História Quando Acontece. - Capítulo 26


Escrita por:

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Garotas, Lesbicas, Romance
Visualizações 229
Palavras 2.136
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olha eu aqui de novo!
Tá bom, nem vou falar nada, eu sei o que vocês realmente querem!
Até lá em baixo...

Capítulo 26 - Talvez?


– Então, vou ter que levar um acompanhante? – perguntei com um sorriso largo estampado em meu rosto.

Aquela era uma das melhores notícias que recebia em meses.

– Foi o que acabei de dizer! – Liam revirou os olhos. – Você tá muito esquisita e isso não é de hoje. – Me olhava desconfiado.

– Deixa de besteira, só me animei. Não posso? – a pergunta soou como um desafio para ver se, ainda assim, ele continuaria naquele assunto.

– Você é um ser humano livre, até onde eu sei – falou por fim dando de ombros.

– Você tem um terno extra? – O sorriso que roubou boa parte do meu rosto fez meu amigo revirar os olhos. Ele provavelmente sabia o que estava por vir.

Já haviam se passado alguns meses desde que me aproximei um pouco mais da Lara. Depois de me tornar cúmplice em um assalto a geladeira ganhei um certo nível de intimidade, nível este que aproveitava tentando ter conversas cada vez mais longas com a menor.

– Vai chamar ela, não vai? – Revirei os olhos e me recusei a responder uma pergunta a qual ele já tinha uma resposta.

– Quando vai ser? – Ignorei o Liam completamente e ele pareceu não se importar com isso.

– Dezessete desse mês. Não esquece de avisar a menina que vai ser tema invertido – me alertou.

– Pode deixar, não vou esquecer. – E com essa resposta ele voltou a prestar atenção no computador a sua frente.

   Eu mal havia chegado de viagem. Passei o fim de semana inteiro na fazenda do meu avô e aproveitei para conversar com ele sobre o que pretendia fazer. Depois de muita insistência consegui uma permissão e talvez um cúmplice.

Suspirei aliviada assim que entrei no carro e percebi que parte do que queria já se concretizava.

Pensei: Primeira fase completa, agora falta a pior parte.

Naquele momento: deitada no quarto do meu melhor amigo analisando algumas coisas na internet que, se desse tudo certo, precisaria comprar. Fiquei feliz em saber que teria mais uma oportunidade para conhecer mais um pouco sobre a Lara.

Desde aquele dia eu vinha tentando ao máximo manter uma proximidade agradável da menor, isto incluía: Ir aos encontros que Laura costumar ter com ela e mandar ainda mais mensagem via banco de praça.

Havia conseguido uma resposta bastante positiva após o desenho que fiz. Com a ajuda da Laila tudo se tornava mais fácil. Infelizmente ela ainda não sabia a identidade do seu “Admirador secreto”, apelido que citava várias vezes. Queria muito ver suas expressões ao descobrir a identidade do seu admirador, mas tinha a noção de que aquele não era o momento.

– Você tem o número da Laura nos seus contatos, não é? – perguntei roubando o celular do Liam sem um aviso prévio.

– Claro que tenho e você também. Me devolve! – falou se jogando da cadeira e tentando reaver o aparelho.

– Meu celular ficou em casa, é rapidinho – falei colocando a mão para tentar impedi-lo.

– Você tem cinco minutos.

– Isso não é justo! Eu deixo o meu celular em sua mão quase sempre. Não se preocupe que não vou ficar vendo seu longo histórico de vídeos pornô – impliquei.

– Quatro minutos e noventa segundos. – E assim começou uma contagem regressiva que me deixou um tanto eufórica.

Depois de alguns segundo consegui achar o contato nomeado de pandinha, sorri com o apelido mas resolvi não comentar, temia que ele começasse a contar ainda mais rápido.

Disquei o número. Chamou uma. Chamou duas.

– Oi, amor! – Uma voz animada surgiu do outro lado da linha.

– Amor, é? – sussurrei retirando o aparelho do ouvido. – Desde quando já estão assim? – perguntei não aguentando e aproveitando da oportunidade para implicar.

– Quatro minutos. – Liam levantou uma das sobrancelhas ao final da minha fala. – Três minutos e vinte segundo – pulou alguns números.

– Se você continuar contando vou falar para ela aquele teu probleminha nas nádegas – ameacei e ele parou de contar quase que imediatamente.

– Liam? – Laura perguntou do outro lado da linha quando voltei a colocar o celular no ouvido.

– Infelizmente não, é o seu outro amor – brinquei.

– Que eu saiba chocolate não fala – rebateu e pude ouvir sua risada curta.

– Ai, essa doeu – fingi ter sido afetada com aquele conte antigo. – Sim, indo logo ao ponto. Quero chamar sua amiga para sair. – Ouvi uma tosse vinda do outro lado da linha.

– Quer me matar? – perguntou.

– Não, quero chamar sua amiga para sair. Já falei isso – ignorei sua encenação de espanto.

– Bota no viva voz.

– Mas...

– Isso não foi um pedido! – Seu tom de voz deixava claro que as consequência de uma negativa me traria sérios problemas.

– Liam? – Laura chamou assim que um bipe informou que agora ela estava em viva voz.

– Oi, pandinha. – Revirei os olhos para toda aquela melosidade.

– Você esqueceu mais uma vez o remédio dela? – perguntou e eu revirei os olhos.

“Deveria ter deixado para fazer essa merda em outra hora.” Pensei me arrependendo amargamente.

– Vocês sabem que eu ainda estou aqui, não é? – me fiz presente.

– A gente está discutindo sobre a sua sanidade mental, dá para você ficar calada por alguns segundos? Obrigado! – Laura perguntou e respondeu a si mesma enquanto o Liam vinha e tomava o celular da minha mão, mas o aparelho permaneceu no viva voz.

– Por falar nisso, panda quer ir em um casamento comigo? – Entreabri a boca ao perceber que ele ainda não havia a convidado.

– Quando vai ser? – Lau não falou de imediato, parecia pensar então a linha ficou em silêncio por alguns segundos.

– Dia dezessete. – Liam tamborilava os dedos na bancada, nervoso.

– É que a Lara... – tentou falar.

– Essa não tem problemas, eu vou convidar para ir ao mesmo casamento. – comuniquei pensando ter retirando um dos seus impedimentos.

– Mas eu não tenho roupa. – Laura tentava argumentar contra de todas as maneiras.

– Não tem problema, eu te empresto o meu terno. – Nós nos olhamos com cumplicidade, silenciosamente fizemos um pacto, estávamos empenhados em levar as duas aquele casamento.

– Não uso terno em casamentos, uso vestido. – Acabamos esquecendo de comentar sobre o tema da festa.

– É que assim... – tentei informar a ela.

– O casamento vai ser investido. Mulheres de terno e homens com roupas mais afeminadas. – Liam contou logo de uma vez se jogando na cama ao meu lado.

– Ves-ti-do – cantarolei separando as sílabas para implicar com o maior que apenas revirou os olhos.

– Não precisa necessariamente ser um vestido. – A frase saiu com certo desconforto demonstrando que ele não estava tão confortável com aquela ideia.

– Te empresto o meu se precisar, imagina que gato não vai ficar? Ai, essas cochas! Olha que eu roubo ele viu, Lau? – brinquei e pude ouvir a gargalhada vinda do outro lado da linha.

– Pensa pelo lado bom, amor. Vai ter uma fresquinha no saco. – A frase da Laura me surpreendeu e eu me joguei de costas na cama não contendo a gargalhada.

Meu amigo ficou nitidamente envergonhado e coçou a nuca, mas não demorou para entrar na brincadeira.

– E você, com todas aquelas peças de roupa vai se sentir como o meu pequeno amiguinho. – Elevei o rosto e pude ver teu sorriso malicioso.

– Pequeno é generosidade. – Do outro lado da linha a frase veio carregada de malicia.

– Se vocês esqueceram, ainda está em viva voz... E mais uma coisa: EU NÃO PRECISO SABER DESSAS COISAS! – terminei a frase com um grito consideravelmente alto.

Eles riram. Cúmplices, amantes. Naquele momento, mais uma vez quis ter aquilo para mim, alguém com quem compartilhar certos tipos de coisas que, para quem é somente amigo, pegaria um pouco mal.

– É que dia dezessete a Lara... – Depois de algum tempo de riso Laura voltou a recusar.

– Com a Lara eu me resolvo – falei a cortando mais uma vez.

– Você não vai conseguir convencer nem ela nem a mãe dela. – Quase pude ver os olhos da outra se revirando por conta da minha persistência em contraria-la.

– Na mãe dela você dá um jeito que eu cuido do resto. – Não estava disposta a desistir.

– Vou ver o que posso fazer... – finalmente se redeu mesmo que a contra gosto.

 

POV – Lara.

 

– Ainda não consigo acreditar que estou fazendo isso. – falava baixinho fazendo o caminho que interligava o salão de beleza a minha casa.

Em uma tarde, dias antes, minha melhor amiga me ligou com uma proposta: Eu seria a intermediadora entre ela e o Liam em um encontro que teriam. Até ali para mim todo estava em completa harmonia até descobrir que o tal encontro seria um casamento.

Gostei muito da proposta do casamento, aparentemente os noivos eram bissexuais e haviam se conhecido em uma boate LGBT, pretendiam inovar em seu casamento e ao meus olhos conseguiram fazer isto.

A princípio Laura simplesmente disse que o tema era a inversão, onde, os homens iriam de vestido e as mulheres de terno, mas ao falar com a Katherine tive uma visão mais ampla do assunto.

Ela parecia conhecer os noivos, passamos um tempo conversando e pude perceber que, para os noivos, aquilo era muito mais do que uma inovação. Eles consideravam aquilo como uma forma de demonstrar a todos os preconceitos que passaram por conta da sexualidade. Deixavam bem claro que apesar de estarem se casando com o sexo oposto não havia nenhum problema em gostar de alguém do mesmo sexo, ou gostar de ambos.

Precisava urgentemente fazer com que o Gabe conhecesse aquele casal, talvez se ele manifestasse seus pensamentos mais retrógrados sobre o assunto ganharia uma palestra de brinde. Infelizmente não seria naquela oportunidade, Gabe estaria em um campeonato no dia. Estaria sozinha e aquele era um dos motivos para aumentar ainda mais minha vontade ir aquele evento.

Laura não parava de falar sobre tudo o que poderia acontecer. Expectativas. Algo que rodeava a minha amiga mesmo que ela não estivesse querendo, o que me preocupava era a decepção que poderia ou não proceder as expectativas.

Virei uma esquina e sorri invadida de lembranças ao ver a embalagem de um chocolate na mercearia.

 

- Flashback on -

 

Kit-Kat: Hey, tá ai?

Kit-Kat: Preciso falar com você.

Kit-Kat: Se não me responder apareço na sua escola, sei qual é o caminho.

        Lara: Kit-Kat

           Se não me responder apareço na sua escola, sei qual é o caminho.”

Lara: Isso foi uma ameaça?

Kit-Kat: Sério que você botou meu apelido assim?

Kit-Kat: Lara
                Isso foi uma ameaça?”

Kit-Kat: Não é óbvio?

Lara: Não sabe onde é a escola, lembra?

Kit-Kat: Sabia que é falta de educação?

Lara: O que?

Kit-Kat: Responder uma pergunta com outra.

Lara: Você que é mal educada então.

Kit-Kat: Não sei disso não.

Lara: Vai ir logo ao assunto ou vai ficar enrolando?

Kit-Kat: Nousa Jureg! É assim agora é?

Kit-Kat: Não vai nem me pagar um jantar?

Lara: Nem um Kit-Kat.

Kit-Kat: Assim eu choro.

Lara: Não tenho muito tempo, lembra?

Kit-Kat: Infelizmente, sim...

Kit-Kat: Tá bom... Então, lembra do casamento que a gente estava discutindo alguns dias atrás, sobre a inversão?

Lara: Sim, achei bastante criativo.

Kit-Kat: Eu queria saber, sei lá...

Kit-Kat: Você não gostaria de ir como minha acompanhante?

Lara: Se eu disser não...
Lara: Vai contar a todos que sou muito grossa?

Kit-Kat: Mas você é grossa!

Lara: Como era mesmo? Ficar em casa no dia do casamento?

Kit-Kat: Eu estava só brincando.

Lara: Sei...

Kit-Kat: E ai, topa?

Lara: Está me chamando para sair?

Kit-Kat: Talvez?

                                                                                                                   Lara: Kit-Kat

Sabe que é falta de educação?

                                                                                                        Lara:Kit-Kat

Responder uma pergunta com outra.”

Kit-Kat: Usando minha palavras... Touché!

Lara: Preciso sair....

Kit-Kat: E minha resposta?

Lara: Pensarei no seu caso.

 

- Flashback off -

 

Por mais que eu já soubesse a intenção daquelas mensagens, acabei gostando do resultado. Realmente acabei ficando com o pé atrás quando descobri que a Katherine também iria para aquele casamento, inconscientemente havia aceitado participar de um duque¹. Claro que quando a Laura me chamou eu não fazia ideia daquilo.

Depois de alguns meses de pratica a Laura conseguia facilmente conseguir uma aceitação vinda da minha mãe. Desta vez ela havia usado o argumento que: 1/teriam vários meninos solteiros e 2/que seria obrigatório o uso do vestido. Visando algo que ainda não consegui identificar minha mãe aceito no mesmo momento.

Quando a minha amiga usou aquele argumento para convencer a minha mãe, admito, torci o nariz. Vestidos nunca foram minha vestimenta favorita. Um jeans sempre me caia melhor.

“Belo argumento você usou, mas agora quero saber como vai me fazer sair de terno aqui de casa.” Lembro-me de ter perguntado a Lau logo que minha mãe saiu. “Você não vai para o casamento de terno.” Respondeu simplesmente.

Demorou um pouco para que eu entendesse, mas a proposta do casamento seria sair da sua zona de conforto, do seu habitual, e daquela maneira eu ficaria completamente fora da minha zona de conforto.

Ali estava eu, indo para casa depois de um dia no salão de beleza temendo borrar as unhas. Não me reconhecia, mas sabia que aquele casamento prometia.


Notas Finais


Okay, okay...
Hoje estou menos falante, então até o próximo amores meus! <3 <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...