História Secretary - Capítulo 23


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sidney Glass, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Chefe, Emma Swan, Regina Mills, Secretária, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 474
Palavras 4.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, LGBT, Lírica, Mistério, Orange, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, tive um bloqueio enorme!
Em itálico está uma lembrança de Regina.

Capítulo 23 - Absoluta


 

Regina Mills

 

Deslizo o roupão por meus ombros e logo ele vai ao chão, mostrando minha lingerie preta de renda. Observo a maldita cicatriz, com a mesma meticulosidade do médico, consigo até ouvir suas palavras ao olha-la.

— Infelizmente mais um dos tratamentos falhou — Indagou olhando o interior da minha coxa — Não ha muito que fazer. Fiz todo o procedimento, como te disse ate os infligi, pois, o banco não fornece pele sem ser em casos de estrema urgência. Pode-se notar aqui — Esclareceu apontando para minha perna — Voltou ao normal e está em perfeita aparência, mas o nosso problema é que essa porção — Explicou direcionando os dedos para a queimadura — Não quer seguir o mesmo processo, como expliquei isso poderia acontecer. Indicarei todos os remédios e pomadas necessárias para que não continue a dor. Apos o uso, veremos os resultados. Não posso dizer que isso vai passar daqui a uma semana ou um mês, isso é um processo de cicatrização. Se não ficar satisfeita com os resultados apos esse processo pode optar por tratamentos alternativos — Argumentou fazendo um sinal para que eu pudesse fechar as pernas —, mas não posso assegurar que vai ficar como antes — Concluiu arrancando lágrimas dos meus olhos.

Deslizo os dedos por minha coxa esquerda. Não existe mais nenhum rastro de dor, mas a aparência me incomoda e os olhares dos outros sobre ela só piora a situação.

Lembro-me do dia em que eu e Isabelle, merda transamos, quando suas mãos subiram por minha saia, indo de encontro as minhas coxas, bem ali ela sentiu os vergões que foram deixados pelo fogo. Seus olhos me observaram, era um questionamento silencioso, um susto, como se aquilo fosse algo inesperado em seus delírios eróticos de se deliciar entre as minhas pernas.

Sem dúvidas em seus pensamentos ela deslizaria os dedos por meus pés, joelhos, panturrilhas, levantaria meu vestido ou saia com rapidez e despreza, arrastaria as unhas por minhas coxas, dançaria com polegar sobre a umidade da minha calcinha. Em seu sonho meu corpo arfaria a cada pequena provocação e em um gesto desesperado daria total liberdade, Isabella colocaria o tecido para o lado e realiza o seu desejo de colocar o rosto e os dedos entre minhas pernas, mas nada daquilo aconteceu, pois, a realidade é mórbida. Lembro-me de fechar os olhos e senti-los encher de lagrimas, lutei para que nenhuma delas caírem.

O simples toque de Isabelle sobre aquela extensão de pele me causou dor, não, era algo físico, mas sim emocional por causa de todas as lembranças. Tenho medo que o mesmo aconteça com Emma. Tirei a mão de Isabelle de minha coxa e joguei no sofá, lembro-me dos gemidos roucos, das estocadas, da forma como ela segurava o sofá, enquanto meus dedos se enfiavam contra sua carne, o modo como seus gritos tomaram o escritório quando minha mão espalmou contra sua nádega, duas, quatro, dezesseis vezes ou mais. Queria fazer aquilo, pois, desejava desesperadamente me livrar de cada um dos pensamentos que ela fez me lembrar, então depois como retribuição ela beijou os meus seios e enfiou os dedos em mim.

Não permiti que ela tirasse minha saia, não queria que ela visse essa merda em minhas pernas, já não bastam os meus olhos que tem que observar isso. Como será que Emma lidara com os meus bloqueios? Já a vi nu, mas ela ainda não me viu, tomei cuidado para que isso não ocorresse e vou continuar.

 No jatinho tirei minha calcinha com cuidado, querendo que o vestido não levantasse o suficiente para mostrar e durante nossa noite, enquanto beija seu corpo e nos roçávamos tomei a devida atenção para apagar a luz do quarto antes, sabia que Emma não tentaria nada então foi simples e ela não sentiria a cicatriz, passaria despercebido, e assim foi, mas sei que em alguma hora ela vai tentar ver um pouco mais de mim a vai conseguir, pois, a desejo de forma desesperada. Será que ela vai ter nojo de mim? Vai repudiar a cicatriz e parar de me desejar ou seria ainda pior ela vai querer saber a história que envolve isso? Não sou capaz de contar, falar sobre meu pai já foi difícil vai ser ainda pior.

Olho para as minhas mãos e percebo que o machucado esta bem melhor e que alguns pontos já saíram,  isso é bom, pois, não terei que usar curativo durante o jantar.

O que dizer sobre esse jantar? Sinto que ele vai acabar mal por conta de Isabelle, deveria ter ido ate sua casa, achado um jeito para ter uma conversa, mas não o fiz apenas liguei e mandem mensagens, mas ela tratou de ignorar tudo. Não sei se por causa da minha forma de negar entrar na casa dela depois de a nossa estada no jatinho ou por realmente estar ocupada.

Emma não vai gostar nada de ver Isabelle se comportando do mesmo modo comigo, mas vou tentar ao máximo afastar Belle para que a situação no fique tão feia, mesmo sabendo que ela vai sentar na mesma mesa que a gente, a pedido de August, pois, Mulan sua namorada, amante sei lá conjugar o que eles são, pediu. 

      Pensando em senhorita Swan. Os silêncios dela esta deveras me incomodando durante a tarde toda, os meus olhos tentaram focar no trabalho depois de sua simples mensagem de obrigada às 14h45min, mas eles concluíram que não era tão bom ler relatórios quando se podia ficar encarando o celular.

Nem uma mensagem dizendo olha gostei, ou ela não tem coração, ou ainda esta nervosa comigo, sei que a segunda opção é a mais aceitável, deveria ter ido entregar as flores, na verdade, fiz a coisa certa ao não ir, pois, do que adiantaria se não falei com Isabelle e solucionei os problemas.

É lamentável ficar uma grande parte do dia esperando por uma mensagem que já se sabe que não vai chegar, mas a esperança é traiçoeira e me deixa ate agora com frio na barriga esperando por um simples vibrar de celular que vai me fazer sorrir. Quero Emma em meus braços, seu aroma em minhas roupas e acredito que isso pode acontecer o mais breve possível, desejo por isso e estou hoje lidando com a certeza que tudo vai dar certo e nossos corpos se encontraram  novamente, na verdade, penso isso, mas sinto que mal preciso de sexo, no momento quero a presença dela, desejo por observar seus cabelos louros, deslizar os dedos por eles e sorrir por sentir novamente meu coração bater de forma  acelerada por alguém. Mal entendo toda essa minha esperança, mas sei que surgiu quando Emma entrou em minha sala, mas só agora sou capaz de perceber.

Senhorita Swan deu certa luz a minha vida e depois disso não quero voltar à escuridão, não vou me permitir passar longos dias sem sua presença, por mais que não saiba como serão os dias ao seu lado em um futuro, desejo que eles existam, pois, não saberei como tratarei de esquecer os seus beijos, depois de me entregar tanto. Mal posso acreditar que já estou apaixonada por Emma Swan, é irreal demais, não consigo concluir em qual momento essa sensação nasceu, mas tenho convicção que sou melhor com ela.

Analiso o vestido sobre a cama, é preto com o cobrimento um pouco acima dos joelhos e suas mangas são transparentes, calmamente o visto tomando cuidado para fechar o zíper. O que será que Emma ira vestir? Se as coisas tivessem saindo bem ela poderia estar se trocando no quarto ao lado, me apressaria para andar pelo corredor e observa como o vestido lhe cairia. Tudo cai bem em Emma, ela é linda e aqueles olhos, não sei lidar, sua boa é maravilhosa ainda mais contra a minha.

Merda estou com saudade e isso esta me sufocando há muito tempo. Ajeito o cabelo, feliz por um maquiador e cabeleireiro já terem passado por esse quarto essa noite, sobrou para mim apernas a tarefa de me vestir e passar o batom antes de sair. Se Emma estivesse aqui acabaria por passar batom só quando chegasse ao evento, pois, teria a certeza que aconteceria de borrar durante o caminho.

Essa mulher esta dominando os meus pensamentos. Passo o batom vermelho pelos lábios notando a cicatriz a única a aparente sem ser a da coxa e logo em seguida calço os saltos  Louboutin  e pego a bolsa colocando o celular dentro dele. Passo pela porta do quarto em que Emma deveria estar não resisto e entro seu cheiro parece estar aqui, acomodo-me ao lado de onde ela estava sentada, deslizo os dedos pelo travesseiro e não resisto o afago sentindo o aroma levemente amadeirado do perfume de Emma.

Desistiria desse evento, por mais importante que ele seja para ficar deitada com senhorita Swan nesta cama. Senhor oque será de nos?

Levanto-me e saio do quarto sentindo um leve aperto no peito, uma sensação estranha.

Saio em direção da sala sabendo que falta pouco para que esteja ao lado de Emma.

— Podemos ir — Indago vendo Sidney parado na sala.

— Esta encantadora Senhorita Mills — Comenta entregando o braço para que o acompanhe como sempre.

— Obrigada — Indago enquanto entramos no elevador — Temos que buscar Emma — Comento percebendo o quanto é gostoso deixar o nome escapar por entre meus lábios.

Sidney confirma enquanto saímos do elevador, ele logo abre a porta para que eu entre. Pego o celular e mando uma mensagem para Emma.

18h55min Regina Mills: Emma estou saindo de meu apartamento, chegarei a cerca de 20 minutos. Espero-te na porta ok?

Espero por alguns minutos por uma resposta, mas não chega. Ela deve estar se arrumando ainda, posso esperar, o evento começou  as 17h00min, mas tenho que estar lá apenas 19h30min, pois, sou uma das últimas homenageadas da noite, depois vem o jantar.

Na maioria das vezes não gosto de ir a eventos, mas esse é  por uma causa nobre. Depois de ocorrer à queimadura em meu corpo, fiquei por meses fazendo consultas frequentes em um hospital em Seattle que tem um centro de vitimas de queimaduras, por vezes andava pelos corredores e ficava vendo crianças e pessoas com quase todo o corpo queimado e com cicatrizes a imagem me chocava assim como minha perna, conseguia sentir um pouco da dor de cada um, então resolvi doar um percentual mensal do lucro da empresa para essa causa, e não me arrependo de ter feito.

A cada curva que o carro dá, é como se meu coração teimasse em bater mais forte por sentir estar próximo de Emma.

Sinto o celular vibrar, imagino que seja Emma, mas é Henry.

—Manheeé — Chama do outro lado da linha me fazendo sorrir.

Como amo ser chamada assim! Ser mãe foi uma das maiores bênçãos da minha vida, pois, nada se compara a chegar a casa e ver Henry, meu garoto, observar seus cabelos e o modo como a cada dia ele fica maior e mais esperto.

— Diga meu amor — Indago ouvindo risadas ao fundo — Quem esta com você? — Pergunto levemente preocupada.

Passei um tempo fora da empresa tentando tratar de minhas cicatrizes tanto físicas quanto emocionais e cuidar de Henry que também precisava de amparo. Agora que voltei para a empresa, sinto um grande vazio a cada viagem  é como se estivesse o abandonando, mas as coisas têm de ser assim não posso trazer ele e acabar por atrapalhar seu ano letivo entre tantas outras coisas, cheguei a pensar na ideia de contratar uma professora, mas sabia que a interação de Henry com outras crianças faria bem.

— Estou na casa da vó — Explica me fazendo rir ao ouvir minha mãe pestanejar por ser chamada assim — É você que ensinou ele a me chamar de avó né Regina? Já falei que é parenta — Diz Cora.

Gosto tanto quando minha mãe se deixa ser feliz, parece que sempre vive no dilema entre destruir o emocional dos filhos e ser a senhora autoritária que todos respeitam.

—É avó e fim de conversa— Esclarecendo rindo —Quem mais esta meu querido?

—Tia Ze e tio Graham, vamos ao cinema mais tarde. A tia estava falando com a tia Belle hoje e ela não deixou falar com ela, porque mãe? —Pergunta curioso.

Como assim? Zelena falando com Isabelle, isso me cheira pior que Henry no cinema a essas horas da noite.

— Passa o telefone para sua tia meu amor — Peço ouvindo o seu sim.

Tateio os dedos contra o vidro, ansiosa para ver Emma, enquanto espero Henry levar o celular.

—Oi Sis, já esta balando as paredes de seu apartamento em Roma?—Pergunta com o tom de voz um pouco mais baixa que o normal.

Espero que ela esteja bem longe de Henry, enquanto fala isso.

—Nada disso, as coisas estão bem estranhas para ser sincera — Comento olhando para Sidney que dirige calmamente entre as ruas de Roma — Mandei o almoço, um buque de girassóis, brincos e sabe o que recebi em troca? Silencio.

—Regina Mills a que deixa as mulheres de quatro e comeu minha crush, esta tomando um bolo — Anuncia dando sua também comum risada anasalada fazendo-me levar a mão a cabeça — Nota-se que o mundo da volta. Um dia você esta em cima dos seus  Louboutin  e no outro esta ajoelhada feita uma cadelinha esperando pelo ossinho Swan.

Ela acabou de chamar Emma de Osso? Senhor Zelena tem problemas.

— Chega de gracinhas, o que você estava falando com Isabelle? — Indago ríspida ainda ouvindo os seus risos sessar assim que falo o nome de senhorita French.

O carro para em frente ao hotel onde esta hospeda, mas Emma não esta ali.

—Sidney pode, por favor, interfone para Emma e dizer que ela esta demorando. Não quero me atrasar — Peço já vendo sair do carro.

—Abre o bico Zelena — Indago nervosa.

—Falei que você tem alguém e não é mais para ela ficar dando encima. Sei que...

Vai à merda, por isso não conto as coisas da para a minha família, porque eles têm essa mania de se meter e tentar resolver, agora tem dois problemas.

— Espero que se foda Zelena, não te conto mais nada que linguaruda era necessário isso?—Pergunto nervosa ate comigo mesmo por ter me deixado contar as coisas a ela — Você consegue ser pior que Cora, olha que essa proeza é quase impossível — Indago ríspida.

Não tinha o direito de se meter, esse assunto todo é entre eu Isabelle e Emma, agora sou capaz de entender exatamente porque Isabelle esta me ignorando. Como vamos ter uma conversa civilizada agora?

—Não fala assim Sis — Murmura fazendo-me ficar ainda mais nervosa.

Fez merda e agora quer absolvição. O que mais me dói é que disse que falaria com Isabelle, juguei que teria entendido isso.

—Pedi um conselho e não para você tentar do seu jeito torto solucionar o problema — Explico nervosa observando a entrada do hotel.

Porque Sidney esta demorando tanto com Emma? Não é possível ela ainda estar se arrumando sabendo que tenho que chegar antes das 19h30min.  Será que Zelena falou sobre Emma para Isabelle?

— Você falou de Emma, disse que estou gostando de Emma Swan? — Pergunto ríspida.

Não deveria ter me aberto com Zelena, poderia muito bem ter ficado sozinha com as minhas frustrações. Agora só falta ela ter falado que gosto de Emma para a situação ficar ainda pior. Não estou pronta para lidar com o chilique que Isabelle pode dar e isso pode acabar por afetar ainda mais o que tenho com Emma se é que é possível.

—Não — Responde fazendo-me relaxar no banco.

— Menos mal, passe o telefone para Henry — Indago querendo nem ouvir mais a voz de minha irmã.

Ela passou dos limites dessa vez.

— Me desculpa — Murmura fazendo-me revirar os olhos.

— Passa o telefone para o meu filho — Repito nervosa tanto por ela quanto por Emma que não aparece logo.

Escuto os saltos de Zelena e logo depois a respiração de Henry contra celular.

—Henry nada de dormir muito tarde ok? Mamãe te ama e logo estou de volta— Esclareço querendo dar mais rápido possível fim a essa viagem.

— Te amo. Estou com saudade — Responde fazendo me sorrir.

Preciso do abraço do meu filho e da presença se Emma Swan para que meu dia se torne melhor.

— Também estou meu garoto — Respondo olhando para a entrada do hotel.

Observo Sidney vir na minha direção, por alguns segundos os meus olhos mal podem acreditar no que estou vendo. Afasto o celular da minha orelha e abro a porta do carro, andando rumo ao hotel, cada passo é como um pedido silêncio de calma.

Emma não pode ter feito isso, que inferno ela fez. Observo na mão de Sidney os girassóis junto com a sacola controlo-me em cima dos saltos para não cair, pois, todo o meu corpo treme não sei se por raiva ou frustração, talvez por ambos, agarro o celular sabendo que não posso gritar com Henry ainda do outro lado da filha, respiro fundo ouvindo sua voz.

— Maheeé — Chama enquanto os meus olhos correm pelos girassóis.

Murchos, assim como alguns sentimentos dentro de mim esperava tanto por vê-la e sou recebida assim. Ok que não falei com Sidney ainda, ele permanece em silêncio na minha frente esperando para que desligue o celular, mas sei que isso tem um significado e ele não precisa nem ser dito em alto e bom som. Emma esta me negando.

—Oi querido — Respondo deslizando os dedos por meu vestido tentando de algum modo livrar-me do nervosismo.

— Quando Emma vem fazer chocolate quente aqui em casa? — Pergunta fazendo os meus olhos encherem de lagrimas — Você disse que um dia chamaria — Indaga fazendo meu estomago se contrair.

Estou a perdendo isso que esta acontecendo, e quando coisas assim ocorrem não existe mais chocolate quente, nem a presença dela, apenas fragmentos de lembranças que perturbaram meu sono.

— Não sei Henry — Respondo rispidamente tentando dar fim a conversa.

Realmente não sei mais de nada. As coisas estão bagunçadas demais para serem simplesmente compreendidas.

— Ela esta com você mãe, quero chamar ela — Indaga animado, fazendo uma lagrima descer dos meus olhos.

Terei que arrombar a porta do apartamento para falar com ela? Se for necessário farei, ela tem que ouvir que a desejo, que quero apenas ela e que se exploda Isabelle e todas as outras mulheres com quem apenas passei a noite para esquecer problemas.

— Infelizmente ela não esta— Suspiro sentindo as gotas da chuva caírem contra o meu corpo— Tenho que deslizar agora, te amo — Indago deligando.

— Vou subir e falar com ela me espere aqui — Esclareço passando rapidamente por Sidney

Meu coração bate tão forte que cogito que a qualquer momento ele possa pular de entre meus lábios. Duvido que ela consiga negar tudo que lhe dei olhando em meus olhos, quero vê-la dizer algo quando meus lábios a calarem e minha mão desenhar por entre seu corpo. Duvido que consiga dizer que não sente nada, que as flores não tiveram um significado e que não esta assim como eu apaixonada. Se ela quiser a demissão como pediu em meu apartamento ela vai ter, junto da justa causa vai ganhar o benefício da escolha entre ser minha namorada e mais o caralho a quatro que ela quiser. Emma é a estruturas que quero ao meu lado, cercando o meu lar e vida, desejo ampara-la e amá-la em Roma, Madrid, Seattle onde o mundo for capaz de nos caber. Anseio por presenciar ela a preparando o chocolate quente para Henry, enquanto discretamente observo na soleira da porta sentindo-me cada vez mais apaixonada por tê-la por perto. O meu mundo com Emma passou a ser mais colorido. Sinto uma mão segurando o meu braço com firmeza, giro em meus saltos e encaro Sidney.

— Ela foi embora.

As palavras me batem como um soco, não pode ser isso. Porque ela iria embora? Como coragem de me perguntar isso?  Fui infantil a tranando em um quarto e a deixei ir embora, quando poderia simplesmente ter achado outro jeito. A perdi entre meus dedos a deixei ir para onde bem-quer, a machuquei com minha indiferença.

— Ela deixou o hotel durante a tarde, deixou os brincos e o chocolate na recepção e os girassóis no quarto — Indaga distanciando a mão.

Mentira, Emma não faria isso nunca faria. Dou as costas e continuo a andar em direção a recepção.

— Preciso falar com Emma — Meu corpo treme — Emma Swan — Respiro vendo os olhos da mulher saírem do computador e irem de encontro aos meus.

Ela sabe quem sou, já deve ter me visto em alguma revista ou coisa do tipo, consigo ver admiração em seus olhos, mas sei que os meus só transmitem raiva.

— Um gato comeu sua língua? — Pergunto nervosa.

Ela não foi embora, não faria isso. Depois de tudo que contei? Falei sobre meu pai, não consigo conversar isso com ninguém, mas por mais difícil e doloroso contei, e mesmo assim ela foi embora. Sinto como se ela não tivesse partido apenas de meu apartamento e desse hotel, parece que ela esta assinando que quer ir embora da minha vida. Ela esta aqui, ela esta, Sidney esta mentindo assim como essa mulher a minha frente. Swan não saiu do hotel assim como as câmeras mostram, linda com a sua mala e nenhuma lagrima, diferente de mim que me contenho para não chorar desesperadamente ao observar a imagem do computador sentindo desespero. Mordo o canto dos meus lábios de forma compulsiva. Merda Emma, como pode fazer isso sem ao menos derramar uma lagrima? Largar-me é tão simples?

Dirijo-me para fora do hotel desnorteada. Sidney me olha assustado, mas não diz nada apenas me ajuda a entrar no carro. Desabo no banco sem saber o que fazer. Não existe jantar que vai fazer o meu humor melhorar, neste instante só quero ser capaz de entender a mente de Emma Swan.

Porque estou tão nervosa? Ela tem direito de ir, vir e fazer o que bem entende, não somos nada. Tentar me enganar é tão difícil.

Decido ligar para ela, mas a caixa postal é minha única atenção, uma, dez, três, dez vezes.

Pelo horário que ela saiu do hotel sem dúvidas já pegou um voou para Seattle, tenho que ter certeza disso.

Pego o celular e procuro pelo número do amigo de Emma, julgo que o nome é Killian, ele deve saber onde ela deve estar. Que beleza todos tiraram o dia para não me atender.

Não vou atrás dela em um aeroporto feito uma louca romântica, e espero que ela não esteja desejando isso com essa palhaçada de me ignorar, tudo que ela esta ganhando é o meu nervoso. Importo-me se Emma esta bem, estamos em um país que ela não conhece, em todo lugar tem gente com más intenções e se algo acontece com ela? Nunca irei me perdoar. O que falta na cabeça de Emma e um pouco de sanidade e na minha calma.

—Para onde iremos Regina?— Pergunta rompendo o silencia.

Tenho deveres, por mais que Emma tenha destruído minha noite, tenho que cumpri-los com classe e elegância, mesmo tendo ciência que estou atrasada e que sem dúvidas já perdi a homenagem.

—Para o evento Sidney  —Indago limpando o meu rosto com as costas da mão.

Tiro de dentro da bolsa o espelho e agradeço pela maquiagem ser a prova d'água, o maquiador sabia que iria acabar chorando essa noite?

— Tem certeza?— Pergunta olhando-me pelo retrovisor.

Que pergunta mais tola, como responderia vá ate o aeroporto, vamos atrás de Emma, prepare um jatinho vamos encarar o inferno por ela. Desculpe, mas o que sinto por ela é solido demais, pode ser uma loucura, mas não quero tirar os meus pés do chão e ficar alucinada, já basta todo o sentimento que me toma e da náusea.

—Absoluta — Confirmo forçando um sorriso.

Ele pisa no acelerador e olha pra mim, como se quisesse  uma maior confirmação.

— Não vou correr atrás de Emma, estou gostando dela, mas não posso fazer isso. Se a senhorita Swan quis dar um tempo e resolveu ir embora, é ela que esta abrindo mão de mim,  não o contrario— Esclareço sentindo os meus olhos encherem de lagrimas — Estou aqui parada querendo ela, por enquanto ainda estou.


Notas Finais


Não prometo que vou voltar logo! Espero que tenham gostado e desculpem qualquer erro.
Sei que alguns estão loucos para ver o encontro entre Regina e Emma, mas no momento é necessário um pouco mais sobre o passado de Gina.
(obs: Próximo capítulo vai ter Mulan, August e Isabelle, preparem o coração para revelações sobre o passado de Gina)


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