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História Season Of The Witch - Reylo - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oi gente, como estão? Espero que estejam todos bem! Enfim, mil perdões pela demora. Eu já havia concluído esse capítulo há algumas semanas atrás mas acabei perdendo o arquivo e tive de reescrever tudo de novo. Enfim, também tô lotada de coisas do EAD para fazer e comecei um projeto musical, então tudo têm sido bem corrido.

É isso, ficou curtinho dessa vez, mas aproveitem o capítulo!

PS: MUITO OBGD PELOS 100 FAVS! Sério, isso me deixa muito feliz!

Capítulo 7 - Capítulo VI


Fanfic / Fanfiction Season Of The Witch - Reylo - Capítulo 7 - Capítulo VI

E gritos.

 

  Rey sentiu uma estranha sensação tomar conta de todo seu ser. Uma presença desconhecida estava assombrando aqueles corredores e sabia bem disso. Um cheiro incomum de fumaça ocupou suas narinas, espirrou duas vezes seguidas. 

 

  —Sentiu isso? -Ela questionou.

 

  A única coisa que Kylo estava sentindo naquele momento era o cheiro de fumaça. Ele apenas assentiu com a cabeça.

 

  Rey pegou uma pequena faca na mesinha de centro e a usou para cortar a barra de seu vestido. Aquilo atrapalhava e muito sua movimentação.

 

   —O que está fazendo? 

 

   —Se temos problemas não vou fazer desse vestido mais um deles.

 

  Ela saiu pela porta de madeira seguida dele. Não conhecia aquele castelo, que mais parecia um labirinto de pedra, porém, sentia que estava chegando a algum lugar seguindo os gritos e a presença estranha nas redondezas.

 

  Continuavam a caminhar, e depois passaram a correr quando viram que se aproximavam dos sons tenebrosos. 

 

  Em certo momento, uma jovem de estatura baixa vinha correndo na direção oposta. Parecia cansada e carregava uma expressão de puro terror em sua face pálida.

 

  Quando a mulher tentou passar por eles, Rey a colocou contra a parede. O baque foi tão grande que Kylo levou um pequeno susto. A jovem passou a socar o peito da bruxa para tentar se livrar do aperto.

 

  —Respire -Disse calmamente.

 

  Então, a respiração descompassada dela passou a se normalizar e ela parou de desferir golpes em Rey.

 

  —Por favor, diga-nos o que está acontecendo. -Pediu com educação, porém, firmemente.

 

  —Um dragão lá fora! Tem fogo por toda parte!

 

  A bruxa ruiva arqueou uma sobrancelha. Dragões? Mas eles haviam sido extintos há séculos junto dos caminhantes brancos. Não era possível, tinha de ser algum tipo de alucinação coletiva ou algo assim. Porém, sabia que podia ser possível, o cheiro de queimado incomum denunciava isso. Havia lido em um dos livros de sua mãe sobre os dragões e suas peculiaridades.

  

  —Certo. 

 

  E soltou a jovem, que saiu correndo dando pequenas olhadas para trás.

 

  Eles voltaram a correr, seguindo os gritos até o portão que dava acesso a uma grande área cercada por muralhas de pedra grandiosas.

 

  E de fato, a mulher estava certa, havia chamas por toda parte, rodopiavam pelos ares como se aquele fosse o lugar delas. Havia um resquício de grama verde em um dos cantos, o resto havia virado cinzas.

 

  Algumas pessoas tentavam conter a criatura verde e escamosa de olhos pretos e fundos, que soltava fogo pelas ventas e girava pelo ar dando rajadas naqueles que estavam a tentar lhe parar.

 

  Rey observou aquela cena, pasma. Aquele dragão era uma criatura linda aos seus olhos, nunca havia visto um em toda sua vida, aquela era uma oportunidade de ouro. Se possuísse um pouco mais de frieza, deixaria o bicho queimar todo aquele castelo e levar seus habitantes para seis palmos abaixo da terra. Mas ali havia pessoas normais, pessoas que pareciam boas, como Aphra, de fato, não achava que ela merecia um fim tão trágico. Daria um jeito naquilo, sabia no fundo de sua alma que era poderosa e que tinha grandes chances de derrotá-lo.

 

   Sem olhar para trás, ignorando avidamente os gritos de alerta de Kylo, Rey passou a correr até o pátio chamuscado. Iria fazer aquilo, não precisava da aprovação dele e nem de ninguém, faria a coisa certa mesmo que isso lhe custasse tudo o que tinha. Possuía um feitiço em mente, não um específico para dragões. 

 

  As mulheres e homens lutando contra a criatura lhe lançavam palavras de alerta e alguns até chamavam-na de estúpida por apenas estar ali, em suas percepções "atrapalhando" a batalha. Estavam distraídos, não perceberam a carga de poder que ocupava o corpo de Rey. Deveria deixá-los para queimar, pensou. As pessoas dali pareciam não respeitar sangue novo.

 

  Ela passou a correr ao lançar feitiços de confusão no dragão, precisava deixá-lo confuso antes de executar seu plano. Apenas um pouco de sua magia havia sido suficiente para deixar a criatura desnorteada, rodopiando pelo ar em direções aleatórias e cuspindo fogo de uma maneira totalmente sem sentido. Ele passou a grunhir como um louco. 

 

 Os aliados de Palpatine lhe lançaram olhares de surpresa. Ouviu um grito de Kylo que dizia "Saiam, não a atrapalhem", a ordem foi acatada com extrema rapidez, e em um segundo estava sozinha desviando das chamas. 

 

  Ela se pôs em posição e começou a cantarolar um feitiço em sua língua materna com as mãos estendidas para o céu, como se fosse uma cristã e estivesse clamando pela ajuda de Deus. 

 

  —Para esse plano se distorcer, o tempo deve rasgar e uma passagem criar.

 

  E ela continuou. Nesse ponto uma fenda começou a ser aberta nos ares. Repetiu aquele feitiço várias e várias vezes, como um mantra interminável. Estava se sentindo cansada, mas continuou, sentiu as pernas fracas como meros fios de seda. 

 

   Mas não desistiu, ela continuou e continuou puxando energia de dentro de sua alma, nos cantos mais obscuros de seu ser. 

 

  Até que o portal se abriu. Ela pôde sentir algo a mais. Uma voz estava presente em sua mente, uma voz masculina, doce e suave que dizia:

 

   "Por que apenas não me mata? Por quê?" 

 

  Aquilo fez seus pelos do braço se eriçarem. Não podia ser, não podia ser. Impossível, não era o dragão que falava consigo, estava alucinando. 

 

  Quando juntou forças para empurrá-lo para dentro do portal, não precisou ser feito, a criatura misteriosamente entrou por conta própria.

 

  A fenda se fechou e ela caiu de joelhos na grama queimada. Se sentia exausta, prestes a entrar num sono profundo novamente. Quando tudo começou a ficar preto e seu corpo falhou, fazendo-a cair, ela sentiu braços delicados apoiando seu corpo. A cabeça no colo de alguém que não conseguia identificar.

 

  Palavras de cura foram ditas enquanto a pessoa apoiou a ponta dos dedos em sua testa. Sentiu uma onda de energia se alastrar por seu ser e abriu os olhos lentamente.

 

  Pôde ver a face sorridente e levemente suja de cinzas de Aphra.

 

  —Senhorita Rey, você está bem?! 

 

  Rey piscou os olhos algumas vezes.

 

  —Sim, estou. Muito obrigada. 

 

  —Muito bem, Senhorita Rey. Fique um pouco parada por alguns segundos, assim. Sabe, aquilo foi impressionante, salvou a todos nós. 

 

  —Obrigada -Exibiu um sorriso tímido. — Por favor, não me chame de senhorita, é apenas Rey. 

 

  —Ah, claro senho- quer dizer, Rey. 

 

  Alguns poucos instantes depois, já estava apta a se levantar. Queria voltar para dentro do castelo para pensar num plano de fuga.

 

  E sabe, pensou mais um pouco, não precisava daquilo, não precisava de um plano de fuga. Podia muito bem abrir o portão e sair andando. E foi o que fez, ao se levantar completamente, começou a andar na direção do portão de ferro. As pessoas batiam palmas para Rey, como forma de agradecimento e respeito.

 

  Moveu as mãos com precisão, Aphra gritou seu nome perguntando o que ela estava fazendo, assim como Kylo ao longe, que vinha em sua direção.

 

  Nada disse, estalou os dedos e quando o portão se abriu correu até ele, até a paisagem em cinzas fora do castelo como se fosse o último momento de sua vida. Estava prestes a atravessar, algo lhe bloqueou, fazendo a moça cair para trás. Se levantou novamente e lançou um feitiço de quebra de barreira, não funcionou, continuou tentando e tentando até desistir e se sentar no chão olhando para cima. 

 

  —Sete infernos! -Ela praguejou.

 

  Palpatine, e Kylo foram até Rey. Ela os encarou com ódio, como se pudesse matar os dois a qualquer momento.

 

  —Isso é inútil, filha, não sairá daqui sem minha permissão. Aliás, bom trabalho com o dragão. - O homem velho disse.

 

  —Seu maldito! Tu não tens o direito de me prender aqui! 

 

  Rey se levantou. Tentou conjurar um portal novamente, um portal para qualquer lugar longe dali, porém, não funcionou como minutos antes.

 

  —Você foi muito eficiente em agir como heroína e mostrar o potencial de seus poderes. Agora, essa é uma área restrita a fendas de teleporte.

 

  Ao ouvir aquilo, uma imensa raiva se apossou de seu corpo. Ela não mediu suas ações. Estendeu uma das mãos a Palpatine, como se estivesse estrangulamento o velho. Fechou a mão os poucos e proferiu diversas palavras de maldição. Começou a funcionar, o homem se engasgou por alguns segundos, porém, ela sentiu seu corpo ser jogado contra uma das paredes de pedra.

 

  —Senhorita Rey Goode, acho melhor não subestimar meu poder. Tu és de fato muito poderosa, mas lembre-se que sou muito mais.

 

  E ele deu a volta para dentro do castelo, arrastando sua túnica vermelha pelo chão. 

 

  Kylo correu até ela, com a intenção de ajudá-la a se levantar. Tocou o braço dela para fazê-la ficar de pé, mas Rey empurrou seu braço para longe, encarando-lhe com extrema repulsa.

 

  —Eu. Não. Preciso. De. Sua. Ajuda. -Silabou 

 

  O homem ficou parado ali enquanto Rey passava as mãos por seu vestido, falhando em tentar eliminar as cinzas dele. 

 

  Ela deu ombros para ele e foi em direção a porta de entrada do castelo, seguida por Aphra. Ao passar, a multidão que antes lhe julgava bateu palmas como anteriormente, alguns até se curvaram a ela como símbolo de gratidão.

 

  —Rey - Aphra disse — Mestre Palpatine me mandou lhe dar um recado. Haverá um banquete no salão principal, será essa noite e ele requisita sua presença.

 

  Essa formalidade toda era realmente necessária? Sabe, comida era uma coisa boa, porém, Rey não estava com um pingo de vontade de confraternizar com aquela gente.

 

  Mas se quisesse dar o fora daquela fortaleza de pedra, teria que fazer Palpatine acreditar que estava radiante em estar ali, assim, talvez ele poderia conceder sua liberdade.

 

  Rose veio a sua cabeça, como será que ela estava? Qual seria a posição do lado luminoso no momento?

 

  —Aphra, você tem notícias sobre… sobre a guerra? Sobre o lado luminoso? -Perguntou com uma leve expectativa.

 

  Aphra conteve um suspiro e começou a falar.

 

  —A última notícia que ouvi dizia que eles estavam prestes a perder Naboo para o nosso lado.

 

  Quado Rey ouviu aquilo, quando ouviu "nosso" escapar pelos lábios dela, seu estômago revirou. Aquele não era seu lado, nunca seria. Além disso, a notícia era péssima, não poderiam perder Naboo, tinham que resistir, tinham de conseguir ganhar aquela batalha. Queria estar lá para ajudar.

 

  Mais tarde, naquele mesmo dia, Aphra levou Rey para a biblioteca do castelo. Era gigantesca, possuía paredes e mais paredes de livros de todos os tipos: magia branca, magia negra e até alguns grimórios de magos e bruxas famosos. Ela passou o resto do dia ali, evitando tudo o que estava acontecendo ao seu redor, evitando a tempestade de emoções e medos secretos que absorviam sua alma, pelo menos por algumas horas ela teve um pouco de paz, tranquilidade e alegria momentânea antes de se preocupar com as sérias questões que lhe rondavam.

 

  Conforme a noite caía e o Sol se escondia no horizonte, sua tristeza voltava junto das outras emoções desagradáveis. Segurava uma cópia do grimório do próprio Merlin em mãos, prestando atenção em cada palavra e absorvendo todo aquele conhecimento, que lhe levava desde quando Merlin havia fundado uma renomada escola de magia na Inglaterra até as últimas escritas antes de sua morte. 

 

   Leves batidas na enorme porta de madeira interromperam sua leitura. Seu estômago ficou embrulhado e sentiu uma enorme vontade de se esconder em algum lugar, mas que lugar? Não havia onde se esconder, uma hora ou outra iria ser encontrada.

 

  A pessoa entrou na biblioteca. Era Aphra lhe avisando que deveria começar a se aprontar para o banquete que aconteceria naquela mesma noite.

 

    .

 –Você está tão deslumbrante! - Ela disse enquanto ajeitava o cabelo de Rey no mesmo coque de algum tempo mais cedo.

 

  E de fato, ela realmente estava muito bem vestida. O vestido de cor rubra como seus cabelos destacava sua pele pálida em dezenas de camada de tecido e detalhes dourados. Os saltos altos dourados brilhavam a cada movimento que fazia. Aquelas roupas eram lindas, porém a que custo? De qualquer forma ainda era uma prisioneira, e seria por muito tempo se não começasse a pensar em algo para fugir dali e obviamente voltaria, mas voltaria com um exército para destruir Palpatine e o maldito Snoke.

 

   —No que pensa tanto, Rey? - Aphra questionou.

 

  Ela hesitou por alguns segundos, porém resolveu abrir o jogo, não sobre um possível plano, claro, isso seria idiotice.

 

  —Eu… Eu me sinto tão mal por estar presa aqui sem poder ajudar meu lado. É frustrante não poder fazer nada, apenas observar tudo desmoronar de longe.

 

  —Rey, eu tenho que te dizer algo sobre isso. Eu-...

 

   E então uma batida leve na porta lhe interrompeu, era mais uma das criadas do castelo avisando que o banquete estava quase começando.

 

  Rey seguiu para o salão principal, acompanhada pela outra criada que havia batido na porta. Se sentia meio triste pelo fato de que Aphra não iria participar do banquete. Ela foi a única que lhe tratará bem nos últimos dias, apreciava sua companhia.

 

  Já havia uma quantidade considerável de pessoas sentadas a enorme mesa retangular que estava abundantemente cheia de diversos tipos de comidas, algumas que Rey nunca havia provado em sua vida.

 

  Palpatine e Kylo não estavam presentes, pelo menos ainda. Já Snoke, estava sentado numa das pontas da mesa, friamente inexpressivo, aquele homem lhe causava calafrios.

 

  No momento em que entrou no salão todos ali direcionaram os olhares para ela. Rey não se deixou abalar, confiante e imponente, seguiu a mulher até um lugar perto da ponta da mesa. Sentou-se na cadeira, havia um guardanapo branco bordado com o seu nome em linha vermelha: "Rey Goode", a frente de um prato totalmente branco, alguns talheres e uma taça vazia.

 

  Impressionante, mas exagerado como tudo no castelo.

 

  Se sentia deslocada ali, pessoas conversavam ao seu redor e não conseguia de sentir confortável num ambiente um tanto quanto desconhecido como aquele.

 

  Rey sentiu uma energia forte se aproximando, e então, Kylo Ren estava sentado ao seu lado. Droga, o universo estava lhe pregando uma peça, só podia ser isso. 

 

   —Olá, Rey - Ele lhe cumprimentou.

 

   Demorou algum tempo para respondê-lo.

 

   —Olá, Kylo Ren -Respondeu com frieza.

 

   Agora aquilo beirava ao inferno, maldita seja a pessoa que organizou os lugares na mesa. Não ousou olhar para o rosto dele, queria espancar aquele homem com as próprias mãos até que perdesse a consciência. 

 

   Um momento depois, Palpatine atravessou o salão e parou numa das pontas da mesa, mais especificamente em sua direita. Não se sentou, apenas ficou ali parado esperando as pessoas ficarem em silêncio.

 

  —Bom, estamos aqui hoje para celebrar a vitória de nossa querida Rey Goode contra o terrível dragão! Vamos, levante-se, filha. 

 

  Ela hesitou por um momento, mas obedeceu ao pedido.

 

  Todos lhe encaravam, alguns cochichavam, se sentia ainda mais desconfortável. Ainda assim manteve a cabeça erguida.

 

  —Além disso, tenho orgulho de anunciar que Rey Goode está sendo oficialmente recrutada para o nosso lado!

 

  Palmas, palmas e gritos em comemoração. Rey sentiu seu corpo estagnado, não conseguia mover nem sequer um músculo. Não, não iria colaborar com isso, porém, a única maneira de se livrar das amarras e fugir daquele lugar seria ganhar a confiança de Palpatine.

 

  Se mostraria relutante no começo, mas com o tempo tentaria se acostumar com essa ideia, e assim, conseguir sua tão sonhada liberdade. Depois disso iria procurar pelo lado luminoso, por Rose e Paige. Tudo daria certo, tudo deveria dar, tudo tinha que dar, é sua única esperança.

 

  As palmas continuaram e depois cessaram-se. A bruxa sorriu forçadamente e se sentou na cadeira.

 

  Sentiu o olhar de Kylo sobre si, sentiu de verdade, como se ele estivesse sugando sua alma. O que ele queria afinal? Algum tipo de demonstração de afeto? Se dependesse dela, ele nunca mais teria algo vindo de si. Maldito traidor. 

 

  —Rey, eu… -Kylo começou

 

  —Não! -Ela replicou num quase sussurro, não queria chamar atenção daqueles abutres para si mesma. 

 

  Não possuía nenhum pingo de paciência para aquele teatrinho, uma coisa era fingir com Palpatine por sua liberdade e outra coisa bem diferente era voltar a falar com Kylo Ren.

 

  O banquete seguiu seu curso, todos comendo e bebendo muito vinho. As taças se enchiam sozinhas, assim como a comida nos pratos. Na opinião de Rey, aquilo era um grande desperdício de magia preciosa. 

 

  Kylo não ousou falar com ela pelo resto da noite. Felizmente, Rey não precisou sentir novamente o olhar dele queimando em si, mas invés disso, sentiu uma turbulência na energia dele. Parecia bagunçada, sentia algo martelando repetidas vezes em sua cabeça.

 

  Mais tarde, naquela mesma noite, se sentou numa cama que não lhe pertencia, usando uma camisola de seda azul que não lhe pertencia, num quarto enorme que de fato, também não lhe pertencia. 

 

  Ela suspirou repetidas vezes, as velas ainda acesas num lustre no teto. Estalou os dedos, deveria dormir, iria dormir para esquecer, para tentar entrar no mundo dos seus próprios sonhos e fugir de toda a bagunça no mundo e em sua vida.

 

  Aninhou-se debaixo das cobertas quentes. Fechou os olhos bem, bem, bem forte como se algo de ruim fosse acontecer, como se quisesse fugir dali, apenas um dos dois últimos itens citados é completamente correto, o outro parece mais como um achismo da cabeça de Rey. Ela é uma bruxa, talvez a sensação desagradável em seu corpo, seja algum tipo de aviso para acontecimentos de um futuro catastrófico. 

 

  Puxou o ar para dentro dos próprios pulmões, muito, muito, muito fundo e depois soltou, como se estivesse fumando um cachimbo, igual aquelas bruxas anciãs que sua mãe levou para conhecer na infância. 

 

  Não iria conseguir dormir, se sentia agitada demais, frustrada demais, impotente demais. 

   

  Se levantou rapidamente, calçou suas botas e pegou um casaco e vestiu para enfrentar o frio noturno que fazia naquela Fortaleza. Iria a biblioteca. Ninguém lhe impediria de distrair sua mente noite a fora.

 

  O sono no dia seguinte não era um empecilho, poderia tomar doses e doses de café bem forte como um estimulante para continuar acordada. Teria de continuar acordada ou Snoke e Palpatine iriam lhe esfolar viva, do mesmo jeito como a Baba-Yaga tentou naquela floresta escura. 

 

  Depois daquele banquete, Snoke veio dizer para Rey que no dia seguinte ao evento, seu treinamento iria começar. Quase mandou o homem para o inferno, mas se esforçou e não arrumou nenhum tipo de confusão, conseguiu manter as aparências com êxito mesmo com seu sangue borbulhando de raiva. 

 

  Ela caminha em passos lentos até a porta do quarto, abrindo aos poucos para que não fizesse nenhum tipo de barulho. 

 

  Abafou um grito com as próprias mãos quando viu Aphra parada do outro lado da porta. A moça estava com uma expressão cansada e bocejou de leve sem nem se importar muito com o fato de que Rey levou um enorme susto.

 

   —Pela Deusa, Aphra! Você quase me matou de susto! - Sussurrou.

 

  —Ah, me desculpe Rey, mas eu tenho que conversar com você! É muito importante.

 

  O que seria tão importante que não podia esperar até a manhã seguinte? Pensou.

 

  —Entre antes que alguém te veja! 

 

  E ela entrou, e sem nenhuma cerimônia sentou-se na cama bagunçada do quarto.

 

   —O que você-

 

   —Hoje você sairá daqui.  

 

   Sem cerimônia algumas aquelas palavras saíram da boca de Aphra e acertaram em cheio o coração de Rey e todo seu sistema nervoso, se sentia confusa, seu coração começou a acelerar. Era mesmo o que estava pensando? 


Notas Finais


É isso, perdão por qualquer errinho. Nos vemos no próximo! Fiquem bem e lavem as mãos.


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