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História Séculos - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Senhor Choi


O terreno aparentava estar molhado e húmido por conta do temporal. Os sapatos ficavam sujos de terra húmida, um pouco de lama, permitiam que as pegadas ficassem marcadas, como um aviso de que alguém haveria ter passado por ali. A rua iluminada de noite é a melhor visão que poderíamos ter, como o pôr-do-sol. É tão lindo de se ver, que Mark juraria ficar admirando a paisagem milhares de vezes ao dia.


Seus pés estavam gelados por conta do frio da noite, sem se importar, passando-os pelas poças miúdas que havia. Suas mãos estavam por dentro do bolso das suas calças pretas jeans, tentando aquecê-las. O horário de ver Lee Donghyuck outra vez não chegava nunca; Mark estava ficando farto de tanto esperar para a hora passar. Quando estava admirando-o, a hora fazia questão de passar correndo; mas quando não estava, a hora é do contra, passando bem devagarinho, como se fosse uma tartaruga andando. 


Para quê ser tão cruel mundo?


   Como fora citado antes: os planos que Mark Lee planejava nunca davam certo, nem suas vontades davam. Pode parecer estranho, eu sei. Digamos que a vida de Mark não tinha sorte — pensava. Seus pensamentos foram diminuindo sobre isso, já que a sorte que obtém podendo admirar Hyuck já era o suficiente para isso. A sorte. 


  Olhava e mexia freneticamente com a sua mão no relógio de seu pulso. Não aguenta mais esperar. Decidiu entrar, para pelo menos garantir o mesmo lugar de sempre, junto sua cerveja que nunca terminava de beber por Hyuck ser seu motivo de distração. 


Adentrou o local, vendo um tapete logo em frente à porta, para os clientes limparem seus pés molhados e sujos por conta da chuva. O restaurante-karaoke era pequeno, porém, aconchegante e confortável. Todos os detalhes eram perfeitos, detalhados, até os mínimos. Do lado direito na entrada, situava o banheiro, ambos masculino e feminino. Adentrando por completo, do lado esquerdo ficava o bar, por trás havia quatro prateleiras completamente cheias, com todo o tipo de bebida alcoólica. Havia armários, onde colecionavam todo o tipo de copos existentes no mundo. Tudo ali tinha aparência de prestígio, relíquias. Do lado direito, havia várias mesas, nem tão grandes nem pequenas, do efeito de madeira escura, o que dava um toque dos anos 90' ao local. Enfrente tinha um pequeno palco com um banquinho e um microfone com tripé. Era ali que os hormónios de Minhyung alteravam só de ver Hyuck apresentando todos os dias. 


Mark havia ganho um sentimento profundo e super carinhoso pelo local por culpa de seu amado. À séculos que Lee presenciava o local. Dong precisava de dinheiro para sobreviver por conta própria, descobrindo aquele local magnífico e calmo para conseguir seguir sua vida. Acabou amando demais o que fazia e onde, por conta de Mark Lee. A pessoa que amava faziam séculos. 


Mark dirigiu-se para o balcão, onde o Senhor Choi estava fazendo o seu trabalho, limpando alguns copos recém-lavados. Sr. Choi era o dono. Um dono compreensível, animado. Sempre gostava de ajudar e animar as pessoas ao seu redor. Quando ele conseguiu arranjar um bom salário, Dong veio correndo, não poderia perder a sua única oportunidade. Lee é bom no canto, o que facilitou conseguir carregar o cargo nas costas. 


  Amava cantar, amava transmitir sua compaixão para com os admiradores, amava ser admirado com carinho e conforto. Aquele é o seu mundo, seu lugar, seu refúgio, seu esconderijo. Hae mantinha seus pequenos segredos nas letras das músicas que compôs, e comporá. 


— É uma cerveja, por favor — pediu sorridente. Sr. Choi amava ver Mark entrar no seu restaurante-karaoke todos os dias, sempre era bem-vindo. 


— Mais do mesmo — sorriu largamente. Seu cliente habitual não falhava um único dia — Hyuck não vem hoje.


— O-o quê...? — soou baixinho, mas o suficiente para Sr. Choi ouvir, e sorrir de lado — Ele não vem cantar... hoje?


Sua expressão era de completa surpresa. Porque Haechan não ia cantar hoje? Será que havia acontecido algo? A curiosidade de Lee estava matando-o, quase magoando-o, implorando para ir descobrir o que aconteceu. 


Será... por causa do que aconteceu... ontem?


— Ele me ligou — Mark tomou o rosto de Choi com seus olhos, prestando atenção a cada palavra dita — Ele está doente — sorriu de lado. Algo na face de Choi dizia que não havia acreditado nisso nem um pouco.


Era mentira, mais que óbvio. Ninguém fica doente de um dia para o outro. A culpa disso fora o acontecido de ontem, de certeza. Mark e Choi não eram burros ao ponto de acreditar nessa pequena mentirinha de Lee — até porque Choi já havia reparado de como Mark olhava para Dong e o motivo de ele vir todos os dias ao restaurante-karaoke. Já Mark, ainda não sabia que o seu sentimento era recíproco; o que era uma pena.


  Apesar dos séculos, Mark queria acreditar que ambos iriam conseguir ficar juntos.





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