês que vem. E quanto ao Justin na festa, não se preocupe. Acredito que ele não estará lá.

- Como assim? - fiquei confusa por ela estar dizendo aquilo do nada.

- Não se preocupe. Está tudo controlado - ela disse com uma voz estranha.

- Hã? Do que você está falando, Rayna? - disse apreensiva.

- Não é nada, amiga! Vai ficar tudo bem! Tenho que desligar! Beijo - ela desligou em seguida sem que antes eu dissesse algo.

A Rayna ficou estranha do nada. Ela estava me escondendo algo. Eu sabia! E tinha a ver com o Justin. Por que eu fiquei tão preocupada? Por que eu queria ligar de volta e obrigá-la a dizer o que estava acontecendo? Meu Deus, eu estava nervosa. Eu estava com vontade de chorar. Teria algo a ver com o Justin não ter ligado há mais de um mês? Eu precisava descobrir.

 



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