História Razão VS Sensibilidade - Capítulo 3


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Barão de Ouro Verde, Camilo Sampaio Bittencourt, Ema Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Love, Novela, Orgulho, Paixão, Romance
Visualizações 533
Palavras 1.182
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ainda sem aurieta, mas estamos chegando lá...
Desculpa qualquer erro!

Capítulo 3 - A visita


Fanfic / Fanfiction Razão VS Sensibilidade - Capítulo 3 - A visita

A mulher que entrou na sala era corpulenta e robusta. Seus cabelos negros e ondulados estavam presos, exceto por dois fios que moldavam-lhe o rosto. Seus olhos eram castanhos e pequenos, o oposto de seu nariz, que era largo e arrebitado. Seus lábios eram carnudos e rosados e seu queixo era moldado para frente. O vestido longo que usava era azul e de renda, com pequenas pedras enfeitando a cintura e o decote em V.

- Ora, ora. Se não é Jade Garcia! – cumprimentou Ema sorrindo. – Como vai?

- Muito bem, minha querida muito bem! – exclamou a mulher. – Espero que a senhorita também!

A menina assentiu:

- Ora, claro! Estava agora a tomar chá com papai. – e, indicando com a mão a sala de refeições ao lado, ofereceu: - Gostaria de tomar um pouco?

- Não, não, muito obrigada. – a mulher recusou e, direcionando seu olhar para o viúvo, disse: - Ainda bem que o encontrei em casa, Aurélio! Será que podemos falar a sós?

O pai de Ema, que até então estava calado, se pronunciou:

- Claro. Vamos ao jardim.

Os dois saíram, deixando a baronesinha terminando seu chá.

...

- Então, – iniciou Aurélio – qual o motivo de sua visita, dona Jade?

- Oh, não, não. – ela gesticulava com as mãos, fazendo sua pulseira de pérolas balançar. – Já pedi que me chame apenas de Jade. Não há necessidade desse tipo de formalidade comigo, Aurélio.

O filho do Barão assentiu, um pouco sem jeito. Jade continuou, apoiando a mão no colo, em um ar filosófico:

- Não nos vemos desde terça-feira, quando você ajudou meu pai com os porcos que pareciam doentes.

A família Garcia era dona de uma fazenda próxima da de Ouro Verde no Vale do Café já fazia alguns anos, e era propriedade de Enzo, um grande fazendeiro, mas que já tinha idade, assim como o pai de Aurélio. Tinha dois filhos: Heitor, o mais velho, e Jade que era mimada pelos homens da casa. A esposa falecera anos atrás de uma doença desconhecida pelos médicos da região.

- Queria vê-lo. – completou Jade, satisfeita.

Aurélio parou de andar, fazendo a mulher fazer o mesmo.

- Fico honrado com tal estima, dona Jade, mas...

- Jade. – ela o corrigiu entredentes. – Pelo amor de Deus! Já lhe disse várias vezes!

O homem se apressou em corrigir o erro:

- Jade, Jade. Me desculpe. – fez uma pausa para soltar um longo suspiro. – Mas a senho... Você sabe que...

- Ora, Aurélio! – interrompeu a mulher. – Não me venha com essa conversa de novo. Sei que amou muito sua esposa e que quer preservar sua memória, mas francamente! Já se passaram quinze anos!

O filho do Barão engoliu em seco e hesitou. Não sabia como dizer o que queria de uma forma delicada. Seu cérebro começou a se desesperar, porque a filha de Enzo era sempre muito falante e espalhafatosa em seus gestos e falas, o que lhe dava poucos segundos para pensar em uma frase.

Por fim, aconteceu o que não queria:

- Não se preocupe, Aurélio. – a mulher já começava a falar e retomava o andar. – Esperei por cinco anos, desde que me mudei para cá. Posso esperar mais um pouco, porque sei que, um dia, você terá a mesma estima que tenho por você.

Aurélio voltou a andar para acompanhá-la, mas ficou em estado hesitante. Era impressionante o quanto aquela mulher era vaidosa. E, mesmo assim, não podia ferir essa vaidade sem se sentir um péssimo cavalheiro.

Tentou, mais uma vez, encontrar palavras que o livrassem daquela situação, mas todas lhe pareciam bruscas e grossas demais. Decidiu, então, mudar de assunto:

- E como vão os porcos?

Jade franziu a testa com a súbita mudança de assunto, mas logo assentiu:

- Estão ótimos agora! Graças ao seu esforço e conhecimento sobre animais, Aurélio.

Droga. A tentativa de mudar o tópico da conversa foi em vão e o pai de Ema se viu em uma situação delicada mais uma vez. Se ele nutrisse sentimentos pela mulher a sua frente, lhe diria palavras doces e a elogiaria em troca pelo que ela dissera. Mas não podia, porque a verdade é que não sentia nada por Jade Garcia, apenas respeito perante ao patrimônio de sua família.

Novamente, o homem parou de andar, dessa vez, olhando diretamente para aquela que lhe acompanhava. Jade fez o mesmo.

- Jade, me escute... – Aurélio suspirou e decidiu ser duro, apesar de detestar a ideia. – Não quero que você se iluda e que ache que temos algum futuro juntos, porque, a verdade é que...

- Meu querido Aurélio, - a mulher o interrompeu, deixando-o aturdido. – Você não me engana. – e, em um gesto ousado, segurou a mão do homem. – Não precisa dizer nada. Sei que papai pode ser um pouco bravo e ciumento, principalmente com sua filhinha querida. – ela sorriu, satisfeita. – Contudo, apesar de ter certeza que ele não se oporia ao nosso relacionamento, admiro seu respeito por minha família e não sou contra esse seu recuo.

Aurélio tentou falar, mas a mulher não o deixou:

- Sei que um dia você irá reconhecer a nossa relação. E sei também que esse momento está perto.

O filho do Barão se desvencilhou de Jade, a fim de tirar sua mão da dela, e voltou a andar, sendo acompanhado pela outra.

O que poderia lhe dizer agora? A mulher estava completamente crente de que os sentimentos eram mútuos e que teriam um futuro juntos. Achava que só não lhe propunha por causa de... Medo de seu pai? Ora essa, mas que mimada! Com certeza essa era a palavra que lhe definia, pois estava acostumada a ter tudo o que queria.

E Jade Garcia queria Aurélio. Queria e, em sua cabeça, teria.

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- Mandou me chamar, minha cara?

Susana estava na porta do escritório da nova fazenda que pertencia aos Bittencourt. Julieta fez sinal para a mulher entrar e respondeu:

- Sim. Preciso que você vá à fazenda Ouro Verde imediatamente tratar de negócios.

- Mas Julieta, daqui a pouco irá escurecer! – Susana pestanejou. – Não seria melhor adiarmos para amanh...

- Não, Susana. Você não entendeu. – a anfitriã se levantou e olhou seriamente para a outra. – Estava vendo uma papelada e descobri algo muito interessante.

A aprendiz franziu a testa em meio a um sorriso curioso:

- O que, minha amiga?

Julieta inclinou a cabeça para a esquerda, como habitualmente fazia, e lhe respondeu:

- O Barão de Ouro Verde fez muitas escolhas erradas nos últimos meses e receio que contraíram muitas dívidas nesse tempo. – levantou o dedo indicador, para enaltecer a fala: - Dívidas altíssimas!

- Então, a senhora quer que eu vá lá para fazer o que exatamente?

A mãe de Camilo soltou um breve, mas sonoro, suspiro:

- Quero que vá e diga que pretendo comprar as terras do Barão. – e, depois de uma pausa, acrescentou: - Leve Camilo. Ele precisa ganhar experiência nos negócios.

Susana arqueou as sobrancelhas em um sinal de satisfação:

- Muito bem, minha amiga. Farei isso com gosto. Com licença. – dito isso, meneou a cabeça e saiu em direção à fazenda dos Cavalcante.


Notas Finais


O que acharam de Jade Garcia?


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