História Rainha Clara - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Princesa
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Palavras 2.273
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 2 - Eu estava muitíssimo animada!


Fanfic / Fanfiction Rainha Clara - Capítulo 3 - Capítulo 2 - Eu estava muitíssimo animada!

Minha primeira reação foi correr a mão em busca de meu celular que se encontrava dentro da pequena bolsa. Mal conseguia destravar o bloqueio de tamanha ansiedade, porém após errar cinco vezes, com as mãos ainda trêmulas, consegui desbloquear.

Adicionei o número em minha agenda, mas não tive coragem de mandar um sms, estava com medo de que ele não respondesse ou simplesmente nem soubesse quem eu era mesmo sendo quase impossível não saber, já que eu era "uma celebridade".

Respirei fundo e deitei com a cabeça nos travesseiros enquanto mexia no celular. Camila ainda estava fora e eu não sabia o que a deixava tão ocupada para não vir a qualquer momento e pular em minha cama exigindo que eu contasse todas as fofocas do dia.

Ela sempre respeitava minhas decisões de ficar sozinha, mas em menos de meia hora já estava novamente à beira de minha cama sorrindo enquanto aguardava respostas. Ela era minha psicóloga particular, contava tudo a ela e a mesma retribuía com os melhores conselhos.

Observei atentamente a cama vazia ao lado, ela deveria estar lá, mas tudo que havia eram lençóis bagunçados e um grande vazio. Já estava quase na hora de dormir, então deixei o celular em meu criado mudo e aproveitei que ainda sobravam alguns minutos e desci até a biblioteca.

Gostava de ler poesias, elas sempre me acalmavam quando estava em momentos confusos e Camila não estava lá para me ajudar e ouvir, ou sentar no banco de vidro perto de minha penteadeira e ficar enrolando suas mechas loiras nos dedos enquanto me fitava com seus grandes olhos azuis fingindo compreender tudo o que dizia.

Com cautela, caminhei em passos cuidadosos por todo o corredor que dava diretamente a biblioteca. O castelo era enorme, havia ao todo 340 cômodos, incluindo os cômodos principais e de lazer, mas em suma maioria eram quartos.

O castelo era dividido em sete alas: A - Realeza, todos os quartos da família real encontravam-se nessa Ala. B - Hóspedes e membros da família real que não moravam no castelo. C - Criados ligados diretamente com a família real, como motoristas, governantas, guardas e criadas principais. D - Cozinheiros e auxiliares da cozinha. E - Faxineiros e auxiliares de serviços gerais. F - Guardas, essa era em disparada a maior ala do castelo. G - Salas de negócios, cozinha, salão principal, biblioteca, sala de música, estufa, etc.

As alas A e B encontravam-se no último andar do castelo, uma ao norte e uma ao sul. C e D no andar de baixo disposto da mesma forma e assim sucessivamente. No andar principal encontrava-se a ala G, e era pra onde eu estava indo.

Quando corri as portas da biblioteca, deparei-me com meu lugar favorito do castelo. Era uma enorme sala disposta de mais de 500 estantes, recheadas de livros de todos os gostos e gêneros. Minha sessão favorita era a de poesias, que se encontrava a beira da grande janela com vista direta para o jardim.

Caminhei alguns passos analisando as novidades que haviam colocado nas prateleiras. Todo o início do mês, os guardas reais buscavam todos os livros lançados até aquele momento, tínhamos exemplares de todo o mundo naquela biblioteca.

Porém algo tomou minha atenção quase de imediato. Ao longe avistei um menino, ele parecia ter por volta de 16 anos, seu cabelo era dourado escuro quase castanho, e era penteado de um jeito fofo, nunca havia o visto antes. Não conseguia ver seus olhos, pois o mesmo estava sentado na pequena poltrona que eu sempre deixara ali para escrever e também ler, ela ficava virada para a janela com vista para o jardim.

Com a curiosidade a mil, resolvi que iria até ele saber quem era. Em passos silenciosos tentei aproximar-me suavemente, mas assim que olhei para janela num pequeno momento de distração, ele notou minha presença e meu coração gelou.

No mesmo instante ele levantou-se em um pulo e voltou-se pra mim mostrando seus lindos olhos cor de chocolate assustados por ter sido descoberto. Contudo em um milésimo de segundo, o mesmo se deu conta de quem estava a sua frente e sua expressão de susto transformou-se em admiração, então ele fez uma breve reverência.

- Alteza! Desculpe ter vindo aqui sem avisar, sei que aqui é o seu lugar, mil desculpas mesmo... - ele parecia nervoso e gotas de suor já percorriam seu rosto.

- Ei, não precisa se desculpar... Eu não costumo vir aqui à noite. - disse andando em sua direção. - Mas me diga... Quem é você? Digo, qual o seu nome? Não me lembro de ter te visto por aqui.

Sua expressão suavizou-se e com calma e clareza ele respondeu enquanto sorria - Meu nome é Fabio Buonear, sou amigo do irmão de sua mãe, e como ela sempre gostou muito de mim, me convidou para passar um tempo aqui no castelo!

Ele falava como se as palavras saltassem de sua boca sem esforço algum, era calmo e preciso. Fiquei abismada com sua voz cativante e de como alguém poderia estar tão nervoso e segundos depois totalmente controlado, era incrível!

- Mamãe nunca me falou de você... Bom, provavelmente ela deve ter esquecido, mas bem-vindo! - sorri de um jeito gracioso e amigavelmente estendi minha mão em sua direção.

Fábio segurou minha mão estendida e depositou um beijo inclinando o corpo em minha direção. - Encantado. E desculpa novamente por incomodar a senhorita!

Sorri ao ouvir suas palavras e respondi: - Não se preocupe, só vim aqui para distrair a cabeça e ler algumas poesias... - Antes que eu pudesse continuar, Fábio interrompe minhas palavras e sorri animado.

- Poesias? Eu sou apaixonado por, se não se importar, posso te mostrar algumas que eu mesmo escrevi... - Ele parecia tenso ao terminar sua frase, talvez ele não as mostrasse com frequência.

- Eu adoraria! - Sorrio animada e caminho até a beira da grande janela da biblioteca e apoio meus braços no parapeito voltando minha atenção para Fábio.

Fábio recitou algumas poesias a beira da janela e perdemos a noção do tempo. Conversamos durante algumas horas sobre nossos hobbies e gostos, conhecemos um pouco um do outro e descobri que Fábio estava interessado em mim após o mesmo confessar me deixando completamente corada.

O fato de nunca ter beijado sempre fora um empecilho, já que sempre que um menino pedia para ficar comigo, eu negava com medo de decepciona-lo. Sempre imaginei o dia em que finalmente beijaria alguém pela primeira vez, e algo me dizia que poderia ser naquele dia.

- Está na minha hora... - Digo após fitar o antigo relógio no fundo da biblioteca que marcava 2h a.m. Estendo novamente minha mão em sua direção sorrindo. Porém, ele fez algo que me surpreendeu, ignorou meu ato de despedida e puxou-me para perto de si.

Os poucos segundos em que eu pude raciocinar o que havia acontecido, não foram suficientes, pois nossas respirações já haviam se misturado em uma perfeita harmonia e tudo que eu ouvia era o som de meu coração disparado no peito. Sua pose de bom moço se desfez e após olhar no fundo de meus olhos, em um ato intenso, mas sem perder a suavidade, ele me beijou.

Sentia o ar esvaindo de meus pulmões e meu coração parecia prestes a pular de meu peito a qualquer momento. No impulso tive de improvisar, pois eu nunca havia beijado. Seus braços me envolviam como uma flor delicada, os lábios dele eram macios e sua boca tocava a minha confortavelmente, como se fosse algo natural, talvez até devesse ser. Fui pega totalmente de surpresa, mas não poderia negar que foi ótimo!

Assim que seus lábios se afastaram, ele parecia um pouco constrangido, pois notou que eu estava completamente corada e assustada. Tentei mudar minha expressão, mas sem êxito. Ele afastou-se um pouco e pediu desculpas, mas permaneci em silêncio. Então após um beijo em minha bochecha, ele saiu da sala sem dizer mais nada, como se eu pudesse ouvir naquele estado.

Assim que ouvi a porta da biblioteca bater, desabei de joelhos no chão com as mãos em meu rosto. Minhas emoções estavam confusas, eu estava confusa, mas a única coisa que notei foi que em meu rosto estava o maior sorriso que eu já dera na vida.

Assim que tomei consciência do que havia acontecido, levantei-me e desamassei o vestido. Parecia lúcida, mas meus pensamentos iam e vinham por todos os lugares, olhava para todos os cantos em busca de respostas e nada.

Caminhei até a janela que dava para o jardim e observei os cravos e as rosas vermelhas misturadas entre as azuis e roxas, formavam um grande e esplêndido coração com uma fonte no centro. Ao longe se via as tulipas amarelas perto da estufa e dentro dela, sem dúvidas era minha flor favorita.

Voltei-me para as estantes e a pequena poltrona em minha frente. Caminhei até a estante de número 9 e peguei um livro que estampava um grande cravo amarelo na capa. Tinha o nome de Poesias das rosas, era meu favorito, já conhecia de cor todas as palavras ali contidas. Resolvi que voltaria até meu quarto para lê-lo, aquele local só traria mais lembranças no momento.

Saindo da biblioteca e indo em direção à imensa escadaria principal, avistei uma figura de cabelos loiros um pouco frágil subindo as escadas, então chamei sua atenção: - Camila! - ela virou-se para mim de imediato e abriu um imenso sorriso. Pela sua expressão, creio que estava me procurando. Caminhei até ela e dei-lhe um abraço a confortando, e juntas seguimos o rumo de meu quarto.

Assim que adentramos a porta, Camila imediatamente jogou-se em minha cama, o que fez soltar-me uma gargalhada, e disse: - Bom querida sinto que você está cansada, mas conte-me tudo o que aconteceu hoje!

Ela levantou-se e bateu palminhas animada e eu automaticamente revirei os olhos. - Realmente estou muito cansada, tem como conversarmos amanhã? - seu sorriso desfez-se de imediato e ela apenas assentiu caminhando até meu closet em busca de minha camisola.

Entrei no banheiro para tomar um banho e arrumar-me para dormir. Durante o banho meus pensamentos estavam em constante confusão, ora Fábio, ora Bruno. Quanta coisa havia acontecido em apenas um dia... Assim que terminei, Camila esperava-me com uma linda camisola em cima de minha cama, pela animação imaginei que ela acabara de criar aquela peça.

A camisola era salmão e de alcinha, ia até os pés e a seda tinha um caimento perfeito, continha renda branca na gola e na bainha, realmente era linda. Tirei o roupão e vesti-a enquanto Camila ajudava-me a deitar.

Ela sempre me tapava e cantava para mim, sua voz era doce como o canto dos pássaros, mas naquela noite pedi que ela fosse para seu aposento, precisava ficar sozinha com meus pensamentos, ela compreendeu e retirou-se, assim deixando-me só.

Assim que ela saiu fiz um breve resumo em minha mente sobre tudo que havia acontecido neste longo dia. Tudo estava confuso e quanto mais às horas passavam em meu resumo, pior ia ficando. Acabei adormecendo com a cabeça a mil, mas como esperado sonhei com Bruno e Fábio, porém eles apareciam do mesmo modo que sumiam. Minha mente realmente estava uma bagunça.

Na manhã seguinte minha cabeça parecia explodir, porém estava mais calma e tranquila do que no dia anterior. Pela primeira vez, Camila não apareceu, mas deixou uma roupa separada em cima de minha penteadeira.

Era um vestido azul, simplesmente lindo! Bom digamos que eu ame vestidos e ache todos maravilhosos, mas este era sem dúvidas um dos Top 10.

Ele era plissado e não tinha mangas, apenas uma gola que cobria todo o pescoço. Ia até o joelho, e não continha nenhum acessório, o que o deixava mais encantador ainda. Vesti-o na mesma hora e após terminar de me arrumar, ainda morrendo de sono, deixei meu cabelo solto e coloquei a coroa como uma tiara.

Quando terminei de arrumar-me, notei que havia um bilhete em cima de meu celular. A caligrafia era linda e estava escrito em caneta dourada, minha cor preferida. Na mesma hora me veio um nome na cabeça: Camila.

Passei os olhos pelo papel animada, estava curiosa sobre o que ela havia escrito:

Oh querida, desculpe não estar ai para te acordar, mas garanto que foi por uma boa causa, vi como você estava tensa ontem e resolvi fazer algo para te animar. Pedi ajuda a Fred e ele deu uma ótima ideia! Assim que acordar vista esse vestido que preparei com todo amor para você e vá até Fred para que ele lhe traga até mim, beijinhos amor lhe espero!

Com amor, k

Aquele bilhete deixou-me animadíssima! Coloquei de lado tudo o que havia acontecido no dia anterior e foquei na surpresa de Camila. Calcei minha sandália azul com pérolas nas tiras e peguei minha carteira de tulipas azuis. Antes de sair olhei-me no espelho uma última vez, eu estava incrível naquele vestido.

Desci as escadarias rapidamente e encontrei Fred perto da imensa porta do salão principal. Ele estava vestindo uma bermuda e uma camisa polo azul o que era estranho, pois só o via de terno, mas ele estava lindo. Quando me avistou, ele sorriu com os olhos brilhando.

-Você está... Incrível! - Sua boca estava aberta de um jeito bobo e eu só consegui rir.

- Obrigada Fred, você também está lindo! - pisquei e ele corou - Para onde vamos? - indaguei curiosa enquanto ele se recomponha.

- Surpresa! Mas posso garantir que vai ser a tarde mais divertida de sua vida! - ele piscou e puxou-me pela mão. Sorrindo caminhei ao lado dele por entre o jardim em direção ao carro.

- Preparada? - ele perguntou abrindo a porta para mim e com um enorme sorriso nos lábios.

- Com toda a certeza! - Não conseguia tirar o sorriso dos lábios e independente do lugar que estava indo, eu estava muitíssimo animada!



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