História Santa Simpatia - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka
Tags Gaaino, Ino Yamanaka, Sabaku No Gaara
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Palavras 2.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Efeito placebo.


Gaara vigiava Ino de longe, estavam no intervalo das aulas, notou que a loira balançava a cabeça de forma negativa à medida que as meninas falavam com ela, lógico que o assunto era sobre eles. Ficou alguns minutos pensando no que fazer, para não despertar nenhuma desconfiança tinha que encarnar a Shukaku, sempre rolava alguma coisa nos intervalos. Respirou fundo e colocou a atuação em jogo, em seu íntimo sentia o peito pesar por enganar Ino, aquilo realmente tinha que acabar.

As amigas pararam assim que viram o ruivo se aproximar, por instinto, Ino disfarçou sua guerra interna e levantou já esperando o que o outro iria fazer. Sabia que na frente das pessoas ele não tentava nada, estranhamente essa preocupação era mais forte que os poderes de Shukaku na cabeça dele.

Gaara: Ouvi dizer que a biblioteca fica bem vazia depois que o intervalo acaba, Yamanaka! – Disse ao pé do ouvido de Ino.

Ino: Todo mundo volta pra aula, né?!

Gaara: Alguém anda muito estressada por aqui, acho que vou precisar te acalmar de um jeito bem gostoso. – Beijou o pescoço dela. – A gente se vê lá daqui a pouco.

Ino: Gaara...

Gaara: Até, loirinha! – Já se distanciando.

Ino suspirou, sabia que quando era a Shukaku no controle não adiantava fazer nada. Voltou para as amigas e contou o que ele havia dito, inevitavelmente se sentia usada de novo e ficou claro que não estava nada animada de ir ao encontro dele.

Parou por alguns segundos enquanto segurava a maçaneta da porta da biblioteca, “Sakura tem razão, ele não colocou uma arma na minha cabeça me obrigando a vir, mas por que a ideia de não me encontrar com ele me dói mais do que eu simplesmente não ir? Merda!”, pensava. Empinou a postura e entrou. Olhou para o balcão e viu a placa de “volto já” da funcionária, ou seja, a biblioteca estava vazia. “Mas é impressionante como tudo conspira, parece até que esse Deus Shu alguma coisa tem poderes sobre isso também. Credo!”, foi seguindo entre as prateleiras olhando em todas as direções e finalmente o viu. Gaara estava sentado no chão, a blusa branca que ficava por baixo do terno verde já desabotoada deixando o peito nu, assim que se viram, o ruivo abriu o típico sorriso debochado. Ino suspirou pesado, simplesmente não conseguia ir contra, era apaixonada por ele. Tirou o terno e desamarrou o cabelo, sentou no colo do garoto e se entregou as vontades do ruivo.

 

 

Praticamente ninguém disse mais nada durante o restante das aulas daquele dia. Ino não conseguia disfarçar o quanto estava magoada, as meninas só conseguiam sentir pena de toda a situação e Gaara volte e meia apertava a própria cabeça fingindo a típica dor que tinha depois. O caminho de volta foi tão pesado quanto o clima na aula, os dois se encontraram no quarteirão do lado da Academia e seguiram para casa do ruivo. Quando enfim chegaram, Ino não conseguiu segurar mais o choro, correu para o quarto de Temari e se trancou lá dentro. Ter visto tamanha agonia dela foi como levar um soco no estômago, Gaara fechou os olhos se sentindo um monstro. Estava decidido, quando a loira se acalmasse e saísse do quarto, iria contar toda a verdade e acabaria com aquilo.

Temari estava preparando o almoço junto com Shikamaru quando ouviu o toque de mensagem do seu celular, o aparelho estava no balcão da cozinha. Sem deixar de mexer o conteúdo da panela, com a outra mão foi ver o que era, uma mensagem de Ino. “Tema, eu não estou aguentando mais essa situação! Me sinto usada!! Quando isso vai acabar?”.

Temari: Tadinha de Ino. – Comentou ainda olhando para o celular.

Shikamaru: Deu ruim?

Temari: Deu.

Shikamaru: Chama ela pra vir comer com a gente, depois a levamos pra casa.

Temari: Ok.

Quando ia digitar de volta para a amiga, foi pega de surpresa por outra mensagem, mas dessa vez era de Gaara. “Irmã, eu preciso te contar uma coisa e quero que guarde segredo. Presta atenção, a Ino estava certa sobre acabar com a simpatia, ela conseguiu daquela vez.”, não entendeu e quando ia perguntar, chegou mais mensagens dele, “Venho enganado ela desde então! Prometo que vou consertar tudo, estou esperando ela se acalmar um pouco, está no seu quarto, assim que sair eu vou contar a verdade.”, piscou algumas vezes tentando acreditar no que havia acabado de ler.

Shikamaru: Amor? – Vendo a cara de assustada da outra.

Temari: Eu vou MATAR O GAARA!

 

 

Arriscou bater na porta do quarto da irmã, já havia se passado tanto tempo que o ruivo conseguiu preparar todo o almoço. Chamou por Ino e avisou da comida, ficou esperando por uns cinco minutos até que desistiu de esperar alguma resposta e desceu, o nervosismo o havia deixado com fome. Depois de quase meia hora, a loira apareceu na cozinha, tinha trocado de roupa e aparentava estar mais calma. Se serviu bem pouco, sentou no balcão e começou a comer. Gaara terminou de lavar o prato e seguiu para perto dela, quando estavam frente a frente o ruivo fechou os olhos por alguns segundos, respirou fundo e a encarou.

Gaara: Ino, eu estou te enganando!

Ino: Como? – Conseguiu perguntar depois de engasgar um pouco com a comida.

Gaara: Você estava certa sobre acabar com a simpatia, eu não tenho mais os poderes da Shukaku dentro de mim desde que transamos pela primeira vez.

Ino: ... – Encarava o ruivo sem acreditar no que ele dizia.

Gaara: Peço perdão. – Desviou para qualquer ponto no balcão. Estava envergonhado, admitir aquilo o fez notar o quão idiota foi. 

Ino: Isso quer dizer que esse tempo todo...

Gaara: Como eu disse, estou te enganando.

Ino: SEU BABACA IMUNDO! – Levantou de supetão pegando o outro de surpresa.

Gaara: Não se esqueça que tudo começou com você me enganado também! – Fechou a cara.

Ino: Como é que é?! Eu fiz o que fiz pela GENTE! – Passou as mãos pelo cabelo, tremia de raiva. – Ou vai me dizer que você realmente não sentia nada por mim e eu de fato te forcei a algo?!

Gaara: Eu... – Baixou a cabeça.

Ino: RESPONDE!

Gaara: Sempre gostei de você também, Ino.

Os olhos de Ino voltaram a encher da água, mas sem se abalar, pegou o prato de comida da mesa e jogou tudo em cima de Gaara. Deu meia volta e sumiu se trancando no quarto de Temari de novo. Sua mochila estava arrumada, antes de descer para almoçar já havia decidido ir embora, pegou seu celular de dentro dela e mandou uma mensagem para Temari: “Eu nunca mais quero olhar na cara do seu irmão, estava me enganando desde que trepamos pela primeira vez, eu quero que ele morra! Ps: fiquei no seu quarto, mas pode deixar que não mexi em nada, estou indo para a minha casa se quiser falar pessoalmente comigo.”. Guardou o aparelho na mochila de novo, deu uma olhada no espelho pendurado na parede e saiu. 

Temari já estava no carro indo para sua casa quando recebeu a mensagem de Ino, leu e pediu para Shikamaru encostar em algum lugar, precisava pensar no que fazer. Resolveu ligar para Gaara.

Gaara: Oi, Tema!

Temari: Nunca pensei que você fosse capaz de fazer algo tão estúpido, sério!

Gaara: Eu fiquei desesperado quando ouvi vocês duas conversando naquele dia, não queria perder a Ino, foi a ideia que me deu na hora.

Temari: Você escutou a gente aquele dia?!

Gaara: Eu estava na escada...

Temari: Caralho, Gaara! Porque você simplesmente não pediu sei la, desculpas por ter evitado ela!

Gaara: Não me pareceu que iria funcionar, afinal ela já estava decidida a me superar. Fui idiota...

Temari: Gaara...

Gaara: Tudo bem, também pensei em me vingar um pouco por estar magoado com o que ela fez, mas juro que foi mais por ter medo de perde-la.

Temari: Gaara, estou indo para casa, a gente conversa melhor ai.

Shikamaru e Temari ficaram em silêncio por um longo tempo depois que escutaram tudo que Gaara disse. A irmã tinha pena do mais novo, sempre teve a cabeça confusa demais. Apoiou uma das mãos no ombro do ruivo, sabia que ele não havia pensando na dimensão que aquela ideia chegaria. Shikamaru alisou a barbicha de seu queixo e voltou sua atenção a Gaara.

Shikamaru: Cara, estranho é você ter conseguido fingir ser algo que não era esse tempo todo...

Gaara: Olha que irônico. – Suspirou. – Eu só consegui agir desse jeito justamente por estar escondido atrás de uma simpatia.

Shikamaru: Você percebe o efeito placebo, né?!

Temari: Caramba, Shika tem razão.

Shikamaru: Você não precisa de simpatia nenhuma para ser mais seguro.

Gaara: Não tenho certeza sobre isso...

Temari: Bom. – Levantou do banco do balção e foi seguindo para a porta. – Vou lá ver como a Ino está e escutar o lado dela agora.

Gaara: Eu gosto dela, irmã. Será que a perdi de vez?

Temari: Eu acho que não, mas será bem difícil reconquistá-la, tenha isso em mente.

Gaara: Sim. E vou pensar sobre isso, Shikamaru. – Se levantou também. – Se eu consegui agir dessa maneira sem simpatia nenhuma, pode ser que você esteja certo...

 

 

Temari estacionou o carro ao lado da casa de Ino, já era noite quando chegou. Bateu na porta e quem atendeu foi Tenten, ela e Sakura haviam chegado há algum tempo e já sabiam do que havia acontecido. Foram seguindo para o quarto e a mais velha sentiu o peito pesar vendo o estado em que Ino se encontrava, sempre vaidosa e extrovertida, estava encolhida na cama com o rosto manchado pelas lágrimas recentes.

Tenten: Você chamou mais alguém, Ino?

Ino: Não, só vocês mesmo. – Limpou o rosto com as mangas da camisa. – Deixa Hinata quietinha com Naruto, coitada. Tenho certeza que eles iriam se sentir culpados por conseguirem se dar bem com a simpatia e eu não.

Temari: E como você está se sentindo, digo, ai dentro da sua cabeça? – Se sentou em cima da cama fazendo uma roda com as outras.

Ino: Eu não sei te responder. Ele confessou que sempre gostou de mim, então não entendo ele ter ficado tão chateado por eu ter aproximado a gente.

Tenten: Seu irmão é uma pessoa muito difícil de compreender, Tema.

Temari: E eu não sei?!

Sakura: Ele disse alguma coisa para você, Temari?

Temari: Sim! – Virou os olhos para Ino. – Ele está com medo de perder você de vez agora.

Ino: E vai! Já decidi superar ele.

Tenten: Caramba, Ino. De repente você consegue ajuda-lo a enfrentar essa insegurança toda dele. Tem certeza?

Ino: Não sou terapeuta, Ten. Olha meu estado?!

Tenten: Tá, calma, não vamos brigar de novo!

Temari: Olha Ino, ele desabafou comigo lá e eu só vou te contar porque tenho minhas esperanças que vocês se entendam. O Gaara ficou chateado porque você não confiou nele, meio que atingiu a masculinidade dele, sei lá, nem eu entendi muito bem essa.

Sakura: Homens! – Revirou os olhos.

Temari: E bom, ele escutou a gente conversando aquele dia lá em casa, quando achamos que a simpatia tinha acabado.

Ino: Que?              

Temari: Pois é, e ai com medo de não conseguir ter mais nada com você, ele teve essa “brilhante” ideia. – Fez as aspas com as mãos.

Ino: Que imbecil...

Sakura: Ah Ino, vocês deviam conversar...

Tenten: Sabe o que é estranho? – Perguntou depois que todas ficaram quietas por alguns minutos. – Tão inseguro e mesmo assim conseguiu agir que nem um pervertido sem simpatia nenhuma por esse tempo todo. 

Temari: Sim! Shikamaru notou, aconteceu um efeito placebo.

Ino: Efeito o que, querida?

Temari: Efeito placebo. – Abriu um leve sorriso. – É quando você é enganado por algo que nunca precisou, mais ou menos isso.

Sakura: Tipo, você ta com dor de cabeça, toma um comprimido confiando que vai melhorar e na real esse comprimido é de açúcar, não tem remédio nenhum nele e mesmo assim, você melhora porque tinha certeza que funcionaria!

Ino: Acho que entendi. 

Tenten: Talvez você realmente tenha ajudado o menino, Ino.

As meninas continuaram conversando por horas, o que ajudou Ino a compreender melhor a situação, porém ainda estava com bastante raiva do ruivo. Homem era um bicho estranho mesmo, ela deu todos os sinais, demonstrou que estava querendo e ai, ela toma a iniciativa e isso meio que atinge o orgulho do outro? Que?! Talvez tudo isso tenha sido uma desculpa dada por Gaara, "vai ver ficaria feio quando perguntassem quem de nós teve a iniciativa e soubessem que fui eu, sei la.", pensava em meio a conversa.

 

 

Com exceção de Temari, as meninas dormiram na casa de Ino e por conta disso, chegaram juntas na aula do dia seguinte. Inevitavelmente Ino e Gaara se encararam, ela de cara fechada e ele receoso. A loira pediu para trocar de lugar com Tenten, a amiga sentava na primeira fileira bem longe de onde costumava sentar, no fundo. A atitude chamou a atenção de alguns, em especial de Hinata e Naruto que se entre olharam, o casal sentia por não ter dado certo entre os amigos. Por fora, a loira conseguiu sustentar a pose de durona, mas por dentro, ela tinha vontade de jogar tudo para o alto e correr para os braços do ruivo. Tenten com toda aquela praticidade dela, estava certa, ambos fizeram besteira, ambos bagunçaram tudo, mas ambos se gostavam também, tinham dito um para o outro já. Então por quê de tanto orgulho? O que era aquela força que simplesmente mandava ela ficar sentada quieta e não fazer nada?! Foi difícil prestar atenção nas aulas, não conseguiu resolver questão nenhuma, copiar nada do quadro, simplesmente sua cabeça só se preocupava com o ruivo.

Assim que o sinal tocou anunciando o início do intervalo, Gaara se adiantou e conseguiu interceptar Ino antes que ela pudesse sair da sala. Segurou no braço dela e a levou consigo em direção oposta ao pátio, a loira até reclamou e pediu ajuda as meninas, mas Sakura as impediu e disse para amiga ir pelo menos conversar.

Quando chegaram em uma ala mais vazia, Gaara a prendeu na parede colando seu corpo ao dela. Antes que Ino pudesse ter qualquer reação o ouviu dizer bem baixinho a palavra desculpa, isso fez com que ela ficasse sem reação. O ruivo escondia o rosto na curva de seu pescoço, sentia o quão forte ele a segurava pela cintura, “o que está acontecendo? O que eu faço?!”, pensava assustada.

Gaara: Ino, não desiste de mim... – Disse depois de uma eternidade.


Notas Finais


Tô conseguindo desenrolar os nós rsrs! Gente, realmente estamos na reta final, tô aqui escrevendo com mega cuidado para entregar uma fic digna à vocês! Continuo agradecendo o apoio, os comentários, favoritadas, views (rumo aos mil) e por ai vai!

Vamos que vamos!!

Beijos de.... (vou precisar dar um google de novo, jesus), alcachofra u.u


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