História Ruby Garden - Obssessão Possessiva- (Amor Doentio) - LIVRO 1 - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amor Doentio, Drama, Livro1, Misterios, Obsessão, Originais, Psicopata, Ruby Garden, Segredos, Suspense, Tragedia
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Palavras 4.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura♡

Capítulo 4 - O. P. - ( Chapter I )


Fanfic / Fanfiction Ruby Garden - Obssessão Possessiva- (Amor Doentio) - LIVRO 1 - Capítulo 4 - O. P. - ( Chapter I )

§《Londres》§   






Scarlet Wayne       






  Frio. Essa palavra define perfeitamente o clima de hoje.... 

    Eu andava pelas ruas gélidas e movimentada de Londres, é outono, estavas bem frio.   Pessoas bem agasalhadas indo para os seus empregos, sobretudos elegantes por cima dos seus ternos impecáveis e caros, falando ao telefone, andando apressadas.

      Árvores nuas, com todas as suas folhas caídas a pé da mesma, folhas secas meio avermelhadas, anunciando que daqui na há muito tempo o inverno chegaria, e para ficar por um bom tempo.  

  Andavas calmamente rumo ao Space Coffe, ao encontro de minha melhor amiga, Katherine Cooper, não a vejo há  dois anos, pois fora fazer um intercâmbio no Estados Unidos, pois seu sonho era conhecer o país Natal de sua mãe, Lauren Cooper, tia Lauren, como eu chamava-a desde menina. Esses dois anos foram uma eternidade, tanto para mim quanto para ela.  

  Em frente ao estabelecimento poucos minutos depois, avisto-a observando  impacientemente, a minha procura, rio de sua expressão afobada assim que me vê, acenando freneticamente, adentro ao estabelecimento endireitando meu gorro bege, para que protegesse aos meu ouvidos.   

 Não estava lotado, mas também não estava vazio, havia pessoas mexendo em seus notebooks, provavelmente terminado algum trabalho de última hora, ou talvez até adiantando, enquanto bebericavam seus cafés ferventes.  

  - Scarlet! - Disse histérica, se levantando, com um sorriso enorme,  me abraçando fortemente.  

  - Katherine! - Digo rindo enquanto ela dava pulinhos histéricos, consequentemente me fazendo pular também. 

    - Estava morrendo de saudades de você, amiga! - Disse se afastando, sorrindo, segurando minhas mãos. - Sabe, eu nunca mais fico tanto tempo longe. - fez beicinho.  

  - Assim espero. - Fingi seriedade, a mesma riu.  

  Nos sentamos na mesa, e logo uma garçonete veio nos atender, Katherine pediu um Café Express acompanhado de umas bolachas amanteigados, e o meu foi um pedaço de bolo de chocolate e um Cappuccino. 

    - Então, me diga. - Falei depois que a garçonete saiu, dissera que logo nossos pedidos viriam. - Como foi no Estados Unidos?  

  - Maravilhoso, Scar - Disse suspirando com um sorriso. - Sabe, conheci vários parentes que eu nem sabia que tinha! Foi super legal passar esse tempo lá, estudando e conhecendo um pouco mais da cultura do país de origem da dona Lauren. - Rimos. - Mas devo admitir, não me vejo trocando Londres por Nova York. É um país incrível, mas Inglaterra é o meu lar. - assenti. 

    - Verdade. - Concordei, agradecendo a garçonete que acabará de trazer nossos pedidos e pegando um pedaço de bolo e colocando na boca. - Nada melhor que voltar para casa.  

  - E você? como tem passado esse tempo? - Indagou bebericando seu Expresso.   

 - Hum... deixe-me ver... - Falei terminado de mastigar o bolo e colocando a mão no queixo, fingindo refletir. - Estudei, estudei, dormir, ah! Trabalhei, nossa, é bem cansativo sabia? - suspirei dramaticamente, e dei de ombros. - Nada de interessante, viu?  - Falei sarcasticamente e ri de sua expressão. 

   - Qual é, Scarlet! - Revirou os olhos, me fazendo rir mais ainda. - Não tem graça! Duvido que você não tenha feito nada de interessante nesses dois anos. - cruzou os braços. 

    - E sou obrigada a fazer algo de interessante? - Falei irônica, arqueando a sobrancelha, e ligeiramente me desviei a tempo de um amanteigado que vinha em minha direção. - Ei! - a olhei incrédula. 

    - Estou falando sério, não acho que você não tenha nem pegado um gato da faculdade! - Falou com descrença, negando. - Scarlet, você é linda, como pode não ter aproveitado essa vantagem que tem? 

    - Então o seu aspecto se "interessante" gira em torno de beijar na boca? - Indaguei, observando um sorriso malicioso brotar em seus lábios.- é isso?

    - Finalmente detectou o espírito da coisa...  - fingiu uma expressão orgulhosa, assentindo. - menina inteligente! - Sorriu abertamente, me fazendo revirar os olhos.

    - Não tenho tempo para pensar nisso, Katherine - Franzi as sobrancelhas, balançando a cabeça. - os estudos e o trabalho não deixam eu nem respirar... 

    - Amiga, você sabe que não precisa disso - me olhou séria. - Você sabe muito bem...   

 - Mas não quero. - Falei firme, interrompendo sua fala, ela me fitou. - Não quero nada que venha dele.   

 - Que é seu por direito - Argumentou, no mesmo tom firme que eu usara.  

  - E é o que me faz mal, Kate, sempre me fez, e você sabe muito bem disso. - Contra-argumentei. - Nada que venha dele e daquela maldita empresa me fará esquecer tudo que ele fez, e continua fazendo.

    Katherine me encarou por um tempo, como se quisesse me perguntar algo, enquanto eu comia mais um pedaço do meu bolo, indiferente, enquanto passava os olhos pelo o estabelecimento, notando um grupo de empresários que fazia uma pequena reunião a algumas mesas da nossa.   

    - Sabe o que eu acho? - Voltei minha atenção para ela, com um olhar indagador. - Que você precisa se resolver com o seu pai de uma vez por todas. - Destacou o "precisa", o modo psicóloga dela foi ativado, dei um longo suspiro entediado, ela revirou os olhos e continuou. - Vocês precisam ter uma relação de pai e filha saudável, apesar de você negar, isso te faz falta, uma relação saudável entre os dois, vocês não conseguem ficar um perto do outro sem discutirem, e você pode negar, mas sei que também quer isso. 

    - Não, muito obrigada, mas não mesmo. - Falei irônica, encarando-a. - Nunca precisei e não é agora que precisarei dele, de um "amor paterno" como está dizendo que eu preciso, eu não preciso disso, okay? - Destaquei bem as palavras, e ela esperou que eu continuasse, suspirei. - Amiga, eu... eu não quero falar mais nisso, está bem? Podemos por favor mudar de assunto? - Falei com um olhar suplicante, deixando a cabeça um pouco de lado, ela assentiu.  

  - Okay, okay, não falamos mais nisso. - sorri, mais logo desfiz o sorriso percebendo seu olhar malicioso. - Então... mudando de assunto... e ai? Pelo menos deu uns beijinhos nesse tempo?   

 - Está gostoso esse bolo... - Peguei um pedaço do meu bolo, e enfiei em sua boca, sujando-a. - Não é gostoso? Então,  mastigue bem para não engasgar. - Me recostei na cadeira e soltei uma gargalhada de sua cara emburrada.





[...]    





 O resto da conversa foi tranquila, conversamos sobre tudo sobre sua viagem, e graças ao bom senso da minha amiga, não tocamos mais no assunto.   

 As novidades eram tantas, que quase perdi o horario da faculdade de tão entretida que estávamos.  

  Caminhava de volta para casa, e depois de uns bons minutos estava adentrando em meu prédio.   

 - Bom dia Sr. Damon. - Sorri para o simpático senhor, o porteiro.

    - Bom dia Srta. Scarlet - Respondeu gentilmente, com seu sorriso que revelava suas ruguinhas nos cantos dos olhos. - Está linda, como sempre!   

  - Obrigada. - Sorri. - Pode deixar que irei elogiar o senhor para o síndico. - Falei arqueando a sombracelha, sarcasticamente.   

 - Por favor, faça isso srta. - Demos uma risada e me despedi dele, entrando no elevador.  

  Poucos minutos depois eu adentrei em meu apartamento, antes de tomar um bom banho para começar a me preparar para ir a faculdade, deixei um pedaço de lasanha esquentando no microondas, para que desse tempo de esfriar também. Fiz um coque e entrei no chuveiro.    Enquanto a água quente caía sobre meu corpo, relanxando meus músculos, eu refletia sobre que Katherine dissera.


"- Você precisa se resolver com seu pai de uma vez por todas. "   


  De um modo, isso me incomodou, não sei ao certo o porquê, mas incomodou.    Eu sabia que a insistência dela para eu me reconciliar com meu pai, tinha haver com ela.    

Seu pai fora embora quando ela tinha apenas dois anos.  

  De um espírito livre e aventureiro, não tinha nada que o prendesse a um só lugar. Nem mesmo a sua própria filha.    Ele sempre fora um homem apaixonado pelo mundo, pelo desconhecido, por experiências novas e conquistas. Conheceu tia Lauren, que fazia um intercâmbio aqui em Londres, e se apaixonaram, tiveram um bom racionamento, ela engravidou e deu a luz a Katherine, e aí que tudo começou a desandar.  

  Apesar de amar muito Lauren, e também amar Katherine, seu espírito livre falou mais alto, e ele foi em buscar de sua paixão: o desconhecido. 

    E o mais surpreendente é que Katherine o compreende e não o julga.  

  E por mais incrível que pareça, eu compreendo o compreender da minha amiga.   

 Sempre quando ela vinha fazendo queixas de sua mãe, depois de umas daquelas desconfortáveis discussão por causa dos hormônios da puberdade de Katherine, eu sempre dizia para ela:


"- Eu daria qualquer coisa para poder ter uma discussão boba com a minha mãe, e você está reclamando da sua? "    


 E é axatamente isso que Katherine tenta me passar, mas sem sombras de dúvidas, as nossas situações em relação ao nossos pais. 

    Depois de um bom tempo debaixo da água, resolvi sair, não poderia me dar ao luxo de chegar atrasada na aula, me enrolei na toalha e fui para o quarto. 

    Coloquei uma calça jeans azul escuro, com uma blusa de manga longa branca, um sobretudo bege, e uma bota de cano longa, e soltei os cabelos. 

    Me sentei no sofá com meu prato de lasanha e comi rapidamente, e olhando constantemente para o celular. 

    Quando terminei, lavei o prato, peguei meu celular, minha mochila e saí do meu lar, trancando a porta.  

  Não demorou muito e um táxi chegou.  




[...] 






    - Scarlet, espere! - Me virei ao escutar a voz de Cristian me chamar, e sorri, diminuindo os passos que dava em direção ao prédio que cursavamos.  

  Cristian é também meu melhor amigo, nos conhecemos desde o primeiro ano do ensino médio, no qual eu, ele e Katherine enlouqueciamos os professores com nossas travessas, e que Cristian assumia toda a responsabilidade, nos proibindo de defende-lo e dizer nossas parcerias nas pegadinhas que fazíamos. Ele sempre fora um tanto protetor.    

- E ai baixinha, chegando atrasada de novo? - revirei os olhos, enquanto o mesmo caía na gargalhada . 

    - E você está super adiantado, não? - Ironizei, e dessa vez ele que revirou os olhos enquanto eu ria.  

  - Ficou sabendo que a Kate voltou hoje? - indagou enquanto andávamos em direção ao curso.   

 - Sim, e esse foi o motivo do meu atrasado  - Sorri. - estávamos colocando o papo em dia, e ainda não foi o suficiente. - Cristian riu. 

    - Tentei te ligar ontem, para te chamar pra sair, mas estava desligado...  

  - Ah, sim, estava descarregado, e eu estava tão morta de cansaço que acabei esquecendo de colocar pra carregar, desculpe. - Falei sincera, e Cristian assentiu.   


 Minutos depois estávamos adentrado na sala de aula, no qual o professor já estava presente, pedimos licença e entramos. 

    Enquanto íamos para nossas mesas, umas alunas me lançavam um olhar fulminante, outras de desprezo, e de raiva. E segurei o riso discretamente.   

 Todas queriam o Cristian, e me culpavam por não te-lo.  

  Cristian é um cara lindo, qulaquer um podia ver isso.  

  Todas já haviam tentado de tudo para chamar a atenção dele, puxavam assuntos, tentavam tê-lo como parceiro nos trabalhos, se aproximavam de nós na hora do almoço, e dava todos os sinas que estavam afim.    Mas o Cristian era completamente indiferente com elas, falava o básico do básico, e saíam amuadas. 

    E me culpavam por isso. 

    Pelo simples fato de sempre estarmos juntos, muitas das vezes chegávamos juntos ou Cristian me esperava para a aula, andávamos juntos, almoçavamos juntos, fazíamos o trabalhos juntos, e por esse motivo elas achavam que tínhamos algo.    E me odiavam.  

  Porém, todos sabiam da verdade.    Ele gostava de mim, todos viam isso.    

E eu? Fingia que nem desconfiava. 

    Não passava pela minha cabeça estragar minha amizade com Cristian por causa disso, eu não queria mágoa-lo. Eu sabia que não o merecia, e que nunca poderia retribuir seus sentimentos, por não sentir o mesmo por ele, eu o via como irmão.   

   Eu nunca andei pela faculdade sem pelo menos receber meia dúzias de expressão de nojo das outras alunas.     

  Já os garotos... Cristian lançava-lhes um olhar mortal que fazia-os desisti no mesmo momento de tentar se aproximar de mim. E eu o agradecia mentalmente por isso.

    O professor estava com uma expressão que não iria pegar leve hoje, ele nunca pegava leve nas aulas. 





 [...] 





    - Cansativa a aula de hoje... - Cristian comentou se espreguiçando enquanto íamos em direção a portaria da faculdade.  

  - Como sempre. - Falei soltando uma leve risada, e Cristian me acompanhou. 

    - Sim, verdade - Concordou passando a mão em seu cabelo e guardado as mãos no bolso do casaco, então me olhou com uma expressão curiosa. - O que acha de irmos tomar um sorvete?- olhei-o.   

  - Está congelando, Cristian - Franzi as sombracelhas, enquanto um leve sorriso sapeca brotava dos lábios dele. - conseguiremos um belo de um resfriado.  

  - Ah, vamos, depois de um dia de aula pesado com um professor obcecado em passar trabalhos - Ri da forma que falou, balançando a cabeça. - É mais que justo e merecido relaxarmos.   

 - Tomando sorvete? - Arqueei a sobrancelha.   

 - Exatamente - Disse convencido, revirei os olhos. - Ah, vamos, Scar, sorvete de chocolate! Você ama sorvete de chocolate! Tem certeza que vai dispensar um sorvete de chocolate? - fingiu um olhar incrédulo, dei uma risada nasal. - Vamos baixinha. - me lançando um olhar, implorando.   

 - Okay, vamos tomar sorvete... de chocolate! - Me rendi, e Cristian deu um pulo da vitória e me pegou nos braços. - Ei, me solta, Cristian! - Gritei rindo enquanto ele me girava. - Me solta!  

  - Pronto. - Disse me colocando no chão. - Ai! - Massageou o braço onde dei um soco de leve. - Doeu!

    - Ah, para, Nem foi tão forte! - Dei língua para ele, e ele apertou meu nariz. - Ai!    - Agora estamos quites. - Deu um sorriso vitorioso, e eu lhe lancei um olhar mortal com uma careta assassina. - Não tenho medo de cara feia. 

    Lhe dei língua enquanto o mesmo gargalhava.  


  A sorveteria não ficava muito distante da faculdade, em pelo menos quinze minutos depois estávamos em uma mesa de frente para o vitral, tomando nossos sorvetes.    Cristian insistiu em pagar, e uma coisa que eu aprendi nesses anos de amizade é que é melhor não contrariar Cristian.    

    Enquanto conversávamos sobre a volta de Katherine, o quanto ela fez falta e na quantidade de trabalhos que tínhamos que fazer, algo fora da sorveteria me chamou a atenção, um carro preto e luxuoso que estava parado do outro lado da rua, e eu tinha uma leve impressão que já havia visto ele hoje mais cedo...  

  - Scarlet? - mas há vários carros pretos e luxuosos em Londres, não? - Ei, Scarlet?    

- Ah, oi, sim, Cristian? - Perguntei, piscando repetida vezes, tentando lembrar do que Cristian estava falando, e ele me lançou um olhar indagador. - Desculpe, me distrair.   

 - Sério, nem percebi - Disse com um sorriso sarcástico, e revirei os olhos. 

    - Idiota. - Ele riu, mas logo mudou assim que roubei uma colher de seu sorvete. - Uh... baunilha é bom.  

  - Não te dei autorização para mexer no meu sorvete. - Arqueou a sobrancelha.

    - Não preciso de autorização. - Falei com um sorriso ladino. - Sou fora da lei. 




    [...]  





  Estávamos de volta a portaria da faculdade, depois de muitos sorvetes roubados e sorvetes voando em direção a cara do outro.   

 - Obrigado, Cristian - Falei sincera, parando de frente pra ele. - Eu realmente precisava relaxar, mesmo que isso custasse um resfriado. - Rimos. 

    - Não agradeça, Scarlet. - Disse sério,  dando um passo mais perto, me olhando nos olhos. - Faço tudo por você, baixinha. - Dei um sorriso sem graça e me afastei discretamente.  

  - Eu sei... você é um ótimo amigo, Cristian. - Ele me encarou por um tempo, sério, e eu retribuia o olhar sem graça, e o mesmo virou-se de costa, soltando um suspiro pesado, olhando para o céu. - Cristian... 

    - Eu não consigo te ver como uma amiga, Scarlet. - Falou, e eu sentia um tom irritado em sua voz, e a culpa começava a me inundar. - Eu quero mais que isso... Eu quero você. - Virou-se me olhando novamente, e meu coração acelerou.   

 O que eu mais temia estava acontecendo, Cristian estava se declarando para mim.

    - Mas, Cristian... - Tentei dizer algo, mais nada vinha, eu não havia me preparado pra isso, apesar de temer por isso, eu não fazia a menor ideia como agir.  

  - Não diga nada. - Cristian falou firme, e eu desisti de tentar dizer algo, prendi a respiração ao sentir ele puxar-me para ele, fazendo nossos corpos se chocarem. - Não diga nada.  

  Meu coração estava a mil. 

Não, droga, não, isso não pode estar acontecendo! Era o que minha consciência gritava.  

  Ele olhava fixamente para minha boca, eu não ousava respirar, eu não conseguia respirar.  

  Ele aproximava lentamente seu rosto do meu, e então roçou seus labios nos meus, segurando cada lado de meu rosto, suspirou, dando um leve sorriso, e eu, sem reação.

    - Eu te amo, Scar... - sussurrou contra minha boca. - sempre te amei...   

 Sem hesitação, beijou-me com desejo, explorando cada canto da minha boca, um beijo lento, porém, com uma mão em minha cintura me puxou mais para ele, se curvando sobre mim, e a outra mão em minha nunca, aprofundando o beijo.   

 Eu não conseguia interromper o beijo, eu me sentia culpada pelo Cristian, eu me sentia culpada por não poder responder aos sentimentos dele, por estar fazendo ele passar por isso, e se eu interrompesse, eu sentia que iria magoar mais ele, e eu me sentiria pior.  


  Então deixei ele me beijar    


 Então, como se ele percebesse meu estado, ele parou e me olhou, eu não sabia como estava minha expressão, só uma palavra vinha em minha mente. 


    Culpada.   


 - Scarlet... Me desculpe... - Cristian disse com uma expressão arrependida, e passou a mão pelos cabelos. - Eu, eu não queria te forçar a nada... Eu, urg! Me perdoa...   

 - Não... não é sua culpa... - Minha voz saiu quase como um sussurro, eu me sentia meio perdida, meio fora de mim.    

Cristian percebendo como eu estava, sendo que nem eu sabia como estava, me abraçou. Seu abraço era reconfortante.  

  E sem que eu percebesse, minha voz estava embargada. 

    - Me desculpe... - Falei com a voz abafada contra seu peito, e apertei os olhos com força, impedindo que me deixasse cair em lágrimas. - Me desculpe mesmo...    

- Shi... Não fique assim, Scar... - Mumurrrou, me apertando mais em seus abraço. - A culpa foi minha, eu não devia ter feito algo que não queria... Eu fui um idiota... Me perdoa.  

  - Você não é um idiota - Olhei-o, falando com seriedade, e ele suspirou. - Eu não quero magoa-lo, Cristian, sei que... gosta de mim...    

- Eu te amo - Cristian corrigiu-me, me olhando profundamente, engoli em seco. -  Sempre te amei, Scarlet, mas... você nunca... - suspirou.  

  - Nunca te dei chance - Completei sua frase num mumurrar, e Cristian apenas permaneceu a me encarar, calado, fechei os olhos por um instante respirando profundamente, e voltei a olha-lo. - Nunca consegui te ver como algo mais, e... eu tentei, juro que tentei várias vezes te olhar com outros olhos, sentir algo mais, pensar em nós juntos, como um casal... mas não consegui, não consegui, Cristian - Falei frustrada. -Eu sei que eu não sou capaz de te fazer feliz como você merece, eu não quero te iludir, nunca foi minha intenção te machucar, eu não queria te magoar...me perdoe por não...  

  - Pare com isso, você não fez nada, eu que... que confundi as coisas, eu só estava pensando no que eu sentia e esqueci o mais importante: Você. - segurou meu rosto, sua expressão era suave, e um sorriso nasceu em seus lábios. - Eu que devo me culpar por fazer sentir culpada a pessoa que amo. - Desviei o olhar sem graça, colocando uma mecha atrás da orelha, meio desconfortada pela situação. - Eu não irei forçar a barra, não farei nada que a deixe menos a vontade. - Sorriu ladino. -tentarei te conquistar, e não desistirei, nem que isso leve décadas, eu darei o meu melhor para a senhorita se apaixonar por mim. - Deu um peteleco de leve em minha testa, e eu fiz uma careta, mas logo sorri ao ver o humor em sua expressão. - Mas... enquanto isso não acontece, serei muito feliz sendo somente seu melhor amigo. - Sorriu, e pude ver o quanto estava sendo sincero, se aproximou e depositou um beijo em minha testa, sorri com o ato.  

  - Muito obrigado, Cristian. - Agradeci com o coração mais leve. - Você é incrível. 

    - Eu sei que sou. - assentiu, convencido, e eu revirei os olhos, rindo.  

  De repente, um carro parou bruscamente perto de nós, nos assustando.  

  O carro era o mesmo que eu vi mais cedo, o carro preto. 

Um homem alto, branco, de terno preto e de óculos escuros, saiu de dentro do carro se aproximando de nós.   

 - Senhorita Wayne - Cumprimentou-me  com um breve aceno de cabeça, semicerrei os olhos. - a senhorita  precisa vir comigo. - Falou diretamente e sério. - seu pai mandou eu vir buscá-la. - reconheci-o, ele era um dos seguranças do meu pai.  

  - Ele mandou? - Indaguei sarcástica. - Não irei - cruzei os braços e fiz uma postura profissionalmente rebelde. - Diga a ele que não manda em mim, pois de ele não sabe eu passei dos dezoito,  okay? - arqueei a sombracelha, e ele suspirou pesado. - Passe o recado bem detalhado para meu pai.   

 - A senhorita realmente precisa vir, ordens de seu pai. - reafirmou, sem sem se abalar. 

 - O que está acontecendo? - Cristian perguntou, sem entender nada a cena.  

  - O Alzheimer está fazendo meu pai esquecer que não tem mais direitos sobre mim.- Falei indiferente.   

 - Desculpe senhorita - Ele disse e eu franzi as sombracelha, desconfiada, então veio em minha direção e me colocou nos ombros. - Seu pai ordenou. 

    - Me coloca no chão agora! Vou chamar a Polícia! Importunar dá cadeia, sabia?! - Esperniei irritada, enquanto Cristian ria da situação.- Me solta! Cristian, me ajuda, por favor! - implorei.  

  -Acho melhor você obedecer seu pai, do jeito que ele é, ele mesmo vai vim te buscar se você não ir. - falou e sorriu, e fiz uma expressão indgnada.   

 - Me solta! - Gritei, fazendo birra, porém em vão, esse brutamontes era muito mais forte.  

  Esperniei, gritei, o ameacei, e nada adiantou, só me ignorou, e me levou para o carro, dentro do carro tinha mais seguranças, fiquei no meio, com um segurança cada lado, fechei a cara de braços cruzados.    

- Mais tarde te ligo. - Falou Cristian acenando da janela, antes da mesma fechar, eu revirei os olhos, mas ele nem ligou, apenas riu mais ainda.  

  E arrancaram com o carro, eu fiquei séria, nem olhei mais para a cara deles.

   - Sim, Senhor, estamos com ela - Falou ao celular, e eu já sabia com quem ele falava. - Sim, teve resistência, senhor, então fizemos como mandou. 


 Eu revirei os olhos para aquilo e bufei. Isso parecia um facção.





 [...]   






 Quase meia hora depois, chegamos ao enorme prédio, a empresa Wayne. 

Mudou muito, desde a última vez que estive aqui quando era pequena com a minha mãe. Parece que aconteceu várias reformas aqui, está muito mais elegante, sofisticado, a frente de vitral...  

  - Seu pai está a sua espera. - disse-me desviando minha atenção do prédio. - Vamos.   

 Seguimos para dentro do prédio, no momento em que entramos, os olhares foram todos pra nós, ou pra mim?    

Pela quantidade de seguranças ao meu redor, até eu olharia, eram quatro, dois na frente e dois atrás, realmente, sem necessidade. Como se eu fosse fugir... Eu realmente fugiria  

  Enquanto íamos em direção ao elevador, várias pessoas cochichavam entre si, entramos no elevador, e as pessoas que iriam entrar, deram a prioridade para nós, sinceramente, uma palhaçada. "O brutamontes" apertou o botão do último andar, o andar dos importantes da empresa, como a presidência.  

  Minutos depois chegamos ao andar, na recepção tinha uma mulher, bonita, com óculos e terninho roxo, com os seios quase saltando do sutiã roxo rendado com detalhes rosa, bem amostra, parecia aquelas secretarias pornô. Ela que nos recebeu. 

    - Seja bem-vinda Senhorita Wayne - Deu aqueles sorriso que não esconde falsidade. - Seu pai pediu para avisá-lo quando chegasse.  

  Apenas dei de ombros, indiferente, eu realmente não queria esta ali, não queria vir, não queria olhar para a cara do meu pai.  

  Depois de avisar que eu havia chegado, ela pediu para que eu prosseguisse, eu fiquei parada um tempo olhando para aquela porta, com a plaquinha dourada escrito "Presidência", há muito tempo não nos víamos, e eu não estava com a mínima vontade de vê-lo, só em esta no mesmo ambiente que ele, me dava um mal estar.  

  - Não vai entrar, senhorita? - Perguntou-me. 

    - Ah... sim. - pisquei algumas vezes, e respirei fundo. - entrarei.   

 Dei alguns passos até a grande porta de madeira, coloquei a mãos na maçaneta e abri a porta lentamente.      

  Assim que entrei, vi meu pai sentado em sua poltrona presidencial, de costa.

    - Não esqueça de fechar a porta. - Falou, ainda de costa, apenas suspirei e fiz o que mandou.   

 - Posso saber o motivo de eu ter sido sequestrada? Não, porque você ter sido trazida a força por seguranças, é sequestro, não? - Ironizei.   

 - Silêncio - Falou irritado, se virando bruscamente. - Não estou pra suas ironias, sente-se imediatamente. 

 Fiquei o encarando, é sério isso?  e por fim, bufei e me sentei de frente para a sua mesa. 

    - Pronto, satisfeito, papai? - Falei com um falso sorriso, e tom debochado, o fazendo me encarar sério. - Agora, posso saber que diabos estou fazendo aqui? - Falei irritada. 

    - Para tratar do seu casamento - Falou sério, e eu arregalei os olhos. 

    - Que? - Falei arqueando a sombracelha, e dei uma risada. - Enlouqueceu, só pode, está brincando, né? Tomou os remédios? 

 - Não sou homem de brincadeiras e me respeite - Falou sem expressão, de uma forma sombria. - Você vai casar. 

 Fiquei o encarando incrédula, sem entender absolutamente nada.  

 - Como assim? meu casamento? - Falei confusa.   

 - Seu casamento - Falou simplesmente. - Você irá se casar. 

 - Que maluquice é essa? - Falei com a testa franzida.   

 - Se chama casamento arranjado - Falou normalmente, e eu esbugalhei os olhos. - Nossa empresa está passando por poblemas, precisamos de dinheiro... - o interrompi. 

 - Você me arranjou um casamento por que a sua empresa precisa de dinheiro? É isso? - esbravejei indignada. - Esta vendendo a sua própria filha pra bancar empresa? Ah, e também para bancar aquela vadia, não?! 

    - Não admito que fale dela assim! - Falou nervoso. - Não meta a Margot nisso. - falou tentando se conter.-a empresa precisa disso. - afirmou suspirando.  

  - Eu não vou me sujeitar a isso. - Falei negando, nervosa, me levantando. - Não, vou!  

  - Vai, sim! - Esbravejou e deu um soco na mesa, também se levantando, me assustando. - Você vai, ou então a empresa vai falir. 

    - Não estou nem ai pra essa porcaria - Falei entre os dentes, tentando conter a raiva. - Você acha que manda em mim, mas deixei de ser menor de idade, eu decido o que faço ou não.  

  Ele me olhou, seu olhar era de mortal.   

 Apesar de eu e meu pai termos nossas diferenças, não nos darmos muito bem, eu nunca imaginaria que ele seria capaz de fazer uma coisa dessas. 

Pelo amor, sou filha dele!  

  -Vá sonhando, papai. -Falei com um sorriso debochado, tentando não mostrar fraqueza, me levantei e segui em direção a porta. - Não vou mesmo! - Esbravejei furiosa. - Acabou o assunto por aqui... ah! E de uma vez por todas, esqueça que tem filha. - e sai, causando um estrondo ao bater a porta. 





 Não mesmo, jamais me sujeitarei a isso, nunca...








CONTINUA...     


Notas Finais


Eu disse que nao seria mudanças bruscas...


Obrigado por lerem♡


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