História Say Something ( Scorbus ) - Capítulo 38


Escrita por:

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Arthur Weasley, Cassandra Vablatsky, Cedrico Diggory, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Evan Rosier, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Franco Longbottom, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Lílian Evans, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Lucius Malfoy, Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Personagens Originais, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Severo Snape, Sibila Trelawney, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Viktor Krum
Tags Albus Dumbledore, Albus Potter, Bruxos, Draco Malfoy, Harry Potter, Hogwarts, Love, Scorbus, Scorpius Malfoy, Severus Snape
Visualizações 69
Palavras 1.954
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Hogwarts


— Professora Overphary? — Pediu um dos passageiros batendo na porta da cabine da senhora, dentro do trem que levava-os para Londres.

— Só Overphary! Não sou mais professora, oque deseja? — Avisou a senhora enquanto tomava uma xícara de chá. Ele entrou com calma na cabine e sentou em frente da idosa que o fitava com certa desconfiança em seu olhar.

— Eu sou Evans Romanov, um dos Aurores do Ministério da Magia responsável pelo caso de sua filha... — Respondeu mostrando a ela sua identificação.

— Olha menino, já não deu com essa história? Meu neto já está preso pagando pelo que fez. Agora só quero cuidar dos meus netos que ficaram órfãos! — Resmungou ela, tirando seu chapéu de pirata da cabeça.

— Primeiramente, eu não sou um menino! Segundo, me perdoe, não quis ser grosseiro... — Falou o Auror dando de ombros.

— Você não foi grosseiro menino! Só não quero ter que voltar a relembrar tudo oque é doloroso. O passado, como se diz, é passado, passou! As pessoas têm a tendência, um tanto que sádica, de querer relembrar constantemente os fatos tristes na vida das outras pessoas. — Romanov assentiu um pouco pensativo com as palavras de Enedy e se levantou um tanto desconfortável.

— Perdoe-me novamente... Não foi minha intenção... — Enedy concordou e o homem saiu da cabine, fechando a porta. No mesmo instante, um som de algo pesado caindo no chão, junto com o som característico de coisas de porcelana caindo no chão, oque foi ouvido por ele e voltou para trás para ver se a senhora estava bem.

Para sua surpresa Enedy estava caída no chão em convulsão, ele a levantou e pode perceber algumas queimaduras em suas mãos pelo chá quente derramado sobre sí. — Senhora Overphary?! A senhora está bem?!?

Ela abriu seus olhos esbugalhados de supetão dando um susto no auror que a colocou sentada no chão para que não sufocasse com sua própria saliva. — Ainda hoje... A meia-noite... Verás um livido cavalo... E... Seu ginete é... A morte... E com ela... — Enedy tossiu fortemente, soltando um líquido negro pela boca que parecia estar vivo, pois se mexia como se fosse algo semelhante a uma mortalha viva. — O inferno vem atrás... E haverá sangue... Ranger de dentes... o fogo consumirá tudo... Não restando nada mais... que pó e cinzas...

Evans ficou a ouvindo e assim que ela voltou a sí o encarou surpresa.

— Oque aconteceu? Porque eu estou sentada e você me agarrando garoto? — Ele soltou rapidamente Enedy que se levantou um pouco trêmula e sentou-se no banco acolchoado tomando folego.

— A senhora caiu no chão e teve um tipo de convulsão, falou sobre a morte vindo em cima de um cavalo... — Ela levou a mão até a cabeça, e pode perceber o "fluido negro" que se mexia sobre o chão.

— Oque a senhora vai fazer? — Pediu ao vê-la levar o dedo até aquilo e aproximou a sujeira do nariz, sentindo seu odor. Oque o fez fazer uma expressão de nojo, pela atitude da senhora em relação a aquilo que havia vomitado a pouco. Ela o fitou e murmurou:

— Tem algo lá fora...

Um forte estrondo foi ouvido do lado de fora dos vagões, por algum motivo então desconhecido o trem precisou frear parando completamente em cima do viaduto Glenfinnan. Romanov puxou a varinha de suas vestes e levantou-se com cautela pressentindo que algo de ruim estava para acontecer. Aos poucos a luz do sol começou a desaparecer e se fez noite em torno do trem como se um imenso véu negro tivesse sido colocado sobre ele.

—  Fique aqui professora Enedy, eu vou ver oque está acontecendo com o maquinista...

A senhora concordou olhando para ele, e assim que fora deixada sozinha, tirou da maleta sua varinha feita de acácia negra. Um solavanco violento empurrou o trem para trás, nesse instante Enedy conjurou Lumus e saiu de sua cabine. Apenas com um pequeno movimento de sua varinha todas as portas das cabines foram abertas e ela começou a caminhar lentamente observando dentro de cada uma delas.

  —  Ahhhhhhh!! —  O grito do auror foi ouvido e logo o silêncio absoluto. Um vento gélido surgiu no corredor do vagão obrigando Enedy entrar na primeira cabine que pode. 

Já sabendo oque podia ser, apagou a luz na ponta de sua varinha e ficou em silêncio apenas esperando. Aos poucos o som de uma respiração pesada se aproximando foi ouvida e da mesma forma foi sentida a queda brusca da temperatura em seu entorno. 

[•••]

— E a Lufa-Lufa ganha a taça das casas!—Avisou Minerva para delírio dos alunos da casa de Helga Lufa Lufa. Na mesa da Sonserina Albus mantinha a expressão carrancuda em sua cara.

  — Ah Alb... Ano que vem a gente ganha... —Tentou Scorpius consolar o namorado em vão que parecia não estar prestando a atenção em sí. Malfoy logo olhou para a direção onde Albus olhava, observando que o foco de Albus estava em Hugo Weasley que comemorava com os colegas da Lufa-Lufa. —Oque foi? — Pediu o loiro tirando ele do seu transe.

  —  Eu tava pensando... Eu acho que o Hugo gosta de você... —Scorpius enrugou a testa confuso, assim que o ouviu. Nunca havia parado para pensar na hipótese até aquele instante. Albus o fitou profundamente nos olhos e percebendo como Scorpius havia ficado levantou da mesa. —Vou te esperar na comunal, tô sem fome... 

  — Mas Alb... —Scorpius não teve tempo de terminar a frase e foi deixado sozinho pelo moreno. Ele se encolheu em seu lugar e ficou em silêncio comendo seu jantar, enquanto pensava na hipótese que Albus havia acabado de sugerir.

Enquanto isso Albus tinha seus pensamentos a flor da pele imaginando Hugo e Scorpius juntos, havia prometido para seus pais que não se meteria mais em confusão. Mas ele havia percebido que Hugo diversas vezes durante o banquete, mantinha seus olhos atentos na direção de Scorpius.

[•••]

— Atenção todos! — Avisou Minerva com uma expressão grave, interrompendo o banquete. — O expresso de Hogwarts foi atacado na viajem de volta a Londres a algumas horas. Não temos mais informações do ministério, mas por determinação, o transporte de alunos ficará suspenso até amanhã a tarde... Professores, acompanhem os alunos para de volta de suas comunais!

Ordenou Minerva e logo os alunos começaram a voltar para suas comunais.

— Oque você acha que aconteceu Scorpius?

— Pediu Bryan o olhando com desconfiança.

— Não sei, mas porque alguém atacaria o expresso? Não tem nada de valor... PROFESSORA ENEDY!! — Gritou assim que se lembrou da professora e voltou correndo para o salão principal.

— Scorpius! Onde você vai? — Hugo surgiu em sua frente, atrapalhando seu caminho.

— Oi Hugo... Professora Enedy estava no expresso, preciso saber se ela está bem! — Avisou ele correndo até a diretora que se mantinha em conversa com Aurora Sinistra e Flintwick.

— Espera, eu vou com você! — Respondeu o ruivo correndo atrás de Scorpius.

— Diretora! A professora Enedy, ela está bem? — Pediu preocupado.

— Não sabemos senhor Malfoy, ela foi encontrada inconsciente no último vagão do expresso. Mas esperamos que sim... Agora voltem para suas comunais.

— Tudo bem, obrigado diretora... — Scorpius virou de costas e se voltou para fora do salão acompanhado de Hugo.

— Oque você acha que aconteceu?

— Não sei, mas algo está errado... Eu estou sentindo...

[•••]

— Harry, quero uma escolta com 20 aurores para o expresso de Hogwarts chegar em segurança na escola. — Solicitou Hermione que se mantinha sentada em sua mesa com as mãos sobre a testa, com a expressão de quem estava muito preocupada. — Algum sinal ou pista de quem pode ter atacado?

— Até agora nada Hermione, mas já vou deixar todos os aurores avisados...

— Como está Romanov?

— Do mesmo jeito que a senhora Overphary, continuam em coma...

— Pelo que viu, tem alguma ideia do que tenha os atacado?

— Não... Mas quando entramos no trem a temperatura estava muito baixa... Quase 15 graus abaixo do normal...

— Dementadores?

— Não creio, a população diminuiu substancialmente e precisariam estar no trem ainda para manter a temperatura baixa...

— Ministra? — Interrompeu Abraxas entrando no gabinete.

— Sim, pode falar Dersman...

— O senhor Malfoy está aqui... — Avisou para desagrado se Harry.

— Pode deixar entrar, obrigado...

Sentindo o desconforto de Harry, Hermione sorriu para o amigo e se voltou ao loiro assim que ele entrou na sala.

— Olá Malfoy, já soube oque houve no expresso?

Ignorando a presença de Harry ele estendeu a mão para Hermione e a cumprimentou, indiferente a presença do moreno.

— Sim ministra, já enviei uma coruja a Hogwarts. Pela madrugada a locomotiva será liberada de volta para a escola. Estive no St. Mungus e Enedy já está recuperada, mas continua dormindo.

— Ótimo Malfoy, peço a gentileza que acompanhe a escolta do expresso com a equipe dos aurores... Caso aja algum contratempo teremos que usar a rede flu para trazer os alunos de volta a Londres.

— Não é perigoso Hermione? — Pediu Harry.

— Porque seria? Usar a rede flu é tão segura quanto o expresso... —Desdenhou Draco fitando Hermione que concordou.

— Ele está certo Harry, em último caso usem a rede de flu.

[•••]

— Albus! ACORDA!! Rápido! — Gritou Scorpius entrando no dormitório em pânico.

— Oque? Oque? Oque foi Scor? — Pediu pulando da cama.

— Pega suas coisas rápido! A escola está sendo atacada! Os professores estão levando os alunos para a rede de flu!

Um enorme estrondo de trovão surgiu para o assombro de Albus que de pijamas mesmo se levantou correndo pegar seu malão.

— Quem está atacando?

— Não sei apenas ouvi os gritos dos alunos e quando corri para o jardim ver oque era eu vi os raios vermelhos acertando a barreira mágica do castelo. — Avisou Scorpius pegando a mão de Albus para ambos não se perderem um do outro na confusão generalizada. Alunos de todas as idades e casas corriam de um lado para outro seguindo para os locais onde a rede flu havia sido liberada para fuga.

— Será que é você-sabe-quem? — Albus olhou para Scorpius apertando a mão dele com receio.

— Não... Ele está morto Alb! — Respondeu e ao longe Scorpius pode perceber a silhueta do pai. — Pai! Aqui!

Draco correu até os dois e abraçou Scorpius assim que chegou perto o suficiente.

— Graças a Merlin! Vamos embora daqui! Albus, você vem conosco! Seu pai está ajudando os outros aurores na proteção do castelo.

— Meu pai? Senhor Malfoy, oque está acontecendo?

— Hogwarts está sendo atacada por uma força desconhecida... Não sabemos do que se trata. Fomos atacados assim que chegamos com o expresso em Hogsmead.

Scorpius e Albus se entreolharam mas preferiram ficar em silêncio, Draco se mantinha a frente dos dois os guiando, com a varinha empunhada. Logo um novo estrondo foi ouvido e o som de algo quebrando foi percebido.

— A BARREIRA DE PROTEÇÃO FOI DESTRUÍDA! CORRAM!!!

Gritou um dos aurores que estavam em uma das portas de acesso ao castelo, para os alunos.

— Droga! Aqui Scorpius, Albus! — Draco entregou um punhado de pó para os dois garotos e apontou para a lareira. — Vocês dois, quero que fiquem na mansão! Não saiam de lá até alguém ir buscar vocês.

— Mas pai! O senhor precisa vir junto! — Respondeu Scorpius

— Eu não posso filho, preciso ajudar aqui. Albus cuide dele para mim, por favor.

— Pode deixar senhor Malfoy... Eu cuido do Scorpius.

Draco assentiu e correu para fora da sala deixando os dois a sós. Albus esperou Scorpius que já estava em prantos pelo nervosismo desaparecer nas chamas verdes da lareira e fez o mesmo.

Enquanto Isso, ao redor do castelo uma névoa negra e densa invadia a escola atacando por sufocamento todos que tentavam impedir sua invasão do local.

FIM


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...