História Redenção - Capítulo 46


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Categorias Malhação
Tags Limantha
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Palavras 3.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 46 - Juntas.


Depois dos parabéns, ninguém se importa mais com nada. Com a maioria dos parentes já fora da festa, Katharine começa a se jogar de verdade. É sempre assim. K1 é uma das pessoas mais divertidas do mundo para sair. Ela nunca fica parada, aproveita cada segundo de tudo. E o MB vai na onda. Os dois combinam demais. Quando eles terminaram, até eu fiquei mal, porque é um casal que a gente olha e deseja que fique junto a vida inteira. Não shippar eles é missão impossível. É muito bom vê-los felizes e perto um do outro novamente.

Meus amigos entram na bagunça. Nós dançamos, pulamos, comemoramos. Eu amo estar com eles. Todos nós crescemos, todos nós seguimos nossos caminhos, mas sempre voltamos com o mesmo carinho. Me orgulha conseguir leva-los comigo.

- Eu não tenho mais idade para isso. – Tina diz, sentando em um banco.

- Falou a que mais vive em festa das cinco. – Ellen brinca.

- Vivo em festa porque faz parte do meu trabalho. – Se explica. – Meu Deus, Keyla, tira esse salto!

- Eu não. – Dá os ombros. – Não estou cansada.

- Você é louca. – Balanço a cabeça. A maioria de nós já está descalça. – Não aguentei ficar nem de bota, imagina nesse troço fino.

- Lica, você nunca aguentou salto. É questão de costume.

- Um costume que acaba com a coluna. Passo. – Olho para os lados. – Alguém viu a minha namorada por aí? – Pergunto.

- Amiga, ela estava indo lá fora. – Tina aponta. – Acho que está na kombi.

- Eu preciso ir lá. – Entrego meu copo no galpão. – Já volto.

Saio desviando todo mundo, buscando-a. Por mais que quisesse essa festa, eu teria ficado em casa com ela, se ela dissesse que não queria. Quando Samantha me falou o que aconteceu na cirurgia, eu tomei um banho de água fria. Eu realmente não estava esperando por isso. Estávamos tão confiantes que seria uma cirurgia simples e que tudo ficaria bem logo depois disso, que um contratempo desses foi uma voadora nas nossas costas. Minha vontade era de me esconder embaixo das cobertas.

Mas, Samantha subiu a sua muralha. E é exatamente isso o que me preocupa. Ela sentiu o impacto, cambaleou, mas não se deixou cair. Eu entendo seus motivos para querer sair, embora. Tia Marcela ficaria uma fera se soubesse que ficamos em casa. A encontro segurando uma garrafa, olhando para o chão. Seu rosto está pingando.

- Amor? – Samantha levanta a cabeça, sorrindo. – Hey!

- Hey... – Eu me aproximo, abraçando-a. – Vim tomar um pouco de ar. Estava suando muito lá dentro.

- Está bem quente mesmo. Acho que é porque tem muita gente. – Ela assente, deixando a garrafa no canto.

- Você está tão sexy com essa roupa. – Encosta na kombi, passando as mãos em minhas costas. – Você combina com couro e eu não queria fazer trocadilhos.

- Idiota. – Rio. – Você também está bem sexy. Suas pernas estão tirando minha concentração, devo confessar.

- Eu estou me sentindo sexy. – Ela dá um sorriso brincalhão e eu beijo sua boca rapidamente. – Acho que são as meias.

- Posso desenhar nas coxas também? – Sugiro, ouvindo sua risada. – Sério, não estou brincando. Eu quero tanto!

- Você pode fazer o que quiser. – Samantha puxa meu rosto, me beijando de verdade.

Sua boca tem um gosto forte de álcool. Ela me pega com um pouco mais de força. Sei que tem algo diferente em seus toques, mas deixo minha namorada fazer o que ela tem vontade. Samantha aperta minha perna e eu me afasto para poder respirar. Ela deixa minha boca para beijar meu pescoço. Ela começa desesperada, mordendo, chupando. Eu apenas fecho os olhos, segurando sua nuca pelo cabelo. Então, ela diminui a intensidade, subindo suas mãos de volta para a minha cintura, enquanto apoia a testa em meu ombro.

Posso escutá-la engolindo em seco. Isso liga meu alerta e eu seguro seu corpo.

- Eu estou com medo. – Sussurra.

- Ow, meu amor. – A abraço mais forte.

- Eu estou com tanto medo.

Seu soluço sai alto e meu coração acelera, apertado. É como se ela estivesse processando a informação que recebeu antes de sair de casa apenas agora. Eu posso sentir minha própria angústia crescendo em meu peito. Mas, eu preciso ficar forte para segurá-la. Ela precisa de mim e eu estarei aqui. Olho para o lado, encontrando Keyla. Minha amiga franze a testa e eu nego com a cabeça, em um movimento quase imperceptível. Ela me entende, embora. Keyla aponta para cima e eu também a entendo.

- Você quer subir? – Pergunto baixinho. Samantha nega. Eu sorrio triste para Key. – Quer ir embora?

- Não, eu... – Se afasta, esfregando o rosto. Sua maquiagem já era borrada. Agora está mil vezes mais. – Está tudo bem. Vamos dançar. Eu preciso de outra bebida.

- Amor. – A encaro. Ela morde o lábio. – Você não acha que já bebeu muito?

- Não. – Funga. – Você acha?

- Acho. – Arrumo seu cabelo. – Vamos comer, depois a gente dança mais, se você quiser. Daí depois você pega bebida. Pode ser assim?

- Pode. – Inclina a cabeça. Ela parece tão indefesa. – Não estou com fome.

- Mas, tem cada comida gostosa lá dentro. – Incentivo. – Uma sobremesa? Estão dizendo que a torta está deliciosa. É de morango com chocolate, você quer?

- Quero. – Seus olhos brilham. Eu entrelaço nossas mãos, puxando-a. – Você vai comer comigo?

- Eu nunca desperdiço morango, você sabe.

- Sei. – Ri. – Nossa, está muito quente aqui dentro.

- A gente pega um prato e sai outra vez. – Ela assente.

Nós esperamos alguns minutos na fila, abraçadas. Então, eu nos sirvo. A mesa tem umas 500 sobremesas diferentes. Nós ficamos até indecisas sobre o que colocar. Mas, no momento, eu só quero que a Samantha coma algo doce, não importa o que ela escolha. Minha namorada escolhe a torta mesmo. Ela sabe que eu amo torta de morango. Katharine é uma exagerada. E, se juntando com a Keyla, o estrago precisa ser grande mesmo, não surpreende. Passamos pela mesa dos nossos amigos e acenamos, voltando para fora.

- Está boa mesmo. – Diz, limpando o canto da boca. Eu a observo. – O quê?

- Nada. – Passo o dedo perto do seu lábio, ajudando-a. – Vai ficar tudo bem, Sam.

- Eu preciso acreditar nisso. – Desvia o olhar para o prato.

- Estamos juntas, ok? Vamos encarar tudo, juntas. Não vou sair do seu lado em nenhum momento. – Garanto.

- Nem eu. – Escuto uma voz atrás de mim. Benê senta com a gente. – Você não está sozinha.

- Eu sei. – Seus olhos ficam cristalinos e eu posso notar o esforço que ela está fazendo para não quebrar outra vez.

- Chore. Não há mal nenhum em chorar. – Eu digo. Ela nega com a cabeça rapidamente. – Samantha, se permita sentir agora. É a hora! Tudo bem ter medo, tudo bem demonstrar. Caia! A gente te segura, não se preocupa. Mas, você precisa cair pra se levantar mais forte.

- Não quero. – Limpa as lágrimas. – Eu não quero.

- Sam, a Lica tem razão. – Benê me apoia. – Sua mãe precisará de você firme. E você não estará firme se ficar guardando tudo.

- Eu estou bem! – Eu troco um olhar com minha amiga e ela nega.

- Somos nós. – Diz, conseguindo a atenção da Samantha para ela. – Te conhecemos. Não precisa fingir.

- Não quero perde-la. – Suspira. – Porra, com tanta gente ruim no mundo, por que isso tem que acontecer logo com a melhor pessoa que existe nele? Me digam!

- Não tem explicação, Sam. – Aperto seu joelho. – Você não irá perde-la. Aposto que ela dará uma rasteira nisso tudo. Tia Marcela é a personificação da força.

- Preferia que acontecesse comigo.

- É? Você sabe que, se fosse com você, ela sofreria mil vezes mais, não sabe? – Pergunto.

- Eu sei, mas... – Benê estira a mão, entrelaçando o dedo mindinho no dela. Samantha sorri de lado. – Eu odeio tudo isso.

- A gente também odeia. – A pianista volta a falar. – Mas, está acontecendo e precisamos encarar. De verdade.

- Ok... – Ela deixa as lágrimas escaparem livremente agora. – Não sei o que fazer. O que eu preciso fazer? Rezar?

- Te faz bem? Reza, então. – Eu beijo o ombro dela. – Benezinha, você fica com ela, enquanto eu trago água? Esqueci de pegar.

- Pode deixar, Lica.

- Só um minuto!

Levanto quase correndo. Entro no meio do povo, tentando passar. Está tocando uma música agitada e todos resolveram levantar. Jogo meu ombro para frente, empurrando-os.

- Merda! – Coloco a mão na boca, me afastando. – Eu sinto muito. Porra, me desculpa. – Olho para o rapaz fantasiado de batman, que eu acabei de dar um banho de cerveja. – Eu não te vi, perdão. Deixa eu te ajudar. – Pego um guardanapo no balcão e me aproximo. Ele segura meu punho. – Eu... – Levanto o rosto, encarando a máscara dele. Começo a ficar nervosa. – Desculpa, eu...

- Opa, tudo bom? – Guto põe um braço por cima do meu ombro. – Ela está acompanhada. – O batman me solta e sai, sem falar uma palavra.

- Obrigada. – Sussurro, esfregando meu punho.

- Ele te machucou?

- Não, eu esbarrei nele sem querer e quis ajudar, mas acho que ele ficou irritado.

- Cara estranho. – Resmunga. – Onde está a Samantha?

- Está com a Benê lá fora. – Eu peço uma água para o garçom. – Vamos comigo? Ela está precisando da gente.

- Eu imagino. – Suspira. – Vamos.

*

 

Para não perdemos o costume, o resto da festa somos todos nós, deitados nas almofadas do galpão do Roney. E, para mim, esse é meu momento favorito, porque é quando conversamos sobre coisas diversas e podemos dar boas risadas. Meu coração se aquece com todo amor que estão dando para Samantha. Ela deita a cabeça em meu peito e eu faço carinho em seu cabelo. Eu sei que ela está quase adormecendo, está exausta. Tanto que ela nem levanta quando vê Keyla chegando com o violão.

Enquanto Anderson desliga todo o equipamento de som, Juca já está tocando. As músicas vão fluindo facilmente, mesmo que estejam quase todos bêbados.

- Vou tocar a saideira. – Diz, arrancando um coro de “ahh”. – Escolham!

- Toca Bate a Poeira logo, vamos fechar meu aniversário com estilo! – K1 ri.

- Hino atemporal. – Fio brinca, abraçando a Clara. Eu ergo as sobrancelhas e ela dá um sorriso de lado. – Apoio.

Eu dou risada com eles cantando em ritmos diferentes. Nem sóbrios eles conseguem cantá-la bem. Toda vez que tocamos essa música, vira uma bagunça. Quando Juca termina, nós batemos palmas e todos começam a se levantar.

- Amiga, quer que eu chame um uber? Ou vocês querem dormir aqui? – Keyla sussurra, tentando não acordar Samantha. – Eu ajeito tudo.

- Não se preocupa, Key. Temos que voltar. O pai da Sam está lá no apartamento dela. – Conto. – Você chama o uber, por favor?

- Claro. – Levanta, buscando o celular.

Eu aperto a Samantha e ela apenas se aconchega em mim. Sorrio, mexendo no seu rosto. Ela abre os olhos, devagar, quase fechando outra vez.

- Vamos para casa. – Beijo a ponta do seu nariz.

- Já?

- Já, Sam. Está amanhecendo. – Ela vira a cabeça, procurando o pessoal. – Eles estão lá na frente, se despedindo.

- Vamos. – Eu a ajudo a levantar. Ela apoia o corpo no meu. – Hmm...

- Enjoada? – Samantha respira fundo, assentindo. – Quer ir no banheiro?

- Não. Só foi uma tontura por levantar, eu acho.

- O carro já está aqui perto, gente. – Keyla avisa. – Aqui a placa. – Mostra no aplicativo. – Está tudo bem?

- Sim. Obrigada, Key. – Tento abraça-la, sem soltar a Samantha. Minha amiga fala com ela também.

- Quando chegarem, me avisem. – Pede.

Na calçada, nos despedimos dos outros. K1 nos agradece, pelo trigésima vez, por termos vindo. Samantha, mesmo sonolenta, ainda consegue brincar com ela. MB está quase caindo da cadeira. Olho para a rua, procurando nosso carro e me assusto quando vejo o rapaz que eu esbarrei encostado em um poste. Ele levanta uma mão acenando. Eu franzo a testa, desviando o olhar. Que homem louco! O uber estaciona mesmo na nossa frente. Não demora mais de dois minutos para que Samantha volte a dormir em meu colo.

Desço com ela na frente do seu prédio. O porteiro me pergunta se eu preciso de ajuda, abrindo a porta para nós. Minhas mãos estão ocupadas. Ele nos acompanha até o elevador e eu peço para que ele suba. Indico o local onde eu guardei a chave do apartamento em minha bolsa e agradeço quando ele abre. Continuo carregando-a até a cama. Samantha resmunga.

- Quer tomar um banho? – Ela choraminga em resposta e eu sorrio. – Rapidinho, vai.

- Ah, não, por favor. Eu tomo depois.

- Você nem vai sentir, Samantha. – Ajudo-a a tirar a roupa.

- Vamos transar? Eu quero tanto transar com você assim, vestida desse jeito. – Cambaleia. – Ou tirar sua fantasia para transarmos.

- Eu prometo que alugo essa fantasia outra vez só para matar sua vontade. – Digo, me agachando para tirar suas meias. – E você aluga essa. – O desejo existe e ele é grande, mas sei que não temos condições de transarmos agora. – Vem!

- Vamos transar no chuveiro?

- Vamos tomar banho, Sam. – Tiro minha roupa rapidamente, entrando com ela embaixo da água fria. Samantha reclama e eu a abraço. – Rapidinho, rapidinho.

- Por que você não quer transar comigo? Você disse que eu tava sexy!

- Mas, nós iremos transar. Cheirosinhas.

- Como se você se importasse com isso.

- Não me importo, mas é bom. – Desligo o chuveiro. – Vem.

Samantha veste o pijama que eu tirei para ela, ainda insistindo. Termino de tirar toda maquiagem do seu rosto. Ela suspira, deitando.

- Eu vou buscar água. Me espera.

Pego uma garrafa de água na cozinha, porque eu sei que ela irá precisar de bastante durante a madrugada ou quando acordar. Aproveito e pego logo um remédio para dor de cabeça. Quando volto para o quarto, Samantha já está enrolada nos lençóis, em seu décimo sono. Deito ao lado dela, puxando sua cintura. Ela se encaixa em mim, automaticamente.

*

 

Até consigo cochilar um pouco. Mas, acordo super cedo. Devo ter apagado por, no mínimo, três horas. Saio da cama, indo preparar café. Enquanto espero a água esquentar, mando uma mensagem para minha mãe, explicando tudo sobre ontem. Ela havia me pedido para dar notícias e eu acabei esquecendo. Dona Marta fica em choque, para variar.

- Já está em pé? – Ouço atrás de mim.

- Oi, tio! Perdi o sono. – Não é uma mentira. – Senta aqui, estou fazendo café. Vou preparar uns omeletes, ok?

- Obrigado, querida. Como foi a festa? Tiraram muitas fotos?

- Foi ótima. – Sorrio fraco. – Tiramos sim, como prometemos. – Ele assente. – E o senhor? Dormiu bem?

- Graças ao remédio. Muito obrigado. Ainda estou meio sonolento.

- Pelo menos acalmou um pouco, né? – Começo a cozinhar. – Relaxou mais.

- Sim. – Se espreguiça. – Minha filha ainda está dormindo?

- Está. Samantha só irá acordar mais tarde.

- Bebeu muito?

- Tentou se distrair. – Tento justificar.

- Eu iriei agora para o hospital. Preciso pegar o primeiro horário de visita. Você vai depois do almoço com ela, ok? É UTI, não pode entrar mais de duas pessoas.

- Se o senhor quiser, eu espero vocês.

- Não, vamos intercalar. Nem pode demorar muito. – Suspira. – Espero encontrar o Dr. Gabriel por lá.

- Com certeza ele irá aparecer. – Garanto.

Nós dois tomamos café da manhã em um silêncio estranho. Não desconfortável, mas o clima não é dos melhores. Meu sogro me agradece pela comida e logo vai embora. Eu volto para o quarto e encontro Samantha na mesma posição. Puxo o quadro que escondi ontem debaixo da cama e vou para a sala, finalizá-lo, enquanto ela dorme. Não estou com cabeça para trabalhar. Eu deveria estar revisando alguns assuntos e adiantando uns exercícios, mas não conseguiria.

As horas passam e eu nem percebo. Só sei que já faz muito tempo desde que sentei, quando vejo minha namorada esfregar os olhos, vindo na minha direção.

- Espera, espera! – Digo, parando-a.

- O quê? – Sua voz sai rouca.

- Bom dia. – Dou um selinho nela, deixando-a confusa.

- Bom dia. O que é isso?

- Eu terminei agora e... – Mordo o lábio, virando o desenho. – Acho que foi o quadro mais lindo que eu já pintei nessa vida.

- Lica, eu... – Samantha se aproxima, com a boca meio aberta. – Wow...

- Você gostou? – Pergunto, ansiosa.

- Nossa! – Ela passa a mão na testa. – Ficou perfeito. Digo, é meio estranho me ver assim, mas... – Ri. – Wow. – Repete.

- Eu ia te dar, mas eu sei que não é um quadro muito bom para pendurar na parede, já que você está nua. – Brinco. – Bem, é um presente, sim. Mas, eu quero te pedir para eu colocar na parede do meu ateliê.

- Tem certeza? – Sorri.

- Claro que tenho! Um mulherão desse para me inspirar sempre.

- Boba. – Me abraça. – Ficou lindo demais, meu amor. Obrigada!

- Você está bem? Ressacada?

- Um pouco. Não lembro de muita coisa, mas estou bem.

- Ia te chamar para tomar um café, só que já está quase na hora do almoço. – Beijo sua testa. – Seu pai já saiu.

- Ele me ligou. – Conta. – Acordei com o celular tocando. Mandou eu separar as fotos, que a primeira coisa que minha mãe perguntou quando ele colocou os pés lá foi se eu tinha ido para a festa.

- Eu acredito. – Rio. – Ellen já me mandou várias. A gente mostra quando for.

- Ok. – Nós vamos para a cozinha. – Ela não soube da cirurgia. Acha que tiraram tudo e pronto, como seria.

- É melhor, não é? Deixa ela se recuperar.

- É, acho que sim! – Suspira. – Você fez o almoço?

- Tudo o que se tem direito.

- Não estou com muita fome. – Lamenta. – Estou meio enjoada.

- Por isso eu fiz uma salada bem levinha, do jeito que você gosta. – Abro a geladeira, mas ela me puxa de volta. – O que foi?

- Eu te amo, sabia? – Encosta a testa na minha. – Obrigada por cuidar de mim.

- Vou cuidar de você sempre. – Prometo.

- E eu de você. – Alisa meu rosto. – Você é tão bonita!

- Para. – Sorrio, sentindo minha bochecha esquentar.

- Queria pintar tão bem quanto você pra tentar colocar no papel, pelo menos um pouco, da tua beleza.

- Samantha. – A empurro. – Está me deixando sem graça.

- Mas, te sentir assim, pertinho, sentir teu cheiro, teu gosto... – Morde meu lábio, sem malicia nenhuma. – Me dá vontade de escrever quinhentas músicas, sem parar. Eu tenho certeza que eu posso concorrer ao grammy latino com alguma música feita para você.

- Era pra eu estar te paparicando e não o contrário.

- Podemos ser um casal fofo ao mesmo tempo.

- Podemos. – Aceito. – Posso me acostumar.

- Deve. – Me encara.

- Tudo bem. – A aperto. – Vamos comer e visitar sua mãe. Estamos juntas nessa.

- Em todas. – Me corrige. – Estaremos juntas em todas.

 

 


Notas Finais


Tudo bem, pessoal? ;)))

Não sumam! Digam o que estão achando...

Até o próximo capítulo! Beijo!!

Twitter: Linscrevi


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