História Rivals of love - Capítulo 1


Escrita por: e Joceliyn

Postado
Categorias Seventeen, Stray Kids, X1
Personagens Cho Seungyoun, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Jeon Wonwoo, Lee Felix, Lee Hangyul, Personagens Originais, Yang Jeong-in
Tags Felixxyou
Visualizações 19
Palavras 4.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Resolvemos fazer uma fanfic do Lix hehehe.
Então espero que gostem!
Nós desculpem qualquer erro.
E eu não sei mas o que dizer aqui!

Capítulo 1 - 001


Fanfic / Fanfiction Rivals of love - Capítulo 1 - 001

flashback

tudo deu inicio naquela tarde de inverno com meu pai entrando pela cozinha nos dando a grande notícia que iríamos nos mudar para Coreia do Sul, por motivo da empresa. Mamãe? Correu a casa inteira atrás do velho por ter decidido algo sozinho, se tem coisa que ela mas odiava além de ver meu quarto bagunçado, era decide as coisas sem primeiro pergunta-la. Mas no final de tudo ela aceitou, já que não havia como voltar atrás.

– Se eu lhe pegar fazendo decisões sem antes me perdir opinião! Eu vou quebrar sua cara.– Mamãe gritava na cozinha, enquanto papai estava de cabeça baixa.

– Desculpa amor!

– Sem desculpa! Pelo amor de Deus.- A velha apontou o dedo indacor para o marido que usou o prato para se proteger.– Isso não vai resolver mas nada! Por Deus!- A velha revirou os olhos  respirando fundo.– Filha pode me ajudar com o jantar?

– Claro mamãe.- Levantou a garota, segurando a risada.– Papai o prato não vai te proteger.- A menor brincou vendo seu pai bufar.

[...]

– S/N...?- Mamãe entrou no quarto com um largo sorriso nos lábios.– Querida, Seungyoun está lá em baixo.

– Peça para ele subir... Por favor.– Respondi sem manter contato visual com a velha. A porta foi fechada e os passos da mulher foram se distanciando, ajoelhei ao lado da cama pegando uma caixinha de primeiros socorros, escondida entre os panos. Quem diria que socar o rosto daquela garota me traria tanto prejuízo.– Droga...– Resmunguei tirando a faixa do meu punho. Mostrando alguns arranhões e marcas roxas, principalmente o sangue já seco pelos cantos.

– Gatinha masoquista?– A voz de Seungyeon soou pela sala, fazendo-me assustar e sobresaltar batendo a cabeça na mesa.– O que faz escondida aí?

– Caramba Seungyeon! Que susto.– Levantei puxando as mangas do casaco.– Nada, só estava checando se tinha algo amas para guarda.- Menti.

– Você realmente, não consegue esconder nada de mim.– Lentamente caminhou em minha direção, olhando as feridas.– Não cansa de procurar confusão em?

– O que eu podia fazer? Ela me provocou, além do mas você me conhece...- Sentei na ponta da cama terminando de dobra as roupas na mala.– Sempre dou o troco de alguma forma, seja ela na briga ou algum desafio.

– Posso saber o motivo dessas malas e caixas no seu quarto? Não vejo mas as coisas nos outros cômodos.- Seungyoun olhou em volta tirando o casaco que usava.

– Lembra que eu comentei com você, da notícia que meu pai iria dar?- Concordou.– Então é sobre isso.- Soltei uma risada baixa.– Vou me mudar para Coreia do Sul.

– Isso é sério?

– Você prestou atenção no que conversamos Seungyoun?- Neguei incrédula, ouvindo a risada alta do moreno.– Idiota!- Arremessei meu travesseiro em seu rosto.

– Hm... Não fale assim do seu bebê.- Seungyoun, levantou me jogando na cama, dando uma sequência de beijos por todo meu rosto.

– Não adianta dar beijinhos, isso não vai resolver, o quanto eu quero te dar um soco por rir da minha cara.- Virei os rosto tentando manter meu posto de garota seria, mas era algo difícil já que Seungyoun conseguia tirar mínimos sorrisos de mim até mesmo dormindo.

Peguei o celular acima do criado mundo, iniciando uma vídeo chamada para minha melhor amiga. Hwang Ana e eu tínhamos uma diferença de idade, o mês. A mesma possuía 19 anos de idade na cara, mas nem por isso se dizia ser dona de casa, já que mal conseguia cuidar de si própria.


Ligação (Vídeo)...

– Amém! Achei que tinha ficado preso no vaso sanitário.- Ana sorriu de forma debochada.– Oi Seungyoun!

– Oi Dongsaeng!- Seungyoun acenou dando um daqueles sorrisinhos sapeca.

– Me poupe de suas idiotices Ana.- Revirei os olhos ouvindo sua risada no fundo.– Como estão indo as coisas por aí?

– Não estão nada bem...- Deixou o celular em cima da mesa correndo para os fundos.

– Aconteceu algo de errado?

– Estou com problemas dentro de casa.– Ana puxou a cadeira sentando, fixou o olhar em algum canto da cozinha, bagunçando os cabelos soltando um ar de frustada.– Omma e Appa divorciaram... E o motivo foi as bebedeiras daquele velho escroto, eu já não gostava dele... Se não fosse pelo Hyunjin, com certeza nossa Omma estaria no hospital em coma.

– Mas ela está bem?- Perguntou Seungyoun deitando em cima de mim.

– Uhrum... Ela está na casa da minha tia, eu fiquei aqui cuidando das coisas, o que está sendo dificilmente, você sabe...

– Eu mal sei cuidar de mim, quanto mas de uma casa.- Ri.– Eu conheço você garota.

– Oi burguesa.- Hyunjin apareceu atrás da Ana sorrindo.– Sentiu saudades?

– Hm? De ti eu quero distância meu caro Hwang.- Sorri.– Brincadeira.

– Ah... Meu coração está doendo tanto agora.- Fez careta.– Viu o que fez?

– Por favor Hyunjin, sem drama!- Ana encarou o irmão que logo ficou sério.– Obrigado.

– Você as vezes me assusta... Nem parece ser minha irmã.- Hyunjin pegou um banana da fruteira rindo.

– VAZA DAQUI SEU TARADO!- Ana gritou jogando algo em sua direção.– Voltando... Quando vai vim para cá?

– Vou embarca amanhã, hoje vou sair com Seungyoun.- Olhei para o mas velho, que dormia tranquilo abraçado a minha cintura.

– Vão matar a saudade um do outro hm?- Sorriu maliciosa.

– E você deveria acabar com esse bendito fogo, não acha?- Sorri.

– Calma, o Wonwoo ainda não chegou.- Umideceu os lábios sorrindo.– Ele...

Wonwoo era seu amigo, mas viviam naquela base de "amizade colorida" ela a fofa e ele o bad boy metido a garoto gostoso.

– Não! Por favor eu já entendi quando você fez aquilo.- Apontei para minha boca.– As vezes você não tem um fogo, mas sim um incêndio.

– Vocês garotas...- Hyunjin parou atrás de Ana, mas dessa vez parecia ocupado com algo.– Sou só eu, ou vocês duas falam a base de código.

– Vai por mim.- Seungyoun levantou o rosto, fazendo careta.– Você não vai querer entender...


[...]

– Não tem previsto para voltar?– Neguei.– Vou sentir falta de ti tampinha.

– Para de me apelidar com nomes desnecessários!– Bati em seu braço rindo.– Mas... Quando vai pra Coréia?– 

– Não sei... Meus pais ainda não decidiram... E eu tenho um jogo amanhã.– Deitou no gramado fazendo bico.– Você vai se dar bem por lá.

– Vou? Seungyoun! Eu mal falo português bem, quanto mas coreano.– Observei o moreno contorce e levantar.

–Do que você está reclamando? Português não é muito o meu forte, mas compreendo já coreano, eu sei! Então estamos kits.– Deu de ombros.

– Grande ajude essa!- Cai no gramado choramingando.– Não vai ser as mesmas coisas sem você lá.

– Veja pelo lado bom, Ana vai está lá.- Seungyoun deitou do meu lado beijando minha bochecha.– Vou te ligar todos os dias possíveis.

– Mas você não vai está lá me irritando como aqui.– Puxei o moreno pelo colarinho já irritada.

– Eu amo esse seu lado.– Sorriu segurando meu queixo, acabando com o pouco espaço que tínhamos com um beijo necessitado. Eu iria sentir falta daqueles lábios, daquele sorriso, dos seus gritos quando caia de algum lugar, ainda mas quando perdia a paciência comigo em algo, mas o mínimo que eu podia fazer agora era aproveitar todo esse carinho que Seungyoun me dava.


Flashback Off

 ~POV - Narrador

Mesmo que no começo S/N esteve animada para a tal mudança, no atual momento ela estava frustrada, já na nova moradia, do outro lado do mundo, a ficha caiu, ela tinha deixado várias coisas pra trás, que, agora, seriam um pouco difíceis de conseguir novamente, e ela sabia também que teria problemas na escola nova, pois as regras da tal são diferentes de sua escola antiga no Brasil.

Ainda sim com muitas coisas em sua mente, decidiu que o melhor a se fazer é seguir e encarar a nova realidade; sem seus amigos, sem confusões e sem Seungyeun.

Ela já estava matriculada em sua nova escola e só restava esperar pela segunda-feira, isso deixava-a nervosa, na verdade, tudo o que estava acontecendo deixava ela nervosa, tanto, que saiu de casa para esfriar um pouco a cabeça, ela já conhecia um pouco do lugar onde estava morando e tinha plena consciência do caminho de volta para a casa e até mesmo alguns atalhos.

Depois de algum tempo de caminhada, decidiu que seria a hora de voltar pra casa, não havia avisado sua mãe e sabia que se chegasse muito tarde, levaria uma baita bronca.

Pegou um atalho que levava direto pra o seu bairro, era o mais rápido que havia descobrido até o momento, então, começou o seu caminho.

Em meio a tantas paredes e caminhos diferentes, S/N acabou escutando alguns gritos abafados e risadas, ela realmente não queria se importar com aquilo, não era de sua conta, porém, era inevitável não se sentir uma pessoa ruim por não dar importância aquilo, sua consciência ficaria pesada. Mudando sua rota e um pouco relutante, ela seguiu até onde os gritos se encontravam.

Não era uma cena boa de se ver, e S/N estava inconformada com aquilo, três garotos surrando um garoto apenas, o mesmo se encontrava no chão, todo encolhido, com vários machucados pelo rosto, o sangue de qualquer um ferveria com aquela cena, e o de S/N estava fervendo a tempos.

– Ya! O que pensam que estão fazendo?– Falou sem pensar duas vezes, percebendo o mini erro que havia cometido, ela não estava afim de machucar suas mãos que ainda não estavam curadas, mas, se fosse preciso, não teria jeito, estava disposta.

Por outro lado, os três garotos voltaram sua atenção diante de S/N e pararam por um momento de xingar o garoto no chão.

– Não é da sua conta gracinha, acho melhor pegar seu caminho e ir embora, antes que acabe do mesmo jeito que ele. – Um dos garotos disse e fez menção para que os outros dois dessem risada do que ele estava dizendo.

– Sabe... Eu não tô afim não. Por que você e seus cachorrinhos não fazem isso hm? Não acha melhor? – S/N retrucou e recebeu um olhar de ódio vindo dos três indivíduos, mas, não se abateu.– Vocês me cansam sabia? Vão procurar alguma coisa melhor para fazer e deixem o garoto em paz. – A garota disse chegando perto do rapaz estirado no chão, tentando o levantar, mas foi empedida, um dos marmanjos acabara de empurrar seu ombro, fazendo-a cair sentada, deixando resmugos sair de sua boca.

– Você pensa que é quem pra falar assim hm? Que audácia. – O garoto que parecia ser líder da gangue disse, logo em seguida acertando um chute na lateral do corpo de S/N, fazendo a mesma se retorcer de dor.

Mas, em um ato rápido, a garota passou uma rasteira no marmanjo, fazendo-o cair no chão logo em tão, deu uma sequência de socos em seu rosto, enquanto os outros dois caras tentavam tirar ela de cima do líder, que também foram empedidos por ela que saiu de cima do cara e acertou um chute no queixo em um dos garotos, fazendo cambalear e cair, alcançando o segundo garoto com uma joelhada em seu estômago.

S/N cuspiu um pouco de sangue e encarou os três garotos no chão, sorrindo satisfeita, a lateral do seu corpo doía, assim como o canto de sua boca e também sua testa, sem contar os punhos que agora possuíam novos cortes, devidos aos socos.

Correu os olhos por aquele beco a procura do rapaz, que, por sinal, estava encostado na parede com a mão no abdômen, seu estado era um pouco mais crítico do que o de S/N, ele estava mais machucado que ela.

– Se encosta mas uma vez nele, eu juro...– Puxei o líder do grupo, pelo casaco jogando contra parede.– Eu não vou ter pena de socar vocês novamente!– Ameaçou S/N, soltando o mesmo no chão.– SUMAM DAQUI!- Esbravejou a menor assustando os três, que com dificuldade saíram do beco.– Aqui seu óculos.– Estendeu para o loiro que, pegou assustado.– Posso saber o motivo... Por eles te bater?

– Por que, quer saber?- Disse o garoto tomando o óculos das mãos de S/N, ajeitando em seu rosto.

– Olha! O mínimo que você deveria fazer é me agradecer caso contrário iria continua aqui no chão sendo espancado por três garotos idiotas!– Rebateu a menor, sem paciência alguma.

– Desculpa... Eu não tenho muitas amizades, posso dizer que só falo com garotas quando estou fazendo meus trabalhos.– O loiro a observou ainda do chão.

– Eu também sou assim, os únicos amigos verdadeiros que tenho, é Seungyoun que agora está no Brasil e minha melhor amiga e seu irmão, que moram aqui.– A garota ajoelhou do lado do loiro tirando três ban-aind do seu bolso.– Isso não vai ajudar muito, mas vai melhorar até chegar em sua casa.

– É... Obrigada.– O loiro sorriu agora calmo para S/N.– Eles me bateram por que eu não fiz os exercícios.

– Uh?- A garota fitou o maior, que agora encarava suas próprias mãos.

– Eu apanhei por que não fiz os exercícios deles, então o que eu recebi foi isso.– Jogou as mãos para alto sorrindo sem mostrar os dentes.

– Por que não conta para seus pais?– A garota levantou ainda mas contrariada.

– Eu escondo deles, é errado mas o que eu devo dizer? "Boa noite Omma, eu apanhei de três garotos por não ter feitos os seus exercícios.– O garoto agora mantinha-se de pé, limpando o casaco e a camisa com algumas manchas de sangue.– Obrigado por tudo, mas agora eu devo ir.

– Não há de quê, eu só ajudei por que odeio covardia vindo de garotos imaturos.– Respondeu a menor de forma fria.

– Nos vemos por aí...- Deu as costas para garota e antes mesmo sumir pelos enormes corredores, parou sorrindo.– Meu nome é Lee Felix.


[...]

S/N olhou para céu vendo as nuvens escurecerem de forma calma, anunciando que estava próximo a chover, sua casa ainda estava um pouco longe, mas seus pensamentos também estavam cujo esse que agora se encontrava no Brasil, a menor se perguntava como ele estava a esta hora, deixando um sorriso abobado nascer em seus lábios. Mas logo se desmacharam ao ouvir o som vindo do seu aparelho, era sua mãe. Sem demora atendeu esperando pelos gritos da velha.

– S/N, posso saber onde está ??

– Oi mamãe, eu saí um pouco, estava me sentida presa em casa.

– Isso é normal meu anjo, já está voltando?

– Sim mamãe, prometo não demorar.

– Certo, aliás Seungyoun ligou perguntando por você.

– O Cho ligou? Espera, por que ele não ligou para mim?!

– Lembra que você trocou de número?

– Custava a senhora dizer a ele?

– Eu estava ocupada S/N! Por favor em...

– Ah... Tudo bem, tenho que desligar, está com cara de quem vai chover e eu não estou nem um pouco afim de ficar sem celular.

– Okay, não demore.

S/N desligou a chamada sentindo os respingos caírem sobre sua face, colocou o celular no cós da calça que usava buscando o capuz para se proteger mesmo sabendo que tão pouco ajudaria. Contou até três e começou a correr pelos corredores, as vezes esbarrava com sujeitos desconhecido, mas não á impedia de volta a correr. A garota ao ver que finalmente saiu do corredor, parou no meio da rua olhando para os dois lado, soltando um longo suspiro, sua casa estava um pouco longe e se continuasse a correr as coisas iriam piorar, decidiu então ficar de baixo de uma das árvores, afim de se proteger da chuva.

– Oi...– Uma garota de olhos puxados e cabelo amarrado em um rabo de cavalo, estendeu o guarda-chuva em minha direção.

– O-Ola...– S/N olhava assustado para garota, pós mesma falava português perfeitamente.

– Peço desculpa se te assustei...

– Não é isso... V-Você fala português numa tranquilidade, mas...

– Bom, eu morei cerca de três anos no Brasil, então sou bastante fluente.– Respondeu a menor de forma calma.– Perdoe minha informalidade, meu nome é Song Mahiro.

– Me chamo S/N...– Mahiro percebeu que em volta e meia, S/N olhava ao logo da rua deserta.– Aconteceu algo?

– Não, só preciso voltar para casa.– Balançou as mãos que ardiam devido o contato da água.

– Eu te acompanho... Mas precisamos correr, essa chuva só vai piorar.- Mahiro fechou o guarda-chuva, jogando o capuz na cabeça e ambas começaram a correr.


[...]

– Chegamos!

– Pelo o que vejo, seremos vizinhas.– Mahiro apontou para próxima casa.– Ali está ela!

– Bom, ao menos não vou me sentir sozinha aqui.- S/N balançou os ombros sorrindo.– Preciso entrar, espero te ver mas vezes.

A menor despediu da garota e logo tratou de entrar retirando o tênis, caso contrário levaria uma boa bronca da mãe— assim que fechou a porta o aroma delicioso pairou pela sala, atraindo a garota para cozinha, encontrando sua mãe no pé do fogão, enquanto falava com alguém no celular. Querendo não atrapalhar, subiu as escadas correndo.

– Onde pensa que vai mocinha?- Seu pai estava parado no final da escadas, com as mãos na cintura.– Onde estava?

– Boa tarde papai! Eu acho.- S/N girou os pés, tendo a visão de seu pai com uma cara nada boa.– Eu sai um pouco sabe? Eu estava me sentindo presa aqui me entende? E quando estava para volta a chuva me pegou.

– Filha, eu fiquei preocupada sabia?- O pai da menor subiu as escadas, dando um peteleco em sua testa.– É bom trocar essa roupa, sua mãe não vai gostar te lhe ver assim.– O velho soltou uma gargalhada alta entrando no quarto. 

– Eu já entendi papai.- Sussurrou a menor, que revirou os olhos abrindo a porta do seu quarto encontrando caixas empilhadas num canto e suas malas no pés da cama, deixou o celular em cima da escrivaninha e logo entrou no banheiro se despindo— tomou um banho demorando, tendo máximo de cuidado com os machucados de sua mão, enrolou-se na toalha, usando a outra para secar o cabelo saindo do banheiro.

– Ah! Oi filha.- A mãe da garota deixava uma pilha de roupas na cama, fazendo a menor dar um pulo.

– Mamãe! Que susto.- Repreendeu a garota, que logo voltou a caminhar pegando a camisa de Seungyoun no meio das outras.– Pensei que estava me esperando com uma vassoura na mão.

– Não fale besteiras garota, seu pai que foi idiota, tirando um sarro com sua cara.- A mulher ria descontrolado.– Eu passei seu número para Seungyoun.

– Quando?- S/N parou de mexer a toalha em sua cabeça, voltando atenção para sua mãe.

– Tem pouquíssimas horas, eu estava em um telefonema com a mãe dele.

– Hm... Preciso arrumar essa bagunça.– Apontou para cama, com sua bolsa e mas algumas sacolas.– Quem sabe depois eu não ligue para ele.- A morena balançou os ombros fazendo careta.

– Se é o que tanto deseja.-Respondeu a mulher.– Depois que arrumar tudo desça, vamos ter visita.

– Visita?- Arregalou os olhos.– Digo, a essa hora?

– Sim, ela mora aqui na frente, nossa vizinha.- Por um momento S/N cogitou ser Mahiro a garota que conheceu na chuva, mas logo jogou fora a opção, já que tinha dezenas de vizinhos que provavelmente será forçada a conhecer.– E se Seungyoun te ligar... Atenda! E diga que a sua linda sogra a ama.- Piscou.

– Vai mamãe! Sai daqui!- A menor arremesou a toalha na direção de sua mãe que correu fechando a porta. S/N puxou a cadeira e logo sentou, ligou o celular encontrando três chamas perdidas, reconhecendo o número, resolveu retonar, mas foi interrompida pela quarta chamada vinda do mesmo número, mas desta vez era chamada de vídeo.


Ligação...

– Continua saudável.- Seungyoun estava de costas para o celular e usava uma toalha pressa a cintura.

– Anyo!! Você quer me matar de susto?- O moreno pulou soltando um sorriso.

– Espera um pouco...- A menor levantou buscando uma caixinha e logo voltou sentando.

– O que é isso?- Seungyoun deixou apenas o rosto visível enquanto vestia uma calça.

– Nada de importante Cho.- Respondeu a menor puxando as mangas da camisa, mostrando as feridas.

– Mal chegou e já procurou confusão?- O moreno estreitou os olhos.

– Seungyoun, eu odeio covardia vindo de garotos... Eu não ia deixar aquele menino apanhar no beco então eu resolvi me intrometer, eu não queria... Juro, mas coloquei-me no lugar dele, se eu fosse fraca também apanharia.

– Será mesmo, que eu vou ter que conversa com a tia?

– Você ligou pra me ver ou para me dar bronca?- S/N arqueou as sobrancelhas.

– Se eu te dou bronca é para seu bem.- Piscou saindo do lugar.

– Vai se...- S/N preferiu não dar continuar a frase, sabendo que Seungyoun odiava quando a mesma xingava.– Cata coquinho Luizinho.

– Não obrigada gatinha, mas... Já conheceu alguém? Além do garoto?- O mesmo pulou na cama esperando por uma resposta.

– Conheci uma garota... Song Mahiro, ela fala português muito bem.

– Espera... Song? Song Mahiro?

– Sim... Minha vizinha? Algum probrema?

– Bom, eu conheço ela.- Seungyoun terminou de calça seu tênis, cruzando os braços.– Ela lhe disse algo como "Eu passei cerca de três anos no Brasil?- S/N concordou e o Cho soltou uma risada alta, caindo da cama.

– Seungyoun, se machucou?

– Não, mas...- O mesmo levantou limpando o rosto.– Vocês vão se dar muito bem!

– Eu não vou me dar bem com ninguém aqui, isso sim.- A menor bufou cruzando os braços.

– Para de ter pensamentos negativo gatinha, claro que vai se dar bem... Eu...- Seungyoun olhou para porta ouvindo gritos vindo do outro lado.– Preciso ir.

– Aonde vai?

– Hoje teve jogo e como ganhamos, resolvemos comemorar.- O mas velho pegou sua carteira e algo a mas que a menor não pode ver.– Inclusive fiz um gol especialmente para ti.

– Você é um idiota Seungyoun.- A menor sorriu bobo.– Enfim, não exagera tá? Caso alguma guria sem rumo dar em cima de você, diga que está em relacionamento sério.

– Senti cheirinho de ciúmes.- O Cho sorriu ainda mas.– Até amanhã Jaggy! Eu te amo muito!- Fez um mini coraçãozinho seguida de uma piscada.– Prometo não exagerar! 

– Também te amo garoto!- Sorriu acenando.– Não esqueça de deixar uma mensagem avisando que chegou!- O mesmo concordou e desligando a chamada.

Deixou o celular de lado, indo até as caixas, tirando de lá dois porta retratos seu e de Seungyoun, um fora a primeira vez que saíram juntos e seus pais os pegaram de surpresa, assim também como o primeiro beijo que rolou— a segunda foto foi o aniversário surpresa que a menor havia feito para o Cho e por descuido melou o rosto do mas velho de cobertura, o que resultou na foto. Terminou de arrumar as duas últimas caixas que faltavam ouvindo vozes femininas vindo da sala, pegou as caixas vazias, saindo do quarto enquanto cantarolava uma de suas músicas favoritas.

– Aí está você!- A velha agarrou o braço da menor, deixando as caixas espalharem pelos corredores do quarto.

– Mamãe, eu preciso deixar essas caixas lá fora.- S/N foi arrastada até a cozinha.

– Hyeol! Essa é minha filha S/N.- A garota olhou confusa para mãe, e logo sorriu para a mulher.

– É... prazer em conhece-la, senhorita Hyeol! – S/N estendeu a mão para a senhora em sua frente e foi retribuída com um aperto e um sorriso da tal.

– O prazer é meu S/N, queria que conhecesse minha filha mas ela ainda está se arrumando, logo logo ela está aqui.- Hyeol disse seguindo a mãe de S/N, que foi andando até a sala de jantar, puxando a garota.

– Sua filha se chama Song Mahiro?- A garota questionou, se aquela fosse a mãe de sua mais nova amiga, seria incrível.

– Sim... Você já conhece ela? -- Hyeol perguntou curiosa enquanto se sentava na mesa de jantar assim como a mãe de S/N e a própria.

- Eu me encontrei com ela por coincidência, então ela me disse que seriamos vizinhas, e eu associei tudo. - S/N explicou sorrindo.

Antes mesmo de continuarem a conversa, o som da campainha ecoou por toda a casa e S/N ofereceu-se para atender. Se retirou da mesa e foi até a porta que ficava um pouco depois da sala de jantar, ela esperava que fosse Mahiro, e realmente era, assim que se viram, Mahiro ficou surpresa mas logo cumprimentou S/N como se fossem amigas a muito tempo.

[...]

O jantar com vizinhos foi perfeito, S/N conheceu mais de sua nova amiga e também descobriu que ela tinha um irmão, só que mesmo não estava no país, e depois de mais algumas palavras, descobriu que o nome do garoto era Hyeongjun, e do jeito que falavam dele, o mesmo parecia ser uma boa pessoa.

Agora, deitada em sua cama, olhando pro nada depois de se despedir de Seungyoun por mensagens, S/N começou a ficar nervosa novamente, logo seria segunda feira, ou seja, logo teria que frequentar sua nova escola, sem seus amigos, completamente sozinha.

Olhando para os machucados em seus punhos, lembrou do acontecido de mais cedo e do garoto que tinha salvado, ela lembrava nitidamente de sua expressão de medo e, os machucados em seu rosto faziam qualquer pessoa querer protege-lo, S/N não queria encontra-lo novamente, pois sabia que se o visse, ele, como qualquer outra pessoa, sentiria vontade de protege-lo,e bom, ela nunca mais queria machucar seus punhos depois de hoje, e, consequentemente, virar uma salva vidas ou um anjo da guarda.


Notas Finais


Até o próximo capítulo!


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