História Resiliência - Capítulo 17


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Notas finais

Capítulo 17 - Acredite



-- Você gosta dela, Luana? - Perguntou dirigindo. -- Dessa Maisa?

 

-- Gosto, vovó. - Sorrir. -- Ela joga muito futebol.

 

-- E você gosta dela por que ela sabe jogar futebol? - Rir. 

 

-- A mamãe nunca mais jogou comigo. - Disse triste. -- Ela só vive trabalhando. 

 

-- Heloisa não te leva mais no parque como fazia? 

 

-- Nunca mais levou. - Baixou a cabeça. -- Ela é muito ocupada. 

 

-- É, as vezes é complicado. - Tenta confortar. -- Eu posso brincar com você. Claro, se cê quiser. 

 

-- Vovó, a senhora odeia futebol. - Riram. -- Tudo bem. Será que minha mãe deixa eu brincar com a tia Maisa? 

 

         -- Num sei, meu amor. Talvez sim. 

 

-- Acho que a mamãe não gostou muito dela.

 

-- Por que você acha isso, Lua?  - Bianca indagou. -- Ela que te contou?

 


-- Eu percebi na praia, vovó. - Balançou a cabeça. -- Ela não gosta da tia Maisa. 

 


-- Você ta bem espertinha, hein. - Brincou. -- Já está até bancando a detetive 

 


-- Eu vejo as coisas, vó. - A olhou. -- Vocês acha que não. Mas eu vejo sim.

 


-- Eu imagino. - Não quis estender o assunto pra neta não se chatear mais.

 

                              ★

 


  Samantha estava deitada no sofá quando ouviu as chaves na porta.  Heloisa entrou e nada falou. Foi até a cozinha. Passou alguns minutos e fez um barulhão. Samantha correu pra ver o que tinha acontecido. 

 

-- O que foi isso?  - Chegou perto. Heloisa tinha derrubado uma garrafa de vidro com água. -- Você se machucou? 

 

-- Não! - Se afastou. -- Eu tô bem. Pode ir! Eu resolvo aqui. 

 

-- Eu te ajudo, Lica. - Tentou se aproximar. -- Não tem problema.

 

-- Samantha, pode  voltar a dormir. - Lavou o corte do dedo e sentiu o ardor. -- Caralho!

 

-- Quê? - Pegou sua mão. -- Você se cortou!

 

                    -- Não foi nada. 

 

-- Eu sei. Foi superficial. - Afirmou. -- Você precisa só estancar o sangue. 

 


-- Eu sei Samantha! - Falou ríspida. -- Não precisa tentar me ensinar. 

 

-- Calma. - Sentiu o cheiro forte de vodka. -- Você bebeu, Lica?

 

-- Não enche, Samantha. - Caminhou até a sala. -- Não fala nada!

 


-- Por que, Lica? - A Seguiu. -- Onde você tava?

 


-- Não é da sua conta! - Sentou no antebraço do sofá. -- Caralho! 

 

-- Não grita... - Pediu. -- Porque você grita tanto? Onde você tava Heloisa? 

 

-- O que você quer saber, Samantha? Vai, fala. - Se aproximou. -- Se eu bebi? Bebi mesmo. E muito por sinal!

 

              -- Você dirigiu assim? 

 

-- Mateus me trouxe. Não que isso seja da sua conta, lógico. 

 

-- Claro que é da minha conta. - Disse. -- Você chega nesse estado em casa e não quer que eu me preocupe?

 

-- Você quer converse? - Ergueu a sobrancelha. -- Então vamos! Sentar aí. - Indicou poltrona.

 

-- Não tem condições de conversamos agora. - Samantha se manteve em pé. -- Você está bebada e cheirando álcool puro.

 

              -- Você nunca reclamou. 

 

-- Você ta ficando louca? - Riu em total  descrença. -- Olha os absurdos que você esta me falando! Logo pra mim, que sofri horrores em relação a isso.

 

-- Me fala... - Pensou um pouco. -- Como foi beijar aquela garota? - Enrolou as palavras. 

 

-- Heloisa... Para! Eu já disse milhões de vezes que não teve nada.

 

-- E o sexo? - Fingiu não ouvir. -- Vocês transaram na viagem? Como foi?

 

-- Lica... - Sussurrou. -- Para de falar assim. 

 

-- Ah é? - Alisou seu braço. -- Por que eu deveria acreditar em você? 

 

-- Porque é a verdade, Lica! - Suplicou. -- Acredita em mim, amor. Eu nunca faria uma coisa dessas. Principalmente com você! Caralho! O que  eu preciso fazer pra acreditar em mim?

 


-- Tire a roupa.

 

-- Quê? - Perguntou confusa. -- Como assim? 

 

-- Tire a droga dessa roupa, Samantha! - Se exaltou. -- Agora! 

 


-- Eu não vou fazer isso! - Avisa se afastando. Heloisa segurou seus braços. -- Me solte, Lica!

 

-- Por que? Vai correr pra mamãe como sempre fez? - Falou com desdém. 

 


-- Por favor, Lica... - A olhou nos olhos. Sabia que aquela não era sua esposa. -- Você ta me machucando. Me solta...

 

Como se tivesse sido despertada de um transe, Heloisa largou seus braços e se afastou bruscamente. Nunca machucou Samantha. Não seria agora que machucaria. 

 

Samantha sabia que Lica nunca a tocaria sem sua permissão, ou muito menos, a agrediria. Heloisa parecia esta no automático. Samantha sabia que não adiantaria nada falar com ela nesse estado. 

 

-- Samantha, eu... - Gaguejou. -- Eu...n...

 

-- Vai tomar banho, Heloisa. - Falou sem olha-lá. -- Vai tomar um banho... - Um soluço escapou de seus lábios. -- Sai da minha frente, Lica! 

 

-- Desculpa, eu...eu não queria...Eu não queria te machucar! - Lágrimas desciam descontroladas. -- Me perdoa...

 

-- Você não machucou. - Garantiu. -- Você me assustou... - Sussurrou. -- Me deixa sozinha. 

 

-- Desculpa... - Limpou o rosto. -- Eu não queria. Desculpa.

 

Heloisa entrou debaixo do chuveiro e chorou. Chorava e tremia. Sentou no piso gelado e abraçou os próprios joelhos. Não conseguiu precisar por quanto tempo ficou naquela posição. Só levantou quando não sentia mais o próprio corpo. Era isso que ela queria. Fugir do próprio corpo.


 
                                            ★

 

No dia seguinte, Samantha acordou mais cedo. Limpou a cozinha e fez um café da manhã reforçado pra Heloisa. Decidiu que não passaria o dia com ela naquela casa. As duas precisava de um tempo e foi isso que fez. Ligou para Hugo, e marcaram um encontro na casa dele. 

 

       Tome café! Está forte. O remédio ta do seu lado, no criado mudo. Volto depois. - Samantha

 

                              ★

 

-- Nossa! Wow! - Hugo exclamou assim que deu de cara com sua amiga. -- Você ta parecendo um zumbi. 

 

-- Vai tripudiar mesmo? - Perguntou com a voz rouca pelo choro preso. -- Já não está ruim o bastante?

 

-- Oh, meu bem. Vem cá! - Puxou-a para um  abraço apertado. Samantha tremia em seus braços. -- Vai ficar tudo vem.

 

-- Eu não tenho mais tanta certeza, Hugo... - A voz saiu abafada contra o peito do rapaz. -- Por que tem que ser tudo tão difícil! - Era uma mais uma constatação do que uma indagação. 

 

-- Eu não sei, Sam. - Acariciava seus cabelos. -- Eu realmente não sei...

 

-- Eu a amo demais! caralho... - Sussurrou. -- Eu amo aquela, idiota. 

 

          -- Por que vocês não conversam? 

 

-- Você não a conhece? - Falou enquanto sentava no sofá. -- Ela é teimosa. Sempre foi...

 

               -- E ciumenta, né! 

 

-- Aquele dia, ela teve motivos. - A defendeu. -- Aquela louca tentou me beijar na maior cara de pau.

 

 -- E ela partiu pra cima dela. - Disse. -- Precisou de três seguranças pra tirar a Lica de cima da mulher. - Riram da lembrança. -- Agora parece ser diferente, amiga. 

 

-- Agora tudo é diferente. Tudo é motivo pra uma briga entre nós!


 
-- Vocês eram tão felizes. - Afirmou. -- Dava inveja em muito casalzinho por aí. 

 

-- Quando eu lembro disso, parece que aconteceu em outra vida. - Suspirou. -- Ela não vê que eu a amo demais? 

 

-- Você também não ver que ela te ama demais. - Ela fez uma expressão de dor teatral. Hugo sorriu. -- Ok! O que esta pensando em fazer?

 

                 -- Eu tô tão perdida...

 

-- Vocês não podem continuar assim. Não é saudável. 

 

-- Não é! Ela chegou bêbada ontem. - Contou. -- Foi agressiva. Me assustou...

 

-- Ela te bateu? - Perguntou assustado. 

 

-- Não! Eu não a reconheci... - Sussurrou. -- Como aqueles dias... Parecia uma repetição! Eu tive medo. - Chorou baixinho. -- Os olhos dela transbordava medo. Não era minha Lica ali...

 

-- Vocês precisam se resolver logo. Separar ou se a certar. - Falou de forma fria. -- Meios termos não dá. 

 

-- Não quero me afastar dela. - Encolheu os ombros. -- Não queria me separar...

 

-- Se for preciso, é isso que vai acontecer. - Segurou suas mãos. -- Eu vou esta aqui com você!

 

-- Eu te amo! - Sorriu. -- Eu tenho sorte de ter você e Guto na minha vida.

 

-- Eu sei. - Ri convencido. -- Café?

 

                 -- Estou sem fome...

 

-- Samantha Lambertini! - Advertiu. -- Vamos para mesa agora! 

 

-- Ta bom, pai! - Revira os olhos. Seu celular vibra. -- Ahh, não...

 

-- Que foi, Sam? - Se aproximou. -- É a Lica?

 

-- Não. - Sorri sem graça. -- Ela nunca deu o braço a torcer. - Sentou a mesa. -- É  Minha mãe.

 

-- Pela sua cara não deve ser coisa muito boa. 

 

-- Ela mandou eu ir lá na casa dela sem falta. - Pensou. -- Ela parecia séria no telefone. 

 

            -- Então não vai almoçar aqui? 

 

-- Não. Ela disse que tinha que ir antes do almoço. Ela falou que era um assunto sério.

 

-- Bianca e assunto sério na mesma frase? Duvido. - Sorriram. - Deve ser sobre seu problema em casa.

 

-- Provavelmente...Ela disse que Heloisa vai esta la também. 

 

-- Você ta com uma cara. - Analisa a mulher. -- O que foi?

 

                  -- Eu tô com medo...


Notas Finais


Peço que dêem um desconto pra, Lica!
E agora... Preparem os lencinhos ou não rs


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